Invasão de Privacidade
3 Qualquer gato vira-lata! (II)
Notas iniciais
“You know Just what to say;
Things that scare me;
I should just walk away;
But I can move my feet;
The more that I know you;
The more I want you;
Something inside me’s changed;
I was so much younger yesterday…”
Starving
Haileen Steinfield feat Zedd e Grey
Hospital de Starling (sexta, 15/9 – 18:50 p.m)
Caitlin
Sentada em uma das mesas na cantina massageio meu pescoço vendo a hora no relógio em meu pulso e suspiro, a imagem de minha banheira cheia com água morna e sais me vindo a mente e sorrio deliciada com a ideia de relaxar em meio à espuma – É tudo que preciso!.
—Seja lá o que estiver causando esse sorriso, espero que possa dividir porque algo que provoque essa reação deve ser muito bom! – Serena comenta, sentando na cadeira a minha direita.
—Será algo ou Alguém, eis a questão!?!– Sylvie insinua sentando de frente para mim, rindo maliciosamente e rolo os olhos.
Desde o dia em que atendi Thomas Merlyn ela não me dá sossego. Até parece ter “farejado” alguma coisa no ar. Não que estivesse interessada nele, de forma alguma. Mas tenho que admitir: tê-lo conhecido da maneira que o conheci mexeu com meus hormônios. Ainda mais estando há praticamente cinco meses sem sexo. Estava começando a “subir” pelas paredes e a visão daquele corpo pra lá de tentador (reconheço) não tinha ajudado em nada.
—Dividiria minha banheira com vocês sem problemas amigas se não fizerem questão de espaço, já que este não é sua melhor qualidade – comento fazendo-as rir.
—Por mais que uma banheira com água morna e sais seja convidativa, vou declinar do convite – Serena responde – Se tivesse espaço para mais duas ou três pessoas além de nós aceitaria correndo – insinua.
—Está sugerindo uma orgia em minha banheira, é isso mesmo? – pergunto, estreitando meus olhos.
—Eu?? Imagina! – diz fazendo cara de inocente – Se fosse uma hidro, ai sim poderia considerar como sugestão! – exclama os olhos brilhando maliciosamente.
– Poderíamos pensar em convidar alguém interessante, tipo, Thomas Merlyn — Sylvie declara, apoiando o queixo nas mãos entrelaçando os dedos, cotovelos sobre a mesa.
—O que te faz pensar que gostaria da companhia dele em minha banheira? – interrogo, tentando não demonstrar o quanto a ideia me agradava. Muito.
—Deixe-me pensar...A troca de olhares entre vocês durante o atendimento talvez – Sylvie relembra – Ou a maneira como ele te olhou, digo, secou – corrige-se.
—Ou fato de ele ter-lhe procurado antes de ir embora – Serena revela, me causando surpresa.
—Ou seria essa sua pose “não estou tão a fim dele quanto vocês pensam” – Sylvie faz aspas no ar, rindo ao me ver arregalar os olhos.
— Isabruxa na área! – Serena murmura, sentando-se ereta, Sylvie fazendo o mesmo.
—Doutora Snow, finalmente nos conhecemos– a morena de traços asiáticos declara parando de frente para mim – Isabel Merlyn, administradora do hospital – apresenta-se, estendendo a mão.
—Muito prazer senhora Merlyn, Caitlin Snow – apresento-me, ficando de pé antes de apertar sua mão, sorrindo polidamente.
—Estava de licença quando começou a trabalhar e apesar de tê-la visto no casamento de John e Layla, não fomos apresentadas formalmente – relembra – Seja bem vinda a nossa equipe. Está gostando?
—Sim. O hospital é muito bem estruturado. Confesso que fiquei surpresa – admito, sem graça.
—Normalmente as pessoas ficam – afirma sorrindo –O fato de Starling não ser um grande centro como Nova York, por exemplo, causa a impressão de sermos um hospital de cidade interiorana. Mas somos bem equipados e nossa equipe está preparada para tudo, ou tentamos estar – discursa, parando para dar atenção a seu celular – Espero que continue conosco por muito tempo. Mais uma vez bem-vinda – reitera, despedindo-se com um meneio de cabeça.
— Não sabia que era casada com Malcom Merlyn. Pensei que fossem namorados – comento sentando novamente.
—Oficializaram a relação dois anos atrás, mas viviam juntos a mais de dez, pelo que sei – Serena revela – As más línguas dizem que se aproximou do pai de olho no filho....
—Ninguém nunca provou isso – Sylvie intervém.
— Mas também não provaram o contrário e o ciúme que ela sente do enteado é bem estranho – Serena rebate.
—Vai ver se sente mãe dele – opino, as duas arqueando as sobrancelhas – Pode acontecer não pode? –questiono-as.
—Se na época em que foi morar com o senhor Merlyn, Thomas fosse um garoto aceitaria essa possibilidade, mas ele já era um adolescente, tão gato e gostoso quanto é agora – Serena argumenta, suspirando.
—Discordo – Sylvie diz – Está mil vezes mais gato atualmente... Quanto a ser gostoso, não posso opinar já que não tive a sorte de prova! – exclama, piscando.
