Notas iniciais
Olá foi mal a demora, gostaria de avisar que eu não vou poder postar com tanta frequencia nas fics a partir de agora, pq dia 25 começam minhas provas, eu tenho ensaios p/ a festa junina, que será dia 28 e talls então dps tem a recuperação, (Que eu com certeza fiquei) então, já viram né?
Espero que entendam Bjs
P.E.
Boa leitura.

Belly POV:

Eu e Drake assistimos toda a cerimônia e infelizmente não deu tempo para eu torturar ninguém, porque nenhum dos vampiros saiu da linha depois do que aconteceu com a Yvettett, e quando terminou a cerimônia estávamos atrasados para o horário de voltar para a escola.

Voltamos a tempo de pegar a carruagem de volta para a escola com Blás, Lilith, Pansy, Emmett, Jasper e a loira. Infelizmente era a ultima carruagem e a PP e o Brocha também estavam ali.

Entramos todos a contra gosto na carruagem, nós Sonserinos encarávamos os dois Cullens Grifinórios friamente sem dizer uma palavra.

- Eu não sabia que Jane e Alec tinham primos... – A PP começou tentando puxar assunto.

- Você não sabe de tudo Brandon. – Jasper disse rispidamente usando o sobrenome que ela usava antes do Cullen.

- É Cullen, Withlock. – Ela retrucou. – E eu não estava falando com você. – Percebi que ele estava desconfortável com isso, Lilith parecia que iria aprontar algo e um segundo depois senti seu chamado mental para mim. Conectei nossas mentes disfarçadamente sem olhar em sua direção colocando a mão na perna de Drake para disfarçar, ele olhou com a sobrancelha arqueada para mim em seguida sorriu passando os braços ao meu redor e acariciando minha cintura.

‘Belly, você poderia conectar a minha mente com a de Jasper sem deixar o sanguessuga perceber?’ Lilith perguntou.

‘O que você tem em mente?’ Ela sorriu mentalmente e me mostrou o que pretendia fazer, deixei escapar um risinho malicioso fazendo Drake arquear a sobrancelha novamente, apenas sorri em resposta e pensei de volta para Lilith.

‘Eu posso fazer melhor, você faz o que tem em mente e eu mando uma visão de vocês dois bem implícita para a PP, será bem divertido...’ Ela sorriu mentalmente e concordou. Desconectei nossas mentes e colocando um escudo em Jasper que impedia os poderes do Brocha, conectei a mente deles.

Depois de alguns segundos, vi Jasper sorrir maliciosamente enquanto Lilith se inclinava para sussurrar insinuações em seu ouvido. A PP deu uma olhada mortal para os dois, mas eles nem ligaram para ela, o brocha franzia as sobrancelhas confuso e o resto parecia impassível por fora, como se isso fosse normal, mas eu sabia que todos pensavam a mesma coisa. ‘Que merda é essa?’

Eu sorri mais ainda e puxei Drake para um beijo, enfiei meus dedos entre os fios de seu cabelo puxando-os suavemente, minha outra mão encontrou o caminho para dentro de sua camisa acariciando seu abdômen musculoso, suas mãos se apertaram em minha cintura e ele me puxou para mais perto de si, aprofundando o beijo.

Discretamente entrei na cabeça da PP lhe enviando a seguinte visão.

“Jasper e Lilith estavam no maior amasso subindo as escadas do dormitório masculino em direção ao quarto de Jass, eles entraram no quarto trancando a porta em seguida, ele a empurrou com força para a cama e os dois sorriram maliciosamente enquanto ela se despia e ele a olhava com óbvia luxúria. Ele se aproximou da cama se livrando de suas roupas no caminho e puxou-a para seus braços novamente acariciando seu corpo e deitando-a na cama...”

A PP estava rosnando de raiva enquanto tinha a visão, eu não pude deixar de sorrir com os lábios ainda grudados nos de Drake. Uma idéia me veio a mente e entrei novamente na cabeça da PP iniciando mais outra visão.

