Isabella Prydein Riddle
13 Capítulo 11
Notas iniciais
Tá ai um capitulo quentinho espero que gostem.
Boa leitura.
--->
Bella POV:
Narcisa nos levou á uma loja de animais para que eu visse uma transfiliagus, ela parecia acreditar que eu seria a escolhida do animal.
Era uma pequena gatinha, mas eu sabia que aquela não era a sua única forma, já tinha lido alguns livros sobre eles.
O vendedor explicou tudo que eu já sabia sobre eles então eu me aproximei, bem devagar para não assustá-la. Ela olhou para mim me analisando e em seguida caminhou em minha direção lentamente. Assim que minha pele entrou em contato com a sua um choque de reconhecimento passou por mim, como se uma conexão fosse formada entre nós duas, sua pelagem branca ficou de um negro brilhante e seus olhos azuis assim como a minha forma original, mas rapidamente ela mudou de novo agora para uma pelagem castanho avermelhada e os olhos marrom chocolates, sorri largamente ao perceber que ela se adaptava as minhas transformações.
Narcisa saiu acompanhada do vendedor, para acertar os detalhes da compra, me deixando com Draco e minha nova ‘Compagnus’, quando eu li sobre isso fiquei fascinada, os transfiliagus são uma espécie muito interessante, quando eles escolhem um dono, ambos tornam-se companheiros. Em completa o outro. Se o dono morre, nenhum outro é escolhido, eles são sempre fiéis àqueles que escolheram como ‘compagnus’.
Comecei a pensar em possíveis nomes para dar ela, então do nada ela pula do meu colo e fica à minha frente falando comigo. Primeiramente fiquei um pouco surpresa, mas isso logo sumiu dando lugar ao orgulho.
Alguns dias atrás eu li em um livro sobre os fundadores o seguinte trecho:
“... Godric Griffindor prezava a valentia e o passado marcado por feitos nobres em seus alunos. Suas cores são vermelho e dourado e seu animal símbolo é um leão, pois tinha afinidade pelo felino.
Rowena Ravenclaw prezava a sagacidade acima de tudo, além da aparência superior, seus alunos continham dessas características. Suas cores são azul e bronze e o animal símbolo é a águia, pois tinha afinidade pela ave.
Salazar Slytherin que era astuto, qualidade que apreciava em seus educandos. Suas cores são verde e prata, e o animal símbolo, a serpente, já que Slytherin era capaz de se comunicar com as cobras, habilidade denominada "ofidioglossia".
Helga Hufflepuff era uma mulher leal, honesta e aplicada, e valorizava essas qualidades em seus alunos. Além disso, seus alunos são justos e generosos. Suas cores são dourado e preto, e seu animal símbolo, o texugo, pois tinha afinidade pelo mesmo...”
Salazar é o único que tem confirmado falar com o animal de sua afinidade, mas talvez os outros apenas não queriam mais fama como ele, Salazar gostava de atenção e se considerava superior aos outros, isso faria sentido.
Então já que eu sou descendente dos quatro eu devo ter herdado essa característica deles.
- “Qual o seu nome senhora?” – Ela tinha uma voz feminina, puxando um pouco em alguns lugares estranhos e ronronando em outros,
— “Isabella, Isabella Prydein. Qual o seu?”
- “Não tenho um, cabe a você me nomear.” – Ela respondeu.
- “Hmm, eu estava pensando em alguns nomes... Nala?... hmm não! Algo mais raro, Kramisha o que acha?”
- “Kramisha... Eu gosto” – Ela deu um sorriso felino e eu retribuí.
- Você está... Falando com ela? – Escutei Draco perguntar, Sorri para ele piscando e fazendo sinal de silêncio. Queria informar meu pai antes de tudo.
- Já escolheu o nome querida? — Narcisa perguntou, voltando para o nosso lado.
- Já escolhi sim, será Kramisha. — respondi sorrindo para ela.
— Lindo nome querida, agora vamos voltar para a mansão que já está quase escurecendo.
…
Draco POV:
Eu estava muito cansado, o dia no beco foi muito exaustivo. Hoje definitivamente não foi um dia normal.
