Notas iniciais
Oiee, desculpem a demora, mas vocês sabem o porque disso não é?
Eu reescrevi esse capitulo quatro vezes antes de deixá-lo do jeito que está aqui então espero que gostem.
Eu postei a enquete de Im Raio no blog, votem lá ok?
Boa leitura.

Belly POV:

Acordei no dia seguinte animada, estava ansiosa pelo meu primeiro dia aqui.

Arrumei-me rapidamente usando uma saia do mesmo tamanho do que a que usei na noite anterior, em vez de usar a camiseta branca peguei uma blusa preta decotada bem bonita e transfigurei-a formando um brasão da sonserina em cima do seio direito. Coloquei meu cordão em forma de serpente que fazia par com meu brinco que eu havia ganhado do meu pai assim como uma pulseira ‘simples’ com o símbolo Malfoy, Lúcio disse que se eu ‘vivi’ todo esse tempo com eles é de se esperar que eu use algo com o símbolo deles, além do mais ele disse que era um presente de aniversário atrasado. Calcei um salto preto, com uma meia arrastão também preta e com uma cobra prata enrolada na que estava em minha perna esquerda. Passei uma maquiagem escura e desci as escadas. Drake estava no salão comunal conversando com Blaise, Lya, a Parkinson sentava ao lado deles olhando melancolicamente para sua mão em carne viva. Lancei um sorriso malicioso para ela que retribuiu com ódio mascarando a dor e medo que eu sentia vindo dela. Do outro canto da sala Rosalie estava sentada com Emmett ao seu lado, e Jasper a sua frente, todos os três pareciam bastante interessados em minha pessoa, talvez Rosalie os tenha contado sobre o sonho? Ou Jasper o tenha feito? Não importa! Fingi não vê-los e caminhei em direção a Drake sentando-me ao seu lado.

–Bom dia. – Disse para todos eles em seguida virei para Drale. — Vejo que conseguiu retirar o visual Pink, priminho. – Debochei. Ele fez um biquinho sexy e cruzou os braços no peito se fazendo de ofendido em seguida sorriu e disse irônica e presunçosamente.

– Não que tenha ficado ruim em mim, eu sou gostoso de qualquer jeito, mas rosa não é a minha cor. — Sorri maliciosa e me inclinei em sua direção sussurrando em seu ouvido.

– Eu concordo... Você é gostoso de qualquer modo... E realmente sensual em rosa... – Disse sedutora e irônica, mas eu não estava mentindo, ele era muito sexy, até mesmo quando não queria ser. Ele se arrepiou e sorriu malicioso encontrando meu olhar, me perdi nas profundezas de suas esferas prateadas, como todas as outras vezes, eu lembrava dos nossos amassos ontem a noite e tenho certeza que ele também fazia o mesmo a partir do olhar lascivo em seus olhos.

Alguém limpou a garganta e olhamos para Blaise com o mesmo olhar irritado nos olhos, ele levantou os braços em sinal de rendição, mas nos olhando maliciosamente.

– Se vocês não quiserem voltar para o dormitório, — Ele disse sarcástico. — vamos logo para o salão, eu estou morto de fome! – Drake rolou os olhos, e eu apenas sorri irônica. Levantei-me sendo acompanhada pelos outros, e meu sorriso se aumentou ao perceber Rosalie vindo em minha direção. Fingi não vê-la e caminhei para a passagem junto com os outros, ela nos alcançou antes que eu abrisse a passagem e disse.

– Hmm, Belly... Será que podemos conversar? – Eu me virei para ela ainda sorrindo perversamente e disse para os outros.

– Podem ir, encontro vocês no salão. – Eles se olharam confusos, mas fizeram o que eu disse apenas Drake ficou.

– Vou esperar do lado de fora, qualquer coisa me chame. – Ele disse me olhando significativamente, eu entendi o que ele queria dizer, era sua missão me proteger e se algo acontecesse comigo meu pai não iria poupá-lo. Assenti para ele e voltei-me para a loira.

– Então loira o que você gostaria de falar? – Sorri maliciosa quando disse ‘loira’ eu havia chamado ela assim bastante na noite passada. Algo brilhou em seus olhos, mas ela escondeu rapidamente.

