Irmandade da Adaga Negra: Amor e Drama
13 Série Amor a Três 01 Destination Anywhere / Josy
Notas iniciais
Nota da Autora
Amores , recomendo imensamente ler a história Pais e Filhos 02 para saberem sobre os e personagens e situações vividas aqui... Bom espero que curtam... não terá resumo específico sobre a fic , apenas digo que se trata de um romance a três.
Capítulo 01
Jane estava observando um vaso de flores quando sentiu a presença mística atrás de si. Sua alma estremeceu como quem recebe um choque, e foi incapaz de se mover, apenas esperou as palavras inevitáveis que esperava havia tanto tempo:
— Chegou a hora de partir, filha minha. Seu lugar no Fade está reservado há muito tempo. É hora de descansar e um dia surgir novamente... Um dia...
Se ela tivesse olhos reais, estaria chorando, podia jurar que sentira as lágrimas.
— Poderei vê-lo? — perguntou num fio de voz.
— Pelo jeito, os bons modos não foram repassados pelo seu hellren, bem, o respeito dele por mim nunca foi e nem nunca será dos melhores... Então eu a perdoo por isso. Mas a resposta é não. Pode ver a mulher que irá cuidar dele, mas não revele mais do que o necessário.
A misteriosa figura desapareceu, pouco antes de Jane se concentrar e tomar forma novamente num dos quartos da mansão.
Mahg estava adormecida, e Jane, com carinho, observou-a. Ela trajava uma camisola de seda rosa e curta. Jane a admirou. Ela parecia um anjo, seus cabelos longos e loiros estavam mais escurecidos, quase tão longos quanto os de Cormia. E ela tinha certeza de que se ela resolvesse se apresentar nua, poderia fazer de seus cabelos uma bela cortina. Havia se passado quase cinco anos desde sua transição, mas ela ainda era a mesma menina de sempre. Jane vira naqueles anos com atenção Vishous e Butch cuidarem dela, inclusive lhe ensinar a usar as presas.
Em sua transição, ela fora alimentada por Blaylock. O que se seguiu por um tempo, até que as confusões passaram a ser constantes. E depois que Mahg pedira a Qhuinn que se alimentasse dela, V achou mesmo imprudente que continuassem assim. Eles eram muito amigos, e V morria de medo que Mahg se envolvesse com aqueles dois em um triângulo amoroso. Sabia que eram um casal homossexual e bem aberto às relações. E, mesmo sendo fiel a Qhuinn, Blaylock não deixara aquele seu sorriso, que demonstrava que toparia estar com uma fêmea valorosa, dede que fosse junto a Qhuinn. E Mahg era excepcionalmente linda e convidativa. Jane sabia disso, com V tinha sido assim, V não havia escondido dela que já tivera uma certa apreciação por pessoas do mesmo sexo, porém aquele fetiche desaparecera desde que a conhecera, embora ela, às vezes, sentisse que V se retraíra, principalmente perto de Butch. Ela já se pegara pensando se os dois teriam tido algo se o destino fosse diferente.
Afastou aqueles pensamentos e se concentrou na vida de sua Mahg. Depois de todos os incidentes, V e Butch escolheram a dedo outro macho da Glymera totalmente homossexual para alimentar Mahg. Sehvero era um vampiro astuto o suficiente para não se envolver com a pequena que era o xodó da Irmandade, além de que ele não apreciava mesmo fêmeas. E o seu sangue era puro o suficiente para alimentá-la durante o tempo que ela precisasse. Era respeitoso, tinha uma vida dupla por causa de sua família e seus compromissos sociais, e alimentá-la seria perfeito para manter as aparências, enquanto ele apreciava mesmo era estar usufruindo dos prazeres do mesmo sexo.
Mahg gostava dele, mas não o suficiente para engajar algum assunto, até mesmo porque nunca ficavam sozinhos, sempre havia alguém monitorando a sua alimentação, que era sempre feita no pulso. E ele parecia realmente feliz por poder dizer que alimentava uma fêmea protegida pela Irmandade.
