Ironia do Destino
25 Verdades e mentiras
Notas iniciais
O dia amanheceu ensolarado no Santuário. Já eram as nove da manhã. O sol devorava o quarto do Grande Mestre. Saga mal conseguia abrir os olhos de tanta luz mas quando finalmente o fez quase caiu da cama. Uma mulher de longos cabelos cinza estava confortavelmente deitada ao seu lado, abraçando seu travesseiro e completamente nua.
– O que aconteceu aqui? – Perguntou em pânico, não lembrava de nada.
– Bom dia! – A serva disse se espreguiçando.
– Larissa? – Franziu o cenho. Tinha sonhado com Lizzy a noite toda e agora isso.
– Saga? Que horas são? – Perguntou sem se importar.
– O que está fazendo na minha cama? – Se levantou e se enrolou no lençol.
Ela se cobriu com as mãos. – Por que está me tratando assim? Ontem foi tão carinhoso comigo... tão passional.
– Já chega! Vista-se e saia agora daqui. Estava bêbado, você não deveria ter permitido que eu encostasse em você. – Disse com as mãos na cabeça em desespero.
Ela saiu da cama e se vestiu rapidamente, caminhou até ele que a olhava com um olhar de espanto.
– O Senhor poderia até estar bêbado mas me fez a mulher mais feliz do mundo. – E tentou abraça-lo mas foi detida.
– Larissa! Não aconteceu nada entre nós, fui claro! Não se atreva a contar isso a alguém! Depois pedirei que lhe chamem em seus aposentos e conversaremos melhor sobre isso. Agora saia por favor. – E indicou a porta.
Ela se retirou e ele olhou para a cama. Fechou os olhos e se amaldiçoou pelo ocorrido.
Larissa correu para o quarto dela e trombou com Electra ao virar o corredor.
– Mas o que faz aqui? E ainda por cima toda desarrumada desse jeito? – Electra a mediu de cima a baixo.
Ela sorriu e olhou para trás. – Nada demais. – Arrumou o cabelo todo bagunçado. – E só para te avisar, não posso trabalhar por enquanto, o Grande Mestre disse que quer ter uma conversa muito importante comigo daqui a pouco.
Electra juntou os fatos, não podia acreditar. – Está insinuando que você e o Grande Mestre...
Larissa sorriu ainda mais.
– Será que não vê que ele te usou? Mas você pouco se importa não é mesmo? Não passa de uma pobre coitada. – E seguiu em frente.
Larissa desceu as escadas e foi para o seu quarto. Entrou e parou em frente ao espelho.
– Agora você não me escapa mais. O que tive que suportar para assegurar que nós dois nunca mais nos separássemos. – E lembrou de cada beijo trocado com Saga enquanto ele suspirava e a chamava de Lizzy, sonhando com a Amazona. – Não importa! – E também lembrou que em momento algum fez amor com ele. – É Saga, você dormiu, quem diria que um homem como você dormiria em uma hora dessas... mas você não precisa saber não é mesmo? Hahahahahahaha.
Batidas na porta a fizeram voltar a realidade.
– Entre! – Gritou.
– O Grande Mestre pediu que a chamasse, lhe está aguardando na biblioteca. – Disse a serva.
Larissa desceu, parou em frente a biblioteca e bateu na porta.
– Com licença. – E entrou.
– Sente-se! – Saga ainda estava com o cabelo molhado do banho.
Ela não conseguia desviar os olhos da beleza dele. Ele reparou no olhar de desejo dela e aquilo o incomodou.
– Larissa, o que aconteceu exatamente ontem? – Perguntou procurando manter a calma.
– O Senhor quer dizer entre nós? – Se fez de inocente.
– Ehh... sim! – Ele falou finalmente.
– Bem, durante o jantar o Senhor se excedeu um pouquinho com o vinho, eu o acompanhei até seu quarto e lá me pediu que lhe fizesse companhia. – Mentiu.
– E você me vendo naquele estado concordou mesmo assim? – Ele não conseguia aceitar um descuido daqueles da parte dele.
– Sim! – Disse olhando-o nos olhos.
Ele apoiou o rosto nas mãos. Quando finalmente a olhos de volta disse. – Larissa, espero que entenda que me encontrava fora de controle. Não me lembro de absolutamente nada, só de encontra-la nua na minha cama esta manhã.
– Acredito que isso diga muita coisa não é mesmo? – Ousou ela.
– Não estou tentando negar o que fiz, não me entenda mal, só quero que entenda que o motivo foi a minha embriaguez e não vontade própria. Sinto muito, peço desculpas pelo meu comportamento mas não quero que crie nenhum tipo de esperança ou fantasia em sua cabeça. Pois não acontecerá novamente. E quero que me prometa que ninguém jamais saberá o que ocorreu naquele quarto. – Exigiu Saga.
Ela encheu os olhos de lágrimas. – Com licença, tenho que voltar ao trabalho. – E se retirou sem prometer nada. “Você não perde por esperar Saga”, pensou a serva magoada.
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No dia seguinte, Camus que sabia que Kat não lhe contaria a verdade. Tomou uma decisão e foi falar com o Grande Mestre. Não poderia perder mais tempo.
– A que devo a visita Cavaleiro? – Saga estranhou.
– Gostaria de me ausentar por alguns dias. – Informou Camus.
– Onde gostaria de ir e quando precisamente? – Precisava saber por onde se encontravam seus Cavaleiros de Ouro.
– Pretendo ir a Sibéria por uma semana, se me autorizar partirei hoje mesmo. – Explicou.
Saga estranhou um pouco o pedido do Cavaleiro, ainda por cima com uma visita em sua casa, mas como Camus jamais pedia nada resolveu conceder. – Não vejo problema algum mas só quero ter certeza que está tudo bem.
– Preciso esclarecer alguns assuntos, tenho certeza que não é nada de grave. – Camus tentou não parecer obvio.
– Que assim seja então. Diga ao Cavaleiro de Cristal que se hospedará na 13ª casa neste período.
Camus agradeceu e partiu.
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Durante a semana Kat treinou todos os dias sozinhas, não tinha cabeça para conversar com ninguém. A cada batida na porta de sua casa já se preparava para o pior que até então não havia chegado. San tentou por duas vezes falar com Mú mas encontrou a casa de Áries vazia. Acabou prosseguindo com as praticas da telecinese sozinha mesmo. Lizzy se encontrava com Kanon quase todos os dias. Mia estava estranhando o comportamento de Aiólia que parecia distante, varias vezes encontrou uma desculpa para não estar com ela, talvez estivesse ocupado com os preparativos da festa de aniversário do Cavaleiro de Peixes. Dona sofria calada por Shura que sempre que tinha oportunidade passava como quem não quer nada pela casa delas para ver Bella. Shiva estava de repouso se recuperando do acidente com o seu pé e acabou fazendo companhia a Bella que também não ia treinar. Depois que discutiu com Máscara da Morte não o viu por toda a semana, Cynthia em vez disso veio duas vezes visita-la.
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Camus nos primeiros dias em que encontrava na Sibéria não conseguiu descobrir nada. Até que no decorrer da semana se encontrou com alguns Aspirantes.
– Bom dia! – Ele sempre educado e cuidadoso para não despertar suspeitas.
– Mestre Camus! – Fizeram uma reverência.
– Vim até a Sibéria rever alguns amigos. – Mentiu.
– É sempre uma honra tê-lo aqui conosco. – O Aspirante mais velho estava nervoso por conversar com o Cavaleiro de Ouro pessoalmente.
– O Cavaleiro de Cristal está no Santuário e a... Amazona Ekatrina também, você a conhece? – Jogou.
O Aspirante perdeu a cor. – Kat está no Santuário?
– Sim! – Esperava alguma boa notícia depois de só ouvir coisas terríveis sobre Kat.
– Mas, e como ela está? Quero dizer, não fizeram nada com ela não é mesmo? – Perguntou temeroso.
Aquela atitude deu uma ponta de esperança em Camus. – Não, mas não sei por quanto tempo ela se safará.
– Oh pobre Kat! – Lamentou.
– Pobre? Mas ela não é uma assassina? – Queria ver a reação do Aspirante.
