Ironias do Destino

10 Você também quer? Sim, eu quero.


Notas iniciais
Oi, gente. Como vão? Eu sei que prometi postar umas semanas atrás, mas estava viajando e não pude atualizar. Voltei dois dias atrás e já estou postando, como podem ver. A leitura a seguir é proibida para menores, então estejam avisados. hahaha

WPOV

— O-o quê? — ela perguntou um pouco espantada, até mesmo envergonhada, e eu fiz o possível para fingir que não tinha notado. Não acredito que constranger a mulher iria me trazer algum tipo de sucesso, no máximo ela iria fugir e eu iria ficar ali parecendo um idiota.

E eu era muito cuidadoso em evitar parecer estúpido.

— Esse inverno de Chicago. Eu já estou acostumado ao inverno de Londres, mas sempre que posso evitar prefiro climas quentes. Você não concorda? — respondi mostrando uma calma que nem de longe sentia. Ela pareceu se acalmar e logo depois voltou a olhar em meus olhos assentindo. Ótimo, agora seguiremos em frente.

Lembro-me pouco de Londres, tem muitos anos que estou aqui.

— Anos? Então já está morando aqui há anos?

— Hmm, er... Sim, meio que resolvi construir a minha vida aqui há anos.

— Não pensa em voltar a morar em Londres?

— Com toda certeza não, vivo muito bem aqui. Tenho uma casa, um emprego, tudo o que é suficiente para viver bem.

— E sua família?

— Eles estão vivendo lá, assim como eu aqui. Confesso que até sinto saudade da minha irmã, mas isso é por pouco tempo.

— Não compreendo. — Notei que ela pareceu enrubescer, mesmo que tenha abaixado um pouco a cabeça para esconder seu rosto.

— I-isso são detalhes da minha vida que não desejo aprofundar, se não se importa.

Isso foi pior que um soco no estômago. Era a primeira vez que, estranhamente, eu sentia vontade de conhecer um pouco mais sobre alguém e ela ficava evitando. Eu tinha direito de conhecê-la, afinal ela sabia tudo sobre mim. Ou quase tudo. Ainda assim fui obrigado a fingir que nada daquilo me importava e voltar a minha atenção para o nosso garçom que voltava com o nosso vinho.

Esperei que ele nos servisse, logo depois de provar, e fiquei olhando para a saída procurando um novo tópico para abordar. Estava tão difícil encontrar um tema seguro, afinal nossa “relação” já havia começado de maneira completamente contrária. Eu sabia que se apertasse ela sairia correndo, alguma coisa me dizia que eu precisava ser cuidadoso.

— No que está pensando? — ela perguntou quando continuei a olhar demais para a saída. Eu segurei um sorriso de irritação e voltei a fixar meus olhos nos dela. Percebi que ela tremeu, mas não estava em um momento para me importar.

— No quanto você é engraçada.

— C-como? — indagou confusa.

— Você, que esconde as coisas de mim, agora está querendo saber até o que penso. Não é engraçado? Estou segurando uma gargalhada agora, pois temo que vá espantar os poucos clientes deste pobre lugar.

Ela me olhou em choque e prendeu a respiração. Fiquei com medo que ela caísse ali sem oxigenação no cérebro, Deus sabe o quanto eu evitava tragédias... mais do que isso, eu não queria que nada acontecesse com ela. Pensei em falar novamente, mas ela foi mais rápida. Uma parte de mim suspirou tranquilo, outra se desesperou porque eu havia sido um idiota.

— Sinto muito, eu sabia que isso não daria certo... acho melhor ir. — e ela já ia se levantando para me deixar. Era uma cena impossível de se imaginar. Nunca, em toda a minha vida, acreditei que aquilo seria possível. Sério que estava acontecendo? Uma pessoa, seja homem ou mulher, se recusando em estar na minha companhia? Eu sei que isso pode parecer estranho, mas eu também tenho uma vida profissional, e isso nunca aconteceu.

Droga! Eu havia esquecido que pessoas como Lizzie poderiam existir.

— Sinto muito. — me apressei a dizer enquanto a minha voz ainda podia ser ouvida sem precisar chamar atenção das outras mesas. — Fui um tolo... mesmo que um tolo sincero. Você não pode me condenar por dizer o que penso, mas quero que saiba que posso lidar com isso... por hora.

Ela parou e voltou-se novamente para mim. Infelizmente, permaneceu parada enquanto me olhava. Por fora eu parecia um homem de negócios que não temia nada e governava uma das maiores empresas do mundo, por dentro eu era um adolescente nervoso esperando que a namoradinha dissesse que iria finalmente perder a virgindade com ele. Isso era muito doentio, nem quando adolescente eu era desse jeito!

Ela continuou me olhando, mas suspirou e se aproximou novamente. Parou alguns segundos ao lado da mesa, mas finalmente sentou. Eu respirei mais calmo e me acomodei melhor na cadeira.

— Você não gostou deste lugar? — Para a minha surpresa, isso foi o que ela perguntou. Eu tentei pensar calmamente na resposta que daria, expondo a minha opinião sem que ela se sentisse ofendida.

— Bem... Digamos que não seja o tipo de lugar que eu costumo frequentar, mas não é tão diferente.

— Você poderia ser mais sincero...

— Estou sendo parcialmente sincero, deveria considerar.

Ela soltou uma risadinha, que por sinal me deixou fascinado, mas respondeu.

— Talvez eu possa lidar com isso, por hora.

Eu ri por ela usar as mesmas palavras e o clima melhorou. Passamos a conversar um pouco mais sobre ela, sem entrar em detalhes sobre o motivo que a levou a deixar Londres quando ainda era tão nova. No entanto, soube das suas irmãs e também da sua mãe que ainda morava em Londres. Seu pai havia morrido, o que era uma infelicidade. Falei também que os meus pais também haviam morrido fazia algum tempo, e que só havia eu e a minha irmã. Ela falou que a amiga dela conheceu a minha irmã enquanto Georgie passou um tempo fazendo visita para alguns pacientes, quando fazia um pouco de caridade, antes de ir para a faculdade. A amiga dela, pelo que consegui entender, era uma médica de nome em Londres, embora muito jovem, que recebeu uma grande proposta para trabalhar em um ótimo hospital de Chicago recebendo o melhor salário que poderia imaginar. Como elas eram melhores amigas, a tal Charlotte lhe convidou para as duas irem juntas e fez a cabeça dela para transferir a graduação para uma universidade do outro lado do mundo. Ela aceitou na mesma hora, o que achei estranho... a universidade em que ela havia acabado de entrar tinha mais prestígio, mas não expressei minha opinião. E foi sobre esses e outros assuntos que passamos nosso tempo discutindo, entre um prato e outro. Considerei o almoço bastante agradável e, quando terminamos, notei que havíamos passado algumas horas naquela mesa. Não querendo me impor demais, paguei a conta – com muitos protestos dela, que ignorei – e saímos do restaurante. Assim que chegamos do lado de fora eu me ofereci para lhe dar uma carona. Ela recusou, o que já era esperando. Eu insisti, como já era costume. No fim, eu ganhei – sempre ganho. Seguimos em um silêncio confortável até o seu apartamento. Como sou William Darcy, me ofereci para lhe acompanhar até a porta. Ela recusou... mas, como falei, eu sempre ganho. Insisti e ela não pôde encontrar desculpas melhores, afinal só éramos amigos e nada iria acontecer, certo? Errado. Mas ela não precisava saber agora. Quando cheguei à porta, perguntei se ela poderia me dar um copo com água – era uma desculpa idiota, eu sei. Ela, claro, tentou negar, mas eu fui cara de pau o suficiente para citar a Bíblia e ela não teve mais para onde correr. Eu sorri internamente e a acompanhei, sentando-me no sofá de três lugares que ficava estrategicamente colocado na sala, em frente à televisão – por que as pessoas gostam de decorar toda a casa em função da TV? Eu odeio TV.

Enquanto a esperava, evitei olhar para a simples decoração da sua casa. Eu sabia que tínhamos muitas diferenças, mas não queria encará-las agora... até porque não precisaria encarar nunca. Por sorte ela retornou rápido e me entregou o copo com água. Tentei engolir um pouco do líquido, até porque meu TOC não estava muito feliz em ter que colocar meus lábios em qualquer lugar... isso era estranho, mas eu sempre me forçava a beber ao menos água. Comer já era outra coisa, eu precisaria ser muito próximo da família e confiar bastante para me permitir.

Fiquei pensando sobre a minha estranheza enquanto bebia a água, mas assim que afastei o copo dos lábios e lhe entreguei, notei o olhar de expectativa que ela me dava. No entanto, quando tentei me aproximar, ela se levantou e se afastou.

— Acho melhor você ir agora.

— Como? — indaguei completamente confuso. O que aquela mulher estava fazendo comigo?

— Você queria a água, eu dei, agora deve ir. — ela se afastou, indo até o cômodo que eu supus ser a cozinha.

— Então é isso? E se eu quiser outra coisa, você vai dar? — falei lhe seguindo. Era a cozinha. Eu me obriguei a parar na porta, me sentia estranho ali.

— Não seja tolo. — ela replicou virando-se para colocar o copo no balcão e não me encarar. Não consegui mais me segurar e me aproximei, encostando ambas as mãos sobre o balcão, uma em cada lado dela, e a prendi. Não ousei encostar o meu corpo no dela, sabia que não conseguiria me segurar se o fizesse. Meus lábios, no entanto, desceram até que estavam na altura da sua orelha e sussurrei:

— Vai me dizer que você não quer?

Ela tremeu com o som da minha voz, mas cometeu a burrice de tentar se afastar e encostou o meu corpo ao dela. Foi um ato impensado mesmo, porque a partir daí eu não consegui mais me segurar e minhas mãos largaram o balcão e colaram-se na cintura dela. Depois... Bem, depois eu não respondi por mim.

EPOV

Tudo aquilo era novo. Meus últimos namorados – deixando claro que eu só tive dois – só mudaram o status depois de bastante tempo de amizade. Era estranho estar naquela situação com alguém que eu havia conhecido a pouco tempo... era no mínimo louco. Eu não era assim. Por outro lado, ser diferente não havia me levado a lugar algum. Mas, de qualquer forma, aquela não era eu.

Passei um almoço agradável, embora ficasse vermelha de tempos em tempos; era difícil me controlar diante das insinuações dele. Eu sabia que estava lidando com alguém bem mais maduro e acostumado com situações como aquela, mas eu não podia mudar de uma hora para outra... precisaria de tempo. Quando deixamos o restaurante, eu tinha esperança de finalizar com aquilo e ir embora, mas ele não deixou, então fui obrigada a deixá-lo me levar até em casa. Minha nossa, mais essa! Mas as coisas podiam piorar, claro, então ele fez questão de entrar no meu apartamento. Droga, eu não podia lidar com aquilo. Desde Wickham que eu não ficava sozinha em uma casa com um homem – e olha que nós nem chegamos a passar da base dois (se é que eu sei que droga de base é essa, mas acredito que para a Char isso deve ser se abraçar).

Depois dele muito insistir, com uma desculpa idiota que não me convenceu, eu acabei deixando-o entrar, afinal eu precisava enfrentar minhas batalhas e saber lidar com elas. E eu até sabia... o problema era lidar com um homem quente praticamente lhe encoxando na pia da cozinha. Isso era impossível de lidar, eu estava fudidamente perdida. E eu quis dizer exatamente isso!

Tentando sair daquela situação, embora o meu corpo vibrasse e pedisse o contrário – mas eu tinha que ser racional –, eu me adiantei em me mover, mas o movimento só fez a situação piorar. Minha bunda, que estava posicionada cuidadosamente, se adiantou para uma região dele que eu não conseguia nem pensar no nome. O toque foi rápido e logo eu me afastei, encostando-me novamente ao balcão de mármore, mas não adiantou em nada, porque ele envolveu a minha cintura com os braços e encostou sua... sua... hm... sua região novamente em mim. Eu amoleci na hora! E acho que sou a única mulher no mundo que se comporta dessa forma quando em situação parecida. Tradução: sou uma idiota.

Seus lábios, que anteriormente estavam na altura do meu ouvido, mas sem tocar neles, se aproximaram para o meu pescoço – ainda sem encostar – e eu senti a respiração quente dele pela a minha pele. Aquilo era uma loucura e eu não consegui mais me segurar, pois só em sentir o seu calor meu corpo também se tornou quente e eu aproveitei para me esfregar nele, roubando-lhe um ofego, e toquei minhas mãos sobre as deles, levando-as a se moverem sobre o meu sobretudo.

Suas mãos ágeis trataram logo de desfazerem o laço do meu sobretudo e afastar o tecido do meu corpo, deixando apenas poucas camadas de tecido entre nossos corpos, o que só fez o calor que eu sentia aumentar, e voltou a encostar-se em mim.

— Por favor, me fale que você também quer. — ele sussurrou encostando suavemente os lábios na minha orelha, deixando-me frustrada por não fazer mais que isso. Eu sabia ao que ele se referia, e, por mais que não o conhecesse o suficiente, tinha certeza que, embora não fosse a vontade dele, ele se afastaria diante uma negação minha, e era isso que me deixava com mais medo... porque uma parte de mim queria, mas a outra ainda estava presa naquele passado onde fui traída pelas pessoas mais próximas. Eu estava com tanto medo, mas ao mesmo tempo muito confiante por ter um homem como este me desejando dessa forma. Eu... eu... eu desisti!

— S-sim... eu também quero.

Foi o suficiente e logo sua mão esquerda afastou o meu cabelo e eu senti seus lábios sugando a minha orelha enquanto sua mão agarrava firmemente os meus fios... eu poderia sentir dor, mas estava ficando cada vez mais excitada. Sua mão direita desceu até a minha cintura e cuidou de segurá-la junto ao seu corpo até que não existia mais nenhum espaço entre nós. Meu corpo pulsava junto ao seu e eu aproveitava para me esfregar ainda mais nele, sentindo o grande volume que pressionava contra a minha bunda. Eu estava perdida. Sentindo necessidade de diminuir ainda mais o espaço entre nós, inclinei meu pescoço para o lado e pousei a minha mão direita na sua nunca, trazendo seus lábios até os meus. Quando a sua boca encostou na minha eu não senti qualquer delicadeza, pois ao primeiro contato ele mordeu meu lábio inferior e eu gemi com a dor e desejo que senti, o que me levou a me virar para ficar de frente para ele. Assim que estávamos de frente ele se apressou em devorar novamente meus lábios, empurrando a sua língua para dominar toda a região dentro da minha boca... eu nunca havia beijado daquela forma, com tanto desejo. O toque dos seus delicados lábios nos meus só fez aumentar o desejo que eu sentia por ele, o que me fez esfregar minhas pernas atrás de algum atrito. Quando eu achava que não podia aguentar mais, ele me virou e tomou novamente meus lábios. Eu já estava ofegante quando ele afastou seus lábios dos meus, ainda me envolvendo pela cintura, e me olhou com tanta intensidade que meu corpo se arrepiou.

— Eu não quero que você entenda isso de modo errado. — ele falou me olhando hesitante. Não compreendi o que ele queria dizer, então apenas o olhei de cenho franzido. — Isso... entre nós... você não deve entender tudo errado. — ele completou e eu compreendi o que queria dizer. É claro! Como se um homem como aquele fosse ter um relacionamento com sua, mesmo que brevemente, assistente. É óbvio. Homens como William Darcy procuram filhas ricas para somar fortuna, não mulheres de famílias pobres sem muito luxo. Como eu pude entender diferente? Tola!

Mas, por outro lado, eu o queria tanto! Nem aquilo que ele havia me falado poderia me fazer voltar atrás. Eu o queria e iria ter, não importa o que isso significasse. Agora era só fingir ser algo que eu não era, seguir os conselhos da Char e ir em frente. Eu poderia fazer isso. Ao menos era isso que eu repetia mentalmente. Você consegue, Lizzie!

— Me corrija se eu estiver errada. — murmurei suspirando e dando o melhor de mim para parecer convincente. — Você, basicamente, é um daqueles homens que só procuram mulheres para uma foda esporádica. — Meu rosto ardeu com a palavra “foda”, mas eu tentei segurar o sorriso. Eu posso fazer isso!

Ele piscou, franziu o cenho, mas logo se recuperou e sorriu. Por que isso? Não era o que ele esperava? Que merda estava passando pela cabeça dele?

— Basicamente... mas eu tiraria o “esporádica”, digamos que uma foda e só.

Eu gelei. Será que posso mesmo fazer isso? Olhei nos olhos dele e o olhar de desejo, embora ainda receoso, ainda estava lá. É claro que eu posso. Novamente sorrindo, tornei:

— Então eu espero que seja boa o suficiente. — repliquei piscando e ele sorriu, mas eu não vi esse sorriso chegar até os olhos. Dei de ombros para o seu comportamento e me inclinei para frente encostando novamente nossos lábios.

Quando seus lábios tomam o caminho para o meu pescoço e sugam ali, eu chego a libertadora decisão de que tomei a decisão certa: definitivamente colocá-lo para correr por causa dos meus surtos de só transar depois de muito tempo no relacionamento não me levaria a nada. Eu queria e iria foder com aquele cara pelo resto da tarde... e da noite! Eu posso fazer isso, sou linda, sexy e envolvente.

O toque da sua boca em minha pele envia-me em um mergulho delicioso nas ondas do prazer e eu sinto meu centro pulsar encharcando a minha calcinha. E enquanto suas mãos ficam paradas na minha cintura, seus lábios descem pelo meu pescoço e sugam pouco acima do meu decote. Eu estou no paraíso! Mas suas mãos não ficam muito tempo paradas e logo elas deixam minha cintura para se concentrarem em retirar minhas peças de roupa. Peça por peça ele vai tirando-as, até que eu estou com nada além do que meu salto alto. Logo depois, eu sinto suas mãos em meu pescoço, depois por meus ombros, tomando cada parte da minha delicada pele clara. Eu tomando coragem, o olhos nos olhos e o que vejo faz mais uma onda de prazer originar-se novamente em meu centro e pulsar por todo meu corpo... seus olhos queimam enquanto olham suas mãos tocar cada parte dos meus ombros e descerem pelo meu colo, até que rodeiam meus seios e apertam meus mamilos entre os dedos. O aperto faz um gemido involuntário escapar e eu vejo um sorriso brotar entre seus lábios: o maldito estava me torturando e amando isso! Eu reviro os olhos, embora ainda extasiada pelo que estava sentindo, e ele, de surpresa, prende meus mamilos entre os dedos. Eu grito, afinal doía pra cacete, mas ao mesmo tempo fiquei mais molhada.

— Não revire os olhos para mim! — ele falou calmo, mas eu podia ouvir claramente a autoridade de um CEO em suas palavras. Oh, céus... — É tão bom te olhar, mas eu não sei se conseguirei fazer apenas isso por muito tempo... você está me deixando louco. — ele diz com a voz rouca e me puxa pela cintura para pressionar meu corpo contra o seu, o que me faz sentir claramente o que ele estava querendo dizer: ele estava duro, bem mais duro do que antes! — Me mostre onde fica o quarto ou juro por tudo o que é mais sagrado que vou te ter aqui.

Oh, Deus! Estou reclamando por acaso?

Ainda inebriada, o seguro pela mão para levá-lo até meu quarto, mas ele me envolve por trás pela cintura e esfrega sua pélvis na minha bunda. Seus lábios não desgrudaram do meu pescoço enquanto seguimos até o meu quarto que, como sempre, estava parcialmente organizado – nada que pudesse envergonhar uma mulher solteira que trabalhava fora. Quando ele percebe que estamos no quarto, se afasta um pouco do meu corpo e antes que eu possa falar algo, faz sinal para que eu espere. Eu me acalmo um pouco e o observo enquanto, uma a uma, ele retira cada peça de roupa. Quando, depois de algum tempo, ele tira a camisa, eu vejo o quão gostoso um homem pode ser por baixo de um terno e suspiro. Ele sorri e pisca para mim, lançando a camisa longe e passando a tirar o cinto. Com uma habilidade surpreendente, ele desafivela o cinto e abre o botão da calça, descendo o zíper e olhando-me fixamente.

— Você quer ver o que tenho guardado para você, Lizzie? — ele fala com a voz rouca e eu mordo os lábios, porque, afinal, eu queria muito ver.

Ele ri do meu comportamento e, segurando juntamente a cueca, se desfaz de suas calças. Oh, céus, ele é fabuloso. Não diria que ele tem o maior membro da face da Terra, como é suposto para cada mulher que encontra o homem perfeito. O seu tamanho estava acima dos medianos, claro, mas ele não era um monstro. Bem, isso eu poderia dizer do tamanho, porque da largura... era possível existir um pênis da grossura de uma lata de Coca-Cola? Bem, acho que sim, porque ele está me encarando e doidinho para entrar em mim... e eu acho que isso vai doer, mesmo eu não sendo virgem. Porra, já comecei a sentir a dor só de pensar naquilo desbravando novos territórios... digo, meu território!

Eu o encarava tão fixamente – digo, o amiguinho lá de baixo – que não notei quando ele – o homem mesmo – se aproximou de mim, só senti quando sua mão tocou meu ombro.

— Algum problema aqui? — perguntou presunçoso.

— Sim... não... sim? — tentei responder, mas meus olhos não saiam da Torre de Pisa – não é que fosse torta, mas era tão grossa que me lembrou facilmente.

— Você não está sendo coerente agora. — ele suspirou, tocando meu queixo, erguendo meu rosto até que eu o olhasse nos olhos e eu fiquei envergonhada ao me dar conta de que estava encarando descaradamente as partes dele.

— Isso vai me deixar completamente arruinada para outros homens. — murmurei sem me dar conta do que havia falado. Não tive tempo de ficar vermelha, pois ele gargalhou abertamente deixando claro que havia entendido sobre o que eu falava. Mas não o incentivei e fiquei olhando-o sério. Quem ele pensa que é para rir de mim? Assim que ele percebeu que eu não estava me divertindo, tentou controlar a gargalhada e voltou a me olhar, ainda que sem conseguir esconder o quanto estava me achando divertida. E o pior de tudo? Eu ainda o queria!

— Desculpe-me... mas eu espero ansiosamente por isso... para lhe mostrar como é um homem de verdade.

Eu engulo em seco e logo ele me pega nos braços, levando-me e me posicionando sobre a cama. Quando faço sinal para tirar meus saltos, ele me para e eu fico sem compreender.

— Eu a quero usando-os... fiquei imaginando como seria fodê-la usando salto alto durante os últimos minutos, não quero me frustrar agora.

Ainda posicionada sobre a cama, o assisto quando ele se senta de joelhos próximo às minhas pernas e as toca com toques delicados. Eu posso perceber que aquilo é mais um de seus truques, que ele está me trazendo para ele. Delicadamente, seu toque caminha até o interior das minhas pernas e eu o encaro enquanto ele separa as minhas pernas e se posiciona entre elas. Quando penso que ele vai se encaixar entre elas e me foder de uma vez, ele se afasta e inclina sua cabeça até que sua língua toca o meu sexo. Eu convulsiono. Oh, céus, é impossível sentir tanto prazer. Como falei, não é como se eu fosse virgem, pois não era mesmo. E eu também já tive meu primeiro namorado fazendo sexo oral em mim, mas não era nada comparado a William. Enquanto meu primeiro “namoradinho” estava mais concentrado em abrir um túnel até a China, Darcy se preocupava em encontrar o caminho do meu prazer. E ele estava conseguindo. Oh, se estava!

Sua língua deixa delicadas lambidas sobre o meu clitóris, enquanto seus dedos partem meus lábios delicados. Em seguida, sua língua invade minha entrada em um verdadeiro beijo. Eu suspiro, murmuro coisas incoerentes até para mim e gemidos saem dos meus lábios sem sentido algum. Enquanto minha mente está um caos, eu sinto sua boca voltando a mergulhar em meu centro, me provando, me destruindo para qualquer homem que eu todavia pudesse conseguir depois dele. Eu sabia, não haveria outro homem depois... nenhum poderia me fazer sentir o que eu estava sentindo naquele momento. Tão perdida, tão fora de mim, tão à beira de um orgasmo que me consumiria em poucos segundos. E ele não tardou a chegar, logo eu estava soltando um grito e meu corpo começou a tremer. Ele afastou a boca da minha intimidade e me olhou novamente presunçoso, mas agora seus olhos ardiam e ele se sentou novamente, tomando seu pênis na sua mão direita e o massageando enquanto me olhava. Oh, como eu o queria! Inclinei-me para frente e fiz sinal para o seu membro, mas ele deu de ombros e se aproximou deitando-se novamente sobre mim.

— Nada disso... quero gozar com a sua boceta me apertando depois que eu lhe levar ao orgasmo mais fabuloso que já chegou. Depois, e só depois, irei foder essa sua boquinha até que não esteja sentindo mais nada.

— Oh, céus! — Não consegui segurar, saiu.

— Isso, querida, eu diria que você vai ver estrelas...

Ele não terminou a frase, logo seus lábios estavam nos meus novamente e sua boca devorava a minha com nenhuma delicadeza. Meus lábios já deviam estar vermelhos quando ele desceu seus lábios até meu pescoço, distribuindo beijos e descendo cada vez mais até que meu mamilo esquerdo era tomado entre seus lábios e ele começou a chupá-lo. Eu gemia, meu centro o querendo cada vez mais, mas ele continuava concentrado apenas naquela parte. Depois de um tempo, seu rosto voltou-se para o outro mamilo, onde deu uma mordida que doeu um pouco, mas que me excitou muito mais, e sua mão direita tomou o outro seio, o apertando e não me deixando caminho além de não pensar mais em nada, apenas sentir. Eu precisava senti-lo naquele momento, estava completamente perdida!

— Oh! Logo... por favor... agora... não aguento mais...

Murmurava entre gemidos. E embora achasse que não estava sendo coerente, ele me entendeu perfeitamente porque a próxima coisa que senti foi o seu membro me tomando em um movimento só. Foi selvagem, rápido e doloroso. Eu já estava me vendo toda ardida quando aquilo terminasse. Ele parou por um tempo, muito longo para o meu gosto, enquanto se posicionava melhor, e depois começou a se mover. Seus movimentos, no início, eram lentos, mas logo sua velocidade aumentou e eu o acompanhava. Era absurdamente incrível como estávamos sincronizados e a cada invasão sua eu me sentia cada vez mais próxima do orgasmo tão arrebatador quanto o primeiro. Seus olhos estavam presos em mim enquanto nossos gemidos tomavam o quarto. Eu sei o que ele espera, e eu também estou tão perto. Observando seu rosto espetacular enquanto ele continua a me foder, eu encontro-o facilmente em seu ritmo e logo meu corpo estava convulsionando em um orgasmo muito melhor do que o primeiro. Ele não demora muito para vir, e logo estávamos os dois tremendo e suados sobre minha cama que nunca havia visto um homem da vida. Quando já parecia estar controlado, ele se afasta de mim e deita-se ao meu lado se libertando da camisinha e jogando ao lado – preservativo esse que, por sinal, eu não o havia visto colocando. Depois disso eu não vi mais nada, pois deitei de lado e só senti quando ele envolveu minha cintura. Logo eu só poderia estar dormindo.

Notas finais
Eu sempre quis fazer um Darcy assim: Cavalheiro e ao mesmo tempo um safado. Eu amo homens assim e amo esse meu Darcy. Espero que tenham gostado, mas no próximo capítulo teremos emoções fortes e não fiquem com raiva de mim. :3