Notas iniciais
Hey, hey amores! E disse que postava hoje u.u Uhauhsuahus Bom, aqui está ;) Gente, passamos dos 100 leitores 'o' Cade vocês? Uhsuahsuahuhsuahs Boa leitura!

POV SILENA

─ Vamos Juníper, não temos muito tempo, Le pode descobrir a qualquer momento. ─ Eu disse para a garota enquanto ela se arrumava no pequeno apartamento que eu havia alugado perto de New Jersey, somente para que Juníper pudesse ficar escondida até a hora de fugirmos.

─ Estou pronta, Silena. ─ Ela respondeu, jogando uma mochila com o essencial nos ombros.

O sol estava quase nascendo quando saímos. Demos a volta no Hotel velho de beira de estrada, andando até os fundos onde eu tinha estacionado meu Audi.

Em cinco minutos, já estávamos na rodovia, correndo para chegar ao aeroporto Go Airlink Shuttle NYC.

Eu havia acabado de sair do apartamento de Annabeth e não sabia se ela conseguiria achar a conexão entre a Família Olympus e as mortes. Mas ela era Annabeth Chase, eu apostei todas as minhas ficas nela. Se Chase falhar, eu e todos os que eu ajudei e estão me ajudando morreríamos antes de piscar os olhos.

Antes que eu pudesse perceber, o aeroporto se erguia a minha frente. Eu só agradeci aos céus por não ter conseguido chegar lá a salvo. Eu podia sentir Juníper tão tensa quanto no banco do passageiro, a viagem foi feita em silêncio e eu sabia que Juníper ainda estava com um pé atrás. Mas era isso ou ser escravizada sexualmente no México. Ela sabia que eu não faria mal a ela, mas me oferecia uma confiança muito precária. Só espero que Grover saiba o que está fazendo.

Nós andávamos pelo aeroporto de cabeça baixa, evitando olhar as pessoas com medo de ter informantes ou assassinos enviados por ele aqui. felizmente, conseguimos chegar até onde Grover e Liesel estavam sem nenhum problema. Eu ainda podia sentir minha cabeça pulsar com a tensão, eu suava frio e meu coração parecia uma britadeira em meu peito.

Assim que chegamos perto o bastante, Juníper correu até Grover, que a envolveu num abraço sufocante. Ele soltou um suspiro de alívio quando a sentiu em seus braços e Juníper soluçou.

─ Hey, hey, hey. Por faor não chore, já está quase acabando, vai dar tudo certo. ─ Ele se separou dela por um momento, enxugando uma lágrima teimosa que insistia em descer por sua face.

Meu coração de se apertou de um jeito desconfortável quando eles se beijaram apaixonadamente, me fazendo lembrar de Charles, que eu deixava aqui. mas sua vida era mai importante pra mim do que a minha felicidade.

─ Não olhe Liesel, proibido para criancinhas. ─ Eu sussurrei brincalhona quando a garotinha ruiva veio até mim, com um sorriso radiante. Tentei me concentrar nela e parar de pensar em Charles antes que eu começasse a chorar.

O Monstro havia mandado matar Liesel para chantagear Percy. Acontece que eu também sei jogar esse jogo. Grover deveria matá-la, mas eu fiz uma proposta: salvaria Juníper da prostituição se ele forjasse a morte da menina, a escondendo. Na hora certa, nós quatro iríamos fugir.

Era arriscado, porém Grover estava decidido, ele se apaixonara por Juníper e estava disposto a tudo para salvá-la, inclusive desafiá-lo. Parecia errado tirar a menina do amor dos pais e levá-la para longe, porém me parecia ainda mais errado matar Liesel sendo que ela ainda tinha muito o que viver.

Durante duas semanas Grover e Juíper se encontraram às escondidas no Hotel de beira de estrada e eu consegui ganhar a amizade de Liesel. Seria mais fácil pra ela se gostasse de mim. é claro que eu nunca ocuparia o lugar da mãe, porém poderíamos conviver bem durante os próximos anos.

─ Tudo bem? ─ Eu perguntei a ela. Seu sorriso mais brilhante brincou em seus lábios quando ela me abraçou.

─ Mamãe, papai! ─ Ela sussurrou em meu ombro e meu coração se despedaçou.

─ Querida, você não vai mais morar com a ma... Liesel! ─ Antes que eu pudesse terminar de falar, a menina se soltou de mim e correu pra longe. Grover e Juníper se separaram par ver o que estava acontecendo e eu fiquei lívida. Se a menina se perdesse aqui dentro e não a achássemos até a hora do embarque, teríamos que abandoná-la e ela com certeza seria achada por ele e morta. O pior é que ele a faria dizer onde estávamos.

Porém quando eu olhei para trás, senti meu coração falar e, como se isso fosse possível, a tensão aumentou.

Liesel estava abraçando Tyson, Ella logo atrás vinha chorando e carregando uma mala.Como os dois descobriram onde estávamos?

─ Percy nos contou tudo, ele ouviu você conversando com Annabeth mais cedo e te rastreou. Ele foi pessoalmente verificar o Hotel onde vocês estavam assim que Annabeth saiu. ─ Ella caminhou até mim, aflita, contando o que aconteceu.

Percy sabia.

O meu plano tinha dado certo, o Mostro acreditou que Liesel estava morta e chantageou Percy, o fazendo prometer que Annabeth seria morta, caso contrário, Tyson e Ella teriam o mesmo destino da filha.

─ E agora? ─ A angústia na voz de Juníper era quase palpável.

─ Ele nos disse para fugir que nos daria cobertura. ─ Tyson respondeu, ainda com Liesel no colo e eu sorri aliviada.

Grover correu para comprar mais duas passagens e depois de vinte aflitos e tensos minutos de espera, nós já estávamos voando, rumo à uma conexão em Seatlle e Quebec antes do nosso destino final.

Nós conseguimos.

–-X--

POV PERCY

Eu corria pelos corredores a sede da Máfia, torcendo para que Lena, Grover, Juníper, Tyson, Ella e Liesel conseguissem fugir.

Eu sabia que tinha muita em jogo agora, se eu desse um passo em falso, Annabeth e eu morreríamos. Eu precisava plantar a pista falsa com cuidado para que ele acreditasse.

Assim que tudo estivesse como eu havia planejado, eu fugiria com Annabeth e me explicaria depois.

Mas ele precisava acreditar que o Instituto tinha uma pista falsa, assim ele armaria uma emboscada no local da pista falsa, esperando finalmente ter sua vingança. Bastaria um telefonema anônimo para o CHB informando onde a máfia estava, eu sumiria com Annabeth para bem longe.

─ Ah, eu tenho notícias bem interessantes para você. ─ Entrei na sua sala e vi que ele estava conversando com alguém.

Agente Megan, a infiltrada no CHB.

─ Que bom Percy. Eu também. ─ Meu sangue gelou e dessa vez não foi por causa da sua voz. ─ Megan me trouxe notícias ótimas. ─ Ele sorriu e se virou para Megan, claramente sugerindo para ela explicar o que descobriu.

─ Lena é a traidora. Deu pistas sobre nós à sua namoradinha e eles pretendem armara uma emboscada.

Cronos gargalhou assim que ela terminou de falar e eu fechei os olhos, trincando os dentes, vendo Megan se encolher do seu lado.

─ Quais são suas notícias interessantes? Me deixe mais feliz criança! ─ Um sorriso satânico espelhava em sua cara quando ele disse isso.

Merda. Merda. Merda, merda, merda. Mil vezes merda!

Megan já tinha contado a ele, eu precisava fazer de tudo para convencê-lo.

─ Essa pista é falsa. Eles sabem que tem um traidor entre eles, por isso espalharam esse plano. Na verdade, eles vão armar a emboscada no galpão do Fero Velho de Hefesto, como nos nossos planos.

Eu terminei de falar tenso, senti o suro frio escorrer em minha nuca, as unhas arranhavam minha palma gelada e eu evitava olhar em seus olhos, temendo que ele descobrisse a mentira.

Por um momento ele pareceu confuso e tenso, olhando de Megan para mim.

─ Sinto muito Percy. A notícia de Megan é a verdadeira. Acho que Annabeth sabe quem você é... ─ Ele sorriu ameaçador e eu senti que estava sem chão. ─ Acho que agora ela apresenta riscos. E veja só que maravilhoso: Ethan foi morto ontem de manhã depois de uma noite de bebedeira e uma aposta imbecil de briga de porta de bar. ─ Seu semblante assumiu um ar de desdém, me dando náuseas. Aquela expressão era a face de satanás. ─ E Reyna está na Angola cuidando dos esquemas de prostituição...

Ele deixou o resto a frase se perder no ar, esperando que eu entendesse onde ele queria chegar. Eu tive que me sentar no chão, fechei os olhos e tentei controlar os tremores. Não é possível.

Mais uma risada rascante ecoou pela sala quando ele percebeu que eu entendi.

─ É meu querido Percy. Não se pode ter tudo o que quer nessa vida. ─ A voz gélida e cortante machucou meus ouvidos. Eu estava tão pasmo que ne tentei prosseguir coma mentira.

Quando eu percebi, todos nós já saíamos para o Fero Velho Abandonado de Hefesto. Porém só meu corpo avançava. Minha alma tinha virado pó.

–-X--

POV ANNABETH

─ Muito bem. ─ Eu disse depois de ficar um bom tempo encarando minha mãe. Me virei para o resto da equipe. ─ Clarisse, Bianca e Leo, vocês ficam e dão assistência para Charles e Piper. Se Silena aparecer melhor. Atena, Zeus e Quíron vão para a embocada.

Finalmente, depois de 15 minutos de discussão, resolvi deixá-los acompanhar Thalia, Nico e eu na ação.

Já estava tudo certo, a Equipe 3 daria cobertura ao redor do Ferro Velho e a Equipe 2 iria nos ajudar a avançar.

─ Megan, finalmente! Assuma sua posição e se prepare. Em 10 minutos nós saímos. ─ Ela assentiu e correu para tomar seu lugar, gritando ordens para a Equipe 2. Silena disse em um telefone logo depois que saiu que era melhor nós agirmos no fim da madrugada. Quando eu perguntei o porquê, ela desligou. E não apareceu até agora.

A viagem até o local da emboscada foi tensa e em silêncio. Agora era a hora da verdade, tudo ou nada.

Eu sabia que Atena, Quíron e Zeus queriam nos acompanhar por causa da hipótese de Cronos. Porém eles não faziam a menor ideia de que eu sabia dessa história.

Assim que a van foi estacionada, a tropa alfa ( a que eu comandava ) se colocou em posição, depois da tropa beta ter verificado dentro do galpão. Estava tudo limpo. Hora de atacar.

Nós invadimos o local e nos plantamos em locai estratégicos, prontos para interceptar quem for que aparecesse ali.

Ficamos esperando por meia hora até que houvesse alguma movimentação. Quando a portão se abriu, todos nós ficamos tensos, armas engatilhadas, posição de ataque.

Um único homem começou a caminhar calmamente até o centro do Ferro Velho. Nós estávamos distribuídos por trás de pilhas de sucata. Quando o homem, vestindo terno preto e cabelo no corte estilo militar, parou, minha tropa recebeu vários pedidos para atirar, porém Zeus, a expressão lívida e indecifrável, negou todos.

Eu encarei minha mãe, esperando pelo pior.

E então, em perfeita sincronia, uma sinfonia de tiros fora executada.

Num primeiro momento eu pensei que fossem nossos agentes. Mas quando eu vi as chamas confusas e os olhares indecisos que recebíamos, soube que tínhamos caído numa emboscada. Minha mãe chegou a mesma conclusão, pois arregalou os olhos e gritou:

─ Agora!

Mas antes que alguém pudesse fazer alguma coisa, canos gelados foram postos na nossa nuca. Eu não fui a única a arfar e depois me encolher quando o riso cortante ecoou pelo galpão.

Eu gemi de dor quando senti um chute me desarmando e meu braço sendo dobrado pra trás, me obrigando a dobrar-me no chão. Vi que não fui a única a ser brutalmente açoitada até estarmos todos de frente para o homem de terno.

Meu coração parou, eu suava frio, eu não sabia o que pensar. Nós tínhamos sido enganados, a emboscada deu errado. Estava tudo perdido.

E essa sensação só piorou quando eu analisei o homem com um sorriso cínico que comandava toda essa cena de horror. Eu sentia seus olhos amarelos me queimarem, as mãos cruzadas sobre o peito. O cabelo preto e o porte musculoso eram um conjunto assustador, causavam agonia a quem olhasse-o.

Observei ao meu redor, agentes inconscientes no chão, sendo mantido de refém por criminosos fardados com o uniforme do CHB. E tudo ficou claro. Traição.

Eu fechei os olhos desesperada, buscando uma saída, mas os abri assim que o homem pigarreou e todos os gritos, lamentos e xingamentos cessaram.

─ Sejam bem vindos, meus queridos! ─ Ele abriu os braços, sarcástico. ─ Eu sou Cronos e vou tornar essa noite inesquecível.

O que restava do meu mundo virou pó quando vi o moreno dos olhos verdes parar ao lado de Cronos.

─ Que bom que se juntou a nós, Percy.

Notas finais
É isso, aí, capítulo curto, porém eu amei, tá cheio de coisas acontecendo e.e Quero saber o que vocês acharam! Beijim Ob.: Capítulo não revisado