– Eh... sim e não! Bem não sei direito! – Disse sem graça.
Camus o olhou sério. – O que você sabe Nikolai?
– Eu não sei de nada! São só suspeitas. – Explicou.
– Será que pode me explicar melhor tudo isso. Não tenha medo, é importante que eu saiba a verdade, a vida dela pode depender disso. – Confessou Camus.
Nikolai o convidou a ir com ele para sua casa, não queria falar sobre aquilo em publico. Entraram e o Aspirante preparou um chá, sentaram-se cada um em uma cadeira.
– Prefiro falar sobre a Kat em um lugar onde ninguém possa ouvir, sabe como é, ela não é bem vista aqui na Sibéria. A pobre quase foi apedrejada. – Explicou Nikolai.
– Compreendo perfeitamente o seu motivo e sou muito grato por confiar em mim. Agora me conte tudo o que sabe por favor. – Incentivou Camus.
– Bem na realidade eu não sei de nada concreto, mas tenho certeza que ela não teve culpa. Nós nos conhecemos ainda muito jovens, Ela já estava treinando a mais ou menos um ano. Eu treinava com outro Mestre, Dmitry, não sei se o conheceu. – Camus fez que sim com a cabeça e ele continuou. – Bem nós treinávamos separados mas eu sempre notava que Kat voltava do treino, como posso explicar, triste! Era como se algo a incomodasse. Não voltava tão machucada como os outros, o que acredito que seja graça a grande habilidade dela em combate mesmo sendo tão jovem, mas voltava tão desanimada que chegava a dar pena! Então sempre me perguntei o por que de tanta tristeza. A única pessoa do sexo masculino com que ela tinha um bom relacionamento era eu. – Camus se lembrou da atitude dela na casa de Gêmeos da primeira vez que fizeram amor. – Ela me considerava como um irmão, talvez por sentir falta da irmã dela.
– Irmã? – Camus não sabia nada sobre a família dela.
– O Senhor não sabia? Ela tem uma irmã mais nova um ano que também treinava para se tornar uma Amazona, mas ela fugiu, já faz alguns anos. Ela está em Moscou, estuda, trabalha, você sabe, leva uma vida normal. – Explicou.
– Por que ela fugiu? – Camus não estava gostando nada daquilo.
– Esse é o ponto, Kat nunca me contou, mas acho que tem a ver com o Mestre Ganimedes também, ele também era seu Mestre. Acho que ela não aguentou e resolveu ir embora. Kat continuou sem ela e nós fortalecemos a nossa amizade. Quantas vezes ela vinha dormir na minha casa escondida. Eu escutava o choro dela em silêncio. Ela nunca me disse o motivo, mas estou seguro que Ganimedes era o culpado. Um dia ele a achou aqui, pensei que fosse matar nós dois, a chamou pelos piores nomes e a levou pelos cabelos, me envergonho por não ter feito nada. Ele tinha ciúme dela, não deixava ninguém se aproximar, como se a pobre fosse propriedade dele, um doente. A um ano atrás Kat ficou uns três meses sem treinar, ele a deixava presa dentro da casa dele. Depois ela foi levada para o hospital, ninguém nunca soube o motivo, ele alegou que ela estava muito doente, que talvez até morreria, mas depois disso ela nunca mais foi a mesma e no mesmo ano ela o assassinou. Cravou uma espada nas costas dele, ela vestia a Armadura de Sadalmelik o que só piorou a situação dela, pois a Armadura deve ser usada em uma causa nobre, contra o mau, a favor da Deusa Atena, bem o Senhor sabe. Após a morte do Mestre, foram procurar por ela e a encontraram nas geleiras escondida, assustada, toda suja de sangue e uma coisa levou a outra. Ela foi condenada à morte por traição à Atena e assassinato, Kat nunca negou ter cometido o crime. – Nikolai tinha lagrimas nos olhos. – Fui eu quem a soltou da prisão nas geleiras. Me perdoe Mestre mas acredito que ela deve ter tido seus motivos, Kat é muito reservada, é verdade, mas nunca foi uma má pessoa.
