Notas iniciais
Enquantos uns procuram motivos para se auto condenarem a infelicidade outros são destinados a ela. Desculpem pela demores pessoal, probleminhas da vida, tenha certeza que todos entenderam, mas estou de volta então... Boa leitura!

Electra escutou alguém se aproximar e se escondeu. O médico abriu a porta.

– Está tudo bem? – Perguntou.

– Sim! – Larissa respondeu.

– Escutei um barulho estranho! Como se estivesse festejando! – Estranhou o médico.

– Bem então eu é que não fui! Não tenho nada para comemorar. – Apontou para si mesma.

– Urh urh! – Limpou a garganta sem graça. – Com licença. – E se retirou.

– É com licença sua alteza para você! – Zombou Larissa.

Electra virou os olhos. – Calma que você ainda não é a primeira dama da 13ª casa.

– Por pouco tempo! – Larissa já sonhando alto.

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Os Sentinelas entraram com Kat. Saga se levantou ao mesmo tempo que Atena. Saori juntou as mãos no peito. O Grande Mestre desceu e se aproximou até ficar cara a cara com a russa que mantinha a cabeça erguida como se nada temesse.

– Solte-a! – Mandou.

Eles a soltaram e ela massageou os pulsos. Saga a mediu de cima a baixo.

– Um relato alarmante chegou aos meus ouvidos e os de Atena. – Ela manteve o olhar. – Me foi informado que a Senhorita já era uma Amazona quando ainda se encontrava na Sibéria. Isso é verdade?

– Sim Mestre! – Respondeu. – Mas não o sou mais como provavelmente já relataram também.

Ele retirou o elmo. – É melhor controlar seu linguajar mocinha. Como já deve imaginar, suas condições não são nada favoráveis nesta situação para que ironize. Fui claro? – Gritou fazendo-a saltar. – Vou lhe perguntar uma vez só. Você está sendo acusada pelo assassinato do Cavaleiro de Prata, seu antigo Mestre, Ganimedes. Você nega a acusação?

– Não! – Disse com calma.

– Ohh! – Se sentiu um coro pelo salão.

– E posso saber o que a levou a cometer o assassinato? – Saga não entendia porque ela não resistia em dizer a verdade.

– Não! – Respondeu fria.

– Pois muito bem Senhorita! Acaba de assinar a sua sentença de morte... – Saga estava dizendo mas Saori se intrometeu.

– Saga! Mas o que é isso? Espere! – Saori correu até eles.

– Atena, ela acabou de confessar o crime por livre e espontânea vontade! Matou um Cavaleiro por motivos desconhecidos. Não lhe resta outra que a pena de morte. – Saga tentou justificar.

– Mas e se existir um motivo?! – Saori sentia compaixão por Kat.

– Ela confessou! Está decidido! Amanhã ao por do sol será decidido qual será a sua sentença. – O Grande Mestre avisou. – Leve-a para o Cabo Sunion!

Kat fechou os olhos e engoliu em seco. Em poucos dias tudo estaria resolvido. Só gostaria de vê-lo pela ultima vez antes.

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Camus, Nikita e Nikolai estavam passando a noite em uma pensão de beira de estrada. Partiriam no dia seguinte bem cedo para Atenas. Nikita não havia revelado nada até então.

– Nós ficaremos aqui em baixo para tomar um chá! – Informou Nikolai a Camus.

– Bem então nos vemos amanhã às 5:00. Boa noite! – E subiu para seu aposento.

– Mas me conte um pouco mais sobre o que tem feito sozinha todo esse tempo. – Nikolai curioso.

– Niko, adoraria ter paginas coloridas do meu livro da vida para te contar mas... – Ela desviou o olhar.

Ele ficou sério. – Aconteceu alguma coisa?

– Como você acha que uma garota jovem e sozinha no mundo é tratada pelas pessoas? Eu passei fome, fui humilhada. Tive que suportar homens que me tratavam como uma qualquer por um prato de comida. Lavei chãos, dormi na rua... olhe para as minhas mãos. – E esticou-as. – Não são delicadas. Não tenho dinheiro para comprar roupas bonitas, maquiagem... você sabe, essas coisas normais que todas garotas gostam de fazer.

Ele segurou a mão dela delicadamente. – Você é linda do jeito que é! Pura! Não precisa de nada disso para ser extremamente agradável aos olhos de qualquer um que queira ver.

Ela corou. – Você sempre foi muito gentil com nós duas.

– Vocês eram minhas únicas amigas. – Ele a olhou nos olhos. – Niki, fui eu que libertei a sua irmã na Sibéria.

Ela sorriu. – Nunca tive alguma dúvida sobre isso. Cheguei até a temer por você. Tive medo que te prendessem por traição.

– Não! Eles não tinham como me incriminar. – Sorriu de volta.

– Espero que tudo dê certo! O Cavaleiro de Cristal não irá entrega-la antes do prazo. É um homem de palavra. – Olhou para o horizonte. – Talvez ele nem o faça quando lhe disser o que sei.

Nikolai estava curioso mas decidiu não pressionar.

– Vamos mudar de assunto que a ansiedade está me matando. – Ele propôs. – Me conte, uma mulher tão bonita deve ter um namorado ou vários pretendentes.

Ela riu. – Ora Niko! Eu não tenho tempo para essas coisas. Tenho que agradecer aos céus que minha vida começou a entrar no eixo. Arrumei aquele emprego na lanchonete. O salário não é uma maravilha mas as gorjetas no finais de semana são boas, o que me permite pagar o aluguel do quarto onde vivo. Me inscrevi na escola este ano. Voltar a estudar faz com que me senta melhor, me faz... – Mas um barulho ensurdecedor a fez parar.

Quatro Cavaleiros vestidos de negro invadiram o local. Um se aproximou do bar e quebrou o pescoço do garoto que preparava as bebidas.

– Fique atrás de mim. E quando te disser para correr, corra com toda velocidade. – Nikolai parou na frente dela protegendo-a.

Um homem se ajoelhou implorando por sua esposa que gritava apavorada. O Espectro deitou a cabeça de lado.

– Não se preocupe, não vão se separar. Vou mandar os dois para o inferno! – Gritou. Caminhou na direção do casal deferiu um golpe certeiro deixando-os estirados no chão.

Camus parou na entrada do banheiro ao ouvir os gritos. Deu meia volta e desceu imediatamente.

Dois Espectros se aproximaram de Nikolai. – Olha só o que temos aqui! Um bostinha de um Aspirante e sua namoradinha vagabunda.

– Corra! Agora! – Gritou Nikolai e atacou os dois ao mesmo tempo. Nikita correu sem olhar para trás. Saiu da pensão e correu em toda velocidade para a estrada.

O Espectro desviou do golpe de Niko e o agarrou pelo pescoço. O outro aproveitou e começou a lhe dar vários socos. Outro Espectro saía da cozinha comendo uma coxa de peru quando se engasgou ao ver Camus do outro da sala. O quarto Espectro veio por trás do Cavaleiro de Ouro e o acertou um golpe nas costas. Camus caiu no chão e esperou que os dois viessem lhe atacar. Elevou o cosmo e disparou o esquife de gelo aprisionando-os em dois blocos separados. Nikolai acabou desmaiando nos braços do Espectro que o jogou no chão o outro fugiu pela janela. Camus se levantou e o agarrou pela nuca levantando-o do chão. Passou os olhos rapidamente pelo lugar mas não conseguiu vê-la em nenhuma parte.

– Onde ela está seu desgraçado? – E apertou ainda mais o pescoço.

– Eu não tenho ideia! E mesmo que soubesse não iria dizer! – Disse com a voz estrangulada.

Camus não perdeu tempo e congelou o pescoço do Espectro. Apertou com força arrancando assim a cabeça do mesmo e a jogou longe com raiva.

Nikita corria sem olhar para trás mas alguém a agarrou pela cintura e tapou sua boca. Ela se debatia em vão, ele era muito mais forte. A jogou no chão e lhe deu um soco. Ela cuspiu sangue. Outro golpe a fez ver tudo em câmera lenta até que um terceiro golpe a transportou para a escuridão. Podia ouvir vozes muito distante. Uma delas lhe pareceu familiar. Queria poder pedir que fizessem silêncio, que a deixassem dormir. Estava tão cansada mas não sentia mais dor. Braços fortes a levantaram do chão úmido. Escutava seu nome à distância. Queria responder mas seu corpo não obedecia. Resolveu ceder à aquele sono irresistível e se deixou levar.

– Nikita!!!! – Camus gritava com ela nos braços.

Nikolai se levantou devagar. Respirava com dificuldade. Viu Camus entrar com Nikita desacordada nos braços.

– Temos que leva-la a um hospital urgentemente. – Camus desesperado.

Um homem se levantou detrás de um balcão e agarrou o telefone. – Me mandem uma ambulância por favor, é urgente!

– Obrigado! – O Cavaleiro de Ouro agradeceu.

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Kiki entrou na 13ª casa e foi procurar pelo Grande Mestre. Se assustou ao ver Sentinelas levarem Kat para fora amarrada como uma prisioneira.

– Ei mas o que está acontecendo aqui? – O pequeno ariano perguntou.

– Vai cuidar da sua vida seu pirralho! – Respondeu o Sentinela.

Kiki ficou vermelho de raiva. – Espero que quando eu cresça e me torne um Cavaleiro você ainda esteja por aqui seu engraçadinho! – E entrou irritado com a risada dos outros.

– Com licença Grande Mestre! – Disse entrando no salão principal.

– O que foi agora? – Saga não estava de bom humor.

– Vim trazer notícias. – Informou.

– O que houve? – Esperou e nada. – Diga de uma vez moleque! – Se irritou.

– Ehhh... a serva que trabalha para o Senhor se encontra no centro médico. Ela foi encontrada no bosque gravemente ferida. – Revelou Kiki.

– Larissa? – Estranhou Saga.

– Sim Senhor. Electra está fazendo companhia à Larissa. Ela terá alta em poucos dias se tudo correr bem. – Terminou de relatar. – Quer que mande algum recado em seu nome Grande Mestre?

– Não! Eu mesmo vou até lá! – E se retirou.

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San finalmente havia pego no sono. Milo havia perdido a conta de quantas vezes haviam feito amor. Olhou para aquele corpo pequeno e delicado em seus braços. Se assustou ao ver seu próprio sorriso no reflexo do grande espelho que havia na frente da sua cama. Sentia uma alegria que chegava a doer dentro do peito. Queria ter o poder de parar o tempo para guardar aquele momento para sempre. Mas ele sabia que até o sempre tinha um fim. Sentiu uma pontada só de pensar em como ela se sentiria traída. Mas levar aquilo adiante seria uma loucura. Nunca daria certo. Eles não tinham sido feitos um para o outro. Ela sofreria de qualquer maneira. Melhor acabar com aquilo antes que fosse pior. Só lhe faltava coragem. Levantou contra a vontade, se vestiu e saiu sem olhar para trás. Caminhou até os rochedos, se sentou e colocou as mãos na cabeça ao relembrar de tudo o que haviam feito juntos. Ia romper seu delicado coração outra vez! Mas ela merecia ser feliz e ele nunca seria capaz de colaborar com tal felicidade. Jogou a cabeça para trás, deixou as lágrimas de frustação lavarem o seu rosto e gritou alto.

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Nikita foi levada as pressas para o pronto socorro mais próximo. Após alguns minutos um médico apareceu. Os dois se levantaram.

– Alguma novidade Dr.? – Camus perguntou ansioso.

– Infelizmente o estado dela é grave. Tivemos que induzi-la a um estado de coma. Para evitar uma morte cerebral. – Explicou.

Camus olhou para o nada e se sentou lentamente. Sentiu sua ultima esperança escorregar entre os dedos como areia.

– O Senhor tem ideia de quanto tempo ela permanecerá neste estado? – Perguntou Nikolai.

– Meu jovem, isso é muito relativo! Ela pode ficar assim e acordar amanhã como pode... não acordar mais. E temos que ser realista, com uma lesão no crânio daquela maneira ninguém pode garantir que ela não tenha sequelas. – Informou.

Camus cobriu o rosto com as mãos. Era o fim!

– Ela pode ser transladada? – Quis saber o aquariano.

– Da maneira correta sim! – O Dr. afirmou.

– Ótimo! Amanhã partiremos para Atenas na Grécia. – Camus informou.

– Mas para isso será preciso um helicóptero adaptado. – Avisou o médico.

– Amanhã cedo um helicóptero virá busca-la então! Só preciso dar um telefonema. – Pediu o Cavaleiro.

– Mas é claro! Pode vir até a minha sala para ligar se quiser. – E indicou o local.

Camus se retirou com o médico e Nikolai ficou com o olhar perdido no horizonte. Não iria aguentar perder as duas únicas amigas de uma só vez.

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O dia amanheceu chovendo no Santuário. Era como se os Deuses estivessem chorando. San despertou. Sentiu o corpo todo dolorido. Esticou o braço e tocou outro travesseiro. Olhou ao redor e não viu ninguém.

– Milo? – Chamou. Saiu da cama enrolada nos lençóis de seda cor escarlate. Se olhou no espelho e se assustou com sua própria imagem. Parecia uma Deusa pagã. Se aproximou e pode ver as marcas arroxeadas na sua pele alva. Olhou para suas unhas e viu sangue seco sob elas. Voltou o olhar para o rosto e retirou a máscara, estava corada. Sentia os lábios inchados e os olhos brilhavam de uma maneira nova. Se sentia como uma mulher de verdade, completa, amada... Mas onde ele estava? Pensou. Precisava vê-lo, dizer o quanto tudo tinha sido incrível. Queria mostrar seu rosto à ele e dizer que o amava mais que qualquer coisa.

– Milo? – Chamou mais uma vez. Desceu as escadas e foi procurar por ele pela casa. Nada. Subiu, pegou suas roupas e se vestiu. Não queria tomar banho para continuar com o perfume do Cavaleiro na sua pele. Cheirou o ombro e suspirou, o perfume ainda estava ali e ali permaneceria para sempre como uma tatuagem invisível. Parecia indelicado partir sem dizer nada então resolveu deixar um bilhete. Mas quando procurou por papel e caneta encontrou uma folha dobrada ao meio com o seu nome escrito com uma bela caligrafia. Abriu o bilhete e estranhou a frieza das palavras.

“Bom dia Sangmu,

Se encontrou esse bilhete quer dizer que finalmente acordou. Preciso te dizer uma coisa pessoalmente mas não em minha casa. Estou nos rochedos te esperando. Não demore!

Milo”

Ela recolocou a máscara. Aquilo não estava soando muito bem. Tomou coragem e partiu.

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Máscara da Morte não conseguiu pregar o olho a noite inteira. Se vestiu e foi ao centro médico sem a esposa.

Ao chegar deu de cara com Saga. – O que veio fazer tão cedo aqui? – O Mestre quis saber.

– Parece que o mesmo que você Saga! – Jogou na cara dele.

– Com a diferença que não sou casado e não tenho nenhum interesse sexual na paciente. – Jogou de volta.

– Eu tenho mais do que interesse sexual na paciente Mestre! – Disse com sarcasmo.

– Você? Hunf! Acredito! Fiquei sabendo que se meteu em uma briga com Shura por causa da Amazona. E não adianta negar, a pobre Larissa me contou antes do infortúnio. – Avisou.

– Pois então ouso dizer que ela está internada por envenenamento, deve ter mordido a própria língua! – Ousou Máscara.

– Olha bem como fala Cavaleiro! Mais tarde quero você e o Shura na 13ª casa. Não pensem que vão ficar imunes. Já chega, estou farto de vê-los fazer o que querem dentro deste Santuário. – Parou ao ver Electra entrar na sala. – Ela já despertou?

– Ainda não! Bella provavelmente também não! – Disse sem saber mas o Dr. entrou na sala.

– Bom dia Cavaleiro! Que bom que já está aqui. A Senhorita Izabella já recebeu alta. Pode acompanha-la a casa. – E entrou.

Electra desviou o olhar com raiva. Máscara foi até a entrada. Ela saiu acompanhada pelo médico. Parecia tão debilitada.

– Máscara? – Ela não esperava encontra-lo.

– E quem mais poderia vir te salvar? – Brincou e passou o braço pelos ombros dela.

Ela sorriu. – Onde está a Cynthia?

– Quem é Cynthia? – Ele se fez de desentendido.

– Urh urh! – Saga limpou a garganta. – Quer que eu o lembre Cavaleiro?

Máscara bufou. – Ela está em casa dormindo como a bela adormecida.

– Não se esqueça! Daqui uma hora, quero você e o Shura na 13ª casa! E você Electra, continue aqui com Larissa e se precisar de alguma coisa peça que me avisem imediatamente. – E se retirou.

– É sobre ontem a noite não e mesmo? – Bella perguntou.

– O quê? O velho Saga? Não precisa se preocupar, não será a primeira nem a ultima vez que ele me chama para me dar umas broncas. Não passará de um sermão chato sobre boa conduta e responsabilidades, blá blá blá! – Lhe contou como funcionava.

– Não sei não! Ele parecia estar bem irritado! E eu me sinto culpada no final das contas. – Baixou a cabeça.

Ele parou e levantou o rosto dela. – Quando será que vai entender de uma vez por todas que por você sou capaz de brigar com meio mundo! Você é minha! – Lhe deu um selinho devagar e continuaram caminhando.

Ela não disse nada. Fechou os olhos e se permitiu viver aquela mentira nem que fosse por alguns poucos minutos.

– Você precisa se cuidar. Estou com o seu exame. Está com anemia. Precisa mudar sua dieta alimentar. – Informou.

– Que estranho, eu como tão bem! Alias ultimamente estive comendo até demais. Me sinto inchada. – E tocou o abdômen.

– Eu não sei porque, não entendo nada dessas coisas mas se quiser posso cozinhar para você todos os dias. Alias poderia cozinhar para você para sempre mas você não quer. – Se lamentou.

– Pare com isso! Há anos atrás jogava na minha cara que estava comendo de graça na casa da sua namorada lembra? E agora se propõe a cozinhar para mim! – Ela jogou na cara dele.

– Para você ver como as coisas mudam. Algumas pessoas crescem e se transformam em mulheres irresistíveis fazendo com que pobres Cavaleiros percam a cabeça enfeitiçados ao ponto de mudarem completamente de opinião. Como o destino é irônico! – Riu Máscara da Morte e Bella riu junto para não chorar. – Se me permite Senhorita, daqui em diante não teremos mais cobertura e vamos ter que caminhar na chuva. – Tirou a camiseta e colocou sobre a cabeça dela. Parou para observa-la. – Chega a ser desleal a sua beleza imaculada. Parece uma Deusa até debaixo da chuva.

Ela corou da cabeça aos pés. – Ora pare com isso!

– Eu não sei como isso é possível mas te vejo cada vez mais bonita! – Segurou o rosto dela entre as mãos mas ela conseguiu se esquivar.

– Máscara eu nem te peço mais, eu te imploro! Não faça isso! Não torne o impossível ainda mais difícil de suportar! – Pediu.

Ele fechou a cara. – Lá vem você com essa ladainha moralista. Já estou de saco cheio disso! A única pessoa que dificulta o possível e não o impossível é você! Se isso te incomoda então por que não me aceita e acaba logo com tudo isso? Qual é o seu problema em ser feliz? Qual é o seu problema em me fazer feliz? E não me venha com a Cynthia outra vez! Somos dois contra um! Será que não vê que ninguém está feliz assim! A sua querida Cynthia não está feliz ao meu lado! Você não está feliz em vê-la comigo no seu lugar! E eu... nunca serei feliz sem você! – Disse ofegante, todo molhado debaixo da chuva.

Ela teve que se controlar para não correr para os braços dele. Aquele olhar de desamparo a estava massacrando. Fechou os olhos e respirou fundo. – Eu sinto muito! – Disse em voz baixa.

Ele fez que sim com a cabeça sem dizer nada. Ela podia sentir a magoa dele. Máscara deu as costas e foi embora deixando-a sozinha na chuva.

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San correu até os rochedos. Ao chegar pode ver a silhueta dele todo molhado. Estava de olhos fechados com o rosto virado para o céu. A chuva lavava seu belo rosto. San se aproximou lentamente e o abraçou forte por trás. Ficaram assim por alguns minutos.

– Já terminou? – Ele perguntou.

Ela abriu os olhos. Aquilo não era um bom sinal. O soltou e parou na frente dele.

– O que tinha para me dizer que não poderia ter dito na sua própria casa Milo? – Perguntou enfim.

Notas finais
Próximo capítulo parece que corações serão partidos. Espero que tenham gostado e até o próximo...