Mahg abriu os olhos e encarou Jane, que levantou o que deveria ser sua mão e tocou os cabelos loiros, tomando forma rapidamente.
— Oi, Mahmen! — ela disse feliz, porém se espreguiçando.
— Olá, querida.
— Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou com seu tom normalmente doce. E Jane se perguntou se ela seria sempre assim, suave, doce, meiga, embora, quando estava com raiva, se mostrasse quente e perigosa. Tremeu ligeiramente, sabia o quanto V gostava de ser duro, às vezes. Sua Mahg suportaria aquele lado dele? E se perguntou ainda se a Virgem Escriba estava certa com o que fazia. Ela era o contrário de tudo que V sempre gostara numa mulher. Às vezes parecia tão frágil que a fazia se lembrar de Marissa, a pobre que sofrera tanto... Mas Butch também era duro, e Marissa e ele tinham vivido bem antes que ela fosse ao Fade... E ela não podia esquecer que sua Mahg sabia ser forte, como quando alimentara Butch e brigara com Vishous porque queria lutar como Xhex. Talvez aquela união desse certo.
— Mahmen, algum problema? — perguntou Mahg mais uma vez, sentando-se dessa vez, o ar de preocupação em seu rosto.
— Chegou a minha hora. Preciso descansar, filha.
— Pensei que não ficasse cansada...
— Não é físico, não posso mais adiar o inevitável.
— Mas e o V? Ele sabe? Ele concorda? Não é justo nos deixar. O Vishous não vai suportar — ela disse deixando aflorar algo de desespero. — O Butch suportou perder a shellan dele, mas o V, não, ele não vai suportar.
— Você sabe por que o Butch suportou? Porque você estava o tempo inteiro lá, ao lado dele, e você também estará ao lado de Vishous.
Jane se afastou, retornando à sua imagem fantasma, e Mahg se levantou rapidamente da cama, tentando tocá-la.
— O Vishous precisa de você como Shellan dele!
— Não, não precisa, não, haverá outra.
— Outra? Ele... ele... — ela não pôde imaginar a ideia de Vishous estar traindo sua Mahmen. — Ele não pode amar outra fêmea! Não pode! — ela gritou as últimas palavras.
— Ele já ama. Adeus, minha filha... Adeus...
Mahg viu a imagem de Jane sumir diante seus olhos e tentou alcançá-la, e acabou abraçando o vazio.
— Mahmen!!!
Seu grito de dor ecoou pela mansão. Todos sentiram a forte corrente fria e o cheiro da dor de uma fêmea. Estavam todos assustados, pois uma tragédia atrás da outra acontecera na Irmandade. Tirando o bebê de Zsadist e Bela, que nascera saudável, primeiro tinham perdido Marissa, em seguida Beth, que fugira, fazendo com que Wrath ficasse fraco devido a não querer comer e se alimentar de sangue. Correram na direção daquelas ondas de energia. As luzes da casa tremeluziam, e alguns cristais se romperam. Os machos foram preparados para a guerra, todos achando que o inimigo estava atacando.
Capítulo 02
Vishous foi o primeiro a entrar no quarto de Mahg e se deparar com ela sozinha de pé no meio do quarto. Parecia com o olhar vidrado num canto, como se estivesse hipnotizada. Seus cabelos longos estavam soltos e revoltos. Butch, John Matthew, Xhex, Blaylock, e Qhuinn foram os primeiros a entrarem no aposento, e começaram a vasculhar cada centímetro. Enquanto Rhage, Z e Tohr vasculhavam os corredores, Wrath, que não estava forte o suficiente para lutar, mandara os Doggens reunirem as outras fêmeas da casa e o bebê e deixá-los na sala com ele, até que todos soubessem o que estava acontecendo.
— Mahg? Mahg? — Vishous a sacudiu firmemente, seus dedos se cravando na pele muito branca.