– Bem... Eu queria saber se ontem... Foi real...? O sonho...? A vingança...? As lições...? – Perguntou incerta, mexendo nervosamente no cabelo. Era muito engraçado ver a rainha de gelo. Emmett e Jasper estavam a alguns metros de nós sentados em um sofá fingindo estar entretidos, mas eu sabia perfeitamente que seus ouvidos estavam atentos a nossa conversa. Sorri maliciosa para a loira.

É tão real quanto você permitir... – Sussurrei me virando para a passagem parei um segundo antes de sair do salão e disse. – A realidade é mais flexível do que podemos imaginar... Cabe a vocês decidirem o que é real e o que não é. Observar é uma boa dica. — Essa ultima parte foi uma dica para Jasper sem esperar mais nada saí do salão e encontrei Drake me esperando preocupado no corredor. Assim que me viu seu rosto mostrou alívio em seguida ele voltou a seu frio e irônico habitual.

– Vamos? – Perguntei, ele sorriu e me estendeu o braço em um gesto cavalheiresco, aceitei e caminhamos em silêncio para o salão. Sentamos-nos com Blaise, Lya, Crabbe e Goyle. A Parkinson tinha sentado bem longe com umas garotas do sexto ano.

– O que a blondie queria com você? – Lya perguntou.

– Nada de mais, ela disse que me achava parecida com uma pessoa que ela conhecia. – Sorri ‘inocentemente’, nesse momento o grandão, a loira e o chif... Deus da Guerra entraram no salão. Seus olhos correram pelos membros de sua ‘família’ em seguida pararam em mim, fingi estar muito concentrada em minha comida e sorri maliciosa. Eles sentaram alguns metros longe de mim, e seus olhos me seguiam a todo o instante. Com certeza eles falaram entre si sobre os sonhos, e minha resposta no salão comunal confirmou que os sonhos eram ‘reais’.

Nesse momento a PP entrou no salão acompanhada do brocha, ela falava animadamente com ele, e seu olhar era de óbvia adoração, ele parecia abatido e eu sorri com isso, obviamente os efeitos do ‘sonho’. A Putânia se levantou da mesa da Lufa Lufa imediatamente e eu quase me engasguei com o suco de abóbora que estava tomando, que porra de roupa é essa que ela ta usando? Com certeza é algum tipo de sinalizador em neon. Minha vista doía só de olhar...

Ela usava um suéter dourado justíssima, com um decote enorme e o símbolo da sua casa, (eu achava que o suéter da Lufa Lufa era preto e roxo) Uma saia em um roxo-violeta de um palmo, uma meia calça lilás e saltos amarelo ovo.

– Merlin, eu vou vomitar. – Drake gemeu ao meu lado olhando na mesma direção que eu. Realmente o senso de moda dela é... esquisito, de um modo escroto e vadio.

Balancei a cabeça negativamente, ele me trocou por isso? Até mesmo a sem sal Isabella Swan era melhor.

A Putânia correu em direção ao brocha e se jogou nos braços dele, ele não teve tempo de se apoiar e foi direto ao chão, ela grudou os lábios dele em um beijo nojento, cruzes, parecia que ela queria engolir a goela dele.

Mas o melhor foi a cara da PP, ela olhou com nojo e desprezo para os dois e mesmo daqui eu a ouvi resmungar um ‘Vadia’. Olhei para Jasper e ele olhava para ela com uma cara de dor. Vi em sua mente que ela sempre fazia isso quando os dois se agarravam, ele pensava que ela tinha raiva porque ele havia deixado a “Bella” por aquilo. Agora ele sabia da verdade, só precisava que isso ficasse claro na vida real.

– A sanguessuga anã parece estar com ciúmes, ela não é companheira daquele outro com cara de emo? – Lya perguntou pra ninguém em especial.

– Ah sim, ela é companheira dele, mas bem nem todo mundo é o que parece. – Eu respondi.

– Com certeza. Meu palpite é que ela está transando com os dois, ou eu devo incluir o grandão e o Dr Presas na lista? – Draco provocou, ele sabia da história e sabia do meu plano.

Sabia que os vampiros estavam escutando nossa conversa, até Carlisle e Esme na mesa dos professores e o Brocha-Brocha, a PP e a Putânia.

