Ironia do Destino
12 Finalmente eu e você
Notas iniciais
– Bella perdeu o juízo? – Mia gritou tentando parar a amiga em vão.
A Amazona correu pelo salão como se não existisse mais ninguém. Lhe faltava o ar, não desgrudava o olhar do dele. Quase derrubou uma serva e quando se aproximou da mesa principal foi detida por dois sentinelas que a mantiveram pelo braço.
Shura estava chocado.
Máscara da Morte apoiou as mãos na mesa e se levantou.
– Me larguem, eu preciso falar com ele. – Apontou para o canceriano. – Eu o conheço! Máscara você lembra de mim não é?
O Cavaleiro de Câncer a mediu de cima a baixo, demorando nos decotes do sexy vestido da ruiva que sabia seu nome. – Mas é claro que eu lembro! – Mentiu.
– Peça para esses dois trogloditas me soltarem por favor. – Disse encarando feio os guardas.
– Ouviram a Senhorita aaa... – Não sabia como se chamava.
– ...Bella – Completou Shura sem acreditar no que estava vendo.
– A Senhorita Bella. Agora! – Comandou Máscara.
Os dois sentinelas olharam para o Mestre Saga que fez um gesto com a mão para que a soltassem. Ela sem pensar duas vezes correu até o seu Cavaleiro e o abraçou. Ele retribuiu acariciando os cabelos dela, que apoiou a cabeça no seu peito.
Shura se levantou e saiu da mesa. Ela nem notou. Máscara da Morte o acompanhou com os olhos.
– Será que alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Saori pediu gentilmente.
– Máscara da Morte?! – Saga levantou a voz.
O Cavaleiro negou com a cabeça como se nem ele mesmo soubesse o que estava acontecendo. Bella se soltou e o olhou nos olhos, não conseguia parar de sorrir.
– Senhorita Izabella? Senhorita? Amazona de Altarf!!! – O Grande Mestre teve que gritar praticamente.
– Eu acho que o velho Saga está falando com você. – Máscara disse baixinho com um meio sorriso que a fez se derreter toda.
Ainda nos braços do Cavaleiro, Bella se virou lentamente. – Grande Mestre?
– O que significa tudo isso? – Saga irritado.
– É que.... me desculpe não pude resistir. – Olhou sorrindo para o canceriano.
– Sabe que é extremamente vetado que se aproximem desta mesa sem serem convidados. – Saga também se levantou.
Tenma vendo o que estava acontecendo, correu em direção a mesa para ajudar a amiga. – Bella vamos embora. – Tentou segurar o braço dela mas sentiu um impacto no peito. Máscara havia esticado o braço bloqueando a passagem ao Cavaleiro de Pégaso.
– De o fora daqui moleque! – Disse e o empurrou com o mesmo braço que bloqueava sua passagem.
– Bella você não está bem, venha comigo! – Ele insistiu depois de recobrar o equilíbrio.
– Saia daqui Tenma, ninguém te chamou! – Ela disse olhando de cara feia para o amigo. O canceriano o olhou com um sorriso sínico. – Eu não vou a lugar algum. – E se agarrou aos braços do Cavaleiro ainda mais.
– Sim que vai! Onde já se viu, não está em condições de participar da festa. Mas primeiro terá que se desculpar com Atena. – Saga ordena.
– Ora mas o que é isso! A menina só está feliz por ter encontrado um velho amigo, totalmente compreensivo. – Saori sorriu entendendo o porque da atitude da Amazona.
– Sim foi isso, muito obrigado Atena. – Bella agradeceu com um gesto de cabeça.
– O que não me impede de achar melhor que se retire imediatamente desta festa Senhorita. – Saga determinou.
– Mas Mestre! Eu... – Tentou Bella mas foi interrompida.
– Mas nada. Está decidido. – O grande Mestre não daria o braço a torcer.
– Eu a acompanho. – Se propôs Máscara da Morte.
Todos pararam e olharam para ele. Tenma se aproximou outra vez.
– Não! De jeito nenhum! – Tenma não queria nem imaginar o que o Cavaleiro poderia fazer com sua amiga.
Máscara largou Bella e foi para cima de Tenma. – Desapareça daqui Pégaso! Antes que eu arranque as suas asas!
Camus e Kanon se levantaram para segurar os dois. Saga deu a volta na mesa.
– Agora já chega! Tenma volte para o seu lugar! Máscara da Morte acompanhe Bella e depois volte para cá! – Saga perdeu a paciência.
– Mas Mestre! – O Cavaleiro de Pégaso não se conformava.
