Is Prohibited

15 Lembranças - Bônus Percy


Notas iniciais
Hey meus amores :3 Bem, só queria avisar que não vou mais fazer a maratona, porque eu acho que vocês não colaboram muito sendo fantasminhas... Esse capítulo é o bônus de 100 comentários, ok? Quem sabe amanhã eu poste outro ;) Boa Leitura!

POV PERCY

Olhei para o relógio mais uma vez.

03h02

O monitor digital piscava insistente uma luz verde com os números estampados. Suspirei frustrado e caminhei pela casa mais uma vez. Annabeth ainda estava no Instituto e eu havia chegado da sede da facção há 15 minutos. A cena que presenciei, Silena quase sendo morta, mexeu comigo de um jeito desagradavelmente incômodo.

Me fez lembrar da manhã do dia anterior. Minha mente remoia a cena vezes sem conta...

FLASHBACK ON:

Cheguei ao tal galpão ofegante e cansado, procurando desesperadamente por ela antes que o Instituto chegasse. Dan havia me dito que ela trapaceou no Ciclo da Morte, nos traiu, e que conseguiu avisá-los.

Se a vadia conseguisse estragar nossos planos, ele ficaria furioso e eu tinha certeza de que tudo acabaria sobrando para Annabeth.

E então eu vi. Correndo pelo galpão em busca de uma saída, vendo que isso era impossível.

Rapidamente, segui em sua direção, me escondendo atrás das máquinas velhas, observando seus movimentos, enquanto acreditava que ainda tinha chance de fuga. Vi um celular jogado no chão, alguns metros próximo a mim. Uma rápida olhada revelou o corpo que dava início ao Ciclo da Morte. Mas ele estava manchado, maculado como ele diria.

Caminhei calmamente até o celular. Os soldados de apoio trancavam todas as saídas, não tinha como dar errado. Mesmo que o Instituto chegasse, não nos notariam, pois estávamos disfarçados como meros civis e escondidos em pontos estratégicos, prontos para acabar com tudo caso alguma coisa desse errado.

Retornei novamente minha atenção para o aparelho que agora se encontrava em minhas mãos. Percebi que a tela de chamadas ainda estava ativada, mostrando que o último número discado estava salvo no telefone como Instituto.

─ Quanta audácia. ─ Minha voz saiu calma e baixa, em resposta, seu grito foi agudo e assustado. Ri enquanto novamente o alvo se debatia em busca de fuga.

Eu poderia manipular tudo para que parecesse somente um homicídio duplo, isso seria perfeito, sem suspeitas e sem levantar desconfianças. Ativei minha Beretta 92, a pistola italiana fora modificada na facção: um silenciador a deixava perfeita para serviços rápidos e sem sujeira.

Mas isso era só por precaução.

─ E então? Achou que poderia brincar com ele? O enganá-lo? ─ Ri sem humor, apenas para assustá-la. Comecei a caminhar em sua direção. ─ Não pode. Ele sabe de tudo. ─ Agora, poucos centímetros nos separavam. Suas costas prensadas contra uma esteira velha de produção.

Arquejos incontáveis deixavam seus lábios ressecados, a pela pálida e o suor escorria por sua testa.

Pavor.

Eu não pensei. Somente fechei os olhos, sabendo que me arrependeria disso depois. Que os pesadelos seriam constantes e as noites sem dormir mais frequentes que de costume. Eles nunca me deixam. Os fantasmas sempre voltam.

Ela gritou quando minhas mãos envolveram seu pescoço pálido e frágil. Eu senti sua dor refletida na minha tive vontade de acompanhá-la em seu último manifesto pela vida. Depois de longos minutos de tortura eu senti sua respiração ceder e suas cordas vocais esmorecerem.

Quando eu abri os olhos, seu corpo despencou em meus braços, e em seu pescoço marcas roxas horríveis entregavam o mostro que habitava em mim.

Rapidamente, comecei a retirar suas roupas, me recordando da última vez em que fiz aquilo em Rachel, onde eu buscava somente o prazer.

Tentei não pensar em como a garota loira por quem eu estava fascinado reagiria quando soubesse o que eu fiz. Tentei não pensar no desprezo que tomaria conta dos seus olhos. Tentei não pensar em como ela evitaria meu toque. Tentei não pensar na única coisa que eu receberia dela: nojo.

Balancei minha cabeça, meu cérebro confuso demais, como se eu pudesse expulsar esses pensamentos incômodos de minha mente e me concentrar no serviço que eu deveria fazer.

Em poucos minutos, Rachel estava inconsciente e nua, pronta para a descarga de radiação gama.

─ Os abutres invadiram. ─ A voz chiada saindo do rádio me fez pular de susto, meu coração batendo três vezes mais rápido do que o normal. ─ Repito, os abutres invadiram. Abortar operação. ─ O rádio se calou e no silêncio do galpão conseguia ouvir o martelar frenético de meu coração, marcando os segundo antes que eu fosse pego.

Agradeci mentalmente por ter pegado a Beretta italiana e mirei em sua testa, evitando olhar muito para seu rosto, somente encarando o emaranhado ruivo de seu cabelo, no topo da cabeça. Mas aí me lembrei do sangue, da bala que ficaria presa em seu crânio e da pólvora que cairia no chão. Por mais que a arma estivesse com um silenciador, se os agentes do Instituto estiverem próximos o bastante ouviriam o disparo.

─ Filha da Puta! ─ Xinguei e me levantei. Eu tinha somente alguns segundos. Meu cérebro hiperativo imediatamente entrou em ação e meus olhos caíram sobre a bolsa de Rachel próxima a uma das máquinas de trituração. Corri para lá, agradecendo outra vez seja lá quem fosse, pois se eu não tivesse visto a bolsa, o Instituto a acharia e por mais que Rachel estivesse morta, o objeto nos entregaria e tudo o esforço seria em vão.

Assim que estava com a mala na mão, revirei-a em busca de algo que pudesse me ajudar a matá-la, pois uma rápida conferida em sua pulsação confirmou-me que ela estava viva. Uma seringa com veneno me chamou atenção. Dentro da facção Rachel era conhecida como A Feiticeira de Fogo, pois ela era a melhor em termos de veneno e seus cabelos ruivos nos lembravam o fogo: incontrolável e rebelde.

Rapidamente, ergui sua cabeça posicionando a ampola na base de sua nuca e injetei todo o conteúdo de uma só vez. Imediatamente, sua respiração ficou falha e seu coração bateu mais rápido, parando abruptamente por alguns segundo, voltando a bater, com uma frequência cada vez menor.

Ouvi a porta do galpão ser aberta com violência e senti minhas pernas virarem manteiga, minhas mãos gelarem, meu coração falhar e todo o meu corpo ser percorrido por um arrepio. Sem nem pensar direito, corri para os fundos, escalando a pilha de entulhos que barrava o portão dos fundos. Eu subia agilmente, mas tomando cuidado para não fazer nenhum barulho muito chamativo, pois eu via os agentes se espalhando pelo galpão e uma equipe principal ir correndo em direção ao corpo de Zoë. Me foquei nas janelas que ficavam próximas ao teto, cujas grades já haviam sido depravadas há tempos.

Mas antes de pular para fora, me virei mais uma vez para toda a agitação que ficava dentro do galpão. Vi alguém chorando sobre o corpo de Zoë e percebi que era aquela amiga da Annabeth que Grover estava vigiando, Thalia eu acho. Mas meu coração falhou mesmo quando eu vi um lampejo dourado se juntando à morena no chão. Era Annabeth.

Minha alma pareceu sair do corpo quando a vi ali. De repente, todos os meus fantasmas pessoais começaram a brincar com minha mente, me lembrando te todos os erros que eu cometi. Eu me senti um pedaço carne podre.

Antes que eles tomassem conta de mim, eu corri. Corri durante um longo tempo. Corri pra longe dali, somente querendo um lugar onde eu pudesse ficar em paz.

Desliguei meu celular e quebrei o rádio comunicador. Corri até não poder mais, sem prestar atenção para onde minhas pernas me levavam.

Quando meus pulmões começaram a queimar e minhas pernas fraquejaram, comecei a prestar atenção no caminho. Era a periferia da cidade, um beco fedido e sujo. E eu conhecia esse lugar.

Caminhei até o conhecido prédio, entrando pelos fundos, saindo no porão. Me lembrei de quando éramos crianças e Tyson e eu brincávamos ali. Naquela época éramos inocentes demais para nos metermos nos negócios da família. Só queríamos fugir das brigas entre nossos pais, só queríamos ter uma infância. Com um sorriso me lembrei de quando eu tinha treze anos e de quando tentei fugir de casa, mas Chloe me impediu quando eu já havia cruzado toda a Chicago, me forçando a voltar pra casa.

Eu a havia trazido para este mesmo porão desse prédio velho. E foi aqui que eu e ela nos beijamos pela primeira vez. A paixão infantil que durou até os quinze anos.

Nunca imaginei que eu era feliz naquela época, mesmo com meus pais brigando o tempo todo. Eu tinha Tyson sempre do meu lado. Eu tinha Chloe comigo. Eu tive uma infância conturbada, mas pelo eu tive uma.

Mas quando eu fiz quinze anos... eu conheci o inferno. Tyson havia entrado pra faculdade. E eu estava sozinho com Chloe e minha mãe. Meu pai se afastava cada vez mais e eu a via sofrer.

Maldita foi a hora em que fui pedir ajuda àquele monstro que hoje comanda minha vida. Eu acabei com minha vida. Ele matou minha mãe, ameaçou meu irmão e Chloe. Eu fiquei sem saída. Fiquei a mercê dele, não pude resisti. Eu lembro que aquela foi a última vez em que chorei, quando terminei tudo com Chloe, logo depois do velório da minha mãe. Me mudei com ele para NY e comecei a me transformar nesse monstro horrendo.

Me transformei em algo que vou odiar até meu último suspiro.

FLASHBACK OFF

Minha mente voltou para o presente e eu suspirei, me lembrando outra vez de Chloe.

Eu a amei muito. Ela foi minha melhor amiga, minha primeira namorada, minha primeira paixão. Ela era a única coisa boa que eu tinha lá em Chicago.

Mas agora eu tenho Annabeth. Grover tem razão. Não é só fascino que eu sinto por ela. Eu estou apaixonado por Annabeth. Ela é a única coisa boa em minha vida, e agora eu estraguei tudo!

Seria tão mais fácil se eu não gostasse dela. Mas tudo tem que ser complicado para Percy Jackson. Eu botei a vida dela e risco e agora eu não sei o que fazer pra consertar isso.

Eu não consigo entender o que aconteceu comigo. Eu estou totalmente dependente dela. Se ele a matar... Eu não sei o que vai ser da minha vida. Eu não vou aguentar sofrer mais uma perda por causa dele. Juro que não vou responder por mim quando Annabeth estiver morta.

Talvez eu não possa impedir que ela morra, mas tenho certeza de que vou fazer de tudo para que ela seja feliz nesse pouco tempo de vida que nós temos. Sim nós.

Eu vou fazer de tudo para que Annabeth seja feliz, vou fazer tudo o que eu puder para que ele mude de ideia. Mas se eu não conseguir, tenho certeza de que ele não vai perdoar minha reação.

Vai ser fatal, tanto para mim quanto para ela.

Notas finais
E aí? É ficou curtinho :p Ushauhsuahushau Bom, se eu não postar amanhã, desejo a todos um FELIZ ANO NOVO *U* Um ótimo 2014 para todos vocês meus amores, leitores lindos :3