Inverno

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Infidelidade

Ao certo, eu diria que estava morto, ou melhor, que iria morrer. Sabendo o que viria se não soubéssemos dizer o que estávamos fazendo, apenas desejei que Liam soubesse lidar com a situação. Era algo extremamente constrangedor, mas eu não sabia se estava sentido vergonha pelo loiro estar em cima de mim ou por seu membro ereto.

— E então, quem venceu? — Ele indagou sorrindo deixando-me numa situação pior. Se eu já não sabia o que fazer, não estava entendendo sua indagação.

Liam retirou suas mãos de mim e sentou-se — imaginei que estivesse apenas escondendo o que antes estava rígido — e continuou a sorrindo. Se eu também não entendia o motivo do sorriso, imagina Anna?

— Dessa vez, eu venci, John. Falei que atualmente tinha forças suficientes para ganhar uma luta contra você. — Falou, levantando-me.

— A-ah, eu deixei. — Sorri tentando parecer o mais convincente possível.

— Deixou? Você quase se matou pra tentar me imobilizar.

Finalmente consegui entender o que Liam estava falando, e confesso, era uma boa ideia. Mas eu não tinha coragem de olhar nos olhos de Anna. Mentiras tem perna curta e essa teria uma perna curtíssima se essa história não tivesse sentido.

— Eu quero participar. — Lana correu jogando-se em cima de mim, com sua pouca força, deitou-me na cama. — Vem Liam, o derrubei para você.

Lana, ao contrário de Liam, fazia-me cócegas, o que retirou de mim uma gargalhada. Anna continuava em pé, tentando entender o que se passava, até ceder.

— Mas afinal, o que aconteceu com esse quarto? — A garota indagou observando os objetos destruídos.

Nesse momento eu segurei as mãos de Lana e a retirei de cima de mim. Fui até Anna — controlando-me para não deixar nada óbvio — e sussurrei em seu ouvido:

— Liam precisa da sua ajuda. A primeira parte eu já fiz, conclua.

Foi rápido captar o que acontecia, tanto porque ela namorava Liam e conhecia-o, não tanto, mas conhecia.

— Estou indo. — Me virei sorrindo.

— Não, fica mais um pouco, John. — O dono dos olhos cinzas levantou-se.

— Não, Liam, Anna vai saber lidar com isso melhor do que eu.

— Sabe, John, eu gosto de você. —A garota pronunciou enquanto sorria.

— Eu também, Adam tinha razão quando me falou sobre você.

— E o que ele disse?

— Sobre você ser uma das poucas pessoas legais do inferninho. Eu realmente terei que ir, e da próxima vez, Liam, pensa antes de fazer merda. E sim, estou te repreendendo. — Sorri, porém, recebi em troca outro sorriso, ele havia entendido minha ironia.

E dei de costas, deixando para trás o que em minutos antes estava sobre mim. Sei que estava fazendo algo errado por duas vezes, a primeira, eu já estava colocando na cabeça que aquilo era certo, mas a segunda era Anna, namorada de Liam. Seria mais fácil se eu não simpatizasse com ela — mesmo me sentindo podre por beijar alguém comprometido — mas a mesma nunca me fez mal algum.

Liguei pedindo um táxi e esperei por alguns minutos em sua porta — mesmo com ninguém percebendo —, o engraçado fora pegar o mesmo motorista que me trouxe aqui. Às vezes, coisas raras acontecem e isso é considerado raro, vendo que até mesmo ele sorriu quando o informei o endereço.

— E então, entregou a jaqueta? — Indagou Adam, sorrindo quando notou minha presença na sala.

— Entreguei.

— E aí? — Ele se jogou no sofá esperando algo.

— O que você quer saber, Adam? Não aconteceu nada, eu entreguei sua jaqueta, tivemos um papo e fim.

— John, abre o jogo.

— Do que você está falando? — Eu sabia perfeitamente, mas... O que o levou a fazer tal pergunta?

— Você é gay? Você e Liam tem um caso? Pode dizer a verdade.

— Puta que pariu! — Eu gritei, sim, me alterei — Ficou louco, Adam? Vai à merda velho.

— Calma...

— Calma? Tu não tem noção de como me irritou profundamente com esse tipo de pergunta. Na boa, eu vou subir, nem me segue.

— John, desculpa, eu só...

— Sem desculpas, Adam.

— Por que você está gritando, John? — A voz da minha avó na presença da minha mãe, por um instante, apaziguou o lugar.

— Por nada. — Tentei voltar ao tom de voz normal — Eu só preciso descansar.

— Descansar? Onde é que você foi, John? — Dessa vez, quem indagou fora minha mãe, segurando em suas mãos uma colher ainda coberta de chocolate, o cheiro que vinha da cozinha era delicioso e provavelmente estavam fazendo bolo.

— E-eu... — A pergunta, transformou meu estresse em nervosismo.

— Tínhamos trabalho para fazer e como estamos em grupos separados, ele teve que ir sozinho. E bom, chegou estressado como você estão vendo. E ainda falam que estudar é bom. — Usou do seu sarcasmo para tentar me fazer rir.

Mesmo inventando uma desculpa que caiu bem para as duas mulheres, ainda continuei chateado com ele. Fui ao meu quarto e tranquei a porta, justamente por saber que ele iria tentar entrar. E até tentou, vi a maçaneta girar, porém, logo desistiu quando percebeu que estava trancada. Quem ele era pra me chamar de gay? Era meu primo, eu sei. Mas acho que nunca dei tamanha liberdade para usar de tais palavras.

Eu estava com Liam, com o loiro das orbes cinzas. Até agora eu estava sentindo o seu cheiro e o toque dos seus lábios. Neste momento ele estava tendo alguma conversa com Anna, ou até mesmo, fazendo alguma atividade juntos. Mas isso é ótimo para ele, vendo-o no estado que o encontrei, a presença de alguém ajudaria bastante. — Ao final, percebi que meus pensamentos passaram a se focar no loiro substituindo os pensamentos de minutos atrás sobre a breve briga com Adam.

Durante todo o jantar, Adam e eu não trocamos uma palavra. Tenho que confessar que era chato não tê-lo pegando no meu pé e falando sem parar. A brincadeira, acusação, ou melhor... Afirmação tinha me pego de surpresa e aquilo realmente me estressou, vendo que eu ainda não estava preparado para isso. Após o jantar fui direto para o banho, já que estava louco para dormir.

Estava terminando de por a roupa quando a porta do quarto fora aberta. Maldita hora em que esqueci de trancá-la, sabia que Adam iria surgir a qualquer momento.

— Eu só estou aqui pra pedir desculpas. — Disse.

— Eu sei.

— John, para. Me desculpe de verdade, pode me chamar de babaca se você quiser. — Adam parecia mesmo estar arrependido.

Coração frouxo.

— Vem cá, imbecil. Me dá um abraço. — Falei abrindo os braços e sorrindo.

Ele não pensou duas vezes antes de correr e me apertar feito uma criança recém-nascida.

— Está bom, Adam, agora pode me soltar. — Já estava ficando sem ar com aquele abraço apertado. — E bom, eu realmente estou a fim de dormir.

— O deixarei dormir, mas amanhã, bom, amanhã é domingo e costuma ser um dia chato, nesse caso, precisamos pensar em algo. Chega de passar domingos em casa, John.

— Pensa em algo e amanhã você me diz.

Adam sorriu — era o que mais fazia — e saiu do quarto, finalmente deixando-me sozinho. Cacei por cerca de cinco minutos meus fones de ouvido para poder ter consideravelmente uma noite perfeita.

O domingo chegou e passou rápido. Adam insistiu para que fossemos visitar algum lugar, porém, eu preferi optar por ficar em casa e lógico que ele não se agradou, mas caçou algo pra assistirmos, e até mesmo me convidou para prepararmos alguma comida para comermos na ausência daquelas que sempre cuidavam da cozinha. Resultou em um fogão podre e louça suja, o que mais tarde, levei gritos de minha avó reclamando sobre o que havia acontecendo. Acho que peguei trauma de cozinha e Adam apenas ria de mim, quando calado abaixei a cabeça e fui para o quarto.

Não tive nenhum contato com o loiro desde o sábado. Na segunda feira apenas trocamos breves olhares no início das aulas e logo seguimos para nossos destinos. Passei exatos cinco minutos na biblioteca com Adam até decidir descer só para observá-lo um pouco mais. Era um absurdo, mas aquilo não iria me matar, apenas aquietar o coração.

— Você vem ou vai preferir ficar viajando nesse livro? — Perguntei, pois minutos antes Adam estava reclamando.

— Não. — Respondeu de forma firme.

— Eu vou descer certo? Depois não quero que tu fique com essa cara.

Após terminar de falar, dei de costas até passar pela saída da biblioteca, desci as escadas e enfrentei a multidão de demônios — pessoas irritantes — sentados nos degraus. Até dei de cara com um garoto que tinha dez vezes o meu tamanho, mas para esse, preferi abaixar a cabeça e sair andando, vendo que minha força seria inferior a dele. Ou não, vai saber.

Ao chegar no pátio, meu olhos fora de encontro no banco em que Liam sempre costumava ficar, e lá estava ele sentado, observando e rindo dos babacas que brigavam a sua frente. Vê-lo sozinho, na ausência de Tobias e Anna, era algo considerado estranho. Iniciei meus passos até chegar ao seu lado e fazê-lo notar minha presença, o que o fez sorrir de imediato.

— E então, melhor? — Indaguei, referindo-me à tarde de sábado.

— Não, desde o momento em que você saiu do quarto, a angústia voltou. — Brincou.

— Se eu te falar que você parece um ator de novela mexicana, tu não me bates?

...

— Por que choras? — Encontrei Liam chorando no caminho que pegávamos para chegar à escola.

— Minha vida é horrível, John. Eu tenho certeza de que não era pra ter nascido.

— Não é pra tanto, Liam. Temos dias ruins, é normal.

— Mas os meus dias não costumam ter fim. Primeiro tem os garotos que abusam da minha fraqueza e eu não consigo combatê-los sozinhos, e tem os problemas da minha família e esses são mais tensos. Eu odeio meu pai! — Disse, enxugando as lágrimas que desciam sem parar do seu rosto.

—Não fala uma palavra dessas, Liam, meu pai costumava dizer que ódio é uma palavra tão forte quanto o amor.

— E-eu sei — fala entre soluços — mas é que você não...

— Olha, você ta parecendo aquelas moças de novela mexicana. — o interrompi — Pode ao menos sorrir?

Liam engoliu o choro, mesmo com as lágrimas lutando para sair. Ele apenas socou meu braço e disse:

— Nunca mais me chame de moça. — Sorriu.

...

Liam me olhou atravessado, mas logo exibiu sua arcada dentária. Fazendo o mesmo gesto que fizera anos atrás, fechou o punho e socou meu braço. Eu imaginei que não fosse doer, mas confesso que doeu. Passei as mãos para aliviar a dor e não demonstrei incomodo, caso contrário, eu iria pagar de fraco para quem... Liam? Não.

— Vocês dois juntos... parece que Anna fez uma bela troca.

Quem além de Henry poderia nos provocar? Ninguém.

— Pode ir dando meia volta, Henry. — Disse Liam, também provocando o moreno.

— Eu irei conceder seu pedido, Liam, mas antes, lembra a sala onde acontece as mais diversas loucuras? Se não me engano — pausou e sorriu — vi Anna lá em poses estranhas.

— Mais uma de suas mentiras? —Adam surgiu atrás do moreno e aquilo me surpreendeu.

— Era só quem faltava. — Provocou o moreno.

— Lógico. Mas então, qual é a mentira dessa vez?

— Olha aqui... — Henry pareceu se ofender com o que Adam dissera e o segurou pelo braço, aproximando meu primo para perto dele.

Eu iria interferir se não encontrasse algo em comum entre os dois. Parecia existir alguma coisa naquela troca de olhares o que me deixava intrigado. Henry não prosseguiu seu xingamento, logo soltou Adam e deu de costas.

Liam não dissera nada desde que o moreno partiu, se levantou e iniciou seus passos sem se quer me convidar.

— Espera, não me diga que você vai cair na pilha do Henry. — Falei, tentando impedi-lo de prosseguir.

— Ele não mentiu. — Adam disse. — Apenas o provoquei, mas quando o assunto é entre eles dois, Henry costuma dizer verdade que nem mesmo eu gostaria de ouvir.

Aquilo não era legal. Se Henry estivera mesmo dizendo a verdade quer dizer que mais uma guerra naquele pátio iria se iniciar.

Eu ainda tentava impedir Liam de prosseguir, mas era desnecessário o loiro nem se quer dava-me ouvidos. O incrível era que seu semblante não demonstrava fúria, parecia realmente estar calmo, como se já esperasse aquilo.

Afastamo-nos do pátio e exploramos uma área que nem mesmo eu sabia que existia, Adam havia ficado para trás, provavelmente, não quis se envolver, pois da última vez tivera que arrumar as salas comigo. O lugar era deserto, não havia movimento até dobrarmos o último corredor e me deparei com pessoas que nunca imaginei estudar ali. Eram drogados, sim, usufruíam de drogas e nem se quer se assustaram com a nossa presença. Sorriam para Liam e o mesmo retribuía o gesto. Até encontrarmos depois de algumas pedras caídas — provavelmente a área ainda estava em construção — outra sala e com um chute, Liam abriu a porta.

A cena que encontramos fora uma das mais constrangedoras durante minha vida. Tobias estava em cima de Anna, que estava deitada em cima de uma mesa. Eu, provavelmente não queria ser um deles dois. Pois é, acabávamos de flagrar os dois fazendo sexo. Por dois minutos Liam apenas parecia avaliar toda a cena, enquanto ela colocava a mão nos seios e o olhava apavorada, o grandalhão, pela primeira vez eu o vi assustado. Mas quem não ficaria?

...

— Aquela ali não é a Anna? — Adam me direcionou com seu olhar, fazendo-me atentar aos dois garotos.

— E o outro é Tobias, certo?

O fato de eles estarem caminhando para o lado oposto da escola, me fez criar milhares de perguntas em meus pensamentos, porém, eu não iria falar algo e nem indagar, não tinha liberdade o suficiente para isso.

— Aonde você estão indo?

Nem mesmo Adam tinha motivos para perguntá-los algo. Que merda ele tem na cabeça?

— Por que tanto te interessa? — Eu pude ouvir pela primeira vez a voz áspera de Tobias, uma mistura de locutor de rádio com um personagem de filme de terror; ao mesmo tempo que seduzia conseguia causar medo.

Adam nada mais falou após ser repreendido pelo maior. Confesso que achei merecido.

— Pra ser sincera, não queremos assistir aula, Liam não quis vir conosco. — Ouvir o nome do loiro, fez com que de imediato a sua imagem surgissem em meus pensamentos — Prefere ficar lá, provavelmente querendo arrumar confusão com Henry. Eu não insisto, chamei Tobias para vir comigo. E ah, perdoem-no por tamanha grosseria. Não é, Tob? — Anna pressionou seus dedos nos braços grandes do garoto, fazendo com que este revirasse os olhos.

...

O loiro apenas respirou pesado e deu de costas.

— Liam, espera, deixa eu te explicar. — Gritou a garota sem sair do lugar.

Explicar o que? Não havia o que se explicar. E o pior é que nem eu mesmo podia julgá-la, já que por beijar Liam, me condenei.

Eu me senti tão constrangido com a cena que não percebi que fiquei parado deixando Liam ir embora. Apenas corri para acompanha-lo. Ele não expressava nada. Absolutamente nada.

— Você não está bem, eu sei. — Quis criar algum diálogo.

— Eu estou, e por incrível que pareça também estou aliviado. — Mostrou os dentes.

— Como? Você acabou de pegar sua namorada te traindo com o teu, acho que é melhor amigo, não é?

— Eu desconfiava, mas não tinha certeza e também nunca procurei me importar. Não existia amor, John. Não da minha parte. E aliviado porque eu me senti culpado por ter te beijado, mas olha aí. Estamos quites.

Eu respirei fundo para não dá-lhe uma resposta séria. Não era momento pra brincadeira. Mas uma coisa eu não deixei de pensar: Anna gentil? Não mais. Ou até poderia continuar sendo. Ah, não sei.

Liam voltou para o banco em que estava e eu praticamente me tornei sua sombra neste dia. Ele estava realmente calmo, porém, não pronunciava nada, provavelmente seus pensamentos estavam em outro lugar. E se não estivesse calmo sabia disfarçar perfeitamente sua raiva. Mas como eu o conheço, não. Ele não sabia disfarçar.

Foram necessários dez minutos para que Anna aparecesse correndo e chamando por Liam. Lágrimas? Sim, ela estava chorando. Meu coração sentiu por minutos a sua dor, era triste vê-la pedir perdão, mesmo que no fundo, não houvesse verdade.

Em alguns metros, o grupo estúpido de Henry, observava toda a cena, Laura — a irmã gêmea de Henry — a única que parecia ter pena de Anna.

— Do que vocês estão rindo, seus imbecis? — Anna gritou ao olhá-los.

A sua maior rival — a loira que costumava provoca-la — ria tão alto, que se possível, sua risada chegaria aos ouvidos dos professores em suas salas. E abusou da fragilidade de Anna, aproximando-se de nós e rindo.

— E a puta se chamava Emma, não é? — Seria esse provavelmente o nome dela.

— E continua sendo.

— Olha só quem estava traindo o namoradinho durante todo esse tempo com o melhor amigo dele.

— Não foi eu que dei pra meia dúzia da escola.

— E sempre tendo os mesmo argumentos, que se tornaram inválidos.

Fora o necessário para que Anna a segurasse pelos cabelos e distribuísse tapas em seu rosto. Que não deixou se levar pela força da outra, e também segurou em seus cabelos. — a típica briga feminina — Diferentes das que eu vi, as duas não só arrancavam alguns fios de cabelos da outra, como também usavam as pernas para se proteger.

Ninguém ousaria se meter em briga de garotas.

A multidão já se aglomerava por volta formando um círculo. Liam continuava sentado. Por sorte, ninguém sabia ao certo o motivo da briga, mas com certeza, no dia seguinte saberiam. Eu teria pena de Liam pelos apelidos que o mesmo iria receber. Confesso que eu ainda me sentia culpado, Anna não era a única a ter infidelidade no relacionamento, já que Liam me beijou, mesmo que o gesto tenha acontecido sem a intenção de trair. — na verdade, traição não tem justificativa — Se eu continuasse pensando em algo assim, com certeza não seria legal para mim.

Vi Liam se levantar e olhar para mim, ainda despreocupado.

— Vamos sair daqui? — Indagou.

— Tudo bem, mas para onde?

— Em uma hora você saberá.

— Não confio em você, da última vez você me levou para um bar. — Sorri, atravessando a multidão.

— E no final...

— Não precisa prosseguir.

— Você quer sair daqui sim ou não?

— Sim, Liam. Está óbvio que sim, não acha? E ainda continuo não confiando em você quando o assunto é essas surpresas. — Por fim disse, pondo a mão no bolso e abaixando a cabeça.

Caminhamos juntos até encontrarmos sua moto. O destino eu não sabia e provavelmente não iria saber mesmo se insistisse durante o percurso. Que merda eu estava me metendo? O loiro subiu na moto e em seguida eu fiz o mesmo.

— Já disse que não precisa ter medo de andar comigo, então fique tranquilo. — Se pronunciou, dando partida.

Notas finais
Olá, desculpem-me a demora de 6 dias. Bom, o capítulo saiu como eu esperei e foi revisado por uma amiga minha, que conheço a muito tempo e eu com mt vergonha passei pra ela. Resumindo: Ganhei mais um leitor. Quero agradecer a todos os revs e nossa, sério, eu respondo cada um com total dedicação, pois assim como eu, sendo escritor gosto de revs, o leitor gosta de atenção e terem suas revs respondidas. Queria mandar beijo pra todo mundo, e não vou citar, sintam-se todos beijados. E ah, vou jogar meu msn (finalmente deixei a vergonha de lado): aislan_habbo@hotmail.com
Adiciono todos sem exceção. E logo, logo o jogarei lá no meu perfil, só preciso de paciência para editá-lo, e provavelmente mais tarde sai editado, já que quero apresentar uns desenhos, haha. Beijão!