Isabella Prydein Riddle
27 Capítulo 22
Notas iniciais
Eu estou escrevendo os capítulos de MV, IR, EDP, LAR e TDL ok?
Belly POV:
Depois de não sei quanto tempo que ficamos ali sentados a beira do lago negro A Granger quebrou o silêncio.
- Aquilo que você disse para a Umbridge... É verdade? – Suspirei, sabia que tinha falado de mais, mas quem sabe eu possa usar isso a meu favor?
- Sim. – Eu respondi sem desviar o olhar do lago.
- Como você sabe disso? – Perguntou o Potter.
- Eu sou uma vidente Harry, profetisa se preferir, descendente de Ravenclaw, isso não é realmente uma novidade. Eu sei das coisas, meu poder não mente para mim. – Eu disse, tendo o cuidado de não dizer nenhuma mentira, mas não revelar toda a verdade. O jogo das palavras é uma dádiva.
- Isso é tão irreal, não consigo acreditar que um dia Voldemort possa ter amado alguém. Ter casado e tido filhos. Ninguém nunca disse nada parecido com isso. – Ele exclamou confuso.
- Pessoas mentem Harry por razões egoístas, por se sentirem culpados, por poderem fazer isso, todo mundo esconde alguma coisa. – Eu disse, isso era pura verdade.
- Você esconde alguma coisa? – Jasper perguntou. Sorri misteriosa em sua direção e respondi.
- Como eu disse todos escondem algo, isso me inclui, mas eu não tenho razões para mentir agora. Porque eu inventaria essa história sobre Voldemort? O que eu ganharia com isso? – Perguntei retoricamente. Eu poderia citar algumas coisas que eu ganharia com isso, mas eu não iria dizer isso em voz alta.
- O que mais você sabe? – A Granger perguntou.
- Muitas coisas. Se vocês estão duvidando do que eu disse na sala, não creio que acreditarão no resto da história. Talvez um dia eu conte, mas por agora acho melhor deixarmos do jeito que está. E Hermione? – Olhei para a garota. Ela olhou curiosamente para mim e eu disse. — Na poça de água, talvez você queira se abaixar. – Ela franziu o cenho, mas antes que perguntasse algo eu disse. – Vocês deveriam estar na aula de feitiços, vão logo antes que o Finnegan chegue aqui. – Eu disse, sabia que eles se encontrariam com o garoto no meio do caminho para a sala de aula. Eles me olhavam como se eu fosse louca, mas A Granger se levantou puxando o Potter de volta para a entrada do colégio. Quando eles estavam a alguns metros de nós, A Granger pisou em uma poça d’água, seus olhos se arregalaram e ela abaixou-se rapidamente levando o Potter consigo. No momento seguinte um balaço passou em alta velocidade um pouco acima de suas cabeças. Logo em seguida alguns jogadores de Quadribol passaram em suas vassouras, voltando para o campo.
Quando eles se levantaram A Granger olhou assustada para os lados e seus olhos pararam em mim. Eu não agüentei e comecei a rir, ela olhou confusa, mas logo entendeu ao olhar para o Potter, que ainda cuspia lama. Ele estava coberto dos pés a cabeça, completamente ridículo.
Eu tinha feito de propósito, dizer uma pequena previsão só para provar que eu era uma vidente de verdade, sabia que eles desconfiariam, mas que também ficariam em duvida sobre isso, já que era da sua natureza acreditar nas pessoas, isso era o que mais diferenciava os Sonserinos dos Grifinórios.
- Você não falou toda a verdade. – Jasper disse me olhando atentamente, após (Que voltara a estar limpo com um feitiço simples) e a Granger sumirem para dentro da escola. Arqueei uma sobrancelha em sua direção a espera que ele continuasse. – Você estava sendo cuidadosa com as palavras, você não disse tudo. – Ele afirmou novamente.
- Eu nunca disse que não estava. – Eu respondi. – Mas há coisas que eles, — Apontei para onde o Potter e a Granger tinham desaparecido. – Não entenderiam.
- E nós entenderíamos? – Rosalie perguntou sugestiva.
- Talvez sim, talvez não, isso só o futuro dirá loira. – Eu disse ironicamente.
- Você vê o futuro, então você deve saber não é? – Ela retrucou.
- Ah, mas eu não sou igual à sua vidente. Eu não posso ver tudo, embora o que eu vejo é um fato concreto e não duvidoso, na maioria das vezes o que eu vejo são imagens a desvendar. – Eu falei. Drake estava muito quieto ao meu redor, mantinha seus braços a minha volta e seu rosto em meu pescoço deixando-me sentir sua respiração quente em minha pele.