—Isso é fácil resolver: ponha uma roupa provocante, apareça na Verdant , chame a atenção dele e PAH! Em dois tempos estará em sua cama– Alicia, uma das residentes da Ortopedia, que se sentava à mesa ao lado comenta, voltando-se para nós.
—Ir para a cama com ele é relativamente fácil. Difícil é manter-se lá! – Sandra, outra residente, essa do PS, diz– As únicas que conseguiram mais de uma noite foram as irmãs Lance, em épocas alternadas – explica.
—Dizem que ele arrastava um bonde por Laurel Lance, mas ela nunca correspondeu, apesar de ter tirado proveito – Serena comenta.
—Querida, até eu tiraria no lugar dela! – Alicia assegura, se abanando – Já ouvi cada coisa sobre ele na cama – diz, recostando-se a cadeira.
—Eu também e confesso ter ficado bastante... Curiosa – Sylvie admite, e abro a boca surpresa – O que? Sou humana Caitlin! Se escutasse metade do que já escutei sobre as qualidades de Tommy Merlyn na cama iria querer tirar a prova, tenho certeza – garante, sorridente.
—O ruim é saber que será dispensada no dia seguinte – Alicia comenta – A menos que consiga enfeitiçá-lo!! – brinca, mexendo os dedos, provocando risos.
—Mas até essa data, ninguém conseguiu esse feito. Ocorre justamente o contrário, aliás, vai uma dica – Serena diz, me encarando séria – Caso comece a te importunar e queira livrar-se, basta ceder e ir para a cama com ele. Sumirá tão rápido que sequer terá chance de jogar feitiço algum– afirma me chocando.
—É horrível dizer isso de alguém, sabemos, mas é o que se fala dele por ai Cait – Sylvie justifica – Pode perguntar a qualquer uma.
—E por que eu faria isto? – indago, pegando meu celular, que começara a vibrar – A vida amorosa de Thomas Merlyn não me interessa – garanto, lendo a mensagem enviada por Felicity: “Big Belly hoje as 20:00. Bora?” – Muito menos a sexual – acrescento,respondendo – “Bora” – E certamente a minha também não o interessa – digo, afastando a cadeira para levantar.
—Eu não teria tanta certeza – Alicia solta.
—Por que não? – questiono, franzindo o cenho.
—Ele me fez várias perguntas sobre você enquanto Carlos estava imobilizando sua perna – revela, rindo maliciosamente.
—Do tipo? – quero saber, irritando-me.
—Se era casada, se estava envolvida com alguém , qual seu horário de trabalho– responde.
—Discreto?!? – Sandra ironiza, não disfarçando a inveja.
—Problema dele. Não estou nem um pouco interessada em fazer parte da lista de conquistas do senhor Merlyn – asseguro, sentindo meu rosto esquentar – Me deem licença, marquei com minha prima no Big Belly. Bom final de semana – despeço-me.
—Bom final de semana doutora Snow– Sylvie e Serena respondem juntas – Lembre minha dica – ainda escuto Serena dizer ao sair da cantina.
—Como ele teve a petulância de fazer perguntas a meu respeito?! – rosno entrando na sala dos médicos, despindo e pendurando meu jaleco, pegando minha bolsa– Devia quebrar-lhe o outro pé para fazê-lo ficar mais um mês de molho em casa sem sexo, se é que ficou. Certamente não. Com certeza alguma jovem e bondosa socialite deve ter-lhe feito uma visita a fim de aplacar seu sofrimento! – resmungo, fechando a porta do armário com força exagerada, olhando a volta, respirando aliviada ao ver que estava sozinha – Isto não é da minha conta– decreto, vestindo meu casaco, dirigindo-me para a saída – Bom final de semana Haley – despeço-me ao passar pela emergência, ela respondendo com um “igualmente”.
Do lado de fora, sigo para a praça de taxi ali perto tendo a sorte de pegar um assim que chego poupando-me um tempo precioso.
Em casa, vou direto para o quarto, me dispo entro no box, tomo um banho rápido (adeus banheira e sais!), visto um roupão, vou até a área, ponho a roupa suja dentro da máquina, aciono-a, troco a água e ponho mais comida para meus pets, bebo um pouco de água retornando ao quarto para só então me vestir.
Escolho uma bermuda em viscose com tecido mesclado na cor azul e banco, blusa branca no mesmo tecido, sem mangas, sapatilha azul escuro. Prendo o cabelo numa trança, ponho um documento, cartão de credito e chave dentro da bolsa de mão que escolhi levar. Coloco brinco e pulseira, faço uma maquiagem leve, voltando para a sala ao terminar, solicitando um Uber enquanto caminho.
Travo as portas da varanda, hábito que adquiri após a visita inesperada do senhor Merlyn e mantenho mesmo depois de instalar as redes de proteção, estas por causa dos pets, saindo assim que o recebo o aviso de que o carro chegara.
—Tchau bebês, se comportem na minha ausência – falo para quatro pares de olhos que me observavam atentamente antes de fechar a porta.