– Basta garoto! – Camus interviu.
Tenma parou olhou um por um até encontrar o olhar decidido de Bella. Baixou a cabeça e saiu do salão.
– Vamos? – Máscara estendeu a mão para ela. E partiram juntos.
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– Mas o que foi tudo isso? – Lizzy com as mãos no rosto.
– Por que ela saiu da festa acompanhada do Cavaleiro de Câncer? – Kat estava preocupada.
– E logo com quem! – Comentou Yato.
– Por que essa cara? Você o conhece? – Shiva ficou curiosa.
– Hunf, se eu conheço o Máscara da Morte? Infelizmente sim! – Yato tinha medo dele.
– Como você disse que ele se chama? – Mia disse olhando para Dona. – Oh meu Deus! Só pode ser ele.
– Isso não é nada bom! Coitado do Shura, vou procurá-lo! – Dona se levantou para sair.
– Mas e a regra? – Lizzy se intrometeu.
– Regra? Parece que ela deixou de existir quando os olhares duas estrelas da constelação de câncer se encontraram esta noite. – Mia preocupada com a amiga.
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Tenma não se conformava com aquilo. Caminhava pelos jardins chutando para longe as pedras do chão, quando avistou Shura sentado com o elmo nas mãos. O Cavaleiro de Capricórnio parecia estar em choque. Tenma não gostava dele mas sentiu compaixão de vê-lo naquele estado, se aproximou e sentou ao seu lado.
– Ela foi embora! – Tenma disse.
– Sozinha? – Shura quis saber.
– Não! – Tenma com raiva.
– Com ele não é? Bella foi embora com ele? – Shura já sabia a resposta.
– Sim... eles saíram juntos da festa. – Disse com o olhar perdido no horizonte.
Shura afundou a cabeça entre as mãos e puxou os cabelos. Tenma resolveu deixar o Cavaleiro sozinho, se levantou e partiu. Encontrou Dona no caminho de volta.
– Tenma! Você por acaso viu o Shura? – Dona procurando pelo Cavaleiro.
– Está logo ali atrás. Mas não sei se é uma boa ideia ir falar com ele. – Tenma avisa.
– Como é que ele está? – Ela preocupada.
– Hunf! Como você acha? Boa sorte! – E partiu.
Dona se aproximou e lhe vieram lágrimas nos olhos ao ver um Cavaleiro daquela magnitude parecendo um menino indefeso. Teve que se segurar para não abraça-lo. Apoiou uma mão no ombro dele.
– Shura! Posso me sentar com você? – Ela pediu gentilmente.
Ele bateu com umas das mãos na lateral esquerda dele. Ela deu a volta e se sentou. Ele levantou a cabeça, tinha lágrima nos olhos.
– Eu sou um idiota não sou? – Não tinha coragem de olhar para ela.
– Oh Shura! Não, você não é! Ninguém é idiota por amar. – Ela queria muito consolá-lo.
As lágrimas desciam pelo rosto do Cavaleiro. Ela não resistiu mais e passou os braços em torno da armadura. Ele se virou e a abraçou. Ver aquele homem enorme com a cabeça apoiada no seu ombro chorando de soluçar apertou seu coração. Shura levantou a cabeça e enxugou as lágrimas com as costas das mãos.
– Me desculpe. – Estava envergonhado.
– Pelo que? Por amar? Shura... – Ela segurou o rosto dele gentilmente. – Bella só queria conversar com ele. Eles se conheceram a muitos anos na Itália. Ela está confusa.
– Eu vi como ele olhou para ela Dona. Conheço muito bem aquele olhar, ele a quer e a vai ter. Máscara da Morte sempre foi assim, nunca se contentou em ter uma mulher qualquer, ele sempre escolheu a melhor. E desta vez não foi diferente. – Parou e finalmente olhou para ela sem nem se dar conta que suas palavras a haviam magoado. – Por que você veio até aqui Dona? Por que não ficou lá dentro se divertindo como os outros?
– Porque achei tudo isso muito injusto com você. – Ela abaixou a cabeça.
– Por que Dona? – Ele levantou o queixo dela.
– Eu já disse. – Ela tentou escapar da mão dele.
– O que eu não consigo entender é... já que você me ama, por que sempre me empurrou para ela? – Shura não perdeu tempo em perguntar.
– Quem disse que eu te amo? – Ela estava em pânico.
– Os seus olhos não mentem, aliás, tens lindos olhos verdes Dona. – Ele tentou sorrir.