– Hm... Eu não sei... Quem poderia dizer? As pessoas mentem o tempo todo, não seria uma surpresa para mim. – Eu respondi secamente olhando com raiva para o Brocha.

– Não fique assim. – Draco passou o braço por meus ombros e sussurrou em meu ouvido puxando-me contra ele. Eu sabia que ele tinha feito isso de propósito mais parte dele queria isso, assim como eu também queria que ele me tocasse, não que eu fosse admitir mais que luxúria, mas era verdade. – Você é superior, sabe disso. Ele não te merece, o que aconteceu em Fork... – Ele parou propositalmente no meio da palavra e se corrigiu, mas eu sabia que os vampiros já desconfiavam bastante, nossas palavras eram obvias. – No mundo trouxa é a prova real disso. Mas ignorando esse assunto, como vai Jacob? – Eu ri baixinho em seu ombro, ele era um ótimo ator. Nem mesmo conhecia-o, mas falava como se fossem velhos amigos.

– Bem, eu acho. Não nos falamos há alguns meses desde que eu me mudei, talvez eu faça uma visitinha ao meu ‘lobinho’ favorito. – Frisei o lobinho quase gargalhando internamente. – Gostaria de me acompanhar? – Ele sorriu maliciosamente.

– O que você pretende fazer? – Ele perguntou.

– Hm... Nós vamos no feriado, pela manhã, mas... Só visitaremos os ‘velhos amigos’ a noite, digamos que o dia será bem... Ocupado. – Sorri maliciosamente, ouvi um baixo rosnado do outro lado do salão, mas vi em sua mente que ele ainda estava duvidoso de quem eu realmente era. Jasper tinha certeza, a PP não ligava, estava ocupada pensando ofensas para a Putânia que babava no brocha. Rosalie desconfiava da verdade já Carlisle e Esme estavam confusos.

– Ocupados? Como? – Drake perguntou aproximando nossos rostos um pouco mais, dando apenas um roçar em nossos lábios. Eu sorri mais ainda e respondi.

– De um jeito bem... Divertido e... Prazeroso. – Eu respondi colando meus lábios ao dele, somente um selinho, demorado e sensual. Eu podia sentir todos os olhos cravados em nós, e isso só me fez sorrir contra seus lábios, ele mordiscou meu lábio inferior e eu entreabri os lábios dando-lhe passagem. Nós nos beijamos, longa e calorosamente com todos nos olhando e eu não podia me importar menos. Somente quando o ar nos faltou nós separamos nossos lábios. Eu tinha uma mão em seu peito e a outra em seu pescoço, ele tinha uma mão em meus cabelos e a outra rodeava minha cintura. Nós sorrimos um para o outro e para o publico parecíamos um casal recém apaixonado, mas nós éramos cúmplices, aliados, amigos até certo ponto, e tínhamos uma incrível tensão sexual entre nós, mas não éramos um casal apaixonados, ainda não chegou a esse ponto, muitas coisas ainda estavam em jogo, não nos conhecíamos tempo o suficiente para algo mais sério. Além do mais eu era filha do Lord das trevas, a Princesa das Trevas, ele e sua família eram nossos seguidores, eu estava envolvida em meus planos de vingança e pensando em coisas para ajudar meu pai. Ele estava hesitante por minha condição de ‘Sua Lady’ e também porque tinha receio de seus sentimentos se aprofundarem e eu não retribuir, então nós ainda não tínhamos cruzado essa linha. Ainda estávamos no básico. Luxúria e desejo. Isso não quer dizer que não podemos nos divertir...

Seus lábios estavam avermelhados e um pouco inchados seus olhos tinham um brilho de desejo e eu podia sentir em baixo da mesa o quanto ele estava excitado, cogitei a Idéia de provocá-lo, mas o café já estava acabando e eu ainda estava com fome. Vi Umbridge se levantar de seu assento na mesa dos professores e sorri maliciosamente. Hoje minha vingança começa e a cara de sapo vai lamentar muito suas escolhas.

Terminamos o café e ainda éramos alvo de todos os olhares, continuamos ignorando e seguimos para a nossa primeira aula que seria transfiguração. Meu horário era idêntico ao de Drake então iríamos para todas as aulas juntos.

