Ironia do Destino
17 Unidos pela dor
Notas iniciais
– Oh meus Deus, Bella?! – Cynthia correu para perto dela. – Ela deve estar com hemorragia interna, precisamos fazer alguma coisa agora!
Shura e Máscara se encararam. – Afrodite! – Disseram ao mesmo tempo.
– Vá atrás dele! Rápido! – Gritou Shura.
Máscara não deu um passo. – Você vai atrás dele enquanto eu cuido dela. – E foi na direção dela mas Shura o deteve pela gola da camisa puxando-o para trás.
– Não se atreva a bancar o cretino na minha casa ou não responderei pelos meus atos! – Shura ainda o segurava pelo colarinho.
O canceriano se livrou das mãos do capricorniano com um empurrão que fez Shura perder o equilíbrio. Se levantou e os dois ficaram cara a cara se encarando. O corpo de Bella começou a convulsionar.
– Vocês dois! Pelo amor de Deus! Ela está morrendo! – O grito de Cynthia fez com que os dois saíssem do transe.
Máscara passou os olhos pela cama onde o corpo de Bella estremecia e saiu correndo. Em menos de um minuto voltou com o Cavaleiro de Peixes.
– Afrodite salve ela! – Shura o agarrou pelo braço.
– Se acalme homem! Desespero não vai ajudar ninguém entendeu?! – Afrodite se soltou. – Agora saiam todos!
Cynthia se levantou e começou a se retirar. Máscara e Shura não se mexeram.
– Qual a parte do ´´todos`` vocês dois não entenderam? – O pisciano começou a perder a paciência.
– Eu não vou a lugar nenhum. – Máscara cruzou os braços.
– Esta é a minha casa. Você não pode me expulsar. – Shura também cruzou os braços.
Afrodite fechou os punhos de raiva. – Será que querem conhecer o poder das rosas piranhas? Não hesitarei nem um minuto sequer em mostra-las aos dois. Agora FORAAA!
Os dois bufaram e acabaram saindo. Afrodite bateu a porta e a trancou com a força do cosmo.
– O que ele vai fazer? Não é melhor chamar um médico? – Cynthia preocupada.
– Não! Afrodite pode curá-la, ele vai curá-la! – Shura tentou convencer a si mesmo. – E vocês já podem ir embora, obrigado pela ajuda.
– Eu não vou a lugar nenhum e você sabe muito bem disso. – Máscara apertou o olhar.
– Pois deveria, sua mulher deve estar cansada da viagem não é mesmo? – Disse sarcástico olhando para ela.
– Não, tudo bem. Por mim não tem problema. – Cynthia inocentemente.
– Se ela estiver cansada que vá embora, já sabe o caminho. – Respondeu Máscara sem nem olhar para ela.
Shura se assustou com a ignorância com que ele a tratava. Chegou bem perto e disse olhando nos olhos dele. – Você vai embora com ela! Agora!
Cynthia sentindo que aquilo não acabaria bem, resolveu se meter puxando o marido pelo braço que a empurrou só com uma mão fazendo-a bater com o corpo na parede onde se encontrava um espelho pendurado. Este se soltou espatifando no chão e provocando um corte profundo no antebraço dela.
Todos aqueles gritos e barulhos chamaram a atenção de outros Cavaleiros que estavam em torno.
– Perdeu o juízo seu imbecil? Olha o que você fez! – Gritou Shura.
– Não me interessa, isso mostra o que acontece com quem entra no meu caminho! – E se aproximou.
– Se alguém entrou no caminho de alguém aqui, esse alguém foi você! – E tentou dar um soco nele mas Máscara segurou o pulso de Shura antes.
Camus e Aioros entraram a tempo de separar os dois. – Perderam o juízo? – Gritou Aioros.
Camus empurrou Shura para longe. – Pare com isso agora mesmo!
Aiiiiii! – Choramingou Cynthia tentando levantar. O sangue escorria pelo delicado braço dela e gotejava pelo chão.
– Shura, você pode costurar o braço dela. – Aioros tentando encontrar uma maneira de ajudar a garota.