– É melhor eu entrar, nem deveria estar aqui, é contra a regra manter contato com vocês. Ehhhh... até mais Shura! – Se levantou e começou a andar na direção contrária.
– O mundo é injusto não é mesmo? – Shura disse enquanto ela partia.
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– Não posso acreditar que o Máscara da Morte é o mesmo Cavaleiro por qual ela era apaixonada na Itália. – Tenma depois de escutar a explicação de Mia.
– É ele mesmo! Mas vamos deixar um pouco a Bella de lado, que deve estar se divertindo muito mais que todos aqui e vamos aproveitar a festa. – Mia bateu palmas.
– Concordo! Será que depois de todo esse escândalo, a regra ainda está de pé? – San queria dançar com Mú.
– Só existe uma maneira de descobrir. Perguntando diretamente à fonte. – Lizzy se levantou e foi em direção ao Grande Mestre.
– Ai tomara. – Kat não via a hora de estar perto de Camus.
Larissa ao ver Lizzy indo em direção ao Grande Mestre se colocou adiante da Amazona derrubando a bandeja com varias taças de vinho tinto direto no vestido amarelo da geminiana.
– Oh mil desculpas Senhorita. – E se abaixou com um sorriso nos lábios.
Lizzy não podia acreditar que seu vestido estava arruinado.
– Você fez de propósito sua.... – E a pegou pelos cabelos derrubando-a no chão. A serva se virou e mordeu a mão da Amazona que ao sentir a dor lhe deu um tapa com a outra mão. Larissa caiu para trás e puxou a saia do vestido da outra fazendo-a perder o equilíbrio e cair sobre ela.
San levantou e foi correndo separar as duas.
– Mas o que colocaram nas bebidas hoje? – Shiva também se levantou para ir ajudar.
– Eu não sei o que colocaram, só sei que estou me divertindo muito mais do que o esperado! – Yato rindo da cena.
Saga também correu para separar a briga e chamou Electra com ele.
– Parem já com isso as duas! – Saga segurou Lizzy por trás. – E você Larissa retire-se imediatamente.
– Ela fez de propósito! Essa desgraçada invejosa. – Lizzy se debatia nos braços do Grande Mestre.
Electra puxou a serva pelo braço. – Você está encrencada mocinha. – Lhe avisou. Larissa não se importou, andava olhando para trás e com a mão no rosto que queimava por causa do tapa.
– Lizzyyyyy pare!!!! – Saga apertou o braço da Amazona. – Venha vou te acompanhar em um dos aposentos para que possa se recompor. Atena se me der licença, voltarei em um instante.
– Tome o tempo que precisar Saga. – Saori estava assustada.
Enquanto isso na mesa dos Cavaleiros. Aiólia ria da situação com Milo.
– kkkkkkkk Desculpem mas foi muito engraçado! – O leonino não podia se conter.
– E eu retiro o que disse sobre as inglesas. Essa festa está mudando o meu conceito em vários sentidos. – Milo olhou para San que se direcionava ao bar.
– Esperamos que para melhor! – Mú não perdeu a oportunidade.
– Só existe uma maneira de saber. – O escorpiano se levantou.
– Não se atreva! – Mú o segurou pelo pulso.
– Cavaleiros algum problema? – Saori sentiu que algo estava errado.
O Cavaleiro de Áries fechou os olhos e largou Milo. – Nenhum minha Deusa. – Mentiu.
– Com licença, os Senhores gostariam de alguma coisa do bar? – Milo perguntou com ironia e se retirou.
Camus aproveitou que Saga não se encontrava e chamou Kiki com um gesto. O menino tibetano se materializou ao lado do aquariano fazendo saltar Aiólia de susto.
– Moleque não faz mais isso! – O leonino também se levantou.
– Entregue isso para Kat por favor. – Camus entregou o bilhete e foi para o jardim. Kiki foi até a russa e entregou o recado. Ela leu, não perdeu tempo e foi atrás do seu amado.
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Máscara da Morte caminhava lentamente com Bella ao seu lado.
– Eu ainda não posso acreditar que te reencontrei. – Ela olhava maravilhada para ele.
– Hunf! Só pode ser obra do destino. – Ele disse sem ter nenhuma ideia do que ela estava falando.
– Para onde estamos indo? – Bella não queria se separar dele.
– Para minha casa. Que é logo ali na frente. – Já haviam passado por leão.
Bella se lembrou da serva e parou. Ele percebendo a reação dela perguntou.
– O que foi, algum problema? – Não deixaria ela ir embora por nada. Queria aquela mulher na sua cama mais que qualquer coisa.
– Outro dia... eu... vi a serva na sua casa... – Bella não queria imaginar a loira nos braços dele.
– Oh Electra! Não se preocupe, não aconteceu nada. – Ele mentiu.
– E por que ela passeava de camisola por sua casa pela manhã? – Bella morrendo de ciúme.
– Você quer saber a verdadez? Mas tem que manter segredo, não quero prejudicar a pobre serva. – Máscara se aproximou e acariciou os ombros de Bella. – Ela me persegue porque é completamente apaixonada por mim. Eu tenho pena da garota, me faço de desentendido para ver se ela desiste mas...
– Tá eu já entendi. – Bella interrompe. – E quer saber, não me interessa!
Ele subiu a mão até o rosto dela e acariciou seus lábios com o dedo. Ela beijou delicadamente a ponta o olhando nos olhos. Máscara geme e entrelaça o cabelo da nuca de Bella em sua mão, ela joga a cabeça para trás. Ele contorna o pescoço da Amazona com a língua até estarem cara a cara ofegantes.
– Eu não aguento mais! Quero você, agora! – A pegou no colo e entrou na casa de Câncer.
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Saga abre a porta da biblioteca e Lizzy entra. Ele tranca por dentro.
– Saga me desculpe pelo vexame, não tenho palavras, perdi a cabeça com aquela idiota... – Ela para ao perceber que ele havia retirado o elmo e a encarava mordendo o lábio.
– Lizzy, eu não sei como me desculpar pelo ocorrido. Lamento muito que estragaram o seu lindo vestido. – Se aproximou e tocou o tecido da saia.
Ela retirou o cinto de pedras e segurou a mão dele. – Me ajude a retirá-lo Saga. – E colocou-a sobre seu seio.
– Ahhh... eu posso pedir para lavarem. Mas o que irá vestir até lá? – Ele não retirou a mão, ao invés disso acariciou o corpo dela.
– Não me importo! Só não quero passar frio! Me ajude a aquecer o meu corpo enquanto isso. – Disse jogando a cabeça para trás.
Ele desceu a mão até poder enfiá-la por debaixo do vestido, deslizando-o para cima até retira-lo completamente. Ela vestia um corpete branco.
– Lizzy se continuarmos com isso não sei se serei capaz de parar. – Confessou.
– Oh por favor não pare! – Arrancou o vestido da mão dele e atirou longe.
Saga a agarrou pelo quadril erguendo-a e invadiu sua boca com um beijo desesperado. Caminhou com ela assim até encostar na escrivaninha. Elevou o cosmo jogando tudo o que havia sobre a mesa pelo chão. Deitou a Amazona e retirou o manto que cobria seu corpo.
– Oh Saga, você é tão lindo! – Ela ardia por dentro só de ver o corpo perfeito do Mestre.
– Você sabe o quanto isso é errado não é mesmo? – Ele tentou pela ultima vez.
– Ao meu ver não poderia ser mais certo! – Ela o puxou.
Saga beijava o pescoço e acariciava o corpo da geminiana até introduzir a mão dentro da calcinha dela.
– Aaaahhhggg... Assim você vai me enlouquecer! – Ela geme alto.
Ele arrancou a calcinha com a mão e desceu até poder lamber a parte mais íntima dela com força. – Sim eu vou te enlouquecer, para que entenda o que eu sinto! – E a acariciou com a língua.
Lizzy o mantinha pelos cabelos. – Pare, eu vou gozar! – Ela começou a convulsionar. Ele intensificou. Queria sentir o gosto dela.
Se levantou posicionou o membro ereto na entrada dela e a invadiu fazendo-a gritar alto de prazer.
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Kat se aproximou de Camus que estava de costas olhando para lateral do jardim. Ela tampou os olhos dele e cochichou.
– O inimigo geralmente ataca por trás. – Disse sorrindo.
– Quer que a derrote? – Perguntou acariciando as mãos dela.
– Já estou perdida mesmo. – Baixou as mãos até a altura do peito dele que se virou e a olhou nos olhos.
– Você é de longe a mulher mais linda desta festa. – E a beijou com força.
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Yato observava Dona e resolveu chamá-la para dançar. Ela aceitou. Os dois estavam na pista principal, ela com a cabeça no ombro dele olhando para fora quando viu Shura passar pela porta. Ele parou e a encarou sério ao vê-la dançando com o Cavaleiro de Unicórnio. Deu meia volta e foi para sua mesa. Dona não conseguia desviar os olhos do capricorniano.
– Ei capricórnio, você está com uma cara péssima. – Aldebaran foi sincero.
– Muito gentil da sua parte me lembrar touro, não sei o que seria de mim sem a sua opinião. – Respondeu se servindo de um cálice de vinho.
– Disponha amigo! – E lhe deu uns tapinhas nas costas de Shura.
– Atena, pode parecer ousadia da minha parte mas gostaria de lhe pedir autorização para quebrar uma regra da festa. – Afrodite ousou.
– Ora Cavaleiro, o que dizer depois de tantas regras quebradas em tão pouco tempo. – Ela não sabia mais o que pensar. – Mas terá que me dizer quem é a felizarda.
– Acho que alguém acabou de ficar da cor do vestido da felizarda. – Dohko deu uma cotovelada em Shaka. – Estou te informando dos acontecimentos já que não quer abrir os olhos. Não sabe o que já perdeu.
– Hunf! Sabe muito bem que não me interessa. – Shaka sem se importar.
– Eu gostaria de dançar a próxima canção com a Aspirante Shiva. – Afrodite disse finalmente.
– Que bom gosto Cavaleiro. Tem a minha autorização. Mas se aprece antes que Saga volte, não quero aborrecê-lo. – Saori sorri.
Aiólia que escutou a conversa olhou para Atena que rapidamente entendeu.
– Sim Aiólia de Leão, isso também serve para você! – Ela estava se divertindo.
Ele se levantou juntamente com Afrodite e foram buscar seus respectivos pares.
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No bar, San bebia uma limonada, estava perdida em seus pensamentos quando sentiu um arrepio. Milo parou e se apoiou no balcão ao lado dela.
– Oi? – Ele cumprimentou todo educado.
– Pensei que fosse contra as regras conversar com os Cavaleiros de Ouro! – Ela jogou na cara dele.
– Por que, você não costuma quebrá-las ? – Provoca Milo.
– Milo por favor, não comece! Me deixe em paz! – Ela bebeu outro gole do suco.
– É exatamente sobre isso que quero conversar com você! Mas não aqui, venha! – E a arrasta para os corredores da casa.
Chegando, a encurrala contra a parede e encosta a testa na dela. – Eu vou te deixar em paz Sangmu.
Ela não acreditou no que acabou de ouvir. – O quê?
– É isso mesmo que você ouviu. Pode ficar tranquila, eu não vou mais te perturbar. – Ele mal conseguia olhar nos olhos dela, sentia um aperto no peito.
– Mas por que isso agora? – Ela segurou ele pelos ombros.
– Agindo dessa maneira dá até a impressão que não gostou do que ouviu. – Mas ele não queria, aquilo só tornaria as coisas mais difíceis para ele.
– É que eu não entendo! Ora você me persegue e diz estar obcecado, depois me rejeita. Está querendo me enlouquecer? – Ela estava nervosa.
– San eu quero te salvar! E ficar longe de mim é a única solução. – Milo segurou o rosto dela entre as mãos.
– E se eu não quiser ser salva? – Ela virou o rosto e beijou a palma da mão dele.
Ele a segurou pelo queixo com força forçando ela a olhar para ele. – Você não gosta das coisas que eu gosto! Vivemos em mundos diferentes! É imaculada demais! Você não é mulher para mim. – E a largou.
– Como você sabe que eu não gosto? – Nem ela acreditava no que estava dizendo.
– Você não gosta! Acredite em mim! – E se virou para ir embora.
– Não se atreva a me deixar sozinha outra vez! – Sua voz começou a ficar embargada.
Ele parou, respirou fundo e se virou. San se assustou com a expressão que ele tinha no rosto. Milo se aproximou e lhe deu um tapa com força, fazendo-a cair de joelhos no chão. A segurou pelos cabelos erguendo-a e a beijou com força pressionando seu corpo contra o muro. Depois a largou e se afastou deixando-a completamente perdida.
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Máscara da Morte subiu direto para o quarto. A deitou sobre sua cama e se afastou para admirá-la.
– Você é perfeita. Poderia ficar a noite inteira só te olhando. – Ele começou a tirar a armadura.
– Mas vejo que esse não é o seu plano. – Ela estava perdida olhando para o corpo dele.
– Não! Não é! Seria um desperdício! – Ele se aproximou. – E eu odeio desperdícios!
– Esperei tanto por esse momento! – Ela se sentou na cama.
Ele se ajoelhou e começou a retirar os sapatos dela. – Prometo que nunca mais vai esquecê-lo!
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