Ironia do Destino
23 O segredo
Notas iniciais
Kat sentiu vontade de vomitar. Tudo começou a girar em torno dela, perdeu a consciência e desmaiou. Camus correu para ampara-la.
– Kat? Kat você pode me ouvir? Kat? – Tentou acorda-la dando tapinhas de leve em seu rosto.
O Cavaleiro de Cristal continuou parado em choque a alguns metros de distância.
Camus entrou com ela nos braços e a levou ao seu quarto. A deitou em sua cama e ao sair se deparou com o Cavaleiro parado na porta com uma fisionomia não muito boa.
– Vocês se conhecem? – Quis saber Camus.
– O que ela faz aqui no Santuário Mestre? E... o que ela faz na sua casa? – O Cavaleiro temeu o pior.
– Seu interesse respondeu minha pergunta. – Camus o encarou. – Ela veio ao Santuário com um grupo de Aspirantes para serem treinados e conquistarem suas respectivas Armaduras. Mas me admira que já que se conhecem e viviam no mesmo lugar não soubesse disso.
– E o que ela estava fazendo exatamente aqui em Aquário? – Voltou a perguntar.
Kat abriu os olhos e escutou aquela voz que conhecia muito bem. Por um minuto achou que tudo não passasse de um pesadelo mas o escutou perguntar por ela e se deu conta que infelizmente era tudo verdade. Levantou em um salto e se vestiu rapidamente. Precisava fazer alguma cosa urgente. Saiu do quarto.
– Cavaleiro de Cristal, precisamos conversar... em particular. – Apareceu dizendo.
Os dois se viraram.
– Então quer dizer que veio ao Santuário para se tornar uma Amazona Ekatrina? – O Cavaleiro jogou na cara dela.
– Podemos ou não conversar em particular? – Pediu outra vez.
– Ninguém vai ter nenhuma conversa enquanto não me explicarem o que está acontecendo aqui! – Exigiu Camus.
Kat começou a caminhar em direção a saída mas foi detida pelo Cavaleiro de Cristal.
– Onde pensa que vai? – A segurou pelo braço com força.
– Me solte, está me machucando! – Reclamou.
– Solte-a agora! – Ordenou Camus.
– Mas... – O Cavaleiro de Cristal não conseguiu terminar pois Kat lhe acertou um chute no ombro fazendo-o voar por cima do sofá e saiu correndo.
– Não deixe-a escapar Mestre! – Gritou o Cavaleiro.
Camus não conseguiu dar um passo sequer. Estava paralisado com medo de saber a verdade.
O Cavaleiro de Cristal se levantou e tentou ir atrás dela mas Camus o segurou.
– Você não sairá daqui até me dizer o que está acontecendo! – O aquariano disse sério.
– Mestre, vejo que o Senhor e a Amazona de Sadalmelik estão envolvidos emocionalmente. Sinto muito mas o que vou revelar mudará sua opinião sobre ela para sempre. – Se lamentou o Cavaleiro.
– Amazona de Sadalmelik, a estrela alpha de Aquário? – Camus não estava gostando nada daquilo.
– Sim Mestre, ou melhor, ela era, pois perdeu a Armadura depois do que fez. – Baixou a cabeça ao lembrar.
– O que foi que ela fez? – Perguntou tenso.
– Ela desapareceu da Sibéria após ter sido condenada à morte. – Revelou.
Camus o olhou nos olhos e o Cavaleiro de Cristal confirmou. – Ela matou o próprio Mestre... Ekatrina é a assassina de Ganimedes.
O Cavaleiro de Aquário se sentou lentamente com as mãos na cabeça.
– Mestre eu sinto muito! Mas temos que ir atrás dela, essa mulher é perigosa! – Fez menção de se retirar.
– Fique onde está! Eu mesmo a trarei de volta. – Se levantou e partiu.
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Milo passou por Áries e viu Mú voltar da sala especial onde restaurava as Armaduras.
– Olha só! Que exemplo de Cavaleiro, dá seu próprio sangue pelo próximo. – Zombou.
– Por que, você não? – Mú levantou uma sobrancelha.
– Quando é preciso, mas confesso que raramente acontece. São os meus adversários que derramam sangue geralmente. – Sorriu irônico.
Mú respirou fundo, não entraria no joguinho dele. – Bem, se era só isso Milo de Escorpião, já pode ir então. Tenho mais o que fazer do que discutir quanto sangue você ou seus adversários derramam em combate.