Camus tentava assimilar tanta informação. Mas ainda assim, aquilo não seria suficiente para salvá-la. – Você por acaso conhece alguém que possa saber a verdade? Alguém com que ela se abrisse mais intimamente?
– A única pessoa com que ela talvez possa ter contado o que estava realmente acontecendo, e digo talvez porque não estou seguro, é Nikita, a irmã dela. Sei que as duas se mantinham em contato por cartas. – Informou.
– Preciso encontra-la o mais rápido possível. E você vem comigo, pode deixar que falarei pessoalmente com o Dmitry. – Assegurou Camus.
Depois de acertar tudo com a desculpa que precisaria de um morador local que o acompanhasse até a capital Moscou, partiram em seguida em busca da sua ultima esperança, Nikita!
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Faltava um dia para o aniversário de Afrodite e os preparativos estavam a mil. Aiólia e Aioros se dedicavam em decorar a parte de trás da arena. Mesas baixas, muitas cadeiras, sofás em L davam conforto ao lugar. A iluminação seria através de grandes tochas espalhadas por todos os lados e longos fios cheios de pequenas lâmpadas que cruzariam o céu entre uma árvore e outra. Máscara da Morte e Milo foram até Atenas abastecer o bar com água, suco, vodca, cerveja, tequila, vinho e champagne. Milo obrigou alguns Aspirantes a trabalharem no bar, assim não teriam com que se preocupar. Shura e Aldebaran se encarregaram da comida, estudaram alguns pratos típicos suecos mas acabaram misturando a culinária espanhola e brasileira no preparo do buffet que estaria bem na entrada. Kanon e Mú se preocuparam com a música, teria de tudo, da mais agitada para se acabar de dançar até a mais romântica. Dohko e Shaka preparavam a urna na qual sorteariam os casais, o libriano escrevia o nome de cada um e o virginiano dobrava entediado os papeis e colocava na urna. Afrodite se encarregou de fazer os convites pessoalmente, aceitou ouvir a opinião dos outros sobre quem convidar mas a festa era dele e a decisão final também seria dele.
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Kiki dessa vez preferiu tocar a campainha. Bella foi atender a porta.
– Oi Bella, como você está? – Perguntou educadamente o ariano.
– Estou bem melhor, obrigado! Entre! – Convidou.
Ele passou por ela, parou e coçou a cabeça. – Tem certeza que está melhor? Não está com uma cara nada boa!
– É só uma mal estar por estar presa dentro de casa por tanto tempo. Ainda bem que amanhã acaba essa tortura. – Disse tentando mostrar animação.
– Isso é bom porque tenho aqui os convites da festa de aniversário do Cavaleiro de Ouro de Peixes. – Disse mostrando sete envelopes vermelhos.
Shiva e San se aproximaram, Kiki correu e abraçou as pernas da tibetana.
Kat entrou toda suada do treino e se assustou ao ver o discípulo de Mú na sala, poderiam ser más notícias.
Dona e Mia vieram da cozinha, estavam preparando o almoço. Lizzy saiu do banheiro de roupão e toalha na cabeça.
– Kiki, quer almoçar com a gente? – Convidou Dona.
– Agradeço mas prometi dar uma mão ao Mestre Mú com umas caixas de som. – Explicou.
San se adiantou. – Será que posso ir com você?
– Ehhh não acho que é uma boa ideia. Tudo está sendo feito sob muito sigilo, quanto menos pessoas melhor. Não que o Mestre Mú não fosse gostar da sua presença, pelo contrário ouso dizer. – E coçou a cabeça ruborizando.
– Você acha mesmo Kiki? – San se encheu de esperança, o Cavaleiro de Áries a estava ignorando praticamente a semana toda.
– Aha! – Confirmou com uma piscada. – Agora eu tenho que ir meninas. – E desapareceu com a telecinese.
– Hum... convite para todas! – Mia arrancou os convites das mãos da Bella e rodopiou.
– Ouvi dizer que será um baile de máscaras. – Lizzy disse.
– Melhor, assim não perderemos tempo com as vestes. – Simplificou Dona.
– Isso é verdade! – Concordou Bella. – E logo aqui, atrás da arena. Nada de escadarias e saltos. – E olhou para San.
