Notas iniciais
Assim como o sonho se tornou realidade, o pesadelo também se fez presente destruindo qualquer esperança de felicidade... Boa Leitura!

Máscara da Morte observava a garota ruiva que dormia sobre o seu peito com um sorriso no rosto. Mas o que foi tudo aquilo, de onde ela surgiu? Só sabia que ela era a garota do Shura. O capricorniano devia estar querendo mata-lo uma hora dessa. Mas foi impossível resistir. Estava encantado com a misteriosa Amazona que insistia em dizer que o conhecia. Mas nada disso tinha importância pois pela primeira vez ele se sentiu feliz de verdade. Aquela foi sem dúvida a melhor noite da sua vida. Não queria ser precipitado mas desejava aquela mulher para si, mas para isso teria que tomar uma decisão que mudaria tudo para sempre, mesmo sabendo que comprometia mais de uma pessoa com essa atitude. Olhou para o relógio, 9:30 da manhã, ela chegaria no voo das 10:45, tinha que se apressar. Rolou Bella para o lado bem devagar e levantou lentamente para não fazer barulho, a cobriu e ficou ali observando aquela beleza rara que combinava com perfeição com a sua cama, com a sua vida. Beijou os lábios dela delicadamente e partiu.

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Lizzy despertou com o corpo todo dolorido, havia dormido toda torta e com o vestido manchado de vinho. Levantou a cabeça e viu roupas limpas sobre uma cadeira. Decidiu ir tomar um banho. Ao lavar seu corpo lembrou por onde a mão de Saga a havia tocado na noite interior. Não sabia se ele havia dito algo sobre sentimentos ou se tinha sonhado. Mais tarde esclareceria tudo diretamente com ele.

No salão principal Saga mandou chamar Larissa.

– Com licença, posso entrar? – Pediu a serva.

– Passe! – Saga estava para poucos amigos.

– O Senhor pediu que me chamasse Grande Mestre? – Ela já estava preparada para o pior.

– Serei breve! O seu comportamento na noite passada foi inadmissível! Eu simplesmente não aceito que um convidado seja desrespeitado. – Disse seriamente.

– Mas a culpa não foi minha, ela praticamente se jogou sobre mim. – Tentou se defender.

– O que não te dá o direito de agredi-la em absoluto! – Se levantou.

– Ela está interessada no Senhor Mestre! Vai permitir essa avanço da parte dela? O Senhor sabe que é errado não é mesmo? – Larissa tentou lembrá-lo das regras.

– Mas que impertinência! Perdeu o juízo? – Se irritou.

– Eu não posso perder esse emprego! Se é que o Senhor me entende? – Se aproximou.

– Pois se zela tanto por esse trabalho, pare de fazer de tudo para ser mandada embora. – Ele olhava desconfiado ao vê-la se aproximar cada vez mais.

No andar de cima, Lizzy terminou de se arrumar e resolveu procurar por Saga. Desceu as escadas e perguntou por ele a uma serva que indicou o salão principal. A porta estava entreaberta e ela entrou sem bater.

– Então o Senhor entende ou não o motivo que me impede de perder esse emprego? – Segurou a mão dele e a levou ao coração.

Ele sem entender a reação da serva, põe a mão delicadamente no ombro dela por compaixão. – Não Larissa, eu não entendo.

– Eu simplesmente não sobreviveria longe do Senhor. Não faça isso comigo por favor! – O abraçou e ele sem reação deixou mas não retribuiu.

Lizzy apareceu e começou a bater palmas. Ele segurou a serva pelos ombros obrigando-a a soltá-lo. Ela se escondeu atrás dele.

– Não precisa se esconder covarde. Eu não vou te fazer o que estou com vontade, afinal ele permitiu não é mesmo Saga? E quem sou eu para contrariar o Grande Mestre. Com licença estou sobrando aqui. – Deu meia volta e saiu do salão.

Saga correu atrás dela deixando a serva com um sorriso no rosto.

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Aiólia descia com Mia pelas casas do zodíaco e passando por Touro encontraram Máscara da Morte que também descia todo apressado.

– Bom dia sumido. – O leonino brincou.

– Estou com pressa bichano, outra hora te explico o meu sumiço! – E desceu na frente.

– Ei mas que pressa é essa? Espera aí! – Aiólia foi atrás dele. – Não é para mim que você deve uma explicação não! E você sabe muito bem de quem estou falando, isso não vai acabar bem.

