Invasão de Privacidade
4 Belo e estranho dia seguinte!
Notas iniciais
Apartamento Tommy (sábado, 16/9 – 04:40 a.m)
Caitlin
O som de um baque surdo me desperta e levanto a cabeça confusa, apoiando-me nos cotovelos, erguendo o tronco ao escutar o mesmo som repetir-se.
Aguço os ouvidos tentando descobrir de onde vinha, aguardando alguns minutos, ficando gradativamente em alerta.
Enrosco as mãos em meu cabelo, um bocejo escapando de meus lábios, um suspiro longo chamando minha atenção e olho de lado encontrando Thomas adormecido em posição oposta à que me encontrava o cabelo bagunçado (como o meu deveria estar também), a expressão relaxada, respirando mansamente.
Apoio a cabeça em uma mão admirando o corpo masculino a meu lado, corando ao notar as marcas vermelhas em seu peito e pescoço, descendo o olhar, detendo-me um segundo em sua cintura, o volume por baixo do lençol fazendo meu corpo esquentar novamente. Não tinha conhecimento dos comentários aos quais Serena e as demais se referiram, mas certamente lhe faziam jus.
Thomas é um amante vigoroso sem deixar de ser carinhoso, atento aos desejos de sua parceira, preocupado não apenas em sentir, mas em dar prazer…E o faz com maestria!— admito, mordendo meu lábio inferior, outro comentário feito pelas enfermeiras e estagiarias me vindo à mente: a alta rotatividade de mulheres em sua cama…Não pode reclamar ou dizer que não foi avisada Caitlin. Entrou nessa sabendo o que lhe esperava — admoesto-me mentalmente, suspirando baixinho, virando a cabeça para o lado em busca de um relógio ou celular onde pudesse verificar a hora. Em vão. Não havia nada por perto. Pelo menos não visível.
Com cuidado, deslizo para fora da cama, levantando rapidamente, correndo, nua, até o banheiro em busca de minhas roupas.
—Céus, parece que um furacão passou por aqui! – murmuro para mim mesma olhando em volta enquanto recolho as peças do chão, separando as dele das minhas, notando com pesar que estavam completamente molhadas devido ao filete de água que escorria da banheira, que transbordara – Gozado, podia jura que havia fechado a torneira – estranho, apertando-a mais firmemente.
Torço minhas roupas diminuindo a quantidade de água nelas, agradecendo por não termos, apesar do calor, ligado o ar condicionado, pois certamente me custaria uma constipação na melhor das hipóteses. Desde criança sou um pouco suscetível a mudanças bruscas de temperatura. Pego o tapete, também encharcado, torço, destampo a banheira permitindo a água escoar, esfrego o tapete pelo chão torcendo- o e voltando a esfrega-lo novamente repetindo o gesto mais duas vezes diminuindo a umidade no local.
Opto por vestir a bermuda e a blusa colocando meu conjunto de lingerie dentro de uma sacola plástica que encontro no móvel abaixo da pia. Penteio o cabelo com uma escova prendendo-o em um rabo de cavalo, lavo o rosto rapidamente, enxugo-o e me volto para sair do banheiro tendo um pequeno sobressalto quando o vento balança a cortina das portas que dão acesso a varanda fazendo parecer o vulto de uma pessoa. Mesmo assim, olho em volta saindo lentamente, estancando, me xingando baixinho ao lembrar que esquecera de pegar a sapatilha.
—Droga! – bufo, retornando ao interior do banheiro para pegá-la – Desse jeito vai conseguir acordá-lo! – exclamo, voltando meu olhar para o moreno adormecido, agora quase totalmente descoberto visto que mudará de posição, ficando de lado, expondo seu bumbum – Até que não seria má ideia – comento, caminhando até a beirada da cama, rindo travessamente – Quem sabe... — insinuo, esticando o braço, acompanhando o contorno de seu corpo com a mão aberta sem, no entanto tocá-lo, recolhendo-a rápido quando suspira, agarrando o travesseiro, deitando-se de bruços – Parece uma criança! Tão inofensivo... Só que não!! – brinco, sacudindo a cabeça – Até qualquer dia Thomas. Foi realmente um prazer te conhecer – declaro, mandando-lhe um beijo com a mão antes de sair do quarto.
Ao passar pela sala, apanho minha bolsa que ficara sobre o aparador aproveitando para ver a hora em meu celular já que não fazia a menor idéia de onde meu relógio de pulso tinha ido parar.