Minha mente continuava a voltar para o que aconteceu entre mim e Isabella. Porque essa garota mexe tanto comigo?
Isabella era bastante perigosa, disso eu tinha certeza. Não somente pelos seus poderes, mas por sua presença. Quando ela entra em um lugar, consciente ou inconscientemente todas as atenções se voltam para ela e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque ela pode distrair nossos inimigos facilmente, e ruim porque ela também distrai os nossos. Além disso, ela é uma ótima atriz e sabe se vira muito bem sozinha,
Percebi esse pouco tempo que passei com ela suas várias mudanças de comportamento, sua atitude mudava constantemente. Ou ela é bipolar ou tem um talento incrível para teatro.
Adivinha em qual eu aposto? Ela será de grande importância nessa guerra.
- Draco querido seja educado e mostre a Isabella seus aposentos. — Minha mãe disse passando por mim indo em direção à cozinha, acenei em concordância e olhei em direção de Isabella. Ela brincava com a gata, não sabia dizer se ela estava realmente distraída ou se estava atenta para o que se passava ao seu redor.
Parei perto da escada e a chamei.
- Isabella?
- Sabe, as pessoas irão desconfiar disso. — disse sem desviar a atenção da gata.
- Desconfiar de que? — Perguntei
- Se nos conhecemos desde crianças e somos 'priminhos unidos' Isabella é algo muito formal. — Por um momento achei que ela estava brincando, mas então ela se virou para mime seus olhos estavam vazios, não demonstravam nenhuma emoção nem mesmo racionalidade.
Senti um frio na espinha quando ela se aproximou de mim, só que dessa vez eu não estava excitado. Ela tinha um pequeno sorriso no canto dos lábios, mas seus olhos ainda estavam inexpressíveis.
Quem era a verdadeira Isabella? A esperta e ardilosa como na primeira vez que nos encontramos? A fria e cruel da livraria? A sensual e um pouco desastrada do beco? A carinhosa e brincalhona da loja de animais? Ou a astuta e direta que eu via agora?
Ela arqueou uma sobrancelha como se soubesse o que eu estava pensando. Será que ela podia ler minha mente?
- Eu não estou lendo a sua mente. — Ela disse.
Arregalei os olhos.
- Ah tá e isso me tranqüiliza bastante! — Era para sair irônico, mas minha voz saiu baixa e tremida. Amaldiçoei-me mentalmente por parecer um idiota e dei alguns passos para trás me afastando um pouco dela na espera de meus neurônios voltarem a funcionar.
Ela se limitou a sorrir de lado e se aproximar ainda mais.
- Eu posso conectar nossas mentes, mas não é uma via de mão única, eu leria seus pensamentos e você leria os meus. — Ela disse como se isso não fosse de grande importância.
- Então... Como você sabia o que eu estava pensando? — Perguntei desconfiado.
- Isso não interessa. E quanto a meu nome, invente um apelido, que não seja Bella, é claro. Agora você poderia me mostrar meu quarto?
Ainda um pouco contrariado com sua atitude assenti e indiquei que ela me seguisse.
Subi as escadas indo em direção ao corredor sul onde ficava o quarto que minha mãe escolheu para que ela ficasse. Chegamos à porta do quarto e ela entrou fazendo sinal para que eu a seguisse. Caminhou em direção a cama e colocou a gata que havia dormido lá.
- Então já pensou em algum apelido? — Ela perguntou começando a se despi. Franzi o cenho para sua atitude. O que ela pretendia? Me estuprar? OMM vou ser estuprado.
“Se bem que pra uma garota dessas eu até me ofereço” Pensei maliciosamente.
“Pare de pensar besteira Malfoy! Você tem que respeitá-la ela é filha do Lord” Um outro eu vestido de branco, com uma expressão repreendedora, ralhou na minha mente.
“E daí? Ela é uma garota, muito gostosa por sinal, vai dizer que você acredita que essa belezinha nunca ficou com ninguém? Só porque ela teve um namorado purpurina não quer dizer que ela não tenha tido outros.” Mais um eu, todo vestido de vermelho, sorrindo maliciosamente, apareceu na minha mente.
