Notas iniciais
Olá meus pôneis! *-* E aqui está o meu casal yaoi FAVORITO em Uta pri. Não escondo de ninguém que me dediquei mais a esse cap do que aos outros... +_+ gente a escola nova é UM INFERNO. Pra vocês terem uma ideia temos prova/redação TODA SEXTA-FEIRA. Eu tô um caco. E OLHA QUE FOI SÓ A PRIMEIRA SEMANA DE AULA. -_-‘ Tô completamente sem tempo de escrever, preciso estudar pelo menos quatro horas além da escola todo santo dia! ENFIM. Chega de minha vida pessoal e vamos ao cap!

“Mamãe, eles me deram apelidos

Eles não me deixavam jogar

Corro para casa

Sento e choro quase todos os dias”

Flash Back – On. Pov Tokiya

Eu tinha sete anos quando ele apareceu.

– Toki – disse minha mãe. – esse aqui é o seu mais novo empregado.

Um garoto com a minha idade saiu timidamente de trás dela. Ele possuía cabelos e olhos muito vermelhos, pele branquinha e um rosto delicado.

– P-Prazerem conhecê-lo. – o garotinho se curvou. – me chamo Ittoki Otoya.

– Hm... Ichinose Tokiya. – falei curto e grosso. – pra que ele serve?

Minha mãe riu, acostumada com minha grosseria e deu uma tapinha nas costas do garoto.

– Ele é órfão. – disse ela. – vai fazer tudo o que você mandar. – empurrou o garoto em minha direção.

O mesmo tropeçou e caiu no chão.

– Ridículo. – falei dando as costas.

– P-Por favor! Espere Ichinose-san! – disse o ruivinho tentando se colocar de pé.

Ele havia ralado os joelhos com a queda, mas se levantara e correra em minha direção enquanto minha mãe apenas ria sadicamente e deixava o local.

“Hey, Jessica, você parece um alien

Com a pele verde

Você não se encaixa neste planeta”

Parei de andar ao observar o estado lamentável do garoto enquanto mancava em minha direção.

– O q-que devo fazer Ichinose-san? – disse ele um pouco ofegante.

– An?

– S-Sua mãe me tirou do orfanato. Qualquer coisa que eu possa fazer por você será para agradecê-la por me adotar

OI? ADOTAR? MINHA MÃE ADOTOU UM MESTIÇO?

– Deve haver algum engano... – falei. – minha mãe nunca...

– Não há engano algum...! – ele tapou os lábios. – perdão, eu o interrompi...

– Você é um garoto estranho. – falei novamente dando as costas.

Não pronunciei mais nenhuma palavra e ouvi os passos rápidos do pequeno ruivo me acompanhar e ele não parava de falar por um segundo!

Fui em direção ao meu quarto após alguns corredores e o tal Itokki intrometido entrou junto. Ignorei sua presença e liguei meu Playstation 3.

– Sabe jogar? – perguntei sem olha-lo.

– An? – ouvi-o rir nervoso. – s-sei...

– Ótimo. – arremessei o controle para trás.

Observei com o canto dos olhos a tempo de vê-lo pegar desesperadamente o controle para que não caísse no chão.

O menor sentou-se ao meu lado enquanto eu ligava o aparelho.

Escolhi um jogo qualquer que houvesse o máximo de sangue o possível. Logo começou o primeiro round.

E aquele garoto era muito bom.

◦◦◦

“Oh, eles puxam o meu cabelo

Eles empurram a minha cadeira

Eu guardei para mim e fingi que não me importava”

◦◦◦

– Não acredito nisso.... – murmurei depois de minha oitava derrota.

Ao meu lado Itokki saltava e gritava em comemoração.

– Foi divertido Ichinose-san! – disse ele abrindo um largo sorriso.

Estranhamente, senti meu rosto quente.

– S-Sorte de principiante. – falei virando o rosto, impedindo-o de ver meu rosto ruborizado.

– O que quer que eu faça agora Ichinose-san? – perguntou sentando-se ao meu lado.

– Não precisa fazer nada...

– Mas eu...

– CALE A BOCA POR CINCO MINUTOS, OK? – berrei.

Itokki encolheu-se, abraçando os joelhos e baixou a cabeça.

– D-Desculpe. – gaguejou com a voz embargada.

Um aperto tomou meu peito e minhas mãos começaram a suar. Por que eu estava me preocupando com aquele garoto...?

– Levante a cabeça. – ordenei.

Ele fez o que pedi, e o aperto em meu peito se tornou mais forte.

