Isabella Prydein Riddle
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Espero que gostem!
Boa leitura.
Draco POV:
Eu estava indo para uma reunião com o Lord das Trevas. Meu pai me disse que eu teria uma nova missão e que eu conheceria uma pessoa muito importante. Chegamos à “Mansão das Trevas” e meu pai seguiu direto pela sala de reuniões, acompanhei-o confuso. Não teríamos uma reunião?
- Para onde estamos indo?- Perguntei.
- Antes da reunião teremos um treinamento.- Ele respondeu.- Lá você conhecerá a pessoa da qual eu falei.- Treinamento?
- Porque não me avisou que teríamos treino?
- Você não irá treinar, apenas assistir, faz parte da sua missão. – Como assistir um treino será parte da minha missão? Não perguntei, saberia disso na hora certa.
Chegamos ao salão de treino, onde Lord Voldemort, Bellatrix, Severo estavam a nossa espera.
Onde estava a ‘pessoa’ que meu pai havia mencionado?
Cumprimentei o Lord das Trevas e ele me mandou sentar em uma cadeira que se encontrava ao seu lado, assenti e me sentei observando meu pai e Lord Voldemort conversarem.
- Onde ela está? — Meu pai perguntou. Ela?
- Ela está já está vindo Lúcio. Preparem-se Hoje o treino será sobre a maldição Cruciatus. – Essa ultima parte ele disse mais alto para todos ouvirem.- Por mais que eu não queira que ela se machuque, ela deve estar preparada para a dor se algum inimigo lança-la um Crucio.- Olhei curioso para eles, de quem eles falavam? Quem seria tão importante para o Lord das Trevas não querer que se machuque?
Saí destes pensamentos ao ouvir a porta ser aberta. E de lá entrou a mais bela garota que eu já vi em toda a minha vida, ela tinha grandes olhos azuis claros como um céu de verão, longos e negros cabelos que lhe caiam pela cintura. Seu corpo curvilíneo, praticamente esculpido pelos deuses, marcado pelas roupas escuras e bem justas. Seu andar era selvagem e felino, seus olhos delineados pela maquiagem escura eram frios e calculistas, seus lábios perfeitos desenhados por um batom vermelho sangue. Seu rosto em formato de coração, sua pele de porcelana...Eu deveria estar babando, literalmente. Essa garota me enfeitiçou completamente, eu não conseguia desviar o olhar dela, que drogar era essa? Porque eu não conseguia agir normalmente? Ela é só uma garota...Eu acho..?!
- Bom dia Trixie, Bom dia Sev, Bom dia Lúcio. – Sua voz melodiosa dizia enquanto passava por eles. Trixie? Sev? What?
Ela se aproximou de mim e do Lord das Trevas. Pensei que ela faria uma reverencia ou algo assim, ma ela não fez, continuou se aproximando até que estava a alguns passos de nós. Antes que ela pudesse dizer algo o Lord das Trevas SORRIU, isso mesmo S-O-R-R-I-U e disse.
- Bom dia querida.- Querida? Hã?
- Bom dia papai.- Engasguei com o ar e olhei de olhos arregalados. Ela me olhou arqueando uma sobrancelha.
- E bom dia...- Eu não consegui responder estava paralisado. Papai? Porra o que estava acontecendo aqui? O que eu perdi? Que merda será que os trouxas estavam certos? O apocalipse estava chegando? Porque o Lord das Trevas estava sorrindo, sem qualquer requicio de crueldade ou algo ruim, e ele estava sorrindo para a sua FILHA. Oh Merlin, será que eu enlouqueci? Usaram um Obliviate em mim?
De repente a garota deu um sorriso de quem iria aprontar e no momento seguinte um feitiço veio em sua direção, mas antes que pudesse toca-la, o feitiço fez uma curva e voltou novamente pó onde veio. Olhei ainda mais chocado para ela, se é que isso era possível, ela nem sequer pegou uma varinha, e pelo que pude perceber foi um feitiço silencioso. Como ela sabia?
Então ela sorriu novamente dando um mortal para trás em uma velocidade incrível, olhei para o centro do ginásio onde Severo, Bellatrix e meu pai estavam em posição de ataque apontando suas varinhas para ela, eles ficaram um pouco surpresos com sua velocidade, e isso foi uma vantagem para ela, que tomou impulso em alguma plataforma invisível e saltou caído de pé atrás deles. Um raio saiu de suas mãos e atingiu meu pai que caiu desacordado no chão.
Como ela conseguia fazer magia sem uma varinha? Ela nem ao menos abriu a boca para dizer o feitiço. Mais o que diabos essa garota é?
Um a menos, será que vai continuar tão fácil assim? – Ela disse divertida, fazendo Bellatrix e Severo entrarem em ação, eles lançaram vários feitiços nela mais nenhum a atingiu todos eles desviavam dela um segundo antes de toca-la, assim como o primeiro. Severo retirou o feitiço de meu pai enquanto ela parecia se concentrar em algo, Bellatrix tentou aparatar mais a garota sorriu maliciosa para ela. Severo aproveitou sua distração para lançar-lhe um feitiço. Ele disse o mais baixo que podia, mas assim que a palavra de sua boca ela se virou alerta para ele, ela tentou desviar do feitiço mais ela havia perdido tempo de mais sorrindo para Bellatrix, o Sectumsempra a atingiu no braço, mas em questão de segundos ela já estava inteira novamente. WTF? Isso era para deixa-la com o braço imobilizado por dias, como ela se curou tão rápido?
Ela passou a correr em círculos ao redor deles, mas isso não durou muito tempo pois eles assumiram a forma Trevus Aureus ,ela era mais rápida mas eles tinham a vantagem de voar, ela olhou para Bellatrix e a mesma foi envolvida por um Incarcerous. Bellatrix voltou a sua forma original e começou a cair em direção ao chão, quando ela estava a apenas alguns centímetros do impacto, ela foi lançada longe provavelmente por um Estupefaça.
A garota não estava prestando atenção nos seus outros oponentes, e Severo aproveitou sua distração e gritou um Crucio apontando a varinha para ela. O feitiço avançou agilmente em sua direção e ela não teve tempo de desviar, observei ela fechar os olhos e esperar o impacto.
Quando o feitiço a atingiu, ela nem ao menos estremeceu. Por alguns segundos tudo ficou silencioso. Então ela se virou lentamente para Severo e perguntou.
- Você errou? – Severo apenas negou com a cabeça, parecia impressionado. Eu de fato estava ainda mais assustado com os poderes dela, como essa garota podia fazer todas essas coisas que até alguns minutos atrás eu julgava impossível? Ela sendo filha do Lord das Trevas lhe dava poderes magníficos, mas eu nunca o vi fazendo essas coisas.
-Pai?- Ela indagou se virando para Lord Voldemort. Ele a olhava como se visse a joia mais rara do mundo, e eu não duvidava disso.- Qual a sua teoria? – Ela continuou.
- Tenho duas. Ou o Crucio de Severo está falhando, o que eu duvido, pois ele o usou esta manhã. Ou... Posso tentar uma coisa minha querida? – Ele perguntou, não concluindo suas teorias.
Ela hesitou um pouco, mas concordou. Lord Voldemort levantou e apontando sua varinha para ela disse.
- Crucio!- A maldição a atingiu e nada aconteceu. Ele repetiu isso algumas vezes mas ela simplesmente não sentia nada.
- Porque não funciona em mim?
- Porque minha querida você é imune a maldição Cruciatus.- Ele afirmou sorrindo vitorioso.
- Como isso é possível?- perguntei em uma voz sombria.- O que ela é?
- Ela é descendente de vários bruxos poderosos e há um feiticeiro em sua linhagem, nunca nenhum dos seus descendentes apresentou características de um. Mas devido a seu nível de magia concluímos que ela herdou essa característica, portanto, ela é uma feiticeira.- Lord Voldemort respondeu ainda sorrindo.
- Mas feiticeiros estão extintos há milênios. O ultimo feiticeiro que temos conhecimento é...- Arregalei os olhos ao entender de onde vinha sua linhagem.
- Merlin. – O Lord das trevas confirmou minhas suposições. — Isabella é descendente direta de Merlin, mas em algum ponto sua linhagem se cruzou com os quatro fundadores de Hogwarts.
- Os quatro bruxos mais poderosos após Merlin.- Meu pai continuou.
- Godric Grifinória, Salazar Sonserina, Rowena Corvinal e Helga Lufa Lufa.- Bellatrix disse.
- Mas não há nenhum registro de que Merlin tenha sido imune a maldição Cruciatus. – Severo afirmou franzindo as sobrancelhas.
Todos ficamos em silêncio pensando em alguma explicação para isso. Até que ‘Isabela’ mesma o quebrou.
- Escudo.
Olhamos confusos para ela que rolou os olhos e explicou.
- Em algumas pesquisas sobre feiticeiros, descobri que uma das características deles é que seus poderes atingem os poderes atingem sua força máxima quando eles completam a maturidade, ou seja, 18 anos. Quando isso acontece alguma característica, a mais forte, de quando o feiticeiro era apenas um mero bruxo comum e transforma em algum poder pessoal. É como os vampiros, quando eles passam pela transformação alguns apresentam dons , que são habilidades que eles já possuíam antes quando trouxas, mas que não poderiam usa-las porque trouxas não são seres mágicos, mas que quando se tornam vampiros essa habilidade vira algum poder. Pelo que eu saiba cada vampiro tem um dom especifico, nenhum dom pode ser igual porque eles não têm mentes iguais, apenas parecidas. Por exemplo meu ex-namorado vampiro podia ler mentes mas apenas o que a pessoa estava pensando no momento em que ele lê. E Aro Volturi o ‘rei’ dos vampiros também pode ler mentes, mas o dom dele é acionado pelo toque, ele tem que tocar a pessoa que ele quer ler, para realmente conseguir ler algo. E ele não lê só o que a pessoa está pensando no momento, ele vê todos os pensamentos que aquela pessoa já teve, até mesmo aqueles que ela não se recorda. Meu ex não podia ler minha mente, e eu aposto que Aro também não pode. Em algumas conversas com o ‘pai’ do meu ex, chegamos à conclusão de que Edward não podia ler minha mente porque eu tinha um escudo natural, e que se eu me tornasse vampira esse seria o meu dom. Um escudo.- Quando eu pensava que ela não poderia mais me surpreender ela ia e fazia de novo. Caralho, ela namorou um vampiro? E como ela sabia disso tudo? Eu com certeza não lembraria de tantas informações, e se lembrasse não deduziria nenhuma das suas hipotezes.
- Mas isso poderia ser uma consequência da barreira que Lissa colocou em seus poderes quando você era apenas um bebê.- Bellatrix sugeriu.
- Não. Não poderia, se a barreira me protegesse do dom dele, também me protegeria dos dons de seus irmãos, um deles pode controlar emoções e a outra pode ver o futuro, não um futuro exato, mas um futuro baseado em decisões. Eles podiam usar seus dons em mim. Então não foi consequência da barreira. Eu tenho a teoria de que assim como acontece com feiticeiros, obviamente aconteceu comigo. Meus poderes começaram a aumentar, provavelmente antes eu ter conhecido meu ex e sua família, eles aumentaram para que quando eu atingisse a maturidade eles atingissem seu ponto máximo. Isso estava forçando a barreira em minha mente a enfraquecer e alguns de meus poderes vazaram pela barreira. Assumo que um deles foi o escudo, por isso Edward não poderia ler minha mente.
- Mas e os outros? Se seu escudo vazou pela barreira, os outros não deveriam ser capazes de atravessa-lo.- Apontei.
- A barreira podia estar fraca, mas ela ainda impedia a maioria dos meus poderes de se manifestarem. Eu estava como... Uma criança bruxa prestes a completar 11 anos, que é quando seus poderes se afloram. A barreira me fazia parecer uma trouxa, e trouxas não possuem magia, então assim como os vampiros assumem controle de seus dons após a transformação, eu só poderia controlar meus poderes quando assumisse meu eu bruxo, e para isso a barreira tinha que sair. Por isso os vampiros podiam usar seus dons em mim. A magia não pode ser controlada por quem não a possui. A barreira causava uma contradição nos meus poderes. Então o escudo e a barreira duelavam entre si, porque se a barreira não saísse o escudo não poderia assumir sua força total para me proteger dos poderes intrusos. Mas se o escudo se libertasse a barreira seria destruída. Essa batalha dos meus poderes e a barreira me deixou vulnerável. Porque nem um nem outro estava forte o bastante para me proteger.
- Mas a barreira foi feita a base dos seus poderes. Ela só funcionou todo esse tempo porque sua magia era forte o suficiente para alimenta-la sozinha. Então quando você ficasse mais forte a barreira também. Então porque não deu certo?- Lord Voldemort perguntou.
- Porque a barreira foi feita para um bruxo e não para um feiticeiro. Eu li que a magia bruxa é algo que o bruxo sempre tem controle. Alguns bruxos foram acusados de perder o controle de seus poderes, ao longo da história, mas isso não é verídico. A magia bruxa sempre é controlada, esses bruxos não perderam o controle de sua magia e sim o controle de suas mentes. Os atos por eles cometidos foram comandados por uma mente sem controle. A magia bruxa irá segui o que a mente que a comanda dizer, porque ela não sabe distinguir o lúcido do louco. Já a magia de um feiticeiro é forte o bastante para decidir se quer ou não seguir a mente que pode controla-la. Se a magia decidir que um feiticeiro não é forte o bastante para usa-la com sabedoria e lucidez, a própria magia se libera da mente do feiticeiro, e fica a espera de uma mente compatível com a do seu criador, que seja forte o suficiente para recebê-lo em sua mente. A feitiçaria da linhagem de Merlin passou milênios à procura de alguém descendente dele, que fosse forte o bastante. Quando ela finalmente achou alguém que fosse capaz de controla-la de uma forma sabia, toda a magia que ficou em espera por milênios se agrupou nesta mente, ou seja, a minha mente, talvez a barreira até funcionasse se meus poderes fossem menores, mas eu sinceramente duvido disso. Minha magia não aceita ser presa, e a barreira a prendia. Quando eu passei pela transformação lembro-me de sentir como se um animal selvagem estivesse preso dentro de mim, e ele não gostava disso, queria sair de lá. Assim que acordei eu a senti. Só que desta vez ela fluía através de mim. Livre e contente, parecia ansiosa para ser utilizada. Quando uso minha magia sinto-me inebriada, é algo quase viciante. E se algo é vicia você passa a depender do que você está viciado. O poder quer alguém que o controle com lucidez, não com vicio.
- Então porque você não se viciou?- Perguntei, ela olhou diretamente em meus olhos e respondeu.
- Porque meu objetivo não é poder e sim vingança! – Seus olhos eram como um poço sem fundo, não se podia ver nada lá dentro apenas ecos frios do que podia habita-lo. Estremeci com seu olha penetrante.
Ela era com certeza a princesa das trevas, mas ela definitivamente só seguia o Lor das trevas por amor, porque ela era o ser mais poderoso que já existiu, mas até que o próprio Merlin.
Fim do Capítulo.
Notas finais
Até a próxima.
Xoxo
P.E.
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