– Ele não está com cabeça para cuidar dela como se deve. Máscara, não te resta outra, terá que leva-la ao centro médico. – Camus sendo racional.
O canceriano fechou os olhos, respirou fundo para manter a calma, pegou Cynthia no colo mas parou onde estava quando Afrodite abriu a porta e olhou para os dois sério.
– Se tivesse demorado mais cinco minutos Bella... estaria morta uma hora dessa. – Enxugou o suor da testa. – Ela perdeu muito sangue e precisa de repouso absoluto agora. Tinha duas costelas fraturadas que a estavam perfurando por dentro. Mas podem ficar tranquilos, ela está fora de perigo.
Máscara da Morte olhou para o sangue de sua esposa que estava sujando toda sua camisa e por um breve momento sentiu pena dela. Quando se virou para tira-la dali escutou Shura dizer. – Obrigado cara! Ela não estaria aqui se você não tivesse aparecido na hora certa. – Máscara deu as costas sem dizer uma palavra e saiu da casa com Cynthia.
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Larissa passou pela casa de Capricórnio e se inteirou do estado da Amazona de Altarf. ´´Mas ela não tinha ido embora com o Cavaleiro de Câncer?! Que mulherzinha oferecida! E esse idiota de Capricórnio ainda cuida dela, esse mundo está perdido mesmo!``, descia as doze casas sem pressa quando se lembrou da carta. A agarrou e olhou para trás para confirmar que não vinha ninguém. Não perdeu tempo, a abriu e começou a ler. Sentiu um frio da cabeça aos pés... ´´me perdoe por te amar, Saga`` ... pensou que fosse vomitar. ´´aquela inglesa desgraçada, maldita seja! Menos mal que resolvi entregar eu mesma o vestido, caso contrário ela receberia a carta e correria para os braços dele.``. Se recompôs, dobrou a carta, a escondeu e continuou descendo.
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Aiólia acompanhou Mia até a casa dela. Notou que ela estava calada demais e resolveu perguntar.
– O que foi? Você não falou o caminho inteiro. – Disse levantando o queixo dela e depositando um beijo delicado em seus lábios.
– Estou preocupada com a Bella, não deveria tê-la abandonado assim. – Na verdade a amiga não era o único motivo que a preocupava.
– Não se preocupe, ele vai cuidar bem dela. Não se deixe levar pelas palavras dele quando disse que ela não estava bem. Aquele espanhol é um exagerado, ainda por cima apaixonado do jeito que ele está. – Aiólia sorriu.
– Que sorte a dela então! – Mia fez drama.
Aiólia passou a mão pelos cabelos dela e sorriu ainda mais. – Humm, você acha? Queria estar no lugar dela?
– Quem eu? Hunf... não posso invejar a minha amiga por ser amada por todos? – Brincou Mia
– Por quê? Você quer ser amada por todos? Não basta ser amada só por mim? – Ele olhou intensamente para ela.
– Eeee...eee... o que disse? – Mia mordeu o lábio.
– Isso mesmo que ouviu mocinha. Você mexeu comigo desde a primeira vez que te vi entrar no salão da 13ª casa. E o que sinto por você tem só aumentado a cada dia que passa Amazona de Régulus. – Ele acariciou o rosto dela, se aproximou e disse baixinho. – Estou completamente, loucamente e ardentemente apaixonado por você Mia!
Ela encheu os olhos de lágrimas. Ninguém nunca tinha sido tão amável com ela.
– Oh Aiólia! Eu nem sei o que dizer... – Mia toda emocionada.
– Que tal... eu também! Estou brincando, não tenho pressa, tem que ser espontâneo. Talvez você ainda não se sinta 100% segura ao meu lado. – Disse um pouco sério.
– Mas é claro que não, eu adoro estar ao seu lado, por mim passaria 24 horas com você! – Disse corando.
– Então por que não dorme comigo esta noite? – Propôs o leonino.
– Como assim dormir com você leãozinho? – Ela não estava acreditando que ele estava realmente pensando em...
