Ironia do Destino
18 Te amo mesmo assim
Notas iniciais
– Shura? – Bella disse em voz baixa.
Ele estava enfeitiçado pela beleza da canceriana.
– O que aconteceu? Onde estou? – Tentou se levantar mas sentiu uma forte dor no abdômen.
– Não Bella! Você precisa repousar. Eu te encontrei na floresta lembra? O que você foi fazer ali? – Ele aproveitou para perguntar.
Bella fechou os olhos por um instante e um filme de tudo o que havia acontecido passou pela sua cabeça. Sentiu raiva e culpa ao mesmo tempo. Quantas pessoas havia magoado em um espaço tão curto de tempo. Queria morrer. Abriu os olhos e viu sua máscara na mão do Cavaleiro. Súbito cobriu o rosto mas Shura foi mais rápido e segurou as mãos dela.
– É inútil Bella, eu já vi o seu rosto. Sinto muito, melhor dizendo, não sinto não. Me sinto ligado à você isso sim, nem que seja por meio de uma maldita tradição, melhor do que nada. – Shura sorriu triste.
– Mas é errado! – Ela lembrou que também havia mostrado o rosto à Mascara da Morte.
– Errado é esconder tamanha beleza atrás de uma maldita máscara! Mas você terá sempre a escolha de me matar. – Ele a olhou intensamente.
– Você sabe que eu seria incapaz de te machucar Shura... – Ela disse com sinceridade.
– Sinto informar Senhorita mas você já o fez. E de uma maneira tão cruel que outro no meu lugar teria te botado para fora desta casa a pontapés ou te deixado morrer naquela floresta, mas eu sou um completo idiota e em outras palavras, seria incapaz de te fazer algum mal. – Shura desviou o olhar.
Ela esticou o braço e tocou o rosto dele girando-o na direção dela. – Você não é nenhum idiota. E eu te devo um pedido de desculpas, o meu comportamento foi imperdoável, apesar de que nós não tínhamos nada um com o outro.
– Não tínhamos? Por quê? Agora temos? – Ele jogou com ela.
– Shura por favor! – Bella não queria tocar naquele assunto.
– Claro que não! Está mais do que óbvio que você está interessada no Máscara da Morte. Vai negar? – Ele perguntou com raiva.
– Eu o conheço a anos. Não tem nada a ver com interesse. – Mentiu.
– Não tem interesse ou não pode ter? Afinal a esposa dele está aqui. – Jogou na cara dela.
– Não me ofenda! Nós somos amigas! Aiigghh... – Sentiu uma pontada nas costelas.
– Bella! Já chega desse assunto que não faz bem à você e nem à mim. – Disse ajudando ela a se ajeitar na cama.
– Eu não quero te incomodar Shura! Penso que posso ir para casa, lá as meninas podem cuidar de mim. – Ofereceu.
– Isso está fora de cogitação! Você não sairá daqui enquanto não estiver 100% recuperada estamos entendidos? – Ele informou.
– Me devolva a máscara por favor. – Ela esticou o braço.
– Não vai me matar? – Ele ironizou.
Ela o encarou por alguns segundos. – Não!
– E também não vai me amar! – Disse sério.
– Isso não foi uma pergunta! – Afirmou Bella.
– É contra as regras Amazona, portando escolha uma das duas opções. – Lhe deu a oportunidade de escolher.
Ela não disse nada.
– Que se dane a regra então! Sei que nunca vai me amar e só de pensar que não me mataria por remorso me dá náuseas. – Se irritou o capricorniano.
– Por favor, só te peço que não conte para ninguém que viu o meu rosto! – Implorou.
Ele não disse nada, se aproximou e colocou a máscara no rosto dela. Estavam com os rostos a poucos centímetros um do outro. Shura olhou para os lábios carnudos dela. Ela não se afastou, ele respirou fundo e se levantou. – Descanse Bella. – E se foi.
............................
Kanon nadava livremente quando sentiu a presença de alguém. Parou e viu uma mulher de pele alva e longos cabelos castanhos que lhe cobriam os seios entrar no mar, ela já estava com a água pela cintura quando parou, reparou que usava uma máscara. ‘’Lizzy?’’ pensou Kanon. Nadou em direção a garota. Lizzy sentiu um calafrio percorrer seu corpo, eles eram tão idênticos, por um minuto se sentiu insegura se aquilo era realmente o que queria fazer. Kanon se aproximou até estar de frente para ela.
– Lizzy, o que faz aqui uma hora dessa? – O Cavaleiro não conseguia desviar os olhos do corpo nu dela iluminado pela luz do luar.
– O mesmo que você! Está uma noite tão linda não é mesmo? – O provocou.
– De fato, nunca havia visto uma tão linda! – Sem se referir a noite e deu um passo a frente.
– Kanon posso te pedir uma coisa? – Tomou coragem.
– Tudo o que quiser. – Jogou os cabelos molhados para atrás.
– Não, deixa... isso é loucura. – E se virou para sair da água.
Ele a segurou contra seu corpo. Os dois ficaram assim, colados, em silêncio. Ela lembrou das palavras da serva, fechou os olhos, deitou a cabeça para trás encostando-a no peito dele. Ele tocou a lateral do rosto dela e foi deslizando a mão para abaixo, passando pelo pescoço, afastou o cabelo e a beijou ali. Ela o agarrou pela nuca. Kanon a virou e a beijou forte. A ergueu pelo quadril, ela se afastou para olhar o rosto dele.
– Eu quero você! Como eu nunca quis nada nessa vida! – Confessou Kanon.
Ela sorriu para ele e foi suficiente para fazer com que ele a penetrasse ali mesmo dentro d’água, sob a luz do luar. Eles se amaram e se beijaram até ela atingir o orgasmo. Ele retirou antes de terminar e gozou sobre ela. Os dois afundaram na água e emergiram em seguida, se olharam e ela o abraçou.
– Por Zeus que loucura! – Kanon disse enquanto acariciava os cabelos molhados dela.
– Eu sei. Não sei o que dizer. – Estava realmente com vergonha.
– Não diga nada. Eu adoraria ficar aqui com você a noite inteira mas não posso, estou de ronda esta noite. – Se explicou. – Mas você pode ir para minha casa e me esperar lá.
– Eu não posso fazer isso Kanon! As pessoas poderiam reparar. – Ela se afastou e disse segurando as mãos dele.
– E você está preocupada com que os outros vão dizer? Por que Lizzy? – Kanon quis saber.
Ela começou a sair da água levando-o com ela pela mão. – Eu não vim ao Santuário com a intensão de me envolver com alguém.
– Eu não estou te pedindo em namoro Amazona, só me pareceu indelicado fazer amor com você, te deixar aqui sozinha e ir embora. – Respondeu com o orgulho ferido.
Ela terminou de colocar as roupas molhada mesmo se virou e o beijou. Ele resistiu por um segundo mas depois se rendeu. – Se eu for para sua casa, sendo ou não sua namorada vamos dividir a sua cama e fazer amor outra vez e eu vou acabar me envolvendo com você. Que mulher não acabaria? Um homem tão lindo, educado e gentil. – Passou a mão pelo rosto dele, sentia o coração apertado pela semelhança.
Ele percebeu que ela estava para chorar. – O que foi Lizzy? Nós acabamos de nos amar mas te sinto tão triste.
– Não estou triste meu querido. Estou com medo, com muito medo. – E o abraçou.
– Você sabe que pode se abrir comigo. – Lhe depositou um beijo no alto da cabeça.
– Eu não quero te magoar, mas estou me sentindo tão sozinha! Não sei o que fazer. – Começou a chorar.
– Ei Lizzy, mas o que é isso? Não chore por favor. Você não vai me magoar. E se me permitir, a partir de agora não se sentira mais sozinha. Eu não sei com que espécie de homem você se envolveu antes que te deixou tão insegura. Vou te mostrar que nem todos são iguais. – Aquilo fez com que ela chorasse ainda mais.
– Me desculpe. – Disse enxugando as lágrimas por debaixo da máscara. – Você é completamente diferente.... completamente. Agora é melhor irmos.
Kanon se vestiu, acompanhou Lizzy até a casa dela e foi ao encontro de Aldebaran.
..............................
Aproximadamente às duas da manhã, Electra descia as dozes casas em direção à Câncer, quando passou pela de Escorpião Milo saiu detrás de uma coluna e a segurou pelo braço.
– Onde pensa que vai sem pedir autorização serva? – Disse bem próximo ao ouvido dela.
– Desculpe Cavaleiro, não foi minha intenção passar sem sua permissão, só não quis disturbar pelo horário. – Ela notou que ele havia bebido.
– Hum sei! Mas agora deverei castiga-la para que aprenda a ter boas maneiras. – E a segurou forte pelos cabelos.
– Milo eu não tenho tempo para brincar com você agora. Estão me esperando. – Disse tentando se soltar.
– Não me interessa! – E a jogou no chão. Apoiou a garrafa de Whisky sobre uma mesa, caminhou até estar de frente ao corpo dela. Tirou a camiseta e a rasgou em tiras. A serva se excitou. A agarrou pelos cabelos e a levantou do chão. A deitou sobre a mesa de jantar, com uma das tiras a vendou, com outra amarrou os pés e as mãos juntas nas costas deixando-a imóvel de barriga para baixo. Enfiou a mão dentro da calcinha dela e constatou que a serva estava toda molhada.
– Escuta bem o que vou te dizer serva... se você gozar eu vou te espancar fui claro? – Disse calmamente próximo à ela.
– Sim meu Cavaleiro! – Ela entrou no clima, adorava aquilo.
– Boa menina! – A arrastou pelos cabelos até ficar com a cabeça pendurada para fora da mesa. Abriu as calças e expôs o membro ereto. Ela o chupou, ele cobria os olhos com as mãos, ofegava disfrutando da submissão da serva até que não aguentou mais e gozou na cara dela.
– Aaaaahhhhh! – Disse caminhando para trás até tocar uma poltrona e cair ali sentado. Como queria que fosse outra pessoa naquela mesa. Balançou a cabeça voltando a realidade. Aquilo nunca aconteceria. Se levantou e desamarrou a serva, jogou o que restou da sua camiseta no rosto dela. Electra se limpou e se aproximou.
– Você é tão quente Milo, de todos é o que me deixa mais louca! – E o abraçou por trás.
Ele olhou para os braços dela envolvendo sua cintura. – Que liberdade é essa? – E se soltou.
– Nossa como você está rancoroso! O que fizeram para você? Ahhh já sei, a namoradinha do Mú te deu um pé na bunda não foi? – Passou por ele e foi embora.
‘’Hunf! Antes fosse!’’ pensou Milo pegando a garrafa outra vez e se jogando com a cabeça para trás na mesma poltrona.
..............................
Dona caminhava de mãos dadas com Yato.
– Yato, espere por favor! – Ela parou do nada.
– O que foi? Quer voltar? – Ele não queria que ela fosse embora.
– É que estamos caminhando como namorados, isso é errado. – Disse sem graça.
Ele largou a mão dela e desviou o olhar.
– Yato, não me leve a mal por favor! – Pediu.
– Dona eu estou tentando te ajudar. Você não é mulher para aquele cara. – Ele começou a se alterar.
– É? E por que não? – Quis saber ofendida.
– Espere, me entendeu mal! O quero dizer é que você é demais para ele, será que não percebe? Shura nunca vai corresponder. Ele é assim, simplesmente não se importa! – Disse o que pensava.
– Estou cansada de ter que dar satisfação e escutar dos outros o que devo fazer ou não! Vou embora! Obrigada pelo passeio Cavaleiro. – E começou a andar pelo caminho de volta.
– Espere, não vá embora assim... me desculpe! – A segurou pela mão.
Dona deu uns tapinhas de leve na mão dele. – Tudo bem Yato, tudo bem. – E foi embora.
...........................
Cynthia estava deitada na cama olhando para o as costas do marido na varanda. Ele estava parado ali, perdido em pensamentos olhando para lua a mais de uma hora.
– Por que não entra um pouco meu amor? – Ela tentou.
– Está calor demais aí dentro, além do mais você precisa descansar, não sei o que ainda faz acordada! – Disse sem se virar.
– Está esperando pela sua amiga? – Tinha um mal pressentimento.
– Ela não é minha amiga! – E entrou no quarto.
– O que ela é então? – Estava com ciúme.
Ele se aproximou, apoiou as mãos na cama e a olhou bem nos olhos. – Ela não é nada você me entendeu?
Cynthia não se conteve e o beijou. Ele retribuiu com força até ela estar completamente deitada e parou. – Ela não é nada! – Repetiu. – Agora durma. – Lhe deu um beijo na testa e saiu do quarto. Ela suspirou, como amava aquele homem.
Ao chegar a saída da casa avistou Electra que descia com pressa.
– Desculpe a demora. – Disse massageando os pulsos.
Ele seguiu o movimento com o os olhos. – Você sabe muito bem que não ligo que saia com outros, contando que eu seja o primeiro.
Ela se aproximou e colou seu corpo ao dele. Agarrou a mão do Cavaleiro e a levou ao seio farto. – Mas é por você que meu corpo anseia. E eu também.
Ele subiu a outra mão passando pela nuca da serva, a agarrou pelos cabelos, puxando-a para trás e aproximou a boca da dela. – Se está procurando romance sabe muito bem que está no lugar errado! Mas como sou um Cavaleiro que luta pela paz vou saciar a sua ânsia. – E a levou para dentro no quarto de hóspedes.
..........................
Já pela manhã todas se reuniram e foram até a casa de Capricórnio visitar Bella. Ao passar por Áries avistaram Mú na entrada.
– Bom dia meninas! – Sempre formal e educado. Nem passou os olhos por San.
– Bom dia! Estamos indo visitar a Bella e por falar nela me lembrei que antes da festa ela ia te pedir que desse umas aulas intensivas de telecinese para Sangmu. – Mia disse.
– Imagina! Eu não quero incomodar! – San não sabia enfiar a cara.
– Incomodar? Ela vai te incomodar Mú? – Continuou Mia.
Ele olhou para San. – Mas é claro que não. Não sabia que a sua telecinese estivesse ainda em fase de desenvolvimento.
Ela estava quase propondo umas aulas à Mia caso alguém decidisse esganá-la um dia desses. Mas somente disse. – Sim, me falta muito ainda para poder executa-la com perfeição!
– Depois que visitar Bella pode vir para cá, assim já damos inicio ao treino, se você quiser é claro. – Propôs Mú.
– Está bem, nos vemos mais tarde então. – Se despediu e saiu junto com todas as outras.
– Não me olhe assim filha de Dalai Lama, você sabe que fiz isso para te ajudar. – Mia já imaginando o que o olhar de San representava.
– Sou muito grata Mia, de verdade, mas da próxima vez deixe que eu mesma resolva os meus problemas. – San disse séria.
– Italianos... não sabem cuidar da própria vida! – Soltou Kat.
– Ohhh mas qual o problema de vocês? Eu só quis ajudar! Vocês que se lasquem entendeu! Nunca mais vou ajudar ninguém... ninguém! – Mia magoada.
– Fuxiqueiros e dramáticos! – Continuou Kat sem se importar.
– Ai gente, para que isso, ela não fez por mal! Também não precisavam ter sido tão grossas. – A defendeu Shiva.
– É, acho que tem razão. – San se arrependendo da sua atitude.
– Eu ainda acho que é melhor assim, quem sabe agora ela não aprende. – Kat não mudou de opinião.
Quando passaram por Gêmeos Lizzy parou. – Vão indo na frente, preciso dar duas palavrinhas com Kanon. Nos vemos lá encima.
Mia se segurou para não dizer nada, ainda estava magoada.
Lizzy procurou por Kanon mas não o encontrou. Escutou o barulho da água e concluiu que ele deveria estar tomando banho. Ousadamente entrou no banheiro da sua suíte. Ele estava no chuveiro e ao ouvir o barulho se virou e a viu. Ela encostou as mãos no cristal embaçado pelo vapor da ducha.
– Bom dia Cavaleiro! – E deu um beijo no vidro deixando a marca dos seus lábios.
Ele saiu debaixo da água, tão lindo, com aqueles olhos azuis tão intensos que a faziam suspirar mas daí lembrou que não era exatamente os dele que a deixavam assim.
– Desculpe a intromissão. – Disse corando um pouco.
Ele sorrio sem nem imaginar o motivo que a atraía ali. – Você é sempre bem vinda e sabe disso! Quem me dera começar todos os dias com uma visita tão ilustre.
– Assim você me deixa sem graça! – Disse se retirando.
– Onde vai? Mal chegou? – Ele a seguiu.
– Vou visitar Bella que está na casa de Capricórnio. – Se explicou.
– E vai embora sem me dar nem um beijo? – Ele provocou.
– Você está todo molhado Kanon, ontem eu já cheguei toda ensopada em casa, agora não tenho mais o que inventar. – Ela improvisou.
– Não de desculpa nenhuma, ponha a culpa em mim, diga que não resisti e te beijei debaixo do chuveiro. – A amazona ficou tensa. – Não precisa se assustar, estou brincando quanto ao chuveiro. – E a beijou, ela tentou resistir mas acabou cedendo. Kanon a pressionou contra a parede fazendo-a perder o controle.
...........................
Passando por Leão, Aiólia decidiu acompanha-las. Ao se aproximarem da casa de Escorpião San olhou para Mia.
– Você não está por acaso pensando em propor alguma coisa aqui também não é? – Receou a tibetana.
– Mas é claro que não! Eu torço pelo Mú! – Confessou baixinho.
San conseguiu dar um meio sorriso que não durou muito ao ver Milo aparecer vestido para treinar na entrada da casa.
– Mas que diabo é isso? Uma procissão? Morreu alguém? – Milo não entendia o que todas elas faziam ali.
– Estamos só de passagem Cavaleiro. – Explicou Shiva.
– Você sempre no meio da mulherada não é Apolo de Leão! – Provocou Milo.
Mia fez bico para os dois.
– Milo me poupe das suas conclusões matinais! – Aiólia desconversou.
– Ora ‘’leãozinho’’ não precisa se irritar! – Milo brincou com a maneira como Mia o chamava. – Mas impressão minha ou está faltando a nossa querida amiga.
– Bella está com o Shura. – Mia explicou.
– Bella? E quem aqui está falando da Bella, ela é sua amiga, eu me refiro a nossa amiga. – E apontou para Aiólia. – Shaina, ops desculpe, a sua namoradinha não sabia? Desculpe mais uma vez pela mancada.
Mia olhou para Aiólia. – Quem é Shaina?
– Você não a conhece? Então pergunte para a Sangmu, ela vai te contar como ela é. – Milo lembrando de quando agarrou Shaina na casa de Áries na presença de San.
– Sim, eu a conheci. Não precisa se preocupar Mia, eu os vi juntos. – E apontou para o escorpiano. – Ou seja, se ela é o tipo de mulher para o Milo quer dizer que não é grande coisa. Não passa de uma qualquer... uma vulgar. – San disse encarando Milo e partiu na frente de todos. – Vamos embora daqui.
Milo a acompanhou com os olhos sério. Mediu Mia e Aiólia de cima a baixo e desceu as escadas.
– Muito bem San! – Dona a cumprimentou.
– Por favor não fale comigo senão vou chorar! – Disse com a voz embargada.
Dona e Shiva se entreolharam e todas seguiram em frente.
Shura escutou a barulheira e deu um pulo da poltrona onde acabou se adormentando.
– Mas o que é isso? – Disse se levantando.
– Ei Shura, as meninas vieram saber como está a Bella. – O leonino apontou para as cinco que o acompanhavam.
– Será que dá para falar mais baixo?! – Se irritou o capricorniano.
– Ele tem razão! Fiquem quietas! – Mia disse a todas.
– Pronto já passou a magoa. – Kat soltou.
– Como ela está? – Mia se antecipou.
– Ela está melhor, o Afrodite a curou. – Shura explicou. – Deve só repousar.
– Falando nisso o aniversário dele está chegando, parece que vão dar uma festa atrás da arena. – Aiólia lembrou.
– Eu não quero saber de festas até segunda ordem. – Shura disse sério.
Todas disfarçaram olhando cada uma para um lado, menos Dona que se aproximou.
– Se não for pedir muito, queria ver a NOSSA amiga, pode ser? – Pediu séria.
– Não façam barulho, Aiólia entre com elas e cuide da situação. – Shura pediu abrindo a porta. Dona foi a ultima a entrar mas foi detida pelo capricorniano. – Você não!
Fale com o autor