Isso não vai prestar...
11 Square One
Notas iniciais

“Jogue o dado, o mesmo resultado
Sem mais nós, sem mais eu e você
Quanto esforço, arrisquei
Outra vida, outro beijo
Recomeço e sigo em frente
Somos melhores amigos, mesmo não sabendo
Venço a partida, e então eu caio
Desisti de ter tudo...”
On. Pov Autora – Flash Back
Mikaze estava no baile naquela noite.
O traje a rigor escuro, junto há uma máscara com detalhes dourados que cobria grande parte de seu belo rosto.
Afinal, apenas os altos daquele local não usavam máscaras.
Os olhos do azulado brilharam ao ver os Kurusus.
Principalmente Syo.
Parecia que o vestido havia sido feito especialmente para “ela”, marcava tão bem o corpo pequeno e escultural “da loira mais velha”, chamando a atenção de praticamente todos os rapazes presentes. Apesar de serem gêmeos, Syo era claramente mais “chamativa” que o irmão.
O termo correto seria “bela”.
De qualquer maneira, seus olhos vazios perseguiram “a jovem” durante toda a noite, até quando “a mesma” fora “arrastada” para fora do local pelo Shinomiya.
Vira tudo.
Vira o assedio.
Vira Satsuki.
Vira quem de verdade era Syo.
E por incrível que pareça, não ficou surpreendido. Admitia que num primeiro minuto achou que Syo realmente fosse uma garota, mas após avalia-lo bem, começou a desconfiar, e sua teoria estava certa.
Syo Kusuru na verdade era um garoto. Se caísse na mídia seria uma bomba para os Kurusus, Mikaze poderia conseguir uma boa grana se dedurasse há mídia, mas...
– SYO-NEE-CHAN! – berrou uma voz.
“Nós fugimos desse mundo para podermos voltar
Não hesitamos em deixar alguém entrar
Para construir um lar só pra se perder
Acendemos a chama para incendiar”
Syo pisou no pé de Natsuki, e escapou por baixo de seu braço, correndo em direção ao gêmeo, Kaoru.
O gêmeo o abraçou e Syo afundou o rosto em seu pescoço, devia estar chorando. Kaoru sussurrou-lhe algo e depois fuzilou Natsuki com o olhar enquanto apertava Syo em seus braços.
– O QUE PENSA QUE ESTAVA FAZENDO DESGRAÇADO? – berrou para Satsuki.
Satsuki ignorou Kaoru e olhou para Syo.
– É isso mesmo que você quer? – disse ele.
– Do que ele está falando Syo-nee-chan? – Kaoru acariciou os cabelos do menor.
– Natsuki sente o mesmo que você. – disse Satsuki. – se quiser, pode procurá-lo. Ele vai te ajudar. Pense bem nisso.
Ele se agachou e pegou os óculos caídos no chão.
– Nos vemos depois, Syo-kun. – disse sorrindo maliciosamente e colocou os óculos.
– Hm... – o corpo do maior cambaleou e logo ele piscou. – hein...? O que ouve? – disse confuso.
– VOCÊ... – começou meu Kaoru irado, mas Syo pôs uma mão sobre seus lábios, calando-o.
– Natsuki-san! – falou. – você desmaiou lá dentro e te trouxemos para cá para que tomasse um ar! – lançou um olhar ameaçador para o irmão, ele entendeu o “fique calado” que o menor queria dizer. – está se sentindo melhor?
– Eu estava mal? Não lembro. Mas estou bem. – disse ainda Natuski confuso.
– Que ótimo! – Syo empurrou Kaoru. – avise aos pais dele que está bem!
O abraçou e sussurrou algo que fez o maior fazer uma careta e sair do local.
Mikaze perdeu imediatamente o interesse que tinha em Syo, seus olhos vazios agora perseguiam Kaoru em todos os seus passos. Voltou para o salão, observando ainda atentamente o Kurusu mais novo, o modo como disfarçava a raiva e o momento em que quebrou a taça nas próprias mãos.
Para o Mikaze, Kaoru havia se tornando interessante.
Fim do Flash Back
“Não quero segurar a mão de um estranho
Não quero caminhar
Se eu já sei correr
Não quero me importar
Porque isso já é natural
Não quero voltar para à estaca zero”
– Pode entrar senhor Mikaze. – disse uma empregada.
O azulado assentiu positivamente com a cabeça e adentrou o quarto, vendo Kaoru afastar-se da escrivaninha e se levantar com uma mão estendida para ele.
– É um prazer revê-lo Mikaze-san. – disse Kaoru formalmente enquanto apertava a mão do maior.
– Não é necessária tanta formalidade. – disse Mikaze virando as costas da mão de Kaoru para cima. – pode me chamar só de Ai. – aproximou-a dos lábios e deu um suave beijo enquanto mantinha os olhos fixos nos do loiro, fazendo-o corar um pouco.
Kaoru engoliu seco e rapidamente encolheu a mão, dando um pequeno passo para trás, mantendo uma distancia “segura” de Mikaze.
– Disse-me que quando precisasse eu poderia chama-lo. – disse o loiro endurecendo a expressão.
– Precisamente. – Mikaze sentou-se sobre a cama de Kaoru e continuou a encara-lo inexpressivo. – o que está te incomodando Kaoru?
O menor corou com a intimidade com o qual o Mikaze o tratava, mas ignorou o leve rubor nas bochechas e continuou a falar:
– Como já lhe falei antes durante nossas conversas por telefone, Syo se foi. Preciso que encontre-a.
O azulado segurou uma risada e fez certo esforço para se manter inexpressivo.
– “Encontre-a”? Não quer dizer, “encontre-O”? – disse rindo mentalmente ao ver a expressão surpresa de Kaoru.
– Como sabe...
– Tenho meus contatos. – mentiu, ele havia visto Syo como garoto. – por que quer que eu o encontre?
– Não entendeu ainda? SYO SE FOI! Sumiu! Eu o quero de volta, IMEDIATAMENTE! – alterou-se Kaoru.
O Mikaze apenas cerrou os dentes e apertou o lençol da cama com força, o amassando.
– Pelo o que vejo, Syo foi-se por livre e espontânea vontade, impossível que tenha sido forçado. Posso trazê-lo de volta facilmente. – alisou os cabelos, pondo-os de maneira provocativa atrás da orelha. – mas não creio que ele ficaria aqui.
– De que lado você está?!
– Do da verdade. – levantou-se da cama e se aproximou de Kaoru. – quer que eu o traga? Eu trago. Mas o pagamento por isso será alto.
– Posso te dar quanto dinheiro quiser! – disse Kaoru convicto.
– Dinheiro? – o Mikaze deixou uma risada escapar, e o loiro corou ao contar o quanto o azulado ficava lindo rindo daquela maneira. – posso não ser tão rico quanto sua família, mas tenho o suficiente para ter o que quero em abundancia, mas existem coisas que o dinheiro não pode comprar.
A cada palavra que dizia, se aproximava ainda mais do menor que teve um sobressalto ao sentir as costas tocarem na parede, Mikaze havia o encurralado.
– Eu quero... – o azulado tocou com o indicador do peito do menor, descendo rapidamente pelo abdômen e deslizando até as nádegas, apertando-as com gosto. – você.
“Olha, ela não quer voltar à estaca zero
Quero ser a garota...!
No escuro, é tudo inesperado
Você me ensinando, eu te ensinando
Fantasias, quero, por favor
Mas estou exausta de tantas lágrimas”
– O q-que...! – o loiro corou até a raiz dos cabelos.
– O que acha de me pagar adiantado Kaoru? – o maior prensou o pequeno corpo ainda mais contra a parede.
– S-Seu pervertido! Me solte! – Kaoru tentou empurra-lo.
– Já lhe falaram o quão difícil é encontrar um corpo como o seu Kaoru? – sussurrou roucamente nos ouvidos sensíveis do loiro. – sabe como chamamos? Andrógeno. Você e Syo são completamente andrógenos, mas creio que aqui... – apertou descaradamente o membro do outro por cima da calça. – já tem o sexo bem definido, não?
– M-Mikaze...! – meio disse, meio gemeu Kaoru.
– Já falei pra tratar-me por Ai.
“Me dê certezas, preciso de todas
Não apenas momentos
De idas e vindas
Não é simples, nunca é
Uma outra vida, um outro beijo”
Quente, absurdamente quente. Kaoru não sabia qual foi a última vez que se sentiu assim. Pequenas gotículas de suor já se formavam em sua testa, Mizake de alguma maneira conseguira retirar-lhe a blusa social que usava e agora ela jazia em algum ponto qualquer do chão. Sentia sua pele ser abusada e degustada pelo maior que fazia questão de deixar marcas arroxeadas por todo o peito e abdômen levemente definido que possuía.
– P-Pervertido... – Kaoru não tinha forças para empurra-lo. – p-pare...
– Não quer ver seu irmão logo? – Ai deslizou ambas as mãos até o quadril do outro, colando ainda mais ambos os corpos. – então deixe-me ao menos fazer um aperitivo do meu futuro banquete.
– A-Ai...
– Seu rosto é tão lindo Kaoru. – disse o azulado acariciando uma bochecha do loiro. – mas não quero vê-lo agora.
Agilmente, virou o pequeno corpo de Kaoru, fazendo-o encostar o peito na parede e arquear a coluna, consequentemente levantado os quadris e roçando os gomos durinhos sobre a ereção coberta do Mikaze.
Ai gemeu baixo ao sentir aquilo. Praticamente esmagou Kaoru contra a parede enquanto mordia lhe os ombros delicados. Suas mãos rapidamente se guiaram até a calça do menor, desatando-a e deixando que a mesma caísse-lhe na altura dos joelhos.
– Ela é mais bonita do que eu pensava. – disse-lhe Ai apertando ambos os gomos. – toda essa roupa esconde o quão perfeito é seu corpo Kaoru.
“Fugimos do mundo para podermos voltar
Não hesitamos em deixar alguém entrar
Para construir um lar só pra se perder
Acendemos a chama para incendiar”
O azulado mordeu o lábio inferior, imaginando como seria estar dentro daquele corpo tão delicioso que era o do gêmeo mais novo.
Deixou ambas as mãos abaixarem a box clara que o loiro usava, expondo o membro completamente ereto, seus dedos massagearam com vontade o local, enquanto simulava uma penetração através dos incômodos tecidos que o impediam de ter um maior contato com aquela pele macia e cheirosa que tanto queria abusar.
“Não quero segurar a mão de um estranho
Não quero caminhar, se eu já sei correr
Não quero me importar
Porque isso já é natural
Não quero voltar para à estaca zero”
Kaoru apoiou-se com dificuldade na parede, pondo uma mão de cada lado do rosto e desistindo de tentar resistir ao Mikaze.
Ai percebera que o menor cedera e não perdeu mais tempo, tratou de provar aquele pescoço branquinho e macio que agora detinha diversas marcas roxas, avermelhadas e algumas mordidas. A mão direita satisfazia ao menor, enquanto a esquerda massageava um dos mamilos eriçados.
Kaoru chegou ao ápice num gemido mudo que o fez arquear-se completamente, deixando o traseiro farto estimular ainda mais há Ai que deixou que o menor sujasse sua mão.
Enquanto o loiro se recuperava em seu estado pôs-orgasmo, Mikaze o virara novamente, pondo-o de frente para si enquanto levava os dedos úmidos aos lábios e lábios sensualmente ao olhar envergonhado e incrédulo de Kaoru.
– Delicioso. – sussurrou com os olhos fixos nos de Kaoru.
O loiro sentiu as pernas bambearem ainda mais com aquilo. Ai aproveitou-se de seu momento um tanto alienado e roubou um selinho do mesmo, afastando-se rapidamente logo depois.
– Dê-me uma semana e trarei Syo Kurusu de volta. – disse o azulado virando-se de costas.
Dirigiu-se até a porta, abriu-a e olhou para Kaoru por cima dos ombros.
– A propósito, é um prazer trabalhar para você. – e saiu, fechando novamente a porta.
Assim que ouviu a tranca, Kaoru deslizou até o chão, o rosto tão vermelho quanto um morango. Mordeu o lábio inferior com tamanha força que o feriu, logos seus olhos se dirigiram para o espelho que se encontrava do outro lado do quarto, e ficou ainda mais vermelho ao contar a quantidade absurda de marcas dos mais variados tons de roxo e vermelho espalhadas pelo corpo.
Mas que merda havia acabado de acontecer?
Off. Pov Autora
“Ela não quer voltar para à estaca zero
Ela só quer encontrar o cara
Alguém que ela precisa*
Ela precisa, ela precisa, todos dizem
*(x2)”
On. Pov Nanami
– Nanami, está se sentindo bem? – perguntou-me Cecil.
Acordei de meus pensamentos e olhei para o moreno.
– O que foi?
– Perguntei se você estava bem.
Mantive-me em silencio por alguns minutos, observando as partituras riscadas em minhas mãos.
– Sinto falta dela. – sussurrei quase inadiavelmente.
Cecil rapidamente entendeu o que eu estava dizendo. Abraçou-me e acariciou meus cabelos.
– Vai ficar tudo bem. – sussurrou. – vamos salva-la.
– Não suporto mais isso Cecil... – deixei lagrimas silenciosas escorrerem por meu rosto. – ela deve estar sofrendo tanto! Eu devia ter a salvado... E-Eu devia ter sido mais inteligente, e-eu...
– Shh. – colocou um dedo sob meus lábios e deu um suave beijo em minha testa. – ela não gostaria de te ver chorando assim, gostaria?
Neguei com a cabeça.
– Então pare com isso. Sorria. Ela iria querer que você seguisse em frente Nanami. Algum dia a salvaremos. Tenho certeza.
Deixei um sorriso fraco vir aos meus lábios e aconcheguei-me em seu abraço.
Cecil definitivamente era o melhor amigo que eu poderia ter.
Off. Pov Nanami
“Não quero segurar a mão de um estranho
Eu não quero caminhar
Se eu já sei correr
Eu não quero me importar
Porque isso já é natural
Eu não quero ir, ir, ir”
On. Pov Autora
Camus estava sentado num banco da estação ferroviária, esperando SEU moreno. Seus olhos vagavam por cada passageiro que descia na estação, procurando o que LHE pertencia.
Sorriu de canto ao ver Cecil e os outros saírem disfarçadamente pelo último vagão, mas logo cerrou os dentes ao ver um ruivo alegre jogar um braço sobre os ombros do moreno, o fazendo rir também.
Quem era aquele filho da puta que ousava tocar no SEU Cecil?
Dirigiu-se imediatamente há eles, ajeitando os óculos escuros e o chapéu que usava.
Nanami era a última do grupo, os garotos iam à frente enquanto ela olhava e revisava as partituras ainda não acabadas em suas mãos, murmurando o que poderia melhorar aqui e ali. Estava tão concentrada que não percebeu a aproximação de Camus.
– Descul- começou a dizer ao esbarrar com o maior.
Seus olhos se arregalaram, reconheceu imediatamente Camus. Abriu a boca para gritar, mas o mais velho rapidamente pôs uma mão sobre seu rosto, cobrindo mais da metade dele e dizendo:
– Se gritar, eu te mato aqui mesmo.
“Não, não, não!”
Nanami empalideceu e começou a suar frio. O rapaz retirou a mão lentamente do rosto dela, vendo se a mesma não iria mesmo gritar. Assim que percebeu que iria ficar quieta, deu um sorriso de canto e disse:
– Você vai trazer Cecil até mim.
A ruiva, ainda pálida, olhou-o desconfiado.
– E por que eu faria isso? – perguntou tentado recuar.
Camus não evitou alargar o sorriso e pegou um pequeno celular no bolso da calça branca que vestia.
– “Por que”, você diz? – ele digitou em algumas teclas e levou o aparelho ao ouvido. – ponham a garota na linha.
Haruka esperou por alguns segundos, até Camus estar sorrindo satisfeito e levou o aparelho ao ouvido da garota.
– É para você. – disse ele.
Desconfiada, a ruiva segurou o aparelho com a mão direita.
– Alô? – disse ela.
– NANAMI! NANAMI! GRAÇAS HÁ DEUS É VOCÊ, POR FAVOR, ME SALVE!
“Não quero segurar a mão de um estranho
Não quero caminhar
Se eu já sei correr
Não quero me importar
Porque isso já é natural
Não quero voltar para à estaca zero”
Os olhos amarelados da garota de arregalaram.
– Tomo-chan... – sussurrou.
– POR FAVOR! ME TIRE DAQUI! NÃO SUPORTO MAIS, EU...!
Antes que Nanami pudesse ouvir o fim da frase, Camus arrancou bruscamente o celular de suas mãos e desligou a chamada.
– Gostou de escutar a voz de sua namoradinha? – disse ele com um sorriso debochado.
Haruka olhou para Camus, sentindo uma repulsa tão grande pelo ser inescrupuloso há sua frente que chegava há lhe dar ânsias de vomito.
– Seu monstro... – murmurou, sua voz saíra falha e chorosa.
– Ninguém nasce um monstro garota. – Camus ajeitou a coluna. – apenas nos tornamos assim com o tempo. Nesse mundo apenas os fortes sobrevivem, aprenda. Você tem uma semana para levar o Cecil neste endereço.
Ergueu um minúsculo pedaço de papel e o ofereceu para Nanami que ficou apenas o encarando.
– Se o trouxer até mim, eu te dou a Shibuya Tomochika.
“Eu não quero ir...”
Nanami passou vários segundos olhando para o papel, até que finalmente o pegou.
Camus sorriu ainda mais debochadamente e se inclinou, aproximando os lábios do ouvido da garota.
– Não se esqueça, uma semana... Ou pode dar adeus há sua “Tomo-chan”.
Ajeitou a postura e afastou-se de Nanami, deixando-a completamente paralisada, com a cabeça abaixada e os olhos repletos de lagrimas.
O que faria agora?
“Ela não quer voltar para à estaca zero
Ela só quer encontrar o cara
Alguém que ela precisa
Ela precisa, ela precisa...!”
Off. Pov Autora
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Bolinho de Limão (em parceria com Aquela Fujoshi)- Talk Show (+16) — Categorias variadas — Casais variados.
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