As aulas de Transfiguração foram boas, eu sabia bastante do assunto e era uma animaga (Registrada, Lucio tinha feito isso por mim), apesar da McGonagall dar ‘preferência’ para os Grifinórios, nós gostávamos uma da outra, é claro que eu mantive isso discreto e ela fez o mesmo, mas pelo que Drake me disse ela deu mais pontos pra Sonserina hoje do que está acostumada a dar.

A próxima aula era de Defesa Contra as Artes das Trevas, que eu concordava com meu pai que devia se tornar Artes das Trevas, qual o sentido de aprender a defesa, se você não conhece os ataques? Isso era ridículo. Mas por enquanto ficaria assim.

Eu estava bastante ansiosa por essa aula, eu adoraria irritar a cara de sapo, o Ministério sabia da minha alta linhagem, e sabiam que eu poderia destruir ha todos eles num piscar de olhos, mas isso não teria graça não é? Eu gostaria de saber como ela lidaria comigo, como uma aluna normal ou uma pessoa com capacidade o suficiente para acabar com ela sem ter problemas com o Ministério?

Entramos na sala e ela estava sentada em sua mesa observando os alunos entrarem na classe com os olhos estreitos. Eu e Drake nos sentamos na segunda fila dos Sonserinos, e esperamos tranquilamente todos os alunos chegarem, eu observava cada movimento dela e as vezes seus olhos vagavam por mim ilegíveis. Eu estava ciente dos olhares fixos dos Cullens em minhas costas, mas os ignorei, meu plano com eles já estava em ação, eu não precisava fazer muito mais esforços com eles. Agora era só o jogo de humilhação. O Cullen ia sofrer bastante, mas por agora meu alvo era a rosadinha.

Quando finalmente todos os alunos estavam em seus lugares ela se levantou e disse.

– Bem, Bom dia!- Alguns alunos murmuraram um ‘Bom dia’ em resposta.

– Tsc, tsc – Ela estalou a língua desagradável mente. — Assim não pode ser, agora, poderia? Eu gostaria que vocês respondessem, por favor, "Bom dia professora Umbridge". Uma vez mais, por favor. Bom dia classe!

– Bom dia professora Umbridge – A maioria dos Sonserinos disse isso com sarcasmo, Os Corvinais disseram obedientemente e os Grifinórios e Lufanos simplesmente responderam confusos. Eu mantive-me calada isso era ridículo, ela prontamente me ignorou e eu apenas rolei os olhos

– Muito Bem, não foi tão difícil, foi? Agora, varinhas guardadas e penas nas mãos, por favor. – Ela ordenou falsamente dócil. Os alunos gemeram em desgosto, mas guardaram as varinhas e pegaram pergaminhos, tinta e penas para escrever. A Umbridge acenou com sua varinha e no quadro apareceram as seguintes palavras.

"Defesa Contra as Artes das Trevas, Um retorno aos Princípios Básicos"

Em seguida ela começou a falar.

– Agora, seus ensinamentos nessa matéria têm sido constantemente interrompidos, não é? – começou, olhando para a classe com suas mãos cruzadas à sua frente. — A constante mudança de professores, muitos dos quais parecem não ter seguido nada do currículo aprovado do Ministério, fez vocês estarem infelizmente muito abaixo do nível que esperamos de vocês para esse ano de N.O.M.s. Vocês ficaram felizes em saber, entretanto, que esses problemas agora serão retificados. Nós vamos, esse ano, estar seguindo um curso de defesa mágica bem estruturado, teoricamente centrado e aprovado pelo Ministério. Copiem isso que se segue, por favor. – Eu revirei os olhos, teoricamente centrado? Que tipo de aula era essa? Defesa Contra as artes das Trevas teórica?

Eu não peguei pena, pergaminho ou tinta, me lembraria detalhadamente de tudo o que ela dissesse ou escrevesse, graças a memória fotográfica, e ela continuou me ignorando. Talvez o ministro a tenha ordenado a não mexer comigo? Não importa isso não atrapalha minha vingança.

Ela tocou o quadro negro novamente; a primeira mensagem desapareceu e foi substituída por:

"Propósito do curso. Entendimento dos princípios básicos da magia defensiva. Aprender a reconhecer situações onde a magia defensiva pode ser legalmente usada. Colocando o uso da magia defensiva em um contexto para uso prático."

Por alguns minutos a sala ficou cheia dos sons de penas arranhando pergaminhos.

