Notas iniciais
Agora que ele já sabe de tudo, ou quase tudo, resta somente saber se o coração fala mais alto que a razão. Boa leitura!

Kat gelou, não esperava encontra-lo.

– Onde vai Amazona? – Voltou a perguntar. – Então, não vai me responder? – Levantou uma sobrancelha.

– Camus... eu vou embora! – Somente disse.

– Você não vai a lugar nenhum! – A agarrou pelo braço e a arrastou para o bosque.

– Está me machucando! – Tentou se soltar.

– Não me interessa! – Respondeu ríspido.

– Por que está me tratando assim? O que foi que eu te fiz? – Aquilo só o irritou ainda mais.

– É o mínimo que uma mentirosa como você merece. Sabe o que vai acontecer quando o Saga souber a verdade? – E a virou de frente para ele.

– Camus! – Ela estava em pânico.

Ele arrancou a máscara dela e jogou longe.

– Por que Ekatrina? – Agarrou o queixo dela forçando-a a encara-lo.

Ela não disse uma palavra.

– Você é uma farsa! – Disse negando com a cabeça magoado. – Veio ao Santuário como Aspirante quando já era uma Amazona! Fugiu do seu país por ter sida condenada à morte por ter matado seu próprio Mestre! Ganimedes foi meu discípulo... Agiu como uma menina inexperiente comigo da primeira vez que estivemos juntos que cheguei até a pensar que fosse virgem antes de estarmos juntos, mas agora estou entendendo. Tudo não passava de mais uma farsa sua não é mesmo? Teve até a cara de pau de dizer que me amava! Não posso acreditar, estou horrorizado por ter sido enganado tão facilmente!

As lágrimas corriam pelo rosto de Kat.

– Nunca menti em relação ao que sentia por você! E me desculpe se meu comportamento lhe fez pensar que era virgem. Te avisei que tinha problemas em me relacionar com homens! – Estava tremendo.

– Você matou o homem que te ensinou tudo o que sabe e está me pedindo desculpas por seu comportamento comigo? – Camus estava enojado.

– Sim! Eu não vou me desculpar por ter tirado a vida dele... nunca! – Kat disse com intensidade.

– Por quê? Como tem coragem de dizer uma coisa dessas? – Camus chocado.

– Porque ele mereceu, fiz e faria outra vez se tivesse oportunidade só para me assegurar que está realmente morto! – Disse com ódio.

Ele a soltou e a mediu de cima a baixo. – Que tipo de mulher você é? O que ele fez para merecer tanta ira?

Ela desviou o olhar. Nunca revelaria, preferiria levar aquele segredo sombrio para o túmulo.

– O que ele fez Kat? Se você não disser nada em sua defesa não terá nenhuma chance de ser absolvida e sabe muito bem disso. – Avisou Camus.

– Eu não me importo! – Kat olhou dentro dos olhos do Cavaleiro de Aquário.

– Prefere morrer? Não que a atrocidade que cometeu tenha perdão mas deve existir um motivo para esse seu comportamento anormal e se você não disser a verdade não te restará outra, você será condenada à morte e eu não poderei te ajudar. – Ele começou a temer a realidade ao pensar em perde-la.

– Eu já disse que não me importo! – Voltou a dizer.

– Então onde está o amor declarado por mim? Por que quer me deixar assim? – Ele segurou os braços dela e a sacudiu.

– Você é o único responsável por eu estar chorando por tudo isso, o único motivo que me faz lamentar a minha morte, o único motivo pelo qual escolheria viver! – E chorou de soluçar.

Ele a abraçou. – Me conte a verdade Kat, eu te imploro!

– Não posso! – Segurou o rosto dele entre as mãos. – Só quero que saiba que aconteça o que acontecer, tudo o que aconteceu entre nós foi real! Você me deu forças para seguir em frente, me deu esperança, me mostrou que posso amar, porque eu te amo mais que tudo nessa vida Camus!

Ele se emocionou com as palavras dela. – Kat... acredito em você. O que não entendo é por que apesar de tudo você estava fugindo sem me dizer nada, você não confia em mim?