O coloquei antes de sair de casa, tenho certeza , relembro, dando dois passos em direção ao centro do apartamento, parando – Não, eu não entrei tanto assim. Vim até este degrau, parei...e depois o segui pelo corredor até o quarto...Engraçado, não lembro de ter posto minha bolsa sobre o aparador! – relembro, observando que o chaveiro dele também não estava onde lembrava: sobre a mesinha de centro – Será que ele acordou e pôs as coisas no lugar?? – indago, apoiando o queixo na mão, enrugando a testa – Quer saber? Não importa – declaro, girando nos calcanhares, me dirigindo para a porta.
Mesmo sendo um prédio cujos andares possuíam apenas três apartamentos, me sinto desconfortável por não trancá-la a chave quando saio. Por conta disso, aguardo alguns minutos no corredor escutando os sons noturnos, ou melhor, a ausência quase que total destes (um dos motivos que me fizeram escolher este condomínio: o revestimento acústico. Além da bela vista evidente).
Respiro fundo seguindo pelo corredor, que se ilumina na medida em que passo pelos sensores, escurecendo quando me afasto. O apartamento de Thomas era o segundo do andar (do meio se preferir), portanto não muito distante do elevador (só alguns passos). Aperto o botão recostando a cabeça à parede enquanto aguardo-o chegar, sorrindo para mim mesma por não ter me descuidado, pois mesmo nãos estando namorando ou me relacionando com ninguém nos últimos meses, mantive meu anticoncepcional em dia (opto por injeção já que sempre esquecia de tomar a bendita pílula!), visto que não usamos preservativos em momento algum, o sorriso morrendo devagar ao lembrar-me que não eram apenas filhos que o mesmo evitava.
—Só espero que também se cuide Merlyn, porque se me passar alguma coisa, te esfolo! – resmungo, entrando no elevador – Especialmente se andou transando com certa ruiva – lembro, torcendo o nariz, saindo assim que as portas abrem.
Caminho devagar até minha porta. Coincidentemente, meu apartamento também é o segundo do quinto andar. Abro a porta sendo recebida pelo casal de pugs, que pula, agitando-se, aumentando o roncar característico da raça.
—Olá meus amores, como estão? Se comportaram na minha ausência? – indago, agachando-me para brincar com os dois, olhando a volta a procura dos gatos – Sherlock, Watson, onde estão gatinhos? – chamo, erguendo-me, seguindo para a cozinha onde os encontro confortavelmente deitados sobre o balcão saboreando os frutos de seu espolio e rolo os olhos – Vocês não têm jeito não é mesmo? – ralho, recolhendo o que sobrara dos petiscos bem como as embalagens, jogando tudo no lixo, limpando, trocando a água de suas vasilhas – Da próxima vez que for sair deixo-os presos na gaiolinha! – ameaço, acariciando-os, recebendo mordidas em resposta – Não adianta ficarem bravos, fizeram arte e merecem castigo – digo, rindo ao ser “atacada” por ambos – Venham seus mal-humorados, vamos dormir um pouco que ainda tenho umas horinhas antes de ir me encontrar com Thea e os demais para o passeio de iate – chamo, me encaminhando para o quarto, os quatro me seguindo – Aliás, acho que vou levar vocês dois, o que acham?- aponto o casal de pugs –Se bem que não este o tipo de passeio que preferem, mas como certamente iremos ancorar em alguma ilhota próxima, sempre pode rolar uma caminhada! – teorizo, entrando em meu quarto, atirando a bolsa sobre o criado mudo – Preciso de um banho morno para espantar essa moleza – digo, descalçando a sapatilha enquanto entro no banheiro.
Rasgo a sacola pondo a lingerie no cesto de roupa suja, fazendo o mesmo com a bermuda e a blusa antes de entrar no boxe. Ligo a ducha pondo a temperatura em quente, deixando o jato bater em minhas costas, peito e por último em minha cabeça, relaxando. Desligo-a pegando a esponja, o sabonete líquido despejando um pouco sobre a mesma, esfregando-a lentamente pelo corpo. Sem que possa controlar, meus pensamentos retornam ao apartamento acima do meu. Imagino as mãos de Thomas percorrendo meu corpo novamente, tocando minha intimidade, estimulando. Em segundos estou ofegante, ardendo de desejo mais uma vez, querendo senti-lo dentro de mim de novo, e de novo...
—Frio! Banho frio. É disso que preciso! – exclamo, alterando a regulagem da temperatura outra vez, abrindo a ducha com a potência máxima, arrepiando-me ao contato da água gelada em minha pele.
Após retirar toda espuma, desligo a ducha, pego uma toalha me enxugando vigorosamente antes de vestir o roupão de seda. Seco meu cabelo levemente com ajuda do secador antes de ir para o quarto. Pego o celular me atirando sobre o colchão em seguida. Como havíamos combinado nos encontrarmos as nove e meia, acerto o despertador para as oito horas, o que me daria mais duas horas e meia de descanso, tempo suficiente para espantar de uma essa languidez que insistia me tomar mesmo após o banho.
Espreguiço-me manhosamente abraçando um travesseiro ao final, fechando meus olhos, caindo em um sono tranquilo do qual desperto apenas com o toque do despertador.
Sento sobre o colchão me espreguiçando mais uma vez, abrindo e fechando as mãos antes de levantar a fim de começar os preparativos para o passeio.
Antes de qualquer coisa, arrumo meu apartamento, abro as varandas a fim de fazer o ar circular, refrescando o ambiente. A manhã de sábado estava deliciosamente agradável, sol e vento na medida certa.
Jogo o que restara das rações fora, lavo as tigelas, enxugo e ponho nova quantidade para os quatro optando por deixar os cães em casa. No domingo acordaria um pouco mais cedo e daria um passeio. Seria bem melhor do que todo o estresse de pô-los em um transporte ou leva-los na guia.
Logo em seguida, arrumo meu quarto (embora não estivesse bagunçado já que dormir fora), recolhendo e pondo a roupa suja na lavadora. Quando retorno ao quarto, me dedico a escolher qual roupa usaria.
Depois de muito refletir, acabo optando por usar um maiô que ganhara de presente de uma de minhas pacientes em Nova York. Apesar de ser peça única, deixava minhas costas totalmente a mostra. As laterais abertas me permitiam conforto e mobilidade. O decote, apesar de generoso, não era vulgar além de a cor ser minha preferida: azul. Neste caso vários tons. Me observo no espelho de corpo inteiro do guarda roupa gostando do que via. A peça vinha acompanhada por uma saída em forma de camisão no mesmo estilo do tecido do maiô, aberto na frente com três botões transparentes na cor azul. Para completar, escolho uma piranha também azul numa tonalidade mais escura, chapéu de abas longas de cor neutra, óculos de sol e sandália de dedo com pequenas pedras multicores nas tiras.
Como não sabia se iríamos a algum restaurante, ponho um short de cetim na cor branca, uma blusa do mesmo tecido azul,além de protetor solar, escova de cabelo e um nécessaire contendo cremes, perfume, batom, protetor labial, entre outras coisas dentro de uma bolsa apropriada.
Pontualmente às nove horas, meu celular toca. Sorrio ao ver a foto de minha prima no visor.
—Bom dia Lissy. Já estou pronta – me adianto a sua pergunta, sentando no sofá pondo a bolsa a meu lado, escutando-a rir.
< Liguei só para avisar que nos encontraremos em frente a nosso prédio juntamente com Sara, se ela não se atrasar, e Ray. Depois iremos pegar Thea antes de irmos para o iate clube > informa de um fôlego só.
—Ok, vou fechar tudo aqui e descer – aviso, afagando a cabeça de minha gata, que pulara sobre o sofá sentando a meu lado.
< Certo. Nos vemos daqui a pouco então. Beijinhos linda! > despede-se, desligando depois que faço o mesmo.
Levanto, caminhando pelo apartamento, fechando as portas e janelas, revisando as vasilhas de água e comida de meus pets antes de sair.
Desço pelo elevador, seguindo direto para o prédio ao lado do qual moro, o segundo do condomínio, vendo Oliver e Felicity chegando junto comigo.
—Minha nossa, está linda Cait! – Lissy elogia, abraçando-me, esticando os braços, fazendo-me girar para que pudesse me avaliar melhor – Linda demais prima! – repete.
—E você está fantástica – retribuo, sem nenhum exagero. Ao contrário de mim, Felicity escolhera usar um biquíni estilo tomara que cai com estampa colorida, pequenas pedras adornando o meio do bustiê e as laterais da calcinha visível através de sua saída de cor branca, o tecido diáfano dando a impressão de flutuar ao redor de seu corpo – Sério Lissy, está muito linda – reitero.
—E eu, como estou? – a pergunta chama nossa atenção e nos voltamos vendo Sara caminhar em nossa direção, Ray a seu lado, olhando-a embasbacado.
—UAU! – exclamamos juntas ao ver a loira girar exibindo sua forma magnifica.
Assim como Lissy, ela optara por usar biquíni tomara que caia, a diferença é que o bojo de seu sutiã passava a impressão de ser trançado enquanto a calcinha amarrava de lado. O tecido colorido lhe conferia um ar jovial.
—Ok, acho que vou até a esquina comprar um pouco de beleza e já volto! – brinco, indicando-a com um gesto de mãos, girando nos calcanhares, fazendo de conta que sairia, estancando ao dar de cara com ninguém menos do que Thomas Merlyn, que chegava, uma mochila pendurada no ombro, vestindo uma camiseta regata branca contrastando com a pele morena queimada pelo sol, bermuda azul escuro, sandálias, óculos de sol e boné de time de futebol, um sorriso de derreter iceberg emoldurando o rosto, irritantemente lindo!!
—Bom dia a todos – cumprimenta alegremente.
Apesar de os óculos não permitirem saber, tinha certeza de que estava me secando, o que faz meu corpo inteiro esquentar.
—Ora, ora, Tommy Merlyn chegando no horário combinado sem que precisemos ligar um milhão de vezes! Que milagre! – Lissy ironiza, rindo com o canto da boca.
—Vai chover! – Sara emenda, arqueando uma sobrancelha – O que houve Merlyn, deu formiga na cama ou dormiu sozinho? – provoca-o.
_Dormir foi o que menos fiz ontem a noite loira! – revida, erguendo os óculos, prendendo-os no topo da cabeça olhando diretamente para mim. Sinto meu rosto arder – Mas infelizmente a culpa foi de meu vizinho do lado que escolheu a madrugada para fazer faxina, ao que tudo indica – mente.
—Sério? Não foi nenhuma ruiva o motivo de sua falta de sono? – Sara alfineta, Lissy estreitando os olhos a espera da resposta, olhando para mim, desconfiada.
—Teria sido uma médica se a prima de Felicity não tivesse me dispensado, trocando-me por dois gatos e dois cachorros, o que diga-se de passagem me magoou imensamente! – dispara levando uma mão ao peito e sinto vontade de esganá-lo.
—Sua proposta não foi suficientemente interessante a ponto de me fazer deixar meus pequenos de lado, senhor Merlyn – revido, fuzilando-o com o olhar.
—Pensarei em algo mais tentador da próxima vez, doutora. Uma escalada quem sabe...Ou um banho a dois em minha hidro, talvez – insinua, sedutor.
Quer brincar? Então vamos brincar Thomas! – Ótima ideia. Quando encontrar alguém interessante o comunico para que me empreste seu apartamento por algumas horas, o que acha? –devolvo.
—Não sou interessante o suficiente para você doutora? – provoca, girando devagar com os braços abertos, exibindo-se sem nenhum constrangimento.
—Ok, melhor irmos andando antes que alguém sofra um atentado e não serei eu! – Oliver sugere – Vai com seu carro ou de carona conosco, Tommy? – pergunta, destravando seu Audi.
—De carona. Estou cansado, não amanheci com disposição para dirigir – declara, pondo os óculos novamente.
—Deveria fazer alguns exames senhor Merlyn. Falta de disposição matinal sem motivo aparente pode ser sintoma de anemia. Quem sabe não esteja precisando tomar algumas vitaminas – não resisto provoca-lo enquanto caminhamos para o carro.
—Acha mesmo que preciso de vitaminas doutora? – revida, me encarando, umedecendo os lábios com a ponta da língua enquanto abre a porta do passageiro para mim, um arrepio gostoso percorrendo meu corpo.
—Definitivamente não! – respondo num tom que apenas ele escuta, entrando no carro, me acomodando no canto oposto visto que certamente dividiria o banco do passageiro com ele.
—Concordamos em algo finalmente – declara, entrando depois de mim, se acomodando, para minha surpresa, a uma distância razoável — Não quero dar na vista. Ao menos enquanto não decide se vai me assumir ou não – diz, piscando.
