Notas iniciais
Certos tipos de comportamento provocam esse sentimento que corrói a integridade. Mas quem é o maior culpado? Boa leitura!

Dohko e Aioros que presenciaram toda a cena de longe correram em direção ao Cavaleiro de Peixes.

– Ei, se acalme! – O sagitariano segurou Afrodite pelos ombros.

– Eu a machuquei! – O pisciano estava inconformado.

– Do que você está falando? – Dohko sem entender.

– Eu preciso ir atrás dela, ela precisa da minha ajuda. – Tentou se livrar dos braços de Aioros.

– Você não vai a lugar nenhum nessas condições! –Aioros negou. Afrodite se soltou, ajoelhou onde estava, colocou as mãos na cabeça e começou a chorar.

– Eu não sou digno de ser um Cavaleiro de Atena! Sou um monstro! – Colocou as mãos no rosto e chorou como uma criança.

– De onde você tirou uma besteira dessas homem? – Dohko se ajoelhou ao lado dele. – Quantas vidas você já salvou? Qual Cavaleiro recorremos quando alguém está mal? Você cara! Quer maior demonstração de nobreza?

Afrodite levantou a cabeça. – Não justifica ferir uma mulher inocente por capricho!

– Eu acho que vocês tem que conversar com calma, isso sim! – Aioros sugeriu.

– Ela nunca mais vai olhar na minha cara... com toda razão do mundo! – Ele fungou o nariz.

– Por que você não abre o jogo de uma vez e confessa que está apaixonado por ela? Acredito que só assim vocês podem se entender. – Dohko teve a ideia.

– Apaixonado? Ela vai rir de mim! – Afrodite franziu o cenho.

– Vai nada! Ela tá caidinha por você! – Insistiu o libriano.

– Eu não sei não! – Se levantou apoiando-se em Aioros.

– É melhor irmos embora, se alguém te ver assim prepare-se para ser motivo de chacota para sempre! – Brincou para descontrair o Cavaleiro de Sagitário.

– É isso mesmo! Agora nos obedeça direitinho senão conto tudo para o Milo! – Ameaçou Dohko. Afrodite o olhou de cara feia.

– Faça isso e será presenteado com rosas piranhas para o resto de sua vida, que não seria muito longa! – Retrucou o pisciano.

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Bella despertou toda suada e sufocada. Tinha a cabeça do Cavaleiro de Capricórnio apoiada no seu peito e o braço e perna esquerda sobre o resto do seu pequeno corpo.

– Shura? – Tentou inutilmente empurra-lo. – Shura, saia de cima de mim, não posso respirar.

– Humm... – Resmungou o Cavaleiro e se aconchegou ainda mais.

– Shura não! – Bella, com muito esforço conseguiu deitar de costas para ele mas paralisou ao sentir a ereção do capricorniano no seu quadril. – Ehhhhh... Shura você está acordado não está?

– Humm... – E a trouxe para mais perto de si.

– Oh, por Zeus! Por favor acorde. – E balançou o corpo fazendo com que Shura abrisse os olhos sem saber onde estava.

O que fazia com Bella nos braços em um abraço tão intimo? Resolveu tirar vantagem fingindo que ainda estava dormindo. Desceu uma mão pela coxa dela e a enfiou por debaixo da camiseta que Bella vestia, ela não o deteve. A segurou pela cintura e esfregou o quadril nela. A escutou ofegar. Sorriu. Afundou o rosto entre os cabelos ruivos até chegar na nuca da Amazona e passou os lábios lentamente até sentir a pele dela arrepiar.

– Shura? – Ela chamou com a voz rouca. – Acorde por todos os Deuses do Olimpo!

– E quem é que está dormindo? – Disse bem próximo ao ouvido dela fazendo-a saltar.

– Como se atreve? – Disse sentando na cama.

Ele levantou sem se importar e se espreguiçou lentamente. Os olhos dela caíram automaticamente no volume na calça dele. Shura se divertiu com a expressão dela.

– O que foi Bella? Ah, isso? – Apontando para sua ereção. – Não se preocupe, não é por sua causa. É uma coisa normal, todo homem amanhece assim.

Ela ficou vermelha da cabeça aos pés e desviou o olhar. Se ele achou que poderia zombar dela estava muito enganado. Se levantou, vestiu um short que Shura lhe havia emprestado junto com a camiseta que levava vestida.

– Bom, já me sinto bem melhor, acho que vou embora. – Caminhou até o capricorniano e o olhou nos olhos.

– Tem certeza que está melhor? – Ele não queria que ela fosse embora.

– Aha! – Balançou a cabeça em afirmação.

– Bem, sendo assim, não vou mais te manter prisioneira no meu castelo. – Brincou.

– Ahhh Shura, nem sei como te agradecer. Obrigada mais uma vez por tudo que tem feito, não sei o que seria de mim sem você! – Ficou na ponta dos pés e lhe tocou os lábios com um beijo delicado. Ele teve que se controlar para não joga-la naquela cama e fazer amor com ela por toda a manhã, por todo o dia, pela vida inteira. Em vez disso se afastou, agarrou a máscara e colocou no rosto dela. Deu um ultimo beijo no alto da cabeça da Amazona.

– Se cuida Bella. – E saiu antes dela, não queria vê-la partir. Ela estranhou, esperava ver mais resistência da parte dele.

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Lizzy despertou na cama de Kanon. Ao abrir os olhos se assustou, por um minuto pensou que fosse Saga. Depois se lembrou de tudo e sentiu um pontada no coração. No que havia se metido, tinha que tirar Saga da cabeça, Kanon não merecia. Estava tão confusa, ao mesmo tempo que Kanon a encantava com sua maneira de ser, como a tratava, se sentia amada com ele, mas ao mesmo tempo amava o irmão dele e isso a estava machucando, Saga a fazia se sentir viva. Tinha que tomar uma decisão. Se levantou e deixou um bilhete.

‘’Querido Kanon

Passar a noite e acordar em seus braços me encheu a manhã de alegria. Me sinto renovada. Obrigado por ser tão compreensivo. Me sinto envergonhada pelo que te fiz passar. Você tinha completamente razão quando afirmou ser diferente dos outros. Eu nunca havia conhecido um homem como você realmente. Mas daí me pergunto, será que não merece uma mulher melhor? Espero encontrar uma resposta o quanto antes. Beijos... sua beleza interior e exterior aquecem meu coração!

Lizzy’’

E partiu. Foi em direção a praia que tanto gostava. Se sentou em um tronco seco e ficou ali olhando para o mar, lembrando de quando viu Saga pela primeira vez na 13ª casa, de quando encontrou Kanon e o confundiu com o irmão no mesmo dia, de quando beijou Saga pela primeira vez na porta do aposento que ocupava na 13ª casa, de quando beijou Kanon pela primeira vez na casa de Gêmeos, de quando fez amor com Saga sobre a escrivaninha da biblioteca, de quando fez amor com Kanon neste mesmo mar que tinha diante dos olhos. Riu para não chorar, estava realmente encrencada!

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Saga resolveu andar pelas redondezas do Santuário para ver como andavam os treinos, a evolução dos Aspirantes, precisava ocupar a mente com alguma coisa senão ia enlouquecer. Encontrou pelo caminho Afrodite, Aioros e Dohko.

– Bom dia Cavaleiros! – Cumprimentou seco.

– Grande Mestre! Estávamos estudando o lugar onde se realizará a festa de Afrodite. – Comunicou Aioros.

– Três Cavaleiros de Ouro para realizar uma tarefa tão simples? – Observou Saga sem imaginar que inicialmente eram cinco.

– Ehhhh Grande Mestre, não tínhamos nada de importante para fazer esta manhã. – Justificou Dohko.

– Sempre existe algo importante a ser feito Cavaleiro de Libra! – Saga se aproximou do libriano. – Sabe que horas Atena se levantou hoje? Às 4:30 da manhã, e sabe por que Cavaleiro de Libra? Porque há sempre algo importante a ser feito!

– Peço perdão em nome dos meus companheiros, afinal eles fizeram isso por mim. – Se prontificou Afrodite.

– Dessa vez tudo bem, mas que não se repita! São Cavaleiros de mais alto grado, não me parece normal que eu tenha que lembra-los de suas obrigações. – E partiu sem dizer mais nada.

– Só pode ter acontecido alguma coisa! Ele não é assim! – Desconfiou Aioros.

– Me fez lembrar o meu velho amigo Shion! – Dohko pensando no antigo Grande Mestre.

– Era só o que faltava! Com todo o respeito por Shion, sei que vocês eram muito amigos Dohko, mas o cara era muito chato! – Se abriu Afrodite.