– Eu preciso ir embora! – Ela abaixou a cabeça.

– Não seja ingênua. Nunca ia conseguir fugir do Santuário! – Camus avisou.

– Mas se você me ajudar, talvez eu possa. – Ela tentou.

– Eu não posso fazer uma coisa dessas, seria traição à Atena. – Ele disse sério.

– Talvez seja minha ultima chance de sobreviver. – Ela apelou.

Ele ficou tentado por um minuto em ajuda-la mas logo tirou aquilo da cabeça.

– Isso está fora de cogitação! Eu não vou me deixar ser influenciado pelo o que sinto por você, não posso te ajudar sem saber o motivo que te levou a cometer esse crime! – Ele negou com a cabeça.

– O que vai fazer? Me entregar para o Grande Mestre? – Ela não acreditava naquilo.

– Não sei! – Ele foi sincero.

– Não importa, o Cavaleiro de Cristal a uma hora dessas já o deve ter feito. É melhor sair de perto de mim para não correr o risco de ser condenado como cumplice. – Deu meia volta e começou a caminhar.

– Onde está indo? – Ele temeu não vê-la nunca mais.

– Estou voltando para casa. Esperarei a minha sentença. – Se abaixou, agarrou a máscara do chão e foi embora.

Ele voltou para casa, precisava conversar com o Cavaleiro de Cristal. Que Atena o ajudasse, pensou.

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Afrodite e Shura desceram para a ronda noturna.

– Você acha que está muito tarde para uma visita? – Perguntou o capricorniano.

– O que tem em mente? – Afrodite desconfiou.

– Você sabe muito bem o que tenho em mente sardinha! Vamos até a casa delas. – Shura propôs.

– Assim do nada? Com qual desculpa bode velho? – Não sabia se aquilo acabaria bem.

– Me admira que você seja tão pouco criativo. Sei lá, que tal pedir desculpa por ter se comportado como um completo idiota? – Shura deu a opção.

– Quem? Eu ou você? – Ousou Afrodite.

– Eu fui tratado como idiota, é diferente! Já você se comportou como tal! – Jogou na cara dele.

– Tá tá! Podemos tentar, daí você se aproveita da minha situação embaraçante e vai ver a sua Bella! – Afrodite entendendo tudo.

– Muito bem! Você até que é inteligente para um atum em lata! – Shura deu um tapinha na ombreira da Armadura do Cavaleiro de Peixes.

Afrodite preferiu não responder e caminhou na frente em direção a casa das meninas.

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Kat voltou para casa. Ao entrar foi recebida por Shiva e Dona.

– Você não ia embora? – Perguntou a italiana.

– Mudei de ideia. – Não ia dizer mais nada.

– Melhor assim, precisamos de você aqui. – Shiva afirmou.

Aquele comentário a fez se lamentar por tudo o que perderia.

– É verdade, a sua habilidade em combate nos inspira e além do mais nós gostamos muito de você! – Shiva sorriu tímida.

Kat inesperadamente as abraçou e começou a chorar. Elas se entreolharam.

– Me desculpem, não fui boa com vocês. As machuquei no treino e nem perguntei como estavam. – Kat com remorso.

– Estamos bem e isso nem foi culpa sua. – Disse apontando para o pé engessado.

– Onde se machucou então? – Quis saber a russa.

– Eu não me machuquei, me machucaram! – Shiva respondeu magoada.

– Se não fui eu durante o treino então quem foi? – Não estava entendendo.

– Foi o... – Mas foi interrompida por batidas na porta.

Kat gelou, achou que já fosse alguém para prende-la. Dona vendo que ninguém se mexia foi atender a porta, ao abri-la deu de cara com o Cavaleiro de Peixes.

– Desculpe o horário mas gostaria de ter uma palavra com Shiva. – Disse olhando-a por cima do ombro da Amazona de Algedi.

– Entre! – E saiu do caminho. – Shiva é para você.

Kat se retirou para o quarto. Quando Dona ia fechar a porta sentiu um calafrio ao dar de cara com Shura.

– Oi! – Ele apenas disse.