Oi? Assumir você? Como assim produção??- Como é?? – a pergunta sai antes que possa controlar, ele limitando-se a sorrir, nossa conversa cessando no momento em que Oliver e Felicity entram no carro.
—Chegaram muito tarde ontem Cait? – Lissy pergunta enquanto põe o cinto de segurança.
—Trouxe sua prima direto para casa Felicity, não peguei nenhum desvio e vou começar a ficar realmente ofendido se continuar a me considerar uma espécie de ameaça a ela – Thomas declara de repente, o sorriso apagando-se de seu rosto.
—Oi?? Como assim você trouxe a Cait? – minha prima questiona, voltando-se rápido – Não viria com Sara e Ray?
—O carro de Ray deu problema por isso Thomas me trouxe e também vou começar a me ofender se não parar de me tratar como uma boneca de porcelana que vai quebrar ao primeiro toque. Além do mais, sou adulta e dona do meu nariz, me envolvo com quem bem entender – comunico, irritada.
—Em primeiro lugar Cait, não fazia a menor ideia de que havia sido Thomas quem te trouxe para casa já que não falei nem com você nem com Sara desde ontem à noite – Felicity começa dizer – Em segundo lugar, não o considero ameaça a minha prima ou a qualquer outra garota, Tommy. Não concordo, com sua maneira de agir com a maioria delas, mas se elas concordam, e aí me dirijo a você prima – aponta o dedo para mim – Se aceitam seus termos, ou seja lá o que for, o problema é única e exclusivamente delas, ok? E agora, se não se importam, vamos embora para esse bendito passeio antes que desista! – bufa, sentando-se ereta no banco, cruzando os braços a frente do corpo.
—Felicity, desculpe. Eu...- Thomas começar a dizer, Oliver o cortando.
—Vamos deixar esse assunto de lado Tommy. Não quero começar nosso dia com um clima pesado. O final de semana está apenas começando gente – pondera — Você é meu melhor amigo, Cait é prima da mulher que amo, vocês são adultos, responsáveis, livres para se envolverem se assim desejarem, portanto, vamos esquecer esse assunto ok? – Oliver declara – Vamos ouvir um pouco de música para aliviar a tensão – diz, ligando o rádio, dando a partida – Prontos? – pergunta, nos olhando através do retrovisor interno. Ambos no limitamos a acenar afirmativamente – Amor, tudo bem? – questiona, segurando a mão de Felicity.
—Sim – responde simplesmente, suspirando, sinalizando para Sara e Ray indicando que partiríamos.
Conheço minha prima o suficiente para saber que estava irritada e que encontraria um momento para, em particular, me perguntar o que está havendo entre mim e Thomas, dar conselhos sobre me envolver justamente com alguém que não queria nada além de foder, especialmente depois de tudo que passei, etc e tal. Para ser honesta, não posso tirar-lhe a razão. Thomas Merlyn não era o tipo de homem indicado para alguém que ainda estava, de certa forma, curando feridas emocionais, mas o que posso fazer? Não escolhi me envolver com ele. Aliás, o fato de termos passado uma noite juntos, não significava necessariamente que iríamos nos envolver, até porque se para mim era um retorno a vida ativa (sexualmente falando), para ele era apenas mais uma noite, mais uma conquista. Se eu saberia lidar com esta realidade era o X da questão....Que se dane! Não vou estressar com isso agora, nem me preocupar. Tive uma noite fantástica, fiz sexo de excelente qualidade, estou muitíssimo satisfeita e vou aproveitar o dia ao máximo, independente dele, de Lissy ou de qualquer outra coisa!- decreto mentalmente, voltando o rosto para olhá-lo...E se rolar um replay da noite passada, não vou resistir em absoluto!
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“I wanna follow where she goes;
I think about her and she kbows it;
I wanna let her take control;
‘Cause every time that she gets close, yeah;
She pulls me in enough to keep guessing;
Maybe I should stop and start confessing;
Confessing, yeah...”
Tommy
Confesso: quando acordei uma hora atrás e não encontrei Cait em minha cama, pela primeira vez senti que faltava algo. Um vazio que nunca havia sentido antes com ninguém tomara conta de mim sem que soubesse explicar por que.
Talvez por isso, quando pensei que Felicity estava criticando-a por ter voltado para casa comigo, supondo (acertadamente, diga-se) que havíamos passado a noite juntos, me senti realmente irritado pela primeira vez.