– Ele vai sobreviver, acredite! E me deixe ir que o voo dela está para aterrissar. – O canceriano apertou o passo.

– Você quer dizer que ela chega hoje da Itália? E a Bella? – O Cavaleiro de Leão parecia horrorizado.

– Sim Aiólia, sim. E a Bella está adormecida em minha cama, arrivederci! – Brincou com as palavras e entrou em Áries.

– Que cara é essa leãozinho? – Mia não estava entendendo nada.

– Será que você se importaria de voltar sozinha? Lembrei de uma coisa importante que preciso resolver. – Ele tentou parecer normal.

– Isso não tem a ver com a minha amiga estar na cama do seu amigo tem? – Mia desconfiou.

– Depois eu te explico melhor está bem? – Fez cara de piedade.

– Tá tá tá, vai né! Fazer o quê! – Ela o liberou contra a sua vontade.

Ele lhe deu um beijo na testa e depois um nos lábios. – Mais tarde passo para te ver. – E subiu correndo.

Mia entrou em Áries e estranhou a bagunça e também a ausência do Cavaleiro guardião que sempre estava presente. “O que será que aconteceu por aqui? Desse jeito acho que nunca mais haverá uma festa!” pensou a leonina.

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– Venha vamos tomar café! – Shiva tentava puxar San da cama.

– Eu não quero sair daqui. Me deixa Shiva por favor, entenda a minha situação! – San enterrou a cara no travesseiro.

– Você acha que a minha noite foi boa? Eu estou tão decepcionada com o Afrodite. Como eu pude ter sido tão burra! Ele só queria o meu corpo aquele pervertido. Os homens são tão insensíveis. – Ela acariciava os longos cabelos rosa da escorpiana.

– Ao menos ele quis o seu corpo! E eu que fui rejeitada! E para piorar feri os sentimentos do meu melhor amigo. – Se sentou na cama. – Preciso ir falar com ele.

– Falar com ele quem? – Shiva temendo ser o escorpiano.

– Com o Mú é claro! – Levantou e se olhou no espelho. – Oh estou um desastre.

– E não está em condições de se aborrecer San. Não queria nem tomar café e de uma hora para outra resolve ir falar logo com o Mú! Você não sabe o que ele pode te dizer, sei lá, eu acho que é muito cedo, deixe a poeira baixar um pouco. – Aconselhou a pisciana.

Mas San estava determinada. – Eu não me importo em me magoar. Afinal, depois de tudo o que fiz para ele, é o mínimo que mereço.

– Mas se você não está interessada nele, o que vai fazer lá? Ou não percebeu que ele te ama? – Shiva não concordava com a decisão de San.

– Eu não sei! Mas não posso deixar as coisas assim. Nós sempre fomos amigos além de tudo. Eu o amo como um irmão! – Se trocou e partiu.

Shiva se juntou com Dona e Kat na cozinha quando Mia entrou.

– Que cara é essa, não dormiu com o Aiólia? Deveria estar com uma aparência melhor. – Tentou descontrair Shiva.

– Eu não dormi como você está pensando. E estou preocupada com a Bella, está acontecendo alguma coisa, vocês sabiam que ela passou a noite na casa de Câncer? – Disse com a mão na cintura.

– Deu para imaginar. Por Atena, o que foi aquilo? Coitado do Shura! – A pisciana se lamentou pelo capricorniano.

Dona suspirou.

– É mais complicado do que parece. Bella conhece o Cavaleiro de Câncer a anos, de quando ela ainda era uma criança, quem diria que iriam se reencontrar... Mas está acontecendo alguma outra coisa. Não sei o que é mas estou com um pressentimento ruim. – Mia pegou um biscoito. – E você Dona? Que cara é essa? Te vi dançando com o Yato e depois, o que foi aquilo do Shura exigir de dançar com você! Coitado do Yato!

– Ele só queria um brinquedo para descontrair seu orgulho ferido. – Disse com mágoa Dona.

Kat ergueu o rosto com pena da amiga e apertou sua mão em conforto.

– Será que alguém se divertiu nessa festa além da Bella? – Mia com a boca cheia e olhou para Kat. – Humm você! Não pense que eu não te vi sair e voltar com o Camus.

– Isso não é da sua conta Amazona. Preocupe-se com o seu Cavaleiro e com o que ele anda fazendo quando você não está por perto! – Kat solta e vai para o quarto se trocar para treinar.

– O que ela quis dizer com isso? O que ela sabe que eu não sei? – A leonina se levantou.