– Você também veio dar uma palavrinha com a Shiva? – Perguntou sarcástica.

– Não! – Suspirou.

– Claro que não! Você veio ver a Bella! – Ela já sabia.

– Só quero saber como ela está. – Desviou o olhar.

– Por que não entra e descobri por si próprio? – Disse irritada.

Ele se aproximou até ficar a poucos centímetros dela.

– O que aconteceu com a garota gentil e meiga que teimava em me jogar nos braços da amiga, afirmando que ela gostava de mim, pedindo para que eu não desistisse dela e a fizesse feliz? – Perguntou sem dó.

– Foi desmascarada, pisada e humilhada pelo homem que ama! – Respondeu sem vergonha.

Ele baixou os olhos para os lábios dela.

– Dona não faça isso! – Pediu Shura.

Ela respirou fundo e abriu caminho para que ele entrasse.

– Não obrigado! Se puder avisá-la que estou aqui lhe agradeço. Esperarei do lado de fora. – E saiu.

Dona bateu a porta e foi para o quarto.

Afrodite se aproximou e sentiu o coração apertado ao ver o gesso no pé da Aspirante.

– Shiva eu nem sei o que dizer... – Puxou assunto.

– Então melhor não dizer nada! – E se virou de frente para ele.

– Você não tem ideia como dói mais em mim que em você te ver assim. – Foi sincero.

– Difícil de acreditar. Pensasse antes de agir como um animal irracional! – Disse sem piedade.

– Você nunca vai me perdoar não é mesmo? – Tentou tocar o rosto dela mas Shiva deu um passo atrás.

– Não encoste essa sua mão suja em mim! – Avisou.

Aquele comentário o feriu.

– Juro por Atena que nunca mais vou te machucar. – Prometeu.

– Blasfêmia! Não tem vergonha de dizer o nome de Atena em vão? – Shiva com as mãos na boca.

– Mas que blasfêmia?! Eu estou mortalmente arrependido, será que não vê? – Se abaixou na frente dela.

Shiva o segurou pelos ombros.

– Já chega Afrodite! Levante-se, o que os outros vão pensar se te verem desse jeito? – Tentou puxá-lo mas o Cavaleiro era muito pesado.

Ele a segurou e a fez sentar na perna dele que estava abaixado em um joelho só.

– Você virá na minha festa não virá? – Perguntou inesperadamente.

– Ehhh... não sei! – Desviou o olhar.

– Como não sabe? Eu cancelo tudo se não vier. – Disse sério.

– Perdeu o juízo? É seu aniversário! – Ela não estava acreditando no que acabou de ouvir.

– E que sentido faz comemorar sem você presente? – Disse olhando-a profundamente.

Ela se comoveu ao sentir aquilo. Bella passou por eles e deu uma risadinha ao ver a cena. Shiva achou que ele fosse se incomodar mas Afrodite nem se mexeu.

– Eu vou, mas não pense que está tudo bem entre nós só por causa disso. E não vou te dar nenhum presente fui clara? – Disse apontando o dedo para ele.

Afrodite não pode conter sua alegria, a segurou pela cintura erguendo-a e a girou no ar. Terminou abraçando-a forte.

– Obrigada, não preciso de presente nenhum. – Disse baixinho.

– Aha, sei! – Disse sem se soltar. Não resistia a aquele homem de Armadura.

Bella fechou a porta da casa atrás de si, procurou por Shura com os olhos e não o encontrou. Ele cobriu os olhos dela cobertos pela máscara.

– De onde você saiu? – Ela não o tinha visto.

Ele deu a volta e parou na frente dela.

– Deve estar mais atenta Amazona porque se fosse um inimigo a teria matado. – Chamou a atenção de Bella que não gostou nem um pouco do comentário.

– Eu sabia que era você! – Não deu o braço à torcer.

– Seu problema é que confia demais no inimigo! – Disse sarcástico.

– Veio até aqui para me dar lição de moral Capricórnio ou veio ver como eu estava? – Disse com as mãos na cintura.

– Nem uma coisa nem outra? – A segurou pelo queixo. – O que foi? Decepcionada?