– Todos têm uma copia de Teoria de Defesa Mágica, de Wilbert Slinkhard? — Houve um fraco murmúrio de assentimento pela classe. — Acho que temos que tentar de novo – Ela nunca realmente deixa de ser desagradável. — Quando eu fizer uma pergunta gostaria que vocês respondessem "Sim, professora Umbridge". Então... Todos têm uma cópia de Teoria de Defesa Mágica, de Wilbert Slinkhard?

– Sim, professora Umbridge – Os alunos responderam da mesma forma que fizeram no inicio da aula, desta vez ela fez uma carranca em minha direção quando eu não respondi, eu apenas lhe dei minha melhor cara de inocente. — Ótimo. Gostaria que vocês abrissem e lessem a página cinco, Capitulo um, Básico Para Iniciantes. Não será preciso falar. – Ela virou-se para a sua mesa e sentou observando a classe com os olhos apertados.

Peguei meu livro e coloquei-o em cima da mesa fingindo ler. Drake arqueou uma sobrancelha para mim, mas deu de ombros e fez o mesmo.

Percebi que a Granger estava com a mão estendida olhando fixamente para a rosadinha que a ignorou completamente. Depois do que pareceram horas, ela finalmente olhou para a Granger não podendo mais ignorar a situação já que todos na classe ignoravam os livros e olhavam para a garota.

– Você deseja perguntar algo sobre o capítulo, querida?– Perguntou para Hermione, como se só agora a notasse.

– Não sobre o capitulo, não. – A Granger respondeu.

– Bem, nós agora estamos lendo — disse a Umbridge, mostrando seus dentes pontudos. — Se você tem outras dúvidas nós podemos lidar com isso ao fim da aula.

– Eu tenho uma dúvida sobre os propósitos do curso. – A Granger disse inabalável. A cara de sapo levantou suas sobrancelhas enfatizando seus olhos azuis com escárnio.

– E seu nome é? – Perguntou.

– Hermione Granger.

– Bem, Srta. Granger, eu acho que os propósitos do curso estão claros se você os ler cautelosamente — Disse a Umbridge com uma voz cheia de falsa doçura.

– Bem, eu não acho isso — disse Hermione asperamente. — Não há nada escrito ali sobre o uso de feitiços defensivos. – Ela apontou. Eu já havia percebido isso, mas não me importei, afinal eu já sabia tudo que ela pudesse passar na classe, com magia ou sem magia.

Houve um pequeno silêncio durante o qual, vários alunos da classe viraram suas cabeças para ler mais atentamente os três pontos dos propósitos do curso que ainda estavam escritos no quadro.

– Usar feitiços defensivos? — A rosadinha repetiu com uma curta risada. — Porque, não posso imaginar qualquer situação surgindo na minha sala de aula que exigiria o uso de feitiços defensivos, Srta. Granger. Você certamente não está esperando ser atacada durante as aulas?

– Nós não vamos usar mágica? – O Weasley Jr exclamou alto.

– Estudantes levantam suas mãos quando desejam falar em minha classe, Sr...? – Ela disse ainda sendo ‘dócil’.

– Weasley — disse ele, jogando sua mão para o alto.

A Umbridge, sorrindo ainda mais abertamente, virou suas costas para ele. O Potter e a Granger imediatamente levantaram suas mãos também. Os olhos de sapo da professora pousaram em no Potter por um momento antes de se voltar para a Granger.

– Sim, Sra. Granger? Deseja perguntar alguma coisa mais?

– Sim. Claramente todo o objetivo de Defesa Contra as Artes das Trevas é praticar feitiços defensivos?

– Você é uma expert educacional treinada do Ministério, Srta. Granger? — Perguntou a Umbridge, em sua falsa voz doce.

– Não, mas...

– Então temo que não esteja capacitada para decidir sobre "todo objetivo" de qualquer matéria. Bruxos mais velhos e espertos do que você aconselharam nosso novo programa de estudos. Vocês estarão aprendendo sobre feitiços defensivos de uma maneira livre de riscos... – Eu concordo no mais velhos, mas no mais espertos... Qualquer um é mais esperto do que idiotas que ousam desafiar o Lord das Trevas do modo que estão fazendo. Como podem pensar que um mero bebê o mataria? Será divertido quando eles descobriram que ele não só está vivo como controla quase todo o mundo bruxo em sigilo no último ano.