Lagrimas cristalinas escorriam por seu rosto delicado, os olhos avermelhados estavam um pouco escuros, as sobrancelhas franzidas e os lábios trêmulos.

– N-Não chore. – afaguei lhe os cabelos e desviei o olhar. – hm... Vamos jogar outra partida.

– S-Sim! – disse ele tornando a sorrir.

Tão... Perfeito.

Off. Pov Tokiya

“Hey, Jessica você é tão engraçada

Você tem os dentes iguais ao do Pernalonga”

On. Pov Otoya

Ichinose-san era tão gentil!

Quando a mãe dele me tirou do orfanato fiquei tão feliz! Ela me disse que me adotaria e eu só precisava fazer tudo o que ela mandasse, então tudo bem!

Era melhor.... Do que ficar naquele lugar.

Enfim, depois de mais ou menos umas vinte partidas Ichinose-san se deu por vencido e largou-se na cama.

– Hm... Ichinose-san, quer que eu te prepare algo para a janta? – perguntei, afinal sua mãe havia me ordenado de fazer tudo o que ele quisesse.

– Não precisa. Temos cozinheiros para isso. – disse friamente.

– Está bem.

Continuei ali, sentado no chão com os joelhos encolhidos, até Ichinose-san virar o rosto em minha direção e dizer:

– O que ainda está fazendo aí? Venha pra cá. Isso é uma ordem.

– Sim! – levantei-me desajeitadamente e fui em direção a cama.

Fiquei ao lado dela, observando-o até que senti sua mão em meu pulso, puxando-se, e tropecei, caindo por cima dele.

– Você é muito lerdo. – disse ele abraçando-me.

– Eh? Ichinose-s...

– Tokiya. – cortou-me. – pode me chamar só de Tokiya. Eu ainda sou uma criança, apesar de tudo.

– T-Tokiya... – repeti.

Apesar de termos a mesma idade (com alguns meses de diferença), ele era maior do que eu. Seus braços davam facilmente a volta ao redor de meu corpo. Tokiya segurava-me como se eu fosse um ursinho de pelúcia.

O mesmo afundou os rosto em meus cabelos e senti minha pele se arrepiar.

Que sensação estranha.

Meu coração estava acelerado. Minhas mãos suavam. Minhas pernas e braços me pareciam flácidos. Eu não tinha a mínima vontade de sair daquele abraço, queria ficar ali para sempre.

Por que?

Off. Pov Otoya

◦◦◦

“Então você acha que me conhece agora

Esqueceu-se da forma como

Você me fazia sentir

Quando você colocava o meu astral para baixo”

◦◦◦

On. Pov Tokiya

Dez anos se passaram desde o dia em que nos conhecemos.

Otoya havia ficado muito bonito. Os cabelos avermelhados sempre arrepiados e nunca perdera o brilho infantil de seus olhos rubi.

– Nee, Toki olha! – disse ele sorrindo. – que lindo!

O menor apontava para o céu e observei o que tanto lhe chamava atenção.

Um pouco mais além, na base aérea, a esquadrilha da fumaça fazia se show pelo ar. Os caças voavam de maneira sincronizada de um lado para o outro enquanto faziam manobras ariscadas.

– É muito lindo! – repetiu encantado.

Ri internamente de suas ações infantis e arremessei-lhe um refrigerante.

Ele pegou a latinha, quase deixando-a cair, e agradeceu. Encoste-me ao seu lado no corrimão da passarela e observei seu rosto enquanto ele continuavam com os olhos brilhando.

Não importava quanto tempo passasse, ele continuava lindo.

“Mas obrigado pela dor

Isso me fez subir no jogo

E ainda estou subindo

Ainda estou subindo, yeah”

– Vamos. – falei dando as costas.

– Espera Toki! – choramingou correndo atrás de mim.

Mordi o lábio inferior, contendo uma gargalhada e acelerei o passo, ouvindo a respiração abafada e os murmúrios chorosos de Otoya.

– Você é muito lento Toya. – falei rindo discretamente.

– Você que é muito rápido!

Fomos em direção a uma sorveteria, estava muito quente. Liguei para meu motorista, pedindo que fosse nos buscar dentro de uma hora.

Otoya havia pego um picolé de morango, mas não conseguia come-lo rápido o suficiente antes que derrete-se e o mesmo agora escorria por entre seus dedos.

– Ah, não... – lamentou ele.

Eu já havia terminado de comer e comecei a rir, mesmo depois de anos ele ainda era um desastrado.

– Não ria. – disse o ruivo fazendo um bico infantil e virando o rosto.

– Me dê isso aqui. – falei controlando a risada e segurei a mão que estava o picolé, levando-o a boca.

