Irmandade

48 Teresina


Notas iniciais
A aparição das Linfens

Teresina, Piaui. Nove e meia da manhã

Lugar escolhido: ponte José Sarney.

\"PONTE

Tais, Even e Ana esperavam na praça do Poty por Fabricia que estava bem atrasada.

A manhã estava meio nublada, o tempo meio frio. O que lhes permitia usar seus casacos.

Even e Tais carregavam também patins proprios para o gelo. Iriam após tanto tempo patinar novamente.

Ana volta seu ohar para o ônibus que estacionava á sua frente, vê que Fabricia descia. Levanta-se e diz:

-Vamos, a anjinha desmiolada chegou.

Tais sorriu sem humor. Even as olha com repulsa e trinca os dentes. Ana encolhe-se e Tais olha Even irritada.

-Foi mal. Me esqueci que tinha que vir — explica-se Fabricia quando as alcança

-Tipico de anjo — resmunga Even

-Fecha essa boca, Even — pedi Tais

Even ia abrindo a boca para falar mais Fabricia toma a palavra:

-Gente por favor, agora não.

Even a olha em seguida vira-se emburrada, diz caminhando:

-Vamos suas inuteis.

-A unica inutil que tem aqui é você — rebati Tais

-Por favor — pedi Fabricia — Controlem-se por agora.

Even trinca os dentes. Apressam o passo tinham que ser rapidas e precisas.

Todas apesar de não desmonstrarem estavam alegres por acabr com o segredo. Estavam serenas, acreditavam que tudo ocorreria bem.

Passaram por entre uns pescadores sorridentes. Seus casacos esvoaçavam com o vento.

Caminham pela ponte, até o meio. Even tira sua sandalia a guardando na bolsa. Ela junto com Tais colocam os patins.

Todas ajeitam seus casacos, o tempo iria esfriar um pouco.

Todos que passavam as olhavam curiosos, o que elas pretendiam fazer?

Ana estava descalça, a unica parte que pretendia molhar era os pés. Olha para suas mãos que tinham o simbolo alquimico da agua desenhado em ambas, o mesmo simbolo também tinha desenhado nos pés.

Suspira pesado, era hora de começar.

Com um leve suspiro, pula.

Descia numa velocidade sustentavel, bate palmas. Uma transmutação um pouco rapida.

Seu corpo atinge a águra sem impacto, como se tivesse apenas dando um passo.

O simbolo em seus pés permitia que caminhasse na água.

Fabricia pula, com um rapido movimento, utiliza-se da sua pulseira, necessariamente da prata para uma transmutação. O ar torna-se pesado, reduzindo drasticamente a velocidade.

Graças ao simbolo alquimico que também tinha nos pés, permanece de pé sobre a agua.

Ambas iriam controlar a agua criando varias coisas, o essencial uma enorme placa de gelo estendida por varios metros seria criada, seria usada por Even e Tais.

Necessariamente, tudo não iria passar de um treino.

Ana levanta seu olha para Tais, pedindo a confirmação para o controle. Tais assente rapidamente.

Já havia alguns pescadores na água, que ficariam encalhados por algum tempo.

Ana e Fabrica tocam seus calcanhares na água.

Instantaneamente a água começa a se solidificar. Aos poucos o rio começa a ter a aparência de uma larga plataforma de gelo.

Pessoas começaram a se aglomerar ao redor do rio e na ponte.

-Vamos — diz Tais pulando

-Bastarda — resmunga Even enquanto pula

As duas repetem o mesmo processo de transmutação de Fabricia. Tocam a placa de gelo com um pouco de força.

Todas agora estavam reunidas sob o rio Parnaíba agora congelado.

Tais patina até Ana e Fabricia e diz:

-Usaremos de 10 minutos. Comecemos.

-Vamos então — diz Fabricia

Tais assente com a cabeça e se afasta delas. Julian olha para Fabricia em seguida leva suas mãos á placa de gelo. Transmuta o gelo, criando longas estacas por toda a extensão. Tais e Even esquivam-se habilmente.

Fabrica tica seu pé esquerdo na placa, cria pequenas depressões.

A meta é de que Tais e Even chegassem ao final da placa passando por todos os obstaculos que Julian e Fabricia colocassem.

Louise bate palmas e toca com a mão direita uma estaca que se transforma numa rampa que ela toma adquirindo velocidade.

-Idiota — murmura Tais enquanto suba uma pequena depressão.

Uma multidão se formara sob a ponte e nas proximidades. Todos queriam ver o espetaculo incomum que ocorria.

O quarteto estava alheio á sua plateia. Concentrava-se apenas em cumprir a ordem com êxito.

-Quem você acha que ganha? — pergunta Ana vendo Tais e Even se distaciarem

-Que ganha o que? -´pergunta Fabricia a olhando confusa

-A corrida, Fabricia — responde Ana caminhando sobre a placa de gelo

-Ah! Tais ganha — diz ela arrumando o cabelo bagunçado

-Também acredito, mais a Even tem grandes chances de ganhar — opina Ana sentindo o frio subir por seus pés.

-Vamos esperar pra ver — diz Fabricia batendo seu calcanhar na placa

Ouvem o estrondo de pilares sendo erguidos, logo vêem os grandes pilares de gelo á sua frente.

-Even á essa hora deve tá xingando muito á gente — diz Fabricia sorrindo largamente

-Concordo — diz Ana levando suas mãos ao chão

Ouvem um novo estrondo, novas estacas haviam surgido.

Param para colocar suas sandalias.

-E ai? Se acertou com o Wesley? — indaga Fabricia

Ana a olha um pouco confusa. Fabricia esclarece:

-Vocês se reolveram ou não?

-Não tinhamos nada para resolver — diz Julian rispida

Aham... Vocês se despediram e nem deram um selinho? Qualé, Ana. Todos sabem que vocês estão...

-Não temos nada, Fabricia — Ana a interrompi — Por isso não imagine demais.

Fabricia a olha inquisitiva, sabia que os dois se gostavam, todos sabiam.

Recomeçam a caminhar, Ana indaga:

-Sabe o que se diz sobre os FireBlade?

Fabricia apenas a olha, Ana continua:

-Que eles são ótimos ficantes, pessimos namorados.

Fabricia sorri largamente, ela acaba de confirmar que os dois estavam se gostando.

Ana entende que ela compreendeu, sorri voltando seu olhar para frente vendo que Tais e Even retornavam.

O show tinha terminado...

Notas finais
A ultima apresentação foi ou não foi boa?
Me deixem reviews dizendo se curtiram ou não.
Proximos capitulos enfim a guerra começa.
Até lá.