Is Prohibited

16 Droga Alucinógena


Notas iniciais
Hey, amores :3 Eu era pra ter postado essa capítulo segunda, mas minha internet deu piti '-' E ontem eu não pude porque estive o dia todo fora, fazendo curso. Sim passei meu sábado estudando. E hoje eu vou outra vez a tarde, e ao invés de estar descansando estou aqui, postando par vocês u.u Me amem u.u SQN aushuahsuahushauhsu Enfim, não sei quando vou postar o próximo porque esse curso vai durar a semana toda :/ Mas assim que puder, o capítulo sai ;) Ah, eu postei uma fic nova, link nas notas finais u.u Boa Leitura!

POV ANNABETH

─ Ei! Hora de acordar princesa! ─ O sussurro rouco de sua voz em meu ouvido me fez sorrir. Senti os braços de Percy presos fortemente em minha cintura. Quando ele percebeu meu sorriso, deu um beijo delicadamente carinhoso no topo da minha cabeça. Eu me virei em seus braços, ficando de frente para ele, deixando nossos olhos na mesma altura. Ele sorriu e eu não pude deixar de fazer o mesmo ao ver aquele gesto carregado de uma expectativa infantil, mesmo eu não entendendo o porquê. ─ Bom dia. ─ Ele beijou meu nariz e eu ri.

O empurrei na cama, ficando por cima dele e delicadamente rocei nossos lábios. Ele rosnou e nos virou outra vez na cama, e não foi tão delicado quanto eu no beijo: sua língua pediu passagem, urgente e ansiosa. Ele desceu os lábios quentes pelo meu pescoço me fazendo suspirar. E então, de repente, ele se levantou da cama e caminhou até o banheiro:

─ Você não vai conseguir me distrair. Vamos, levante que hoje é sua folga e temos que aproveitar não é? ─ ele piscou pra mim e sumiu dentro do banheiro.

Pude ouvi-lo rir quando rosnei contrariada por ele ter acabado o beijo antes mesmo que eu pudesse fazer o que queria.

─ Você sabe que acabou de quebrar uma tradição não é mesmo Perseu Jackson? ─ Eu gritei zangada.

─ Que tradição? ─ Ele gritou de volta e eu ouvi o barulho da água caindo quando ele ligou o chuveiro. Sorri maliciosa e me levantei da cama também indo até o banheiro, o mais silenciosamente que consegui.

Percy estava distraído em baixo do chuveiro e não percebeu que eu estava ali. Ele havia deixado o Box aberto, o que me fez delirar. A visão de Percy nu embaixo do chuveiro com uma meia ereção visível me fez ficar excitada imediatamente.

Retirei minha camisola, a jogando num canto e caminhei o mais silenciosamente que pude para dentro do box. Percy estava virado para a parede. O abracei por trás e coloquei minhas mãos em seu membro, o fazendo pular quando sentiu meu toque inesperado.

Eu ri e comecei a masturbá-lo lentamente. Sorri ainda mais satisfeita ao vê-lo se derreter em meus braços e gemer meu nome em uma perigosa advertência. Poucos minutos depois ele havia gozado em minhas mãos. Ele se virou para me encarar e eu lambi os dedos lambuzados de seu gozo na sua frente. Ele rosnou e me prensou contra a parede, o chuveiro aberto esquecido às nossas costas. Ri quando ele apertou minha cintura e mordiscou meu pescoço:

─ Que tradição? ─ Ele sussurrou em minha pele, descendo a boca para meus seios. Fechei os olhos apreciando a sensação e minha pele se arrepiou.

─ A de transarmos de manhã, logo depois de acordarmos. ─ Minha voz saiu entrecortada, pois a boca de Percy brincava em meu seio esquerdo, me fazendo ofegar.

Ele riu.

─ Ora, não seja por isso. ─ Ele disse voltando a me beijar, levando-me outra vez para debaixo do chuveiro.

E eu tive certeza de que nosso banho não acabaria tão cedo assim.

–-X--

─ Percy pra que tudo isso? Onde nós estamos indo? Ai eu odeio ficar curiosa! Parecemos dois adolescentes bobos fugindo dos pais para namorar no Central Park. Argh! Percy você acordou insuportavelmente chato hoje! ─ Cruzei meus braços, soltando sua mão, e fechando a cara. Percy riu, o que só aumentou meu bico.

─ E você nem está de TPM Annabeth! Acho que adolescente é um termo muito maduro para te descrever nesse momento. Você está parecendo uma criancinha fazendo birra. ─ Minha boca se abriu em um “O” enquanto ele falava. ─ Mas é a minha garotinha fazendo birra. ─ Ele me tascou um beijo e depois riu. Acabei sorrindo, estava ficando cada vez mais impossível eu ficar zangada com ele.

Percy capturou minha mão e beijo-a. E então recomeçamos a caminhar.

Depois que saímos do banho, ele foi até a cozinha e juntou tudo o que achava gostoso em minha velha cesta de piquenique. Bom, deu pra sacar o que ele queria fazer. Mas quando eu perguntei o motivo ele apenas sorriu e me ignorou. E fez o mesmo quando eu perguntei para onde íamos. Desisti das perguntas e acabei fingindo estar brava pra ver se ele me contava alguma coisa, mas não deu muito certo.

─ Então nós vamos mesmo fazer um piquenique o Central Park? ─ Eu perguntei rindo quando chegamos na entrada do parque e ele sorriu envergonhado. Não resisti e beijei sua bochecha o fazendo rir. Abracei-me mais a ele, que carregava a cesta em uma das mãos e com a outra contornou minha cintura.

Percy nos conduziu para um lugar onde havia poucas pessoas, era próximo a um lago. Nos sentamos e eu ajudei Percy a arrumar a comida e a toalha.

─ E então? ─ Eu perguntei a ele quando começamos a comer. ─ Vai me contar o por que disso tudo? ─ Ele sorriu.

─ Só estou curtindo minha namorada em um dia de folga. ─ Ele disse com uma carinha inocente. Mas suspirou ao ver minha cara de insatisfação com aquela resposta. ─ Annabeth você passa cada vez menos tempo em casa, tem muito trabalho no Instituto. Você não sorri mais como antes, não tem aquele brilho nos seus olhos que eu tanto amo. Está cada vez mais estressada e esqueceu do que é viver, esqueceu daqueles pequenos detalhes que sempre te faziam feliz. Acho que você está cada vez mais abatida e preocupada com tudo o que está acontecendo no Instituto, seja lá o que for. E isso não está te fazendo bem. Tenho medo que você fique doente. Eu me preocupo com você, sabia? Realmente quero ver seus sorrisos bobos outra vez e o olhar esperto distraído com meus olhos. Eu só quero a minha Annabeth por uns minutinhos.

Eu podia sentir minha boca levemente entreaberta em surpresa. Percy riu, um pouco envergonhado, e eu senti algo dentro do meu peito que me fez querer abraçá-lo e nunca mais o soltar. Percy estava preocupado comigo e queria meus sorrisos de volta. Eu não estava esperando ouvir dele esse tipo de coisa, ele nunca demonstrou ser um cara do tipo romântico.

Eu não tinha palavras naquele momento. O alvoroço em meu peito estava me sufocando. Eu só sentia que precisava dele mais do que eu pensava. Então eu pulei por sobre as coisas espalhadas na toalha, ficando ao seu lado. Pousei minhas mãos em seu rosto e encarei seus olhos. Meu coração tinha pulado pra fora do peito e fora substituído por uma escola de samba. Capturei sua mão e a coloquei em meu peito para que ele sentisse o quanto mexia comigo. Ele sorriu e roçou seu nariz no meu. Sorri também e terminei com a distância, o envolvendo num beijo doce e calmo, como se tivesse seus lábios nos meus pela primeira vez.

Mas havia alguma coisa diferente. De repente, foi como se a sensação de que um cego estava vendo o sol pela primeira vez tomasse conta de mim, como se a lama tivesse sido retirada de cima de um cristal, revelando toda a beleza e brilho que ele tinha. E eu vi o quão cética estava sendo esse tempo todo. Vi que não queria enxergar o que estava mais do que óbvio.

Me xinguei por ter sido tão idiota ao ponto de não perceber o que era aquilo.

No começo era só fascínio, atração. Eu olhava para Percy e via um homem bonito e misterioso, me deixando curiosa de todas as maneiras possíveis. Eu não tinha medo de me envolver mais do que deveria com Percy, pois tinha prometido a mim mesma que nunca mais amaria alguém depois de Luke. E eu acreditava que poderia resistir aos encantos de Percy Jackson, fossem quais fossem.

Mas quanto mais eu convivia com ele, mais dependente ficava. As noites viradas no Instituto pareciam um martírio sem o corpo dele junto ao meu. As horas se arrastavam e eu quase não conseguia me concentrar pensando nele. E eu dizia pra mim mesma que era só o hábito falando mais alto, o querendo de uma maneira carnal.

E agora vejo o quanto fui tola, pois naquele beijo, esse algo a mais que eu sentia, era paixão. O começo de um amor? Talvez. Eu tinha ido longe demais, sem perceber. Tinha extrapolado meus limites e feito algo pelo qual eu me arrependeria mais tarde, disso eu tinha certeza. Faz tempo que eu aprendi que ninguém sai inteiro de um “romance de verão”. Nós sempre deixamos um pedaço de nós em uma cova, cavada com todos os momentos bons e felizes que vivemos durante essa paixão, como se fossem nossos carrascos. Pois amar, na mais simplória das verdades, é anestesiar toda a dor antecipadamente com beijos e abraços, por que amor é uma droga alucinógena. Uma droga que depois de tragada não poderia ser repetida quando você já está viciado, completamente entregue à paixão. Mas quando essa droga acaba e nem a anestesia de beijos e abraços é o suficiente para sanar essa necessidade absurda de uma nova dose, o real efeito do amor é revelado: dor e sofrimento.

Por que amar na verdade é isso: sofrer por alguém que se ama, e sentir a pior das dores. A de ser separado de sua droga abruptamente.

Então por que, mesmo sabendo de tudo isso, eu havia me permitido apaixonar-se por Percy Jackson? Por que eu havia experimentado dessa droga alucinógena outra vez? Por que meu estúpido coração, mesmo já sabendo dos efeitos, preferiu anestesiar minha alma?

E o pior de tudo: Por que Annabeth Chase gostava da sensação de estar apaixonada Por Percy Jackson? E por que ela não tentava recusar a anestesia? E por que ela simplesmente não parava de beijar aqueles lábios carnudos?

A resposta para todas essas perguntas era uma só, e era muito óbvia. Tão óbvia que eu estivera recusando-a por muito tempo. Tempo este que fez a maior diferença que poderia fazer na vida de uma pessoa.

Eu já estava viciada nessa droga chamada Perseu Jackson.

Notas finais
E então, gostaram? Tentei fazer esse capítulo um pouquinho mais romântico, mas não deu muito certo porque acabou ficando dramático '-' Enfim... Minha fic nova: http://fanfiction.com.br/historia/456672/I_Believe_And_You/ageconsent_ok Bom, queria dizer que Is Prohibited está chegando ao fim! Mais uns 10 capítulos, no máximo... Portanto, fantasminha que não apareceu, fique à vontade ;) Recomendações são muito bem vindas :v Tchau, meu amores *u*