Is Prohibited
8 Desejo - Trecho editado
Notas iniciais
Eu sentia meu corpo ser lançado contra as paredes frias de meu apartamento, os móveis muito próximos uns dos outros, os nossos passos se confundindo enquanto andávamos pelo corredor, em direção ao meu quarto. Percy parou por um momento, interrompendo o beijo voraz, me apoiando contra a parede enquanto recuperávamos o fôlego. Suas aos fortes se livrando de meu casaco revelando a fina regata que eu usava.
Senti sua boca descer até o meu pescoço, trilhando um caminho de beijos ardentes até o meu colo. As mãos fortes impulsionaram minhas pernas a se fecharem em volta de sua cintura enquanto os meus dedos teciam nós sem seu cabelo preto desgrenhado. Ele suspirou contra a pele de meu pescoço e meus pelos se eriçaram.
Ele capturou meu olhar e sustentou-o durante longos minutos come se disse: “Annabeth, nós nos conhecemos a somente dois dias mas eu tenho certeza de que é isso que eu quero. Você confiaria em mim o bastante pra desejar isso tanto quanto eu?”.
Se isso estivesse acontecendo há quatro anos, eu provavelmente surtaria. Mas, vamos combinar que, hoje, eu tenho experiência policial no CHB, sem contar os vinte e sete fundos e pontos falsos espalhado pela minha casa que contêm armas de fogo, algemas,e uma coleção de adagas gregas debaixo do colchão.
O que poderia dar errado? Eu o queria tanto que doía.
Assenti pra ele e senti um sorriso aflorar nos cantos de minha boca. O seu sorriso de resposta não poderia ser mais exultante. Pena que o sorriso foi interrompido pelo choque faminto de nossas bocas. Sem me soltar, ele mos conduziu às cegas até meu quarto, nos jogando na cama assim que alcançamos nosso destino. Ele enfim interrompeu o beijo, mordendo meu lábio inferior, arrancando um gemido involuntário de mim. Ele sorriu baixou os beijos para meu pescoço novamente enquanto eu lutava para tirar sua camisa branca. Em poucos segundos ele percebeu o que eu fazia e se levantou, terminando por ele mesmo o que eu havia começado.
A visão de seu peitoral forte e definido nu provocou um sorriso malicioso em meus lábios. As mãos de Percy voaram para o cós de minha calça, enquanto ele voltava a me beijar, ansioso, se livrou da peça incômoda, revelando a calcinha azul marinho que eu usava. Isso o fez deixar escapar um risinho e eu pude sentir seu membro ereto contra minha intimidade, me fazendo gemer novamente.
Rapidamente inverti nossas posições na cama, me deixando por cima dele. Brinquei com sua clavícula, desenhando o arco de seu pescoço com a língua enquanto minhas mãos desciam por seu peito até chegar nos botões de sua calça jeans. Ele gemeu contra meu cabelo quando eu abri o zíper, adentrando minhas mãos na calça. Me levantei e terminei de puxar a calça, a jogando no chão e vi seu membro sufocado no tecido preto da Box. Suas mãos puxaram novamente minha boca em direção à sua. Minha mão direita brincava em seu cabelo, a esquerda massageava seu membro duro por cima da cueca. Novo gemido.
Em um movimento repentino, Percy nos virou novamente na cama, invertendo nossas posições. Suas mãos fortes brincaram com a barra de minha regata, roçando a pele de minha barriga. Ao seu toque, senti meu corpo estremecer e o sorriso de satisfação em seu rosto.
Sem aviso, ele puxou a minha camiseta, revelando o sutiã de renda azul que combinava com a calcinha, me arrancando um arquejo involuntário. Percy se afastou um pouco e fitou meu corpo de alto a baixo. Pude ver a voracidade e a malícia em seu olhar de turmalina, o que me deixou ainda mais excitada.
Num movimento brusco, inverti nossas posições a meu favor, o puxando para um beijo terno e a o mesmo tempo cheio de desejo. O senti retribuir da mesma forma, o que funcionou como estimula para meu lado safado. Separei minha boca da sua e trilhei beijos por seu peito, sua barriga até chegar em sua cueca, onde comecei a masturbá-lo levemente. Percy praticamente rugiu em desafio, puxando-me abruptamente pra cima, colando os lábios em meu colo, brincando o fecho do sutiã. Minha boca ficou seca e minha intimidade começou a pulsar de desejo.
Quando ele enfim conseguiu soltar o fecho de meu sutiã, ele caiu em seu colo junto com um arquejo meu. Percy lançou um olhar faminto para meus seios brancos descobertos. Sem perder mais tempo, ele nos girou na cama novamente, lançando sua boca em meu seio esquerdo, enquanto massageava o direito. Um gemido incontrolável deixou meus lábios, arqueei minhas costas contra sua boca, ao passou que ela largou meu seio direito, ajeitando as mãos quentes e fortes em minhas costas, sustentando meu peso. Eu me deixei pender em seus braços, tomada pelo desejo, enquanto agarrava seus cabelos com força, o puxando pra mais perto. Sua boca torturava meus seios intumescidos sem dó, enquanto nossos gemidos se confundiam em um só.
A tortura era muita. Quando enfim ele me deitou novamente, aproveitei oportunidade para deixá-lo debaixo de mim. Desci minha boca até seu abdômen, tirando o tecido preto que me impedia de o ver por completo. Observei seu membro ereto e minha boa seca, começou subitamente a salivar. Beijei seu membro, o masturbando, e senti-o tremer sobre mim, tentando controlar os gemidos.
Senti mãos fortes me puxando pra cima outra vez enquanto ele deitava por cima de mim, novamente sua boca na minha. Suas mãos brincavam com minha calcinha às cegas. Quando ele finalmente retirou a peça, sua boca encontrou meu pescoço, descendo os beijos até meus seios, minha barriga, chegando À minha intimidade. Ele levantou os olhos e capturou meu olhar, confiante, introduziu dois dedos dentro de mim, me fazendo gemer. Sua boca se juntou aos dedos, brincando com meu clitóris. Eu gritava e me contorcia sob suas mãos e sua boca.
Eu não aguentava mais, precisava senti-lo dentro de mim, eu precisava que ele me preenchesse para eu me sentir completa, inteira.
─ Percy... ─ Era a primeira vez que o silêncio era quebrado com palavras. Minha voz saiu ofegante e rouca.
Percy capturou minha boca novamente, entendendo o recado, enquanto afastava minhas pernas com as mãos fortes.
─ Estou aqui. ─ Ouvi sua voz rouca e baixa em meu ouvido, fazendo minha pele arrepiar. Sua respiração acelerada era jogada contra meu pescoço, ele mordeu o lóbulo da minha orelha quando terminou de falar. Senti todo o meu corpo pulsar em desejo. Levei minha mão direita até seu cabelo, o puxando contra meu pescoço, a mão esquerda tracejando arabescos entre seu abdômen e seu membro.
As mão esquerda de Percy estava em meus seios, a direita em meus cabelos. Nenhum de nós queria se render. A tortura estava doendo de tanto desejo, eu não poderia suportar aqueilo por mais tempo. Puxei sua boca contra a minha, enlaçando as pernas em sua cintura, minhas mãos guiando as suas pelo meu corpo até minha intimidade. Ele suspirou contra meus lábios e eu senti.
Senti quando ele entrou em mim inesperadamente, me fazendo gritar de surpresa e prazer. Ele ficou alguns instantes apenas dentro de mim, a cabeça apoiada em meus seios, nossos corações descompassados se completando, as respirações ofegantes competindo. E sua cintura começou o movimento de vai e vem controlado, me fazendo gemer em protesto e uma nova onde de prazer percorrer meu corpo como fogo em palha.
Ele foi aumentando o ritmo enquanto seus gemidos se intensificaram a ponto de gritos. Seu corpo retesado contra o meu, sua boca pairando na minha, o martelar de meu coração em meus ouvidos competindo com as ondas de prazer de suas estocadas.
Até que eu senti. Meu corpo se contraiu e eu gozei, exultante com um grito de alívio, seguida por ele, seu corpo caindo contra o meu, me prendendo ali, entre seu coração frenético e o seu cheiro de maresia misturando-se com o odor de suor de nossos corpos emaranhados. Ele ficou dentro de mim por um bom tempo, até que soltou um suspiro e levantou seu olhar verde, capturando meus olhos cinzentos.
Novamente, vi os abismos negros e o que eles guardavam. Não era nem dor, sofrimento ou calor. Era paixão, desejo, felicidade e ternura. E eu tinha certeza de que meus olhos diziam o mesmo.
Ele levantou a ponta dos dedos, deslizando os contornos suaves de meu rosto, se deliciando com o toque eu uma nova trilha de beijos pelo meu maxilar, que, por fim, terminaram em minha boca.
Se antes trocávamos beijos e carícias ardente, desejosas, esse beijo trouxe calma, doçura, ternura e amor. Tudo o que sentíamos nesse momento.
─ Annabeth. Faz dois dias que eu te conheço. Faz dois dias que eu aprendi a amar. Eu te amo, Annabeth. ─ Ele sussurrou em meus lábios entreabertos e o sorriso tomou conta de meus lábios.
Eu estava muda diante daquelas palavras, jogadas em minha direção, atiradas como se fossem plumas em minha direção. Meu corpo pulsava por ele. Minha alma se contorcia ao ouvir que Percy me amava. E meu coração batia descompassado, uma consequência de todas as reações que suas palavras provocaram em mim.
Mas eu ainda não estava pronta para o "Eu te amo".
Então, após um momento de silêncio, embarcamos mais uma vez no puro desejo.
–-X--
O sol quente e aconchegante da manhã bateu em meu rosto e eu abri os olhos, piscando para me acostumar com a claridade. Olhei lentamente à minha volta, as lembranças invadindo minha mente. Me virei para encarar Percy e o encontrei sentando, me encarando com um olhar de admiração, carinho e desejo, um sorriso sonhador brincando nos lábios. Sorri de volta e me aproximei dele, o evolvendo em um beijo calmo e doce.
Quando nos separamos, observei o sol traçar padrões de cores por seus cabelos desgrenhados, me arrancando um suspiro. A pele bronzeada, com seu cheiro característico de maresia me hipnotizando.
─ Você é linda! ─ Ele sussurrou em meu ouvido, prendendo o lóbulo de minha orelha em uma mordida carinhosa.
O puxei novamente para um beijo, dessa vez voraz e com desejo. Eu poderia ficar assim eternamente. Mas o beijo foi interrompido rudemente pelo toque insistente do telefone.
Fiz uma careta quando me separei dele. Levantei-me apressada para chegar ao telefone. Percy agarrou minha mão.
─ Deixe tocar, fique aqui comigo. ─ Ele disse baixinho, O sorriso nos lábios, o olhar meigo. Como resistir a isso? “Concentre-se Annabeth!”
─ Não posso! É do trabalho. ─ Desviei de seu olhar antes que me arrependesse e corri até a sala, atendendo ao telefone estridente.
─ Alô?
─ Srta. Chase, compareça em no máximo meia hora no CHB. Seu caso acabou de se complicar, um novo assassinato foi comentido sob as mesmas condições da morte de Luke Castellan.
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