Ironia do Destino

22 Convidado inesperado


Notas iniciais
Suspense no ar! A presença de um Cavaleiro mudará o rumo dos acontecimento... Boa leitura!

Camus entrou com Kat em Aquário que não perdeu tempo e saltou sobre ele entrelaçando as pernas pela cintura do Cavaleiro que a manteve pelo quadril. A derrubou no sofá, arrancou a roupa de treino dela deixando-a nua e em seguida se livrou da camisa de linho dele ficando só de calça, não perdeu tempo e a penetrou desse jeito mesmo. A Aspirante gritou alto de prazer. Os dois se movimentavam em um ritmo frenético. Ele enterrou o rosto no pescoço dela enquanto Kat cravava as unhas com força nas costas do Cavaleiro. Aumentaram o ritmo até que nenhum dos dois aguentou mais e gozaram juntos. Depois de um par de minutos ele se apoiou nos cotovelos ainda ofegante e arrancou a máscara dela. Precisava olha-la nos olhos.

– Você é a minha perdição! – O aquariano disse com intensidade.

Ela sorriu, tinha o rosto todo afogueado.

– Vamos tomar um banho? – Propôs Camus.

– Juntos? – Kat sorriu sem graça.

– Literalmente, porque eu vou entrar em você outra vez debaixo do chuveiro sem dúvida nenhuma. – Prometeu.

A pegou no colo e foram para a suíte do Cavaleiro.

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San estava em posição de lótus tentando se concentrar, com Mú na mesma posição virado de frente para ela.

– Concentre-se Sangmu, libere sua mente de qualquer tipo de pensamento, ouça a sua respiração! – Mú colocou as mãos sobre as dela. – Deixe-se levar, seu corpo já é predisposto, siga seus instintos, estou partindo... venha comigo.

Os corpos dos dois começaram a vibrar e desapareceram. Voltaram a aparecer na entrada da casa de Áries.

Ela abriu os olhos e saltou de alegria. – Eu consegui! – O abraçou forte. Ele apoiou as mãos levemente nas costas da Aspirante.

– Sim você conseguiu San! – Disse afastando-a devagar. – Agora que entendeu bem a técnica te resta somente praticar.

– Sim, mas nós vamos continuar a praticar juntos, não é mesmo? – Ela temia que ele a ignorasse outra vez.

– Não é necessário San, mas se insiste posso continuar te ajudando é claro! – Por dentro estava feliz.

– Sim, eu insisto! – Se agarrou ao manto dele.

– Bem, então nos vemos amanhã. – Quis cortar aquela demonstração de afeto da parte dela.

– Pensei que ia me convidar para almoçar? – Praticamente se auto convidando.

– Eu não vou almoçar hoje San, tenho algumas Armaduras para restaurar e devo estar em jejum. Um outro dia está bem? Vá dar um passeio pelas cachoeiras, o dia está quente e as águas correntes trazem boas energias. – E partiu.

Ela seguiu seu conselho e foi para as cachoeiras.

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Aiólia chegou ao centro médico com Shiva nos braços. A colocaram em uma maca e a levaram. Dona foi para outra parte da enfermaria. O leonino sentou na sala de espera e ficou ali projetando a surpresa que ia preparar para Mia. Talvez pudesse pedir ajuda a Dona, que além de ser muito amiga dela era de extrema confiança. Só esperava não estar se precipitando demais. Mas a amava e estava confiante que ela ia gostar.

Passado meia hora Dona foi a primeira a sair.

– Você ainda está aí? – Disse se juntando ao Cavaleiro.

– Mas é claro, estou esperando a Shiva para leva-la de volta para casa. E queria aproveitar para te contar uma coisa e pedir a sua ajuda. – Ele não entedia o motivo dela estar segurando o riso.

– Você é realmente um doce! – E começou a rir. – Literalmente!

– Tá, eu sou legal! – Ele tentou achar graça naquilo.

– Também! Mas não me refiro em como você é e sim em como você está! Já se olhou no espelho? Está todo sujo de chocolate, parece que brigou na lama hahahaha... – Dona ria sem parar.