Os outros dois resolveram não opinar e todos seguiram em frente.

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Mia caminhava pela cozinha de camisola despreocupada e sem máscara quando ouviu Dona entrar.

– Preparei o café! Está uma delícia, é como se estivéssemos na nossa bela Itália outra vez, hum mamma mia! Croissant e torradas com nutella, biscoitos de chocolate, leite fresco... Ahh! – Se assustou com alguém que a agarrou por trás levantando-a no ar. Cobriu a face rapidamente mas esqueceu que tinha uma torrada com chocolate nas mãos e acabou sujando todo o rosto.

Aiólia a sentou na mesa e observou a camisola rosa bebê de seda curtíssima que a Amazona vestia. Aquilo era provocação demais. Apoiou uma mão de cada lado da mesa e se aproximou.

– Adoro nutella! – E lambeu o queixo da leonina.

– Leãozinho? – Sentiu um alívio ao mesmo tempo um calor subiu pelo ventre pela sensação que ele lhe provocava.

– Quem mais poderia ser? – Beijou os lábios dela sujos de chocolate. – Hum que delícia, não posso resistir assim. – A deitou na mesa e subiu sobre ela.

Dona entrou na cozinha e estacou onde estava. Tapou a boca para que não escutarem seu riso. Com um passo de cada vez voltou para sala sem fazer barulho.

– Feche os olhos Leãozinho! – E tocou o rosto dele com as mão que antes cobriam seu rosto.

– Estão fechados! Ah Mia, não aguento mais! – Confessou. – Temos que resolver isso!

– Me beije Aiólia, depois pensamos nisso. – Passou as pernas descobertas ao redor da cintura dele e o agarrou pelos cabelos.

Ele desceu até tocar com a boca um seio da Amazona sobre a camisola. Aquilo a estava enlouquecendo. Precisava daquele homem dentro dela com urgência.

– Eu quero você! – Confessou Mia.

Ele parou, apoiou a cabeça no peito dela e a abraçou. – É sério?

– Oh Aiólia! Acho que nunca falei tão sério em toda minha vida. – E acariciou os cabelos do leonino com seus dedos todos cheios de chocolate.

– É, parece que temos que resolver isso o quanto antes. Mas não sobre a mesa da sua cozinha Mia. Acho que você merece coisa melhor. – Levantou sempre de olhos fechados e a puxou.

– Você está lindo todo grudento de chocolate leãozinho. – Riu Mia.

– Você quer que eu abra os olhos para analisar a sua beleza também? – Sorriu.

– Oh! – Correu e recolocou a máscara. – Desculpe, pode abrir os olhos.

Ele a olhou de cima a baixo e disse. – Logo logo esse problema também estará resolvido! – E tocou a máscara de leve.

“O que será que ele quis dizer?’’ pensou Mia.

A porta da sala foi aberta com força e Shiva entrou mancando. Se sentou no sofá e massageou o tornozelo.

Dona se abaixou para ver mais de perto. – Isso está inchado Shiva. Melhor irmos ao centro médico.

– Não sei se consigo caminhar até lá. Na realidade nem sei como cheguei até aqui. – Choramingou Shiva.

Aiólia e Mia se aproximaram.

– Nossa! Seu pé está quebrado! – Gritou a leonina.

– Não pode estar quebrado, senão não conseguiria andar. – Aiólia disse.

Dona trouxe uma bolsa com gelo.

– Ahhhh! Dói, dói, dói! – Reclamou a pisciana.

– A Kat poderia pegar mais leve não é mesmo? – Mia recriminou a aquariana.

– Como sabe que foi a Kat e não eu? – Dona se ofendeu.

– Ora, por que essa violência é a cara dela! Aquela russa sem coração! – Julgou Mia.

– Não foi a Kat! – Shiva disse triste. Todos a olharam.

– Como não? Quem foi então? – Mia olhou para a Dona.

– Foi o Cavaleiro de Ouro de Peixes. – Revelou magoada.

– Afrodite? – Aiólia estava surpreso. – Mas ele correu em sua direção para te ajudar. Eu vi!

– Pois parece que perdeu a melhor parte Cavaleiro! – Shiva desviou o olhar.

– Desculpe mas isso é impossível, deve haver um mal entendido nisso tudo. – O leonino defendeu o amigo.