Dei uma mordida no mesmo, sentindo-o gelar meus lábios, engoli-o e lambi toda a extensão do mesmo. Segui até seus dedos, chupando-os lentamente, sem deixar nenhuma gota sobre eles. (N/A: ‘CÊS PENSARAM PUTARIA NÉ? PERVERTIDAS (OS)!).

– T-Toki... – gaguejou Otoya.

Olhei para cima, deparando-me com seus rosto envergonhado.

Não me olhe deste jeito... Me dá vontade de devora-lo.

“Então faça suas piadas

Arrebente

Apague seu cigarro

Você não está sozinho

Mas quem está rindo agora?

Quem está rindo agora?”

– C-Com licença rapazes. – disse a voz de uma mulher.

Desprendi meus lábios dos dedos trêmulos de Otoya e encarei-a.

Ela vestia o uniforme da sorveteria, possuía cabelos escuros amarrados num rabo de cavalo e segurava o nariz que, por algum motivo, sangrava.

– É... – disse nervosa. – m-meu chefe me disse para avisa-los que “a sorveteria não é adequada para esse tipo de coisa”, m-mas se v-vocês permitirem... – ela pegou um celular do bolso do avental. – p-poderia repetir para eu tirar u-uma foto? É que vocês são um casal t-tão lindo!

Otoya ficou mais vermelho do que seu já devorado picolé de morango e levantou-se da cadeira num salto.

– N-Não somo um casal... – sussurrou ele nervosamente e deixou o local a passadas rápidas.

A garota pediu um milhão de desculpas e paguei a conta, dizendo que ela não deveria se preocupar.

Levantei-me da cadeira e colei meus lábios em seu ouvido.

– Ele é um uke tímido. – sussurrei roucamente. – deveria vê-lo quando estamos na cama.

Afastei-me a tempo de ver a garota desmaiar enquanto o sangues saia quase em jatos por seu nariz.

Quem dera se ele realmente fosse meu uke... Mas pelo jeito que é ingênuo, não deve ter percebido meus sentimentos.

Eu estava apaixonado por aquele ruivinho infantil.

Off. Pov Tokiya

“Então levante a barra

Aqui estamos nós

Jogue suas cartas

Seja uma estrela

Quem está rindo agora?

Quem está rindo agora?”

On. Pov Otoya

Casal? Eu e Tokiya parecíamos um casal? De onde aquela garota havia tirado isso?

Continuei andando rapidamente até tropeçar na calçada e levar um tombo.

– Ai... – choraminguei segurando meu joelho.

Havia conseguido rasgar minha calça e rala-lo, agora o sangue escorria por minha perna.

– De novo... – murmurei angustiado, quantas vezes eu havia ralado o joelho só esse mês?

– Você é um desastre mesmo. – a voz de Tokiya me surpreendeu.

Fiz um bico e olhei para o lado.

– Não precisa se preocupar comigo. – falei.

Tokiya bufou e pegou o celular.

– Hei... Mike, já pode vir nos buscar. – falou e desligou. – francamente Toya...

Ele se ajoelhou ao meu lado e retirou o casaco que vestia.

– O que está fazendo?

Ignorou minha pergunta e dobrou o casaco, logo em seguida o colocou ao redor de meu joelho, amarrando e retendo o sangramento.

Colocou-se de pé e estendeu a mão.

– Venha, vamos para casa idiota.

Aceitei sua ajuda, Tokiya entrelaçou os dedos aos meus e me ajudou a levantar.

Sua pele era um tanto fria, mas seus atos não deixavam de ser gentis apesar da personalidade oposta.

Toki... Quando vai perceber que eu te amo?

“Porque eu estou em Los Angeles

Você acha que fiz a minha fama

Como se isso nos fizesse amigos

Quando a única coisa que eles sabem é o meu nome”

Depois de alguns minutos Mike, o motorista, chegou. Entramos no carro, Tokiya me ajudando para que eu não me machuca-se de novo e seguimos para casa.

Algo que nunca havia mudado era o fato de dormirmos juntos.

Desde o primeiro dia que vim morar aqui, quando tínhamos sete anos, depois daquela partida de videogame que eu nunca vou esquecer, Tokiya havia me abraçado e acabara dormindo agarrado a mim, e mantemos essa mania estranha por todos esses dez anos. Eu tinha meu próprio quarto, mas quase nunca dormia lá.

Fomos para o quarto de Tokiya, ele tratou meu ferimento, mesmo eu dizendo que não precisava.

– Quem sabe assim você sossega. – suspirou guardando o que sobrara da gaze.

– Não me machuco de propósito... – bufei.