– Não precisa me olhar assim meu amor, hahaha, quando eu digo dormir, entendo dormir literalmente, não encostarei um dedo em você mesmo que divida a mesma cama comigo sem sua autorização. Entendo que ainda é cedo para você. E eu já te disse que respeito e admiro muito isso. Dormir junto com você sem segundas intenções é uma maneira de te provar que o que sinto é verdadeiro... – Mas foi interrompido por Mia que o beijou com força para não continuar a escutar aquela tortura.
Quando finalmente o largou disse. – Eu não sou nenhuma santa Aiólia!
– Eu nunca disse que era... – Ergueu as mãos.
– Então pare de me tratar como uma leãozinho. – Ficou na ponta dos pés para dar um ultimo beijo nele e entrou em casa.
Já do lado de dentro, arrancou a máscara e a jogou longe. Escorregou de costas pela porta até o chão chorando.
– Ei, o que aconteceu? – Dona se ajoelhou ao lado da amiga. – Não me diga que aconteceu alguma coisa com a Bella?
– A Bella é que é feliz, pode ser ela mesma e nem por isso a deixam de amar. – Resmungou Mia.
– Pois isso só acontece quando o amor é sincero! – Lizzy entrou na sala tomando chá.
– Mas é sincero o que ele sente por mim! – Mia insistiu.
– Não estou entendendo nada! – Shiva confusa. – De quem estamos falando afinal?
– Aiólia e eu. E do Shura e a Bella também... – O comentário de Mia fez com que Dona sentisse uma pontada.
Todo aquele falatório acabou acordando San que passou pelo cantinho da sala e foi para a cozinha onde estava Kat. Todas ficaram em silêncio até ela desaparecer.
– Nossa que cara! – Disse Mia enxugando as lágrimas.
– Ela não está bem tadinha. Parece que aconteceu alguma coisa entre ela, Milo e o Mú. – Shiva cochichou.
– Todos juntos? – Quis saber Lizzy.
– Não! Claro que não! Ai... me sinto mal contado essas coisas pelas costas dela. — Shiva se sentiu culpada.
– Ahhhh pare já com isso e desembucha! – Mia parecia já ter esquecido suas preocupações com o leonino.
– Bem, perece que o Milo não quis nada com ela. E o Mú também não! Bom foi o que eu entendi. – Shiva em voz baixa.
– Isso é impossível. Você deve ter entendido mal! O Escorpião está de quatro por ela e bem... o Mú... também, eu acho. – Mia toda confusa.
– Shhhh parem que ela está vindo aí. – Avisou Lizzy e todas disfarçaram menos Dona que desde que escutou sobre o amor de Shura por Bella ficou perdida.
– Oi San! Como é que você está? – Mia estava com pena dela que balançou a cabeça em afirmação mas começou a tremer os lábios e seus olhos se encheram de lágrimas.
– Owwwnnnn! – Disseram todas juntas e a abraçaram.
– Não fique assim Sangmu! – Shiva tentou consolar.
– É isso mesmo! Eles não merecem a suas lágrimas! São todos uns idiotas! – Mia ainda a abraçava. – Vou dizer para o leãozinho te apresentar o irmão dele que além de decente é lindo.
– Oh por Atena! Não faça uma coisa dessa. Não quero saber de homem nenhum! – San disse magoada.
– Oh pobrezinha! Te juro que a próxima vez que cruzar com o Milo vou dar na cara daquele escorpião nojento! – Mia revoltada.
San sentia o coração apertado só de escutar o nome dele. – Não Mia! Você não vai fazer nada disso, ele não tem culpa, sou eu que perdi a cabeça, ele só foi sincero.
– Tá! Como você achar melhor... então vamos procurar ocupar a mente com outras coisas, você precisa se entreter urgentemente San. Dia 10 agora é o aniversário do Cavaleiro de Peixes. Aiólia me disse que vão fazer uma festa atrás da arena se o Grande Mestre autorizar.
– Dia 10 de março? – Shiva com a mão na boca.
– Aha! E espero que se essa festa realmente acontecer, seja menos polêmica! – Mia cansada de confusão.
San, Shiva, Dona e Lizzy suspiraram ao mesmo tempo. Kat negou com a cabeça. Mas voltaram do devaneio com alguém que batia forte na porta.
– Quem será a essa hora? – Desconfiou Kat. Colocou a máscara junto com as outras e foi abrir a porta.
– A Senhorita Elizabeth se encontra? – Larissa com um sorriso irônico nos lábios.
– Lizzy é para você. – Kat deu meia volta e cochichou no ouvido da Amazona. – É a serva!
Lizzy respirou fundo e foi ver o que aquela louca queria com ela.
– O que quer aqui? – Disse seca.
– Desculpe o horário, é que Saga pediu pessoalmente que lhe entregasse seu vestido... e que lhe desse um recado. – Mentiu a serva.
Lizzy arrancou o vestido amarelo da mão dela. – Que recado?
Larissa olhou para as outras e voltou o olhar para a Amazona. – É sobre o que aconteceu hoje de manhã. A Senhorita compreendeu mal as coisas, nós somos muito próximos sim, mas somente como amigos, confidentes, nos conhecemos a muitos anos e ele confia muito em mim, mas é só isso. E ele também pediu para te dizer que é melhor deixar o que aconteceu para lá, que será melhor para você e que ele só está fazendo isso pelo seu bem. – Mentiu.
Lizzy não podia acreditar que ele tinha sido capaz de revelar uma coisa tão íntima à aquela mulher. Se recompôs rapidamente e olhou para a serva. – Mais alguma coisa?
– Não, era só isso. Ah, a sua amiga Bella está sendo muito bem cuidada pelo Cavaleiro de Capricórnio caso lhe interesse saber. – Deu um sorriso sínico e foi embora.
Lizzy se controlou para não bater a porta. Foi para o quarto, se trocou e saiu.
– Como assim a Bella está sendo muito bem cuidada pelo Shura? – Quis saber Shiva.
– Ai, me esqueci de dizer, encontrei o Shura com a Bella nos braços desmaiada. Ele a levou para casa dele para cuidar dela, eu queria ir junto mas o Aiólia achou melhor deixa-los sozinhos. – Mia disse meio sem graça.
Dona não aguentou e saiu da casa. Todas se entreolharam.
– Ué vai entender! Bem parece que as coisas com o Cavaleiro de Câncer não acabaram bem como pensávamos... ele é casado! – Revelou Mia.
– O quê? – Todas em coro.
– E a esposa dele chegou hoje. Tadinha da Bella. – Continuou Mia.
– Não é melhor nós irmos até lá? – Se preocupou Kat.
– Já é tarde. Amanhã cedo nós vamos. – Decidiu Mia e as outras concordaram.
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Kanon entrou na casa de Touro.
– Ei Aldebaran, já estou pronto. – Chamou pelo amigo. Os dois fariam a ronda noturna.
– Mas ainda está muito cedo. Faltam uma hora e meia. – Aldebaran saindo da cozinha com uma coxa de frango na mão.
– É tem razão. Bem, vou dar uma volta por aí, está muito calor para ficar dentro de casa. Nos vemos mais tarde então. – E seguiu em frente.
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Lizzy correu até a praia. Estava desolada com o que havia ocorrido. ´´Como ele pode? A minha vontade era de ir na 13ª casa e dizer umas verdades para aquele cretino!``. ´´Por que eu Atena? O que eu fiz para merecer isso?`` se ajoelhou na areia e ficou ali com o olhar perdido no reflexo da lua no mar.
Kanon pulou nas rochas que o levariam direto a areia da praia. Aquela noite fazia mais calor que o normal ou era ele que estava quente por dentro? Decidiu nadar no mar, arrancou a Armadura de Gêmeos e caminhou nu em direção a água. Lizzy achou que estava tendo uma alucinação. ´´Saga?`` pensou a Amazona. Mas quando olhou mais para atrás viu a Armadura entendeu quem era. ´´Eu não sei se isso foi um sinal mas prefiro achar que sim``, levantou, arrancou a roupa e entrou na água também.
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Dona caminhou até a arena. Se sentou, retirou a máscara e enxugou as lágrimas. Estava triste por sua alegria ter durado tão pouco e ao mesmo tempo estava preocupada com a amiga, deveria ir até lá para ver como ela estava mas não tinha coragem de olhar nos olhos do Cavaleiro de Capricórnio. Estava perdida em seu devaneio quando Yato e Tenma apareceram na frente dela. Com o susto acabou derrubando a máscara no chão. Se levantou e tampou o rosto com as mãos.
– É pedir muito que da próxima vez avisem que estão se aproximando? – Disse de costas.
– Xiiiii eu vou indo nessa! Não quero saber de mais problemas com Amazonas sem máscaras... A gente se vê Dona, se cuida! – Tenma deu as costas e deixou Yato sozinho com ela.
Ele se abaixou e pegou a máscara no chão, a sacudiu para tirar a terra e a esticou para Dona. – Tome, aqui está a sua máscara.
Ela ainda de costas tirou uma das mãos do rosto e a pôs para trás. Ele a segurou pelo pulso e a puxou para ele.
– Ahhh, enlouqueceu? – Disse cobrindo o rosto com as mãos outra vez.
– Pode descobrir seu rosto, estou de olhos fechados. – Avisou Yato.
Dona um pouco desconfiada foi baixando as mãos. Ele realmente mantinha os olhos fechados como havia prometido. – Será que pode me devolver agora?
– Espere, quero fazer uma coisa. – E levantou as mãos até o rosto dela e desenhou com os dedos cada detalhe como se assim pudesse ver sua fisionomia. Quando passou os dedos pelos olhos dela sentiu as lágrimas, as enxugou. Desceu a mão para nuca e a puxou para um beijo. Ela deixou desta vez. Ele sempre com os olhos fechados, beijou os olhos dela e colocou a máscara em seu rosto. – Pronto, posso abrir os olhos agora?
– Sim! – Dona não sabia o que dizer, estava encabulada com a atitude doce dele.
– Você é linda! Não chore por favor! – Disse já com os olhos abertos.
Ela só concordou com a cabeça sem dizer nada.
– Venha, vamos dar uma volta. – A segurou pela mão e a conduziu para fora da arena.
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Cynthia precisou levar sete pontos no braço. Depois de ser medicada, foi ao encontro do marido que a estava esperando na entrada da clínica.
– E então? Podemos ir? – Máscara perguntou sem emoção.
– Sim, desculpe pela demora. – Disse de cabeça baixa.
– Tudo bem, afinal a culpa não foi sua. – Foi a melhor coisa que ele disse desde a chegada dela.
Ao descer encontraram Electra pelo caminho.
– Ei você! – Máscara chamou por ela.
– Sim Cavaleiro? – Disse séria.
– Preciso falar com você mais tarde. Para resolvermos aquele velho assunto. – Tentou disfarçar.
Cynthia olhava de rabo de olho. Não gostava como aquela mulher linda encarava seu marido.
– Na sua casa? – Electra perguntou irônica.
– Sim, onde mais? – Ele respondeu seco.
– Tem certeza? – Disse olhando para Cynthia. – Não quero incomodar sua esposa.
– Não sei se sabe mas se pode trabalhar em silêncio também Electra. Você se incomoda Cyn? – Disse segurando-a pelo queixo.
– Mas é claro que não. Trabalho é trabalho e longe de mim querer atrapalhar. – Cynthia sem imaginar o que o marido pretendia realmente.
– Então nos vemos mais tarde. – E deu um sorriso com o canto da boca fazendo com que a serva suspirasse.
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Shura caminhou até sua cama onde se encontrava Bella que ainda não havia despertado. Se sentou ao lado dela. Havia limpado cada centímetro do seu corpo respeitando sempre a privacidade do rosto oculto por aquela bela máscara decorada que ela usava na festa na qual ele preferiria simplesmente esquecer, pois lhe fazia recordar um dos piores e mais humilhantes dias da sua vida. Segurou as mãos dela e as massageou para aquece-las. Ela havia recobrado sua cor natural. Começou a massagear o braço até chegar a nuca. Sentia seu coração disparado. Como era possível amar aquela mulher depois de tudo o que fez. Contornou a lateral da máscara com os dedos, ‘’dane-se, você é minha!’’, se deixou levar pela emoção e a removeu. E para sua surpresa, ela abriu os olhos.
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