Isabella Prydein Riddle
14 Capítulo 12
Notas iniciais
E a proxima semana começam minhas provas e eu estou correndo aqui pra postar rápido p/ vocês.
Juro que quando eu tiver tempo eu respondo tudinho ok?
Esse capitulo foi dividido ao meio porque ficou enormemente enorme, umas cinco mil oitocentos (e alguma coisa)palavras.
Espero que gostem, Boa leitura.
Draco POV:
Ela retirou lentamente minha camisa, eu tinha a leve impressão de que ela se divertia as minhas custas, semicerrei os olhos, mas não disse nada. Ainda tentava não secar cada pedacinho de seu corpo.
Ela segurou meu braço direito, onde havia minha marca, entre suas mãos pequenas e analisou-a por um segundo, depois olhou para meu rosto e disse.
- Está feito! — ela parecia confiante, olhei para meu braço e a marca ainda estava bem visível.
- Não está não! — discordei. Ela revirou os olhos e virou meu braço em direção ao espelho, continuei a olhando sem me virar para o reflexo. Ela bufou impaciente e virou meu rosto indicando que eu olhasse meu braço no espelho. Fiz isso e novamente ela me surpreendeu. A minha marca havia sumido, não tinha nada além da pele limpa e natural. Desviei o olhar de volta para meu braço e pude ver a marca ali, olhei novamente para o reflexo e novamente não vi nada além de pele.
- Porque eu posso ver aqui, mas não posso ver no reflexo? — Perguntei indicando meu braço e o espelho.
- Eu não afiz desaparecer, apenas camuflei-a, somente eu e você podemos vê-la, talvez meu pai também possa...
- Você pode fazê-la desaparecer? — perguntei espantado, realmente era inútil tentar medir o tamanho dos seus poderes.
- É claro que posso. Veja. — Ela colocou sua mão esquerda na minha mão direita ficando novamente de costas para o espelho. Minha marca começou a arder e a serpente que a compunha começou a circular meu braço indo em direção a nossas mãos, o crânio onde antes a serpente estava ficava cada vez mais clara, como se sua energia estivesse ficando fraca. A serpente passou por nossas mãos entrelaçadas como se fosse uma só, e subiu por seu braço em direção a suas costas. O crânio em meu braço já não existia mais. Vi pelo espelho a pequena serpente que antes jazia em meu braço se aproximar da outra serpente que habitava suas costas e se agitava como se estivesse ansiosa pela chegada da menor. Assim que as duas se encontraram fundiram-se numa só e a enorme serpente voltou para seu lugar original.
Meus olhos praticamente saltaram para fora das orbitas. Meu braço estava limpo, sem nenhum sinal de que um dia a marca esteve ali, droga, odeio passar por covarde, mas, se eu aparecer por ai sem a minha marca...
- Coloque a de volta... — Pedi em voz baixa. Ela sorriu e pude ver pelo espelho sua serpente se remexer e por baixo do crânio a serpente menor sair. Ela circulou suas costas rodeando sua cintura subindo pelo vão entre seus seios e se dirigindo a seu braço. Ela se aproximou de nossas mãos entrelaçadas e como antes as atravessou como se fossem uma, senti novamente a ardência em meu braço e percebi o crânio novamente em seu lugar, a pequena serpente adentrou o crânio voltando a sua posição original.
Isab... Izzy estava com um sorriso enorme e olhava para mim como se esperasse algo. Vendo que não me manifestaria ela sorriu ainda mais e soltou minha mão. Ela se abaixou lentamente recolhendo a toalha no chão e passou-a por seu pescoço sem cobrir-se.
- Você não se sente desconfortável de estar nua na minha frente? — A pergunta escapou de meus lábios antes que eu pudesse impedir. Senti meu rosto esquentar e constatei miseravelmente que estava corando. Nunca na minha vida eu havia corado. Nem mesmo nas situações mais constrangedoras, e agora do nada...
Suspirei resignado. Essa situação tem que mudar, agirei da forma mais normal possível perto de... Izzy.
Bella POV:
- Você não se sente desconfortável de estar nua na minha frente? — Drac... Drake perguntou de repente e em seguida suas bochechas ficaram púrpuras.