– O que? Ahhh mas que droga! – E correu para o banheiro e voltou com o cabelo e o rosto todo molhado.

– Por isso todos não paravam de me olhar. E eu aqui pensando que a minha beleza 100% grega era o motivo de tanto alvoroço! – Se gabou o leonino.

– Tá, me poupe do seu egocentrismo e desembucha, o que é que você queria me contar? – Quis saber Dona.

Aiólia explicou exatamente o que pretendia fazer. Dona encheu os olhos de lágrimas.

– Oh Aiólia, eu nunca poderia imaginar. Você a ama realmente, que lindo! É maravilhoso, ela vai adorar, quem não adoraria? – Sorriu emocionada.

– Não vejo a hora, será que você pode me dar uma mão a escolher bem? Vocês se conhecem a tanto tempo, acredito que conheça o gosto dela melhor que eu. – Pediu Aiólia.

– Nossa que responsabilidade. Isso que é presente! Mia é uma garota de sorte! Eu ajudo mas a decisão final deve ser sua, siga seus instintos. – Ela avisou.

– Combinado! – E esperaram por Shiva enquanto falavam sobre o gosto da leonina.

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Bella finalmente chegou a casa, entrou e Mia correu até ela.

– Bellaaaaaa!!!!! – E a abraçou.

– Nossa estive fora por poucos dias e parece que passaram-se anos. – Foram junto para a cozinha.

– Como você está? – Quis saber Mia.

– Estou melhor, é impressionante o aquele Cavaleiro de Peixes é capaz de fazer. – Disse tocando a parte onde teve duas costelas fraturadas.

– É! Quando ele quer porém! – Mia pensando em Shiva.

– O que quer dizer? – Bella não entendeu.

– Nada, deixa para lá! Outra hora eu te explico. Mas o que quero saber na realidade é como você está em relação a tudo o que aconteceu entre você e o Máscara da Morte? – Mia foi direto ao assunto.

Bella tirou a máscara e a apoiou na mesa. – Como você acha que estou?

Mia pode ver a tristeza estampada nos olhos da amiga.

– Fiquei sabendo que ele é casado. Juro que esperava qualquer coisa daquele cretino mas isso? – Mia indignada.

– Eu também nunca poderia ter imaginado uma coisa dessas. É muita falta de sorte a minha mesmo! – E baixou a cabeça.

– Pois eu acho exatamente o contrário! Assim não precisará se livrar daquele grosso! Já está resolvido! – Mia tentando ver o lado bom das coisas.

– Você só pode estar brincando? Ele não poderia ter sido mais atencioso, gentil e carinhoso. Foi sem dúvida o melhor dia da minha vida. – Fechou os olhos e suspirou.

– Peraí, estamos falando da mesma pessoa? Máscara da Morte atencioso, gentil e... carinhoso? – Não acreditava nem um pouco naquilo.

– Mia... ele foi tão delicado, tão sincero, tão intenso, tão profundo, tão romântico... – Bella encheu os olhos de lágrimas. – Estaremos ligados para sempre.

– Nossa, difícil de acreditar mas se você insiste, tem certeza que ele não te drogou e tudo isso não passou de uma alucinação? – Mia tentando entender tudo aquilo.

– Claro que não! – Se irritou Bella.

– Tá tá! Todo incrível e inesperadamente romântico e daí no dia seguinte te apresenta a esposa dele? – Mia tirou a máscara e a encarou.

– Ele não a ama Mia! – Explicou.

– Ele te disse isso? – A Leonina levantou uma sobrancelha. – Então por que não se separa dela e fica com você?

– Por que eu não quis! – Desviou o olhar.

– Ele propôs isso à você? – Mia estava chocada.

– ...Sim! – Ela sussurrou.

– E você não aceitou? Mas por que Bella? Ele não é o amor da sua vida? – Mia não estava entendendo mais nada.

– Quem te disse que ele era casado não te disse com quem? – A encarou.

– ...Quem? – Quis saber.