– Ehhhh que bom, eu ainda não estou com a minha telecinese tão desenvolvida para tele transportar todas vocês. – San disse sem graça.
– Com tudo o que aconteceu na ultima festa vocês estão realmente pensando em saltos e escadas? – Mia com a mão na cintura.
– A Bella não pode dizer já que foi embora no começo da festa! – Satirizou Lizzy.
– Olha quem fala, desapareceu com o Grande Mestre e só voltou para casa no dia seguinte. – Lembrou Shiva.
– É verdade! – Defendeu Mia. – As únicas que se comportaram bem além de mim foram Shiva, Dona, Kat que bem vi voltar do jardim com o Cavaleiro de Aquário. Agora... San ehhhh, ela se comportou bem, foram eles que não se comportaram bem com ela.
A tibetana desviou o olhar e Kat bufou. Dona para quebrar o clima resolveu mudar de assunto. – Por falar nisso, alguém teve alguma notícia do Camus? Será que ele não volta para a festa?
Kat sentiu um aperto no peito, ele havia partido sem lhe dizer uma palavra. Esperava vê-lo antes que acontecesse o pior.
Dona se lembrou que combinou com Aiólia de ir até a cidade comprar o misterioso presente a Mia.
– Bem eu preciso ir! Já estava me esquecendo, tenho um compromisso. Até mais tarde. – E saiu as pressas.
– Mas e o almoço que preparamos juntas? – Mia disse ao vento.
– Melhor assim sobra mais. – Bella com água na boca.
– Você trata de se controlar, uma semana sem treinar e comendo o dia inteiro só vai te fazer engordar. Daí depois nem Máscara da Morte, nem Shura, nem ninguém vai te querer e o pior de tudo, não vai conseguir entrar na sua Armadura de Prata! – Mia se divertiu.
Bella saltou nas costas da leonina. – Está me chamando de gorda? Estou muito pesada? – Se posicionou de cavalinho e se equilibrava segurando os cabelos azuis claros de Mia.
– Bella desça já daí! – Mas a Amazona de Altarf puxava cada vez mais os cabelos dela. – Ok! Ok! Você não está gorda, pesa como uma pluma, tem um corpo perfeito e só não te jogo no chão porque está no final da sua recuperação e claro não quero a minha cabeça enfeitando as paredes de Câncer ou ser retalhada pela excalibur.
Bella desceu e as outras riram.
– Chega de palhaçada e vamos comer! – Lizzy pediu e todas a seguiram.
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Já em Atenas, Aiólia entrou em um negócio especifico com Dona. A atendente começou a gaguejar ao ver o leonino. Dona ficou inconformada.
– Mas como ela ousa te olhar desse jeito? E se fosse meu namorado? Que falta de respeito! – Estava revoltada.
– Se fosse minha namorada eu provavelmente não a traria junto comigo para comprar o presente. – Justificou Aiólia.
– Eu poderia ser amiga da sua namorada ou até mesmo irmã! – Ela seguia inconformada.
Aiólia virou os olhos. – Vamos ao que interessa. – E se aproximou da atendente que não disfarçava mais o sorriso. – Com licença, gostaria de ver todos esses modelos. – E apontou para a vitrine.
– Agora mesmo! – Foi buscar os exemplares, passou por Dona tão enfeitiçada que não a viu e tropeçou nela.
– Olhe por onde anda! – Disse séria de braços cruzados.
– M-me desculpe! – Gaguejou dessa vez de medo.
Aiólia se divertia. Quando a atendente abriu o mostruário os olhos do leonino brilharam, não teve dúvida. – Este!
Dona concordou com um gesto de cabeça. – É simplesmente espetacular! O azul é exatamente da cor dos olhos dela.
Pagaram e voltaram para o Santuário.
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Aquele dia tinha acordado ansiosa, com um estranho pressentimento. Pendurou seu sobretudo e vestiu seu avental, mais um dia de trabalho, respirou fundo e entrou na lanchonete para atender aos pedidos.
– Em que posso servi-los? – Perguntou sem olhar para os clientes.
– Dois cafés sem açúcar por favor Nikita! – Camus pediu.
Ela levantou os olhos ao escutar seu nome.
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