Shiva fazendo a vez da Dona que sempre dava um jeito de apaziguar a situação pergunta. – Mas e a Lizzy? Alguém sabe onde ela está?

– Eu não faço ideia! Depois daquele vexame com a serva, desapareceu com o Grande Mestre. Ele voltou no fim da festa mas não vi nem sinal da inglesa. – Mia não fazia ideia.

– Será que ela e o... – Shiva tapou a boca.

– Será? – A leonina sorriu.

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Saga alcançou a Amazona de Castor e a segurou forte pelo braço, estavam quase na casa de Peixes.

– Lizzy! Não foi o que você está pensando! – Ele a girou.

– Eu não estou pensando nada Saga, eu vi o que muda muita coisa. – Ela tentou se soltar mas ele não deixou.

– Pare ou vai acabar se machucando! – Ele a segurou com mais força.

– Você já me machucou. Uma marca a mais não mudará nada. – Ela perdeu a forças mas ele a amparou.

– Não seja tola. O que você queria que eu fizesse. Batesse nela. É uma pobre coitada. Esqueça-a. Eu quero você. – Disse ajoelhado com ela nos braços.

– Você deixou que ela se aproximasse, te abrasasse. E se eu não estivesse lá, sabe Deus o que mais ela teria feito e pior você teria deixado! Pobre coitada, ora por favor! – Tentou se levantar mas se sentiu mal.

– Lizzy você não está bem. Volte comigo. – Ele tirou o elmo.

Os dois se olharam. Ele tocou de leve a máscara dela.

– Que regra é essa Saga, que aquela infeliz jogou na sua cara? – Lizzy quis saber.

– Aqui não é lugar para falarmos sobre isso. Volte comigo. – Estendeu a mão.

– Eu não vou a lugar algum, se afaste de mim. Tenho nojo de você! – Deu meia volta e entrou em Peixes.

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Aiólia entrou na casa de Câncer, respirou fundo e subiu. Ao chegar ao quarto do canceriano abriu lentamente a porta e encontrou Bella que dormia docemente. Deu um passo atrás ao se dar conta que ela estava sem a máscara. “Droga ela mostrou o rosto para ele! É pior do que eu pensava, ah Máscara o que você fez?!” se lamentou o leonino. Saindo do quarto resolveu chama-la dali mesmo, não poderia perder mais tempo.

– Bella? Bella por favor acorde! – Ele tentou.

Ela abriu os olhos e se deu conta que dormia sozinha. Por um segundo um frio percorreu sua espinha ao pensar que tudo não havia passado de um sonho mas ao sentir o ardor entre as pernas sorriu aliviada.

– Bella você está me ouvindo? – Chamou outra vez a voz.

Ela subiu o lençol até o queixo. Colocou a máscara rapidamente. – Quem está aí?

– Sou eu, Aiólia. Desculpe mas preciso conversar urgente com você! – Ele tinha pressa.

Ela vestiu o vestido da noite anterior, colocou a máscara e saiu. – Cavaleiro o que pode ser tão urgente? Onde está Máscara da Morte? Não me diga que o Shura... – Sentiu o estômago contrair.

– Infelizmente não é nada disso! – Aiólia não sabia por onde começar.

– Infelizmente? – Bella não estava gostando nada daquela conversa.

– Venha comigo por favor. Vamos sair daqui. – Ele tentou tirá-la da casa.

– Eu não vou a lugar nenhum se não me explicar o que diabos está acontecendo. – Ela estava perdendo a paciência.

– Ok, lá vai então! – Engoliu em seco. – O Máscara da Morte não está porque foi até o aeroporto em Atenas... buscar a mulher dele, que chega hoje de viagem.

– O...o quê? Q...que brincadeira é essa? – Bella não acreditando nas palavras do leonino.

– Eu sinto muito Bella, mas essa é a verdade. Ele é casado, a esposa dele estava grávida mas acabou perdendo o bebê, foi por isso que ele não estava no dia em que vocês chegaram aqui. O Grande Mestre autorizou que ela viesse morar no Santuário por causa do ocorrido. Ele estava preocupado com o Máscara, pois pode não parecer mas ele queria muito aquela criança.

Bella sentiu a terra abrir sob seus pés. Caiu de joelhos no chão. Estava em choque. – Nãããããããããooooooooooo! – Gritou – Isso não é verdadeeeeeee! Aaaahhhhhhhh! – Chorou feito uma criança.

Ele a ajudou se levantar. – Eu sinto muito, sinto mesmo. – Estava com o coração partido de vê-la daquela maneira. E a levou para a casa dele.

Chegando lá foi buscar um copo de água.

Bella sentiu a mesma dor de quando passou horas olhando os olhos sem vida da mãe. Aquilo não poderia estar acontecendo. Finalmente havia reencontrado o amor da sua vida. Ele parecia tão sincero ao olhar nos olhos dela, havia sido tão delicado, carinhoso, amoroso. Quis ver o rosto dela, parecia tão feliz em escutar o quão apaixonada ela era por ele. Fizeram amor, tão puro, tão doce, tão perfeito. Que destino maldito era aquele? Odiou todos os deuses, por que ela? Casado? Ele ia ser pai, estava feliz em ser. Então ele amava outra pessoa. Como aquilo poderia ser possível?

– Tome Bella. – Aiólia ofereceu o copo de água.

Ela aceitou e bebeu um gole. – A quanto tempo ele está casado? – Ela disse enxugando as lágrimas por debaixo da máscara.

– Eu não sei precisamente. Uns três anos mais ou menos, desde a primeira gravidez dela. – Ele tiraria todas as dúvidas dela.

– Quer dizer que ele já é pai? – Ela sentiu vontade de vomitar.

– Não, ela perdeu o primeiro também. – Aiólia disse em voz baixa. – Eu sinto muito Bella, não deveria ser eu a estar te contando essas coisas. Me sinto como se estivesse invadindo a privacidade dele, mas ao mesmo tempo não me parece justo com você ser iludida dessa maneira.

– Ele não me iludiu! Eu tenho certeza que o que aconteceu entre nós foi sincero. Será que você não percebe que os nossos destinos estão entrelaçados. – Disse com desespero.

– Espere tem alguém se aproximando. – Ele se levantou e Lizzy entrou. Passou por eles e parou ao ver Bella.

– Bella? – Perguntou ao sentir a tristeza da canceriana.

– Oh Lizzy! – Se levantou, abraçou a amiga e chorou o que pareceu uma eternidade, tudo o que não havia chorado nos últimos anos.

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Máscara da Morte parou em frente aos portões de desembarque. Mas não conseguia pensar em mais nada que não a ruiva que os Deuses o haviam presenteado. Tão linda, tão pura, tão sua. Ela confessou que o amava. Não poderia estar mais feliz. Se sentia completo, realizado. Os Deuses escrevem certo por linhas tortas. Perdeu dois filhos pois a mãe não era a mulher da sua vida. Sabia que Bella o presentearia com um filho no futuro. Ela estava destinada a ser a mãe dos seus filhos. Sua mulher.

As portas se abriram e os passageiros começaram a sair. E a avistou, com aquele sorriso tímido que conhecia muito bem. O procurava no meio da multidão. Ao vê-lo sorriu ainda mais. Um sorriso apaixonado. Por um segundo sentiu pena dela. Iria destruir sua vida, mas era melhor assim. E foi ao seu encontro.

– Máscara! – Correu até ele e o abraçou. Ele demorou um pouco para retribuir. – Meu amor, estava morrendo de saudade, nem posso acreditar que vamos ficar juntos depois de tudo o que passou. Não tenho como descrever o quão feliz estou.

– Venha vamos acabar logo com isso. – Ele não via a hora. Aquilo o estava sufocando.

– Acabar com o quê? Com o suspense? A sim, não vejo a hora, finalmente poderei ficar junto de você no Santuário. Não sabe como sonhei com este momento. Apesar de que o médico me disse que devo esperar uns dois anos, tenho certeza que estando aqui tudo vai ser diferente. Eu vou te dar um filho Máscara. – Ela parou e o olhou nos olhos.

– Me desculpe é que estou com muita dor de cabeça. – Ele tentou se livrar dela.

– Nem me deu um beijo quando cheguei. O que você tem? – Ela estava preocupada.

Ele a beijou. Um beijo casto e frio. – Eu já disse, estou com dor de cabeça. Agora vamos sair daqui e pegar um taxi.

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Mú estava deitado ainda com a Armadura olhando para o teto. Quantas pessoas já haviam passado por sua casa sem que ele se importasse esta manhã? Foi quando sentiu o cosmo da única que realmente importava naquele momento. Se levantou e foi ao encontro dela.

– Mú? – Chamou San.

– O que você quer aqui Sangmu? – Disse friamente.

Ela paralisou ao ver o desastre pelo chão.

– Mú... o que aconteceu aqui? – Ela temia que ele houvesse se encontrado com Milo.

– Não se preocupe. O seu Cavaleiro de Escorpião está a salvo. – Disse sério.

– Ele não é meu Cavaleiro. – Ela não sabia como começar sem magoar alguém ou a si mesma.

– O fato que ele não te quis não muda nada. – Disse sem dó.

Aquelas palavras a machucaram mais do que ela esperava.

– Oh Mú eu sinto muito, por tudo! – Deu um passo na direção dele mas ele recuou um passo para trás ao mesmo tempo. Aquilo a fez parar. – Me perdoe Mú... por favor eu te suplico. – Se ajoelhou com o rosto entre as mãos.

– Levante-se Sangmu, será que não se cansa de se humilhar. Sua falecida mãe não se orgulharia de ver a filha neste estado. – Ele disse sem dar um passo para ajuda-la.

– Pois eu não me envergonho de te pedir perdão de joelhos. Eu fui tão estúpida. Você não merecia ter me visto naquele estado. – Disse sem se levantar.

– Não, eu não merecia! Não depois de tudo o que fiz por você! Não depois de arriscar tudo por você! – Ele parou antes que perdesse a calma.

– Eu não vou sair daqui até você me perdoar. – Ela levantou o rosto.

– Eu não tenho que te perdoar. Já é grande o suficiente para responder pelos seus atos. Portanto levante-se daí e vá para casa. – Ele tentando não dar importância.

– Não! – Ela insistiu.

– Ora mas que garota teimosa. – Foi até ela e a agarrou pelo braço erguendo-a.

San passou os braços pelo pescoço do Cavaleiro e colou seu rosto no dele. Mú fechou os olhos e mesmo com um pouco de resistência acabou abraçando-a de volta.

– San, como você pôde se apaixonar por ele? Logo ele, o pior de todos. Ele não foi feito para você. Por Atena, se valorize, você merece coisa melhor. – Ela se afastou para olha-lo no olhos.

– Quem foi feito para mim Mú? Você? – Ela ousou dizer.

– Eu não disse isso. – Respondeu sem jeito.

– Mú diga-me a verdade, você se apaixonou por mim não é mesmo? – Ela estava ansiosa.

– O que isso muda San? Vai deixar de amá-lo por causa disso? – Ele não queria escutar o que já sabia.

– Isso não deveria ter acontecido entre nós. – Ela segurou o rosto dele entre as mãos.

– Por que não? Onde estava escrito que não poderíamos ficar juntos? Não somos irmãos, nem sequer somos parentes. E se não quer piorar a situação que tanto te desagrada, acho melhor ir embora enquanto posso me controlar. – Ele baixou as mãos dela.

– Eu sinto muito. Você não pode imaginar como eu queria que fosse diferente. Como queria que fosse você em vez dele o homem que eu amasse. – Ele apertou os punhos dela com força ao escutar aquilo.

– Como pode dizer uma coisa dessa? Você nem sequer tentou! – Fechou os olhos e encostou a testa na dela.

– Não faça isso! – Ela abriu levemente os lábios.

Ele largou os braços dela, segurou seu rosto e a beijou. Um beijo tão doce e delicado. Tão diferente do outro, agressivo e possessivo. Percebendo que ela não reagia, magoado a soltou e desapareceu deixando-a atordoada no meio da sala da casa de Áries.

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Máscara da Morte abriu a porta do taxi para sua esposa descer. Pegou as malas e começaram a subir. Dentro de pouco tudo isso haveria fim.

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Bella se levantou. – Obrigado por tudo Aiólia, mas tenho um assunto muito sério a resolver. A minha vida! Ela pode ser a esposa dele e tudo mais mas eu o conheço a mais tempo e agora que o reencontrei não pretendo perde-lo outra vez. – E partiu.

Lizzy a seguiu. – Bella você tem certeza?

– Vá em frente Elizabeth. Me deixe sozinha por favor. – Disse ao entrar na casa de Câncer.

Lizzy partiu e encontrou no caminho Máscara da Morte com uma garota de olhar tão inocente que quase a fez voltar para pedir a Bella que mudasse de ideia. Mas resolveu seguir em frente afinal aquilo não lhe dizia respeito.

Máscara finalmente chegou na entrada da sua casa. Respirou fundo e entrou. Bella veio na direção dos dois e seu sangue gelou ao ver Cynthia entrar ao lado dele. A mulher na qual devia a vida.

Notas finais
E agora Bella, o que vale mais, o amor por Máscara da Morte ou o respeito por Cynthia? Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo...