Ironia do Destino
32 Sentença Final
Notas iniciais
Milo mantinha o olhar no horizonte.
– San o que aconteceu entre nós foi... diferente. – Ele começou.
– Diferente? – Ela indagou.
– Sim! Uma novidade para os dois. Você por ser sua primeira vez e eu... por nunca ter feito assim, sem sal! Mas não estou aqui para te culpar, pelo contrário, eu fiz daquele jeito por você! Afinal seu corpo frágil não aguentaria nada do que estou acostumado. Enfim, espero que tenha disfrutado, sua intenção era se livrar da imagem de virgem e pura... ualá! Feito! Ninguém mais te olhará com esses olhos. Agora você é uma mulher de verdade! Te fiz um favor e quero outro em troca. – Respirou fundo. – Não me procure mais! Não pega bem para mim me verem por aí com você!
Ela estava em choque.
– Não! Você está mentindo! Ontem me disse que havia desfrutado cada minuto! Milo volte aqui! – E correu atrás dele que continuou andando com indiferença. – Estou lembrando... você disse que tinha feito daquele jeito porque queria que eu voltasse! Portanto não me venha com essa mentira!
Ele parou, se virou e a encarou.
– Lição número um, nunca acredite em um mentiroso. Lição número dois, um homem sempre dirá qualquer coisa para te levar para cama e eu modéstia a parte não tive que dizer muita coisa. – Riu dela.
– Você não pode estar falando sério! – E começou a chorar. – Não me usaria dessa maneira!
– Não? – Ele levantou uma sobrancelha.
– Não faça isso! – Ela implorou entre as lágrimas.
– Foi você quem forçou essa situação! Eu não te procurei e sabe por quê? Justamente para evitar esse tipo de coisa! Sabia que depois de tudo grudaria em mim! – Disse sem piedade.
– Não! Por favor! – Chorava como uma criança. – Milo por favor!
– Eu não quero isso, fui claro? Agora vê se me esquece e se não esquecer ao menos não me perturbe! – Virou as costas, deu alguns passos e parou. Cada soluçar do choro dela era como se uma adaga afundasse no seu peito. De repente não escutou mais nada. Olhou para trás e ela não estava mais ali.
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Bella chegou em casa toda molhada. Jogou o envelope do exame sobre a mesa e se olhou no espelho. Estava com aparência horrível. Foi até a cozinha procurar algo para comer, aquela sopa do centro médico era terrível. Quando abriu a geladeira sentiu um cheiro insuportavelmente forte invadir o ambiente. Sentiu a ânsia voltar com toda força, correu até o banheiro e vomitou outra vez. Dona escutou o barulho e foi ver o que estava acontecendo.
– Bella? Você está bem? – Abriu a porta e deu de cara com a amiga de joelhos abraçada ao vaso sanitário. – Ei! O que você tem? – E a ajudou a se levantar.
Caminharam até a sala. Dona ajudou Bella a se sentar.
– Eu não sei o que tenho. Esses enjoos seguidos. Tenho fome e não consigo comer nada. Passo o dia cansada e com sono! É como se fosse outra pessoa dentro de mim! – Disse exausta.
Dona arregalou os olhos. – Bella por Zeus! Onde estão os seus exames?
– Não precisa se preocupar, disseram que tenho um pouco de anemia. – Levantou, pegou o envelope e entregou à Dona.
Ela leu com atenção até o fim. – É verdade, seus glóbulos vermelhos estão baixos. – Colocou a mão no peito. – Bella, por um minuto achei que estivesse grávida.
A canceriana perdeu a cor. – O quê?
– Não precisa se preocupar, se estivesse, estaria escrito aqui. Veja aqui na ultima linha diz negativo. – E lhe mostrou o exame.
Bella tocou o ventre e balançou a cabeça em negativa. – É... claro que não! – E riu nervosa.
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Máscara da Morte invadiu a casa de Capricórnio.
– Acorda bode velho! – Gritou.
Shura abriu os olhos ao ouvir a voz dele. Jogou Sofia para o outro lado da cama, vestiu um shorts e apareceu.
– O que você quer aqui? – Disse com cara de sono.
Máscara o mediu de cima a baixo e deu uma gargalhada.
– Qual a graça caranguejo? – Colocou a mão na cintura.
– Dormiu com a prostituta? – Perguntou ainda rindo.
– Por que do interesse? Vai pagar pelos serviços dela por acaso? – Soltou o capricorniano.
– Eu não pago por sexo! Ganho de cortesia! – Abriu os braços convencido.
– Me acordou para contar suas aventuras sexuais siri? – Shura levantou uma sobrancelha.
– Antes fosse! – Máscara se lamentou. – O velho Saga quer as nossas cabeças. Agora veste alguma coisa que você está ridículo todo arranhado.
Shura se olhou no espelho. – Oh mais que droga! Sofiaaaa! – Gritou.
Ela apareceu só de calcinha com os cabelos vermelhos todos para frente tampando sua nudez superior. Máscara sentiu um calafrio de ver uma garota ruiva sair do quarto do capricorniano.
– Shurinha? Estava me chamando? – E o abraçou mas ele a agarrou pelo braço e lhe mostrou os arranhões. – O quê? Isso? Mas qual é o problema? Olhe o que você me fez. – Virou de costa e mostrou a mancha roxa no quadril.
– Eu tenho uma reputação a zelar Sofia! Você não! Agora vista-se e vá embora discretamente. – Foi para o quarto e voltou vestido.
– É, acho que está melhor. – Máscara se aproximou com a mão no queixo. – Não! Você está com cara de quem transou com uma prostituta à noite inteira.
– Ora vê se não enche e vamos embora! – Shura estava mal humorado.
Ao chegarem na 13ª casa foram diretamente ao encontro do Grande Mestre no salão principal.
– Aproximem-se meus estimados Cavaleiros! – Saga disse irônico.
Eles se entreolharam e fizeram o que ele mandou. Saga passou lentamente entre os dois. – Mas será que alguém pode me explicar que Diabos está acontecendo aqui? É normal que tenho que parar o que estou fazendo para chamar a atenção de dois dos meus melhores Cavaleiros de Ouro?
– Você diz isso para todos! – Brincou Máscara.
Saga se irritou. – Você Máscara da Morte, começou toda confusão!
– Isso é verdade! – Concordou Shura. – Eu estava quietinho no meu canto com a minha garota quando você apareceu todo ignorante.
– Sua o quê? Sua garota? Ora não seja patético! – Máscara se irritou.
– Já chega! – Gritou Saga. – Parecem dois adolescentes disputando a rainha do baile.
– Não tem disputa nenhuma! Ele é que está sobrando! – Afirmou o canceriano. Shura fechou a cara.
– Parece até que se esquece que é casado! Comporte-se como tal! Não vou admitir que falte com o respeito a sua pobre esposa! – Saga avisou.
– Alguma vez faltei com meus deveres para com a Deusa Atena? – Máscara perguntou e não obteve resposta. – Sabe que não! Pois então não venha me dizer o que devo ou não fazer em relação a minha vida pessoal!
– Pois muito que bem! Os dois se comportaram como idiotas e portanto vou puni-los. – Escutou resmungos de ambas as partes. – Ocuparão os lugares dos Sentinelas no Cabo Sunion até o julgamento de Ekatrina.
– Ekatrina? A namorada do Camus? – Shura deixou escapar.
– Você disse namorada? – Saga se aproximou.
– Não! Eu não disse! – Tentou disfarçar o capricorniano.
– Shura! Abra logo essa sua boca senão ao invés de cuidar da cela vou te fazer dividi-la. – Saga ameaçou.
– Acho justo! Espanhol linguarudo! – O canceriano retrucou. Saga o olhou de cara feia e ele se calou.
– Bem, na realidade eu não sei se é verdade, só escutei rumores a respeito! – Shura não queria complicar a vida do amigo.
– Mas posso saber a gravidade da infração cometida pela loira siberiana? Só para saber que tipos de precauções devo tomar. – Zombou Máscara.
– Ela assassinou seu ex Mestre a sangue frio! – Revelou Saga.
Os dois arregalaram os olhos.
– Já podem ir! Revezarão turnos de doze horas. – Saga deu as costas e os dois foram embora reclamando.
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San apareceu no meio da sala da casa de Áries. Mú sentiu a presença dela e correu até lá. Ao vê-la em um estado deplorável parou imediatamente. Vestida daquela maneira vulgar, com o cabelo todo molhado grudado pelo corpo, de joelhos e com as mãos tapando o rosto. Sabia que estava chorando mas não emitia algum som. Sentiu pena e raiva. Se aproximou e tentou puxa-la pelos braços mas ela não se moveu.
– San? San olhe para mim! – Pediu em vão. Era como se ela não estivesse ali.
Ele respirou fundo, a pegou no colo e a levou para o quarto. A deitou na cama. Retirou as botas dela.
– Assim vai acabar ficando doente! – Se levantou e foi até o banheiro. Abriu a água quente e começou a encher a banheira. Jogou alguns sais e ervas que a fariam relaxar. Voltou ao quarto, ela estava calada na mesma posição. Ele iria arrancar o rabo daquele escorpião maldito. A pegou no colo e a levou até o banheiro.
– Consegue se despir sozinha? – Não obteve resposta. – Você adora perturbar a minha paz de espírito não é mesmo? – E começou a tirar roupa dela. – O faz desde que éramos muito pequenos. – Tentava não desviar os olhos do rosto da jovem. Quando baixou a calcinha com muita concentração, a pegou no colo e a depositou na água quente. Ela sentiu uma ardência mas não demonstrou. Ele começou a esfregar seu corpo e notou as marcas roxas. Franziu o cenho. Ela esteve realmente com ele. Aquilo já era demais. Parou por um instante e foi até a janela, precisava de ar. Ela era uma menina e não poderia deixa-la sozinha, no final se sentia culpado por ela estar assim. Se não a tivesse evitado por toda semana talvez nada disso teria acontecido, era como se ele a tivesse atirado aos braços dele. Mas a partir de agora tudo ia ser diferente. Não ia mais lhe dar as costas. Deixou o ciúme que o estava cegando de lado e voltou para perto dela. A enxugou e foi buscar um manto seu. A levou para o quarto e a deitou em sua cama.
– San? Quer conversar? – Perguntou mas ela só negou com a cabeça sem dizer uma palavra. – Quer dormir aqui hoje ou quer que te leve para casa? Responda por favor... reaja Sangmu! Não pode ficar neste estado de choque para sempre, seja lá o que ele te fez, já passou!
Ela apoiou a mão na perna dele. – Não fale mais dele na minha presença por favor!
– Mas será que pode pelo menos me explicar o que aconteceu? Só para saber se ele deve continuar com vida ou não! – Disse virando o rosto.
Ela se sentou. – Mú? Mú olhe para mim! Não quero você perto dele! Deve prometer que não irá falar com ele! Prometa Mú!
– Eu não posso prometer uma coisa dessas! Se ele te fez algum mal deve ser punido! – Disse sempre sem olha-la.
– Ele não me fez nenhum mal... aparente! – Disse olhando para o próprio corpo.
– Como não? Está toda marcada, será que não vê? – Abaixou a manga do manto deixando o ombro dela descoberto.
San se cobriu de volta envergonhada. – Ele fez amor comigo! Mú... ele me deixou depois porque acha que não devemos ficar juntos. É como se ele se auto condenasse a danação! Ele não é uma má pessoa! Sei que está fazendo isso por mim, pois insiste em dizer que é uma péssima companhia! Só que ser desprezada por ele outra vez rompeu meu coração de uma maneira tão forte, principalmente depois dele ter sido tão perfeito comigo! Não posso explicar em palavras a dor que estou sentindo. – E abraçou o ariano que permaneceu imóvel depois daquela longa declaração.
A afastou lentamente mas manteve o contato com as mãos sobre os braços dela. – San, se você não quer ou não vê necessidade que eu vá falar com ele, respeitarei sua decisão! Só quero que entenda que para mim também é muito difícil ter que te ouvir falar dele com tanto carinho. Te ver sofrer por ele também rompe o meu coração! – Respirou fundo. – Mas quero que saiba que dessa vez permanecerei aqui, do seu lado! Porque San, se ele não te quer... eu quero!
– Mas... – Ela tentou começar.
– Não, espere! Escute o que tenho a dizer! Eu sei que seu coração pertence à ele. Assim como concordo com Milo quando afirma que ele nunca poderá te fazer feliz. Mas eu posso San! E vou te provar isso com o tempo. – Se aproximou e lhe beijou a testa. – Vou preparar um chá, vai se sentir melhor. – E saiu.
“Preciso de muito mais que um chá para me sentir melhor, preciso dele”, pensou a escorpiana.
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Camus havia ligado para a fundação Gallard no Japão pedindo auxilio. Um helicóptero paramédico da fundação pousou no hospital da pequena cidade russa no horário marcado. Camus e Nikolai entraram e foram junto até Atenas. Nikita havia sofrido duas paradas cardiorrespiratórias durante a madrugada e os médicos constataram uma hemorragia interna. Foi operada as pressas. Se encontrava ainda em coma e necessitava de uma transfusão de sangue urgentemente.
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Ás cinco da tarde todos estavam reunidos na Arena aguardando qual seria a sentença de Kat.
As meninas estavam todas reunidas de um lado. Os Cavaleiros de Ouro de outro. A única que faltava era San, Milo logo reparou. Saga e Saori chegaram, todos se levantaram e fizeram uma reverência.
– Tragam a acusada! – Saga mandou.
Os Sentinelas trouxeram Kat com os pulsos amarrados para trás e com um capuz na cabeça. A prenderam em um tronco de frente para o Grande Mestre e arrancaram o capuz. Ela ainda vestia o vestido vermelho do baile.
– Oh pobre Kat! – Dona vendo a amiga ser tratada daquela maneira.
– Não dá para acreditar! – Bella afirmou.
– Ela nunca me enganou! – Mia expressou seu ponto de vista.
– Ai que horror! Isso não é verdade! – Shiva não concordando.
– Tem alguma coisa estranha por trás disso tudo! – Lizzy sendo racional.
Saga se levantou . – Silêncio!
Todos se calaram. Ele subiu ao palco onde ela se encontrava. Caminhou algumas vezes em torno da loira sem dizer nada quando começou.
– Estamos reunidos nesta tarde de 11 de março com o intuito de decidir qual será a sentença de Ekatrina Korolkova, acusada pelo assassinato a sangue frio do Cavaleiro de Prata e ex Mestre Ganimedes. – Olhou para ela. – Tem algo a dizer em sua defesa?
– Não! – Respondeu.
– Queremos que relate exatamente o ocorrido. – Saga mandou.
– Para quê? Fui eu não fui? Dê a sentença e a acabe logo com isso! – Kat simplificou.
– Cavaleiro de Cristal se aproxime gentilmente. – Saga o chamou com a mão.
Ele subiu no palco. Kat o encarava. – Diga o que sabe! – Pediu o Grande Mestre.
– Ganimedes foi encontrado sem vida em sua própria casa com um profundo corte certeiro em seu coração... – Mas foi interrompido.
– Em seu tórax... ele nunca teve um coração! – Kat soltou.
– Ohhh! – Disseram em coro.
– Alguém pediu sua opinião? Limite-se a falar quando for requisitada. – Saga se irritou. – Continue Cavaleiro.
– Bem, quando encontramos o corpo sem vida de Ganimedes nos demos conta que Ekatrina tinha desaparecido. A princípio chegamos a pensar que estava morta mas um aldeão a encontrou escondida nas geleiras. Fomos até o local e ao vê-la toda coberta de sangue eu mesmo indaguei se ela estava envolvida com a morte do seu Mestre e ela confirmou que tinha-o assassinado com as próprias mãos. Ekatrina possuía até então a Armadura de Bronze de Sadalmelik da qual perdeu o direito de usa-la. E foi condenada à morte pelo conselho local.
– O que não entendo é, como nada disso chegou aos nossos conhecimentos Cavaleiro? – Saga indagou.
– Não saberei responder Senhor. Talvez eles estavam esperando reencontra-la, já que ela, não se sabe como, conseguiu fugir um dia antes da execução. – Supôs o Cavaleiro.
– Pois muito que bem, Ekatrina Korolkova, eu Saga, Grande Mestre do Santuário de Atena te condeno à morte. Sua execução será dada pelas mãos de um Cavaleiro de Ouro. Agora voltará para o Cabo Sunion e quando Camus de Aquário retornar da Sibéria, ele será o responsável por executar sua pena. – E deu meio sorriso.
– Não! Por favor, ele não! – Ela se manifestou. – Atena te imploro, qualquer um menos ele.
– E posso saber o motivo? – Saga se aproximou.
– Eu tenho sentimentos pelo Cavaleiro... e ele por mim! – Disse por fim.
– Ora, ora! Uma dupla traição então? – Saga levantou os braços.
– Não! Ele não tem nada a ver com isso! Ele nem ao menos sabia! – Disse desesperada.
– Isso é verdade Cavaleiro de Cristal? – Saga perguntou.
– Sim Senhor! Camus não sabia de nada, fui eu mesmo quem lhe disse. – Confirmou.
– Porém partiu para a Sibéria sabendo? – Saga continuou.
– Errr... sim Senhor. – Disse sem graça.
Kiki passou correndo pela entrada da arena.
– Grande Mestre! Grande Mestre! – E parou ao ver a expressão de Saga. – Errr... me desculpe! É que o Cavaleiro de Aquário acabou de aterrissar com um helicóptero da fundação Gallard com duas pessoas mais. Um Aspirante à Cavaleiro e uma ex Aspirante Senhor. A garota porém está gravemente ferida. – Respirou sem folego.
– Ótimo! Sua execução será amanhã neste mesmo horário! – Saga decidiu. – Kiki diga a Camus que venha o quanto antes a 13ª casa.
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Nikita foi levada ao hospital de Atenas, Camus e Nikolai se dirigiram à 13ª casa. Ao chegarem, foram direcionados ao salão principal. O Grande Mestre estava aguardando.
– Bem vindo Camus! – O saludou.
– Grande Mestre, este é Nikolai. – Apresentou o Aspirante que fez uma reverência.
– Fiquei sabendo que tomou a liberdade de chamar um helicóptero da fundação do Senhor Kido. E trouxe com si dois convidados. – Saga disse.
– Exatamente. O helicóptero foi por uma questão de emergência. Fomos atacados por Espectros quando ainda estávamos em território russo e uma das convidadas foi gravemente ferida. – Resumiu Camus.
– Cavaleiro, tenho uma comunicação a lhe fazer muito importante. Você foi escolhido entre os doze Cavaleiros de Ouro para executar um condenado.
Camus sentiu um arrepio atravessar seu corpo. – E de quem se trata?
– Você não sabe? – Saga se aproximou. – A sua namoradinha Ekatrina!
– Grande Mestre, fui informado sobre a acusação que levantaram contra ela. Mas posso garantir que se me der um pouco de tempo até que a irmã dela se recupere tudo será esclarecido. – Camus explicou.
– Cavaleiro... – E parou de frente para Camus. — ... sinto muito, compreendo sua dor mas ela confessou. Não há mais nada que possa salva-la.
– Saga, de homem para homem, me dê essa chance! – Camus implorou.
– Eu já estou aliviando o seu lado fazendo-o participar da execução como forma de punição. – Saga informou.
– Será que não me entende? A irmã dela sabe de toda a verdade, o que a levou a cometer o crime, tudo! – Camus se controlou e disse serio. – Me dê a chance de salva-la! Se o que a irmã dela tem a dizer não mudar sua opinião eu mesmo a matarei sem piedade.
Saga caminhou até a janela mais próxima e refletiu.
– Pois muito bem. Quando ela melhorar traga-a até mim! – Pediu.
– Este é o problema! Ela está em um coma induzido e precisa de uma transfusão de sangue o quanto antes. Ekatrina terá que ir até o hospital em Atenas doar seu sangue à irmã para salva-la. – Informou Nikolai.
– E lhe dar a oportunidade de fugir? De jeito nenhum! Diga que a transladem até o nosso centro médico que está mais que preparado. – O Grande Mestre mandou.
Eles estavam partindo quando Saga segurou o braço do Cavaleiro de Aquário. – Não se iluda, o que ela fez não tem perdão. – Disse em baixa voz.
– Não se preocupe comigo Saga! – Se soltou e partiu.
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Máscara da Morte se aproximou da cela de Kat. – Você hein, quem diria! Já era Amazona. Mandou o bode velho do seu Mestre dar uma voltinha no inferno. Se sentir saudades dele, posso te mandar até lá também dar um passeio.
– Não obrigada! – Respondeu seca.
– Oh é verdade, que descuido o meu, amanhã Camus te mandará ele mesmo para lá! Hahahahaha. – Se divertiu.
Um Sentinela se aproximou, cochichou ao ouvido do Cavaleiro de Câncer e foi embora.
– É... parece que está com sorte! Nunca vi um prisioneiro do Cabo Sunion sair para dar uma voltinha por aí. Venha, parece que a sua presença foi requisitada no centro médico. Talvez o homem de gelo tenha sofrido um ataque ao saber que terá que te matar amanhã. – Máscara zombou.
Ao chegarem ao centro médico Kat deu de cara com Camus que ao vê-la amarrada daquele jeito se enfureceu.
– Soltem ela agora mesmo! – Mandou.
Máscara da Morte deu um passo a frente. – Ela é responsabilidade minha Aquário, nem ouse!
– Ela será responsabilidade minha a partir de agora! – Camus o encarou.
– Não quero mais problemas com o velho Saga, se ela fugir o problema será exclusivamente seu! – E deu meia volta.
Os Sentinelas a soltaram. Eles se encararam por um instante. Parecia ter passado um século. Kat correu e eles se abraçaram. Ficaram assim pelo que pareceu uma eternidade.
– Eu vou te salvar! – Prometeu em voz baixa.
– Você já me salvou! Se eu morrer hoje, morrerei feliz! – Disse emocionada.
– Urh urh! – Nikolai limpou a garganta.
– Tem uma pessoa que quer te ver. – Camus abrindo caminho para o Aspirante.
Kat tapou a boca com as mãos. Ele se aproximou e se abraçaram.
– Niko! O que faz aqui? – Ela não podia conter as lágrimas.
– Estou aqui para te ajudar. – Limpou uma lágrima que escapou por debaixo da máscara dela.
– Você sempre se arriscando por minha causa. – Ela o repreendeu.
– Bem, é melhor nos apressarmos! Venha Kat, você precisa fazer uma doação de sangue. – Camus avisou.
– Eu? – Ela estranhou.
– Sim Kat, porque antes de te salvar temos que salvar outra pessoa. – Camus informou.
– Não estou entendendo! – Kat sem conseguir acompanhar o que ele diziaFinal.
– Sua irmã está aqui. Nós fomos atacados por Espectros e ela foi gravemente ferida. Antes de virmos para cá ela passou por uma operação de emergência e perdeu muito sangue. Por isso você está aqui... para salva-la. – Nikolai explicou.
– ...Nikita! – Kat se surpreendeu.
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