Isso não é...

31 Isso não é chantagem.


Notas iniciais
Hey, girls and boys, muchachos y chicas. (Já estou treinado para o Enem, perceberam?) Eu não sei se alguém vai perceber, mas para titulo de informação, a música desse capitulo era a da anterior. Assim que eu ouvi "Just Give Me A Reason", eu achei perfeita para o capitulo anterior, então troquei. E a de agora - que é a mesma do capitulo anterior - é Fall de Justin Bieber - https://www.youtube.com/watch?v=3OmeRz8lj_Q - porque aparentemente eu só consigo encontrar músicas românticas com ele, não me julguem. (A letra sofreu algumas alterações, nada com que se preocupar.)

Well, let me tell you a story

About a girl and a boy

She fell in love with his best friend

(Bem, me deixe te contar uma história

Sobre uma menina e um menino

Ela se apaixonou por seu melhor amigo)

31-Isso não é chantagem. (Chantagem envolve lucro e não estou tendo nenhum.)

Segunda-feira, 09 de maio

Nunca, em toda sua vida, Ashton sentiu tanta alegria quanto ao ouvir a campainha tocando ou odiou menos a Marcha Imperial ao ouvi-la – por que os Hemmings a tinham como toque quando nenhum deles era fã de Star War? Ashton já estava cansado de ouvi-la – mas daquela vez ela foi musica para os seus ouvidos e um silenciador para a sua mente perturbada.

Ashton ate poderia beijar quem estivesse atrás daquela porta por ter desviado sua mente de perguntas que ele não queria pensar, muito menos responder. Ou não socá-lo como realmente queria há um dia. E a única pessoa que Ash queria socar ontem era Ethan e agora ele estava na sua frente, embora o próprio não tenha percebido isso.

—Me desculpe, J – murmurou Ethan quando a porta foi aberta, olhando para os pés.

Ashton não respondeu, esperando que ele se desse conta de com quem realmente falava. Ou começasse a falar e derramar seus segredos. Não fazia diferença para Ashton o que acontecesse, seja qual fosse, ele saia no lucro.

Devagar, esperando uma resposta e não recebendo – e percebendo que Julie não tinha um pé tão grande assim – Ethan levantou a cabeça e Ashton sentiu que isso já havia acontecido antes quando o outro inclinou-se para o lado, procurando Julie e não encontrando-a.

—J, di-digo, Julie não está?

—Ela está doente – respondeu Ashton, friamente. Não era porque não sentia mais ciu...

Por que ele sentiu ciúmes em primeiro lugar? Não era para Ash sentir ciúmes! Não porque a chance de Ethan gostar de Julie fosse inexistente – segundo as palavras de Julie e Ashton não estava levando completamente a serio a palavra dela, a partir daquele momento – mas porque ele não podia sentir ciúmes. Amigos não sentiam ciúmes um do outro. E ele não queria sentir ciúmes de Julie.

Eu não deveria sentir ciúmes de Julie, corrigiu-se Ashton. Mas, obviamente, dever e querer não andavam de mãos dadas. Assim como amigos não deveriam... Embora, pensando bem, Ashton e Julie já haviam andado de mãos dadas antes sim, o que só demonstrava que ele na sabia nada sobre amigos e amizades. Se amigos podiam andar de mãos dadas – Ash ao menos tinha certeza que Julie não sentia nada por eles quando ele pegou a mão dela ao se conhecerem e saiu correndo, mas... daquela vez ele era um estranho, não? Ashton não sabia nada sobre amizades – então amigos podiam sentir ciúmes um do outro e serem só amigos? Ashton esperava que sim.

—Ela está bem? O que é...? – perguntou Ethan, dando um passo a frente, exigindo uma resposta.

A preocupação dele – e o puxão em sua blusa – fez Ashton voltar a realidade e responder sua próxima questão que se resumia a “amigos podem se preocupar uns com os outros?”, pois Ethan parecia muito preocupado. Mais ainda do que Ashton, que não sabia como Julie fez uma nova amizade sozinha, mas aprovando – e tendo quase certeza que alguma chantagem estava incluída no pacote. Ethan era uma boa pessoa. E muito sincera. E tinha medo de Ashton, pois, ao perceber que fazia perguntas de mais – e que ainda segurava a roupa dele – deu um passo para trás com os olhos arregalados, e exclamou:

—Não precisa responder! Eu já estou indo.

