Ironias do Amor

1 Lobo solitário.


A vida de um lobisomem não é tão fácil quanto muitos acham, na minha opinião se for igual a essa que estou vivendo é um verdadeiro castigo. Não se tem mais vontade própria, tem que cumprir com inúmeras obrigações sem falar nessa bobagem toda de ''Imprinting''.


Eu sou um dos poucos que ainda não tiveram essa de ''amor a primeira vista'' como eles chamam e nem nunca dei tamanha importância pra isso, eu só queria ser livre, correr com o vento quebrando nas bases, sabe? ser descompromissado com nada, já basta os deveres a cumprir em ser um lobo. Patrulhas, investigações, certificar de que a área em que vivemos é segura, impedir a invasão dos inimigos... Argh! os tais Frios. Raça nojenta que nunca descansa, vez ou outra nos deparamos com essas criaturas horrendas bisbilhotando nosso território e claro temos que expulsar os invasores, ou a minha parte favorita da coisa toda... MATAR!


É divertido persegui-los, ainda mais por que somos mais fortes e velozes que eles, pra nós isso é moleza. É como descascar uma laranja. Tá certo, talvez não seja tão fácil assim, eles são espertos e as vezes conseguem nos atacar com uma precisão enorme porém, nós somos muito mais espertos que eles e sempre acabamos vencendo.
Sim, ''Nós''... somos um bando, uma alcateia, mas nos consideramos mais como uma família, e quer saber? é exatamente isso mesmo que nós somos, uma grande família.
E como toda família, sempre tem seus irmãos chatos que pegam no nosso pé o tempo todo. No caso da minha, eles me cobram todo santo dia esse tal de ''imprinting'', eu nunca entendi direito como é sentir isso, afinal eu nunca nem senti.


— E então Sr. Lobo que gosta de viver a toa, quando que você vai finalmente encontrar sua cara metade?


— Qual é, Embry? vai me dizer que aqui na reserva não tem nenhuma garota que lhe interesse, lhe chame atenção?


Paul e Quil conseguiam sempre ser os mais desagradáveis nesses assuntos quando queriam, as vezes me dava um imensa vontade de socar eles até perder todas as minhas forças. Mas em parte as provocações eles tinham um ponto de verdade, de todas as garotas na reserva me chamava atenção. Eu nunca cheguei tão perto de uma garota antes, não com as intenções de fazer dela a minha companheira, a minha namorada e coisa e tal. A última vez que estive próximo a alguém do sexo oposto antes, foi quando tinha 7 anos de idade e ainda nem precisava me preocupar com essa coisa toda de ser lobisomem e caçar monstros que bebem sangue. Sim, por volta dessa minha pouca idade, eu tive uma melhor amiga, seu nome era Allyson.

Notas finais
Bom, o capítulo ficou um pouco curto. porém os próximos serão maiores e com aquela emoção. Vocês não irão se arrepender. ~ roendo as unhas de nervoso~ espero que gostem pois estou redigindo-a com bastante carinho. ♥