Irmandade

47 Cairo


Notas iniciais
A aparição dos Lincans

Cairo, Egito. Três da Tarde

Local escolhido: ruelas da capital.

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Os Lincans preferiam se situarem em diversos pontos da cidade, diferente dos demais preferiam ficar separados, causariam mais desse jeito, além é claro que trabalhavam melhor sozinhos do que juntos.

Não sentiam alegria, muito menos prazer. Apenas mantinham-se serios, focados, frios.

Era apenas mais uma ordem em meio á tantas que recebiam, necessariamente ela não tinha significado algum.

Mais internamente sentiam-se aliviados por enfim não terem mais que agir ás sombras. Mostrariam á todos como os Lincans eram melhores.

Gantz caminhava por uma feira descalço tinha desenhado o simbolo alquimico da terra na palma de seus pés, tendo assim total contato com a terra que estava meio quente.

Suas mãos estavam nos bolsos, andava com a cabeça meio abaixada, não queria olhar para seus espectadores agora.

Deu mais alguns passos fechando os olhos, respira fundo. Era hora de começar.

Bate seu pé levemente contra o chão, usava a terra que havia por entre os ladrilhos como objeto de troca para o seu objetivo.

Pilares de terra erguem-se por onde passa, aos poucos foram-se delineando, formando uma especie de teto ao estilo grego.

Finalmente Gantz abri seus olhos para ver o resultado do seu trabalho.

Fica surpreso ao ver os olhos faiscantes das pessoas que contemplavam sua obra e ao mesmo tempo ele.

Esperava que ficassem chocados, que gritassem, mais não, todos estavam admirados, facisnados.

Sorri internamente e retoma sua caminhada. Os rostos daquelas pessoas estavam agora entalhados em sua memoria.

Abdul caminhava por uma rua movimentada sem saber ai certo o que poderia fazer para se exibir.

Estava imerso em seus pensamentos quando ouve um grito de socorro, ajuda.

Volta seu olhar para frente á tempo de ver uma mulher de meia-idade gritar apontando para um garoto que corria rumo á Abdul:

-Ladrão! Ladrão!

O jovem passa por Abdul perto o suficiente para que alguns fios de seu cabelo esvoaçassem. Num reflexo rapido, Abdul bate as duas mãos, levando-as ao chão, uma transmutação basica e rapida.

O jovem é preso dentro duma gaiola surgida do chão. Surpreso e desesperado vai de contra as barras de terra á fim de quebra-las.

-Não perca seu tempo, garoto — diz Abdul caminhando rumo a gaiola

O garoto não lhe dá ouvidos, as pessoas olhavam tudo chocadas. A mulher roubada aproxima-se junto com um policial. Abdul aproxima-se da gaiola e diz:

-Acabou garoto. Paremos com isso.

O jovem o olha surpreso, recua amedrontado. Abdul trinca os dentes, volta-se para a mulher e pergunta apontando para o garoto:

-Aquela bolsa é mesmo sua?

-Sim, é minha — responde a mulher acuada

Abdul volta seu olhar para o jovem, estendendo sua mão pra ele diz numa voz autoritaria:

-Me dê a bolsa.

O jovem continua do mesmo jeito. Abdul suspira fundo, detestava pessoas tolas. Com o indicador toca uma das barras fazendo uma pequena abertura aparecer, entra.

Sua pequena e curiosa plateia olhava tudo com olhos arregalados.

O que aconteceria com o jovem?

Abdul caminha até ele com um olhar gelido. Tentaria pela ultima vez ser calmo com o jovem.

-Garoto, seje inteligente e me dê essa bolsa — diz ele estendendo a mão na direção do jovem.

O jovem aperta a bolsa contra seu corpo. Ainda pensava que se safaria, que tinha uma chance.

Era uma pena que fosse Abdul quem o prendera, era uma pena.

Abdul agaicha-se, olha diretamente para os olhos do jovem amedrontado e diz numa voz autoritaria, gelida:

-O inferno não é um mal lugar se você for valioso.

O jovem o olha confuso, sente que algo atravessava seu corpo e que uma dor consumia seu corpo. Grita quase que inaudivelmente. Põe a mão no peito, sente algo molhado, abaixa seu olhar e vê seu sangue derramando proveniente dos ferimentos que tinha no torax.

Alguém lhe tira a bolsa suavemente, só tem tempo de ouvir um \"cuide-se\" antes de apagar por completo.

Tudo isso em menos de um minuto.

Abdul caminhava por uma viela, o policial não tinha como prendê-lo pois estava petrificado, assim o alquimista aproveitou para sumir.

Seu show não fora heroico, não fora belo. Foi um show aterrorisador para todos.

Selim escolhera o porto como palco. Caminhava á passos lentos, não tinha pressa, tinha paciência.

Ajeitou seu casaco e retirou suas luvas.

Aproxima-se aos poucos do pequeno porto cheio de gente.

Para, bate palmas, em seguida leva as mãos ao chão.

Tinha terra ao redor o suficiente para uma transmutação.

Surgem estatuas bastante trabalhadas ao redor do porto.

Algumas pessoas dão gritos de surpresas, outras apenas olhavam para as estatuas com olhos arregalados.

Selim virava-se para ir embora quando umas crianças o rodeiam fascinadas e falam em coro:

-Faz de novo! Faz de novo!

Selim olha-as e suspira. Não fazeria mal atendê-las.

Bate novamente as mãos e as leva ao chão.

Alguns brinquedos são criados, as crianças correm alegres para pega-los.

Selim limpa suas mãos, coloca novamente as luvas enquanto caminha.

Tinha feito seu trabalho sem problemas. Mais e agora?

Qual era o proximo passo?

Davi estava em pé sob o telhado de uma casa, olhando o movimento da rua. Não sabia necessariamente o que fazer.

Sua timidez agora não aparecia, coisa que agradecia.

Olha para o ceú, como se quisesse que os anjos iluminassem seu caminho.

Volta seu olhar para a rua. Suspira e bate palmas.

Leva suas mãos ao chão.

Um pilar surge, atingindo a altura da casa onde Davi estava. Este pula para o pilar, olha as pessoas que o olhavam embasbacadas.

Sorri pra elas e prossegue seu plano.

Novamente leva as mãos ao chão agora a superfície do pilar, cria outro em conjunto com uma pequena passarela.

Caminha rumo ao outro pilar.

Segue desse modo até um determinado ponto onde cria uma rampa para descer.

Seus espectadores o olhavam surpresos e ao mesmo tempo fascinados com ele.

Davi sorri pra todos, pega uma maçã na banca de um homem e lhe joga uma moeda como pagamento.

Ele caminha alegre comendo a saborosa maçã.

Davi achava que o dia tinha sido proveitoso.

Tinha cumprido á ordem e ainda tinha se divertido. Não poderia perdi mais nada...

Notas finais
Quem gostou deixa review e quem não curtiu também deixa.
Bjos
Proximo cap, as Linfens entram para arrasar.