—Ethan, não tem porque fugir. Você pode entrar– disse Ash, revirando os olhos ao abrir a porta para dar espaço a ele. É claro que ele não precisava responder.

—Por que essa mudança? – murmurou Ethan ao passar pelo outro, desconfiado.

—Quero conversar com você – disse Ashton.

E a forma como ele falou isso arrepiou Ethan, que tinha muita experiência quanto a frase “quero conversar com você” e sabia que nada de bom provia dela. Remexendo-se mais no sofá do que se estivesse sentado em cima de pregos, Ethan parecia desconfortável, perguntando-se o que Ashton poderia querer com ele, ate olhar para cima e ver Ashton sorrindo para ele. Para ele! Ethan não conseguiu acreditar que isso tinha acontecido.

—Você sabe – afirmou ele.

Não era uma pergunta. E ele parecia furioso. E aliviado. E perdido. Ethan não sabia como agir diante disso. Ele não planejava contar a ninguém – não agora ao menos – mas agora – agora! – duas pessoas desconhecidas sabiam, e nem seus melhores amigos sabiam. Hunf, Ethan conseguia imaginar dizendo a eles: “Eu sou gay. É, tipo assim, eu gosto de garotos. Romanticamente falando. Sexualmente falando.” Não, só que não. Então por que parecia tão fácil estar ao lado daquelas pessoas que não o conheciam? Ethan se sentia aliviado por não precisar esconder algo seu, uma informação que fazia parte de quem ele era, mas irritado por quase que estranhos saberem disso e pessoas que ele amava não. Que tipo de pessoa Ethan era? E o pior era que ele não conseguia imaginar dizendo isso a elas tão cedo.

—Julie disse?

—É... Mais ou menos.

—Ela te disse ou não?

—Julie pode ser uma idiota na maior parte das vezes, contudo nunca descumpriu uma promessa – disse Ashton. Ethan parecia cético, então ele completou: – Mas não precisei de muito para adivinhar.

—O que você quer dizer com isso? Não sou “homem” o suficiente para você? – questionou Ethan, revirando os olhos. Ele conhecia de cor e salteado todos os motivos óbvios que as pessoas passariam a perceber depois de saberem que ele era homossexual. – Não acha que posso lhe bater...

—Calma ai, garanhão – disse Ashton, levantando as mãos em rendição. – Não estou dizendo isso.

—O que foi, então?

—Julie é irresistível...

—E você está apaixonado por ela – completou Ethan, sorrindo muito ironicamente. – Sim, não precisei de muito para adivinhar isso. Foi por isso que você me ameaçou?

—Quem em sã consciência dispensa uma garota como a Julie? – continuou Ashton, ignorando-o ao invés de responder. Ele não estava apaixonado por Julie, era o contrario.

—Alguém que não gosta dessa fruta?

—Julie não quis me dizer quem é a pessoa que você gosta – disse Ashton, tentando recomeçar uma conversa que nem teve inicio.

Ele não achava que rir o ajudaria nessa situação, mas era o que estava com vontade de fazer. Ethan definitivamente era uma pessoa que Julie gostaria de ser amigo, sua personalidade ia de amargo a doce tão rápido quanto a própria, sem nunca deixar de sorrir. Ele parecia tão leve, tão frágil, que Ashton entendeu o porquê de Julie querer ser amigo dele assim que o olhou. Ethan podia parecer um boneco de porcelana, leve, frágil, pequeno, mas havia ali, no fundo dos seus olhos verdes, uma força surpreendente. Ou talvez Julie o quisesse apenas por ter olhos verdes; afinal, ela tinha uma queda por olhos claros.

—Por que ela deveria te dizer de quem eu gosto?

—Porque... Não sei.

—O que foi? – perguntou Ethan, franzindo a testa ao olhá-lo solidário. – Você não parece... Não parece o Ashton Irwin que está constantemente cercado de garotas.

—Me observando, Ethan? Não me diga que está apaixonado por mim.

— É... Não – negou Ethan, rindo. – Sonhe menos, Ashton. Você não é tão irresistível quanto pensa que é.

—Eu sou irresistível – insistiu Ashton, rindo também. – Oliver?

—O que? O capitão do time de futebol? O que tem ele... Ah, você acha que... Por Deus, não. Ele deve ser homofóbico.

—Por que todos os capitães são? – perguntou Ashton, o que fez Ethan revirar os olhos, mas não desconsiderar o ponto. – Félix?

—Aquele que persegue a Julie?

—É. Então você pensou, aquele caso clássico, vou sair com a garota que ele persegue para que ele ao menos me odeie.

—Cara, suas tentativas são péssimas. Desista, não passou nem perto.

A cada minuto que passava ao lado de Ethan, Ashton conseguia entender cada vez mais porque Julie virou amigo dele tão rápido. Não tinha como não fazer isso. Havia algo em Ethan que fascinava. Se Ash não fosse tão seguro quanto a sua opção sexual, poderia ter ficado abalado, porque Ethan era fascinante. Ate quando assistia um filme, ele era fascinante. E não tinha como não compará-lo aquelas bonequinhas russas, embora só tivessem o tamanho em comum, porque o cabelo era uma confusão de amarelo e os olhos azuis... Espere, Ethan não tinha cabelos lisos e loiros nem olhos azuis.

Talvez existisse uma razão para Ashton está tão seguro assim quanto a sua opção sexual, um que envolvia olhos azuis.

Talvez Ashton tivesse pensando em uma confusão de amarelo e olhos azuis porque foi o que viu ao olhar para cima, para as escadas, para a Julie.

—Oh, meu Deus, cale a boca! – gritou ela, com as mãos na cabelo, parecendo uma doida. – Eu quero dormir. E estou com dor de cabeça!

Mas Julie não voltou para cama, ela desceu as escadas cambaleando e arrastando os pés, esfregando os dedos nas têmporas e xingando a si mesma num sussurro. Ashton também se xingariam se tivessem se visto daquele jeito no espelho. E ficaria com dor de cabeça, qualquer coisa para não pensar no que aconteceu. Ethan parecia que se jogaria da ponte se tivesse um penteado daqueles, como se seu próprio cabelo não fosse uma confusão ruiva pior.

—Ashton – murmurou Julie, como se a palavra amargasse sua boca. Até parecia um insulto. – O que você está fazendo aqui? Você deveria estar na escola.

—E você ter acordado antes.

—Por quê? Ainda é cedo, não passa das dez horas da manhã.

—Hoje é terça, Julie.

—É? – questionou ela, franzindo a testa e caindo no sofá, sentada. – E o que você já fazendo aqui? Você deveria estar na escola.

—É de noite.

—É? – repetiu ela, piscando os olhos sonolentos, para afastar o sono, embora continuasse caindo para o lado. – Eu dormi por quantas horas?

—Muitas horas. Acordava e voltava a dormir.

—Sério? E você...

Julie levantou a cabeça ao tocar no ombro de Ethan e arregalou os olhos minimamente, percebendo apenas naquele momento que havia mais uma pessoa com eles; que ela dividia o sofá com alguém.

—Oi – disse ele, mordendo o lábio, sem saber se ria ou corria.

—Ethan? O que está fazendo aqui? Você deveria estar na escola.

—Não deveríamos colocar ela na cama, não? – sussurrou Ethan para Ashton, inclinando-se para frente.

—Não. Daqui a pouco ela acorda, espere só.

Julie estava com sono. Muito sono. Ela queria se deitar na cama e dormir sem pausa, mas ela sabia – sempre era a mesma coisa – que quando começasse, não pararia tão cedo. Quanto mais Julie dormia, mais sono ela sentia. E ela tinha que dar o primeiro passo para sair desse ciclo viciante.

—Ei, Ethan – sussurrou Julie. Falar muito alto a dava dor de cabeça. – Quero remédio.

Revirando os olhos – só de ver isso Julie sentia mais dor de cabeça ainda – Ashton se levantou e foi pegar para ela. Bom, garoto.

—Ei, Ethan – repetiu Julie mais alto. Ela já conseguia ouvir as batidas do seu coração sem se sentir tentada a se suicidar por está viva.

—Ela está doida? – perguntou Ethan para Ash.

—Doida, mas não surda – avisou Julie, num murmuro. – O que você faz aqui? E não me venha com desculpas.

—Você contou ao Ash?

—Ash? Já estão tão íntimos assim? – questionou Julie, aceitando o copo com algum xarope estranho e viscoso de Ashton. Dando apenas uma olhadela nele para não desistir, ela virou com tudo, torcendo o nariz e se arrepiando. – Você me deixou plantada num encontro por medo!

—Certo, não irei te pedir desculpas. Trouxe doces para você...

—Para se desculpar? – completou Julie. – Porque isso, eu aceito.

—Ganhei balas estranhas de um sorteio – explicou Ethan, puxando um saco que ela nem havia visto do chão. Não que Julie percebesse algo.

—Estranhas? – ecoou ela, colocando a mão e sorteando uma bala aleatória.

—Queijo, goiabada, cogumelo, vomito, feijão... Você sabe, o de sempre.

—O de sempre – concordou Julie, dando de ombros. – E você está me oferecendo ao invés de dá ao...

—Eu ganhei muito – interrompeu Ethan antes que Julie terminasse a frase e dando-a um olhar de aviso. Ou ameaça. – Eu tenho sorte... – Um arrepio percorreu Ethan assim que a bala tocou sua boca. – Queijo!

—A cozinha é para lá – apontou Ashton e Ethan saiu correndo. Eles estavam bem íntimos em pouco tempo para Ash já saber que Ethan não gostava de queijo, se bem que o arrepio que passou por Ethan ao chupar a bala fosse suficiente para deduzir isso.

—Urg, eu também não tenho – lamentou Julie, tremendo, entretanto continuou chupando o confeito. Era comida. E doce. E grátis. Não se desperdiçava nenhum dos três. Nunca. – Peguei o de terra. Eca!

Ashton olhou para cozinha antes de se inclinar na direção de Julie e roubar a bala dela. Julie ficou sem ação, perguntando-se se ainda não estaria dormindo. Depois, como se nada tivesse acontecido, Ashton se levantou e foi para a cozinha, topando com Ethan no caminho. Como se ele não tivesse feito nada.

—Qual é o problema, Julie? – questionou Ethan, que já procurava mais balas para experimentar.

—Ele roubou minha bala – acusou ela num sussurro, chocada.

—É? Qual sabor para me procurar?

Julie olhou surpreendida para ele, por Ethan ser mais inocente do que ela imaginava. Mas ele era um idiota, facilmente enganado. E chantageado.

Três dias atrás

Sexta-feira, 06 de maio

Matar Ashton? Porque não? Devagar e com cuidado para aja muito sofrimento e sangue e dor e lágrimas... Julie tinha todos os passos memorizados do que ela faria em diversos cenários, os seus favoritos era a morte na fogueira – clássico – e a forca com seu corpo como boneco. Vodu era outro clássico. Julie amava clássicos. Ela podia ate imaginar o jogador nunca acertando para que cada parte do corpo fosse perdida a cada erro. Ela amaria ver Ashton sem suas partes.

—Você passou a manhã toda emburrada – disse Calum.

—O que? Eu não estou emburrada – disse Julie, escondendo o rosto entre os braços dobrados sobre a mesa.

É claro, a primeira pessoa a perceber, antes mesmo dela, foi Calum. Ele era bastante observador, notava as pequenas coisas que passavam despercebidos a todos. Exceto a ele, óbvio.

—Você está assim desde a festa de ontem – declarou Calum, batendo o joelho contra o dela debaixo da mesa. Julie estremeceu e afastou-se, sentir o joelho de outro pessoa a fazia pensar em Ashton e ela não queria isso. – E eu não consigo lembrar o que aconteceu.

—Você bebeu de mais e fez a dança da galinha em cima da mesa – disse Julie, mantendo a cabeça baixa, mas abrindo um olho para vê-lo melhor. – E quis que eu te casasse com um taco de beisebol.

—Onde ele arrumou um taco de beisebol? – questionou Michael, virando-se na banca da frente.

Sem levantar a cabeça, Julie deu de ombros, sem se importar se Mike perceberia ou não – ele estava sentado na cadeira frente dela e de Calum, que dividiam a mesa. De que adiantava saber o local que Calum arrumou o taco? Além de que, encontrou um foi ele, não ela.

—E eu? – perguntou Mike.

Julie revirou os olhos, agora ela era a memória deles. Eles estavam perdidos. Sua memória era péssima. Mas não tão péssima assim, já que conseguia se lembrar da revelação surpreendente da noite.

—Você foi um idiota como sempre e tentou impedir Demi de fazer um striptease.

—Era para ter deixado? Espere... – pediu Michael, arregalando os olhos. – Demi ia fazer um striptease?

—E você a arrancou de cima do balcão – completou Blake, olhando-o irritado.

—Quem te chamou na conversa? – murmurou Julie, voltando a fechar os olhos.

—Você pode ser bonita, mas é chata – disse ele. Julie conteve o desejo de mostrar a língua, não podia dar esse gostinho a ele e contribuir ainda mais para o “chata”, embora não se importasse. – Não sei como Ethan está afim de você.

—Ethan está afim de mim? – perguntou Julie, voltando a abrir os olhos. Aquilo era surpreendente.

—É – concordou Blake, virando-se na mesa para olhá-la, como se não acreditasse como seu amigo poderia estar gostando de Julie. Tudo bem que ela era... Ela era Julie Hemmings. Mas Blake esperava que Ethan fosse preferir alguma garota... Ele não sabia. Mais simpática?

—Ele não é nada mal – admitiu Julie, tentando se recordar de algum Ethan. A pessoa que ela achava que era Ethan não era nada mal.

—Quer sair com ele?

—Por que não? – perguntou-se Julie, dando de ombros. – Por um bolo e treze pizzas.

—Tudo isso?

—É meu preço – falou ela, irredutível. Mas Julie duvidava que Ethan fosse aceitar, ele era gay. Como Blake não sabia disso era uma duvida de Julie, estava na cara. isso é, se ele fosse o mesmo cara que Julie achava que era.

Blake se virou para frente teclando a uma velocidade surpreendente, virando-se para trás de vez em quando para observá-la, como se esperasse que Julie mudasse de ideia. Ela não mudaria e poderia ser porque estava um pouquinho irritada com Ashton. Céus, pensar no nome dele aumentava sua vontade matá-lo.

—Ethan disse que aceita – falou Blake, sorrindo. – Nenhuma possibilidade de sair comigo e não com ele?

—Não, sem chance. Não irei trocar Ethan por você, Blake. Ele disse algo além do óbvio sim? Onde, por exemplo, irei fali-lo?

—Eu posso te dar o numero dele – ofereceu Blake. – E te dá o meu tam...

—Eu posso pega-lo do celular do Calum. Calum? – pediu Julie, estendendo a mão.

—Você deveria colocar créditos ao menos – disse ele, revirando os olhos, contudo passou o celular.

Julie o ignorou. Calum era rico, ele podia bancar os próprios créditos. E os dela.

JULIE: Quem fala é a Julie.

JULIE: Vc vai realmente sair cmg?

A resposta chegou rápido e comprovou-a que falavam do mesmo garoto.

ETHAN: Pq n?

JULIE: Acho q nós 2 sabemos a resposta.

ETHAN: Eu n sei.

JULIE: Vc n está atraído por mim.

ETHAN: Muita baixa estima p uma pessoa tão egocêntrica quanto vc.

JULIE: Bem...

JULIE: N espero q um gay me queira.

Olhando para a tela, Julie esperou que Ethan a respondesse e imaginou-o caindo da cadeira. Seria uma cena impagável.

ETHAN: Eu n sou gay.

JULIE: Embora vc n possa negar q sou linda.

Julie continuou digitando e ignorando-o, aquela era uma troca de mensagens unilateral.

JULIE:E q vc iria querer me pegar se fosse heterossexual.

JULIE: N minta e abale meu ego.

JULIE: Ethan?

JULIE: Ethan?

JULIE: Tá vivo?

ETHAN: Quem te contou?

JULIE: Vc iria me querer se fosse hétero?

JULIE: N ia?

A resposta demorou a chegar e Julie sabia que iria demorou ainda mais, então ela colocou o celular em cima da banca e deu um tempo para Ethan pensar. Quando o celular vibrou, chamando, Calum tentou pega-lo, mas Julie chegou mais rápido e disse “não” com os olhos, pois era bem óbvio para quem era, com “Ethan ligando” na tela.

—Julie... – disse Ethan, apesar de parecer sem palavras. – Como...?

—Não sou cega. Tanto faz do que você gosta, mas você ainda vai me levar para jantar? Não vai? E eu posso te ajudar com...

—Está bem, Julie – interrompeu ele, entredentes. – Apenas cale a boca.

—E como vamos decidir onde eu vou comer? Hum, eu quero ir ao...

—Vamos onde você quiser, apenas... – disse Ethan, caindo a voz para um sussurro quase inaudível: – Não conte a ninguém.

—Eu não vou contar. E só para deixar claro: isso não sou eu te chantageando – explicou Julie, imitando-o ao pronunciar “chantageando”. Ela não estava chantageando-o. – E eu não me importo com, você sabe.

Notas finais
O capitulo deve ter ficado MAIS para alguns - nem sei como conseguir faze-lo - e eu acho que não irei postar nesta semana, estudo em dobro para fingir estar estudando. Boa sorte para mim! E comentários!