Is Prohibited
4 A Caçada
Notas iniciais
Espero que muito bem *-*
An, eu queria falar uma coisa: FANTASMINHAS, VOCÊS ESTÃO ME DEIXANDO LOUCAAA!!!!! É sério, My Cupcackes!
Olha, olha, se não comentarem vou pedir pra Medusa fazer uma visitinha surpresa pra vocês à noite...
Eu sei que é muuuuito chato ficar pedindo, mas eu preciso saber a opinião de vocês! Preciso saber se está bacana ou se está um lixo u.ú
Devo continuar?
Ah, eu queria agradecer enormemente aos comentários que eu já recebi, ok? Muito obrigada a todos que leem e comentam ;)
Boa Leitura!
Minha cabeça já tinha começado a contagem regressiva para explodir. Cheguei em casa de madrugada. Nico e Thalia haviam me dado uma carona. Pelo que eu pude perceber, minha amiga estava horrível. Eu só tinha esperanças de que Nico conseguisse animá-la, ele sempre consegue, são melhores amigos desde que eram crianças. Nico e também sua irmã Bianca.
Acho que já deu pra perceber que o nepotismo rola solto dentro do CHB, não é? Acontece que o Governo norte americano não possui muita influência quando se trata da direção e funcionários do CHB. De governamental, o Instituto só tem o nome. Ele é mantido por uma seita secreta, uma sociedade de diretores que ninguém conhece. Sempre achamos isso tudo muito estranho, mas é o nosso emprego. Não fazemos as regras. Irmãos , pais, filhos e sobrinhos podem ocupar quantos cargos quiserem desde que a Instituição renda: bandidos presos, crime diminuindo, os EUA seguro. Às vezes eu acho que errei de história e estou dentro das histórias em quadrinhos d’Os Vingadores.
Abri a porta branca de meu apartamento e me joguei no sofá azul marinho da sala, com tapete cinza felpudo e uma TV gigantesca, presente da mamãe. Nunca fui mais agradecida por ter optado por morar sozinha aqui em NY depois que eu entrei para o CHB. Minha mãe e meu irmão mais velho, Malcon, foram totalmente contra no início. Mas eu preciso de espaço e privacidade, tanto quanto eu preciso do oxigênio. Nunca me arrependi de ter feito essa escolha.
Ah, Malcon, quanta saudades! Ele mora em Miame, é arquiteto. Depois que papai morreu, ele se formou na faculdade e mudou-se, não aguentou conviver com o peso da morte dele, era mais apegado ao pai. Perdi a conta das noites que ele passou comigo quando eu tinha pesadelos com a morte de nosso pai. As lembranças doces de nossas férias de verão naquele acampamento temático que frequentamos até os 17 anos de repente afloraram em minha mente, ao pensar em meu irmão. Mamãe é fascinada por mitologia grega e romana, devido ao seu nome e também por ser uma tradição de família, e meu pai era historiador. Coisa de família, eu acho, esse gosto por coisas antigas e lendas.
Ual, o acampamento de verão! Quantas saudades... Se nãome engano, ele faliu, ou foi interditado. Nunca mais voltamos a Long Island depois disso. Aliás, foi lá que eu conheci Pipper, Thalia, Leo, Nico, Bianca e Jason. Nos tornamos inseparáveis desde então. Mas, se a memória não me falha, tinha mais algumas pessoas. Uma garota chamada Silena e, definitivamente, alguém chamado Charles. Ah, e, claro, aquele garoto de olhos verde mar que só ficou no acampamento nos últimos 5 anos, que não ia muito com a cara de ninguém, mas que era muito amigo do Grover e conversava com os irmãos Di Angelo. Qual era mesmo o nome dele? Acho que era...
TRRIIIM!!! TRRIIIM!!! TRRIIIM!!!
Fui arrancada do sono pesado pelo barulho insistente do telefone. Caramba, acabei pegando no sono enquanto pensava no garoto dos olhos verdes, é sério? Meu Deus o que fizeram com a verdadeira Annabeth?
Verifiquei o relógio. 04h08min. Levantei-me apressada e corri em direção à mesinha de canto, com o corpo dolorido por ter dormido jogada de qualquer jeito no sofá. Só existia uma pessoa que poderia me ligar a essa hora.
─ Annabeth? ─ Perguntou uma voz grossa e contida.
