Isabel

10 Meia Noite e meia


Notas iniciais
.... Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências; somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos. A experiência não é o que acontece com o homem: é o que o homem faz com o que acontece com ele.

Isabel foi para casa, se preparar para o encontro, sua cachorrinha fica feliz ao ver sua dona chegando bem, mais fica preocupada, pois sua Dona estava estranha, a festa do vilarejo está bem animada, meia noite e meia, as doze badaladas do sino, Isabel adormece e ele aparece dizendo:

— Jaburu, Jaburá riqueza vou te dá!

A cachorrinha Beijoca responde:

— Isabel está dormindo o que vem fazer cá?

— Mata seu cachorro Isabel com a mão direita do mal! (Diz dando uma ordem)

No dia seguinte Isabel acorda, sua cachorrinha Beijoca está do seu lado, olhando seriamente pensa:

“Será que é real, eu tive um sonho muito mais muito estranho, bom vou fazer minhas tarefas e tenho que ir na cidade, será que o moço que eu encontrei veio realmente, não seria muito bom para ser verdade”

Isabel se espreguiça, levanta da cama começa a arrumar a casa, faz todas as suas tarefas e se arruma para ir na cidade, deixa beijoca em casa e vai para cidade feliz, faz compras no mercadinho raio do sol e vai fazer o pagamento dos tecidos que comprou fiado para seu Joaquim, andando na praça, distraída novamente sem querer bate de frente no moço alto, bonito, olhos acinzentados que olha seriamente para ela e diz:

— Isabel se lembra de mim!

Que fica surpresa ao olhar o jovem, e responde:

— Lembro, acho que lembro!

— Sou Jatobá Jaburu! (Diz calmamente)

— Sim, lembro... (Diz enfeitiçada pelo moço)

— Fui em sua residência ontem como tinha combinado, mas sua cachorrinha não permitiu minha entrada, você escutou o que disse para você fazer? (Pergunta seriamente)

— Não, ela é tudo que tenho, não posso simplesmente matá-la. (Diz Isabel aterrorizada)

— Então não nos veremos mais. (Diz o jovem fingindo chorar e disfarçadamente saindo de lado devagarinho)

Isabel olha para o jovem saindo devagarinho, e grita:

— Espero! (Diz a Isabel)

O jovem para de anda, devagarinho se vira e diz:

— Fale Isabel!

— Farei o que você está me pedindo (Diz seriamente Isabel)

— Tem certeza, provará seu amor por mim (Diz passando a mão nos cabelos e lança um olhar malicioso)

— Sim, quero me casar com você, e… (O jovem coloca a mão na boca dela e diz em seu ouvido)

— Não diz nada, apenas faça o que eu mandar (Sorrir) – Vou te visita quando você fizer o que mandei (Beija a testa da jovem e sai)

Isabel segue seu caminho, pensando nas suas atitudes que tomará, se realmente vale apena fazer todo esse sacrifício, mas segue em diante com o plano, faz um apolenta com carne moída bem gosta, coloca na apolenta 10 gotas de veneno e dá para cachorrinha Beijoca comer, sem um peso enorme e faz o que Jaburu ordenou. Anoitece, Isabel procura sua fiel companheira, e acha a pobre cachorrinha, morta do lado de sua cama, chora sem parar, pois, sabe que fez algo de muito horrível, e que não deveria ter nunca feito o que fez, leva a cachorrinha Beijoca para o jardim, cava uma pequena cova para enterrar a cachorrinha, faz uma pequena oração e pede desculpas para a cachorrinha que tanto amava. Entra para sua casa fecha a porta e sente a falta de sua companheira, adormece e meia noite e meia escuta o chamado:

— Jaburu, Jaburá riqueza vou te dá!

A cachorrinha Beijoca responde firme e forte pois estava zelando pelo bem de sua dona mesmo sabendo que não podia fazer muita coisa para defendê-la:

— Isabel está dormindo o que vem fazer cá?

— Mata seu cachorro Isabel com a mão direita do mal! (Diz furioso e dando uma ordem)

Isabel com voz de choro responde:

— Eu já matei Jaburu com a mão direita do mal

Hipnotizada faz tudo que Jaburu manda sem pensar nas consequências que veria em diante.

Notas finais
Todas as escolhas, sejam elas boas ou ruins vão ter suas consequências. #Comentem #Compartilhem e #Curtem Pois só assim saberei se você estão gostando ou não.