— Eu te odeio, Vishous, eu te odeio. Por sua causa, ela se foi. Por você amar outra mulher, ela se foi para sempre. E eu te odeio, odeio!!! — ela gritou desesperada, tentando se desmaterializar, mas Vishous a segurou firme.
— O que você disse?
Mas ela não respondeu, apenas tombou, totalmente pálida e inconsciente.
***
Butch segurava o braço de Vishous. Os olhos de seu amigo estavam extremamente frios e sem emoção, de uma forma que ele nunca tinha visto. Ele se lembrou de todo seu próprio sofrimento ao perder sua shellan, e o sofrimento de Tohr ao perder Wellsie.
— V? V? — ele chamou repetidas vezes, mas não houve resposta. O Irmão era um bloco de gelo, e todos ao redor podiam sentir o frio. — Me escuta, tenta ficar calmo, não precisamos que se perca como Tohr se perdeu, e como eu... quase me perdi.
— Não me dê ordens... — V rosnou. — Sabe que eu o mataria com um toque? — V disse de forma animal.
Butch o olhou firme.
— Mate então, estará me fazendo um favor, porque eu sei exatamente a dor fodida que você está sentindo. Então não venha com esse papo de menino mimado... — Butch disse, e, antes que ele pudesse raciocinar, V o derrubou com tanta fúria que nenhum dos Irmãos que estavam por perto esperavam. Z e Rhage tentaram tirar V de cima de Butch, mas ele estava irredutível, e estava extremamente mais forte, movido pela raiva, dor e frustração.
— Você é um desgraçado, pensei que fosse meu amigo! — V rosnou, um dos antebraços apertando a traqueia de Butch fortemente.
— Solte o Butch, V, deixe-o te dizer o que ele quer. Assim não vão chegar a lugar nenhum... — Rhage disse prudentemente.
— E quem disse que eu quero chegar a algum lugar? Não tenho mais destino sem minha shellan... — V disse tristemente se soltando de Butch e se afastando. Sentou-se numa poltrona de frente às janelas.
Z e Rhage ajudaram Butch a se levantar do chão, e Rhage o alertou, quando viu que ele pretendia se aproximar de V novamente.
— Vishous, você tem um destino. Me deixa ser seu destino. Eu e a Mahg.
V levantou os olhos e encontrou os de Butch. Sentiu que algo dentro dele se derretia, de repente não estava mais tão frustrado pela perda de sua shellan, a amava, era fato. Mas sabia que superaria.
— A Mahg me odeia.
***
Os três dias seguintes foram tortuosos para V, e também para Butch, que dividia a sua atenção entre uma Mahg em coma e um V totalmente diferente com o qual estava acostumado a lidar. Ele estava fraco, intolerante, sensível, e, acima de tudo, temeroso.
Butch sorriu, era estranho ver o V, um cara tão poderoso, tão durão, estar totalmente vulnerável. Sorriu mais uma vez, não que se divertisse com a dor e o sofrimento do amigo, pois ele sentira, senão pior, igual ao seu amigo, mas era que ele estava tão mais viril, tão mais duro, e cada vez mais louco. V estava no limite, se Mahg não acordasse logo, Butch não sabia até quando conseguiria controlar a fúria contida do amigo.
— Mahg, ei! Acorde, o Havers disse que você está padecendo emocionalmente, mas acorde, o V também está sofrendo. E eu também, volte para nós, Mahg. Precisamos de você.
Butch repetiu como um mantra o que vinha dizendo nesses últimos dias, sua voz baixa e rouca, implorando a ela que retornasse. O perfume dela era suave e estava fraco... Mas não menos perturbador. Butch aspirou profundamente, sentindo seu corpo reagir. Ele estava louco.
V entrou no quarto e pigarreou. Butch se afastou como uma criança pega em flagrante.
Os olhos diamantinos de V o perscrutaram por alguns instantes, e Butch rezou para que V não sentisse o cheiro de sua excitação, que era mínima, mas existente.
— Me deixe sozinho.
— O que vai fazer?