– Com a Cynthia! A mesma Cynthia que era namorada dele na Itália quando o conheci. A mesma Cynthia que nós achávamos que não combinava com ele. A mesma Cynthia que salvou a minha vida a seis malditos anos atrás! – Bella revelou.

Mia cobriu a boca com as mãos. – Não posso acreditar! Eu os vi juntos mas nunca pude imaginar que era a mesma garota daquela época. Mas por que demônios ele se casou com ela?

– Porque ela engravidou alguns anos atrás. – Continuou Bella.

– Além de tudo ele é pai? – Aquilo só estava piorando.

– Não, ela perdeu o bebê! E agora não faz nem um mês perdeu o segundo também. – Bella não podia imaginar a dor de perder um filho dele.

– Coitada! Nossa Bella, é pior do que eu pensava. Mas espera um momento, então é verdade que ele quis larga-la para ficar com você? – Mia segurou a amiga pelos ombros.

– Sim, ele finalmente me quis, está disposto a ficar comigo de verdade e eu não posso aceitar! Você não pode imaginar como estou sofrendo! – E chorou nos braços da amiga.

– Você quer saber o que eu acho? – Disse segurando o rosto de Bella entre as mãos. – Manda todo mundo se ferrar e vai ser feliz com o teu Cavaleiro. Vocês se querem, o destino juntou vocês!

– Eu não posso, não vou destruir a vida dela depois de tudo o que ela fez por mim, não é justo! – Bella não tinha coragem.

– Pois acho que está cometendo um grande erro. Mas você é grandinha e sabe o que faz. Não vou me meter, mas já sabe o que penso sobre isso. – Acariciou o rosto da amiga e enxugou suas lágrimas.

Ouviram a fechadura da porta e recolocaram as máscaras. Aiólia entrou com Shiva nos braços de pé engessado, Dona entrou logo atrás.

– Bella! – Shiva gritou.

Dona não disse nada e foi abraçar a amiga.

– Poxa você nem foi me visitar! – Se queixou Bella.

– Me desculpe, tive um imprevisto de ultima hora. Fico feliz que tenha voltado. – Mia olhou desconfiada, não tinha engolido aquela desculpa da capricorniana.

– E vocês dois? Já chega né? Larga ele larga! – Mia com ciúme de ver Shiva nos braços de Aiólia.

– É ele quem está me agarrando, o que posso fazer? – Brincou a pisciana.

O Cavaleiro de Leão a colocou no sofá.

– Não pense que porque está manca que eu não dou na sua cara viu! – Mia fingiu estar brava com Shiva e abraçou o leonino. – Você é só meu!

Bella revirou os olhos. – Mas o que aconteceu com esse pé? Aiólia, por que não chamamos Afrodite, ele te curaria em um instante Shiva!

– Ehhhhh então... – Aiólia olhou para a pisciana.

– Não Bella, ele não pode me curar. – Afirmou Shiva.

– Ora mas que besteira, ele deu conta de duas costelas minhas! – Girou o tronco para mostrar como já estava bem.

– Mas por acaso foi ele quem quebrou suas costelas antes Bella? – Perguntou calmamente.

– Claro que não, mas que pergunta é... foi ele quem... – A Amazona não acreditou.

Shiva confirmou com um gesto de cabeça. – Isso muda tudo você não acha?

Aiólia para quebrar o clima tenso resolver intervir. – Bom eu preciso ir. Estamos organizando a festa de aniversário do Afrodite. Aguardem que os convites logo irão chegar. – Mia o acompanhou até a porta.

Aiólia caminhava de volta quando avistou Kanon que ia em direção a casa das meninas.

– Você viu a Lizzy por acaso? – Perguntou o geminiano.

– Não! Ela não está em casa, acabei de sair de lá. – Avisou.

– Ok, vou dar uma volta pela parte do litoral. – E partiu em direção a praia.

Lizzy se levantou, sentia o rosto salgado pelas lágrimas, quando começou a subir pelas pedras Kanon saltou na área próximo a ela.

– Oh por Atena! Quer me matar do coração? – Disse com a mão no peito.

– O que faz aqui? E o que foi aquela carta com cara de despedida? – Foi direto ao assunto.

Ela o abraçou. – Eu só estou envergonhada pelo que te fiz passar. Não tinha certeza se ainda gostaria de me ver depois de ontem.

– Você dormiu nos meus braços Lizzy, será que isso não quer diz alguma coisa? – E deu um beijo no alto da cabeça dela.

– Você não existe sabia? – Disse abraçada ao Cavaleiro que sempre a salvava quando ela mais precisava.

– Existo... existo e muito! E se não acredita vou te provando aos poucos. Agora vou te levar para casa, está extremamente sexy com essa roupa e não quero ter que matar ninguém. – Deu uma piscada e a acompanhou a casa.

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Milo foi até a arena. Oito Aspirantes treinavam vestindo Armaduras não consagradas.

– Ei, vocês são muito fracos! Nunca serão Cavaleiros se continuarem lutando como maricas. – O escorpiano provocou.

– Então por que não entra na arena e ensina a gente a lutar como homem? – Ousou o maior deles.

Milo sorriu, era tudo o que ele precisava. Tirou a camisa e entrou só de calça jeans.

– Já está com as calças rasgadas, deve ter apanhado pelo caminho. – Um Aspirante zombou.

Milo continuava com o sorriso no rosto.

– Não vai atacar? – Perguntou outro.

– Não idiota, só vou me defender, se mato algum de vocês terei que prestar contas com o velho Saga! – A maioria arregalou os olhos.

– Ora mais que cara de pau! Quem quer enfrentar primeiro? – O Aspirante mais alto perguntou.

– Todos juntos! – Milo já estava perdendo a paciência.

– Hunf! Ficou maluco. Como quiser Cavaleiro! Aaaahhhhh – E foram todos os oito para cima dele.

Em menos de um minuto Milo havia dado um gancho em três deixando-os desacordados. Dois gemiam de dor pelo chute que receberam na boca do estômago. Dois foram atirados nas pedras da arquibancadas e choramingavam que provavelmente estavam com o braço quebrado. E o ultimo foi o maior, que o agarrou por trás tentando dar uma chave de braço em Milo que segurou a cabeça do Aspirante e o atirou no chão na sua frente, pisou no pescoço e levantou a cabeça do mesmo pelos cabelos.

– Um pequeno movimento e eu quebraria esse seu pescoço de porco. – E bateu com o rosto do Aspirante no chão de terra. – Mas como disse, o velho Saga iria se irritar comigo, considere-se com sorte seu merdinha!

Os meninos que assistiam tudo na arquibancada bateram palmas e assobiaram. – Queremos ser como você um amanhã Escorpião!

Milo levantou a sobrancelha, pegou a camisa e saiu da arena. Se sentia levemente mais aliviado, mas tinha que se lavar para tirar o suor daqueles porcos imundos do seu corpo, pensou em ir no rio atrás da arena mas não queria ser interrompido por aqueles pirralhos, então decidiu ir até a cachoeira.

San tirou a túnica e ficou só com uma camisola simples de algodão que levava por baixo. Resolveu entrar assim mesmo nas águas geladas da cachoeira, dificilmente alguém vinha nadar ali pela baixa temperatura das águas. Subiu nas pedras e mergulhou, se sentiu renovada, Mú tinha razão, aquele lugar transmitia uma energia boa, foi quando achou que estava tendo uma visão. Milo se aproximou, parou e começou a se despir, tinha sangue nas mãos. Ficou nu e caminhou até a margem, a viu e praguejou.

– Mas que Diabos! – Deu as costas, voltou e colocou a calça jeans.

Ela se ofendeu. Nadou até as pedras e saiu da água.

– A cachoeira é grande para nós dois! – Ela gritou.

Ele se virou e seus olhos desceram para a camisola grudada no corpo de Sangmu totalmente transparente.

– O que disse? – Não conseguia raciocinar com ela vestida assim na sua frente.

– Eu te incomodo tanto ao ponto de mudar seus planos? – Caminhou até ele.

– Fique onde está! – Ela não lhe deu ouvidos e continuou caminhando. – Estou mandando!