– Eu já estou saindo, não precisa me botar para fora. – Caminhou até a saída e parou. – Ah, já ia me esquecendo. Avisa a sua namoradinha que por mais que ela tente, não vou ficar com ela.
Mú apertou o olhar. – Você está blefando!
– Claro... assim como blefei da ultima vez, lembra? – Disse sem olhar para trás. – Eu sou um cara legal, por mais difícil que possa parecer. Se fosse outro no meu lugar, depois de vê-la se oferecer daquele jeito, com a camisola toda molhada e transparente... a teria deitado de quatro naquelas pedras da cachoeira mesmo e... você sabe! Ah Mú, não me olhe assim! – Fazia todo o gesto com as mãos.
– Fora! – O ariano estava perdendo o controle.
– Eu já disse que não aconteceu nada! – E começou a sair da casa. – Porque EU não quis! – Disse em alta voz já do lado de fora.
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Afrodite desceu até a casa de Capricórnio.
– Vim um pouco mais cedo, se importa? – O Cavaleiro de Peixes se referindo a ronda de mais tarde.
– Claro que não! Senta aí! – E apontou uma poltrona.
– Como você está, quero dizer em relação a Bella? – Puxou conversa.
– Hunf! Bella e eu não temos nada um com o outro! – Shura soltou.
– Quase três dias aqui e vocês não tocaram no assunto? ... Eh você sabe! – Afrodite não querendo se referir a festa.
– Claro que não! Para acabar escutando o que eu não quero ouvir. – Shura negou com a cabeça. – E você hein, não costumava ir choramingar com o Camus sobre assuntos pessoais? O que ouve?
– Choramingar? Não sinta ciúme da minha relação com o Cavaleiro de Aquário! – Zombou. – Em primeiro lugar não estou choramingando e em segundo lugar Camus estava com Kat até onde sei.
– O homem de gelo está pegando a loira magrela? – Shura se interessou pela fofoca e se sentou de frente para o amigo.
– Pelo o que tudo indica, sim! – Disse em voz baixa o pisciano.
– Hum... interessante, olhem só e eu achando que ele era gay! – Shura com a mão no queixo.
– De onde você tirou isso? Claro que não! – Afrodite negou.
– Calma, era só uma suposição! Pensei até que o Shaka fosse a namorada dele. – Se divertiu o capricorniano.
– Deixa o Shaka te ouvir falar isso, vai te levar para dar um passeio pelo tesouro do céu! – Zombou Afrodite. – Sabe o que eu acho? Você não está batendo bem da cabeça, isso sim!
– Ué! Eu nunca vi os dois com uma mulher, é normal que acabe pensando isso! – Se explicou rindo.
– Por que, você por algum acaso já tinha me visto com alguém? – Levantou uma sobrancelha.
– Você é um caso à parte sardinha! – Shura levantou as mãos.
– Defina caso à parte chifrudo! – Sorriu.
O capricorniano não gostou da brincadeira. – Você é muito chato, ninguém é bom o suficiente para você! Mas parece que isso está mudando não é mesmo?
– É mais complicado do que você imagina. Eu magoei de uma maneira terrível os sentimentos dela. – Se lamentou.
– Hunf! Só vou te dizer uma coisa, eu não sei o que você fez mas se ela está realmente apaixonada por você, vai te perdoar. O amor é capaz de superar qualquer magoa, por mais terrível que seja. – Disse com o olhar perdido.
Afrodite não poderia argumentar com as palavras do espanhol, afinal quem melhor do que ele para saber. – Espero que você tenha razão!
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San depois de um ultimo banho na cachoeira, retirou a camisola molhada e vestiu sua túnica seca. Voltando para casa se assustou ao sentir a telecinese. Mú se materializou na frente da Aspirante com um olhar perdido.
– Mú? O que faz aqui? Que bom que já acabou com as Armaduras, estava mesmo pensando em passar pela sua casa. – Disse despreocupada.
Ele se aproximou e a agarrou pelos braços.
– O que pensa que sou? Sua marionete? Não vou permitir que me use desse jeito! – Estava enfurecido.
– Mas do que está falando? – Perguntou assustada. – Me solte, está me machucando.
E foi a palavra mágica. A soltou imediatamente e deu um passo atrás.
– Ele esteve na cachoeira com você não é verdade? – Perguntou encarando-a.
– Ele quem? – Perguntou em voz baixa.
– Sangmu! – Ele se irritou.
– Sim! – Disse sem graça.
Ele passou a mão pelos cabelos.
– Ele te viu vestida desse jeito? – Olhou para camisola molhada que ela segurava.
– ...Sim! – Ela estava se desesperando.
O Cavaleiro de Áries de um passo em frente. – Você tem todo direito de dizer que não é da minha conta mas preciso que me diga o que aconteceu ou vou enlouquecer.
– Mú, não aconteceu nada demais. Eu juro! – San tentou toca-lo mas foi detida.
– Será que pode ser mais clara Sangmu? – Disse segurando o pulso dela.
San olhou para a mão dele. – Exigi algumas respostas da parte dele. Só isso!
– Por quê? – Mú ainda a segurava.
– Porque ele me devia uma explicação por me fazer sentir tão humilhada. Você sabe... eu precisava saber por que não servia para ele como mulher. – E baixou a cabeça.
Ele a soltou com o olhar machucado. – E ele te explicou?
– Sim! – Ainda de cabeça baixa.
– E você entendeu? – A estava judiando.
– Mú, por favor! – Estava envergonhada.
– Mas não aceitou, não é mesmo? – O ariano disse olhando para o nada inconformado.
– Mú, pare! – E foi na direção dele que desapareceu deixando-a sozinha.
– Aaaaaahhhhhh Múúúúúú! Volte por favor! – Gritou.
Correu por alguns minutos chamando pelo amigo mas acabou desistindo. Fechou os olhos, se concentrou e se tele transportou até a casa de Escorpião! Teria uma conversinha com o Cavaleiro guardião da 8ª casa.
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Larissa leu mais uma vez a carta que Saga havia escrito para Lizzy com raiva. Odiava saber a verdade, odiava aquela garota. Da ultima vez a Amazona a havia ameaçado, pensou que realmente sua vida houvesse chegado ao fim. Mas se quisesse continuar viva ia precisar de proteção e sabia o que fazer para consegui-la.
– O que faz aí escondida? – Esbravejou Electra e arrancou a carta das mãos dela. – Vamos ver o que temos aqui.
Larissa saltou sobre a serva e as duas rolaram pelo chão.
– Saia de cima de mim! – Mandou Electra.
– Me devolva isso! – Larissa tentou arrancar a carta da mão dela que acabou rasgando em duas partes.
– Nossa que exagero! Tome! Você anda muito exaltada ultimamente, vou pedir ao Grande Mestre que te mande para a aldeia no campo por um tempo. – Sorriu ironicamente.
– Sabe muito bem que não quero voltar para aquele lugar! Estou bem aqui. Prometo que vou me comportar melhor. – Disse olhando-a de rabo de olho.
– Hunf! Só quero ver! – E se retirou.
Larissa juntou os dois pedaços da carta e correu para o seu quarto. Abriu seu diário e a guardou ali, exatamente na parte em que detalhava o dia em que entregou o vestido pessoalmente a Lizzy e que contou varias mentiras à Amazona. O escondeu debaixo do colchão e foi até a penteadeira. Parou de frente para o espelho e refez a longa trança com cuidado.
– Você vai ser só meu Saga! Custe o que custar! – E foi a procura do Grande Mestre que se encontrava no salão principal.
– Marin, fico feliz que tenha decidido voltar ao Santuário. – Saga disse ao lado de Saori.
– Ora, sou eu quem estou feliz por tornar, afinal depois de tantos anos este lugar acabou se tornando meu lar. – Marin confessou.
– E o Seiya? Como ele está? – Saori preocupada com o ex Cavaleiro.
– Atena ele... está bem na medida do possível. Ainda não anda nem fala mas sempre dá algum sinal vital que prova que ele está lá... vivo! – Marin contou.
– Pobre Seiya! Cada vez que me recordo do que aconteceu... Sei que Tenma é um excelente Cavaleiro mas confesso que cada vez que o vejo vestir a Armadura de Pégaso sinto um aperto no coração! – Confessou Saori.
– A culpa não foi sua por Seiya se encontrar assim Atena, era obrigação dele defende-la! – Saga se intrometeu.
– Eu sei que não Saga mas é muito difícil para mim saber que ele não poderá mais ser um Cavaleiro, entenda por favor! – Saori não queria falar mais sobre aquilo.
– Atena, se me permite, ele não gostaria de vê-la sofrer por ele. Antes de voltar do Japão para cá, passei todo o dia com o Seiya, o levei para passear e conversei com ele como fazia todos os dias e quando contei que voltaria para Grécia, que iria revê-la, ele apertou a minha mão tão forte que quase a quebrou. Ele gosta muito da Senhorita, por favor não fique triste, por ele. – Marin pediu.