– Hm... – ele deu as costas. – vou tomar um banho, vá jantar. Estou sem fome.

– An? – franzi a testa. – não vai comer? Mas...

– Apenas vá jantar. – bufou e foi para o banheiro, trancando a porta atrás de si logo em seguida.

– Grosso.... – murmurei.

Levantei-me cuidadosamente da cama e fui para a sala de jantar.

Os pais de Tokiya nunca estavam em casas, nos dois sempre jantávamos sozinhos, e várias vezes Tokiya perdia a fome e eu comia sozinho.

Era... Estranho não tê-lo sempre ao meu lado...

Off. Pov Otoya

“Jessie sabíamos que você poderia fazer isso

Tenho uma música e adoraria que você escutasse”

On. Pov Tokiya

Não acredito que eu estava fazendo aquilo de novo...

Encostei-me a parede fria do box e liguei o chuveiro, descendo minhas mãos vagarosamente até meu baixo ventre que formigava.

– Otoya... – sussurrei.

Apertei minha mão direita em minha intimidade pulsante a acariciei-a.

Os lábios carnudos, as coxas torneadas, a silhueta delgada, o aroma adocicado de seu pescoço, o calor abrasador de sua pele... Tudo nele me enlouquecia.

Eu o quero por inteiro.

Acelerei os movimentos em meu membro, sentindo minhas pernas fraquejarem.

– Otoya... – gemi baixinho, sentindo o ápice chegar e escorrer por entre meus dedos.

Off. Pov Tokiya

“Então, agora, porque estou conectado

Você acha que a minha sorte é boa

Quatro anos agora

E ainda estou esperando na linha”

On. Pov Otoya

Terminei de jantar e fui para meu quarto. Tomei um demorado banho e vesti meu pijama. Uma blusa vermelha e uma calça de moletom branca. Escovei os dentes de fui para o quarto de Tokiya.

– Posso entrar? – perguntei após bater na porta.

– Já devia ter entrado. – disse ele.

Adentrei o cômodo, fechando a porta.

Tokiya estava largado em sua cama. Vestindo uma blusa com mangas e uma calça de moletom, todas as peças pretas.

– Quer que eu durma aqui hoje ou... – nem pude terminar de falar.

Tokiya me puxou para cama, me fazendo cair por cima dele.

– Por que pergunta isso todo dia se já sabe a resposta? – disse ele um tanto irritado e inverteu as posições, ficando por cima de mim. – vou dormir com você todas as noites, não precisa perguntar se eu quero! Quando eu não quiser falo antes. – deitou-se sobre mim e afundou o rosto em meu pescoço. – você é meu empregado.

– T-Toki...

Ele deslocou o rosto de meu pescoço, dirigindo-o ao meu e encostou nossas testas enquanto suas mãos agarravam possessivamente minha cintura.

– Toya...

“Jessie, te vi no Youtube

Marquei todas as fotos de quando estávamos na escola”

Uma das mãos que segurava minha cintura foi em direção ao meu rosto, acariciando minhas bochechas coradas cuidadosamente, como se eu fosse quebrar se o toque fosse mais brusco.

– Toya... – sussurrou novamente.

Os dedos hábeis deslizaram suavemente por minha pele até alcançarem meus lábios, o polegar tocando o inferior desejosamente. Não sentia mais meu coração bater direito, minha respiração estava desregulada, minhas mãos agarravam as cobertas brancas com força.

HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY! BICHT-GIRL YOU...!

Dei um salto com o barulho do celular de Tokiya tocando, empurrando-o.

– S-Seu celular! – falei.

Tokiya bufou irritado e pegou o aparelho.

– QUE FOI PORRA? – gritou ele.

Passou alguns minutos xingando a pessoa ao telefone e depois de mais uns dez minutos de conversa desligou o aparelho.

– O Natsuki fala demais! – queixou-se Tokiya.

– Outra vez aquilo? – perguntei receoso.

– Sim. Ele quer saber se nós topamos.

– Toki... Eu queria ir.

“Então você acha que me conhece agora

Esqueceu-se da forma como

Você me fazia sentir quando acabava com meu astral”

Tokiya sentou-se bruscamente na cama e me encarou.

– O QUE?

– Eu... – sentei-me e apertei nervosamente as mãos em meu colo. – eu quero ir.

– Mas Toya...

– É o meu sonho.

Tokiya calou-se o olhou para o outro lado, fixando seus olhos em qualquer coisa no quarto que não fosse eu.

– Têm certeza absoluta disso?

– Tenho. Mas... E-Eu devo ficar com você. – falei baixando o olhar até minhas mãos. – é o meu trabalho, o meu debito.

– Então sou apenas um “debito” para você? É isso?

– Não foi isso que eu quis dizer... – mordi o lábio inferior.

“Mas obrigado pela dor

Isso me fez subir no jogo

E ainda estou subindo

Ainda estou subindo, yeah”

Tokiya tornou a olhar para mim e me deitou bruscamente na cama. Segurando meus pulsos ao lado de minha cabeça.

– Vai ser assim? Vai fazer dezoito e me deixar? – disse ele.

Estava furioso, nunca havia o visto daquela maneira.

“Então faça suas piadas

Arrebente

Apague seu cigarro

Você não está sozinho

Mas quem está rindo agora?

Quem está rindo agora?”

– Não vou te deixar... – falei sentindo meus olhos ficarem úmidos. – eu não poderia ir para lugar algum sem você! Eu... – calei-me.

– Você...? – suas mãos apertaram ainda mais meus pulsos, deixando-os doloridos.

– E-Eu... – gaguejei. – n-não posso fazer isso sem você! Você é o meu melhor amigo... – as lagrimas começaram a escorrer por meu rosto. – A minha única família...

“Então levante a barra

Aqui estamos nós

Jogue suas cartas

Seja uma estrela

Quem está rindo agora?

Quem está rindo agora?”

Tokiya afrouxou as mãos em meus pulsos e enxugou as lagrimas com aponta dos dedos.

– Otoya, eu vou com você. – disse ele.

““Jessie, ela saiu pra fora da caixa

Juro por Deus, agora ela tem a tosse do ego”

Deixe os que odeiam odiarem

Você está muito atrasado”

– An?

– Não vou te deixar ir sozinho. – mordeu o lábio inferior. – não posso ficar aqui sem você.

– Toki...

– Vamos fazer isso juntos, como sempre foi! – beijou meus olhos ainda úmidos. – vamos fazer com que as nossas vozes sejam a única coisa que as pessoas queriam escutar.

“É bom ver, recebi uma mensagem de você

“Olá! Estou orgulhoso de você

Oh, meu Deus, querida, sua voz é fantástica”

A minha resposta?

Quem está rindo agora?”

Sorri. Abracei seu pescoço e chorei de felicidade em seu ombro.

– Obrigada Tokiya... – sussurrei. – obrigada...

Off. Pov Otoya

“Então você acha que me conhece agora

Esqueceu-se da forma como

Você me fazia sentir quando você arrastava meu astral para baixo?”

On. Pov Tokiya

Correspondi a seu abraço, colando seu corpo ao meu. Aspirando aquele aroma doce que só ele tinha.

Isso era loucura.

Minha família nunca aceitaria, eu deveria herdar e administrar a firma de escritórios de advocacias de meus pais.

Mas por Otoya eu faria aquela loucura.

“Mas obrigado pela dor

Isso me fez subir no jogo

E ainda estou subindo

Ainda estou levantando, yeah”

– Chega de conversa, vamos dormir. – deitei novamente na cama, o puxando comigo.

O mesmo riu e aconchegou-se em meu peito, deixando um braço ao redor de minha cintura enquanto eu enroscava seus ombros e afundava o rosto em seus cabelos.

– Toki... – sussurrou Otoya.

– O que foi?

– Você é o melhor onii-chan do mundo.

“Então faça suas piadas

Arrebente

Apague seu cigarro

Você não está sozinho

Mas quem está rindo agora?

Quem está rindo agora?”

Onii-chan?” Claro.

Eu era apenas um irmão muito querido para ele, mesmo que nós nãos tivéssemos nenhuma ligação sanguínea. Eu nunca seria mais do que isso para ele.

– Hm... Obrigada?

Otoya riu e beijou minha bochecha, fazendo meu rosto corar.

– Boa noite Toki-nii-chan.

“Então levante a barra

Aqui estamos nós

Jogue suas cartas

Seja uma estrela

Quem está rindo agora?”

– Boa noite, Otoya. – beijei sua testa e ele tornou a se aconchegar em meu peito.

Mesmo que ele nunca me veja como algo além de um irmão ou um amigo, acho que eu nunca vou deixar de ama-lo.

Aquele ruivinho bobo e infantil...

Ele será sempre o meu ruivinho bobo e infantil.

“Quem está rindo agora?”

Fim do Flash back– Off. Pov Tokiya

Notas finais
Gostaram? *olhos brilhando* humildemente falando acho que ficou perfeito! *apanha* Agora que os casais foram apresentados, o próximo cap será a continuação do cap 1 (Abracadabra)! Até a próxima! *mordida extremamente carinhosa*