– Pergunte você mesmo à ele quando tiver oportunidade. – E tentou se levantar mas logo mudou de ideia pela forte dor que sentiu.

– Não se mexa, eu te levo ao centro médico. – Aiólia a pegou no colo e partiu acompanhado por Dona.

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Bella respirou fundo ao entrar na casa de Câncer, as recordações que aquele lugar traziam ainda a machucavam.

– Bella? – Cynthia saiu da cozinha.

– Oi Cyn! – As duas se abraçaram. – O que ouve com o seu braço.

– Oh isso? – Apontando para a faixa. – Um pequeno acidente, não foi nada. – Preferiu não dizer que o marido a havia atirado sobre um espelho. – Mas e você? Está melhor?

– Sim! Estou ótima! – Mentiu.

– Fiquei sabendo que foram encontrados três Aspirantes no mesmo local onde o Cavaleiro de Capricórnio te encontrou, estão no centro médico entre a vida e a morte. – Fofocou Cynthia.

Bella sabia muito bem de quem se tratava. – Se estão entre a vida e a morte é porque devem ter aprontado alguma coisa. É a providência dos Deuses!

– Que estranho te escutar falando assim. – Cynthia sorriu. – É, o tempo passa, preciso entender que você não é mais aquela menininha que encontrei chorando no lixo!

– Não, não sou! – Respondeu séria e olhou automaticamente para cima. A porta do quarto estava fechada.

– Ele não está aqui. Aliás nem sei por onde anda. Ele sempre sai cedo e volta tarde, quase não nos vemos. – Disse triste.

Bella sentiu compaixão.

– Ele é um Cavaleiro de Ouro agora, é normal, não se preocupe! – E a abraçou.

– Tudo bem, melhor assim do que antes que nos víamos muito raramente quando ele vinha me visitar na Itália. – Só de pensar em Máscara indo até a Itália para visitar a esposa a fez sentir uma pontada de dor de cabeça.

– Eu sinto muito pelos bebês, não sabia! – Disse sinceramente.

– Oh Bella foi uma tragédia, me sinto uma inútil! – Virou as costas e entrou na cozinha. – Venha, tome café comigo.

– Oh não, eu agradeço mas preciso ir. Quero tomar um banho e vestir roupas minhas. – Apontou para o short e camiseta do Cavaleiro de Capricórnio.

– Você não tem que andar assim por ai, apesar que até assim está linda Bella, venha, te empresto umas roupas minhas. – E foi em direção ao quarto. – O que foi? Venha!

Ela não queria entrar nunca mais naquele quarto. – Não precisa se preocupar, minha casa fica logo após Áries.

– Bella eu insisto, deixe eu te ajudar. Me faz sentir útil! – Disse sem graça.

– Ai Cynthia só você mesmo! – E subiu com a amiga.

Enquanto Cyn procurava alguma coisa que pudesse servir, Bella tinha o olhar perdido pela cama ainda desarrumada. Se sentou nela e tocou levemente os lençóis com rancor.

– O que acha desse vestido? – Se virou ao não obter resposta. – Bella? Bellaaaaa? – A fez saltar.

– O que? Ah, o vestido... está ótimo. – disfarçou. Cynthia o atirou e ela o pegou no ar.

– Vou te deixar a vontade para se trocar. – Saiu fechando a porta e deixando Bella sozinha no quarto.

Colocou o vestido florido de Cynthia, retirou a máscara e se olhou no espelho. Daria qualquer coisa para estar no lugar da amiga. Fechou os olhos e se deixou levar pela imaginação. Os dois morando juntos, como um casal de verdade, ela com um bebê de cabelos e olhos azuis nos braços, ele orgulhoso do filho lindo que ela lhe havia presenteado, lhe tocaria o rosto com ternura e lhe beijaria com intensidade.

– Não entre, ela está lá dentro! – A voz de Cynthia a fez voltar a realidade.

Enxugou uma lágrima que escorria pelo rosto e recolocou rapidamente a máscara. A porta abril e ele entrou. Se olharam por um longo segundo e foi como se nada mais existisse. Ele trancou a porta, andou a passos largos até ela e a beijou. Um beijo urgente. Nem as batidas na porta de Cynthia os fizeram parar.

– Máscara não é culpa dela! Fui eu quem disse para usar o nosso quarto. – Cynthia gritava do lado de fora.

Bella respirou fundo e o soltou. – Isso é loucura.

– Loucura é tentar evitar o inevitável! – Entrelaçou os dedos entre os cabelos vermelhos e encostou a testa na dela. – Era você quem deveria dividir essa cama comigo.

Bella sentiu um calafrio, era tudo o que mais sonhava. Abaixou a mão dele. Máscara seguiu o movimento magoado, ela o estava rejeitando outra vez. A soltou e virou de costas.

– Mas não sou eu quem divide, portanto aceite o nosso destino e abra aquela porta. – Pediu.

Ele foi até a porta, parou com a mão na maçaneta e disse. – Eu faço o meu próprio destino! Mas a sua covardia fala mais alto em respeito ao seu! – Abriu a porta e saiu.

Cynthia entrou. – Eu sinto muito! Não sabia que ele poderia reagir dessa maneira. Bem você o conhece, sabe como ele é! – Disse envergonhada pela suposta grosseria do marido.

– Obrigada! Depois te devolvo o vestido! – Lhe deu um beijo no rosto e escapou dali.

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Depois de constatar que tudo estava em ordem, Saga caminhou até a praia. Fazia um calor insuportável no Santuário. Ao dar a volta nos rochedos a viu! Estava sentada com a mesma roupa do dia anterior, olhando em direção ao mar. Pensou em dar meia volta e ir embora mas não conseguiu. Quando deu por si já estava ao seu lado.

– Senhorita Elizabeth? – Chamou.

Ela quase caiu do tronco onde estava sentada.

– Saga? – Disse com a mão no peito.

– O que faz aqui? Não deveria estar treinando? – Perguntou sério.

– Ehhh... estava só apreciando a paisagem. – Confessou ingenuamente.

– Só para lembra-la mocinha, não veio aqui a passeio, isso não é uma colônia de férias. – Jogou na cara dela.

Lizzy se levantou. – Nunca disse que era!

– Você sabia que se eu achar que seus serviços como Amazona não são de serventia posso te mandar de volta para casa? – Ameaçou.

– Você não faria uma coisa dessas! Faria? – Temeu.

– Por que não? Claaaro... isso partiria o coração do meu irmão, mas você também o fará mais cedo ou mais tarde, a ordem dos fatores não altera o produto! – Zombou Saga.

Ela se irritou ao escutar aquilo.

– Pois saiba que ao contrário de você, não pretendo partir o coração de uma pessoa que me quer tão bem! – Rebateu Lizzy.

Ele arrancou o elmo e o jogou longe.

– Não tem vergonha? A dois dias atrás estava nos meus braços e agora... – Não conseguiu terminar.

– Eu e quem mais? Ou será que eu preciso te lembrar Saga? – Nunca esqueceria aquilo.

– Não adianta explicar uma coisa quando o outro não quer entender! E aliás, não te devo nenhuma satisfação! – Disse sério.

– E eu também não quero saber quem você leva ou deixa de levar para sua cama. – Lizzy jogou na cara dele e Saga começou a andar no sentido contrário, ela o seguiu. – Só espero que comigo não tenha sido por piedade.

Aquilo o fez parar. Se virou lentamente e a puxou deixando seus corpos colados. Tocou a máscara com as mãos e devorou a boca dela com os olhos. – Elizabeth... – Deslizou um dedo pelos lábios carnudos dela, se abaixou e contornou desde o ombro até o alto do pescoço dela com a boca, respirando profundamente quando chegou atrás do ouvido para sentir o cheiro da pele dela. – Elizabeth... como pode dizer uma coisa dessas, eu sou homem, acha que não sei que desfrutou intensamente cada minuto tanto quanto eu? Acha que não sei que está com Kanon só para me esquecer? Deve ser frustrante ver a minha imagem e semelhança o tempo todo quando o objetivo disso tudo era somente me tirar da sua cabeça! Eu nunca vou te perdoar Elizabeth! – E a largou ali. Agarrou o elmo e se afastou.

– Não ouse me deixar aqui desta maneira! – Ela gritou.

– Não me interessa! Você escolheu isso! – Disse sem olhar para trás.

Lizzy caiu de joelhos na areia, tinha vontade de gritar, mas ao invés disso chorou até sentir suas lágrimas secarem.

Notas finais
A visita de um Cavaleiro trará grandes revelações... Espero que tenham gostado! Até o próximo capítulo...