Notas iniciais
Como vão, My Cupcakes?
Nome do capítulo nada a ver, mas ok '-'
Chente, era pra ter postado ontem à tarde, mas eu quase morri (sem brincadeiras, quase morri mesmo. Isso é sério tá?), então não consegui postar. Mãs como eu sou muito boazinha -sqn, e amo vocês -ever, vou estender a maratona até terça-feira ^^
Todos comemorando!!!
Mãs, só se vocês forem lecais e eu gostar dos comentário u.u
Boa Leitura!
P.S: Esse capítulo está um lixo, mas ok...

Muito bem, em menos de 24 horas, a minha vida tinha virado de ponta cabeça. Tanto que agora eu estava no apartamento de meu vizinho, dividindo pizza fria e um copo de leite com Percy, enquanto ríamos de alguma piada idiota que ele havia contado.

Enquanto ele arrumava um lugar naquela bagunça, eu corri até o meu apartamento, coloquei uma calça, velha e desbotada, e peguei o resto da pizza fria que eu havia deixado na mesa. Quando voltei ao seu apartamento, achei que Percy tivesse colocado uma camisa, mas ele parecia muito a vontade sem ela. Bom, eu é que não iria reclamar...

Percy insistiu para que nós juntássemos nossas “refeições”, como um pedido de desculpas por ter me causado aquele incômodo no apartamento. Então, acabamos sentados de pernas cruzadas num canto limpo da sala pequena e aconchegante, pintada em vários tons de azul, ao lado de uma grande janela aberta para que o sol pudesse aquecer minhas costas. Os cabelos negros e desgrenhados de Percy oscilavam na leve brisa que inundava o apartamento.

─ E então, você se mudou faz pouco tempo não é? Já conseguiu se adaptar ao prédio? ─ Eu perguntei a ele, numa tentativa de eliminar o silêncio constrangedor que pairava entre nós, deixando o ar mais denso.

Pra minha surpresa, ele se engasgou com o copo de leite e começou a gargalhar como uma criança assistindo desenho animado. Fechei a cara. Não tinha nada de engraçado na minha pergunta, eu só quis ser gentil, puxando assunto.

─ O que foi? Estou com nariz de palhaço por um acaso, pra você ficar rindo desse jeito? ─ Disse, com os braços cruzados, e a irritação perceptível em meu tom de voz.

─ Annabeth. ─ Chamou-me, tentando não rir. Seus olhos verde-mar captaram meu olhar cinzento e eu pude ver a eletricidade percorrê-los, em harmonia com o tom divertido que emanava de sua voz contida. ─Eu moro aqui há 5 anos!

Dessa vez, ele riu descaradamente. Senti meu semblante se transformar em uma expressão de constrangimento, encarei o chão e minhas bochechas arderam com o rubor que tomava conta delas. Não acredito que moro aqui há 4 anos e nunca reparei nessa beldade grega morando na porta ao lado. Definitivamente, preciso trabalhar menos. Sem me dar por vencida, ergui a cabeça e sustentei seu olhar:

─ Desculpa, O.K.? Mas algumas pessoas trabalham, caso você não saiba. Eu não tenho tempo de ficar bisbilhotando a vida dos meus vizinhos. ─ Quando ele parou de rir abruptamente, soube que tinha recuperado, pelos menos um pouco, de minha moral, já baixa.

─ Ei! Eu não fico bisbilhotando a vida dos meus vizinhos... E, pro seu governo, eu trabalho sim, O.K? Sou professor de Literatura. Mas estamos em período de Férias Escolares. ─ Ele disse isso fingindo indignação, fazendo um biquinho e cruzando os braços sobre o peito, numa tentativa de me imitar.

Ri de sua infantilidade e ele me acompanhou.

─ Tudo bem. ─ Disse quando paramos de rir e retomamos o fôlego. ─ O que é que um professor de Literatura estava fazendo num bar velho e fedorento às 6h00min. da manhã? Contando carneirinhos? ─ Fuzilei-o com o olhar. Depois dessa, eu tinha levantado minha moral toda novamente.

─ Você sabe como é difícil morar sozinho? Eu preciso me distrair, então eu vou nesse barzinho e fico um tempo por lá, relaxando. Mas é só quando eu não estou dando aulas. ─ Ele disse isso com o semblante carregado, como se sua vida dependesse de eu acreditar em suas palavras ou não. Resolvi dar uma chance a ele. ─ Mas o que uma agente do CHB estava fazendo lá, hein? ─ Ele rebateu, convencido de que com essa ele ganharia a disputa imaginária da qual participávamos.

─ Fui buscar minha amiga. Ela teve alguns problemas e eu fui até lá ajudá-la. ─ A expressão vitoriosa em meu rosto acabou com as esperanças que seu olhara ainda sustentava.

Seus olhar cor de turmalina. Me perdi dentro deles, em meio aos traços escuros que conduziam a profundos abismos negros, de onde eu podia ver milhares de gotas de sofrimento fragmentadas, tendo escapar daquele tormento que chegava a dilacerar meu coração de tão doloroso. Menos quando ele ria. Quando Percy ria, era um riso doce e despreocupado que conseguia juntar a massa disforme de dor e sofrimento no fundo de seus olhos em um calor delicioso e aconchegante. Seu riso era tão harmônico que era impossível não acompanhá-lo.

Quando dei por mim, eu estava perdida naquele olhar verde-mar, e Percy me encarava de volta, curioso com a intensidade com que eu o analisava. Seu rosto havia se aproximado de meu, tanto que eu podia sentir o pequenos espaço entre nós carregado de ar denso, sua respiração em meu pescoço desprotegido, já podia sentir o atrito entre nossos narizes. Quando mirei em seus olhos, eles passeavam por cada curva de meu rosto tentando memorizá-lo. Eu via a satisfação em seu semblante enquanto o olhar voraz dançava pelos traços de minha face.

Mas foi quando seus olhos encontraram os meus que eu senti algo dentro de mim gritar por ele. Do mesmo modo como eu o havia estudado e descoberto, ela agora o fazia, totalmente concentrado em desbravar meu olhar cinzento, revelando meus segredos mais ocultos.

De repente, ele se afastou abruptamente de mim, tomando um longo gole de leite, que o deixou com um charmoso bigode branco. Ri e me aproximei de seu rosto, limpando com o polegar o seu lábio superior, cheio de espuma de leite. Quando minha pele roçou a sua, macia e quente, senti um arrepio de calor percorrer meu ser. Sorri em satisfação ao ver os pelos de seu pescoço se arrepiarem ante meu toque.

Ele sorriu pra mim e eu senti meu mundo rodar. Os dentes brancos contrastavam com a pele dourada, perfeitamente alinhados, distorcendo os lábios cheios numa graciosa curva, fazendo meu corpo e minha alma se separarem em dois, o calor que emanava daquele sorriso lindo me deixou sem fôlego. Era um sorriso sincero e radiante, que combinava com sua personalidade gentil e reservada, e com seus olhos cor de mar, que ficavam com aquele brilho intenso quando ele sorria.

Retribui o sorriso numa tentativa falha de demonstrar indiferença. O fato é que, em tão pouco tempo, ele já conseguia exercer um magnetismo inacreditável sobre mim. Eu precisa olhar para seus olhos pra saber que o mundo era bonito. Eu precisava de seu sorriso pra saber como o Sol é quente. Uma vez eu prometi que nunca mais eu iria me apaixonar novamente. Com Percy não seria diferente, eu tinha que me libertar dessa atração antes que eu me visse envolvida pelas teias do amor e da paixão. Mas era tão difícil com ele tão perto de mim, sempre gentil e carinhoso. “Não Annabeth, você não pode deixar isso acontecer outra vez. Não depois do que você passou.”

Assim, com todas essas duvidas pululando em minha mente, continuamos conversando.

Ele me falou sobre sua família, disse que sempre morou com a mãe, uma pessoa doce e gentil, uma escritora em início de carreira, e que quando ela decidiu mudar-se par Washington DC, ele optou por ficar em NY mesmo. Disse que nunca conheceu o pai, mas preferiu guardar o nome dele para si mesmo, decisão que eu respeitei. Percy tem um irmão mais velho chamado Tyson, ele é casado com uma garota muito bonita chamada Ella e tem uma filha, Liesel. Tyson é biólogo marinho, Ella, professora de jardim de infância. Liesel tem 4 anos.

Em troca, eu contei a ele sobre minha mãe, meu pai, como eu fiz as provas do CHB, e como foi o período de treinamento no Instituto. Contei sobre Thalia, e algumas das nossas primeiras missões. Mas deixei de fora a minha experiência em Londres. Não estava tão confiante assim para contar isso ainda. Percy era um bom ouvinte, rindo nos momentos certos e fazendo perguntas... Bem, um tanto quanto óbvias...

Percebi que ele era muito inteligente, mas tinha uns probleminhas para associar os fatos. Mas ainda era muito lindo.

Quando perguntei o porquê dele se surpreender quando eu disse que era uma agente do CHB, ele sorriu e disse:

─ Ah, todo mundo conhece e tem medo do CHB. Imagine, Annabeth Chase, a principal agente do Instituto na porta da minha casa? Não é pouca coisa, o susto foi uma reação normal. Além disso, eu tinha lido uma reportagem que falava sobre você, eu conheço sua reputação... ─ Ele disse isso, fingindo medo.

Quando dei por mim, nós já havíamos pegado esfregões e pincéis e pintávamos e limpávamos aquela bagunça que Percy chamava de apartamento. Então nós conversamos, rimos e cantamos como se fôssemos velhos amigos de infância. Até que percebi algo um tanto quanto curioso naquele apartamento.

─ Percy? ─ Chamei-o. ─ Por que tanto azul? ─ Ele desatou a rir. Mas é sério. As paredes eram azuis, os armários da cozinha eram brancos com detalhes azuis, o tapete na sacada era azul, a luminária era azul, as almofadas eram azuis, deuses, até os biscoitos na mesa da cozinha, que tinha uma toalha azul, eram azuis!

─O lance do azul era uma brincadeira entre minha mãe e eu. ─ Ele tentou me explicar depois que recuperou o fôlego. ─ Ela já tentou se casar outra vez, mas o cara era gordo, fedorento e explorador. Aí uma vez ele disse que comida azul era uma coisa impossível. Como minha mãe adora cozinhar, passou a fazer todos os pratos em que era possível usar corante azul na comida. A partir desse dia, azul passou a ser minha cor favorita. Antes que você me pergunte o que aconteceu com ele, ele morreu alguns meses depois disso. ─ Ele me explicou com aquele brilho divertido que eu raramente via em seu olhar.

─ Sinto muito, Percy. ─ Eu disse, solidária e culpada por ter tocado nesse assunto.

─ Não tem problema ─ Ele se apressou em dizer. ─ Nós não nos dávamos muito bem. ─ Ele sorriu condescendente.

Depois disso, tudo sobre o que conversamos foram algumas experiências em sala de aula dele, filmes, músicas e livros. Quando dei por mim, o céu já estava escuro e pontilhado por estrelas. Me assustei e conferi as horas no relógio de pulso de Percy. 23h04min. Putz.

─ Deuses, olha a hora! Percy eu preciso ir, amanhã tenho que acordar cedo e ir pro Instituto. ─ Eu disse, já recolhendo o material de limpeza e me dirigindo para a saída.

Mas no meio do caminho, Percy saiu correndo na minha frente e parou na porta, bloqueando-a.

─ Mas você não me disse que estava uns dias de folga? ─ Sua expressão era triste e desapontada. Que bonitinho.

─ Sim, mas aquilo é o CHB! Nunca se sabe o dia de amanhã. ─ Cortei-o antes que fosse longe demais. ─ Boa noite, Percy, estou exausta e preciso mesmo acordar cedo amanhã. ─ sorri pra ele enquanto Percy abria a porta. Mas ele não me deixou sair. Ele me prendeu num gigantesco abraço de urso, enquanto falava em meu ouvido:

─Obrigada pela ajuda, Sabidinha. Como forma de agradecimento. ─ Ele deixou um beijo carinhoso em minha bochecha, depois me entregou o pote de biscoitos azuis que estavam em cima da mesa.

Ele sorriu pra mim e eu retribui o sorriso. Caminhei lentamente em direção ao meu apartamento, tomei uma banho quente e demorado, em seguida pedi comida italiana para o jantar já que não tinha ido ao supermercado como planejava.

Enquanto eu pegava sono, ainda podia sentir o calor percorrer minha pele, vindo do lugar onde seus lábios haviam me tocado. Algo dentro de mim me deixava confusa. Uma coisa nova que eu nunca tinha sentido antes.

--X--

─ Quais são as novidades, Leo? ─ Perguntei, assim que entrei pela porta do laboratório onde Leo e Bianca trabalhavam numa mesa ali perto, e Apolo, Pipper e Clarisse usavam uma mesa no canto oposto da sala, examinando alguns papéis.

─ Acho que descobrimos o qual é a mensagem dos símbolos no corpo de Luke. ─ Começou Leo. Ele estava mais abatido do que eu me lembrava. Seu semblante estava carregado de exaustão, as olheiras profundas contrastando com seus cachos alegres.

─ O alfa e o peixe formam, mais ou menos, essa frase: “ O início de uma nova vida”. Eu sei, não faz sentido nenhum. ─ Completou Bianca. Ela estava ainda pior que o Leo, se fosse possível. Os olhos quentes assumiam uma postura cansada em seu rosto com formato de coração, emoldurado pelos, antes sempre impecáveis cabelos negros, brilhantes e sedosos, agora desgrenhados e sem vida, descendo em uma cascata lamentável até o meio de suas costas.

Era uma possibilidade fraca, mas era o nosso melhor palpite, tínhamos que nos agarrar nessa a essa descoberta.

─”O início de uma nova vida”? Isso está ficando cada vez mais complicado... ─ Suspirei. ─ Mas e o símbolo de risco biológico? Onde se encaixa nisso tudo? ─ Perguntei, me permitindo uma pontinha de esperança.

─ O símbolo de risco biológico era, na verdade, um aviso. Na autópsia encontrei o modus operandi pelo qual ele foi morto. ─ Apolo falava enquanto caminhava na nossa direção. Então se jogou numa poltrona e eu pude perceber a frustração e a exaustão que o rodeavam, o semblante carregado e cinzento.

─ Mas como assim? Luke foi morto a facadas, não é mesmo? ─Retruquei, me lembrando das três marcas que imitavam garras, rasgando seu peito transversalmente.

─ Nós também achamos que fosse. ─ Suspirou Apolo. Pipper, que vinha logo atrás, jogou uma pilha de papéis para mim. Eu examinei-os, algumas coisas eu entendia, mas outras eram hieróglifos aos meus olhos. ─ Ele foi morto à Radiação Gama.

─ O quê? Como assim, Radiação Gama? Ela não é benéfica? Quer dizer, é usada pra tirar Raios-X, esterilizar aparelhos ortodônticos, na indústria alimentícia pra acabar com as bactérias presentes nos alimentos e aumentar o tempo de vida deles, não é mesmo? ─ Minha voz tinha uma pontada de descrença quando falei isso.

─ Annabeth, os Raios Gama têm sim nos ajudado muito. Mas toda moeda tem dois lados, não é mesmo? Por exemplo, toda vez que você vai fazer um Raio-X, você não precisa usar um colete de chumbo antes de entrar na sala, que fica totalmente vazia? ─ Assenti, concordando. ─ Esse colete serve para evitar que o excesso de Radiação Gama atinja o núcleo de suas células. Caso contrário, você explodiria instantaneamente. ─ Meus olhos se arregalaram, quando ele disse isso.

─ Mas poderia ser pior, não é mesmo? ─ Retrucou Leo, do outro lado da sala. Todos o encararam. O que poderia ser pior do que entrar em combustão instantânea? ─ Você poderia virar o Hulk.

O ignoramos.

─ O fato é, que uma única explosão de Raios Gama, que dura apenas alguns segundos, é tão poderosa quanto a quantidade de radiação liberada pelo Sol em toda a sua existência. Cerca de 10 bilhões de anos. ─ Clarisse assobiou baixinho no canto da mesa. ─ Já se esqueceu das bombas atômicas, Annabeth? Elas usam os Raios Gama como matéria base.

É, eu tinha me esquecido desse pequeno detalhe...

─ O.K. Mas como é que Luke foi morto por Radiação Gama? ─ Pipper perguntou, o que, confesso, também me intrigava.

─ A própria Annabeth disse onde! ─ Apolo afirmou e todos me olharam, confusos e eu retribui o sentimento. ─ Em um consultório odontológico, empresas alimentícias, consultórios médicos. Poderia ser em qualquer um desses lugares. ─ Ele continuou, desanimado.

─ Então, o que você sugere que façamos? Procuremos em cada um desses lugares existente aqui na cidade? ─ A voz de Clarisse possuía um timbre irônico quando ela disse isso.

─ É a única coisa que podemos fazer. ─ Lamentou Apolo. ─ Sem descobrirmos o local onde ele foi morto, não podemos fazer nada.

O desânimo percorreu o laboratório, o silêncio tornou-se pesado enquanto digeríamos essas palavras. Todo esse trabalho e abamos voltando pra estaca zero. Mas nesse momento, Nico escancarou as portas e anunciou com a voz grave, pontuada pela exaustão evidente em todos ali dentro:

─ Já falei com Quíron. Ele vai destacar equipes para examinarem cada local de New York que utiliza Radiação Gama. Até mesmo os laboratórios clandestinos.

─ Mas isso pode levar dias! ─ Bianca exclamou, visivelmente derrotada. Semanas, meses, nunca vamos conseguir as respostas a tempo.

─ E, enquanto estamos aqui, empacados, o assassino pode estar planejando novos homicídios. A mensagem que deciframos, se estiver correta, diz que esse foi só o começo. ─ Lembrou Pipper.

─ Haviam digitais no corpo? ─ Perguntei, esperançosa outra vez.

─ Nada. Provavelmente o assassino usou luvas. ─ Novamente Apolo respondeu desanimado.

Uma nova onda de desânimo se abateu sobre nós. Pipper estava certa, não tínhamos com o que trabalhar, as informações que descobrimos de nada nos valiam agora. Comecei a folhear os papéis em minhas mãos só pra ter com o que me distrair. Até que um ponto fugaz de cor chamou minha atenção. A foto o peito de Luke, com os três rasgos que começavam em seu ombro direito, descendo até o final das costelas. Os cortes eram simétricos e pareciam ter uma precisão calculada. Quase sugeriam padrões.

─ E os cortes no peito de Luke? Foram feitos com o que? ─ Perguntei e Leo me respondeu:

─ Com uma faca grande, provavelmente de carne.

─ Mas não foi isso que o matou, como eu já disse. ─ Interrompeu Apolo. ─ Os cortes foram feitos para torturar. São superficiais e delicados, e foram feitos antes dele morrer, já que os mesmos contêm pus.

─ Quem é que teria motivos para torturar Luke antes de matá-lo. Ainda mais com tanta precisão, usando uma faca de carne? ─ Deixei minhas palavras pairarem ali dentro enquanto todos prestavam atenção em mim. ─ Luke estuprava mulheres. Ele pode ter sido morto por vingança, não é mesmo?

─ Mas o corpo foi encontrado num galpão abandonado, uma mulher nunca teria força suficiente para carregá-lo pra lá sozinha. ─ Ponderou Clarisse.

─ Mas ela pode ter recebido ajuda de um homem. ─ Rebateu Nico.

─ Quem ajudaria num assassinato? ─ Retrucou Pipper.

─ O pai, o irmão, o marido, namorado, amigo. ─ Respondi. ─ Motivos é o que não faltam.

─ A mulher deve ser médica ou dentista, o que explica os resquícios de látex que eu encontrei na pele de Luke. ─ Continuou Apolo.

─ Bom, isso reduz os locais que teremos que procurar, não é mesmo? ─ Perguntei, hesitante.

─ É um tiro no escuro. ─ A voz de Clarisse era carregada de convicção.

─ Mas é nossa melhor chance. ─ Finalizou Bianca.

Nesse momento, a porta se abriu e Afrodite entrou, impecável em seu vestido azul marinho, de corte reto, valorizando suas curvas perfeitas e contrastando com seus olhos azuis cristalinos. A cor do vestido dela me trouxe uma lembrança doce: Percy. “Controle-se Annabeth! Lembre-se de sua promessa.” Atrás dela, vinha uma moça muito bonita.

─ Annabeth, querida! ─ Ela se aproximou de mim, me abraçando carinhosamente. ─ Não sabia que estava aqui. ─ Disse quando me soltou. ─ Bom, pessoal, Zeus me mandou aqui para apresentar a vocês a sua nova colega de trabalho. Ele me pediu pessoalmente para que a colocasse no caso Luke Castellan, depois que recebeu uma recomendação por telefone do diretor da CIA, onde ela trabalhava antes. Essa é Silena Bearegard. ─ Ela indicou a moça atrás de si. ─ Ela er aagente da CIA e se submeteu às provas e treinamentos do CHB, alcançando resultados excepcionalmente bons. Silena é especialista em decodificação. Espero que vocês consigam se dar bem juntos.

Ela deixou a sala, e eu notei a mulher exuberante que trabalharia conosco. Silena era alta, com corpo escultural, a pele perfeita, os olhos azuis impactantes, a boca carnuda, de um vermelho natural, emoldurados por uma espessa cascata de cabelos negros como breu, que desciam até a base de suas costas. Eu me senti uma mendiga perto dela.

─ Como vão? Espero me adaptar bem ao CHB. ─ Quando Silena falou, eu soube que tinha acabado de ouvir o coro dos anjos celestiais.

“A quem você quer enganar, Annabeth? Esse é o tipo de mulher certa para Percy Jackson. Guarde suas esperanças inúteis pra você, perto dela você é uma cadela de beco pulguenta.”

-- X--

Sai do elevador de meu prédio cambaleando sob o peso dos enormes pacotes pardos, empilhados desajeitadamente em meus braços. Caminhei olhando para o chão, já que a pilha de pacotes tampava minha visão.

Como ontem a noite meus planos de ir ao supermercado haviam ido por água a baixo, resolvi passar hoje depois que saísse do Instituto, já que novamente estaríamos esperando por novas respostas para continuar a trabalhar no caso. Leo, Bianca, Pipper e Apolo estavam de folga até segunda ordem. Clarisse, Silena e Nico teriam que se virar sozinhos por enquanto, analisando as fotos, diferentes facas e padrões pra tentar pegar algo que havíamos deixado escapar.

Um riso suave perto de meu ouvido, me trouxe de volta de meus devaneios, e eu senti alguns sacos de papel pardo deixarem meus braços, desimpedindo minha visão e revelando Percy, sorridente e com os cabelos desgrenhados de sempre, metido num elegante casaco de caxemira azul marinho, calça jeans preta e tênis combinando. Parecia pronto para ir à uma balada adolescente ou alguém que tinha acabado de sair de uma almoço em família.

─ Eu te ajudo com isso. Como forma de agradecimento por ter me dado uma ontem no meu apartamento. ─ Ele sorriu e eu retribui, o conduzindo até meu apartamento.

Quando entramos, ele colocou os pacotes na mesa da cozinha e eu fui até meu quarto, tirar os sapatos, o casaco e lavra meu roto, prendendo o cabelo num rabo de cavalo alto. Uma rápida olhada no espelho me fez concluir que minha aparência estava aceitável, mas eu precisaria dar um jeito no meu cabelo depois.

Ao chegar na cozinha, notei que Percy não estava mais lá. “Será que ele já foi pra casa?” pensei. Chamei-o e ele respondeu, sua voz vindo da sala. Encontrei-o largado no sofá, com o controle da TV na mão, assistindo desenho animado, os sapatos em cantos opostos da sala.

─ Gostei do sofá. ─ Ele sorriu sarcástico pra mim. O sofá era azul.

─ O que você pensa que está fazendo? ─ Repreendi-o falsamente zangada. Ele riu, desligou a TV e colocou os sapatos novamente.

─ Você demorou demais, eu estava só olhando, mas a espera me cansou. ─ A expressão contida revelou culpa. Me senti mau por isso.

─ Não tem problema. ─ Sorri, só pra ter o prazer de vê-lo retribuir o sorriso. ─ E eu não demorei!

─ Ah, nem vem, eu não vou discutir com você por causa disso. Tenho uma coisa mais importante pra fazer. ─ Ele me seguiu até a cozinha, onde eu estava organizando as compras.

─ O que é? ─ Perguntei curiosa.

─ Quero te fazer um convite. ─ Parei o que estava fazendo e encarei sua expressão pretensiosa. ─ Quer ir ao circo comigo e minha sobrinha, Liesel?

Notas finais
Eu sei '-'
Esse final ficou uma m***@
Mas ok...
Desculpem os errinhos bobos, não revisei o capítulo, qualquer coisa, me avisem ;)
Vou tentar postar o próximo de madrugada.
Alguém aí curte Dan Brown?
Agora que a fic cresceu, quero perguntar: Vocês são filhos de quem? *-*
Não me deixem no vácuo .-.
Beijim *-*