Ou melhor, um lugar. O Instituto. Alguma coisa aconteceu. Ótimo, tem como meu dia piorar ainda mais?
─ Sim? ─ Respondi tediosa e cansada.
─ O CHB solicita sua imediata presença em sua sede. Um caso de seu acompanhamento e interesse recebeu novas informações que podem influenciar a conclusão da missão. ─ Senti uma onda de eletricidade percorrer minha espinha. ─ Aguardamos seu comparecimento dentro de, no máximo, meia hora. Comunicado direto do Diretor-chefe Zeus.
TU, TU, TU, TU...
“O.K. Respira, Annabeth. O que pode ter acontecido de tão urgente para o secretário do próprio Zeus telefonar pra você às 04hh08min da madrugada? E eu só estava acompanhando um caso no momento. Tudo bem, meia hora.”
Corri pro meu quarto, tomar banho e trocar de roupa, enquanto ligava pra um táxi.
–-X--
─ Ninguém dorme nessa porra não? É sério que me ligaram daqui às 03h00min da manhã?
─Não exagera, Thalia. Eram quatro e alguma coisa. Além disso, você já está aqui e mais acordada do que deveria aparentar se está reclamando tanto do horário em que foi acordada... ─ Nico repreendeu o mau-humor de Thalia no mesmo momento em que eu entrava na sala, seguida pela minha mãe e Apolo.
─ Nossa, ainda nem amanheceu direito e a violência já chegou a esse nível, marrentinha? ─ Apolo riu, bagunçando os cabelos de Thalia enquanto ela agitava os braços, zangada com sua atitude.
Fui a última a chegar, ao que parece. Todos já estavam sentados em volta da mesa de autópsia, com pilhas de papel e tablets em cima dela. Leo, Apolo e Bianca ostentavam uma carranca de sono que doía só de olhar. Fazendo minhas as palavras de Thalia, ninguém dorme nessa porra?
─ Chega! Ninguém foi acordado pra vir aqui e ficar reclamando e fazendo provocações idiotas ─ Quíron lançou um olhar mortal a Apolo enquanto falava. De repente, os papéis em suas mãos ficaram muito interessantes. ─ Novas pistas do caso Luke. Está confirmado. Ele é mesmo o assassino.
Thalia empalideceu do outro lado da mesa. Novamente uma corrente elétrica dançou por meu corpo e minhas pernas ficaram bambas.
─ Pelos exames que fiz, o sêmen e o sangue encontrados nas duas garota são compatíveis, assim como o modus operandi. ─ Apolo esclareceu
─ Conferi as amostras com o nosso banco de dados. As amostras bateram como material que recolhemos do Luke. ─ Afrodite completou. Nunca a vi tão séria antes. Geralmente, ela era a uma das pessoas mais despreocupadas e alheias. Mas nem mesmo a seriedade conseguiu tirar o charme que empunham seus logos cabelos lisos e loiros, em harmonia com os olhos azuis profundos, e a elegância do vestido preto.
─ Analisei as armas usadas nos dois crimes. São duas armas diferentes, mas as digitais e o sangue conferem. A arma usada para matar Alice foi uma barra de ferro. Não consegui identificar de onde ela veio. Provavelmente de uma das máquinas que estavam dentro do galpão em que seu corpo foi encontrado. A barra foi usada para bater três vezes na cervical da nuca. ─ Começou Leo.
─ A vítima teve o pescoço quebrado e a respiração interrompida, comprometendo as vias respiratórias, matando por asfixia. ─ Completou Apolo.
─ Já para matar Penny, foi usado o espaldar de uma cadeira de imbuia, uma madeira nobre, encontrada em sua casa. O jogo de cadeiras herança de família. ─ Leo retomou a palavra e Apolo assentiu, dando a entender que o processo se repetiu com Penny.
─ Exatamente. Vasculhei toda a cidade usando satélites de monitoramento e sinal de celular. Não consegui encontrar nada. Provavelmente o celular está desligado, já que sua última utilização foi às 10h47min da manhã de ontem, no Bronx. Mandei uma equipe para analisar o local, mas estava tudo limpo, nem uma viva alma que o tivesse visto. ─ Minha mãe tomou a palavra. Quando Atena disse isso, pareceu que todos na sala desmoronaram. O cansaço ficou evidente nas expressões de todos. ─ Mas, a mais ou menos cinco horas, a delegacia da região nos repassou um queixa de desaparecimento de uma jovem no início da noite. ─ Ela apontou para Quíron e o mesmo remexeu nos papéis a sua frente, separando um e começando a ler:
─ Fabby Sparks, 19 anos, loira, mora com os pais, estudante. Disse aos pais que iria sair com alguém, mas não citou nomes. Família e a polícia sabiam da atuação de um maníaco na cidade e repassaram as informações até nós. ─ Ele fez uma pausa e olhou para Apolo e Bianca. Como nenhum dos dois se manifestou, ele continuou com um suspiro ─ Começamos a investigar imediatamente, visitamos todos os bares e motéis da redondeza até que, duas horas depois, recebemos uma ligação informando sobre um corpo encontrado num beco ali perto. Apolo, Bianca e Clarisse foram até o local e constataram que o modus operandi, a desovação do corpo e as característica de homicídio eram as mesma de Luke. Três horas depois, recebemos uma ligação anônima denunciando a existência de um corpo a cinco quilômetros dali, em um galpão abandonado.
De respiração prendida, esperamos a sentença de Quíron que não veio. A única coisa que ele fez, foi encarar cada um de nós, analisando nossas conclusões. Então Luke cometeu dois homicídios na mesma noite? Mas o que ele estaria planejando com isso? A desovação do corpo foi muito mal feita, considerando os últimos homicídios, por quê, de repente, ele mudou de tática? Tem alguma cois errada nessa história.
─ Annabeth, Thalia e Pipper. Queremos que vocês três vão até o local indicado, constatem se Luke ainda está nas proximidades, invadam o local e retirem o corpo. Nossos agentes já estão fazendo uma busca por todo o local, procurando o suspeito. Quero esse caso resolvido antes que a imprensa comece a soltar boatos e informações falsas. Rápido. ─ Eu dei um pulo ao ouvir, pela primeira vez desde que entrei aqui hoje, a voz poderosa e onipresente de Zeus. Aliás, eu nem havia notado que ele estava na sala...
Após dizer isso, saiu a passos largos e pesados, com uma expressão nem um pouco amigável.
E só então as palavras pronunciadas a pouco começaram a fazer sentido. As frases afloraram em minha mente rapidamente, me causando vertigens pelo que eu percebia. Agora não estávamos lidando mais com “suspeitos” e exumação de corpos. O que tínhamos em mãos agora eram um corpo que ainda nem esfriou direito e o assassino prestes a ser preso.
Luke prestes a ser preso, logo após fazer sua segunda vítima. Eu não sabia se iria aguentar por muito tempo.
Quando a majestosidade de Zeus deixou a sala, levou com ela o torpor que nos prendia roboticamente às cadeiras. Começamos a levantar, decididos, especialmente Thalia, que ostentava uma expressão feroz e seus olhos azuis faiscavam. Com movimentos mecânicos, levantei-me, juntando-me a Pipper e Thalia na porta da sala de autópsias.
─ Esperem! ─ Leo chamou-nos, estridente com os braços esticados em sinal de atenção. ─ Nico, você pode me explicar o que está fazendo aqui? E como você sabe a hora em que o Instituto ligou pra Thalia?
Nico baixou a cabeça sem graça e ruborizou.
─ Como assim, Leo? ─ Pipper indagou com um sorriso no rosto enquanto Thalia tentava escapar dali, sem sucesso, pois a prendi em um abraço pela cintura.
─ Nós não avisamos o Nico, já que o plantão dele foi noite passada e além disso, três peritos já seriam de bom tamanho. Era pra ele estar em casa e não aqui... ─ Leo completou, divertido. Lentamente, a compreensão tomou conta da sala.
─ E, se eu não estou enganada, Nico e Thalia chegaram juntos. Eu vi quando fui pegar um café no refeitório, e acabei passando pelo hall. Eles entraram de mãos dadas, mas soltaram assim que me viram! ─ Afrodite exclamou, surpresa e contente, com os olhos azuis brilhando de malícia.
Thalia se debatia em meus braços freneticamente. Nico parecia querer abrir u buraco no chão e se afundar completamente, ambos vermelhos como tomates.