Saori encheu os olhos de lágrimas. – Muito obrigada Amazona! Com licença preciso resolver algumas coisas. – E se retirou.
– Fique para o jantar Marin, é nossa convidada. – Ofereceu Saga.
– Agradeço mas ainda tenho que arrumar minhas coisas. Ah e obrigada por preservar minha casa. Soube que novas Amazonas foram convocadas para permanecer no Santuário. – Agradeceu.
– Sim... algumas! – Aquilo o fez lembrar da única que importava. – Elas estão todas juntas no casarão que se encontra logo após Áries, tem espaço de sobra para todas na mesma casa, assim que pude preservar a sua.
– Lhe agradeço mais uma vez. Ate mais Grande Mestre. – O saludou e partiu.
Saga não queria jantar sozinho. Precisava ocupar a mente com alguma coisa, nem mesmo Milo estava aprontando ultimamente. Foi até a mesa de jantar e se sentou. Larissa se aproximou.
– O Senhor gostaria de beber alguma coisa antes que o jantar seja servido? – Perguntou gentilmente a Serva.
– Traga-me um bom cálice de vinho tinto, melhor ainda, traga logo a garrafa inteira. – Saga pediu.
A serva sorriu, parece que os Deuses estavam a seu favor naquela noite.
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San se materializou na sala da casa de Escorpião.
– Ora ora, por um minuto pensei que o bundão do Mú tinha tomado coragem de vir me enfrentar, mas vejam só! A que devo a sua ilustre visita? Deixe pensar... se levarmos em consideração que acabamos de nos ver, só pode ser saudade! – Milo abriu os braços.
– Deixe o Mú em paz! – Ela disse irritada.
– Ahhh já entendi, você veio interceder por ele! Que bonitinho! – O escorpiano zombou.
– Você não tem esse direito. Que me trate como me trata, tudo bem, mas deixe o Mú fora disso! – Ela pediu.
– Não acha que o seu namoradinho já é grandinho o suficiente para se defender sozinho? – E deu um passo na direção dela.
– Ele não é meu namorado e você sabe muito bem disso! – Ela quase gritou.
– Eu não sei e não quero saber San! – Disse seco.
– Então para que tanta provocação? – Ela quis saber.
Ele deu mais um passo na direção dela. – E para que tanta preocupação se vocês não tem nada um com o outro?
– Ele é meu amigo! – Ela começou a baixar a voz.
Milo levantou uma sobrancelha. – E ele quer ser só seu amigo por acaso?
– Mas é claro! – Ela mentiu.
– Não seja ridícula! – Gritou fazendo-a saltar.
– Você não o conhece como eu! – O defendeu.
– O conheço o suficiente para afirmar que ele está morrendo de tesão por você tanto quanto eu! Se pudesse ler a mente dele, poderia ver onde ele te deseja. – Ela não queria pensar naquilo e virou o rosto instintivamente. – Sim San, nua... na cama dele. – Deu outro passo até ficar poucos centímetros da tibetana. – A única diferença entre nós é que ele faria tudo o que você deseja que um homem faça enquanto eu... – A agarrou pela nuca e a beijou com força. A arrastou até a coluna mais próxima, a ergueu fazendo-a passar as pernas ao redor da cintura dele. Puxou os cabelos dela para trás e devorou seu pescoço sem piedade. Voltou para boca e a beijou com fúria outra vez. Ela correspondia a cada movimento do Cavaleiro. Esfregou sua ereção contra ela fazendo-a perder o controle. Passou as mãos pelo quadril de San e a apertou ainda mais contra ele. Mas as palavras ‘’casal perfeito’’ invadiram sua mente e o fizeram parar. A colocou no chão e se virou de costas.
– Milo? – San disse ofegante.
– Saia daqui! – Ele disse sério.
– Mas... – E foi interrompida.
– Saia daqui! – Gritou.
Ela passou correndo por ele e se tele transportou.
Milo agarrou um vaso de porcelana e jogou contra a parede fazendo-o em mil pedaços.
– Quem foi a alma caridosa que conseguiu te irritar Escorpião? – Marin entrou na casa.
– Era só o que faltava! – Os dois não se davam muito bem.
– É bom te ver também Milo! – Ironizou a Amazona.
– O que foi? Cansou de brincar de enfermeira do aleijado, como se chama mesmo? – Milo sem piedade.
– Mais respeito idiota! – Se irritou Marin.
– Ou será que veio rever o seu namoradinho Ólia, porque sinto lhe informar mas o Cavaleiro de Leão está enrabichado com outra Amazona, que cá entre nós é mil vezes mais gostosa que você! – Se divertiu Milo.