– Que uso tem isso? — disse o Potter em voz alta, me tirando dos meus pensamentos. — Se formos atacados, não vai ser em...

– Mão, Sr. Potter! — cantou a Umbridge desagradavelmente.

O Potter jogou seu punho para o ar. Novamente ela deliberadamente deu as costas a ele, mas agora vários outros alunos tinham as mãos levantadas também.

– E seu nome é? — a professora perguntou a outro aluno da Grifinória.

– Dino Thomas. – Ele respondeu.

– Bem, Sr. Thomas? – Ela perguntou.

– Bom, é como Harry disse, não é? Se nós formos ser atacados, não vai ser num ambiente livre de risco.

– Eu repito — disse a Umbridge, sorrindo de um modo irritado para ele. — Você espera ser atacado em minha aula?

– Não, mas... – Ele começou.

Ela o cortou.

– Eu não desejo criticar a maneira que as coisas estão correndo nessa escola – Disse com um falso sorriso rasgando sua boca – mas vocês têm sido expostos a bruxos muito irresponsáveis nessa matéria, muito irresponsáveis mesmo. Pra não mencionar — ela deu uma risada maldosa — raças extremamente perigosas.

– Se você se refere ao professor Lupin — Silvou Dino com raiva — ele foi o melhor que nós...

– Mão, Senhor Thomas! Como eu ia dizendo... Vocês foram introduzidos em feitiços que foram complexos, inapropriados para sua idade e potencialmente letais. Vocês foram levados por medo a acreditar que poderiam estar sendo atacados pelo mal a cada dia... – Cara ela estava mesmo dizendo isso? Realmente?

– Não, não fomos — disse a Granger. — Nós somente...

– Sua mão não está levantada Srta. Granger!

Hermione levantou a mão. A Umbridge deu as costas a ela.

– É do meu conhecimento que meu predecessor não só praticou feitiços ilegais em frente a vocês, também os praticou em vocês.

– Bom, ele se revelou um louco, não foi? — Disse Dino alterado. — Mas, mesmo assim aprendemos muita coisa.

– Sua mão não está levantada, Sr. Thomas! — Ralhou a Umbridge. Onde ela pensava que estava? Jardim de infância trouxa? — Agora, essa é a visão do Ministério que o ensinamento teórico mais do que suficiente para vocês passarem pelo exame, que, afinal, é para o que serve a escola. E seu nome é? — disse, apontando para outra aluna da Grifinória, que acabara de levantar a mão.

– Pavarti Patil, e não há exame pratico de Defesa Contra as Artes das Trevas nos N.O.M.s? Nós não devemos mostrar que podemos realmente fazer um contra feitiço e outras coisas?

– Contanto que vocês estudem a teoria com afinco, não há motivo para que não estejam aptos a praticar feitiços sobre condições cautelosamente controladas — disse a rosadinha, dando por encerrado o assunto.

– Sem nem mesmo praticarmos antes? — disse Pavarti, incrédula. — Está dizendo pra nós que a primeira vez que faremos os feitiços vai ser no exame? – Essa eera a professora que o ministério escolheu? Não podia escolher alguém menos profissional não? Pensei sarcasticamente. Como ela acha que os alunos podem realizar um feitiço pela primeira vez em pleno teste de N.O.M.’s?

– Eu repito, contanto que estudem com afinco a teoria... – Ela começou.

– E que bem a teoria pode fazer no mundo real? — disse o Potter a interrompendo, seu punho no ar. AUmbridge olhou para ele.

– Isso é a escola, Sr. Potter, não o mundo real — disse suavemente.

– Então nós não devemos estar preparados para o que está esperando por nós lá fora?

– Não há nada lá fora, Sr. Potter.

– Ah, é? — disse o Potter, seu humor, que parecia estar borbulhando abaixo da superfície o dia todo, estava chegando ao ponto de fervura.

– Quem você imagina que atacaria crianças como vocês? — inquiriu a Umbridge numa voz horrivelmente melosa. Hmmm deixe-me ver... Qualquer um com conhecimento em magia ofensiva? Já que você não ensina porra nenhuma?

Eu não disse isso, já que Potter falou primeiro.

