Irresistível Atração
3 Olhos Amorosos
Notas iniciais
Título: Irresistível Atração
Autora: Toynako
Anime: Katekyo Hitman REBORN!
Casal: Dino x Hibari
Classificação: +18
Gênero: Yaoi / Lemon — Universo Alternativo
Criada em: 18/07/09
—x.I.x––
Irresistível Atração
O caçador olhava fixamente pela janela do seu quarto, aborrecido com a chuva forte que caia naquela noite fria. Encostou-se lentamente na parede ao lado pensando no vampiro que mesmo naquela chuva deveria estar se alimentando.
Um desperdício. Queria poder ver aqueles olhos frios e calmos se transformarem em sedutores e sedentos por tudo.
“— Hibari...” – falou em um suspiro o nome que não saia de sua mente, desistindo de esperar que a tempestade lá fora acabasse.
Já estava deveras tarde, possivelmente, até mesmo o moreno já havia ido para sua casa. Suspirou meio triste, rumando para o banheiro, tomando nele um quente e relaxante banho, saído já vestido de dentro e indo para a cama.
Quando ia se deitar nesta, para, escutando batidas insistentes na porta. Estranhou, principalmente pela hora tão tarde que era, mas acabou por ir até esta, já pegando por via das duvidas seu chicote.
“— Quem é?” – indagou, ouvindo a batida parar.
Esperou a resposta, mas esta não veio. Voltou a perguntar, mas nada novamente. Segurando em posição sua arma, abrindo a porta rapidamente, ficando literalmente boquiaberto com o que viu ali.
“— Hibari...?”
O moreno estava completamente encharcado, olhando para o chão, como se existisse alguma coisa interessante de se ver.
“— ...” – o menor ficou mudo.
“— Como me achou?” – sorriu discretamente, achando fofo o jeito de ‘gato molhado’ que o outro estava.
“— Teu cheiro...” – levantou a cabeça, revelando estar levemente corado “— Eu estava por perto, e o senti.” – sua voz saia baixa.
Dino sorriu mais, sentindo uma enorme alegria, afinal, achar um cheiro e segui-lo durante uma chuva tão forte não era algo tão fácil assim para um vampiro, não importando a proximidade. Estava óbvio que o vampirinho deve ter sentindo sua falta.
“— Quer entrar?” – perguntou o loiro, sorrindo-lhe de forma gentil, dando passagem para este.
“— ...” – Hibari apenas ficou mais vermelho, continuando mudo.
“— Assim secamos esse seu cabelo.”
“— Eu...”
“— Entre.” – pediu.
O Vampiro assentiu com a cabeça, entrando lentamente no lugar, percebendo a porta atrás de si ser fechada logo em seguida. Deu mais alguns passos, notando melhor o lugar que o rodeava. Um belo e grande quarto, uma cama de casal e alguns itens de caçador que fez questão de ignorar.
Sentou-se na cama deste, vendo-o entrar no banheiro, voltando em seguida com uma toalha branca. Este sentou-se ao seu lado, que logo começou a secar-lhe os cabelos, de uma forma lenta e amorosa.
“— Hibari, alguma coisa te preocupa?” – foi direto ao ponto, ainda secando seus cabelos.
“— Não nego, tem sim algo a me preocupar...” – fez uma pausa, olhando para o caçador “—Daqui a dois dias é minha maioridade...”
“— É mesmo, quase estava me esquecendo... Nossa o tempo passou tão rápido.” – comentou animado.
“— E quando esta acontecer, você irá embora.” – falou de modo frio.
“— Embora?” – parou de secar, jogando a coberta na cama “— Por quê?”
“— Eu sou apenas mais uma missão sua... E quando esta acabar, deve haver outro vampiro para você vigiar...”
“— Isso não acontecerá.” – falou convicto “— Eu pedirei para ficar...”
“— Por quê?”
“— Gosto de você.” – sorriu, aproximando-se um pouco “— Quero ficar contigo.”
“— ...” – o menor avermelhou-se “— Isso era tudo.” – afastou-se “— Já vou.”
“— Espera...” – segurou-lhe o braço “— Fica só mais um pouco... Até essa tempestade passar...” – tentou argumentar
“— Ela só passará de manhã, e o outro dia, tenho aula, não posso faltar.” – tentou se soltar.
“— Então só mais um pouco...” – pediu, sorrindo-lhe tristonho “— Fica um pouco comigo... Junto comigo...”
“— Você irá tentar me atacar.”
“— Sim.” – o loiro sorri “— Você veio até minha casa... E queria voltar ileso?”
“— ...” – corou novamente.
O Caçador tocou de leve na face vermelha do moreno, sorrindo docemente para este em quantos aproximava o rosto. Beijou de leve a boca que na opinião de Dino, era deliciosa. Línguas enroscavam-se vagarosamente dentro das bocas, em um bailar gentil e sensual.
Hibari gemeu por entre o beijo, e um filete de saliva desceu por seus lábios, deixando-o mais elétrico. Dino sorriu doce, assim que o beijo se encerrou, fazendo um suave carinho com seus dedos nos lábios vermelhos.
“— Você aprendeu a beijar rápido...” – falou extasiado.
Outro beijo profundo e molhado calou qualquer protesto que Hibari poderia fazer, enquanto as mãos do caçador deslizavam de forma carinhosa pela roupa molhada que este usava.
Ainda entre o beijo suas mãos começaram a entrar por baixo da camisa deste, levantando aos poucos a roupa. Quando separaram-se do beijo Dino aproveitou para lhe tirar aquela camisa, jogando-a do lado da cama.
O menor olhou meio curioso, mas logo gemeu, ao sentir um a língua do outro em seu pescoço, de uma forma insinuante, que o estava deixando louco. Arfou baixo, levando suas mãos ao cabelo loiro, quando beijos molhados desciam por seu peito.
Instintivamente abriu um pouco as pernas, apoiando-se com um braço na cama, em quando o outro empurrava a cabeça do caçador mais para baixo. Mordendo de leve os lábios, em quanto seus olhos fixavam-se em cada ato que este faria.
Dino sorriu, beijando cada lugar daquele corpo um pouco gélido, porém deveras tentador. Enquanto uma mão foi para a cintura deste, segurando-o com possessão, a outra parava bem no volume que aquela calça ocultava, apertando-a levemente.
“— Ahnwm!” – gemeu baixo mais longo, arqueando um pouco pelo prazer do toque “— Dino...”
Este sorriu jocoso, acariciando a área em um insistente vai e vem, em quanto sua boca trabalhava na pele nua do peito, saboreando o gosto do vampiro. Notava satisfeito o ofegar necessitado deste, mas preferia apenas brincar, instigá-lo a fazer o que quisesse depois...
“— Caçador abusado-ahn... Pare com essa tortura...” – resmungou entre ofegos, não aguentando e jogando-se na cama.
“— Hibari...” – parou tudo o que fazia, puxando o vampirinho mais para o meio da cama, de um modo sensual, deslizando seu corpo neste.
“— O que pensa que está fazendo?” – olhou desconfiado, quando o outro deitou-se em cima de si.
“— Apenas te beijar...” – fez uma pausa, lambendo os lábios “—... Inteirinho... ” – completou de forma maliciosa, olhando fixamente nos olhos do vampirinho “— Não deixarei sair impune daqui hoje...”
“— ...” – avermelhou-se virando o rosto “— Não posso ficar muito... Mukuro pode notar meu cheiro muito perto do seu...”
Dino olhou malicioso para Hibari, ignorando o fato do outro vampiro poder caçar os dois. Nada disso lhe importava, tudo o que ligava era para aquele lindo ser embaixo de si, na sua pele clara e gélida, seu rosto corado e boca vermelha pelos beijos que trocaram.
“— Hibari...” – sussurrou rouco no ouvido deste, deixando que o hálito quente lhe causasse arrepios “— Só te deixarei livre hoje, se me der tanto prazer quanto eu sempre te dou...” – provocou, passando suas mãos pelo peito e abdômen do menor.
“— Ahnw.” – só pôde gemer em resposta, sentido pequenas ondas de prazer se espalharem por seu corpo.
“— Mas por hora...” – beijou o ouvido “— Vou te beijar todinho...”
Um arrepio passou por todo o corpo do vampiro, e a cada beijo que sentia, parecia que o local ficava quente, como se ansiasse a passagem daqueles lábios de fogo por sua pele novamente.
Fechou os olhos, agarrando-se firme a cama, sentindo os beijos por todo seu peito. Não conseguiu evitar em gemer alto, quando a boca alcançou um de seus mamilos, beijando a área sensível com insistência arrebatadora.
Beijos molhados, quentes, provocantes, delirantes e tudo acompanhado por mãos atrevidas que o apertavam, o exploravam. Não sabia mais o que fazer, não entendia de onde estava surgindo aquele prazer que fazia seu membro tremer de tanta excitação.
Dino sorria pelo deleite que via o pobre vampiro. Este estava tão lindo aos seus olhos, o corpo com leves marcações avermelhadas, fazia-o quase perder o controle e tomar aquele ser para si logo.
Não pode evitar em esfregar-se mais neste, tomado pelo prazer de sentir gemidos em resposta por isso, além de seu próprio prazer. Abaixou com os beijos, beijando insistentemente o umbigo do menor, notando cada vez mais o arfar necessitado deste.
Abriu a abaixou lentamente a calça deste, junto com sua roupa de baixo, já lambendo os lábios pela bela visão que tinha. Não tardou mais, beijou bem forte e molhado a ponta do membro deste.
“— Awnh!” – arqueou, repuxando o lençol da cama.
“— Huwm...” – gemeu baixinho também, notando o estremecer forte do corpo do menor “— Gosta quando te beijo aqui?” – repetiu o processo.
“— Caçador maldito...” – reuniu forças para falar.
O loiro parou o que fazia, sorrindo de forma doce e apaixonada para o moreno, para logo em seguida voltar a beijar seus lábios, como se necessitasse provar do gosto doce deste.
“— Dessa vez...” – beijou novamente de leve os lábios “— Eu também quero sentir um pouco...”
“— Eu...”
“— Não precisa se preocupar com nada.” – falou calmo.
Sentou-se rapidamente na cama, retirando sua camisa, deixando-se ficar com a calça, só abrindo o fecho desta. Antes de deitar-se ao lado do moreno, acariciou-lhe o rosto, de forma terna e amorosa.
“— Será bem gostoso...” – sussurrou, deitando-se na cama, puxando o corpo do outro para bem perto de si.
“— Ahnwm...” – gemeu fraco, tocando o peito nu do humano “— Quente...” – lambeu os lábios.
“— Sim, você me deixa assim...” – sorri, beijando a boca deste.
O beijo que começou em algo brando, se intensificou, tornando-se em uma bailar frenético de línguas. As mãos de Dino abaixaram um pouco sua calça, junto com a roupa de baixo, deixando livre assim seu membro já necessitando de um alivio.
Gemeu entre o beijo que trocava com o vampiro, quando segurou seu membro e aproximou-se mais deste, juntando-o com o do outro.
“— Di-Dino?” – de súbito o moreno e afastou da boca, alarmado com o que sentiu.
Hibari gemeu alto, sentindo o seu membro roçar em algo maior e quente. Olhou furtivamente para baixo, tremendo-se todo, ao ver o que era aquilo. Quando pensou em dizer algo, a frase congelou em sua garganta, formando-se em seguida um gemido longo, quando loiro começou a manusear os dois membros bem juntos.
Gemeu mais, segurando-se firme no peito deste, sentindo as mãos quentes sem eu membro, junto com um membro mais quente ainda. Delirante. Tudo aquilo era delirante.
“— Dinoo...” – chamou-o arrastado.
“— Sim?” – indagou rouco, mordendo seus lábios para não gemer.
“— Isso é bom...” – comentou ofegante, beijando o peito deste “— Mais...” – levou sua mão aos membros para manuseá-los também “— Ahnw!”
“— Hibari...” – pronunciou o nome deste bem baixo, em um suspiro ofegante, sentindo a mão deste junto com a sua, ajudando a dar prazer para ambos.
Mãos que se acariciavam...
Corpos que se esfregavam com um único propósito: gerar mais prazer.
Em meio a todo aquele prazer, um beijo novamente fora trocado, algo urgente, tanto que chegava a ser selvagem. Dino apertou mais sua mão nos membros, manuseando-os mais rápido e forte.
Hibari respondeu a isso com um gemido entre o beijo, que pareceu que só atiçou mais o caçador.
Arquearam ao mesmo tempo, livrando suas bocas para gemer alto e arrastado, enquanto sujavam-se com o fruto do que tinham feito. Respiravam ofegantes, descompassados, olhando um ao outro intensamente.
“— Delicioso...” – o loiro fora o primeiro a falar, dando um selinho em seguida nos lábios avermelhados do outro.
“— ...” – não conseguiu falar, apenas aninhou-se nos braços deste.
“— Gostou?” – perguntou, abraçando-o forte.
“— ...Muito.” – não pôde evitar em corar mais uma vez.
“— Então quando fizer a maioridade, te darei alto tão bom que nunca mais irá pensar que o deixarei sozinho...” – sussurrou.
“— Seu sangue?” – olhou para este com interesse.
“— Isso também.” – sorriu meio sem jeito, pela ingenuidade daquele vampiro “— Mas eu me referia a outra coisa...” – insinuou.
“— Vai me beijar mais...?” – corou ao perguntar mais.
“— Bem...” – dá um suspiro, deixando isso de lado por enquanto, afinal faltava poucos dias “— Te mostrarei lá.” – sorriu “— Agora dorme...”
O vampirinho se aninhou mais, fechando seus olhos, sentindo os batimentos do coração humano agora calmos, envolvidos por uma ternura que o estava comovendo. Beijou de leve, onde ficava esse coração acalentador, afastando-se em seguida.
“— Tenho que ir... A chuva parou um pouco... E eu tenho aula amanhã.” – falou, sentando-se.
Dino olhou meio contrariado para aquilo. Afinal, queria ficar a noite toda zelando pelo sono de seu amado, vendo-o repousar em seus braços.
“— ...Tem mesmo que ir...?” – indagou, sentando-se na cama, vestindo melhor sua calça “— Fica...” – pediu.
“— Não.” – avisou, de modo quase frio, levantando-se da cama e catando suas roupas.
“— Tudo bem.” – sorriu, pois apesar de Hibari estar indo embora, tinha tido uma noite muito boa.
Viu quase em câmera lenta, ele andar pelo quarto ainda nu, catando as roupas, vestindo-as à medida que as achava, para logo depois vê-lo indo em direção a porta.
“— Não vai me dar nem um beijo antes de sair...?” – perguntou, sentando-se na borda da cama.
“— Quer mais do que já deu em mim?” – olha provocante para Dino, mas acaba por andar até este “— Só um beijo...”
As bocas se encontram em um beijo rápido, singelo, mas tão carregado de sentimentos, que teve a mesma potencia dos outros que trocaram.
“— Te amo...” – declarou-se Dino, sorrindo.
“— ...” – avermelhou-se.
“— Você não precisa responder, eu sei que também me ama.” – sorriu mais.
“— Convencido.” – sorriu de canto, virando-se e indo em direção a porta.
“— Se mudar de ideia, eu sempre abrirei esta porta para você...” – maliciou o máximo que podia.
Suspirou, vendo o vampiro sair de seu apartamento, logo olhou para sua cama, o lençol sujo parecia tão lindo a seu ver. Porém teria que trocar aquilo se quisesse dormir.
Terminando de trocar os lençóis escuta novamente batidas na porta, não pensando duas vezes. Correu para esta sorridente, já imaginando que seu vampiro havia mudado de ideia.
A abriu sem nem ver quem era, e quando se deparou com gente que não conhecia, fora tarde demais.
“— Surpresa!” – Ken pulou em cima do loiro, colocando um pano em sua boca “— Quietinho, caçador.” – avisou, quando este desmaiou no chão.
“— Agora, temos que dar um fim nele...” – falou calmo Chikusa, entrando no apartamento.
“— Mukuro ficará tão feliz.” – alegrou-se todo, vendo que o maior desmaiara.
“— Sim... Ele ficará contente.” – permitiu-se sorrir também.
CONTINUA
(01/10/09)
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