- Não me envergonho do meu corpo e tenho certeza que você já viu outras garotas nuas, portanto, não é nenhuma novidade. — Estranhamente senti um pouco de raiva ao pensar nele com outras garotas, mas espantei isso rapidamente de minha cabeça. Ele assentiu e olhou ao redor como se procurasse algo, estendi sua camisa com um feitiço não-verbal e levitei-a em sua direção enquanto pegava uma roupa para mim. Coloquei um short jeans azul escuro, uma camiseta preta de mangas com um decote em V e o desenho de um puma branco atrás. Calcei uma sapatilha preta e amarrei meu cabelo em um coque desarrumado.
- Eu vou para o meu quarto. Com licença. — Dra..ke, disse sem emoção e em seguida saindo pela porta sem esperar resposta.
Deitei-me na cama ao lado de Kramisha, e comecei a acariciá-la pensando em meus planos para Hogwarts. Os culpados pela morte de minha mãe sofreriam bastante por minhas mãos. No começo eu não entendia porque meu pai ainda não havia matado eles, mas ele me explicou que era mais fácil conquistar o Ministério se ele conhecer o Ministro e seus partidários pessoalmente. Antes ele não pode colocar esses planos em prática, pois ainda tentava recuperar seu corpo físico, mas agora, o ministério está quase em nossas mãos. Esse ano será muito importante para nossos planos, meu pai tomaria o ministério facilmente, já que eles não estarão preparados para um ataque, por serem imbecis o suficiente para achar que meu pai havia morrido anos atrás. Depois disso seria somente invadir Hogwarts, e derrotar a ordem da fênix é claro.
Eu convenci meu pai a me deixar cuidar dos membros do ministério, iria pessoalmente acabar com um por um, não foi difícil convencê-lo, ele estava focado no Velho idiota e no Potter.
Lúcio com certeza iria querer saber quem estava na floreios e borrões, e eu teria que contar que eram os Cullens o problema é que ele ficaria furioso. E contaria para meu pai, Sev, e Trixie, ou seja eu teria que acalmar o Lord das Trevas e seu circulo intimo de comensais. Não que eu quisesse proteger os Cullens, não eu queria que eles sofressem bastante, mas eu queria fazer isso pessoalmente, e se meu pai e os outros os matassem eu não poderia fazer isso.
Eu considerava-os minha família, mas então eles me abandonaram mesmo se pudesse mudar alguma coisa no meu passado eu não faria, pois se nada daquilo tivesse acontecido, eu não conheceria meu pai e minha nova família. Eu amava meu pai mais que qualquer coisa, muitos o consideravam um sociopata sem sentimentos, um monstro. Mas eu tenho o prazer de poder discordar disso. Meu pai é a melhor pessoa que eu conheço, ele amou minha mãe mais do que tudo, mudou seus princípios por ela, para protegê-la, ele até mesmo tentou se afastar dela para não colocá-la no perigo que seus poderes representavam. Ele desistiu da vingança contra aqueles que o maltrataram, por amor a ela. Ele a amou mesmo depois de sua morte, lutou para vingá-la e ainda hoje tenta impedir que mais pessoas passem pelo que ele passou. Ele fez tudo isso por amor e justiça.
E mesmo assim todos o julgam pelo caralho de uma lenda que hipócrita Salazar Sonserina deixou para assustar os bruxos.
Mesmo que tenhamos nos encontrado somente há alguns meses, conhecemos um ao outro como ninguém mais faz. Eu conheço seu lado mau e cruel assim como conheço o lado que ele esconde de todos até de Sev, Trixie e Lúcio. O lado em que ele não fingia não se importar com nada além de si mesmo, e ele conhecia todos os meus lados, o bom e o mau, o forte e o frágil, o carinhoso e o sádico...
Seja como for eu o amo com qualidades e defeitos assim como eu sei que ele me ama do mesmo modo.
Muitos pensam que ele apenas quer me usar como arma, e nenhum de nós faz nada para desmentir isso, não devemos mostrar fraqueza em nenhum momento, nem para os inimigos e muito menos para os aliados. Mas eu sei perfeitamente que meu pai não quer me usar, na verdade ele já até tentou me convencer a não me envolver na guerra, devo confessar que fiquei furiosa, divertida e orgulhosa quando ele me pediu isso. Ele tem medo de que algo aconteça comigo, assim como eu tenho medo de que algo aconteça com ele.
Por isso nós lutaríamos. Juntos.
Ouvi uma batida fraca na porta, e logo em seguida uma elfo doméstico entrou no quarto um pouco hesitante.
- Desculpa incomodar senhora, mas o senhor Malfoy mandou Ginx chamar à senhora. Ele está no escritório esperando a senhora.
- Eu já estou indo, Ginx, obrigada. — ela assentiu e saiu rapidamente. Respirei fundo e me levantei droga. Sabia que não ia demorar muito para Lúcio me chamar.
Saí do quarto e fui em direção ao escritório dele, já pensando em como iria acalmá-lo. Cheguei à porta do escritório e entrei sem me preocupar em bater. Ele estava sentado em uma enorme poltrona que impunha poder, bem a cara dele mesmo, que ficava atrás de sua mesa.
- Sente-se Belly, estava esperando você, gostou do quarto?
- Claro. — Respondi me sentando.
- Então, quem estava na livraria? — Fiquei calada por alguns segundos, respirei fundo e contei tudo a ele, esquecendo convenientemente de mencionar a parte em que eu e. Drake quase demos uns amassos no meio da rua, seria vergonhoso de mais.
Quando eu terminei, ele prendia a respiração e seu rosto estava quase roxo de raiva. Fechei os olhos e contei. 1...2...3...
- O QUÊ? COMO AQUELES SANGUESSUGAS TEM A CARA DE PAU...
- Tecnicamente é cara de mármore. — interrompi divertida.
- Isso não importa. — Ele me disse calmamente, mas logo se lembrou de sua raiva e voltou a gritar. — COMO ESSES SANGUESSUGAS OUSAM DAR AS CARAS AQUI? AH, MAS ISSO É ÓTIMO! ASSIM EU ṔOSSO TORTURA-LOS ATÉ A ULTIMA GOTA DE VENENO! — Eu não disse que ele ia pirar? Sua cara era assustadora e seus olhos tinham um brilho demoníaco, ele até parecia a Trixie quando estava com raiva.
Ele levantou e começou a andar de um lado para o outro, provavelmente criando planos de tortura.
- Lúcio...
- Desmembrar e queimar lentamente os membros ou dar uma poção para o corpo deles voltarem à forma humana por algumas horas e torturá-los com magia e ferramentas trouxas o que acha Belly? — Ele se virou para mim com um sorriso cruel. Balancei a cabeça e dei um meio sorriso. Lúcio com certeza tinha uma imaginação bastante fértil. Principalmente se tratando de tortura.
- Eu adorei as idéias, mas a melhor tortura é psicológica. Eu quero me vingar pessoalmente primeiro. Depois você, papai, Sev e Trixie podem fazer o que quiserem com eles. Tudo bem? — Ele pareceu um pouco contrariado, mas assentiu lentamente.
- Podemos fazer qualquer coisa? Qualquer coisa mesmo? — Ele perguntou com um brilho maldoso nos olhos. Semicerrei os olhos e considerei um pouco, depois abri um sorriso malicioso, os Cullens com certeza iriam sofrer muito nas mãos deles.
- Qualquer coisa! — confirmei. Ele sorriu largamente e se sentou satisfeito.
- Era só isso? — Perguntei.
- Sim. Você já pode ir querida. — Assenti e me levantei saindo do escritório.
Encontrei com Kramisha no meio das escadas e peguei-a no colo.
- “Senhora Kramisha pode ir caçar?” — Ela perguntou em minha mente, assim que saímos da loja de animais eu criei uma conexão entre nossas mentes, assim poderíamos conversar normalmente sem que alguém descubra o que não deve.
- “Claro, mas o que você caça?”
- “Geralmente carne humana, isso me deixa mais, forte.” - Sorri pra ela e disse.
- “Que ótimo, irei com você, faz algumas semanas que faço uma boa caçada” — Respondi.
- “Você caça?”
- “Só quando estou em forma animaga. Isso também me deixa mais forte, além de ser divertido.”
- “Quando podemos ir?” — Perguntou.
- “Que tal agora? Vou apenas trocar de roupa.” — Respondi.
- “Tudo bem.”
Coloquei-a no chão e subi as escadas indo me trocar. Depois de estar devidamente vestida para uma caçada, desci as escadas, peguei Kramisha, que me esperava na sala, no colo e fui em direção ao escritório de Lúcio para avisar que iria sair.
To Be Continued.
Notas finais
Me avisem e desculpe não ter respondido os reviews.
xoxo
P.E.
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