“Eu e Drake estávamos no meu quarto, ele estava deitado em minha cama sem nenhuma roupa, eu estava sentada em cima de seu corpo apenas de sutiã que ele rapidamente se livrou seus lábios procuraram os meus com fogo e paixão fazendo-me gemer abafadamente, suas mãos desceram por meus braços e quando sua mão parou em cima do meu pulso esquerdo, em cima da mordida de James ele separou nossos lábios ainda respirando ofegantemente e perguntou.

- O que fez isso Izzy? – Eu sorri lambendo os lábios e respondi.

- Um vampiro.

- Quando foi que um vampiro te mordeu? – Ele perguntou parecendo preocupado passando os dedos no contorno da cicatriz.

- Ano passado, quando estava no mundo trouxa, mas isso é assunto para outra hora, temos coisas muito mais interessante para fazer... – Sorri maliciosamente capturando seus lábios novamente em outro beijo de roubar o fôlego...”

Outro rosnado furioso ressoou pela carruagem, e Drake desgrudou nossos lábios e disse desdenhosamente para os dois.

- Se não se importam temos coisas muito mais interessante para fazer do que ouvir os dois vira latas rosnarem.

- E nós não estamos afim de assistir pornô grátis. – O Cullen rosnou com raiva, os outros também estavam aos beijos, Emm e Rose, Pansy e Blaise, Jasper e Lilith. Sorri maliciosamente não dando tempo para Drake responder e subi em seu colo o beijando novamente desta vez com mais intensidade.

O beijo fiava cada vez mais quente e eu estava realmente começando a perder minha sanidade com o toque quente e sedoso, ao mesmo tempo forte e luxurioso de suas mãos e lábios em meu corpo.

O beijo teria continuado, um sentimento ruim não tivesse me atingido fortemente fazendo-me congelar. Senti meu coração apertado, com a preocupação e a angústia, eu sentia que alguém, uma pessoa muito importante estava em perigo, a primeira pessoa que pensei foi meu pai, mas com um pouco de concentração consegui senti-lo completamente são e salvo através da nossa ligação que apareceu depois que fizemos o ritual para trazer de volta sua aparência humana, era mais fácil para contatarmos um ao outro agora. Não era ninguém do circulo intimo, pois se fosse meu pai estaria no mínimo preocupado. Drake estava comigo. Então... Quem era? A imagem de uma garota veio em minha mente juntamente com a frente de uma casa, onde numa placa continha um endereço.

Voltei a mim com Drake sacudindo meus ombros e chamando meu nome preocupado.

- O que houve? Você paralisou de repente... – Ele perguntou roucamente, por causa do beijo, ainda preocupado e apreensivo.

- Hum... Eu só tive um pressentimento ruim, como se algo mal estivesse para acontecer... – Disse uma meia verdade, com os Cullen aqui eu não falaria livremente. Eu realmente estava com um mal pressentimento, e depois daquela visão a sensação só piorava, tenha que dar um jeito de despistar, o mais estranho era a garota da visão, ela tinha longos cabelos loiro branco, corpo na medida certa, e os olhos, cinzentos como um céu em tempestade, e estranhamente iguais aos de Drake e aos de Lúcio. Na verdade ela parecia muito com uma Malfoy, será que era alguma prima ou algo assim? Não, ela é algo mais próxima, algo que a desse a semelhança tão forte com os Malfoy, minha intuição nunca falha e neste momento ela me diz que eu preciso encontrar essa garota, que eu preciso salvá-la, eu sentia uma compulsão para protegê-la, como se ela fosse, ou será, muito importante para mim, como se eu estivesse preocupada com uma irmã mais nova.

O resto da viagem passou tão rápido que eu nem percebi, o rosto da garota não saia da minha mente, só me dei conta da realidade quando já estávamos caminhando para o salão comunal da Sonserina. Dei uma desculpa qualquer para meus amigos e corri para meu quarto assim que passamos pelo quadro que dava passagem para o salão. Tranquei-o magicamente, assim como abafei os barulhos, peguei um objeto, que eu realmente não usei mais depois de entrar para o mundo bruxo, mas isso não quer dizer que eu tenha esquecido ou perdido a fé nele, eu sentia que precisaria dele, fiz duas cópias e as coloquei nos bolsos e em seguida, aparatei para o endereço que tinha visto em minha mente.