– Você não manda em mim Cavaleiro! – Ousou.

– Vai se humilhar outra vez San? – Ele estava tentando afasta-la de todas as maneiras.

– E desde quando você se importa Milo? – Parou na frente dele.

Ficaram ali parados se encarando.

– Eu não posso dar o que você quer San! – Tentou ser claro.

Ela segurou as mãos dele e limpou o sangue com a barra da saia da camisola dela. Ele as puxou de volta.

– Eu só quero uma resposta Cavaleiro. Acho que você me deve uma. – A tibetana pediu.

– Eu não te devo nada. – A encarou.

– Por que eu não sou mulher para você Milo? – Perguntou mesmo assim.

Ele deu um passo a frente até encostar a testa na dela. – Você se ofendeu aquela noite não é mesmo? Não entendeu nada! Outra mulher estaria lisonjeada no seu lugar. Se você fosse mulher para mim San, eu não ia fazer amor com você como tanto deseja, eu ia te foder... pesado! Ia te amarrar e te bater, você ia ter que se submeter como se fosse minha escrava sexual! É assim que eu trato uma mulher. – Se afastou para ver melhor a reação dela, queria choca-la, queria vê-la correr dali, correr dele. Mas ela não deu um passo, ficou ali de boca aberta olhando para ele, perdida.

San baixou a cabeça. – E por isso você achou que eu não era mulher para você e me humilhou, me deixando daquele jeito...

– San? Você ouviu o que eu disse? Talvez a sua inocência não te deixe entender. Depois de tudo o que eu disse que faria com você... te deixar sozinha em uma festa é ser humilhada? Será que não entende que eu te fiz um favor?! – A chacoalhou pelos braços.

– Por que você quis me poupar? Por que não tentou fazer comigo do jeito que você gosta? – Ela gritou.

– Você não nasceu para viver nessa escuridão! Eu não quero você assim! – Confessou.

– Como você me quer então? Porque você me quer não é verdade? Fala Milo, eu preciso saber! – Ela continuou gritando.

– Olha para você! Toda alterada! Sou uma péssima influência, será que não enxerga?! – A segurou forte pelo maxilar.

Ela se debateu tentando se soltar. – Pare! – Ele mandou e a segurou pela cintura por trás prendendo os braços dela. – Já chega San! – Ela foi se acalmando aos poucos até que deitou a cabeça para trás no peito dele, ele a olhou por cima. – Mas que droga Sangmu! – A arrastou até a margem da cachoeira e a jogou no meio da água. Ela não subia até a superfície, ele esperou, esperou e nada. – Que brincadeira é essa? San? Saaan? Droga! – Se jogou de calça e tudo na água.

Ela apareceu com a telecinese sentada nas pedras próximas a margem. Ele emergiu, jogou os cabelos molhados para trás e a viu. Fechou a cara e nadou rápido até sair da água. Ela levantou depressa e saiu correndo, tentou usar a telecinese outra vez mas não conseguiu, só lhe restava correr, ele foi mais rápido e a alcançou agarrando-a pelos longos cabelos rosas, a atirou no chão e se jogou sobre ela.

– Nunca mais faça uma brincadeira dessa me entendeu? – E lhe deu um tapa. Ela tentou revidar mas ele segurou os pulsos dela acima da cabeça com uma mão só. – Eu nunca me perdoaria se algo te acontecesse.

– Então por que você quer me machucar? Eu não entendo, você sente ou não prazer em me ver sofrer? – Ela estava histérica.

Milo a soltou. – Que merda é essa? De onde tirou esse absurdo? Claro que não! – Se ajoelhou sobre ela para manter distância. Ela se sentou mesmo estando em baixo dele, encostou as mãos no peito nu do escorpiano e depositou um beijo entre a linha que separava os músculos do peito. Ele fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Enfiou uma mão pela nuca dela e massageou o coro cabeludo. Afastou as mãos dela que teimavam em resistir sobre ele e se levantou.

San observou aquele homem lindo caminhar lentamente, vestir a camiseta negra e voltar na direção dela até se agachar em só joelho e sussurrar em seu ouvido. – Agora que tem uma ideia do quão pervertido posso ser e todas as maldades que queria fazer com você, vê se começa a me odiar e me tire da cabeça. – E depositou um beijo na fonte dela com os olhos apertados para não perder o controle, se levantou e se foi. Ela olhou para cachoeira, ia precisar de outro banho frio.

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– Kiki vá chamar imediatamente Camus. – Ordenou Saga.

– Sim Grande Mestre. – E se tele transportou para Aquário.

– Fico muito honrado em tê-lo aqui conosco, nem que seja por um período curto de tempo. É sempre bom ter um Cavaleiro do seu nível no Santuário. – Saga o cumprimentou.

– A honra é toda minha, estive em uma missão por Creta e não perderia por nada a oportunidade de passar pelo Santuário. – Informou o Cavaleiro de Cristal.

Kiki entrou em Aquário. – Mestre Camus? – Chamou o menino.

Kat olhou para Camus ao escutar o chamado, ainda estavam na cama.

– Kiki? O que será que ele quer? Espere aqui. – O Cavaleiro pediu e foi ao encontro do pequeno ariano.

Kiki estava pendurado enfiando o dedo no aquário que Camus tinha na sala e foi surpreendido pelo próprio! – Kiki!

– Aaaaahhhh! – E caiu de costas no chão pelo susto que levou, levantou e sorriu sem graça para disfarçar.

– Acredito que veio até aqui me trazer um recado além de mexer onde não deve? – Camus sério.

– Mestre Camus me desculpe, é que esse peixe palhaço é tão bonitinho ehhhh.... – Camus levantou a sobrancelha, já estava perdendo a paciência. – Ehhhh desculpe, o Grande Mestre pediu que comparecesse imediatamente na 13ª casa.

Camus estranhou o pedido. – Obrigado por avisar, diga ao Grande Mestre que dentro de poucos minutos estarei lá. – E foi até seu quarto vestir a Armadura.

– O que aconteceu? – Kat tinha um mal pressentimento.

– Sinceramente, não faço ideia, me chamaram na 13ª casa. – Vestiu a Armadura e se aproximou da cama. – Não vá embora por favor.

Ela sorriu e lhe deu um beijo. – Estarei ansiosa a sua espera.

Já na 13ª casa, Camus entrou no salão principal e viu o Cavaleiro de Cristal.

– Mestre Camus, quanto tempo! – O saludou. Os dois deram um forte aperto de mão.

– Camus, o Cavaleiro de Cristal veio da Sibéria em uma missão na Grécia e restará por alguns dias no Santuário. Como ele foi o seu discípulo a muitos anos atrás pensei em hospedá-lo em sua casa. Não penso que será um problema, não é mesmo? – Saga impôs praticamente.

– Problema nenhum, ao contrário, será um prazer poder hospedar mais que um ex discípulo mas um velho amigo. – E sorriu.

– Ótimo, então estamos resolvidos. Quando quiser, as portas da 13ª casa estão abertas para você Cavaleiro.

Desceram juntos.

– Mas que surpresa! Então estava em missão? E a Sibéria, alguma novidade? – Camus puxou assunto.

– É, estive em missão por Creta e resolvi rever os amigos. Bem a Sibéria é sempre a mesma, tirando as catástrofes que ocorrem de vez em quando. – Suspirou.

– Se refere a morte de Ganimedes? – Camus perguntou sério.

– O assassinato de Ganimedes você quer dizer? – Grifou o Cavaleiro de Cristal.

– Bem que seja, encontraram o culpado? – O aquariano estava curioso.

Kat vestiu o roupão de Camus e foi até a saída da casa de Aquário, quando o avistou junto com um Cavaleiro que ela conhecia muito bem.

Ele estacou ao vê-la. Apertou os olhos, não poderia ser.

– Ekatrina? – O Cavaleiro de Cristal estava em choque. – O que você faz aqui no Santuário?

Notas finais
O destino de Ekatrina está nas mãos do Cavaleiro de Cristal! Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo...