Isabella Prydein Riddle
30 Capítulo 25
Notas iniciais
Espero que gostem, Boa leitura.
P.E.
No capitulo anterior:
...Não demorou muito e duas figuras encapuzadas entraram no bar, muitos ficaram tensos alguns até sacaram suas varinhas, mas eles não eram comensais da morte, ainda não...
Agora:
Belly POV:
Senti mais do que vi os Cullens ficarem tensos no momento em que os dois abaixaram os capuzes, com pele pálida e perfeita, o sorriso malicioso nos rostos e os olhos rubis típicos de um vampiro, os ‘gêmeos bruxos’ como eram conhecidos no mundo vampiresco, caminharam diretamente para mim sem se preocupar em perguntar nada a ninguém.
- Belly. – Eles cumprimentaram em sincronia.
- Jane, Alec, que bom que se juntaram a nós, sentem-se. – Eles se sentaram ainda sorrindo. A mais ou menos um mês meu pai decidiu que seria bom tentarmos recrutar os Volturi para a nossa causa, eu fui, juntamente com Trixie em seu castelo para conversarmos com Aro, Marcus e Caius. Depois de alguns acordos eles aceitaram se juntar ao nosso lado. Eles tinham o prazo de um mês para mandarem alguns dos seus para serem marcados como comensais. Eu conversei um pouco com os gêmeos antes e realmente nos demos muito bem. Eu sabia que os dois não tinham vindo sozinhos, os outros vampiros devem ter ficado os esperando em algum outro lugar.
- Quem são eles? – Lya perguntou para mim.
- Jane e Alec Volturi, meus primos, Jane e Alec estes são Draco Malfoy, — Apontei para Drake que acenou para eles. – Lyanna Nott, — Lya sorriu para eles. – Pansy Parkinson. – Pansy disse um ‘Olá’. – Blaise Zabine. – Blás também disse ‘Olá’ – E creio que vocês já conheçam estes aqui. Rosalie Halle e Jasper Withlock, e Emmett McCartey.
- É um prazer conhecê-los. – Alec disse cortês com seu sotaque italiano evidente em sua voz.
- Não sabia que os Cullens estavam aqui... – Jane comentou friamente olhando Emmett, Jasper e a Loira.
- Eles estão. – Rosalie enfatizou bem o eles deixando claro que não se considerava parte deles. Jane arqueou uma sobrancelha ironicamente, mas foi Alec quem perguntou.
- Eles?
- Não fazemos mais parte do Clã Cullen. – Jasper respondeu firmemente.
- Interessante... – Jane comentou sorrindo alegremente. – É um prazer vê-los, então. – Jasper assentiu, enquanto Emmett sorria e Rosalie desfazia sua expressão fria para uma mais agradável.
- Acho que está na hora de irmos. – Eu disse me levantando acompanhada dos Gêmeos do mal. Drake também se Levantou ficando ao meu lado.
- Pra onde vocês vão? – Blaise perguntou.
- Visitar alguns amigos, nos vemos no castelo. — Eu disse já caminhando para a porta sendo seguida pelos olhos fixos dos Cullens e do trio. Drake e os gêmeos se despediram dos outros e me seguiram. Já fora do bar eu disse para Jane e Alec.
- Vocês aparatam conosco, já que não sabemos exatamente onde fica a casa. – Falei sabendo que os Cullens se esforçavam para nos escutar. Eles concordaram, e antes que fôssemos eu assobiei em direção a orla da floresta na parte dos fundos do bar. Kramisha caminhou por entre as arvores em minha direção, na forma de um pequeno filhote de gatinho negro, com os olhos azuis iguais aos meus. Peguei-a no colo e nós aparatamos, Alec levou Drake e Jane me levou.
Desaparatamos em frente a uma mansão em uns dois povoados de distância. Logo na entrada da casa transfigurei minhas roupas para as vestes de comensal, mas tendo a certeza de que mesmo com a roupa escura eu parecesse um pouco ingênua e inocente, queria saber se eles me subestimariam. Drake também transfigurou suas roupas para seu terno de comensal, então Jane e Alec nos guiaram até a sala de estar onde vários vampiros se encontravam à nossa espera.
- Então, todos vocês estão aqui para receber a marca estou certa? – Perguntei chamando a atenção de todos para mim.
- Correta. – Um deles, com uma aparência forte e musculosa respondeu se aproximando e tomando minha mão em cumprimento.
- Sou Dimitri Volturi, ainda não tivemos a oportunidade de nos encontrarmos já que na ultima vez que foi ao castelo eu estava em uma missão. – Ele plantou um beijo em minha mão e eu sorri respondendo.