— Me deixe sozinho — ele pediu novamente, igualmente frio, sem poder encarar o irmão à sua frente, que deu um muxoxo de descontentamento e saiu.
Vishous se aproximou da cama. Mahg estava inerte, e tão linda!
Acariciou o rosto dela com a mão normal. Sua pele estava morna, e ele a sentiu estremecer.
— Até quando vai fingir? — ele perguntou, levando a face muito perto da dela, sua respiração com certeza aquecendo a pele alva. — Pode mentir para todos, mas não para mim. E o Butch vai ficar verdadeiramente sentido se souber que vem aqui implorar todos os dias em vão. Pare com isso, você precisa me enfrentar, e me dizer o que sente. Vai fugir até quando?
— Te odeio... Te odeio... — ela disse fracamente ainda sem se mover, e Vishous não pôde evitar um traço de sorriso que surgiu em seus lábios.
— Isso eu já sei. Eu também me odeio. Mas quero saber os motivos para merecer o seu ódio. Não creio que ele seja sensato. Mahg, olhe para mim... Anda, sua pirralha de merda, eu estou mandando! — ele gritou, demonstrando o quanto estava descontrolado nos últimos dias. — Eu também estou sofrendo com essa porra toda, e eu quero a minha shellan de volta! Poderia me dizer o que aconteceu?
— Ela foi embora para sempre, para sempre! — Mahg gritou furiosa e se levantou sem abrir os olhos, afastando-se tão rápido que V não pôde impedi-la, e ela se desmaterializou à sua frente.
— Inferno! — V rugiu, abrindo a porta. Ela não podia ter ido muito longe, estava fraca demais, e ele ainda a sentia por perto.
***
Butch estava sentado na sala da mansão. Estava jogado no sofá, ainda pensando na situação dos últimos tempos, a perda de sua filha, de sua shellan, a perda que Wrath estava amargando, agora o sofrimento de V e de Mahg, e esse desejo insano que ele estava sentindo por ela... e por Vishous. Nunca tivera queda para homossexualismo, mas tinha que admitir que ele e V tinham uma ligação incomum. O que deixaria as pessoas pensando que eles eram...
Nesse momento sentiu uma presença no corredor, logo em frente à escada, mas, definitivamente, essa pessoa não descera por ela, ou ele teria percebido. Virou-se a tempo de ver Mahg de pé correndo em direção à porta, enquanto de seus lábios brotava apenas um murmúrio:
— Sol!
Num salto, ele se ergueu e entrou na frente dela antes que ela alcançasse a porta. E a segurou pelos ombros.
— Sol, preciso de sol.
— Mahg? Está louca! Você morreria.
— Já estou morta. Deixe-me, quero ir ao sol, preciso estar no sol — ela se debateu debilmente.
— Não. Não precisa, não posso perder você também, leelan, seria meu fim — ele disse sentindo os olhos arderem. Maldita hora para ser emotivo, mas vê-la daquela maneira era o mesmo que feri-lo. — Leelan, por favor, eu prometo cuidar de você, por favor, por favor... pare — ele disse emocionado.
Vishous chegou do alto na escada a tempo de ver Mahg se aconchegar a Butch tanto que suas pernas passaram pela cintura dele, e ele a carregou enquanto ela chorava desconsolada.
***
Levou horas para que Butch acalmasse Mahg, mas enfim ela lhe contou o acontecido.
— Por isso eu o odeio!
— Mahg, o V é meu amigo, meu Irmão e meu companheiro, e o conheço profundamente. Você o está odiando por ele ter amado outra mulher além de sua shellan, mas essa mulher é você. O Vishous não merece seu ódio — ele disse sério, e Mahg o olhou. — Não, Mahg, ele não merece, ele é um cara durão e está sofrendo como o inferno. E sei por quê, sei coisas do passado dele que você nem imagina.
— Ótimo, me conte.
— Jamais, isso é entre você e ele. E se ele não te contou, não sou eu quem fará isso. Se ele não te contou nada, é porque ainda não confia plenamente em você. A vida do V não é exatamente um livro aberto.
— Então que ele se foda! — ela quase gritou. — Estou pouco me lixando para o V e toda a porra que ele sente.
— Mahg, onde está a doce Mahg que eu conheci?
— Ela morreu junto com a partida de minha Mahmen, e não voltará nunca mais.
Butch suspirou profundamente, buscando paciência, ela estava agindo como se ainda tivesse dez anos.
— Olha, você só precisa tomar um bom banho, relaxar, se alimentar de sangue e de comida, e verá tudo de uma forma melhor.
— Quem disse que pretendo me alimentar?
— Posso sentir que tem fome, Mahg, e todo esse desgaste emocional deve ter aumentado sua necessidade de sangue.
— Não vou cair nessa sua lábia, não me alimento e pronto — ela disse, e se deitou, virando-se de bruços e tampando a cabeça com o travesseiro. — Ah, e diga ao Vishous que eu não quero vê-lo — ela disse destampando a cabeça por minutos e voltando a cobrir.
— Menina mimada!
Butch saiu do quarto praguejando, ela precisava era de umas palmadas naquele traseiro, lindo traseiro por sinal.
Perdidos em seus pensamentos, encontrou Vishous no corredor. Ele estava encostado numa das paredes, sua expressão se tornava ainda mais dura com o charuto nas mãos. Sentiu vontade de ir até ele e o abraçar, talvez beijá-lo e... Que pensamentos idiotas.
— Qual é a novidade, além de ela se negar a me ver? Consegui ouvir os últimos gritos dela.
— Não liga, V, ela é uma menina muito mimada.
— Acho que a culpa disso é nossa.
— É, ela não quer se alimentar, e a fome dela já está grande. Não sei quanto ela vai resistir com essa atitude idiota e infantil.
— O que ela disse sobre minha shellan? Ela volta...
— Ela não vai voltar, V.
Vishous fechou os olhos e mordeu seu lábio, seu coração sangrando. Os dois caminharam lado a lado para o quarto de Vishous, onde Butch repetiu a história contada por Mag.
— Não pode ser. Não pode. Não é justo — V disse se jogando na poltrona, e Butch se sentou ao seu lado e tocou o peito do amigo, espalmando a sua mão sobre seu coração.
— Não é. É a realidade, e sei que você pode lidar com isso, V. Você é forte aqui — ele encorajou.
— Não, Butch, não sou tão forte assim... Eu não sei se... — V disse desanimado.
Butch tocou o rosto dele, fazendo-o olhá-lo.
— Sim, V. É. Juntos, podemos.
O silêncio reinou por uns instantes, e Butch se aproximou, queria apenas abraçar o amigo. Abraçou-o, e ele se abandonou ao abraço de uma forma que nenhum dos dois esperava.
Butch apertou sua bochecha contra a de V, e, inconscientemente, seus lábios sentiram uma necessidade de tocar a pele áspera por causa do cavanhaque. E ele fez, talvez porque estivesse carente demais... Era tanto tempo sem sentir um carinho verdadeiro. As fêmeas cujo sangue ele vinha utilizando para se alimentar não o satisfaziam, ele precisava de amor... Um amor que Vishous poderia lhe dar.
V sentiu os lábios de Butch o tocando... Um toque sutil, que ele achou ter imaginado, mas depois percebeu ser real. Butch tinha o dom de mantê-lo no chão, enquanto ele queria simplesmente sumir. Virou-se lentamente e encontrou o amigo de olhos fechados. Teve medo de atrapalhar aquele momento, aquela amizade, mas foi inútil. Precisava do alento dos lábios dele. Não era segredo que ele já se envolvera com o sexo oposto, mas conhecia bem Butch para saber que, para ele, aquilo era um tabu. Mas sua vida já estava mesmo uma merda, se estragasse ainda mais... Virou-se e tocou os seus lábios nos de Butch.
Não importava qual fosse o destino para o qual aquelas ações os levariam... Não importava, eles estavam disposto a seguir... Qualquer que fosse o destino... Destination Anywhere...
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