─ Ah, finalmente! Já era hora, hein? ─ Disse Pipper divertida. A sala explodiu em provocações e piadinhas, deixando -os ainda mais constrangidos, como se isso fosse possível, e a malícia estava derramando nos comentários bobinhos.
Por um momento, foi como se o tempo voltasse, e fôssemos de novo os adolescentes imaturos e irresponsáveis, que passavam as férias num acampamento de verão. Por um momento, conseguimos esquecer todos os problemas que permeavam nossas vidas naquele momento, deixando de lado aquelas preocupações incômodas e maldosas. Por um momento, eu experimentei uma paz deliciosa, do jeito que eu deixara de sentir nos últimos cinco anos.
–-X--
─ Muito bem. Prontas? No três. Um... Dois... Três! ─ Ao meu comando, Thalia, Pipper e mais três agentes do CHB, saímos de nossa posição inicial, agachados contra a parede mofada do galpão velho e abandonado, arrombamos a porta de metal, enferrujada e fedorenta, tão fraca que ao menor impulso de força da minha perna cedeu, adentrando no ambiente úmido e mal iluminado, ostentado por uma forte camada de poeira, tão grossa que podíamos senti-la contra a pele.
O lugar fedia a sal, ferrugem e mofo. O ambiente viscoso e desagradável me causava ânsia de vômito.
─ Polícia Federal, Departamento de New York! Instituto CHB! Saia com as mãos pra cima. Não tente nada, estamos armados e há, pelo menos, cem agentes especializados lá fora! ─ Thalia disparou, com uma voz forte e decidida, tomando a dianteira.
Na boa, se eu fosse o dito cujo que estava ali dentro, desmoronaria até o tutano dos ossos ao ouvir Thalia. Pude sentir os pelos da nuca se arrepiarem ante a ameaça.
Nem um sinal de alma viva naquele lugar asqueroso.
─ Acendam as luzes! ─ Comandei.
Imediatamente, enormes refletores de luz foram posicionados nas portas e a luminosidade branca e forte inundou o ambiente.
─ Comando 819b277! ─ Quando gritei as ordens de invadir, vasculhar e capturar suspeitos, agentes saídos de sabe-se lá onde invadiram o galpão, fortemente armados e espalharam-se como formigas. Ao longe, pude distinguir a silhueta de m corpo no chão. Senti o medo e o desespero inundarem meu ser. Um arrepio de pavor instalou-se em minha coluna. Minhas pernas viraram manteiga e a palidez tomou conta de minhas faces.
Eu já havia lidado com mortes antes, aquela reação era totalmente inesperada, eu não entendia o que estava acontecendo.
─ Tudo limpo! ─ gritou um dos agentes. ─ Agente, por favor, venha até aqui, há um corpo.
À essas palavras, meu corpo reagiu da forma certa. Disparamos em uma corrida contida até o local onde estavam o agente parado e o corpo nu. Sim, agora que chegamos mais perto, pude ver que o corpo estava nu.
─ Oh, meus deuses! ─ Ofegou Pipper. Thalia virou a cara, pálida e horrorizada, com uma expressão de descrença estampada na face.
─ Agente Kanes para CHB. Agente Kanes para CHB. Encontramos o suspeito. Repito. Encerrem as buscas. Encontramos o suspeito.
Meu corpo não estava tendo uma reação exagerada. Estava tentando me alertar para o que eu veria a seguir. Veria e mesmo assim, não conseguia acreditar.
Na minha frente, o corpo de Luke jazia nu, pálido, numa poça se sangue e com os olhos esbugalhados.
Notas finais
O que acharam do final?
Muahahahahahaha, eu sei: sou má -sqn
haha
Comentem, hein?
E não deixem de ler Heroes, ok? É maravilhoso se você gosta de uma boa história, diferente de tudo o que você já viu, e de quebra com uma pegada a la As Vantagens de Ser Invisível. Se você gosta leia, é muito bom, eu estou amando ^^
http://fanfiction.com.br/historia/410135/Heroes/
Ah, vocês estão sabendo daquele livro de coletânea de contos das histórias mais famosas da atualidade? Então, Tio Rick contribuiu. Ele escreveu um conto chamado Percy Jackson e os Cantores de Apolo. Pra quem quiser ler a primeira parte, o link é esse. Eu particularmente adorei!
http://voudebalao.blogspot.com.br/2013/08/novidade-rick-riordan-percy-jackson-e-o.html
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