Is Prohibited
1 Confraternização de Satã
Notas iniciais
Mas de um jeito Percabth beeem diferente...
Boa leitura!
─ Como prova de nossa gratidão, gostaríamos de oferecer a nossa principal agente do CHB, a medalha honrosa e a chave da cidade. Por favor, palmas para a Agente Chase! Annabeth, aproxime-se!
Caminhei , vacilante e encabulada, até o prefeito da New York, que mantinha em suas mãos uma medalha grande e dourada, junto de uma chave simbólica, cor de bronze, grande e cheia de arabescos.
Parei a sua frente, constatando o que todos diziam: O homem barrigudo e careca, que possuía um bigode grisalho, elegantemente atarracado dentro de um terno Armani de veludo preto, com uma gravata azul marinho e sapatos lustrosos, era mesmo baixinho. Tive que curvar o pescoço, ao mesmo passo em que o Sr. Truman erguia-se na ponta dos pés para que pudesse colocasse a medalha em mim, com um breve aperto de mão, entregando-me a chave.
Ele virou-me de frente para a multidão em polvorosa, que misturava fotógrafos, jornalistas, repórteres, policiais e civis. Flashes pipocaram, deixado-me cega momentaneamente. Ofereci meu melhor sorriso “ Nossa, como me sinto lisonjeada e feliz por estar aqui agora!” , rezando pra que essa cerimônia de agradecimento terminasse de uma vez por todas e eu pudesse me jogar no sofá de meu apartamento, comendo chocolate e vendo filmes romanticamente idiotas até a manhã seguinte, usando somente calcinha e sutiã.
Mas enquanto isso, estava metida em meu conjunto de saia e paletó de brim pretos, camisa de algodão branca e gravata preta, que combinavam com meu Chanel de veludo negro, tentando suportar o sol escaldante que fazia naquela tarde atipicamente quente.
Sinceramente? Eu nunca entendi tanta balbúrdia pela prisão de um terrorista! É claro que ele planejava explodir o Empire State Building, matando milhares de pessoas, exatamente no dia 11 de setembro, causando uma tragédia nunca vista antes em todo o mundo, e que eu e minha lógica impedimos tudo de acontecer no último minuto, mas, poxa! Isso tudo já era exagero!
2 longas horas e um interminável discurso depois, eu me encaminhava para a cede do CHB – uma instituição criada pelos Estados Unidos para investigarem e acabarem com os crimes contra a população norte americana. Traduzindo, é tipo um CSI da vida real. E eu trabalho lá. Não se anime. É uma droga!
─ É sério, da próxima vez que eu tiver que aturar mais uma dessas Confraternizações de Satã que o prefeito Truman chama de Cerimônia de Honra, eu mesma provoco um atentado terrorista, só para não passar por isso outra vez! ─ reclamei com Thalia, minha melhor amiga e parceira de ação no trabalho, que dirigia o carro da Instituição, e ela riu.
─ Não seja tão psicótica Annabeth! Nem foi tão ruim... ─ Ela retrucou.
─ Isso porque não foi com você, não é, Cara de Pinheiro?
Thalia era, no mínimo, uma agente do governo bem diferente. Com seus cabelos pretos repicados, sempre com delineador, tinha um piercing na língua que usava quando estava de folga e um estilo punk de se vestir fora de seu ambiente de trabalho, mas era tão doce quanto mel se você soubesse cativá-la do jeito certo. Mas ela só apresentava esse lado meigo aos amigos mais íntimos. Com as pessoas em geral, ela era grossa, fria e mandona. As vezes eu achava que os outros agentes do CHB tinham mais medo dela por causa desse jeito que ela tinha, do que por seu pai, Zeus, ser o “cabeça”, o chefe-supremo da Instituição.
Mas, não entendam mal! Thalia é minha parceira de trabalho não porque o papai quis. Ela realmente é muito boa no que faz! Zeus era, na verdade, totalmente contra o seu envolvimento no CHB no início. Depois de um tempo acabou aceitando. Era impossível discutir com Thalia...
─ Tudo bem, esse assunto já deu! ─ cortou ela.─ Eu só não entendo por que nos chamaram aqui depois da solenidade. Será que é algum outro idiota querendo se explodir na Casa Branca? Ou o poderoso Zeus está com uma espinha terrível na cara e precisa urgente de uns truques de maquiagem?
Eu tive que rir! Thalia não seria Thalia sem toda a sua implicância e suas piadinhas...
─ Bom, seja o que for, espero que termine rápido. Hoje é minha folga e eu quero aproveitá-la como mereço. ─ Disse, cheia de expectativas.
─ Ou seja, seminua no sofá , engordando e chorando pelas maravilhas cinematográficas de Hollywood. Nunca vou entender você, Annabeh. Com tantos gatos correndo atrás de você, continua solteira e se masturbando nos fins de semana!
─ Ei! Você não pode falar assim comigo, Thalia. Exijo respeito.
─ Não te empresto mais aquela Louis Vuitton que eu comprei semana passada e você amou.
─ Thalia você sabe que eu te amo, não é verdade? ─ rebati beijando sua bochecha pálida enquanto ela ria. Eu não sou fã de moda, mas aquela bolsa era perfeita! ─ Olha quem fala: a garotinha tímida que foge das noitadas com o Di Angelo! Você não está em posição de me atacar.
Continuamos implicando e discutindo assim, até que chegamos à misteriosa sala 11, cuja somente agentes escolhidos a dedo tinham acesso. A sala de Zeus, o Covil do Relâmpago.
─ Annabeth, Thalia, sentem-se por favor. Temos um assunto sério a tratar. ─ A voz poderosa e onipresente do Sr. Grace retumbou até nossos ouvidos.
─ Que seria... ─ Instiguei após nos sentarmos nas confortáveis poltronas de couro branco de frente a sua mesa de vidro e a cadeira de espaldar alto que lhe pertencia. Sua sala era moderna, com paredes totalmente brancas, mas a parede frontal possuía a fachada de vidro, de onde se podia ver todo o Instituto. Era decorada com prateleiras de livros e arquivos, televisores e aparelhos tecnológicos de última geração.
Os tons avermelhados e rosados que entravam pela grande parede de vidro, davam aos móveis brancos e à decoração simples, um tom aconchegante e quente.
Ele hesitou e encarou a filha longamente, antes de suspirar e começar a falar novamente:
─ Bom, todos sabem que vocês são as nossas melhores agentes. Ninguém se compara a vocês em campo. Temos total confiança que...
─ Sem rodeios, por favor! ─ cortou-o Thalia.
Novamente ele fez uma pausa e encarou a filha. Em seguida levantou-se e caminhou até a parede de vidro, observando os últimos resquícios do poente, agora dourado, banharem os jardins de entrada. Nesse momento, alguém entrou na sala. Virei-me e dei de cara com a minha mãe, Atena, que era perita criminal no CHB. Foi através dela que eu tomei gosto pela coisa. Ela sorriu pra mim, exausta, e chamou por Zeus.
─ As coisas estão se complicando. Não temos mais tempo a perder. Se não agirmos imediatamente, perderemos o rastro e Deus sabe o que será do mundo a partir de então. ─ Seu tom de voz, sempre carregado de seriedade, agora exalava preocupação e desespero, sentimentos muito difíceis de se encontrar em Atena Chase. Eu mesma, só havia visto isso uma vez na vida, e fora quando meu pai saiu para trabalhar negando a proteção que o Sr. Grace oferecia.
Naquela época, 10 anos atrás, ela havia acabado de incriminar decisivamente um caso de homicídio muito repercutido, condenando o réu. Infelizmente ele escapara e procurava vingança. Antes que a polícia conseguisse recapturá-lo, ele matou meu pai, vingando-se de minha mãe. Fiquei arrasada. Foi naquele momento que eu decidi que deixaria a arquitetura para nunca mais deixar isso acontecer com ninguém. E cá estou eu!
Resumindo, coisa boa é que não é.
─ O que está acontecendo?! ─ Thalia exclamou exasperada, me tirando de meus devaneios com um pulo.
Minha mãe encarou Zeus, cética:
─ Não contou a elas?
Ele se virou, finalmente nos encarando e proferiu as palavras mais medonhas que eu poderia ouvir:
─ Luke. Ele escapou essa madrugada do CHB.
Thalia desabou na cadeira ao ouvir isso e empalideceu. Lágrimas trilharam meu rosto, sem a minha permissão. Zeus correu acudir a filha, que agora jazia inconsciente na elegante poltrona branca.
O mundo estava prestes a acabar. 2 vezes.
Notas finais
Esperoque sim
^^
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