– Hum, deixa eu ver... — disse ele em voz de escárnio. — Talvez... Lord Voldemort! – Agora sim a coisa está ficando interessante. Pelo menos ele não era idiota, ou to idiota quanto parecia ser. Mas falar o nome do meu pai assim em vão me irritou um pouco.

O Weasley Jr engasgou, Umas garotas da Lufa Lufa e da Grifinória soltaram um pequeno grito; um garoto com cara de Nerd vestido com o uniforme da Grifinória escorregou do seu banco. Alguns Corvinais se encolheram e alguns Sonserinos pareciam irritados. A Umbridge, entretanto, nem piscou. Estava encarando Harry com um sorriso de satisfação no seu rosto. Então ela não tem medo do meu pai? Hmm vamos rever isso quando eu acabar com ela.

– Dez pontos da Grifinória, Sr. Potter.

A classe estava silenciosa e parada. Todos estavam encarando Umbridge e o Potter.

– Agora, vamos deixar algumas coisas claras. – Ela disse com desprezo escondido em sua voz fria. Ela levantou e se inclinou para a classe, seus dedos gorduchos espalmados em sua mesa.

– Foi dito a vocês que certo Bruxo das Trevas retornara dos mortos... – Vejo que ela não se habilitou a dizer o nome dele.

– Ele não estava morto — disse o Potter com raiva — mas é, ele retornou!

– Senhor Potter, você já perdeu para sua casa dez pontos, não faça as coisas piores para você mesmo — disse a Umbridge em um só fôlego, sem olhá-lo. — Como eu dizia, vocês foram informados que certo Bruxo das Trevas está de volta. Isso é mentira.

– Não é mentira — gritou o Potter. — Eu o vi, Eu lutei com ele!

– Detenção, Sr. Potter! — disse a Umbridge triunfante. — Amanhã de tarde. Cinco horas. Meu escritório. Eu repito, isso é uma mentira. O Ministério da Magia garante que vocês não estão em perigo vindo de nenhum bruxo das trevas. Se ainda estiveram preocupados sobre qualquer coisa venham me ver depois das aulas. Se alguém está alarmando vocês com besteiras sobre bruxos das trevas eu vou gostar de ouvir sobre isso. Estou aqui para ajudar. Eu sou sua amiga. E agora, vocês vão amavelmente continuar lendo a pagina cinco, "Básico Para Iniciantes". – A Umbridge sentou atrás de sua mesa. O Potter, entretanto, continuou em pé. Todos estavam olhando para ele.

Eu me preparei para dizer algo, mas novamente o Potter me interrompeu. Isso está ficando irritante!

– Harry, não! – A Granger sussurrou numa voz de aviso, puxando sua manga, mas ele puxou o braço longe do seu alcance.

– Então, de acordo com você, Cedrico Diggory caiu morto porque quis? — Ele perguntou sua voz tremendo de raiva. Todos olhavam avidamente de Harry para a Umbridge, que havia levantado seus olhos e o estava encarando sem um traço do sorriso falso no rosto.

– A morte de Cedrico Diggory foi um trágico acidente — disse ela friamente.

– Se você não acredita que Voldemort está de volta porque não diz seu nome? Porque insiste em chamá-lo por sinônimos? Com medo de alguma coisa professora Umbridge? – Eu disse finalmente me levantando. Ela olhou com desprezo para mim e isso me irritou mais do que já estava.

– Não seja idiota, eu não tenho medo de algo tão insignificante. – Resisti a vontade de fechar os punhos e socá-la no meio das fuças. Deixa meu pai ficar sabendo do que ela o chamou que essa vadia morre mais cedo. – Eu não digo seu nome porque ele não é digno o suficiente para que eu perca meu tempo o dizendo. Não vou prestigiar alguém que não merece. – Ela continuou. Percebi Drake ficar tenso ao meu lado quando eu saí detrás da nossa mesa me aproximando perigosamente dela. Um silêncio mortal caiu na sala enquanto todos forçavam os olhos e ouvidos em nossa direção.

– Sabe por que você não quer acreditar que ele está vivo? – Eu disse em voz alta e clara. – Porque você sabe, que se isso for verdade, ele virá atrás de você. Ele matará você sem piedade. Você e aqueles idiotas do ministério. Você tem medo disso, tem medo que ele volte para se vingar por vocês terem matado a família dele. Tem medo que ele faça o mesmo que aconteceu com a mulher dele com você. Ela foi estuprada não é? Por cinco homens. Em seguida mutilada. Além de ver seu bebê de apenas alguns meses de vida ser dilacerado. Você tem medo porque sabe que ele não terá clemência para com os culpados disso. – Ela recuava a cada palavra minha, a cada passo que eu dava em sua direção. Eu tinha criado um glamour para que nem todos entendessem o que eu dizia, somente ela, Drake, o Potter, a Granger, Rosalie e Jasper entendiam. Os outros me escutavam discutir com ela sobre a volta de Voldemort, apenas uma extensão do que o Potter dizia.

– O que você está dizendo? Isso... Isso é mentira... Como você sabe dessa história... Você... não... – Ela balbuciou encurralada em sua mesa sem, mais lugar para fugir.

– Você sabe, que ele não se tornou um assassino só porque ele era um psicopata desde criança,essa foi a história que vocês fizeram todos acreditar. Mas a verdade... A verdade é que ele é quem é porque vocês o forçaram a buscar vingança. Vingança por ter que ver seu bebê, a única mulher que ele mais amou, seus amigos, os mais próximos e mais fieis, mutilados. No chão da sua própria casa porque você e os seus eram preconceituosos de mais para uma só vez concordar com ele no ministério. Porque mesmo que vocês odeiem os nascidos trouxas vocês tinham inveja. Inveja de todo o poder e felicidade que ele tinha naquele momento. Eu posso garantir uma coisa. Voldemort está de volta e ele está atrás de você. – Eu deixei uma sombra vermelha dançar em meus olhos, iguais aos do meu pai quando ele estava irritado. Ele me disse que a sombra era sua marca registrada no ministério. Ela empalideceu consideravelmente, seus olhos arregalados em horror. Eu dei um sorriso frio e deixando meu rosto impassível, virei-me e caminhei para a saída da sala. Drake me acompanhou e percebi que o Potter, a Granger e os dois Halles também. Ouvi a Umbridge dispensar a classe e continuei andando. Saí do castelo e caminhei em direção ao lago negro, sentei-me abaixo de uma árvore qualquer e uns segundos depois Kramisha apareceu pulando em meu colo. Acariciei seus pelos para me acalmar. Eu estava muito irritada e muito chateada.

Os outros que vinham me seguindo sentaram-se ao perto de mim sem dizer nada. Cada um perdido em seus próprios pensamentos. Drake me puxou para seu colo acariciando meus cabelos carinhosamente.

Ficamos assim por um tempo. Em silêncio, sem fingimento, sem rótulos. Eu sabia que eles tentavam entender o que ouviram na sala, nenhum deles sabia dessa história, mas eu simplesmente precisava me acalmar antes que eu entrasse na porra da escola e matasse aquela vadia rosa na frente de todo mundo não só pela morte da minha mãe, mas por ousar insultar meu pai. Eu não queria que ela morresse assim. Queria que ela sofresse, tivesse medo antes que eu a matasse. E eu terei a certeza de torturar ela por muito tempo antes que a morte viesse para ela.

Fim do capitulo.

Notas finais
O que acharam? Ficou bom?
Bjs.
~~((Nota da co-autora))~~
Hey pessoas lindas!
Aqui é a Menina McCarty, espero que a Eyva (Só eu chamo ela assim RUM!*)não me bata.Bom passei aqui porque queria avisar que pode ser que eu não responda alguns reviews. Minha situação não tá boa, To de castigo (malditas notas baixas!).
Minha situação tá tãão critica que eu tô postando essa nota escondida dentro do BANHEIRO com o notebook no colo e o chuveiro ligado. Pois é a vida tá dura! (66')
Queria pedir para os fãs Do harry Tiago Potter para votarem no mesmo na enquete de I'm Raio no site da Eyva.
E queria pedir também (abusando das notas e da sorte) para os que conhecem fics (com um enredo bom) do casal Bella swan e Harry Potter mandar para mim o link da fic. Mandem apenas aquelas que vcs acham que vale apena eu ler ou então aquelas que vcs mais gostam. Lembrem se que a shipper deve ser Bella/Harry.
Bom... Até o próximo capitulo.