Notas iniciais
Yo pessoas da terra! *-* demorou, mas saiu! E aqui está nosso fofíssimo Syo-chan com nosso bipolar Natsuki! ~.~ sem nenhuma previsão de quando vou postar o próximo já que minhas aulas começam amanhã...

“Podemos não ter as respostas

Oh eu sei que nós podemos mudar algumas das coisas

Que estão além do nosso controle

E a visão de nós pode ficar desfocada”

Flash Back – On. Pov Syo

– Me soltem! – gritei debatendo-me. – eu não quero! Não quero!

– Acalme-se Syo-nii-san. – disse Kaoru calmamente. – senão irá se machucar.

– Mas eu não quero! – fiz um bico. – odeio me vestir assim!

– A culpa é sua por ser mais baixo. – debochou Kaoru.

– CALADO! VOCÊ SÓ É QUATRO CENTIMETROS MAIS ALTO DO QUE EU!

Kaoru riu e pediu para os empregados se dispersarem do quarto. Tentei respirar fundo, mas era impossível com aquele espartilho. Eu odiava... Aquele vestido.

EXATAMENTE. VESTIDO!

Segundo nossa família, eu deveria ter nascido como menina. MENINA! PODE UMA COISA DESSAS?! Então desde que eu e Kaoru (meu gêmeo) começamos a crescer, Kaoru ficou mais alto do que eu (mas eu sou dois minutos mais velho que ele! Hunf!), logo fui tachado como a “menina” da casa por ser menor. Estranho? Obviamente, minha família nunca foi normal!

– Essa porcaria tá pinicando! – reclamei tentando coçar minhas costas, mas não alcançava.

O vestido era vermelho, cheio de babados e laços, tomara que caia e com as costas abertas. Haviam prendido meu cabelo num coque elegante e uma fita vermelha para segura-lo com um laço.

– Relaxe um pouco Syo-nii-san. – disse Kaoru colocando as unhas sobre o local que coçava em minhas costas. – se continuar assim, vai de arranhar. – ele acariciou o locar com cuidado.

– Aaaah, valeu! – suspirei relaxando os ombros.

– Temos que ir agora. – disse ele colocando uma mão sobre minha cintura. – Syo-nee-chan. – zombou.

– Idiota! – pisei em seu pé com o salto agulha e ele ofegou.

Fiz um bico e saí a passadas pesadas do quarto.

Um mordomo inexpressivo me acompanhou até a escadaria. Curvou-se e se retirou. Respirei fundo (pelo menos tentei) e dei um passo para descê-la.

No salão principal da mansão varias moças e rapazes estavam vestidos de gala. Uma pequena orquestra tocava do lado esquerdo, ao direito os pares dançavam. Algumas pessoas sentadas nas mesas cobertas por finas toalhas bordadas bebericavam vinho. Mais adiante vi meus pais conversando com o presidente da companhia Shinomiya. Mas ao lado desses havia alguém que eu não conhecia.

Ele possuía cabelos um tanto encaracolados num tom loiro um pouco escuro. Belos olhos esmeraldas. Usava óculos e um sorriso infantil no rosto.

Ele se virou e seus olhos encontraram os meus, o sorriso em seu rosto alargou-se e senti meu rosto corar.

“Mas escolha o seu coração para ver

Basta seguir a batida,

o ritmo vai levar você de volta”

– Syo-nee-chan! – ouvi distante a voz de Kaoru. – temos que entrar juntos.

Ele apareceu ao meu lado e tornou a segurar minha cintura de maneira possessiva.

– Está me ouvindo? – ele estalou os dedos em frente aos meus olhos.

– An? O que? – olhei para ele. – ah, Kaoru, como chegou aqui tão rápido?

– O que foi que te despertou tanto interesse Syo-nee-chan? – disse ele varrendo o salão com os olhos.

– N-Nada. – encarei o chão. – não íamos logo? Anda, desce. – acelerei o passo e Kaoru surpreendeu-se, logo seguindo-me e tornando a enlaçar minha cintura.

Fui em direção a nossos pais, cumprimentando-os e logo em seguida cumprimentando o presidente da empresa Shinomiya.

– É um prazer finalmente conhecê-la pessoalmente. – disse o Shinomiya sorrindo. – já conhecia seu irmão e sabia que eram gêmeos, mas a semelhança é impressionante!

Sorri de volta, mas queria esganar aquele homem por não perceber que eu era um garoto. Se bem que quando me olhava no espelho, eu realmente não estava parecendo com um.

– Este aqui é meu filho único, Natsuki. – apresentou o garoto que sorrira para mim.

– É um prazer conhecê-la. – o tal Natsuki segurou minha mão e plantou um suave beijo na mesma. – é tão fofa quando eu imaginava.

Ruborizei violentamente e retirei minha mão ao mesmo tempo em que via Kaoru fazer uma careta quase imperceptível, mas como gêmeo percebi.

– Hm. Obrigada. – falei dando um mínimo passo para trás.

– Não vai convidá-la para dançar? – disse o Shinomiya mais velho.

– Acho uma ótima idéia. – disse meu pai. – o que acha Syo?

– An... Eu...

– Pai, a primeira dança de Syo-nee-chan é minha. – interveio Kaoru.

– Não seja ciumento filho. – riu minha mãe. – sua irmã tem o direito de dançar com quem quiser.

EU ODIAVA SER TRATADO COMO UMA GAROTA.

– O que me diz Syo-chan? – Natsuki estendeu a mão. – me daria à honra da sua primeira dança?

Kaoru abriu a boca para interferir novamente, mas minha mãe discretamente beliscou-lhe o braço e ele se manteve calado.

– An... – olhei de canto para meu pai, que gritava só com a vista para eu aceitar. – e-está bem. – aceitei sua mão. – será um prazer.

“Para mim

As vezes é um jogo sobre dar e receber

É fácil de quebrar, mas aguentar e esperar

Tenha um pouco de fé”

Natsuki sorriu e levou-me para a pista de dança, olhei de canto para Kaoru que mordia o lábio inferior e fechava os punhos com força. Ele estava extremamente irritado. Mas acho que só eu devo ter percebido.

Assim que chegamos ao centro da pista, a música mudou para uma melodia mais calma e os violinistas puseram-se a trabalhar. Observei encantado cada movimento daqueles músicos. Aprender violino era meu sonho, mas meus pais não permitiram, alegando que era desnecessário e inútil. Eu deveria apenas aprender a tocar piano e ponto. Nada mais, nada menos.

– Gosta de violinos Syo-chan? – perguntou Natsuki com um sorriso doce.

– An? Ah, gosto. – respondi.

Natsuki era uns vinte e poucos centímetros mais alto que eu, eu precisava curvar quase todo o meu pescoço para ver seu rosto. Seus braços eram um pouco musculosos, envolviam-me com avidez e carinho. Sentiu-me estranhamente confortável ali.

Ele me puxou para ainda mais perto, colando nossos corpos e tornei a ruborizar.

– Você é realmente fofa. – disse ele acariciando minhas bochechas delicadamente, aproximou o rosto do meu e sussurrou em meu ouvido. – ou eu deveria dizer fofo?

No instante em que disse isso, meu corpo paralisou. Não era possível, como ele poderia saber? Era um segredo de família e...

– Não sei do que está falando. – menti.

– É mesmo? – riu ele. – então venha comigo.

– Hein? Espera! Me solta...

Natsuki arrastou-me para o jardim que ficava atrás da mansão, como ele conhecia a minha casa tão bem? Até chegarmos à uma pequena ponte que ficava atravessada no lago artificial e ele se virou para mim, prensando-me no corrimão de madeira.

– Uma garota não teria isso. – sua mão apertou descaradamente meu membro por cima do vestido.

– E-EI! – empurrei-o, mas ele era forte demais e nem saiu do lugar. – o que pensa que está fazendo?

– É realmente um garoto! – apertou minhas bochechas. – mas é tão fofinho, como pode?

– Me larga! – tentei empurrá-lo novamente.

O mesmo continuou rindo que nem um retardado e agarrou minhas mãos.

– São tão delicadas. – falou beijando suavemente meus dedos.

– Ei! Solte! – puxei-as e apertei-as contra o peito, AQUELE GAROTO ERA ASSUSTADOR!

Nem por um segundo o sorriso abandonou seus lábios e ele tornou a acariciar meu rosto.

– Olhe só esses olhos safiras tão lindos, seus cílios são tão longos para os de um garoto. Suas sobrancelhas são tão finas e simétricas. Seus lábios...

– PARE COM ISSO! – empurrei-o novamente com toda a força que tinha.

Ele recuou um passo e seus óculos escaparam de seu rosto.

“Eu irei até a última rodada

Eu serei sua força para encontrá-lo quando você se perder

No meio da multidão”

O mesmo manteve o rosto abaixado e depois começou a rir, mas não era a risada de antes, essa era um tanto maligna.

– Natsuki é muito lento para algumas coisas. – riu erguendo a cabeça.

Ele mudara de uma maneira assustadora. Um sorriso malicioso brincava em seus lábios e seus olhos brilhavam sinistramente.

– Mas numa coisa ele tem razão. Você é realmente fofo. – segurou meu rosto com força.

– Ai! Isso dói! – reclamei.

Os dedos habilidosos do maior logo desataram o laço que prendia meu cabelo, fazendo-o cair na altura de meus ombros já que meus pais haviam me proibido de cortá-lo.

– Macio. – sussurrou ele em minha orelha ao mesmo tempo em que enroscava os dedos em meu cabelo.

– P-Pare com isso! – meus braços pareciam feitos de gelatina, pois não faziam efeito nenhum ao empurrar o maior. – Natsuki me solta!

– Natsuki? – ele ergueu a sobrancelha com um sorriso irônico. – chame-me de Satsuki. Aquele idiota do Natsuki demoraria uma vida par avançar mais um passo com você.

– Satuki? – franzia a testa. – você é...

– Bipolar? Exatamente! Demorou demais para perceber!

Kami-sama, eu estava ferrado. Isso devia ser uma brincadeira, mas ele falara aquilo tão seriamente que era impossível estar mentindo.

– Não quer largar isso tudo? – disse Satsuki. – posso ver claramente que odeia se vestir assim. Não quer ir embora daqui? Todos são tão exigentes e não pensam em nós de verdade! Ligam apenas para dinheiro!

Mordi meu lábio inferior. Não sabia como responder aquilo.

– Eu...

“Então eu vou com a cabeça erguida,

se por acaso eu cair

Então eu vou para baixo como uma vítima do amor”

Antes que pudesse falar seus lábios aproximaram-se perigosamente dos meus. Assim que senti-o tocar-me um grito me despertou.

– SYO-NEE-CHAN! – berrou a voz de Kaoru.

Arregalei os olhos. O que eu estava deixando aquele maldito fazer?

Aproveitei a distração do momento e pisei com força em seu pé, escapando por baixo de seu braço e correndo em direção à Kaoru.

Ele me abraçou e afundei meu rosto em seu pescoço enquanto as lagrimas começavam a escorrer por meu rosto.

– Você está bem? – sussurrou ele preocupado.

– E-Estou... – gaguejei, minha voz falhara. – q-quero ir para o meu quarto.

Kaoru olhou para Satsuki e rosnou, abraçando-me com mais força.

– O QUE PENSA QUE ESTAVA FAZENDO DESGRAÇADO? – berrou para Satsuki.

Era surpreendente o fato de ninguém estar escutando toda essa gritaria, mas a música clássica havia substituída por uma eletrônica extremamente alta.

Satsuki ignorou Kaoru e olhou para mim, pela primeira vez não sorria. O que era ainda mais assustador.

– É isso mesmo que você quer? – disse ele.

– Do que ele está falando Syo-nee-chan? – Kaoru acariciou meus cabelos.

Mantive-me calado e me encolhi ainda mais contra deu peito.

– Natsuki sente o mesmo que você. – disse Satsuki. – se quiser, pode procurá-lo. Ele vai te ajudar. Pense bem nisso.

Ele se agachou e pegou os óculos caídos no chão.

– Nos vemos depois, Syo-kun. – disse sorrindo maliciosamente e colocou os óculos.

“(Amor, amor, amor) Vítima

(Amor, amor, amor) Vítima

Vítima do

Uma vítima do amor”

– Hm... – o corpo do maior cambaleou e logo ele piscou. – hein...? O que ouve? – disse confuso.

– VOCÊ... – começou meu irmão irado, mas coloquei uma mão sobre seus lábios, calando-o.

– Natsuki-san! – falei rapidamente. – você desmaiou lá dentro e te trouxemos para cá para que tomasse um ar! – lancei um olhar ameaçador para meu irmão, ele entendeu o “fique calado” que eu queria dizer. – está se sentindo melhor?

– Eu estava mal? Não lembro. Mas estou bem. – disse ainda confuso.

– Que ótimo! – empurrei meu irmão. – avise aos pais dele que está bem! – falei o abraçando e sussurrei em seu ouvido. – calado sobre isso, não comente com ninguém senão eu te mato.

Kaoru fez uma careta, mas concordou com a cabeça e se afastou de nós.

Assim que ele sumiu de vista Natsuki olhou para mim constrangido.

– Desculpe-me pelo o que fiz. – disse ele desviando o olhar. – mas você é tão fofo que não resisti.

– Tudo bem... – suspirei irritado. – mas nunca mais faça esse tipo de coisa!

– Não garanto que posso me controlar. – apertou uma de minhas bochechas. – você é tão kawaii Syo-chan! Mas afinal, por que se veste de garoto?

– Eu... Olha, é complicado. – baixei a vista. – odeio isso, mas... É preciso.

– Por quê?

– É uma coisa de família, você não entenderia.

– Então... Deixe-me entender. – a mão que apertava minha bochecha encontrou-se com a minha. – deixe-me entende-lo. Eu quero entende-lo.

Off. Pov Syo

“A nossa batalha poderia ser simples

Escapar sem se machucar

Porque amor é seu escudo que nos mantém ocultos

Do que poderia ficar ainda pior”

On. Pov Natsuki

Como aquele garoto podia ser tão fofinho?

No momento em que o vi no topo daquela escada, sabia que era um menino. Meus instintos nunca se enganam. De perto ele era ainda mais lindo e irresistível, me dava vontade de mordê-lo.

– Natsuki-san. – disse ele. – você vai ser o futuro presidente da empresa Shinomiya, não é?

– Sim. – suspirei pesadamente. – por que pergunta isso?

– Você gosta do seu futuro? – encarou-me seriamente. – quer mesmo ser o presidente da empresa?

“Então, baby me deixe ser seu soldado

Não seja ultrapassado pelo orgulho

Basta fechar os olhos, pegar minha mão

Eu prometo nos manter vivos”

– Não diria que quero. – admiti. – mas é como o seu caso, é necessário. Aliais, vai ou não me contar por que tem que se vestir assim?

– A verdade? Não, não vou contar. Até por que não posso.

– Não pode mesmo?

– Não. Talvez um dia você saiba, mas não agora.

Fiz um bico e apertei suas bochechas.

– Pooor favooooooor! Me contaaaaa!

– Quantos anos você têm? Três? – inchou as bochechas com raiva. – não vou contar!

– Conta!

– Não!

– Contaaaaaaa!

– Não.

– Poooooor favooooor!

– NÃO VOU CONTAR CARALHO!

“Às vezes é um jogo sobre dar e receber

É fácil de quebrar, mas aguentar e esperar

Tenha um pouco de fé”

– Você é muito mau Syo-chan... – choraminguei.

– Não sou mau, eu só... – mordeu o lábio inferior. – estou cansado dessa palhaçada toda. Tem idéia do que é ser tratado como uma garota desde os cinco anos? Odeio isso! Odeio tudo ao meu redor! Eu só queria cantar em paz e... – ele se calou tapando a própria boca. – merda...

– Cantar? – franzi a testa. – você canta Syo-chan?

– Esqueça o que eu disse! – ele deu as costas e começou a se afastar rapidamente.

– Espera! – agarrei seu pulso. – eu também canto!

– An? – ele parou e olhou para mim. – canta?

– S-Sim! – respondi meio envergonhado. – e-eu sempre quis trabalhar profissionalmente como um cantor, mas minha família é totalmente contra. Por isso eu tive que desistir desse sonho e agora vou ter que assumir os negócios!

– E-Eu... Minha família também é contra... – disse ele com os olhos baixos. – ameaçaram me expulsar de casa. Vou trabalhar junto a meu irmão quando nos tornarmos maiores de idade, mas... E-Eu quero cantar!

“Eu irei até a última rodada,

Eu serei sua força para encontrá-lo quando você se

Perder na multidão”

Logo a conversa que tive com Ren me veio a cabeça. Ele era um amigo que eu tinha, sua família pertencia a yakuza, por causa de alguns negócios ilegais em que meu pai se envolveu, eu acabei o conhecendo. Quando ele soube do meu sonho, me propôs uma coisa e...

– Então vamos cantar! – falei.

“Então eu vou com a cabeça erguida,

se por acaso eu cair

Então eu irei para baixo como uma vítima do amor.”

– An? Você ta ficando louco?

– Nunca estive tão sano! – segurei seus braços e o virei para mim. – você quer cantar, e eu também! Vamos cantar juntos! Venha comigo!

– Do que está falando? Isso é loucura...

– Quer continuar se vestindo como uma garota?

– Não, mas...

– Então venha comigo! Eu juro que não vai se arrepender!

“Tudo é justo no amor e na guerra

Me derrube e eu vou voltar para cima querendo mais

Através do fogo e da chuva,

isto me deixa entorpecido”

Ele franziu a testa e mordeu o lábio com tanta força que o cortou.

– E-Eu... Aceito! – falou, deixando lagrimas escaparem de seus olhos. – por favor! Me tire daqui! Nunca mais quero me vestir como uma garota!

“Pela dor

Isso é o preço,

isso é o preço que eu pagarei”

Assim que ele terminou de falar, o abracei com força.

Eu não estava mais sozinho.

– Está me sufocando... – disse ele.

Eu ri e apertei suas bochechas.

– É que você é tão fofinho que dá vontade de arrochar! — Falei.

Ele corou e desviou o olhar.

– V-Vamos voltar para a festa logo! – começou a andar em direção a mansão.

– Espera um segundo! – segurei seu pulso novamente. – deixe-me ajeitá-lo.

“Eu irei até a última rodada

Eu serei sua força para encontrá-lo quando você se

Perder no meio da multidão”

Peguei a fita que por algum motivo estava caída no chão e segurei cuidadosamente seus cabelos.

Em poucos segundos refiz o coque e prendi a fita em seu cabelo. Syo sorriu de canto um tanto corado, fazendo-me quase arrancar suas bochechas de tanto apertá-las.

– Você vem? – disse ele.

Percebi que o mesmo já havia atravessado metade da ponte de volta para a mansão, mas eu ficara tão distraído que não havia sequer me mexido.

– Claro! – sorri e alcancei-o.

“Então eu vou com a cabeça erguida,

se por acaso eu cair

Então eu vou para baixo como uma vítima do amor

(Amor, amor, amor, amor)”

Quando retornamos ao salão principal, ninguém parecia ter dado falta de nós. Ou, se deram, fingiram não ter percebido.

Syo agora sorria abertamente e continuamos a dança de onde havíamos parado.

Seus olhos, seus lábios, seu rosto.

Como ele podia ser tão belo?

Off. Pov Natsuki

“(Amor, amor, amor, amor)

Vítima

(eu vou ser sua vítima)

(Amor, amor, amor, amor)

Vítima

(eu vou ser sua vítima do amor)

Vítima do...”

On. Pov Kaoru

Como aquele maldito se atrevia a encostar um dedo no meu Syo?

A raiva já transpassava por meu corpo, estava difícil manter um sorriso profissional em meio aos sócios.

– Ah... Kaoru-san – disse um deles. – a sua taça...

Franzi a testa e olhei para a taça de vinho em minha mão.

Ou melhor, onde antes tinha uma taça de vinho.

Ela agora estava reduzida a cacos de vidro.

Não vou deixá-lo roubar o meu Syo.

“Uma vítima do amor”

Fim do Flash back — Off. Pov Kaoru

Notas finais
HOHOHO! *------------* INCESTOS! Bem... Até o próximo cap!