Encontro Thea ao chegar ao Belly (por volta das 20:30), entrando em sua companhia na lanchonete onde Felicity, Oliver, Sara e Ray já se encontravam.
—Boa noite doutora, bom que não recusou nosso convite desta vez! – Sara alfineta assim que me aproximo, empurrando Ray a fim de abrir espaço para mim.
—Sabe uma coisinha chamada descanso? De vez em quando o corpo precisa disso – devolvo, beijando seu rosto enquanto sento no banco estofado, ela rindo divertida – Além do mais, lembro-me de ter recusado um único convite que Lissy fez semana passada – cito, esticando minha mão de encontro a de minha prima, mandando beijinhos – Boa noite Oliver, Ray – cumprimento-os.
—Boa noite Cait – Oliver responde.
—Boa noite Cait e não ligue, Sara anda meio estranha ultimamente – Ray pede, contorcendo-se ante o beliscão que minha amiga lhe aplicava nas costelas.
—Comporte-se ou não vai sobrar muita coisa de você para brigar com minha irmã – ameaça e enrugo o cenho – Num bom sentido. Quer dizer, nem tanto – corrigi-se.
—O que Sara quis dizer tão sutilmente – Ray começa dizer – É que tenho audiência sobre a guarda das crianças semana que vem – esclarece, lembrando-me que ele e Laurel estão finalizando o processo de divórcio.
—Desculpa amor, não quis te chatear –ela pede, lhe dando um selinho.
—Não chateou – mente descaradamente – Só um pouco – assume ao vê-la arquear uma sobrancelha, devolvendo o selinho.
—Ok, vamos deixar claro uma coisa: Cait e eu não viemos servir de castiçal para os pombinhos, portanto podem parar com a sessão doçura antes que despeje essa água sobre suas cabeças – ameaça, voltando-se para Lissy e Oliver – E vocês nem comecem ou receberão o mesmo tratamento – garante, o dedo em riste.
—Misericórdia, que mau humor é esse Thea? – Lissy pergunta, molhando a ponta dos dedos no copo com água a sua frente, sacudindo-os nela – Sai deste corpo que não te pertence espírito de porco! – brinca, fazendo todos, incluindo Thea gargalharmos.
—Qual é a piada? – escuto a voz grave a meu lado e me arrepio.
—Por que demorou tanto no banheiro Tommy? Que diabo estava fazendo? – Oliver pergunta, respondendo a si mesmo – Esquece, não quero saber.
—Até porque, em se tratando do meu querido irmãozinho número um, com certeza envolve sexo e estou tão a fim de ouvir suas aventuras sexuais quanto estou de ser vela para os pombinhos, portanto: boca fechada Merlyn! – Thea ameaça apontando-lhe o dedo.
—Caso não tenham notado, só tem um banheiro para servir Toda a lanchonete, a fila estava quilométrica, e para completar um pirralho prendeu o pinto no zíper da calça...
—Ele está bem? Precisam de ajuda? – corto-o, preocupada.
—Os pais já o socorreram, não precisa se afligir doutora, está tudo bem – garante, tocando meu ombro – Está no meu lugar.
—Desculpa – peço, fazendo menção de levantar, ele impedindo.
—Tudo bem. É só os pombinhos pararem de arrulhar, chegarem mais para o canto e terei espaço suficiente para sentar – sugere, recebendo o olhar assassino de Sara antes que ela e Ray fizessem o que sugerira.
Deslizo no banco em forma de meia lua para que ele pudesse sentar, o que faz muito próximo de mim.
—Que surpresa tê-la por aqui – fala, abrindo um de seus sorrisos devastadores – Pensei que teria que precisar de atendimento médico para conseguir vê-la novamente.
—Oi? Quando foi que atendeu Tommy Cait? – Felicity pergunta, olhando de mim para ele, desconfiada.
—No dia seguinte ao casamento quando foi ao hospital – elucido, voltando o rosto para ele – Falando nisso, como está sua perna? – quero saber, sincera.
—Pronta para outra – reponde, pegando uma batata frita do prato a sua frente.
—Mesmo? – indago, ele confirmando com um aceno – Então pretende fazer novas escaladas?
—Com certeza! – exclama, rindo com o canto da boca.
—Melhor certificar-se de estar com material e principalmente Roupas adequadas da próxima vez. Pode não ter tanta sorte e acabar virando estatística – alfineto, seu sorriso aumentando.
—Pode deixar, me certificarei – assegura, colando sua perna na minha, provocando um arrepio de prazer.
—Fez rapel na véspera do casamento de John? – Oliver pergunta.
—Fiz – confirma,roçando a perna na minha.
Vai ficar me provocando?Sério?, penso, olhando-o de soslaio.
—Onde? A que horas? – questiona o namorado de Lissy desconfiado.
—Não nos convidou por que Tommy? – Ray questiona, mordendo batata que Sara lhe dava.
—Desde quando devo satisfação aos dois? Suas loiras vão ficar com ciúmes – provoca-os, pegando outra batata, abrindo os braços displicentemente, apoiando um deles sobre meus ombros – Fui à tarde, na academia, antes da despedida de solteiro e não os convidei porque sabia de antemão que não iriam – mente descaradamente.