Desaparatei em frente a casa que tinha visto junto com o endereço e podia ver as luzes piscando lá dentro bem como a intensidade de vários feitiços das trevas sendo lançados. Estalei os dedos trocando minhas roupas para algo mais inocente, um moletom rosa claro, uma blusa branca com uma Barbie na frente, unhas portiças rosas, sapatilha lilás clara, cabelos loiros, e por ultimo grandes e ingênuos olhos azuis. Coloquei um feitiço de ocultação mágica em mim, me fazendo parecer uma bruxa mais fraca, e caminhei para a porta calmamente. Toquei a campainha normalmente e tudo pareceu congelar lá dentro, senti alguns feitiços de transfiguração silenciosos sendo feitos dentro da casa e um segundo depois um rapaz com no máximo 19 anos, aparência angelical e um sorriso agradável abriu a porta.

- Olá? Deseja alguma coisa? – Perguntou em uma voz quase angelical, mas eu não me deixei cair, apenas fingi estar encantada com sua beleza e sorri enormemente feito uma retardada antes de dizer.

- Ah, sim, eu vim procurar minha amiga, nós combinamos de nos encontrar no beco diagonal faz uma horas e ela não apareceu, então eu vim ver se ela estava doente ou algo assim, ela geralmente não costuma se atrasar ou faltar aos nossos encontros. – Tagarelei. Ele sorriu mais falsamente ainda.

- A Cin? – Perguntou ainda no mesmo tom agradável.

- Sabe eu nunca te vi por aqui, você é parente dela? Não sabia que a família estava de visita, é um prazer conhecê-lo, sou Isa Swan. – Sorri melosamente para ele estendendo minha mão enfeitada com unhas rosa e alguns anéis muito ‘patricinhas’. Ele pegou minha mão e deu um beijo casto, no momento em que nossas mão se tocaram eu tive a sensação ruim novamente, ele era perigoso, e não devia ser subestimado.

- Eu sou Elamdor, mas pode me chamar de Ellan. – Esse nome me pareceu vagamente familiar, mas eu não conseguia me lembrar de onde o conhecia. Sorri fingindo-me de inocente e ele perguntou. – Gostaria de entrar? Cin está na sala conversando com nosso primo. – Eu assenti freneticamente ainda fingindo estar encantada com sua beleza. Ele abriu mais a porta me dando espaço para passar, e fechou-a as minhas costas, em seguida colocou a mão na parte de trás das minhas costas indagando enquanto me arrastava para uma porta que provavelmente era a sala, onde a tal garota estava. – Gostaria que pendurasse seu casaco? – Seu tom era muito educado, até demais para o meu gosto.

- Oh, não, está uma noite fria, e eu adoro como esse casaco fica fofo em mim! – Falei quase dando pulinhos para dar mais ênfase ao meu teatro. Pude ver em seus olhos que ele me considerava uma garota estúpida e idiota, e isso era ponto para mim, ainda não sabia ao certo quantos deles tinha ali, e ser subestimada me dava a vantagem de surpreendê-los. Atravessamos o arco da porta e entramos na sala, fiz uma cara exagerada de choque e surpresa, em seguida de medo, para manter meu disfarce, ao ver a mesma garota da minha visão amarrada em uma cadeira tremendo levemente, ela parecia estar com dor, e não era para menos, ela era a única vitima aqui e pelo que eu podia ver eles eram cinco, do lado de fora da casa eu senti a força do Crucio de todos eles, o que quer dizer que estavam torturando-a todos ao mesmo tempo.