Bella ficou vermelha da cabeça aos pés, ele sorriu.

– Eu? Por que, deveria? – Desdenhou.

Ele a soltou e sorriu ainda mais.

– Posso saber qual é a graça? – Bella se irritou.

– Sempre te achei linda ruborizada. Com licença. – E retirou a máscara dela.

– Shura estamos no meio da rua, devolva-me isso agora. – E a arrancou da mão do Cavaleiro.

Máscara da Morte caminhava em direção a Áries perdido em seus pensamentos quando avistou os dois. Resolveu ficar atrás de uma árvore observando e ficou chocado a constatar que Bella também havia mostrado o rosto ao Cavaleiro de Capricórnio.

Dentro da casa Shiva se afastou antes que perdesse o auto controle e caísse nos braços do pisciano.

– Espere! – Pediu Afrodite.

– Já chega, preciso repousar, afinal fui lesionada. – Disse irônica.

Ele olhou para os pés dela com lastima. – Deixe eu resolver isso, é o mínimo que te devo!

– Não Cavaleiro! Quero que cada vez que me olhe se lembre do seu comportamento. Agora já pode ir... obrigada pela visita de qualquer jeito. – E caminhou até a porta.

Ele não esperava aquela reação dela. Ressentido, foi mais rápido do que ela, abriu ele mesmo a porta e se retirou sem dizer uma palavra. Shiva o acompanhou com os olhos se distanciar irritado. Tirou a máscara e foi triste para o quarto, se arrependia de tê-lo tratado mal.

– O que você acha de irmos trabalhar? – Afrodite disse passando por Shura.

Bella disfarçou e colocou rapidamente a máscara. Shura olhou o pisciano e bufou.

– Outra hora eu te conto o quão linda é quando fica toda vermelhinha. – Cochichou perto do ouvido da Amazona e foi atrás do Cavaleiro de Peixes.

Bella deu meia volta para entrar em casa mas alguém a agarrou pela cintura com uma mão e com a outra arranco sua máscara e a atirou longe. Ela cobriu o rosto automaticamente com as mãos e foi virada com violência. Máscara da Morte puxou as mãos dela para baixo libertando o rosto descoberto da canceriana.

– Por que não caminha assim de uma vez? – Disse com raiva.

– Por que fez isso? Vá buscar a minha máscara agora! – Exigiu Bella.

– Só porque me mostrou seu rosto acha que tem algum poder sobre mim, por que não pede para o Shura ir buscar para você ou sei lá quem mais você tenha mostrado seu rosto! – Estava fervendo de ciúme.

Ela petrificou ao se dar conta que ele sabia.

– Foi ele quem te contou? – Ela não queria acreditar na traição do Cavaleiro.

– Pior, eu vi! Como você pode ser tão baixa? – Jogou na cara dela.

– Estava me espiando? Não me julgue, ele viu meu rosto por acidente enquanto cuidava de mim em sua casa. É inútil que eu o esconda quando ele já o viu. – Tentou se explicar.

Máscara a agarrou pelo braço. – Você terá que mata-lo agora! Me entendeu?

– Eu não vou matar ninguém! – Disse irritada.

Ele a soltou e a olhou com nojo. – Vai amá-lo então?

– Talvez! – Mentiu.

Ele encostou testa com testa. – Não pode amar duas pessoas ao mesmo tempo!

– Não o farei, meu coração escolherá um só! – Se virou, agarrou a máscara e entrou na casa batendo a porta. O espiou se afastar por uma brecha da cortina que a escondia atrás da janela e chorou por ter que abrir sempre mão do único homem por qual seu coração realmente batia acelerado.

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Camus encontrou o Cavaleiro de Cristal de braços cruzados na entrada de Aquário.

– Temos que conversar. – Disse passando por ele.

– Onde ela está? Não disse que a traria com você? – Indagou.

Camus entrou e foi seguido por ele. Parou no meio da sala e se virou, ficaram cara a cara.

– Ela está na casa dela. – Informou Camus.

O Cavaleiro de Cristal passou a mão pelos cabelos. – Mas será que não percebe Mestre? Ela irá escapar, assim como escapou na Sibéria.

