Notas iniciais
OI MEUS PÔNEIS LINDOS! COMO ESTÃO? *desvia das metralhadoras* sim, eu devia estar tomando vergonha na cara e atualizando a "Ei, esse Uke é meu!", mas não resistir em postar logo o primeiro cap dessa nova fic que eu amo tanto! Aproveitem a leitura!obs: A fic não tem data determinada para os capítulos.obs2: Não betada por que tenho preguiça -_- obs3: Música "Abracadabra" da Jessie J.

“Eu não quero ser a razão

De não concordarmos.

Portanto vou deixá-lo dar a direção,

E segui-lo agora”

On. Pov Otoya

Kami-sama, aquilo era loucura.

Mas como todos concordavam íamos sim fazer aquilo. Planejamos por quase três meses, não havia como errar.

Era o que pensávamos.

– Otoya está pronto? – perguntou Syo num sussurro quase mudo.

Syo era um garoto de aparência “afeminada” por assim dizer. Tinha cabelos loiros com as pontas rosadas, enormes olhos azuis que pareciam duas safiras bem lapidadas. Os traços do rosto eram delicados e ele era um pouco baixo para sua idade. Por algum motivo sempre tinha as unhas pintadas de preto e odiava ser comparado a uma garota.

Ele abriu a porta da varanda fazendo o mínimo de barulho o possível. Vesti meu casaco e pus minha mochila nas costas.

Era loucura o iriamos fazer, mas não podíamos parar. Não depois do que aconteceu.

Pulsei da varando de meu quarto junto a Syo, machuquei-me um pouco na queda, mas nada serio. Seguimos correndo pela rua escura, a lua cheia brilhava o suficiente para nos guiar em meio aos postes quebrados.

Lá na frente vi Natsuki junto a Ren, ambos nervosos e meio escondidos atrás de um muro baixo.

Natsuki era um rapaz alto, com cabelos loiros ondulados e olhos cor de esmeralda, usava óculos e adorava coisas fofas afeminadas. Consequentemente vivia grudado em Syo que o achava insuportável.

Ren sempre me lembrava dum surfista de filmes americanos. Possuía cabelos castanho-alaranjados longos que passavam dos ombros. Olhos azuis-marinhos e um jeito galanteador inigualável.

– Vocês demoraram... – sussurrou Natsuki apreensivo.

– Desculpe. – sussurrei. – eu demorei a arrumar minha mochila.

– Era para ter arrumado antes... – Ren olhou em volta, para ver se alguém havia nos visto.

– Parem de conversar e vamos logo. – Syo puxou Natsuki pela gola da camisa e seguimos pelas ruas silenciosas.

Olhei meu relógio de pulso. Eram duas da manhã. Em cinco horas nossos pais acordariam, e não queria nem pensar no que fariam ao ver que não estávamos mais em casa.

Off. Pov Otoya

“Veja, eu só não costumo fazer isso

Mas você está me trazendo para fora.

Todas as dívidas que eu tinha se foram

Quando você me toca

Eu não tenho medo”

On. Pov Tokiya

Suspirei de alivio ao ver que os outros estavam chegando.

Eu e Masato estávamos sentados num dos bancos da estação de trem. Estava nervoso, olhei em volta umas cinquenta vezes para confirmar que não havia ninguém.

Masato estava pior que eu. Afinal a família dele era muito pior do que a de todos do grupo. Os olhos roxo-azulados estavam arregalados e ele suava um pouco, dava para ver pois os cabelos de mesma cor e rigidamente cortados grudavam em seu rosto.

– Finalmente chegamos! – Syo largou-se no banco ao meu lado e limpou o suor que escorria pela lateral de seu rosto.

– Ainda bem, pois o vagão chega daqui a cinco minutos. – falei olhando para os trilhos.

Todos nos entreolhamos. Nervosos com o coração saltando pela boca.

– Vamos mesmo fazer isso? – disse Otoya quebrando o silencio.

– Vamos! – Masato se colocou de pé e todos olharam para ele. – não quero... Não suporto mais aqui... Ou vocês querem mesmo desistir do nosso sonho?

– Estou contigo. – disse Ren com a costumeira voz propositalmente rouca. – não suporto mais esse lugar.

Eles dois tinham as piores famílias. As mais rígidas, as mais assustadoras, dava para entender o porquê de quererem escapar.

– Alguém quer desistir? – perguntei sério.

Todos negaram com a cabeça e ouvimos o barulho do trem se aproximar.

– Está vindo... – Masato olhou para a luz que vinha no final do túnel.

Escondemos atrás de um pilaste e esperamos o trem parar. Um homem sonolento desceu dele e se dirigiu ao guarda que estava de plantão.

Esgueiramo-nos sem sermos vistos e entramos no último vagão. Estava muito escuro e frio, mas conseguimos nos acomodar.

Otoya sentou-se ao meu lado largando a mochila no chão.

Natsuki estava (pela milésima vez) agarro a Syo que tentava em vão se soltar sem fazer nenhum tipo de barulho. Ren e Masato sentaram-se um pouco afastados de nós, de modo que mal conseguíamos vê-los.

– Nee Toki... – sussurrou Otoya.

– Hm?

– Acha que realmente devemos fazer isso? – encarou-me com aqueles olhos de rubi.

Olhei para ele, admirado com a maneira no qual ele ficava fofo ao dirigir-se a mim.

– Acho. – sorri minimante. – não se preocupe, enquanto eu estiver aqui, eles não vão te pegar.

Otoya corou levemente e desviou o olhar.

– hm... Sobre o que será que eles estão conversando? – perguntou apontando para Ren e Masato.

– Não sei... E nem quero saber... – encostei minha cabeça à parede do vagão e fechei os olhos. – pare de olhar para eles e venha cá... – puxei-o pelos ombros e apoiei sua cabeça em meu peito. – está frio.

– T-Toki... – gaguejou envergonhado e sorri mentalmente ao imaginar seu rosto ainda mais corado. – o-obrigada...

Senti seus braços rodearem meu tronco e seu rosto encosta-se a em meu pescoço.

Kami-sama, o que eu não fazia pelo meu melhor amigo?

Afinal eu seria sempre o melhor amigo já que ele nunca me veria da forma que eu o vejo.

Off. Pov Tokiya

“Sei que isso não está indo embora,

veio pra ficar

Eu só quero ser sua garota,

sua garota

Eu posso ser tudo o que quiser,

Você vai dizer

Eu só quero ser sua garota”

On. Pov Masato

Ren sentou-se ao meu lado e passou o braço sobre meus ombros.

– E se nos encontrarem? – sussurrei com temendo que os outros ouvissem. – eu estou com medo Ren...

– Não se preocupe Masato... – Ren encostou os lábios em meu ouvido. – vou te proteger, eu prometo. Não vou deixar que façam mais nada com você.

Encolhi-me no banco e abracei meus joelhos. Todos sabiam sobre minha família, mas só Ren conhecia os detalhes, pois a minha conseguia ser pior que a dele.

Senti meu corpo estremecer ao lembrar-me de todas as vezes que fiquei preso naquele maldito quarto branco, preso àquelas malditas correntes gélidas, apanhando daquelas malditas barras de ferro.

Ren percebeu minha perturbação e pegou meu pulso com cuidado. Levando-o a seus lábios e beijou uma das cicatrizes causada por eu me debater nas correntes.

– Esqueça-os. Deixe todos aqueles vermes para trás. – beijou meu anelar. – fique aqui conosco, fique aqui comigo. Sejamos felizes juntos. Pra sempre.

Meus olhos lacrimejaram e abracei seu pescoço enquanto um soluço baixo escapava por minha garganta.

– Obrigada... Obrigada... – sussurrei afundando meu rosto na curva de seu pescoço.

Ren era meu herói.

Meu amigo.

E meu amor, mesmo que não soubesse disso.

Off. Pov Masato

“Porque você tem meu coração desbloqueado

É tão irreal que você sabe

Não quero que isso pare

Você é tão maldito em me manter

Sentir o seu toque mágico é inacreditável

Eu preciso ter você,

como abracadabra”

On. Pov Natsuki

– Me solta idiota…! – repetiu Syo tentando empurra-me novamente.

– Nhaaa Syo-chan fique quietinho! – puxei-o para meu colo e segurei seus pulsos com apenas uma mão. – eu quero ver seu rosto assustado.

– N-Não estou assustado! – reclamou desviando o olhar. – me solta caramba!

Ele esta assustado sim. Seus belos olhos claros estavam mais abertos que o normal. Mordia o lábio inferior incontáveis vezes. As maças do rosto coradas, junto aos longos cílios dourados tremiam à medida que os olhos faziam o mesmo.

– Tão fofinho... – suspirei acariciando suas bochechas.

Syo corou ainda mais e virou o rosto, tentando evitar o toque.

– P-Pare de fazer isso... – gaguejou.

– Mas você é tão fofo Syo-chan. – encostei meus lábios a sua bochecha. – dá vontade de morder. – dito e feito, prendi a pele macia de sua bochecha entre meus dentes e puxei-a delicadamente.

Syo socou meu peito sem força e baixou os olhos. Poderia confundi-lo com um morango de tão vermelho que estava.

– I-Idiota... – escondeu o rosto com a franja loura.

– Tão fofinho... – repeti subindo os lábios até seu lóbulo e mordiscando-o. – tão lindo Syo-chan...

Ele me empurrou novamente e caiu de bunda no chão a nossa frente.

– P-Pervertido... – disse recuando para a parede do outro lado do vagão e erguendo as mãos, como se tentasse se proteger de mim.

Tão...

KAWAII!!!!

Off. Pov Natsuki

“Você tem meu coração desbloqueado

É tão irreal que você sabe

Não quero que isso pare

Você é tão maldito em me manter

Sentir o seu toque mágico é inacreditável

Eu preciso ter você,

como abracadabra”

On. Pov Ren

Olhei novamente para Masato, ele havia dormido.

Peguei um lençol dentro da mochila e deitei o azul-arroxeado em meu colo. Ele virou-se em direção ao meu peito e aconchegou a cabeça em minhas pernas sem nem abrir os olhos.

Sorri bobamente ao observar a expressão serena de seu rosto ao dormir e o cobri com o lençol. Acariciei seus cabelos e beijei uma pequena cicatriz em sua testa.

Aqueles malditos haviam machucado a Masato.

Machucado ao meu Masato.

E eu nunca os perdoaria. Uma coisa é disciplinar seu filho, outra completamente diferente era espanca-lo a cada mínimo erro que ele cometesse. E quando Masato havia contado a seus pais sobre o seu sonho, sobre o nosso sonho, a família Hijirikawa não aceitou, e o puniu. Muitas vezes ele veio até mim correndo, chorando, e eu cuidava de seus ferimentos. Desde simples hematomas a cortes profundos.

Eu cuidei dele. Eu cuidei do que era meu. Mais ninguém encostaria um único dedo no meu Masato.

Beijei de leve seus lábios, num selinho casto, e sorri.

Ele era lindo. E mesmo que não soubesse, era o meu amor platônico.

Off. Pov Ren

“Eu nem sequer te vi chegando

Foi uma surpresa

Eu não estava esperando nada,

Agora eu estou iluminado por dentro

Você está trazendo todas as cores,

Não há mais preto e branco

Você ganhou a corrida e ficou com o ouro

Então aqui estou eu,

Melhor irmos”

On. Pov Syo

NATSUKI QUERIA ME MATAR DO CORAÇÃO?!

Aproximar-se daquele jeito, tocar-me daquele jeito! Parecia até que sabia dos meus sentimentos! Mas era impossível ele saber já que eu nunca havia contado nada para ninguém!

– Syo-chan não fuja de mim... – disse ele indo a minha direção.

– Pare de fazer essas coisas estranhas – reclamei. – se os outros verem vão pensar besteira...!

– Estão todos dormindo. – apontou para eles. – viu? Não se preocupe com o que vão pensar... Mas sua expressão apreensiva é fofinha também!

– I-Idiota se afaste!

– Mas eu quero dormir com o Syo-chan!

– An? – meu rosto queimou.

Ficamos nessa briga inútil por uns dez minutos até eu desistir e Natsuki puxar-me para seu colo todo sorridente, encostando minhas costas a seu peito e enlaçando minha cintura.

– Syo-chan, você é tão quentinho... – sussurrou afundando o rosto na curva de meu ombro.

– E-Ei! – reclamei.

Droga, droga, droga... Será que ele podia ouvir meu coração? Eu mal conseguia respirar...

– Boa noite Syo-chan. – disse encostando-se a parede do vagão.

– Hein? – olhei para trás, e ele JÁ ESTAVA DORMINDO! – ah, espera, me larga... – tentei me soltar. – ei, solta...! – empurrei seus braços, mas ele parecia colado em mim com superbonder.

ESSE FRESCO É SONAMBULO?

Off. Pov Syo

“Sei que isso não está indo embora, veio pra ficar

Eu só quero ser sua garota,

sua garota

Eu posso ser tudo o que quiser,

você vai dizer

Eu só quero ser sua garota”

On. Pov Otoya

Confortável.

Abri os olhos encarando Tokiya que ainda me abraçava. Alguns raios solares atravessavam a janela do vagão e iluminavam o local. Esperei um tempo até minha vista se acostumar à luz e me espreguicei o máximo que pude, ainda sem sair de seus braços.

– Toki... – sussurrei cutucando-o. – acorda...

Ele se remexeu um pouco e abriu os olhos lentamente.

– Hm... Bom dia... – deu um sorriso de lado.

Acariciou meus cabelos e escondeu o rosto em meu cabelo.

– Temos que levantar agora? – perguntou sonolento.

– Infelizmente sim, temos que sair antes que alguém apareça.

– Mas o trem está em movimento... – suspirou. – ninguém vai vir aqui, deixe-me descansar.

Revirei os olhos.

– Só mais cinco minutos, vou acordar o resto do pessoal.

Ele murmurou mais alguma coisa antes de cair no sono e sorri. Levantei-me desprendendo-me com cuidado de seu abraço e me dirigi a Ren e Masato.

Que fofinho...

Masato dormia com a cabeça apoiada no colo de Ren que se encostava a parede do vagão com a cabeça inclinada para a direita. Seus dedos estavam enroscados aos de Masato e ambos estavam num sono profundo.

– Tudo bem, dez minutos... – murmurei para mim mesmo e me voltei para Natsuki e Syo.

Ok. Má ideia.

Ambos se encontravam numa posição completamente bizarra. Syo tinha uma perna em cima do rosto de Nastuki que tinha ambas as mãos presa as costas do outro e ambos babavam.

– Quinze minutos... – murmurei tentando não rir com a cena.

Olhei para a paisagem através da janela sem vidro e apoiei os braços cruzados sobre seu parapeito.

Mato. Plantas. Verde até onde a vista alcançava. Talvez Tokiya tivesse razão, ninguém apareceria naquele vagão tão cedo...

Off. Pov Otoya

“Porque você tem meu coração desbloqueado,

É tão irreal que você sabe

Não quero que isso pare

Você é tão maldito em me manter

Sentir o seu toque mágico é inacreditável

Eu preciso ter você

como abracadabra”

On. Pov Cecil

– Rápido. – sussurrou-me Nanami.

Segui-a por entre os vagões do trem até chegamos ao último.

– Ali, olha. – apontou para seis rapazes que dormiam tranquilamente no chão e nos brancos do vagão. – os tênis deles são de marca, devem ter muito dinheiro...

– Não sei não Nanami... – sussurrei de volta. – deveríamos procurar outras pessoas, esses aí não me parecem muito proveitosos.

– Ora, vamos! Precisamos de dinheiro, o nosso já está no fim, quer voltar para aquele inferno? – encarou-me friamente com aquelas enormes orbes esverdeadas. – odeio fazer isso tanto quanto você, mas é necessário!

– Está bem... – suspirei derrotado.

Como eu odiava fazer aquilo...

Off. Pov Cecil

“Você tem meu coração desbloqueado,

É tão irreal que você sabe

Não quero que isso pare

Você é tão maldito em me manter

Sentir o seu toque mágico é inacreditável

Eu preciso ter você,

Como abracadabra”

On. Pov Nanami

Eu também odiava aquilo, mas se não o fizéssemos teríamos que voltar para aquele lugar. E eu não voltaria para aquele inferno nem que ele estivesse pintado de ouro!

Com cuidamos passamos para o outro vagão e trancamos a porta. Aproximamo-nos muito lentamente e comecei a vasculhar as mochilas, a procura de qualquer material de valor que pudéssemos usar ou vender.

Sorri vitoriosa quando encontrei uma pequena bolsinha preta repleta de dinheiro. Ergui-a para Cecil que sorriu de volta, mas logo em seguida essa felicidade se esvaziou de seu rosto e o pânico tomou seu lugar.

– O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – gritou uma voz atrás de mim e logo em seguida a bolsinha foi arrancada de minha mão.

Todos no cômodo acordaram e o garoto que tomara a bolsinha de mim me fuzilava com os olhos. Ele era alto, com olhos azuis marinhos, cabelos tão pretos que chegavam a ser azuis.

– O que houve Tokiya? – perguntou um garoto de cabelos e olhos avermelhados. – eh, quem são esses?

– É O QUE EU QUERO SABER! QUEM TE DEU AUTORIZAÇÃO PARA PEGAR O MEU DINHEIRO? – berrou enfurecido.

Recuei. Juro que vi uma aura preta a seu redor e Cecil correu para se colocar a minha frente.

– D-Desculpe-nos por isso! – disse ele rapidamente. – Mas não comemos há dias e precisávamos de dinheiro! – ele não estava mentindo. – por favor, nos perdoem! – ele se curvou e baixei a cabeça, constrangida.

– DIAS? – o garoto avermelhado praticamente gritou. – Meu Deus! – ele vasculhou uma das mochilas e nos atirou barrinhas de cereal. – Comam!

Agarrei-as como se minha vida dependesse disso e as dividi com Cecil. Nossas mãos tremiam. Deus, eu nem sabia mais o gosto de uma dessas! Devíamos parecer animas comendo, mas isso não me importa, a fome era demais!

– Calma, a comida não vai fugir! – riu o avermelhado.

Agora que parei para olhar, ele era bonito. Os estilos repicados nas pontas ficavam perfeitos em seus cabelos cor-de-sangue. Combinavam perfeitamente com os olhos rubi.

– Nossa! Você é muito bonita! – disse ele sorrindo e acariciou meus cabelos.

Corei e baixei a cabeça.

Bonita?

“Eu não quero tomar meu tempo,

Eu não quero esperar na linha

Eu só quero você do meu lado

Venha e me dê o que eu gosto

Eu não quero tomar meu tempo,

Eu não quero esperar na linha,

não

Eu só quero você do meu lado

Venha e me dê o que eu gosto”

– Quem são vocês? – perguntou o mal-humorado de antes passando um braço possessivamente envolta dos ombros do avermelhado.

– Nanami Haruka. – apresentei-me. – e esse aqui é o Cecil Aijima.

– Prazer em conhece-los! – sorriu Cecil.

– Me chamo Itokki Otoya! – disse o avermelhado sorridente. – esse aqui é o Ichinose Tokiya! – apontou para o mal-humorado.

– Vocês são ladrões? – perguntou outro garoto, esse era pequeno, loiro dos olhos azuis e com o rosto meio afeminado.

– Quase isso. – cocei minha cabeça. – é a única forma que temos para sobreviver, então...

– Mas você é tão fofinha pra ser ladra! – disse outro, que era bem mais alto que eu e usava óculos. – Syo-chan, ela não é fofinha? – perguntou para o menor.

– Fica quieto Natsuki! – disse o menor corando.

– Não é que gostemos de fazer isso, mas não têm outro jeito! – falei e segurei o braço de Cecil. – por favor, vamos esquecer o que aconteceu e juro que nunca mais nos verão!

– Também não é assim que funciona Lady. – disse o de cabelos longos. – vocês tentaram nos roubar, tem noção do quão grave é isso?

– Realmente sentimos muito! – interrompeu-o Cecil. – só nos deixe ir!

– Acalme-se Ren. – disse o garoto ao lado deste. – eles já pediram desculpas, não há mais nada que possam fazer.

– Você perdoa as pessoas muito facilmente Masato. – suspirou o maior. – está bem, vão.

– Obrigada! – curvei-me.

Na hora que o fiz, minha mochila virou, derrubando alguns papeis.

– Droga... – murmurei agachando-me para pega-los.

Cecil me ajudou, mas não sem antes Otoya pegar um.

– UAU! – gritou ele. – TOKIYA OLHA ISSO!

– An? – Tokiya olhou para o papel e seus olhos se arregalaram. – Você quem compôs isso? É incrível!

Logo os outros se amontoaram a seu redor e se admiraram com o que liam.

“Você tem meu coração desbloqueado,

É tão irreal que você sabe

Não quero que isso pare

Você é tão maldito em me manter

Sentir o seu toque mágico é inacreditável

Eu preciso ter você,

Como abracadabra”

– Me dê isso aqui! – arranquei o papel de suas mãos e guardei-o na mochila.

– Mas é incrível! – Otoya segurou-me pelos ombros. – o que acha de virar nossa compositora?!

– Espera, vai com calma aí Otoya... – disse Tokiya com um suspiro.

– Ele está certo Toki. – disse o tal Ren passando a mão no cabelo e o jogando para trás.

– Eu concordo. – concluiu Masato após alguns segundos.

– Quero experimentar essas melodias! – Natsuki deu alguns pulinhos.

– Você me mata de vergonha assim... – Syo deu um tapa na própria testa e sorriu. – mas eu também quero experimentar.

– E-Esperem aí! – reclamei. – Não podem decidir isso assim!

– Vocês querem ser perdoados, certo? – Otoya sorriu. – então vire nossa compositora!

– A Nanami tem vergonha. – interveio Cecil. – ela nunca...

– VOCÊ VAI SER NOSSA COMPOSITORA, CERTO? – disseram todos ao mesmo tempo.

“Você tem meu coração desbloqueado,

É tão irreal que você sabe,

Não quero que isso pare,

Você é tão maldito em me manter”

– Eu, eu, eu... Ah... Eu... – gaguejei.

– Ela topa! – disse Cecil.

– Eu to... AN? COMO É CECIL?

– Então está decidido! Você agora é nossa compositora! – Natsuki abraçou-me com tanta força que achei que fosse estourar.

– Mas eu...

– GENTE, O TREM PAROU! – berrou Syo olhando através da janela.

– Vamos descer antes que alguém apareça por aqui! – disse Ren pegando duas mochilas do chão.

– Esperem eu...

Ninguém me ouviu e continuaram a se organizar e logo fui arrastada para fora do vagão.

– ESPERA CARAMBA! EU NUNCA DISSE QUE TOPAVA ESSA PALHAÇADA!

– Agora já era! – riu Cecil.

EU VOU MATAR ESSE IMBECIL!

“Sentir o seu toque mágico é inacreditável

Eu preciso ter você,

como abracadabra”

Off. Pov Nanami

Notas finais
GOSTARAM? ODIARAM? FICOU BOA? FICOU CHATA? U_U preciso de suas opiniões para continuar! :D eu amei! *humilde* e espero que tenham amado também! Até o próximo cap!