Aquela informação pegou Marin de surpresa, não que houvesse voltado com esperança de reatar o namoro com Aiólia mas sempre nutriu e ainda nutria um carinho muito grande pelo leonino.
– Fico feliz! Espero que esta Amazona seja boa o suficiente para ele, Aiólia merece uma mulher especial, ao contrário de outros que morrerão na solidão! – Disse amarga.
– Pobre Marin, ficou triste? Ninguém havia te contado que ele está apaixonado por outra? – Milo sem piedade.
– Cretino! – O insultou.
Milo riu. – Não precisa chorar, tem sempre o Shaka que por um lado é até melhor já que ele não abre os olhos. Assim não correrá o risco que ele te troque por outra melhor.
Ela passou lhe dando um esbarrão e sem dizer nada saiu da casa.
Chegando em Leão hesitou um pouco, não sabia se encontraria o leonino acompanhado da suposta namorada.
– Posso passar? – Perguntou.
Aiólia parou o garfo no meio do caminho, conhecia bem aquela voz. Se levantou em um salto e foi ao encontro da sua ex namorada.
– Marin? Você voltou? – E lhe deu um sorriso.
– Oh Ólia, quanto tempo! – Não resistiu e lhe agarrou pelo pescoço em um abraço.
Ele a afastou gentilmente. – Como você está? E no Japão como andam as coisas?
– Eu estou ótima e o Japão continua o mesmo, limpo e organizado. – Ela sorriu. – E você Ólia, conte-me as novidades.
Ele ficou sem graça. – Ehhh, eu estou bem... conheci alguém, estou muito feliz Marin.
– Se está feliz então eu também estou! – Ela disse com sinceridade. – Mas me conte, como ela é?
– Venha sente-se, quer tomar alguma coisa? – Ofereceu, não se sentia a vontade em falar de Mia com sua ex namorada.
– Não obrigada! ...E então? Estou esperando. – Ela insistiu.
– Ah Marin, você sabe... ela é meiga, linda, carinhosa, sei lá, essas coisas! – Disse envergonhado.
– Incrível! – Colocou as mãos no rosto. – Você está realmente apaixonado! – Ela sentiu uma pontinha de inveja. – Me admira que ela já não esteja morando aqui.
– Ela não é dessas Marin! – Ele revelou. – Estamos dando um passo de cada vez.
– O que quer dizer com isso? Uma virgem? Meus parabéns, não se encontram mais com tanta facilidade por aí não é mesmo? – O cumprimentou mas no fundo se sentiu ofendida.
– Não leve isso para o pessoal, cada um é de uma maneira! – Tentou arrumar.
– Ólia! Eu sei que esse sempre foi o seu sonho, uma menina pura, intocada, toda e somente sua. Um tanto machista cá entre nós mas é a verdade! – Marin jogou na cara dele.
– Não é bem assim e vamos mudar de assunto! – Foi para a cozinha.
– Você tem razão, nem sei por que estamos falando sobre isso. – E deu um sorriso sem graça. – Eu vou para casa, tenho que arrumar minhas coisas.
– Como você quiser. Nos vemos então? – Parou na entrada da cozinha.
– Claro! – Se levantou e depositou um beijo demorado no rosto do leonino. – Tchau Ólia. Quero conhecer sua namorada viu!
O Cavaleiro sorriu sem graça. ‘’Isso não vai acabar bem!’’ pensou já imaginando a reação de Mia.
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Kat correu em toda velocidade até chegar a sua casa. Tinha que fugir enquanto lhe restava tempo. Entrou no quarto fazendo saltar a todas, agarrou uma muda de roupas e jogou em uma mochila.
– O que está fazendo? – Bella perguntou sem entender.
– Estou indo embora! – Respondeu com pressa.
– Como assim? Embora para onde? – Bella se levantou.
– Uma outra hora eu explico, agora preciso ir. – E começou a se retirar.
– Você não vai a lugar nenhum! Sou seu Mestre e exijo uma explicação! – A canceriana a segurou pelo braço.
Kat a olhou por um instante. – Você não é meu Mestre Bella. Sinto muito. – Se soltou e caminhou até a porta, parou por um instante e olhou ao redor. Enxugou uma lágrima, ia sentir saudade daquele lugar, das meninas e principalmente dele. Respirou fundo e saiu mas Camus estava parado de braços cruzados em frente a casa. Olhou para mochila que ela carregava.
– Vai há algum lugar Amazona de Sadalmelik?
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