– Perdemos mais um. Mais um dos sites que eu acompanho ficou fora do ar.

– Mas como assim, Eugene ? Desse jeito não vamos ter como saber de nada – Diz Ella indo ate a janela com uma xícara de café na mão.

A rua parece deserta e calma. O cão ainda mostra as marcas do massacre. Como uma cicatriz incurável. Ella se pergunta se um dia vai encontrar sua filha. Se um dia eles saíram daquele lugar. Por fim, Ella se pergunta ate quando vão sobreviver.

– Ei, Eugene poderia vim aqui? – Fala Braian ao lado do garoto chamado Mike – Eu tava pensando em subirmos e tentar dar uma sondada nos apartamentos.

– Ta, isso pode ser uma boa idéia – diz o homem olhando para Braian por cima do ombro.

– Eu tenho um arsenal de armas bem rico.

– Não,não, armas de fogo não serão necessárias. Não queremos fazer muito barulho e atraí-los

– E o que vamos usar ? – Pergunta o garoto.

– Facas!

...

Braian vasculha a bolsa de armas e acha 2 facas pequenas e 1 facão. Mike pega o seu canivete e a faca que acharam ao chegar no apartamento. Braian, Mike e Eugene se reúnem as 14:30 reunindo o pequeno número de facas em cima da mesa.

– Você não tem nem um tipo de faca ? – Pergunta Braian encarando o homem de quase 50 anos.

– Tenho sim – Eugene puxa de uma sacola uma carteira com 5 facas – Acho que isso pode ajudar.

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– Rara! Eu disse que conhecia isso aqui muito bem – Fala Lya com um sorriso no rosto e apontando para uma casa a 200 metros de distancia.

– Bom trabalho amor. – Diz Harry beijando-a

– Como você conhece isso tão bem ? – Pergunta Iasmin pulando a cerca que separa a estrada do campo.

– Ah, Eu e meu pai andávamos muito por entre assas fazendas... — o pai de Lya morrera um ano antes daquilo tudo – A gente passava horas pescando em um rio q tem... A meu Deus! – Lya para subitamente assustando todos e fazendo grande maioria sacar as armas – Rio! Nos temos um rio aqui perto! – Fala ela toda eufórica olhando para as pessoas assustadas.

O pequeno grupo de sobreviventes entram na casa, encontrando apenas um andante moribundo que pelas vestes deveria ser o caseiro. Que é logo abatido. A casa tem dois andares, sendo o décima onde se encontra os quartos. No total 3 não tanto decorados, mas com muitas fotos de família. Uma família com dois meninos e apenas um pai.

Eles se acomodam nos quartos e outros por falta de espaço na sala. Por sorte a fazenda é cercada por madeira e arame farpado . Mesmo assim eles se revezam entre turnos para vigiar.

– Como foi sua noite ? – pergunta Raissa com um cesto de amoras na mão – Eu achei essas amoras aqui pertinho.

– Amoras. Hum quanto tempo não como amoras – Diz a menina muito branca, quase pálida, de cabelos escuros chamada Iasmin, pegando uma e levando a boca.

–ERRANTE!

Um grito ecoa nos ouvidos das duas garotas, fazendo-as sacarem as armas e irem em direção a porta de entrada.

–Não atirem! Lya você esta com a faca? – Raissa aponta para Lya, que esta mais perto da coisa.

Lya se arrasta e acerta a ponta do facão bem na testa do homem norte-americano que cai logo em seguida. No momento em que Lya se dirige de volta a fazenda seus passos se cessão ao ouvir um ruído abafado. Lya olha espantada para a coisa no chão.

Um bebê.

– Ai meu Deus. VENHAM AQUI! LOGO!

Lya se ajoelha e pega a menina.

– Ai... não ele... ela tava com ele ? – Harry se abaixa e vira o cadáver – Olha aqui tem... ´´ Oi, eu me chamo Billy...´´ ele escreveu no corpo, olhe ´´ ...tenho 35 anos e provavelmente estou morto.´´

– Tem algo no bebê também – Observa Raissa – é o nome dela. Sophia! Ela se chama Sophia!