– Ela não está na Sibéria, não vai a lugar nenhum. – Afirmou o aquariano. – Eu quero saber exatamente o que aconteceu, o que a fez cometer esse crime horrível?

– Ninguém jamais soube! Ela sempre se negou a dizer. – Confessou.

Camus franziu o cenho. – Eu não vou me dar por vencido até descobrir.

– Mas o que muda Mestre? Ela tem que ser punida pelo que fez e basta! – O Cavaleiro recebeu um olhar enfurecido do aquariano. – O Senhor não tem intenção de denuncia-la não é mesmo?

– Por que você tem? – Camus perguntou o encarando.

– Sim! – Avisou. – Sinto muito mas nem o Senhor pode me impedir.

Camus se aproximou do Cavaleiro. – Me de dez dias para descobrir a verdade, se ela realmente merecer ser punida, eu mesmo a denunciarei.

O Cavaleiro de Cristal ficou em silêncio por um tempo.

– Dez dias e nada mais! – E foi para o quarto de hóspedes.

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Eram já mais de uma da manhã e Saga já estava na terceira garrafa de vinho. Larissa dispensou todas as outras servas e se encarregou de servir pessoalmente o Grande Mestre.

– Acho que o Senhor bebeu demais. – Disse com um sorrisinho.

– Como se atreve! – Mal conseguia falar de tão alcoolizado que estava.

– Venha, eu lhe ajudo a ir para o seu quarto Mestre. – E tentou segura-lo pela cintura mas ele era grande demais para ela.

– Me largue! Eu caminho sozinho. – Se levantou e andou apoiando-se nos móveis.

Larissa passou o braço dele sobre os ombros dela mesmo sob protestos da parte dele, o acompanhou até seus aposentos. Entraram e ele se sentou em uma poltrona e ficou ali com o olhar perdido.

– Sabe do que precisa? De um belo banho! – E começou a tirar os sapatos dele.

– Por que ainda dói? – Ele perguntou do nada.

– Onde dói? – Ela perguntou sem entender.

– Aqui. – Apontou para o coração.

Ela fechou a cara. Estava se referindo a aquela Amazona maldita. Mas ia ser por pouco tempo.

– Onde Saga? Aqui? – Disse massageando o peito dele.

– O que... está fazendo? – Tentou dizer, não tinha forças.

– Eu vou te curar. Quer que essa dor vá embora não quer? – Ela sentou no colo dele.

Ele fez que sim com a cabeça mas continuou com o olhar perdido. Ela se abaixou e começou a tirar a manta dele. Depois de o deixar nu, arrancou o próprio vestido e o puxou para a cama.

– O que está... você não é ela! – Disse com a cabeça girando.

– Claro que sou, sou ela e muito mais Saga. Com a diferença que nunca vou te fazer sofrer. Venha meu amor, venha para o meus braços. – O abraçou.

– Lizzy, vou voltou! Você me escolheu... mas eu disse que nunca ia te perdoar... – Mas foi interrompido pelo dedo da serva na boca dele calando-o.

– Shhhhh, não diga nada. Está tudo bem agora, tudo foi finalmente resolvido meu amor! – O deitou na cama e se aconchegou nos braços dele.

– Tudo foi resolvido... agora você é só minha! Eu jurei te odiar por toda eternidade mas eu menti, eu te amo Lizzy! – Aquelas palavras deixaram Larissa mais enfurecida.

A serva apagou as luzes do quarto e se enfiou nas cobertas, se deitou sobre ele. Começou a beija-lo no peito, foi subindo até o pescoço, depois o queixo. Quando chegou na boca parou e o olhou nos olhos. Não deveria ser assim, gostaria de poder vê-lo com as luzes acesas. Gostaria de ouvir seu nome na boca dele no lugar da outra. Mas aquilo não era possível, talvez com o tempo. Não perdeu tempo e agarrou o rosto dele entre as mãos.

– Faça amor comigo meu amor! – E o beijou.

Notas finais
Saga perdeu o controle da situação e a serva tirou vantagem, o que irá acontecer quando o sol nascer neste Santuário? Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo...