Ironia do Destino

13 Sonhando acordada


Notas iniciais
E que continua a festa, afinal o show não pode parar.... Boa leitura!

Máscara retirou os sapatos de Bella. Deslizou delicadamente os dedos pela pele macia das pernas descobertas. Se levantou, apoiou as mãos na cama e se aproximou do rosto dela.

– Espere um minuto. – E desceu as escadas.

Ela observou ele se retirar, só de calça, com o peito todo descoberto, tão lindo, tão perfeito. Não poderia estar mais feliz. Se jogou de costas na cama. – Eu te esperei a vida inteira, acho que posso sobreviver a um minuto.

Ele voltou com uma garrafa de champagne.

– Espero que goste. – A abriu sem dificuldade.

– Eu nunca tomo champagne, mas se você diz que é bom... – Ela sorri.

– Venha! – Ele estendeu a mão.

Bella se levantou. Máscara da Morte vai até o aparelho de som e seleciona, You Lost Me da Christina Aguilera. A melodia invade todo o ambiente. Ele se aproxima dela por trás.

– Levante seus cabelos. – Pede e ela obedece imediatamente.

Ele começou a descer lentamente o zíper do vestido enquanto beijava a lateral do pescoço dela. Conforme baixava o zíper e o vestido se abria cada vez mais, contornava com a boca a linha da coluna, beijando e mordendo delicadamente a pele macia das costas dela. Ela começou a sentir um calor por dentro insuportável, tentou tocá-lo mas ele a deteve.

– Shiiiiuuuu, calma Bella! Tudo ao seu tempo. – E continuou a tortura até que o vestido escorregou aos pés dela. Deixando-a só de calcinha.

– Eu não aguento mais, preciso te tocar, quero te olhar nos olhos. Implorou ela.

Ele tirou o que restava da roupa dele e caminhou até estar de frente para ela. Bella não podia acreditar nos seus próprios olhos. Ele pegou a garrafa de champagne e segurou a mão dela. – Venha, vamos para a cama.

Ela o acompanha. Ele a deita. – Mas antes vamos nos livras disso aqui. – E tira a calcinha dela que estava tão maravilhada com a visão daquele corpo másculo que nem se deu conta.

– Está com sede Bella? Porque eu estou sedento. – Pegou a champagne e despejou sobre ela que se arrepiou com o contraste de temperatura entre o frio do líquido e o calor de seu corpo.

Ele percorreu com a língua o caminho por onde passava a bebida. Bella jogou a cabeça para trás e agarrou o lençol. Seu corpo alvo e seus cabelos vermelhos como fogo davam contraste com o lençol de seda negro. Ele a lambia e chupava o corpo até descer para o sexo dela. Separou as pernas e a invadiu com a língua, chupando-a com força.

– Ohhhhhh, oh meu Deus! É meu fim! – Ela ofegava.

– Você é tão apertada, não me diga que sou o primeiro? – Ele percebendo que ela era virgem.

– Estava esperando por você! Sempre esperei, sempre acreditei que seria você! – Ela confessou.

Aquilo mexeu com o Cavaleiro que engatinhou sobre ela, até ficarem cara a cara. Colocou a mão sobre a máscara dela. – Posso? – Pediu ansioso.

– Sim! – Ela não pensou duas vezes.

Ele engoliu seco. Ninguém nunca havia cedido tão de corpo e alma. Mas o que era aquilo? Retirou a máscara e ficou ali, parado, sem reação. Encarando aquele par de olhos. Azul no verde. Céu e mar. Turquesa e esmeralda. Se perdeu completamente e a beijou com loucura. Ela respondeu puxando os cabelos e entrelaçando as pernas ao redor da cintura dele.

– Eu quero você! Como eu nunca quis ninguém na minha vida! Agora. – Ele sussurrou com a voz rouca.

– Me faz tua mulher! Eu não aguento mais. – Implorou Bella.

Ele posicionou o seu membro ereto e empurrou fazendo-a soltar um grito alto.

– Te machuquei? – Perguntou diminuindo a velocidade.

– Não pare por favor! – Ela sentia dor e prazer ao mesmo tempo.

– Oh Bella! – E se afundou completamente nela.

– Simmm! Simmm! Ahhhhh! – Estava perdida de amor.

Não demorou até ele atingir o orgasmo. Gozou com força. Sabia que ela não tinha atingido o clímax. Se levantou e foi até o banheiro e começou a encher a banheira enorme. Voltou e deitou sobre ela apoiando o seu peso sobre os cotovelos.

– Da onde você saiu? Está me deixando louco! Eu te quero outra vez. – Ele mordeu o lábio dela. – Como inferno pode ser tão linda? – Máscara da Morte estava enfeitiçado pela garota.

– Eu também te quero! Para sempre! Não sei ficar sem você – Ela tinha lágrimas nos olhos.

Ele beijou uma lágrima que escorreu pelo rosto da Amazona. – Não chore! Eu estou aqui não estou. – E a pegou no colo levando-a até o banheiro. A colocou delicadamente dentro da água morna e em seguida entrou também. Ao mesmo tempo que a beijava, limpava o sangue que havia entre suas pernas.

– Vou fazer amor com você aqui. – Ele se surpreendeu consigo mesmo por dizer aquilo pela primeira vez na sua vida e por ser tão sincero.

– Sim, faça amor comigo meu amor. Oh Máscara eu te amo mais que a minha própria vida. – Ele sentiu uma alegria tomando conta do peito dele ao escutar aquilo. Se orgulhava de estar com aquela mulher loucamente apaixonada por ele. A beijou com ternura e pela primeira vez na sua vida fez amor. Eles se amaram por toda a noite.

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Aiólia e Afrodite se aproximaram da mesa onde se encontravam as meninas.

– A Senhorita me da a honra de dançar a próxima canção? – O leonino estendeu a mão para Mia.

– Oh leãozinho! Eu sabia que iria dar um jeito de vir ao meu encontro. – Mia segurou na mão dele e foram juntos para o meio da pista.

– Oi Shiva! – Afrodite estava um pouco tímido.

– Oi Cavaleiro! – A pisciana percebeu o nervosismo dele. – Está tudo bem? Por que me olha assim?

– Shiva... eu estou impressionado, você está tão diferente. – Ele não conseguia desviar os olhos do vestido dela.

– Diferente bom ou diferente ruim? – Ela não conseguia decifrar o olhar dele.

– Você está tão dona de si dentro desse vestido, parece outra pessoa. – Ele tentou explicar.

– Você gostou? – Perguntou sem jeito a Aspirante.

– Se eu gostei? Você só pode estar brincando?! Eu não consegui raciocinar direito depois que te vi passar por aquela porta. Dança comigo Shiva? – Estendeu a mão para ela.

– Mas é claro. – Se levanta e vai com ele para o meio da pista.

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Milo se aproxima da mesa e se dirigi diretamente a Saori.

– Deusa Atena, peço sua autorização para me retirar antes da festa acabar. – Pediu seriamente o Cavaleiro de Escorpião.

– Ora Cavaleiro, o que aconteceu para que queira se retirar antes? – Saori estranhou.

– Eu não estou me sentindo bem Atena, gostaria de ir para minha casa. – Milo insistiu.

– Precisa de ajuda? Eu nunca o vi assim. – Ela se preocupou com ele.

– Agradeço a sua preocupação mas é só uma forte dor de cabeça. Então posso ir? – Perguntou mais uma vez.

– Mas é claro Cavaleiro. Vá repousar. – Ela consente. Ele vira-se para sair mas é bloqueado por Mú.

– Onde ela está? – Mú temendo por Sangmu.

– Ela quem? – Milo fingindo não ter entendido.

– Não se faça de idiota Milo. Onde está San? – Mú tentou manter a calma.

– Eu não sei e não me interessa. – Começa a andar mas Mú o segura pelo braço.

– Eu vi vocês dois juntos a poucos minutos atrás. Onde ela está? Eu não vou repetir mais uma vez, não me obrigue a fazer uma cena aqui! – Ele estava falando sério.

– Você quer mesmo saber? – Disse Milo se soltando com força. – Pois então tá, sua querida San foi atrás de mim para dizer que me quer, que está apaixonada por mim. E sabe o que ela disse quando eu avisei que ela não se encaixava com o meu gosto peculiar? Ela disse que faria tudo o que eu quisesse. – Aumentou Milo.

– Isso é tolice sua! – Mú não queria acreditar naquilo.

– Você não acredita? Pois veja você mesmo o estado em que ela se encontra depois que eu disse que não! Ela está no final do corredor. Corre carneiro, quem sabe ela não se contenta com você mesmo. Poderia ter dormido sem essa não é mesmo, e olha que te avisei, mas você não quis escutar... – E partiu deixando Mú perplexo que foi até onde Milo havia dito que se encontrava San.

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– É melhor entrarmos. – Camus com prudência.

– Oh não! Eu não quero entrar! – Kat estava nos braços dele.

O Cavaleiro de Aquário sorri e beija o topo da cabeça dela. – Eu também não quero entrar. Estava pensando em convidá-la a passar a noite em minha casa, o que você acha?

– Mas eu não posso voltar para casa vestida assim. As pessoas irão comentar. E eu tenho pavor do que os outros dizem. – Disse triste.

– Kat? – Levantou o rosto dela pelo queixo. – Qual o problema?

– Nenhum por quê? – Ela tentou disfarçar.

– Não sei! É como se houvesse uma nuvem negra sobre você as vezes. – Se preocupou Camus.

– É o meu jeito. Eu sou russa lembra? – Ela tentou disfarçar.

– Eu treinei por anos na Rússia lembra? – Ele levantou uma sobrancelha.

– Ora, então deveria me entender melhor do que os outros. – Kat não queria brigar.

– Ekatrina! – Disse sério. – Eu não quero que você esconda nada de mim, fui claro.

– Eu abri meu coração para você! – Ela estava chateada.

– E você me fez o homem mais feliz do mundo por isso. Mas o que quero dizer é que não admito mentiras. – Ele explicou.

Ela sentiu vontade de vomitar.

– Você tem razão, vamos entrar. – E seguiram para dentro do salão.

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Enquanto isso na copa...

– Você é louca ou o que? – Electra irritada com a serva.

– Ela praticamente me atropelou. – Larissa se defendeu.

– Isso não te dá o direito de agredi-la, perdeu o juízo? – Não aceitando a desculpa esfarrapada da serva.

– Mas foi ela quem começou! – Gritou.

– Cale essa boca sua inútil! Eu te juro que se o Grande Mestre se irritar comigo por causa da sua atitude irresponsável, farei da sua vida um inferno! Fui clara? Agora vá para o seu quarto e só apareça quando mandarem te chamar.

Larissa virou as costas e marchou para o quarto. “Isso não ficará assim!”, pensou.

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Saga se encontrava sentado no chão encarpetado, apoiado na escrivaninha com Lizzy encolhida entre seus braços. Enquanto acariciava os cabelos chocolates brilhantes da Amazona, refletia o que haviam feito.

– Você está tão calado. Se arrepende do que fizemos? – Ela temia a resposta.

– Como eu poderia me arrepender. Foi incrível! Acho que não me lembro quando foi a ultima vez que me senti assim. Mas confesso que temo pelas consequências. – Disse por fim.

– Ninguém precisa saber. Mesmo eu querendo gritar para os quatro ventos como você me faz feliz, me completa. – E se virou até ficar de frente para ele.

– O que eu vou fazer com você? – Ele disse roçando os lábios no dela.

– Use a imaginação Mestre! – E o beijou com vontade.

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Mú sentiu a presença de San no final do corredor, pior, conseguiu sentir sua angustia. Se aproximou e a encontrou sentada no chão com o rosto entre as mãos chorando. Paralisou ao lembrar das palavras do escorpiano. Se ajoelhou ao lado dela e a abraçou.

– San! Não chore! – Ele a embalava como um bebê.

– Mú? – Ergueu o rosto.

– O que posso fazer por você? Não importa o que seja, diga e eu farei. Não suporto sentir a sua dor. – Ele faria realmente qualquer coisa.

– Oh Mú! Você não pode fazer nada por mim, ninguém pode! Estou condenada e a culpa é somente minha. – Ela soluçava.

– San por favor se acalme. Quer ir embora? Eu te acompanho. – Ofereceu.

– Eu quero sumir do planeta Mú! – Afundou o rosto no peito dele.

– San, seja sincera comigo, não precisa temer. Ele... te fez alguma coisa? – Temia pelo o que poderia ouvir.

– Ohhhh sim! Ele foi sincero comigo, me mostrou que não sou mulher para ele! Ele não me quer! Eu nunca me senti tão inútil!. – Confessou.

O sangue do ariano gelou ao ouvir aquilo. “Então era verdade” pensou com uma dor no coração. Com o orgulho ferido depois de tudo que havia feito por ela, a soltou e se levantou.

– Me desculpe Sangmu, mas neste caso não posso realmente te ajudar, vou te deixar sozinha para que reflita, eu sinto muito... com licença. – E desapareceu com a telecinese.

Apareceu diretamente na entrada da casa de Áries. Seu sangue em vez de gelado, agora queimava nas veias. Tinha a visão turva pelas lágrimas. Entrou e jogou tudo o que havia sobre a mesa de jantar no chão. – AAAAhhhhhhhhhhh! – Chorou de raiva.

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Shura se levantou e foi até a pista de dança sem dizer nada a ninguém. Parou ao lado de Yato e Dona que ainda dançavam.

– Já chega garoto, agora é a minha vez! – Se intrometeu Shura.

Dona olhou para ele sem acreditar.

– Nós ainda não acabamos. – Yato disse.

– Não sei se percebeu mas não estou lhe pedindo! – Ousou o capricorniano.

– Quem disse que ela quer dançar com você? – Yato já havia parado de dançar.

– Ela quer. Eu te garanto. – A encarou Shura.

– É melhor eu voltar para a mesa. – Dona tentou sair dali.

– Dona espera! – O Cavaleiro de Capricórnio não sairia dali sem dançar com ela.

– Ela já não foi clara que não está afim? – Yato se meteu na frente de Shura que o agarrou pelo colarinho levantando-o

– Sai daqui antes que eu te arranque a cabeça pirralho! – E o empurrou para longe.

Aiólia largou Mia e correu para apartar a briga. – Enlouqueceu capricórnio! Na frente da Atena, Shura? Não seja idiota. E você Unicórnio dá o fora daqui!

Shura ignorou o leonino e estendeu a mão para Dona. Ela resistiu um pouco e acabou aceitando. Sabia que ele estava fazendo isso porque estava com o orgulho ferido. Mas decidiu aceitar para evitar confusão.

– Viu nem doeu! – Shura a puxou para bem perto.

– Só aceitei para evitar uma tragédia. – Ela deixou claro.

– Ah sim? E eu aqui iludido achando que você tinha aceitado porque é louca de amor por mim. Assim fere os meus sentimentos Amazona. Se é que ainda me restou algum. – Começou brincando mas ficou pensativo.

– Não é justo. Eu não mereço ser usada assim. – ela foi sincera.

Ele parou e a olhou nos olhos. – Vem aqui! – E a levou para os jardins outra vez.

Chegando segurou o rosto dela e a beijou. Ela tentou resistir mas foi mais forte do que ela e acabou retribuindo. Era um sonho estar nos braços dele, mas durou pouco. Ele a soltou e deu um passo para trás, tapou a boca com a mão negando com a cabeça.

– Você tem razão, não merece isso! Eu não consigo, juro que queria mas é mais forte do que eu. Me dói demais admitir isso mas eu amo a Bella, inferno eu sou louco por ela. Me perdoa Dona... – Confessou mas ela saiu correndo antes que ele dissesse mais alguma coisa.

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– Volta aqui leãozinho. Esquece essa gente briguenta. – Mia puxou Aiólia pelo braço.

– Você tem razão! – A abraçou e a girou. – Eu já disse que você é o ser vivo mais sexy que eu já vi em toda a minha vida?

– Nossa Aiólia como você é exagerado! Hahahahah – Mia se divertiu.

– Mas é verdade! Eu juro! – Fez o sinal com os dedos.

– Está bem, vou te contar o meu segredo, eu tenho estilo e os outros seres vivo não! – Ela ria.

– Na Itália isso se chama estilo? Pois saiba que aqui na Grécia nós chamamos isso de tentação, provocação, maldade para com o sexo masculino. – Ele deu uma mordida no lábio dela.

– Isso é coisa que se diga Aiólia? – Mia fingiu estar chocada.

– Você tem razão! É que o contraste entre a sua sensualidade e inocência foi gritante. Me desculpe. – Deu um sorriso tímido. – Mas eu adorei, você está digna de uma capa de revista.

– Inocente eu? Até parece... – Tentou brincar.

– E ainda por cima cheia de falsa modéstia! Assim vou acabar me apaixonando para sempre! – Ele suspirou e ela sentiu uma pontada de dor de cabeça.

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– Quero que venha para minha casa mais tarde. – Afrodite praticamente mandou.

– Fazer o que na sua casa? – Shiva já pensando em alguma desculpa para escapar.

– Quem te escuta pode pensar que você só me procura quando precisa que eu te cure de alguma coisa. – Ele fez bico.

– Mas eu nunca te procurei. Se bem me lembro foi você quem me procurou. – Ela o corrigiu.

– Os fatores não alteram o produto Senhorita. Nós temos alguns assuntos não resolvidos para serem finalizados. – Ele a lembrou.

– Eu já te agradeci pela gentileza de ter me curado, mas não pense que por isso te devo alguma coisa. Sei muito bem o que quer e te aviso que está perdendo tempo comigo. – Ela se irritou.

– Você é bipolar ou algo assim? – Ele também se irritou.

– Não sou não! Só porque não caí na sua rede, não tem o direito de me ofender. – Parou de dançar.

– Eu não te ofendi coisa nenhuma. Só estou dizendo que antes você também queria e agora está se fazendo de difícil. Se não quer nada comigo por que diabos se vestiu assim, se não foi para me provocar então eu não sei! – Jogou na cara dela.

– Ora mas que abusado! – O empurrou e saiu para o jardim.

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O Grande Mestre ajudou Lizzy a se vestir e a acompanhou até um dos aposentos de hóspede.

– Vou pedir que te tragam roupas limpas para que possam lavar o seu vestido. Até lá você pode ficar aqui. – Ele se virou para sair.

– Posso ficar o tempo que quiser? Tipo para sempre? – Ousou a Amazona.

– Lizzy por favor! – Ele não queria perder o controle.

– Saga! Como pode me tratar como se nada tivesse acontecido? – Ela se indignou.

– Porque eu sei que se me deixar levar pelos meus sentimentos não conseguirei sair deste quarto tão cedo ou pior te deixarei ficar para sempre! – Confessou.

– Oh por Zeus Saga! – Ela correu e o abraçou. – Sentimentos?

Ele acariciou lentamente o rosto dela coberto pela máscara. – Em outro momento minha querida, agora eu preciso voltar. – Lhe deu um beijo rápido e saiu.

“Minha querida?”, pensou e se jogou na cama sorrindo sozinha até adormecer.

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Tenma vagava sozinho pelo salão quando avistou a Amazona de cabelos verdes. Estava com um vestido longo de seda negro, tinha um decote em v profundo nas costas e na frente.

– Shaina? – Custou a acreditar que pudesse ser ela.

A Amazona de Cobra deu meia volta. Estava linda. Ele ficou de boca aberta.

– O que você quer Pégaso? – Ela se levantou com um drink nas mãos.

– Dança comigo? – Pediu sério.

Ela ficou onde estava e não respondeu. Shaina sentiu o coração disparar quando o Cavaleiro se aproximou e tirou o copo da mão dela e esticou a outra mão convidando-a. Ela afastou com força a mão dele. Ele segurou o pulso dela e a atraiu para mais perto. Um podia sentir a respiração do outro.

– Dança comigo! – Disse mais uma vez.

– Não! – Ela respondeu com a voz rouca.

– Eu não estou pedindo Shaina! – E olhou para a boca dela. – Seja boazinha comigo e venha dançar, não me obrigue a usar a força com você.

– Você não ousaria. – Ela temia que sim. – Eu não danço. Muito menos na frente dos outros.

Ele não pensou duas vezes e a arrastou para fora do salão. Não só foram para a parte externa como adentraram o jardim. Pararam no meio da escuridão.

– Está melhor aqui? – Disse fitando a boca dela.

– Não teme pela sua vida Cavaleiro? Aqui eu poderia matá-lo sem que ninguém percebesse. – Ameaçou Shaina.

– É verdade. Aqui podíamos fazer tantas coisas sem que ninguém percebesse... – Ele arrancou a máscara dela. – Ahh melhor assim. Tem um rosto tão bonito. Alias está malditamente linda vestida assim.

O corpo dela reagiu ao elogio. Mas para não se deixar levar pela galanteria dele tentou lhe dar um tapa, só que o Cavaleiro de Pégaso foi mais rápido agarrando o pulso dela e girando o braço nas costas da Amazona que gemeu de dor. Ele colou o corpo atrás do dela. E com a outra mão levantou os cabelos de Shaina deixando o pescoço descoberto.

– Me solte! – Exigiu ela.

– Não até você aprender a se comportar. – E beijou de leve o pescoço dela.

– Não se atreva Tenma! Pare agora! – Disse de olhos fechados.

– Como se diz? – Ele provocou. Ela não disse nada. – Se não pedir com educação eu não vou parar. – E passou os dentes, depois a chupou.

– Por favor! – Ela implorou ofegante. Ele a soltou.

– Tão mais linda assim, se é que isso é possível. – A virou e a beijou.

O beijo se intensificou, ele a segurou pelo quadril e ela cruzou as pernas na cintura dele. Os dois acabaram caindo no chão sem parar de se beijar. Shaina se afastou tentando recuperar o folego e deu um soco nele, tirando sangue do Cavaleiro. Arrancou a máscara da mão dele e se levantou.

– Nunca mais se atreva a me tocar. – E foi embora ajustando o vestido e deixando ele deitado de costas massageando o rosto com um sorriso.

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O Grande Mestre voltou para o salão. Saori lhe disse que estava tudo sob controle omitindo grande parte dos acontecimentos. Dona encontrou Yato e Tenma, eles partiram juntos. Shaka, Dohko e Kanon se despediram e também foram embora. Aldebaran partiu com Aioros. Afrodite olhou para Shura.

– Você está bem cara? – O pisciano quis saber.

– Eu estou ótimo! Nunca estive melhor! – Respondeu irônico. – Mas você também não está com uma cara nada boa.

– É só que eu não entendo e acho que nunca vou entender o mundo feminino. – Confessou o Cavaleiro de Peixes.

– É melhor não entrarmos neste assunto complexo. Vamos embora que preciso dormir umas 48 horas. – Shura disse saindo na frente.

Aiólia acompanhou Mia. Camus saiu com Kat. Shiva voltava do banheiro quando escutou um barulho estranho. Virou e seguiu pelo corredor e avistou uma garota vestida de branco com longos cabelos rosa sentada no chão.

– San? – E correu na direção da amiga.

Ela levantou o rosto, estava arrasada. – Oh Shiva! Eu quero morrer.

A pisciana a ajudou a se levantar. – O que aconteceu com você? Foi o Milo não é? Deixa o Mú saber que ele te fez alguma coisa, será o fim daquele escorpião venenoso!

– Ele não me quer! – San não tinha mais forças para chorar.

– Quem? Milo, Mú? – Shiva estava confusa.

– Os dois! O Milo disse que não sou mulher para ele e o Mú me deixou aqui sozinha, devo ter ferido os sentimentos dele. Sou uma idiota, quero morrer! – San abraçou a amiga.

– Venha vamos embora antes que amanheça, não quero que ninguém te veja assim! Somos praticamente as ultimas. – E foi embora com San.

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O dia amanheceu ensolarado no Santuário. Um raio de sol fez com que Bella abrisse os olhos. Estava nua deitada com a cabeça apoiada no peito do seu Cavaleiro. Fechou os olhos sorrindo e se adormentou outra vez. Não tinha sido um sonho... era a mulher mais feliz do mundo.

Notas finais
Bella é a mulher mais feliz do mundo, mas por quanto tempo? Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo...