Irmandade da Adaga Negra: Amor e Drama
2 Serie Pais e Filhos 01 John e Xhex Autora Josy
Notas iniciais
Dois guerreiros... uma união que o tempo permitiu...
John Matthew e Xhexania
Geram uma nova vida... Série Pais e Filhos
Leia e se emocionem
Nota da Autora
Olha, escrever essa fic foi para mim um desafio... procurei saber mais sobre sympaths para não errar demais... então, assim... não consegui... então, se tiver um erro muito feio aí, desconsiderem rsrsrs Na verdade, eu resolvi escrever por que, ah, sou sentimental, gosto de ceninhas assim rsrsrs Claro que também gosto de escrever sobre algo mais quenteee, mas meu coração pediu, está aí. Espero que gostem. A próxima será do Rhage e da Mary, e do Vishous e da Jane... Espero que gostem!
Capítulo 1
Não eram mais que cinco horas quando Xhex saiu do banho, enrolada numa toalha. John vestia uma camiseta preta que ressaltava ainda mais seu corpo musculoso e bem feito.
Os olhos azuis a encararam, e ela soube que ele a interrogava.
— Eu estou bem, só devo admitir que não consigo sair essa noite — ela disse calma, enquanto pegava a camisola de algodão que era longa e larga no seu corpo tão modificado.
Fiquei preocupado ontem a noite — ele disse por gestos na Linguagem de Sinais Americana, e ela respondeu:
— Não tem com o que se preocupar, mesmo estando enorme, eu dou conta de alguns bastardos — ela sorriu, algo antes tão raro, agora, comum.
John caminhou até ela e a abraçou sorrindo. Depois se afastou, colocou a mão no peito, e continuou falando por sinais:
Estou preocupado com você.
— Eu sei. Você se preocupa conosco — ela disse alisando a barriga redonda. — Você é um macho valoroso, John, é meu hellren. Mas sabe o quanto preciso estar na ativa. E, para a sua felicidade, não me sinto disposta a sair em luta hoje. Não que eu esteja manhosa ou algo parecido...
John sorriu lindamente e beijou o pescoço dela.
Você não me pareceu manhosa essa tarde. John deu outro sorriso iluminado dessa vez com malícia. E foi inevitável não acompanhá-lo... e se lembrar da tarde maravilhosa que passaram juntos na cama.
Embora ela estivesse no final de uma gestação, ambos não haviam deixado o sexo de lado, como fora recomendado, apenas diminuíram o ritmo. Mas, naquela tarde, ela estivera excepcionalmente propícia para o ato sexual. E montou-o durante toda a tarde. Duro e ininterrupto, como gostavam. Nas vezes em que ela não conseguia manter o ritmo, era ele quem achava a melhor posição e continuava.
Acha que fez mal? Que te prejudicamos de alguma maneira? Ele perguntou franzindo a testa, preocupado.
— Não, claro que não. Mas não quero mesmo sair essa noite.
O celular de John tocou entre eles.
— Vai, está na hora.
John a apertou em seus braços mais uma vez. Beijou-a nos lábios e, com um joelho no chão, abaixou-se aos pés de sua shellan, beijando o ventre rígido e muito maior do que nos últimos dias.
— Está grande, não é mesmo? Ela parece ter dobrado de tamanho na última semana.
Sim. Está linda. É nosso filho!
— Agora vai, senão vamos ficar aqui a noite toda. E eu resolvo me vestir e te acompanhar. Não me agrada a ideia de meu homem aí, solto, caçando lessers.
Me cuido, e volto voando para minha shellan.
Ele disse e saiu pela porta.
Xhex pôde ouvir vozes no corredor. Sinal de que Blay e Qhuinn já o esperavam na porta do quarto. Caminhou devagar e se sentou na beirada da grande janela de vidro. Respirou pausadamente, sentindo o cheiro gostoso da grama recém-cortada. Seu ventre enrijeceu. E ela ficou imóvel.
— Essa noite, meu filho, você estará em meus braços.
***
A dor era algo ao qual ela estava habituada. Mas aquela primeira pontada que sentiu em seu ventre a fez estremecer de uma forma diferente. Era algo que nunca havia sentido... Levantou-se o mais rápido que pôde, olhou para o telefone na mesinha de cabeceira. Embora quisesse que John estivesse ali desesperadamente, não iria ligar para ele, como uma fêmea desesperada. Não mesmo.
Capítulo 2
A batida na porta a fez se sobressaltar.
— Entra — ela disse se ajeitando entre os lençóis.
— Oi, Xhex! Vim dar uma olhada e ver como você está — Mary disse suavemente sem entrar no quarto, pondo apenas a cabeça para dentro.
— Estou bem. E diga ao John que não preciso de babás — ela disse azeda. E Mary riu.
— Não gosta mesmo de cuidados, não é? Mas precisa entender que é uma fêmea, prestes a dar a luz ao seu primeiro filho. E seu hellren te ama demais, para te deixar sozinha.
— Entendo, mas é que prefiro ter que me dar com armas de fogo e adagas do que com essa merda toda de ter um filho. Não pense que eu não o quero. Não pense que não sou feliz por ter um pedaço de John Matthew dentro de mim. Sou imensamente feliz e grata por isso. É só que é difícil ser uma fêmea — ela desabafou em meio a frustração.
— Durma um pouco e descanse. Se precisar... estaremos lá em baixo, eu, a Beth, a Jane, Bela, e ela pode te ajudar muito a passar por isso. Todas as fêmeas dos Irmãos estão à sua disposição — ela disse afável.
— Agradeço.
***
Já eram quase quatro da manhã. O celular havia tocado de hora em hora com mensagens de texto de John. Enfim, ela lhe enviara uma dizendo que ia dormir... para tentar evitar que ele a chamasse de novo. Sua paciência estava no limite. E as contrações tinham aumentado de intensidade e duração muito mais rápido do que ela esperava.
Estava completamente nua debaixo da camisola que vestira, mas o tecido se manchara com o sangue fresco que saíra de entre suas pernas.
Foi ao armário e pegou uma camisa de flanela de John. Era aberta e mais confortável. Depois de vesti-la, apertou seus cilícios em suas coxas. Com dificuldades, apanhou algumas toalhas e foi para o banheiro. Escolheu um dos cantos, impecavelmente limpo. Amontoou as toalhas no chão. Uma contração foi tão forte que ele se segurou na pia, fazendo os nós de seus dedos embranquecerem. Não podia demorar muito mais em trabalho de parto, seu corpo doía imensamente e seu ventre parecia em brasa.
Sentou-se o mais confortável que pode sobre as toalhas, algo em seu interior parecia ter sido aberto, pois um líquido viscoso descia sem parar... Respirou ofegante... Não iria chamar John de volta... Lembrar-se dele lhe deu algum alívio e alguma paz. Inalou fortemente o perfume dele impregnado na blusa. Seu pensamento foi interrompido por uma dor mais aguda que as outras, como se algo houvesse se rompido dentro dela. E ela trincou as presas, que saltaram inconscientemente.
As próximas duas horas foram assim, contração após contração... Sentia seu corpo de alargando para dar passagem à sua criança... Ofegou, mas fez o mínimo de barulho possível, e agradeceu pelas vezes que sentia uma das shellans próxima, porém tão longe quanto ela queria. Não sentia vontade de ter um monte delas neuróticas ao seu lado.
Olhou pela janela e viu que o amanhecer estava próximo, logo seu hellren chegaria, e estaria ali ao lado dela. Como sempre estivera.
Sorriu sozinha e sua coluna se arqueou no instante seguinte. Ela abriu as pernas instintivamente para dar passagem ao fruto de seu amor, que queria sair do calor de seu ventre. Ela não choraria, embora se sentisse rasgada por dentro. Sabia que o rei não gostaria de sua atitude, mas algo dentro dela dizia que não haveria riscos para sua criança. E, se ela fosse ao Fade depois de dar à luz, estaria imensamente feliz, desde que John não ficasse sozinho, ficasse com o fruto deles, gerado e amado por eles.
— Oh! Pela Virgem Escriba... Isso dói que é um inferno! Porra... — ela praguejou baixo sentindo a cabeça de seu filho entre suas pernas.
Capítulo 3
John e os outros praticamente se materializaram dentro do complexo poucos segundos antes de as cortinas se fecharem... Ele estava com pressa para ver sua shellan, mas estava também coberto de sangue negro, e o cheiro adocicado dos assassinos estava sobre seu corpo. Então preferiu tomar um banho no centro de treinamentos antes de subir para seu quarto.
Não demorou mais do que o necessário para tirar o sangue de lesser de sua pele. E subiu para seu quarto, queria muito ver como Xhex estava, principalmente porque ela não respondera as duas últimas mensagens da noite.
Entrou no quarto. A cama estava desarrumada. Respirou fundo e sentiu cheiro de sangue misturado com algo que ele não identificou. Seus lábios tremeram dizendo o nome dela, porém som nenhum saiu... E ele ouviu um grunhido forte, como um gemido de dor. Caminhou com passos rápidos pelo aposento e abriu a porta do banheiro. Seu coração falhou uma batida quando ele viu Xhex encolhida num canto do banheiro, o cheiro de sangue predominado no lugar. E ela ali, com uma pequena criança ao encontro do seio. Uma camisa de flanela dele cobria o pequeno corpo, que se remexia contra o corpo da mãe. Xhex não notou a sua presença, mas rosnou, mostrando as presas ao ver a sombra dele.
Os olhos de John Matthew poderiam saltar das órbitas naquele momento, seus pulmões ardiam. O olhar dela se levantou e encontrou o dele. Disseram tudo e nada ao mesmo tempo.
Os lábios de John se abriram devagar e uma lágrima escorreu de seus olhos azuis. Como um relance de consciência, John se afastou, abriu a porta do quarto e começou a esmurrar a porta e assoviar sem cessar. Logo Qhuinn e Blaylock apareceram de armas em punho. Rhage, Vishous e Tohr também chegaram rapidamente.
— Pela Virgem Escriba, John! O que houve? — Qhuinn disse com a arma mirando para dentro do quarto de John.
John tentou falar por gestos, mas estava trêmulo, não conseguia. Apenas segurou as mãos de Qhuinn, fazendo-o abaixar a arma. E sorriu abertamente. Todos o olharam sem entender, e de repente o som de um choro infantil irrompeu no ambiente. A expressão de espanto no rosto de todos fez o sorriso de John crescer ainda mais. V foi o primeiro a sair correndo atrás de sua Shellan.
John voltou para o quarto e entrou no banheiro Xhex ainda estava do mesmo jeito. Dessa vez, não se assustou com a presença dele. Ele se ajoelhou ao lado dela e acariciou os cabelos escuros e encaracolados nas pontas, que estavam em sua testa.
Xhex queria dizer que ele podia tocar a criança, mas não tinha forças, não tinha vontade de dizer nada. A criança chorava e se esfregava ao corpo da mãe. Xhex o aninhou o mais que podia.
John levantou as mãos devagar e tocou o topo ainda úmido e com poucos cabelos da cabecinha infantil. Mesmo que ele tivesse voz, sabia que, naquele momento, não poderia dizer nada. Poderia passar a eternidade ali, olhando para seu filho e sua shellan. Mas a Doutora Jane entrou no ambiente, quebrando aquele encanto.
As presas de Xhex se alongaram e se mostraram afiadas, ao ouvir a voz de Jane. Ela rosnou com um olhar feroz. John fez um barulho tentando chamar a atenção de Xhex. Mas ela segurava firme a sua cria, e rosnava descontrolada, seu instinto animal de proteger o que era seu. E John sabia o quanto ela era letal, e mesmo que estivesse debilitada pelo parto, ela poderia causar danos a quem se aproximasse.
— Oi Xhex, sou eu. Jane, e vim para cuidar de você e de seu filho. Você vai precisar de ajuda — ela disse baixo, aproximando-se devagar enquanto Xhex continuava rosnando sem parar e mostrando as presas.
John assoviou chamando a atenção dela, e Xhex o olhou, dando tempo de Jane se aproximar.
— Xhex, que bebê lindo! Você está bem? Preciso cuidar de vocês. Se lembra de que eu já cuidei de você uma vez... E não te fiz mal... Lembra? — ela disse profissionalmente, e os rugidos de Xhex diminuíram, enquanto ela olhava para os olhos verdes da doutora. Seus sentidos Sympath lhe mostraram que ela não queria mal a ela ou a sua cria.
Não havia muito o que Jane pudesse fazer com ela ali no chão.
— John, precisamos lavá-la para a cama. Vou cortar o cordão umbilical e os levamos, ok?
John assentiu. Jane trabalhou rapidamente. E, quando terminou, fez menção de pegar a criança dos braços de Xhex, e ela rosnou baixo:
— Não vai tirar ele de mim. Ninguém vai.
— Tudo bem. John você pode carregar os dois?
John assentiu e logo se ajeitou para pegá-la do chão. Com uma mão, ela segurou o filho, e a outra, apoiou nos ombros largos. O quarto estava cheio, a Irmandade inteira queria saber o que havia acontecido.
— V, tirem todos daqui, ela precisa de descanso. Pelo que parece, está tudo bem.
— Vamos todos pra fora. Aqui fica só o rei e a rainha — V disse. — Ehlena, você também pode ficar, a Jane pode precisar de ajuda.
— Sim, claro — Ehlena disse, e se aproximou de Jane. — Jane, ela precisa se alimentar.
— Vamos cuidar deles.
John olhou para a porta. Tohr ia saindo. Ele assoviou, e Tohr olhou para trás. John sorriu e o chamou. Ele voltou para dentro do quarto e fechou a porta atrás de si.
Capítulo 4
O rei abraçou sua shellan. Estava feliz. Beth tinha lágrimas nos olhos, emocionada.
John segurou a mão de Tohr e a levou até a cabeça de seu filho. Xhex estava tonta e não conseguiu impedir, e também não queria, estava segura.... e era amada.
Tohr tocou o pequenino com carinho e adoração. Logo em seguida se afastou, seus olhos grudados nos de John. John colocou suas mãos sobre o seu filho o mais gentilmente que pôde e o pegou. Foi algo desajeitado, mas com cuidado excessivo. Caminhou com o filho seguro nas duas mãos e se ajoelhou diante o rei e a rainha. Tohr foi sua voz quando ele reclinou a cabeça.
— Meu rei, minha rainha, aqui apresento meu sangue... para servir a ti e a à sua nobre linhagem com satisfação e fidelidade.
O rosto duro do rei se desfez num breve sorriso quando ele tocou o peito da criança que chorava copiosamente. A rainha tocou os dedos do rei, e a criança se acalmou instantaneamente.
— Leve-o para a mãe dele. Ele precisa dela. Não é mesmo, meu rei?
— Claro.
***
O rei e a rainha deixaram o quarto, mas, pelos olhos de John, Tohr sabia que ele queria que ele ficasse. Jane e Ehlena terminavam os cuidados com Xhex. John tomou seu filho de sua shellan mais uma vez, teve a ajuda de Ehlena para enrolar o pequenino numa manta quente, e caminhou devagar até onde Tohr estava. Os olhos do grande guerreiro estavam límpidos, mas John sabia o quanto ele estava emocionado.
Os lábios de John se moveram devagar dizendo a palavra “pai”. Emocionado, Tohr recebeu o pequeno embrulho em seus braços.
— Sim, meu filho, eu tomo conta dele enquanto você cuida de sua shellan — Tohr disse entendendo.
John sorriu ao ver Tohr com seu filho nos braços, e não resistiu a ir até ele e abraçá-lo. Foi um abraço desajeitado por haver um recém-nascido entre eles. Mas era um abraço que ambos esperavam havia tanto tempo...
Jane foi quem rompeu o momento.
— John, ela precisa se alimentar. Está mais fraca a cada minuto.
— Vai, meu filho... Ela precisa de você — Tohr disse tentando soar firme.
John se afastou e caminhou até a cama. Xhex tinha os olhos fechados, e ele a tocou devagar.
— John, meu homem — ela disse apenas. Dava para se notar a fraqueza súbita e assoladora que a dominava.
Sem perder tempo, John se sentou na cama ao lado dela, colocando suas pernas sobre o colchão. Abaixou sua garganta próximo a ela e fechou os olhos.
Seria mais fácil dar sua artéria do braço, já que a alimentação feita na garganta tinha uma conotação mais sexual... Entretanto, ela enlouquecia se alimentar assim, a fazia se lembrar de outros momentos em que não tivera força para se alimentar.
Xhex se emocionou e se perguntou como podia existir um homem tão cavalheiro e especial como John Matthew. E ele era seu hellren... Em alguns momentos de sua vida, se amaldiçoara por ser uma fêmea, mas, naquele momento, amava e agradecia por ser uma.
O sangue de John fez maravilhas ao seu corpo, como sempre... E ela adormeceu logo após ele selar os furos de suas presas. Logo que terminaram, Tohr se aproximou e colocou a pequena criança ao lado da mãe, que instintivamente se aninhou a ela.
— Linda família, meu filho! Parabéns...
John sorriu tão largamente... Não poderia estar mais feliz.
Fim
Notas finais
E então sobreviverei, os que querem a minha pele depois de escrever isso? rsrs Comentem, a próxima está chegando Kisses
Fale com o autor