- O-o q-que...? – Gaguejei em uma voz enjoativamente estridente em falso medo. Estava montando uma estratégia para acabar com eles e ter tempo de salvar a garota. Os cinco, três homens e duas mulheres, riram maldosamente, o que se apresentou como Elamdor, me empurrou com força em direção a garota e eu tropecei caindo ao lado de sua cadeira. Mesmo irritada com o gesto me contive e observei por entre os fios do cabelo as cordas que a prendiam, eram mágicas, eu sabia que eles eram bruxos por ter sentido as maldições do lado de fora, mas sem elas eu nunca teria percebido, eles irradiavam uma aura de maldade muito maior do que a de um bruxo, até mesmo um bruxo das trevas muito poderoso. Por alguns segundos os olhos da garota se encontraram com os meus e eu prendi a respiração, eram os mesmos. Os mesmos olhos de Drake, os mesmos olhos de Lúcio. A semelhança era muito grande, ela tinha que ser uma parente muito próxima deles, avaliando-a um pouco percebi que ela tinha exatamente a idade de Drake, primos talvez? Não... Irmãos, mas eu acho que já teria sido informada caso os Malfoy tivessem dois filhos. Precisava descobrir mais sobre isso, mas no momento eu tinha outras prioridades.

- O que vocês estão fazendo? O que houve com ela? Soltem-na... – Minha voz soou mais firme que antes, mas ainda sim trêmula. Percebi um pouco de surpresa e esperança nos olhos dela e isso só reforçou o sentimento de que eu deveria protegê-la. Eles riram novamente e um dos homens que eu não sabia o nome falou.

- Nós estávamos tendo um bom tempo com a sua amiguinha aqui, nosso chefe a quer conosco, e a pequena bastarda além de não abrir o bico sobre o que sabe, se recusa a se unir a nós. Mas quem sabe você saiba não é? – Fingi engolir em seco e desviei o olhar dando a impressão de que ele tinha chutado certo. Ele riu um som mais parecido com uma gralha do que um humano e completou. — Uma coisinha delicada como você vai quebrar mais fácil... Quem sabe se você sobreviver o chefe a recrute...

- S-saber o que... Eu não faço idéia do que estão falando. – Eles perceberam o tom nervoso que geralmente indicava mentira em minha voz e riram. As duas mulheres se aproximaram de mim e me empurraram em uma poltrona ao lado da garota. Nem ao menos, me amarraram, não achavam que eu pudesse lhes fazer mal e que não teria coragem de fugir. Eu planejava nocauteá-los o mais rápido possível, mas eu estava curiosa para saber o que eles queriam com a garota.

- Agora gracinha... – Elamdor se aproximou sentando no braço da poltrona onde eu estava, fingi me encolher e ele riu. – Nos diga o que você sabe sobre a pequena Malfoy ali, porque ela não está com os outros deles, os Malfoy jamais abandonariam um dos seus sem um motivo importante, nosso mestre sabe tudo o que acontece com eles e seu mestre, mas por algum motivo desconhecido, só ficamos sabendo da garota a pouco tempo, agora, como eu tenho certeza que você sabe tirar todas as nossas duvidas, comece a falar, ou vamos te mostrar a arte da tortura. – No inicio sua voz era acolhedora e amigável, como foi na porta da casa, mas acabou em um tom sombrio e ameaçador. A onda de poder corrompida de sua áurea dançou por minha pele, suponho que ele a libertou para me assustar, e de repente eu estava realmente assustada, minha magia, por mais forte que fosse não funcionaria com eles, pelo menos não metade delas, com eles apenas magias que afetassem o corpo funcionaria, lembrei-me de onde ouvira o nome Elamdor, anos atrás em uma das missas na igreja trouxa com Charlie, onde o padre falava sobre demônios, Elamdor não era um demônio superior, ele era o demônio dos truques e enganos, mas mesmo o mais fraco deles pode resistir a um bocado de magia. Precisava investir no físico, estando em corpos de carne e osso os enfraquecia.

Ele deve ter visto o medo em meu rosto, pois riu novamente e acariciou meus cabelos, e agora seu toque era imundo e repugnante, como mil insetos rastejando pela minha pele. Decidi não esperar mais, estávamos em uma enrascada muito grande, não podia correr o risco de que chegassem mais deles, sendo que era somente eu contra eles. Os corpos que eles possuíam eram de bruxos, de outra forma eles não teriam a magia deles, e isso era um ponto ruim para mim.

Num movimento brusco puxei Elamdor contra mim com uma mão o pegando de surpresa, com a outra mão dei um soco certeiro em sua mandíbula, usando o feitiço mais forte de força que conhecia, sua mandíbula estraçalhou, mas ele ainda não estava morto. Joguei-o na direção das duas mulheres aproveitando os primeiros segundos de surpresa deles, saltei em direção ao outro homem que tinha falado antes enquanto o outro puxava a varinha do bruxo que tinha possuído, implorei intimamente para que ele tentasse o Crucio já que eu era imune e graças a Merlin foi exatamente isso que ele fez, me distraí por um segundo e acabei levando um soco muito forte no estômago e outro na mandíbula, dei uma chave de braço no demônio ao qual me atacou, sentindo o gosto de sangue em meus lábios enquanto respirava com um pouco de dificuldade, com um braço ao redor do seu pescoço e colocando sua outra mão para trás até que ouvi o barulho de seus ossos quebrando bem como um sibilar vindo de seus lábios. Deixei-o cair no chão já que os outros estavam se recuperando rapidamente, libertei a garota com um feitiço simples enquanto dava um chute no plexo solar de uma das mulheres que se curvou com a dor, mas mesmo assim continuou avançando, ela pegou uma cadeira próxima e a jogou com muita força em minha direção, acabei me jogando no chão para desviar e ela continuava a vir para mim, deixei-a se aproximar o suficiente, colocando todo o meu apoio nas mãos e cotovelos e quando ele estava a dois passos de mim dei-lhe um chute brutal na rotula esquerda de sua perna e novamente o barulho de ossos quebrados encheu a sala, ela caiu no chão com dor e eu me levantei rapidamente. Em um golpe de artes marciais, visualizei o movimento dos meus dedos entrando na garganta de um dos homens que avançava em minha direção, e tão rápido quanto eu pensei dei-lhe o golpe com três dedos esticados e minhas unhas afiadas em direção a sua jugular, senti a sensação pegajosa da carne sendo partida e continuei cravando até encontrar o osso de sua coluna enrolei os dedos em volta do osso e segurei fortemente enquanto girava no ar dando um chute no rosto de uma das mulheres, o osso do pescoço do demônio começou a se partir, mas ainda sim não o fez, ele tentava se livrar de mim dando golpes em cada lugar que podia encontrar, comecei a puxar com mais força e me surpreendi ao ver a garota socar um dos caras ao meu lado em seguida se colocar atrás do que eu segurava e dar um chute em suas costas, exatamente na coluna vertical fazendo finalmente o osso maldito se partir.

Eles estavam todos machucados, se curariam logo se continuassem nos corpos, e com certeza tinham chamado reforços pelo que eu sentia vários deles se aproximavam da casa. Peguei a mão da garota rapidamente evitando um soco de uma das mulheres, já que eles estavam nos distraindo e nos aparatei direto para a mansão do meu pai.

Sorte a minha que eu tinha permissão especial para aparatar na mansão porque eu estava muito cansada, fisicamente e mentalmente já que eu além de manter meu escudo, meus poderes ocultos, e o feitiço de força todos juntos, estar na presença de demônios enfraquece quase que automaticamente todos os seres ao seu redor, o lugar também era bem longe e a aparatação durou alguns minutos, quando caímos exatamente em cima da mesa de reuniões do meu pai, interrompendo uma reunião com alguns comensais, eu estava praticamente esgotada, percebi que a garota tinha desmaiado, não era para menos ela estava muito fraca na casa e ainda me ajudou a socar os demônios, deveria ter algum descanso.

[...]

Estávamos no meu quarto, a garota ainda estava desacordada, na minha cama devido a minha insistência, Narcisa cuidava de seus ferimentos enquanto Sev examinava os meus. Eu me mantinha sentada na poltrona ao lado da cama observando em silencio o movimento ao redor do quarto, meu pai estava em um canto também observando e esperando que os exames acabassem, Lúcio também estava no quarto a meu pedido, afinal a garota era possivelmente sua filha e ele merecia estar aqui. Eu tinha apenas algumas contusões e marcas roxas, que logo foram curadas, já a garota tinha duas costelas quebradas, esgotamento mágico, hemorragia interna devido a tantos Crucios, e vários cortes e arranhões. Narcisa a curou rapidamente, mas ela ainda tinha que descansar.

Eu não tinha deixado a garota fora das minhas vistas por nenhum segundo sequer, eu ainda me sentia compelida a protegê-la, e ao mesmo tempo sentia minha intuição dizendo para não deixá-la sozinha, pois algo muito ruim pode acontecer. Depois do que foram horas, Sev finalmente me deixou em paz, e Narcisa terminou os exames na garota. Dizendo que ela ficaria bem e que só acordaria quando o efeito de uma poção que ela aplicou acabasse.

Narcisa tinha feito um teste sanguíneos na garota que confirmou que ela era filha dela e de Lucio assim como eu pensava. Narcisa dizia que não lembrava de ter tido dois filhos, muito menos gêmeos, nem Lúcio fazia idéia de que tinha outra filha. Agora todos esperavam por uma explicação minha.

- Tudo bem, agora nos conte exatamente o eu aconteceu querida, como a encontrou? – Meu pai perguntou, percebi os olhos preocupados e curiosos de Lucio em mim, bem como o faiscante e ávido de Narcisa.

- Estávamos voltando de Hogsmeade quando eu tive um pressentimento ruim, o rosto dessa garota apareceu em minha mente, bem como o endereço de onde ela estava, quando cheguei a escola dispensei os outros e fugi para o local onde supostamente ela estava. Encontrei-a sendo torturada... – Decidi contar apenas para meu pai sobre os demônios em algum momento mais propício. – Eu imobilizei seus atacantes, com uma pequena ajuda dela, e nos aparatei para cá. Tive o cuidado de deixar o ataque parecer algo feito por um trouxa. – Respondi. Sabia pelo olhar no rosto do meu pai que ele tinha percebido que eu não contara toda a verdade, e eu lancei uma olhadela em Lucio e Narcisa tentando dizê-lo com o olhar que o contaria o resto depois. Ele assentiu e disse.

- Bom, parece que teremos que esperar acordá-la para saber mais. Agora se não se importam Lúcio, Narcisa, quero conversar com minha filha a sós e ela também tem que descansar. – Eles assentiram, e caminharam para a porta, antes que saíssem Narcisa virou-se para meu pai e perguntou.

- Milord... Será que depois, quando essa história se já esclarecida... Poderíamos levá-la para casa...? – Ela olhou suplicante para ele, no mesmo instante em que as palavras saíram de sua boca senti um frio na boca do estômago, e respondi antes que meu pai fizesse.

- Não. – Os três olharam surpresos para mim, e eu continuei. – Ela não sai um segundo da minha vista, ninguém fala com ela sem que eu esteja presente, mesmo vocês. – Sabia que tinha sido grosseira, mas não tinha paciência para agir diferente.

- Mas você tem que voltar para Hogwarts querida. – Meu pai apontou curioso com minha reação.

- Ela vai comigo. – Respondi. – Lúcio, permaneça na mansão esta noite, você irá para Hogwarts amanhã pela manhã e falará com o velho para que eu possa ficar o resto da semana em casa, enquanto ela se recupera, então nós dois faremos uma visita ao ministro para colocarmos ela como estudante em Hogwarts. – Falei para ele que assentiu ainda mais intrigado. Logo em seguida eles saíram quando eu não acrescentei mais nada.

- Agora querida... – Meu pai disse depois de abafar os ruídos do quarto. – Me conte toda a verdade. – Ele sentou-se a minha frente para escutar. Contei tudo a ele, sobre as maldições, Elamdor, as perguntas, a descoberta sobre os demônios, os nocautes, a fuga, a sensação de proteção para a garota, e meus instintos sobre ela. No fim ele concordou com a minha decisão de levá-la comigo para Hogwarts, e mandou alguns comensais sigilosamente investigar sobre esses demônios. Talvez esteja ligado ao ataque do trem, ele ficou particularmente preocupado quando eu contei sobre o que eles falaram dos Malfoy e seu ‘mestre’, isso não poderia ser algo bom.

Fim do Capitulo.


Notas finais
Eu sei que bruxos não podem aparatar em Hogwarts, mas a Belly como vocês sabem não é uma bruxa!
Desculpem os erros, fiz esse capitulo correndo, espero que tenham gostado até a próxima,
Bjs.
P.E.