- E o que você vê agora? – Jasper perguntou. Eu sorri e disse.
- Vejo que mais alguém se juntará a essa conversa. – Apontei para onde segundos depois das minhas palavras Emmett apareceu olhando preocupado para nós. Ele sentou-se ao lado da Loira e perguntou olhando diretamente para mim.
- Então Bella como você sabe da verdadeira história de Voldemort? – Olhei para ele escondendo minha surpresa, mas deixando um sorriso matreiro brincar em meus lábios. Ele era realmente muito esperto e observador.
- Você tem que ser muito poderoso para resistir ao meu glamour. – Um pouco de ciúmes brincou nos olhos da loira e eu completei. – Glamour e um feitiço de ilusão ou desilusão. Eu fiz um na sala impedindo a maioria dos alunos de perceber o que realmente acontecia, eles só viram-me discutido o mesmo ponto que o Potter, a Granger, o Thomas e a Patil. – O brilho sumiu e ela olhou um pouco envergonhada. – Agora Emmett querido, conte-me.
- Eu não sei, simplesmente não funcionou em mim. – Ele respondeu.
- Qual a sua linhagem? – Perguntei.
- Me responda primeiro, como você sabe a história de Voldemort? – Ele perguntou me olhando com mais inteligência em seus olhos dourados do que eu sabia que ele possuía.
- Como você sabe que é a história verdadeira? – Retruquei. Queria saber de onde ele tirava informações.
- Simples, quando vocês saíram da sala eu fui à biblioteca, o velho já tinha dito que o antigo nome de Voldemort era Tom Riddle. Eu apenas procurei sobre a época dele em Hogwarts. E achei isso. – Ele tirou de dentro das vestes dois livros, um parecia ser um anuário, e o segundo não tinha nada na capa. Não os peguei, sabia que ele ainda queria respostas.
- Eu posso contar a vocês, mas eu sou uma Sonserina nata e não confio tão facilmente em ninguém. Se vocês me fizerem um voto de silêncio eu direi a o resto da história. – Eles se olharam um pouco duvidosos, mas por fim Emmett assentiu acompanhado dos outros dois. – Ótimo primeiro você Emmett. – Eu estendi minha mão para ele, que a pegou sem hesitar. Com esse pequeno toque descobri muitas coisas sobre ele, inclusive sua linhagem. Que, devo ressaltar, é muito escura e poderosa.
- Fidem Vocis Exhibere. – Eu disse finalmente o feitiço do voto. Um fio de energia mágica passou entre nós e eu falei.
- Você, Emmett McCartey Cullen, promete não dizer nada do que será dito aqui para nenhuma pessoa, não fará ninguém desconfiar disso e não ajudará ninguém a descobrir o assusto aqui falado sem a minha permissão? – Ele assentiu e disse confiante.
- Eu prometo. – Um choque mágico passou entre nós selando a promessa. Repetimos esse processo mais três vezes, até mesmo Drake fez a promessa, como eu disse Sonserina nata, filha de meu pai. Logo em seguida eu contei toda a história que me foi contada por meu pai e por Trixie sobre o passado. Eu sabia que Drake se perguntava a razão pela qual eu estava contando aquilo. A resposta era simples, eu queria aqueles três como aliados, e qual a melhor forma de conseguir aliados do que fazendo-os confiar em você?
Quando eu terminei um silêncio se instalou entre nós, Drake ainda estava um pouco chocado e muito irritado ao saber que sua mãe havia passado por tais abusos, já Jasper, Emmett e Rosalie... Bem eles não estavam em choque, na verdade estava mais para petrificados, perplexos, surpresos e por aí vai.
- Você é filha do Lord das Trevas? – Emmett perguntou depois de um tempo a incredulidade fixa em sua voz.
- Sim. – Eu disse me divertindo com suas expressões, mas ao mesmo tempo eu estava preocupada com Drake. Ele estava muito quieto com seus baços apertados ao meu redor como se eu fosse sua tábua de salvação, mas eu sabia que ele estava sentindo-se angustiado, triste e com raiva. Mas em comparação a mim, ele estava levando tudo muito bem, ele ainda não matou ninguém ou destruiu alguma coisa.
- Como você pode contar essa história tão... Calmamente? – A loira perguntou pra mim com algo como uma ferida aberta em seus olhos.
- Oh, não, eu não sou tão fria assim, mas eu já ouvi a história, já tive meus surtos e tempo para me acostumar com ela. Além do mais, eu não tenho as memórias que meu pai ou Lucio, ou Narcisa ou Trixie tem graças a Merlin. Ou eu não teria paciência para me vingar lentamente dos culpados. – Eu disse sorrindo de um modo sombrio.
- Você vai se vingar de todos eles? – Jasper perguntou, eu assenti e disse.
- Os culpados merecem uma sentença, mas no mundo bruxo, por enquanto eles são a lei, e não podemos provar que eles são culpados, porque eles cuidaram para o mundo bruxo se esquecesse da invasão, dos ataques e da culpa deles, meu pai, Lúcio, Narcisa, Trixie e a maioria dos comensais mais antigos, são pessoas que se lembram, que se lembram da dor de perder alguém da família, um companheiro, um filho, uma esposa, uma irmã, uma mãe, em fim, se não podemos cuidar disso pela lei, vamos cuidar disso as margens dela, eu não me importo com o que tenho que fazer, não acho macabro ou cruel pois o que eles fizeram foi mil vezes pior então eu terei o prazer de fazê-los pagar lentamente. Se não fosse o velho e os outros malditos, minha mãe estaria viva, eu nunca teria ido para o mundo trouxa, meu pai não teria se tornado o que é hoje, na seria considerado um monstro por tantas pessoas, tantas coisas poderiam ser diferentes, mas eles iniciaram a dança, agora nós iremos terminá-la. – Eu respondi olhando-o nos olhos e deixando-o ver que eu realmente não me importava, que eu era tão sociopata como meu pai se tornou quando se falava de vingança, eu deixei-lhe ver que eu teria um grande prazer em torturar todos eles, um por um.
Jasper assentiu em reconhecimento e dei um sorriso que era como uma lâmpada, brilhante, mas que não tinha nenhum sentimento.
- Porque eles não me contaram? – Drake finalmente perguntou, sua voz era fria e sem emoção, uma mascara perfeita para o caos que estava dentro dele.
- Eles queriam proteger você Drake, não queria que você tivesse que lidar com algo que não era necessário, fazer você sofrer por algo que não pode ser mudado. – Eu disse abraçando seus braços que estavam ao meu redor.
- Eu sei disso, mas... – Sua voz morreu e ele simplesmente balançou a cabeça negativamente e enterrou seu rosto em meus cabelos, tentando não pensar em nada.
- Acho melhor nós irmos, conversamos mais depois... – Jasper disse para mim, mas olhando para Drake, eu dei-lhe um sorriso fraco, dessa vez real.
- E Belly, apesar de tudo, estou feliz que você está aqui, sei que não nos dávamos bem antes, mas...Desculpe eu simplesmente não podia entender como você poderia jogar toda a sua vida fora namorando com meu irmão idiota. Então... Eu espero que possamos recomeçar outra vez apesar das circunstâncias. – Rosalie falou me olhando hesitante. Eu sorri e assenti.
- Não se desculpe loira, isso é passado, vivamos o presente agora. – Ela sorriu e olhou para Drake, em seguida ficou de pé seguida por Emmett e Jasper.
- Bella... – Emmett começou.
-Me chame de Belly ou Isa, Bella é muito conto de fadas e eu detesto isso. – Corrigi, ele sorriu,para mim e disse.
- Belly, eu vou guardar esses dois livros aqui para você ver depois, e eu quero conversar mais com você sobre isso, não gosto de ser enganado e quero ter certeza que estou do lado certo. – Jasper e Rosalie assentiram e eu dei-lhes um sorriso que não fazia jus ao que eu estava sentindo, eu mascarei meus sentimentos de vitória para eles não interpretarem mal, mas eu estava comemorando por dentro, vejam, faça-os confiar em você.
Como diz Maquiavel os meios justificam os fins, eu calculei muito bem como os traria para o nosso lado, mas eu não menti no processo, é claro que eu não contei todos os planos e etc, mas eu não fui desonesta, a única coisa que alguns poderiam julgar mal foi o fato de que eu planejei tudo isso, mas eu apenas gosto de ter meus passos bem calculados e saber exatamente o que fazer, é claro que nem sempre sai exatamente como planejamos, mas passa perto.
Quando os três desapareceram por onde o Potter e a Granger foram eu me virei para Drake e sussurrei em seu ouvido, enquanto lançava alguns feitiços ao nosso redor que impedia qualquer um de perceber-nos ali.
- Agora meu querido, você está muito tenso não é? Precisamos distraí-lo. – Ele estremeceu um pouco e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa eu grudei meus lábios nos seus colocando uma perna de cada lado de sua cintura e aprofundando ainda mais o beijo.
Fim do capitulo.
Notas finais
P.E.
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