“Não necessariamente, ele pode ter sido o único namorado dela, eu aposto que eles se amavam! E além do mais se você agarrar ela, é capaz dela não gostar e lançar uma maldição em você. Sabemos muito bem que ela pode fazer isso num piscar de olhos. E para acabar se o Lord ficar sabendo você será comida para Nagili.” O de branco contradisse.
“Me diz uma coisa você é viado ou o que?” O outro retrucou.
“HEY!” Berrei mentalmente. “Vocês estão falando de MIM, e eu sou VOCÊS!”
Meu Merlin aonde eu cheguei? Discutindo comigo mesmo...
- Eu estava pensando em... hmm.. Que tal.. Izzy? — Falei voltando a realidade. Ela já estava somente de roupa intima e caminhava em direção ao banheiro.
- Hm... Izzy? Gostei! — Ela olhou para mim sorrindo. Logo sua expressão ficou séria e disse enquanto entrava no banheiro. — Tire suas dúvidas.
Não falei nada por um instante, apenas escutei-a encher a banheira, mas então as perguntas de mais cedo voltaram. Já que ela disse pra tirar as dúvidas... É claro que eu não vou perguntar se ela é bipolar, mas eu também tenho outras dúvidas.
- Você não terminou de contar sua história com os purpurina. — Comecei.
- Claro, Claro. Aonde eu parei... Hmm... — ouvi-a se perguntar.
- Seu ex matou um dos nômades. — Incentivei.
- Oh, sim! Edward não matou James, a verdade a anã foi quem matou, porque ele estava ocupado demais dando uma de emo e lamentando sua existência, enquanto eu estava quase me transformando em vampira. -Fiquei completamente chocado. Ela quase havia se tornado vampira? E mais uma vez essa garota me surpreende. Fiquei calado, pois ainda estava surpreso de mais para falar alguma coisa então ela continuou.
- Depois disso chegou o meu aniversário de 18 anos, e a baixinha irritante fez uma festa para mim, e eu como a sonsa que era me cortei com um embrulho de presente, fazendo Jasper, que ainda estava se acostumando com a dieta vegetariana me atacar. — Me senti instantaneamente furioso ao saber que ela correu tal perigo, queria ela em segurança, perto de mim.
Mas que merda de pensamento foi esse? Porque eu iria querer isso? Pensa Draco pensa! Tem que ter uma explicação lógica pra isso. Já sei! Minha missão é protegê-la. O Lord disse que se algo acontecer com ela eu sofreria muito pior, e eu não quero isso, então é do meu interesse mantê-la segura.
- Três dias depois Edward me levou para a floresta e terminou comigo dizendo coisas como “Você não é boa o suficiente para mim” ou o meu preferido: “Você é apenas uma humana fraca, uma distração temporária” — Sua voz continha raiva e divertimento ao mesmo tempo.
- Esse cara é gay? — Perguntei sarcasticamente, mas por dentro eu estava queimando de fúria, quem esse sanguessuga desprezível pensa que é pra falar assim dela?
- Eu desconfio seriamente que isso seja verdade. Porque pra quem tem 100 anos, e pelas minhas fontes, e é virgem só pode ser isso mesmo.
- O purpurina é virgem?E tem 100 anos? — Perguntei incrédulo, para em seguida gargalhar estrondosamente, a gata que dormia tranquila na cama resmungou pelo barulho, mas eu realmente não conseguia parar. Um cara de 20 ou 25 virgem tudo bem, mas 100?
- Eu já sabia que ele era da turminha do gliter por causa da raça, mas ai já é de mais. — Falei um pouco sem fôlego pelo riso.
O barulho da água parou e segundos depois ela voltou para o quarto enrolada somente em uma toalha. Ela passou por mim que estava sentado em uma cadeira que havia perto da cama, indo em direção ao baú onde suas roupas estavam, ela esticou o braço em direção ao baú e uma coisa me chamou atenção. Ela não tinha a marca negra, mas ela não era uma comensal!?
- É claro que eu sou! — Ela novamente respondeu meus pensamentos. — Eu tenho a marca você apenas não pode vê-la. — Ela explicou.
- Como...? — Fiz a pergunta mais estúpida que me veio à mente. Como? É claro que foi com seus poderes imbecil.
Ela gargalhou como se escutasse minha asneira mental.
- Tem certeza que você não pode ler a minha mente? — Perguntei desconfiado.
- Tenho. — Ela riu novamente e eu não pude deixar de admirá-la, Como podia uma pessoa só ser tão bonita, tão inteligente e tão poderosa ao mesmo tempo?
Ela percebeu que eu a admirava e sorriu presunçosa, não desviei o olhar, se ela não tinha vergonha eu não tinha o porquê de fazer disso. Ela se aproximou de mim e me arrastou pelo braço em direção ao espelho. Ela ficou de frente para mim e de costas para seu reflexo.
Lentamente ela foi deixando a toalha cair, olhei-a nervoso. O que ela queria? Porra se com ela completamente vestido eu dei uma de virgenzinho com ela nua eu vou ter um infarto parecendo viado em vestiário masculino na hora do banho.
Ela sorriu e eu tentei a todo custo não olhá-la, mas foi um esforço em vão, seu corpo era como ima para meus olhos.
Seus cabelos molhados pelo banho caindo-lhe sobre as costas, com algumas mechas grudadas em sua pele alva e limpinha como a de um bebê recém nascido, causando um contraste incrivelmente sensual, seios fartos e rosados com pequenas gotas de água escorrendo sobre eles em direção a barriga lisinha e definida dela. Fechei os olhos para não descer mais o olhar, seria a minha perdição, não conseguiria me controlar se ela continuasse fazendo isso.
- Você não deveria fazer isso. — Minha voz saiu em um rosnado baixo, rouco e selvagem.
- Fazer o que Drake? — Ela sussurrou no meu ouvido, fechei as mãos em punhos tentando me controlar.
- Drake? — Questionei em um sussurro ainda sem olhá-la.
- Você me chama de Izzy e eu te chamo de Drake. — Respondeu ainda no meu ouvido. Senti-a segurar uma de minhas mãos e abri os olhos. Ela agora estava de costas para mim, e de frente para o espelho. Ela guiou minha mão até suas costas e disse em um murmúrio.
- Abra a mão Drake. — Fiz o que ela disse hipnotizado por sua voz.
- Sinta. — Ela murmurou novamente, espalmando minha mão em suas costas e tirando seus cabelos do caminho.
Primeiramente não senti nada além da quentura e maciez de sua pele em minha mão, mas depois de uns segundos foi como se algo se movesse por debaixo da sua pele, assim como acontece quando tocamos a marca negra. Olhei atentamente para suas costas, mas não vi nada além de sua pele limpa. Nenhum movimento nada. Ergui os olhos encontrando seu olhar, com uma pergunta estampada no rosto.
- Esta lá, mas somente vêm aqueles que eu permitir. Coloquei assim que saí da Serpent's Hall, não queremos que o plano seja estragado porque algum inconveniente a viu não é? — Assenti, arregalei os olhos quando olhei novamente para suas costas e realmente ver a marca lá, cinco vezes maior que a que eu tinha em meu braço, ficou maravilhosamente perfeita em seu corpo.
- Ficou incrível, mas... Porque não no braço? — Perguntei.
- Eu gosto mais assim, no braço é masculino de mais e eu posso escondê-la por quanto tempo eu quiser, então sem problemas. — Deu de ombros.
- Você poderia... Esconder a minha? — Ela sorriu e pegou minha mão novamente, olhou para as mangas da camisa e seu sorriso se tornou malicioso. Olhei também procurando o que pudesse ter causado essa reação, arregalei os olhos ao perceber sua linha de pensamento.
- Você terá que tirar a camisa, são botões franceses e não abrem o suficiente. — Engoli em seco fazendo seu sorriso aumentar. Meu Merlin, essa garota está me provocando cada vez mais, eu não sei até que ponto eu posso me controlar. — Posso? — Ela perguntou já desabotoando os primeiros botões da minha camisa. Ela deixava ocasionalmente seus dedos roçarem minha pele e em minha mente só se passava uma coisa:
“Eu to fudido!”
Fim do capitulo.
Notas finais
Então até a próxima.
Fale com o autor