- É um prazer conhecê-lo Dimitri. Melhor não perdermos mais tempo, eu conversei com Aro e tenho certeza que ele já disse isso para vocês, mas mesmo assim irei repetir para não ter nenhum erro. Não sejam desrespeitosos, sem comentários desnecessários, ele não parece humano como vocês devem ter sidos informados, não façam grande coisa por causa disso, vocês não vão querer ser alvo de sua ira. Vocês farão um juramento de lealdade ao Lord das trevas, isso não implicará sua fidelidade aos Volturi, essa marca servirá para que possamos chamá-los quando necessário, ou para que vocês possam chamar-nos, precisa-se de uma varinha para enviar o chamado, então eu sugiro que nas missões andem sempre com um dos gêmeos ou algum bruxo aliado, serve também para aqueles que tem um dom, concentrar seu poder na marca e pedir ajuda, ao receberem a marca sentirão uma queimação, como uma tatuagem trouxa, quando a marca de vocês arder e se agitar é porque estão sendo chamados. Todos entenderam? – Eles assentiram então virei-me para Drake e pedi. – Me empresta seu braço querido? – Ele assentiu e me estendeu o braço que continha a marca, arregacei suas mangas e toquei a marca enviando um chamado ao meu pai.
“Estou em Hilliand Holl com os vampiros para serem marcados, estamos esperando.”
Minha marca queimou assim como a de Drake que assobiou sobre a respiração com a queimação. Não fiz nenhum som, nem vacilei com a ardência, apenas esperei.
- Eu pensei que você disse que precisava ter uma varinha para fazer um chamado. – Uma vampira loira comentou em um tom superior, como se não ligasse muito para a resposta e pensasse ser superior a todos na sala.
- Qual o seu nome? – Perguntei em uma voz inofensiva acariciando a cabeça de Kramisha que ronronava em meu colo, olhando atentamente para todos na sala e apreciando o carinho.
- Yvette Volturi. – Ela olhou com desprezo para Kramisha e respondeu em um tom que indicava esperar que eu caísse de joelhos e beijasse seus pés. Eu sorri com uma falsa expressão agradável e inocente.
- Bom ‘Yvy’, eu não preciso de varinha para utilizar a marca escura. – Ela olhou para mim friamente e disse.
- Meu nome é Yvette, não crie apelidos. – Ela disse em tom de comando, eu sorri mais ainda e respondi.
- Eu vou chamá-la do que eu quiser, se você não gosta disso pode resolver isso comigo, isso é claro se você não me achar ‘digna’ o suficiente para desafiá-la, caso isso aconteça tenho certeza que meu pai teria o prazer de me defender. – Eu disse meu tom agradável escorregando para um irônico, sem nenhum segundo deixar de acariciar a cabeça da gatinha em meu colo.
- Você é só um peão, eu não trato com peões, e uma garotinha que andam com filhotes de gatinhos e se esconde atrás das asas do pai não é digna o suficiente para me desafiar. – Ela respondeu arrogantemente, eu apenas continuei sorrindo, e antes que eu respondesse ao meu lado depois meu pai apareceu com Nagini ao seu lado e um segundo depois Trixie, Sev, Lúcio, Rabastan e Lupin apareceram, todos os cinco usavam suas máscaras, apenas eu, Drake, e meu pai estávamos sem a máscara, meu pai estava em sua aparência ofídica que agora era apenas uma ilusão para assustar e impor respeito nos seus seguidores.
Eu e Drake nos curvamos e dissemos em uníssono.
- Milord. – Meu pai assentiu e reconheceu nosso cumprimento. – Nagini. – Eu cumprimentei na língua normal, deixa a vampiranha achar que eu era fraca, seria divertido vê-la quebrar a cara. Drake também a cumprimentou e Nagini assentiu para nós assobiando um.
- É bom vê-la minha ssssenhora. – Eu pisquei para ela a voz de meu pai chamou de volta minha atenção para ele.
- Draco, Isabella. Você parece divertida minha querida, há algo que eu deva saber? – Ele perguntou para mim vendo o enorme sorriso em meu rosto.
- Oh sim, estávamos apenas tendo um impasse antes que o Senhor chegasse a Loiruda ali estava agora mesmo dizendo que não me acha digna o suficiente para desafiá-la. – Ele franziu a testa com um pouco de irritação, mas ainda intrigado com meu sorriso.
- E o que você respondeu? – Deixei escapar um risinho maldoso e disse.
- Que se ela realmente achava isso então meu pai ficaria contente em desafiá-la. – Ele deu um sorriso maldoso que espelhava o meu e virou-se para a vampiranha.
- Isto é verdade? – Perguntou friamente.
- Sim Milord, alguém que se esconde atrás da asa do papai não deve ser boa o suficiente para me desafiar. – Ela disse audaciosamente, eu trinquei os dentes com sua escolhas de palavras.
- Ssssanguesssuga essstúpida. Não durará muito entre os comensssais. – Nagini assobiou desdenhosamente, eu dei um meio sorriso em sua direção.
- E você estaria disposta a aceitar o desafio do pai de Isabella que como ela disse sempre está absolutamente disposto a defendê-la? – A vadia assentiu confiante, mas ainda respeitosamente, mas algo estava me incomodando, ela não parecia o tipo que se humilhava facilmente, e foi só meu pai aparecer que ela se transformou de dominante arrogante para submissa obediente, não achei que era por causa do que eu disse antes então lancei um legilimens nela e quando eu vi seus planos, simplesmente não pude evitar e gargalhei em voz alta. Eu ri tanto que lágrimas escorriam dos meus olhos, ela olhava de cara feia para mim, alguns dos vampiros pareciam pensar que eu não era normal, já meu pai e os comensais me olhavam curiosos.
- Qual o motivo do riso minha querida? – Vi a loiruda fazer cara azeda para o ‘minha querida’ e isso só me fez rir mais. Quando finalmente pude me controlar eu disse risonha.
- Eu apenas achei muito estranho a Vampiranha ai virar submissa tão rápido, então eu li sua mente e... – Eu ri novamente. – Ela veio para cá com a intenção de seduzir você Milord. – Eu vi Drake e os outro comensais na sala prenderem o riso, apenas Trixie soltou uma de suas gargalhadas maníacas me acompanhando.
- Reformulando minha afirmaççção, ela não é sssó estúpida, é suicccida. – Nagini disse com desprezo. Meu pai olhava divertido para a vampiranha e disse.
- Bom, voltando ao assunto principal... – Ele começou a falar, mas a idiota o interrompeu.
- Desculpe Milord, mas o que a garota disse é verdade, gostaria que considerasse a oportunidade. – Ela falou se insinuando toda. Dessa vez até mesmo meu pai riu. Eu me coloquei aproximei do meu pai que colocou o braço distraidamente em meus ombros acariciando minha pele quase inconscientemente. A vampiranha fez outra careta e eu falei desdenhosamente.
- Desculpe querida, mas a vaga para minha madrasta não está aberta, e se fizesse vadias não fazem o tipo do papai. – Ela arregalou os olhos assustada com a informação e isso só me fez rir mais, e tenho certeza que se pudesse teria empalidecido até os ossos. Kramisha espirrou um riso felino e se enroscou mais em meus dedos.
- Pa-papai? – Perguntou incrédula. – Mas...
- Eu acho que teremos um duelo agora, já que a você aceitou o desafio e acredita que a Princesa das Trevas não é páreo para você, o Lord das Trevas assume o lugar dela como seu protetor. – Trixie disse animadamente e mesmo por trás da máscara seus olhos mostravam a ansiedade pela dor da loiruda.
Meu pai assentiu e tirou o braço dos meus ombros começando a tirar a capa de ombro preta com uma fivela de prata em forma de cobra que ligava a capa às vestes que ele usava. A Loiruda olhou com medo o movimento que ele fazia em seguida se virou com raiva para mim e rosnou.
- Você armou tudo isso. – Ela começou a vir em minha direção e muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Kramisha pulou do meu colo se colocando a minha frente e se transformando em um enorme tigre dente de sabre ainda com a pelagem negra e olhos azuis de quase dois metros de altura e rugiu para a vampiranha. Nagini soltou um sibilar ameaçador vindo em minha direção em uma velocidade sobrenatural e se enroscando em meu tronco e pescoço mantendo-se assobiando em alerta para a loiruda. Os outros vampiros sem saber o que fazer apenas se afastaram não interferindo em nada, apenas Jane, Alec e Dimitri se colocaram ao lado de Kramisha rosnando para a Yvettete. Meu pai, assim como Drake, Lupin, Lucio, Trixie, Rabastan e Sev, tinham as varinha apontadas firmemente em sua direção antes que ela colidisse com Kramisha que saltou em sua direção, elas brigaram pela dominância por alguns segundos, mas rapidamente Kramisha a imobilizou colocando cada uma de suas patas em seus braços e pernas colocando e inclinando seu corpo três vezes maior e mais pesado em cima da Vampira, com suas presas começando a cravar na garganta da loiruda, até mesmo uma respiração superficial vinda da sanguessuga faria os enormes dentes de Kramisha em seu pescoço.
Kramisha esperava pelo meu comando, matá-la ou deixar ir? Seus olhos virados em minha direção perguntavam. Olhei para meu pai que disse.
- Deixe-a ir Kramisha, ainda temos um duelo a lutar. – Kramisha tirou os dentes da garganta da vampiruta (Vampira + Puta) e deu um ultimo rosnado antes de saltar em minha direção se transformando no ar, em uma gatinha filhote novamente, e caindo em meu colo ela ronronou e se esfregou em parte do corpo da Nagini enroscado em meu tronco e espirrou. Os vampiros olhavam para minha gata como se vissem uma psicopata disfarçada, se eles achavam isso dela, devem pensar que eu sou uma puta psicótica sádica e psicopata. Isso soou muito bem...
- Levante-se. – Meu pai disse em uma voz fria e cortante deixando sua aura escura rondar ao redor da sala fazendo a maioria dos presentes engasgarem. Lentamente a Vampirorra ( Vampira + Cachorra, a cada minuto eu inventava um apelido diferente, teria uma vasta lista de nomes para irritá-la e me dar uma desculpa para torturá-la, Iupie!) se levantou e olhou temerosamente para meu pai revezando olhadelas entre ele e Kramisha em meu colo. – Dê inicio ao duelo. – Meu pai ordenou. Ela arregalou os olhos e negou freneticamente com a cabeça. – Não estou pedindo, sua chance de negar o desafio já foi perdida. Me ataque. Agora! – Ela engoliu em seco e pulou em sua direção sem muita opção de manobra. Eu sorria maliciosamente para ela e apenas assistia ao show me divertindo como não fazia desde que fui para Hogwarts.
- Crucio. – O raio azul bateu no peito da vampiguete (Vampira + Piriguete) no meio do seu salto e ela caiu no chão se contorcendo e gritando com a dor, meu pai apenas sorria friamente e aumentava cada vez mais a intensidade do Crucio, ele ficou assim por vários minutos até que um pouco do veneno que corria em suas veias mortas começaram a escorrer por suas narinas.
- Você melhorou a intensidade da maldição, o que os comensais acham disso? – Perguntei maldosamente.
- Eu matei os cinco primeiros, três ficaram em coma por uma semana, dois estão loucos e apenas um sobreviveu sem danos maiores. – Meu pai anunciou sorrindo. – Eu aprendi a controlá-lo perfeitamente, mas não estou me restringindo nem um pouco agora. Parece que o ritual não era só corpóreo, meus poderes aumentaram bastante desde que o fizemos. – Ele sorriu e os gritos da Yvettete aumentaram.
- Isso parece divertido, acho que vou testar o meu antes de voltar para a escola, quero ver se ocorreu alguma mudança. – Eu praticamente dei pulinhos animados, tinha passado tempo de mais com a Trixie... – Quem foi que sobreviveu à maldição? – Perguntei curiosa.
-Bellatrix. – Eu sorri para Trixie que retribuiu dando varas risadinhas olhando atentamente a vampira se contorcendo no chão.
- E o que foi que ela fez para ser castigada?
- Nada, ela se ofereceu para me auxiliar nos testes para controlar a nova intensidade. – Meu pai respondeu enquanto Trixie assentia freneticamente sem nem piscar com a tortura. Essa é a minha Trixie!
O veneno agora escoria para o pescoço da vampiranha iniciando uma poça no chão. Meu pai suspendeu a maldição e disse isso é o que acontecem com quem me desafia, traidores não são aceitáveis, eles são dados de presente para Isabella e Bellatrix usarem à vontade. – Meu pai sorriu maliciosamente enquanto Trixie vinha para o meu lado enganchando o braço no meu, sua máscara tinha saído em algum momento da tortura. Os vampiros olharam para nós duas e engoliram em seco. Eu não os culpo, uma ‘Puta psicótica sádica e psicopata’ com um gato que se transforma em um enorme dente de sabre selvagem, uma cobra tamanho gigante enrolada confortavelmente no pescoço e um olhar malditamente ansioso e cruel, que deixou explicito que queria de torturar algum deles ainda hoje, como eu e uma completa sociopata masoquista e com cara de louca, admirando a tortura de um deles como se estivesse assistindo um show muito bom, que se alto voluntariou para passar pelo mesmo e gostou disso, e uma expressão idêntica a minha, como a Trixie... Eu também não iria querer ser dada como brinquedo para nós duas. Apenas Jane e Alec dos vampiros continuavam sorrindo com o que acontecia, meus vampsicopatas favoritos! ¬¬’
Eu reafirmo o dito, estou passando muito tempo com a Trixie, já estou até criando apelidos estranhos para quase todo mundo.
- Este duelo está encerrado. Se nós todos estamos entendidos, vamos dar inicio a cerimônia de marcação. – Meu pai disse recolocando sua capa e erguendo novamente a varinha. Jane e Alec sem nem hesitar, foram os primeiros a se colocar de joelhos em frente a ele e estenderem os braços para receberem a marca.
Fim do Capitulo.
Notas finais
Bjs.
P.E.
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