—E como não estava mancando durante a festa? –Oliver insiste mais desconfiado.
—Estava, vocês que não notaram – rebate, os dedos acariciando meu ombro nu. Inclino-me levemente, encarando-o de sobrancelha erguida – Desculpe, força do hábito –pede, retirando o braço.
—Você que imobilizou a perna desse idiota Cait? – Thea pergunta, acertando uma batata em seu rosto – Deveria pô-lo de castigo mais tempo.
—Não, fiz apenas o primeiro atendimento, solicitei os exames e o encaminhei para a Ortopedia. Lá o imobilizaram. Reclame com eles – sugiro, retesando-me ao sentir por a mão sobre minha coxa, apertando-a.
—Vou reclamar – garante, pegando o cardápio – Acho que vou querer um cachorro quente para variar um pouco – avisa, lendo o papel plastificado em suas mãos.
—Falando em cachorro, o pessoal foi instalar as redes de proteção em suas varandas Cait? – Lissy pergunta.
—Foram ontem mesmo, obrigada, agora estou mais tranquila – agradeço – Nenhum gato vira lata vai invadir minha varanda novamente! – provoco, vendo-o comprimir os lábios contendo o riso.
—Que historia é essa de gato? – Sara quer saber.
—Um gato de rua entrou na varada de Cait na madrugada de quinta para sexta – Lissy explica.
—Pensei que morasse no quinto andar – Oliver comenta, franzindo o cenho.
—E mora, mas o danado conseguiu chegar até lá acreditam! – exclama minha prima.
—Ele cruzou com Sherlock ou Watson? – Sara pergunta e nego com um gesto de cabeça – Sorte ou teria levado uma surra! –exclama sorrindo, analisando o cardápio junto com Ray.
—Deu os nomes Sherlock e Watson a seus cães? – Thomas pergunta, me encarando.
—Como sabe que Cait tem cães? – Lissy questiona, erguendo os olhos do menu.
—Thea me contou – mente novamente.
—Não contei não – rebate ela rapidamente.
—Contou sim – sustenta.
Cínico! ,xingo-o mentalmente, sua mão ainda em minha coxa dificultando-me concentrar em algo além das sensações que estava provocando em meu corpo.
—Se tivesse contado saberia que esses são os nomes dos Gatos e não dos Cães dela! – retruca Thea, inclinando-se sobre a mesa – Agora responda a pergunta Tommy: como sabe sobre os cachorros? As únicas vezes em que se viram ela não estava com eles– questiona, Lissy observando-o atentamente.
Quero ver como vai sair dessa espertinho!, comemoro mentalmente fingindo ler o cardápio, mas antes que articule uma desculpa qualquer, Sara e Ray gemem alto ao mesmo tempo em que o sinto retesar-se.
—Ai, saco! – dizem juntos, enfiando os narizes no cardápio – Que eles nãos nos veja, por favor, que eles não nos vejam! – repetem como um mantra e franzo o cenho intrigada.
Quando ia perguntar-lhes o que se passava, uma voz melosa faz-me voltar para o casal que estacionara junto a nossa mesa.
—Mais que coincidência maravilhosa! – uma mulher com os cabelos de um vermelho vivo que chegava a doer, acompanhada por um homem alto (quase dois metros, presumo), musculoso (do tipo lutador de MMA), fala em tom relativamente alto – Como vão vizinhos? – cumprimenta, olhando alternadamente de mim para Ray, Sara, Oliver e Felicity.
Eu os conheço?, questiono-me.
—Estamos bem, obrigada – Sara responde por nós e por sua expressão sei que não gosta da mulher.
—Que bom – diz, apertando o braço de seu acompanhante – Precisamos marcar uma social na piscina, um churrasco quem sabe, para nos conhecermos melhor, quebrar o gelo, afinal nunca se sabe quando iremos precisar de um copo de açúcar não é mesmo? – sugere entusiasmada.
O condomínio, claro! Eles moram no meu prédio. Qual andar mesmo?
—Pode ser – Lissy anui, também desconfortável assim como, para minha surpresa, Oliver.
—Que tal quando mudar-se Thomas? – sugere pondo a mão em seu braço – O que acha amor? Não é uma grande ideia? – questiona seu acompanhante sem, no entanto desviar os olhos de Thomas, que mexe-se visivelmente incomodado.
—Como assim mudar-se? Vai sair da casa de seu pai Tommy? – Thea dá voz a pergunta de todos a mesa.
—Vou – confirma, livrando-se do contato não muito discretamente, deslizando tão para perto que pensei iria sentar-se em meu colo!
—E não nos contou nada? – Felicity reclama.
—Eu sabia. Só não falei porque Tommy pediu segredo – justifica-se ante o olhar acusador de minha prima.
—Por quê? Está fugindo de alguém? – Thea interroga e imediatamente os comentários sobre sua madrasta, minha chefe, me vêem a mente.
—Não. Só não queria falar nada antes de fechar o negócio em definitivo – justifica-se dando de ombros.
—Por falar em fechar negócio, muito obrigado pela dica Thomas! Consegui fechar no mesmo dia – o homem agradece, socando seu ombro com força exagerada, fazendo-o chocar-se contra mim – Instalaram hoje à tarde – avisa, sorridente.
—Que bom – responde sem animo, a mão deixando minha coxa para massagear o ombro.
—Instalaram o que? – a ruiva pergunta, curiosa.
—Surpresa amorzinho. Por isso te fiz passar o dia fora de casa – afirma.
—Ownnn, adoro surpresas! O que é? Me conta! – pede, fazendo bico.
—Se contar não será surpresa gatinha! – exclama, lhe dando um selinho, ambos ronronando.
—Me poupem! – Sara resmunga enquanto Thea enfia o dedo na boca como se fosse vomitar.
—Não quero mais comer. Vamos para casa imediatamente – ordena, puxando-o pelo braço em direção a saída sem esperar resposta.
—Depois combinamos a social – declara ele antes de ser arrastado para fora.
—Certamente...Que não! – Sara completa após saírem, desmanchando o sorriso – Se algum dia eu chegar perto de ficar assim, me matem! – dramatiza e rimos.
—Então quer dizer que seremos vizinhos Merlyn!? – Lissy retoma, estreitando os olhos ao encará-lo – Qual seu prédio?
—Seremos Smoak, mas não fique alegrinha, nossa época já passou! – provoca, ignorando a pergunta, Lissy ficando rubra de raiva enquanto o namorado arqueia a sobrancelha.
—Não esquenta Ollie,Tommy agora só quer saber de ruivas, não é maninho? – Thea alfineta.
—Não – responde seco.
—Será? Porque já estava quase perguntando se a ruiva ia comer agora ou queria que embrulhasse para viagem! – dispara, fazendo Ray engasgar.
—Não é pra tanto Thea – me pego dizendo... Droga, morda a língua da próxima vez que pensar em falar Cait!, admoesto-me.
—Diz isso porque não estava vendo as caras e bocas que ela fazia. E bem debaixo do nariz do corno! – ressalta a Queen caçula.
—Que tal mudarmos de assunto? Estou com fome, vocês não? – Thomas desconversa, irritado.
—Boa ideia – Oliver anui cortando o comentário que Lissy faria – Vamos pedir? – sugere, pegando o cardápio.
Depois disso, nos concentramos em fazer nossos pedidos, conversando sobre amenidades antes e depois dos mesmos chegarem, retomando o assunto apenas quando estamos terminando de comer.
—Quando pretende mudar Tommy? –Oliver pergunta casualmente.
—Já mudei – revela, nos surpreendendo – Ontem pela manhã o empreiteiro terminou as reformas que pedi. Só precisei levar alguém para limpar e pegar minhas malas na mansão, o que fiz antes de vir para cá – diz, pondo sua parte na divisão da conta sobre a mesa.
—Olá só, nosso pequeno Merlyn finalmente bateu asas e saiu do ninho! – Sara o provoca – Já era tempo Tommy. Não sei como conseguiu viver tantos anos sob a tirania de Malcom – declara sem nenhum constrangimento.
—Sara! – Ray ralha.
—Ela está certa Ray. Já devia ter feito isso há muitos anos – anui, esticando-se, pondo um braço sobre o encosto mais uma vez, a mão repousando inteira sobre meu ombro – Me acomodei, não nego, mas cansei de meu pai me controlando vinte e quatro horas por dia – afirma.
—Há, como se isso fosse possível! – Thea o interrompe – Maninho, tentar te controlar é o mesmo que tentar engarrafar uma tempestade! – compara.
—Olha só quem fala! – Felicity exclama.
—De fato, temos isso em comum – Thea diz, fazendo charme.
—Discordo. Tommy pode até ser uma tempestade, mas você é um furação classe 5! – Sara a corrige.
—Só não fico magoada porque amo furações! É uma das mais lindas forças da natureza! – declara.
—Com certeza... Junto com terremotos, erupções vulcânicas e afins! – Ray exclama, nos fazendo rir, a conversa sendo interrompida pelo toque do celular de Oliver.
—Mãe? – atende, surpreso – Não, estou no Big Belly com o pessoal....Não, não sei...Agora?...Não, não, eu vou te pegar, fique tranquila. ... De jeito nenhum! Chego em vinte minutos no máximo...Beijos – se despede – Mamãe acabou de chegar e não está conseguindo falar com nosso pai. Vou ter que ir buscá-la no aeroporto e levá-la a mansão. Tudo bem amor?
—Sem problemas – Lissy concorda – Sara, você e Ray dariam uma carona a Cait? – pede.
—Não precisar Lissy, vou de Uber – tranquilizo-a.
—De jeito nenhum. Vamos deixar Thea em casa e depois te levamos – Sara decide, enlaçando seu braço ao meu.
—Eu vou com Felicity e Oliver – Thea avisa – Quero ver o que mamãe trouxe de Paris para mim! – anima-se, levantando.
—Resolvido – decreta minha amiga – Pode fazer o favor de levantar para podermos sair Tommy? – pede, ele obedecendo.
—Que tal um passeio no Gambit amanhã? – Oliver convida.
—Ótima ideia irmãozinho! – Thea vibra – Vamos todos passear, pegar uma cor, nadar – enumera entusiasmada enquanto caminhamos para a saída, Thomas perigosamente próximo.
Do lado de fora, nos despedimos acertando o horário de encontro no iate clube, Oliver saindo com Felicity e Thea antes de nós.
—Até amanhã Tommy – Sara se despede entrando no carro, e faço o mesmo após acenar para ele – O que foi? – ouço-a perguntar ao ver a careta do namorado.
—Não quer pegar – responde, fazendo nova tentativa – Não pega – Ray diz, saindo do carro e fazemos o mesmo – Querida, entre e dê a partida por favor – pede após abri o capô, Sara atendendo-o.
—Algum problema? – Thomas pergunta parando ao lado do carro deles, descendo.
—Não quer pegar – Ray repete, analisando o motor, Thomas juntando-se a ele.
Durante meia hora os dois tentam entender e resolver o problema sem sucesso.
—Já chega! Vou chamar o guincho – Ray desiste, bufando irritado, encostando-se, celular nas mãos – Levaria Sara e Cait Tommy? – pede.
—Não vou te deixar sozinho aqui a esta hora – Sara avisa, cruzando os braços.
—Fico no Belly até o guincho chegar, não se preocupe – garante, afastando-se para falar ao telefone.
—Vá com Caitlin no meu carro que ficarei com Ray Sara. Amanhã pela manhã pego a chave com vocês – Thomas sugere.
—O guincho chega em vinte minutos – Ray avisa.
—Podem ir, fico com Ray – Thomas repete, entregando a chave a Sara.
_Boa noite – uma mulher alta, morena, extremamente elegante e bonita cumprimenta parando a nosso lado – Raymond, quanto tempo?
—Anna – responde ele, coçando a cabeça sem graça, ficando vermelho como um pimentão ao encarar minha amiga após a morena seguir seu caminho, não sem antes dirigir-lhe um sorriso encantador.
—Pensando bem – Sara começar dizer, voltando-se para Thomas – Você leva Caitlin, Eu fico – decreta, devolvendo a chave sem muita gentileza, dirigindo um olhar assassino ao namorado.
—Eu posso ficar com...- ensaio, me calando ante o mesmo olhar – Vou com Thomas – concordo, entrando em seu carro rapidamente, acenando ao sairmos – Quem é aquela mulher? Devo me preocupa? – pergunto, ajustando o cinto de segurança.
—Talvez – responde evasivo – Aquela é Anna Loring, ex noiva de Ray e até onde sei, pivô de sua separação da Laurel – esclarece.
—Nesse caso não deveríamos ter ficado? – questiono, voltando o rosto para ele.
—Não. Nossa presença podia piorar as coisas. Os dois sozinhos se entendem melhor, acredite – assegura, rindo com o canto da boca – Impressão minha ou estava querendo me evitar a qualquer custo doutora? – questiona.
—Talvez – devolvo, sentindo um arrepio gostoso percorrer minha espinha ao escutar sua gargalhada.
—Relaxe, eu não mordo – garante, aproveitando o semáforo fechado para me dirigir um olhar tão intenso que me sinto nua – A não ser que peça – provoca, detendo-se primeiro em meus lábios, depois em meus seios – Com frio doutora? – indaga, os olhos assumindo uma tonalidade escura antes de desviarem-se de meu corpo, voltando sua atenção para o transito novamente.
Limito-me a cruzar os braços a frente do peito, meus olhos percorrendo o corpo masculino a começar pelas mãos que seguravam firmes o volante, passando pelos braços, o peito parcialmente revelado pelos botões abertos, detendo-se teimosamente em sua cintura, a lembrança dele nu colado ao meu fazendo a pulsação e a umidade entre minhas pernas aumentarem.
Volto meu rosto para o lado oposto sentindo-o quente, fingindo olhar a paisagem lá fora... Droga Cait, não deveria ter entrado nesse carro!, resmungo.
—Chegamos – anuncia, a voz soando ainda mais grave.
Permanecemos em silencio enquanto entra no condomínio após identificar-se na portaria, indo direto para a garagem do primeiro dos três prédios que o formavam (seu apartamento era no mesmo prédio que o meu, um andar acima) estacionando em sua vaga.
—Estou com sua roupa ai, aquela que me emprestou – relembra enquanto soltamos o cinto de segurança –Gostaria de subir comigo para pegá-la? – convida.
NÃO! NÃO, NÃO! – Por que não? – devolvo, contrariando os gritos de minha consciência... Só vou pegar a roupa e descer. Vai ser jogo rápido! — mentalizo ao entramos no elevador, aparentando uma calma que não sentia– Não vai e sabe disso. Caiu na armadilha por vontade própria. Depois não vá chorar o leite derramado! – minha consciência alertar – Ok. Não vou – digo baixinho, retendo o ar nos pulmões ao vê-lo voltar-se para mim assim que as portas fecham.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
“....You know just how to make my heart beat faster;
Emotional earthquake bring on disaster;
You hit me head-on and got me weak in my knees;
And something inside me is changed;
I was so much younger yesterday;
So much younger yesterday…”
Tommy (00:20 a.m)
Encosto-me no lado oposto ao que Caitlin ficara levando minhas mãos às costas, apoiando-me nelas, controlando a vontade de tomá-la em meus braços e possuí-la ali mesmo (longe do alcance das câmeras de segurança, evidente).
Só de me imaginar tocando aquela pele clara e macia, de provar seu gosto, a começar por essa boca tentadora, passando pelos seios, terminando no vale entre suas pernas, o simples pensamento de me enterrar fundo nela fazendo meu membro latejar a ponto de causar dor!
—Então, resolveu sair da casa de seus pais...Pai – corrige-se rápido, as maçãs do rosto tingindo-se de vermelho – Não que seja de minha conta ou que esteja criticando, não se ofenda por favor. Eu mesma só sai de casa um ano e meio atrás. De meus pais, digo — apressa-se dizer, atrapalhando-se graciosamente e sorrio.
—Não me ofendi – garanto – Eu deveria ter feito isso bem antes, mas como disse, me acomodei, me acostumei a ter tudo a mão, a não precisar me preocupar com nada, então fui ficando – admito, dirigindo um olhar rápido ao painel, xingando... Essa droga ta indo de marcha ré!?— A morte de minha mãe contribuiu, em parte, para me manter por lá mais tempo.
—As recordações não é? – indaga e anuo.
—Sim. Muitas lembranças – digo, sufocando o grito de alegria ao escutar as portas abrirem – Achei que se saísse de casa acabaria por esquecê-la – acrescento caminhando a seu lado, pegando a chave de casa no bolso.
—As lembranças vão conosco para onde formos, a não ser que as prendamos em objetos – afirma, parando a meu lado em frente a porta.
—Tente fazer um garoto de oito anos entender isso! – exclamo, abrindo a porta, entrando e acendendo a luz da sala.
—Nossa! – deixa escapar – Como conseguiu fazer isto? – pergunta, detendo-se no primeiro degrau do desnível na sala admirada.
—Gostou? – pergunto, atirando as chaves sobre a mesinha de centro.
—Muito. Passa a impressão de que o ambiente ficou maior – observa e sorrio.
—Foi essa a intenção – afirmo, retirando o blazer enquanto caminho até o bar de canto – Aceita uma bebida? – pergunto, observando-a
—Não, obrigada – responde distraída olhando a volta – Poderia pegar a roupa por favor? – pede, me dando atenção.
—Hã...Certo – digo , tentando pensar numa desculpa convincente para fazê-la ficar um pouco mais, ela me fornecendo sem querer.
—Foi a isso que o homem na lanchonete se referiu? – questiona.
—Não, foi outra coisa. Vem comigo – convido, caminhando para o corredor de acesso ao quarto.
—Aonde?-pergunta, estática.
—Vou te mostrar sobre o que falávamos – digo, seguindo sem esperar resposta, torcendo para sua curiosidade ser maior do que a precaução.
—Tem um escritório aqui? – escuto perguntar.
—Uhum – respondo, seguindo em frente, deixando a porta aberta o entrar no quarto, parando ao chegar ao banheiro.
Aguardo-a encostado no batente, vendo-a aproximar-se com cautela.
—Foi sobre isso que falou – indico o interior com um gesto de cabeça.
—Banheira com hidromassagem! – suspira e percebo que acertei em cheio.
—Hidromassagem com controle de temperatura da água – acrescento, ligando-a, sentando na borda – Basta um toque e posso deixá-la mais fria ou quente e regular a quantidade, fluxo e intensidade dos jatos – enumero.
—Conseguiu me deixar com inveja Thomas! – declara, sincera – Escolheu os sais também?
—Não. O kit veio de cortesia– informo, pegando um frasco com essência de calêndula, despejando um pouco na água, o perfume se espalhando pelo ambiente rapidamente.
—Que cheiro bom! – exclama de olhos fechados – Pena desperdiçar tudo isso – lamenta.
—Quem disse que vamos desperdiçar? – indago, ficando de pé, despindo-me sob seu olhar atônito, desviando os olhos quando tiro a box – O que foi? Já me viu nu antes – relembro, piscando antes de entrar na banheira, sentando-me – Ah, a água está uma delícia Cait! – provoco — Por que não se junta a mim? – convido, vendo-a hesitar – Tem espaço de sobra para nós dois. Nem precisamos nos tocar, se não quisermos – argumento, observando-a.
Calma Tommy, se quisesse já teria ido embora. Só tenha calma – admoesto-me mentalmente, segurando o ar ao vê-la inclinar-se para tirar a sapatilha, olhando dentro de meus olhos.
Lentamente, sem desviar o olhar, despe a bermuda, a peça preta de renda contrastando com a pele clara. Faz o mesmo com a blusa, os bicos rijos denunciando sua excitação. Devoro-a com os olhos, meu membro tão duro e latejante quanto estivera no elevador. Suspiro extasiado ao vê-la me dar às costas soltando o fecho do sutiã, descartando-o sensualmente, voltando-se para mim apenas de calcinha, as mãos cobrindo-lhe os seios, parando alguns segundos antes de vir até a banheira, subindo os dois pequenos degraus de acesso devagar, pondo uma perna por vez para dentro, sentando na borda, deslizando até seu corpo ser quase totalmente coberto pela água espumada, só então deixando os seios livres. Um sorriso travesso ilumina seu rosto ao inclinar-se, erguendo, segundos depois, uma perna onde exibe a calcinha antes de atirá-la fora, e por muito pouco não gozo sem ao menos tocá-la.
—Tem razão, seria um crime desperdiçá-la!– declara após alguns minutos, brincando com a espuma, erguendo as pernas alternadamente, tirando e pondo-as sob a água.
—Seria – sussurro, desistindo de me controlar.
Num movimento rápido, aproveitando quando ergue-a novamente, seguro seu pé levando-o a boca, fazendo-a gemer ao prender o dedão entre os dentes, mordendo-o levemente enquanto minhas mãos deslizam até sua coxa.
—Disse que não nos tocaríamos! – protesta fracamente.
—Se não quiséssemos – lembro, lambendo do tornozelo ao joelho, sugando a pele ao parar ali – Quer que eu pare? – pergunto, subindo mais, dando pequenos chupões, mantendo a perna fora da água enquanto deslizo uma mão pela parte interna alcançando seu sexo – Paro? – repito, meus dedos brincando com sua intimidade, insinuando-se para dentro dela, fazendo-a gemer arqueando-se, me proporcionando a visão dos seios rijos.
Me inclino sobre ela tomando um em minha boca enquanto aumento a intensidade dos movimentos, inserindo dois dedos em sua intimidade úmida, ouvindo-a sussurrar meu nome ao mesmo tempo em que enrosca os dedos em meu cabelo mantendo-me preso junto a si, arfando a medida que meus dedos entram mais fundo, gozando minutos depois.
Não suportando mais esperar, apoio as mãos nas bordas da banheira me encaixando entre suas pernas. Penetro-a em uma estocada vigorosa, fazendo-a soltar um grito apoiando as mãos em meus ombros. Saio dela só para voltar em seguida me enterrando mais fundo, um grunhido selvagem escapando de minha boca ao escutá-la gemer comprimindo-se em volta de meu membro. Aumento o ritmo de minhas investidas, seu corpo deslizando para cima e para baixo, chocando-se contra o meu.
—Céus, Thomas, Thomas! – sussurra em meu ouvido, agarrando-se a mim, os calcanhares em minha cintura, acompanhando meu ritmo – Mais rápido, mais...Hummm – geme e perco o pouco de controle que restava, agarrando-a pela cintura, erguendo-nos, prensando-a contra a parede, me fartando em seus seios, sugando, mordendo, investindo mais e mais rápido até senti-la estremecer anunciando o orgasmo que chega num espasmo forte deixando-a mole em meus braços.
Invisto mais duas vezes antes de me libertar dentro dela, sentando-a no recanto de parede, ambos ofegantes, minha cabeça repousando entre seus seios, suas mãos acariciando meu cabelo sem muita gentileza. Ergo o rosto recebendo o beijo faminto, sua língua invadindo minha boca, pressionando seu quadril contra o meu, acendendo-me mais uma vez.
Sem sair dela, ergo meu corpo trazendo-a comigo, as pernas envolvendo minha cintura, os braços meu pescoço. Seguro em suas nádegas, saindo da banheira com cuidado, caminhando até a cama onde a deito, cobrindo-a com meu corpo, movendo-me lentamente, abandonando sua boca em busca dos seios.
—Você é deliciosa Cait! – sussurro junto a pele sensível fazendo-a arrepiar-se – Tão macia e quente – falo, com voz rouca, aumentando o ritmo de minhas investida guiado por seus gemidos.
—Você....também! – declara, arquejando, as unhas encravando-se em minhas costas.
Gozamos juntos desabando sobre o colchão, exaustos... Mas não satisfeitos. Ambos. Prova disso é que me envolve com seus braços e pernas quando faço menção de me afastar.
—Não vou a lugar nenhum – garanto – Quero prova cada pedacinho desse seu corpo gostoso! – exclamo, enlaçando nossos dedos, erguendo seus braços acima da cabeça – Quero conhecer cada ...pequeno... recanto seu – digo, descendo meus beijos por seu pescoço, seios, detendo-me ali , saboreando um depois outro, ela correspondendo a cada caricia por menor que fosse.
Libero seus braços, minhas mãos deslizando lateralmente por seu corpo enquanto traço com a boca um caminho de beijos até alcançar sua intimidade
—Thomas! – arqueja, arqueando-se, gemendo mais alto na medida em que intensifico as caricias até fazê-la gozar mais uma vez. Retorno a sua boca, beijando-a intensamente, me posicionando entre suas pernas, possuindo-a novamente.
Enfim saciados, nos aquietamos adormecendo minutos depois vencidos pelo cansaço.
“....I didn’t know that I was starving till I tasted you;
Don’t need no butterflies;
When you give me the whole damn zoo;
By the way, by the way, you do things to my body;
I didn’t know that I was starving till I tasted you;
You, you, yeah;
Till I tasted you..”
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