Nunca antes o fato de uma mulher ser criticada por ter, mesmo que supostamente, ido pra a cama comigo me estressara da forma como havia acontecido poucos minutos atrás ao ponto de ficar mal humorado. Ainda estava, pra ser franco.
Honestamente falando, algumas observações feitas por meus amigos e familiares além de certos comentários a meu respeito andavam me incomodando ultimamente. Depois que me interessei por Caitlin a coisa só piorara.
De uma hora para outra a fama de playboy sedutor e pegador (a qual, diga-se, faço jus) passara a me incomodar. Muito.
Pensar que Cait tinha conhecimento dessa fama e certamente estaria achando que aquela seria supostamente a única noite que passaríamos juntos também me incomodava. Só não sabia por que.
Desde que a conhecera, algo em mim mudara. Em primeiro lugar, nenhuma mulher com qual sequer tinha dormido passara a ocupar tanto espaço em meu pensamento tornando-se quase uma obsessão. Quando descobri que seria madrinha a meu lado vibrei, mas durante todo o tempo em que esteve presente na festa, a exceção quando dançamos a valsa com os noivos, não me deu a menor chance sequer de paquerá-la. Por isso fiquei tão feliz quando a vi no hospital aquela manhã mesmo estando sentindo muita dor. Mas ai precisei passar praticamente um mês de molho, o que me afastou ainda mais dela. A última coisa que esperava era revê-la tão cedo já que não era adepta, como Thea dissera, de noitadas. Por essa razão, quando voltei do banheiro e a vi sentada em nossa mesa, quase soltei fogos e nem mesmo a inconveniente presença de Telma e seu marido bocó haviam diminuído meu entusiasmo. Apenas ao final, quando não encontrava uma justificava valida para sugerir voltar para casa comigo me desanimei. Mas ai a sorte me sorriu. O caro de Ray ter quebrado foi providencial. Tive a oportunidade que aguardava sem precisar força nada, nem mesmo quando a convidei a subir precisei inventar um motivo qualquer pois a roupa que me emprestara estava realmente em meu apartamento (e lá continuava visto que fora esquecida no decorrer da noite!). Por falar em noite, pela primeira vez me sentia ansioso em ter a mesma mulher nos braços não apenas uma segunda vez, mas uma terceira, uma quarta...
—Para em um hospital Ollie, Tommy deve estar doente – a voz de Thea me tira do devaneio e me volto para ela.
Havíamos parado na mansão para pegá-la alguns minutos atrás.
—Por que diz isso Thea? – é Cait quem pergunta.
—Estamos quase no iate clube, falei o caminho inteiro, provoquei, cutuquei e ele sequer abriu a boca para responder. Nem mesmo uma piada ácida ou uma tirada maliciosa sobre alguma transa recente. Nada além de silencio – enumera e pergunto-me se fazia realmente este tipo de coisa, não gostando nada da resposta que meu consciente me dá: sim.
—Isso é tão anormal ? – Cait pergunta.
—Muito – é Felicity quem responde no momento em que Oliver estaciona – Se vai melhorar seu humor, aceito suas desculpas Tommy – afirma, soltando o cinto, voltando-se para trás – E te peço desculpas Cait. Oliver está certo. São adultos e o que fazem de suas vidas não é em absoluto de minha conta – declara.
—Ok, o que foi que eu perdi? – Thea questiona olhando de Cait para mim alternadamente.
— Será que podemos sair? – pergunto, ignorando-a propositadamente.
—Opa, parece que alguém levantou com o pé esquerdo hoje, o que é ainda mais estranho – Thea comenta, saindo do carro, Cait e eu fazendo o mesmo por lados opostos.
—Tommy, me ajude a levar as coisas para o Gambit. Meninas, podem ir andando na frente – Oliver sugere, as três acatando, unindo-se a Sara, Ray abrindo o porta malas de seu carro, retirando uma cesta e outras coisas lá de dentro – Tommy, não fique chateado pelo excesso de zelo, por assim dizer, de Felicity em relação a Caitlin. Ela tem seus motivos – pede enquanto o ajudo.
—Que seriam? – interrogo, pendurando minha mochila e outra bolsa no ombro direito, observando-o atentamente.
Durante alguns segundos meu amigo parece travar uma batalha intima decidindo o que fazer, respirando fundo, fechando e travando o carro antes de falar novamente.
—Não deveria ser eu a te contar isto – começa dizer enquanto caminhamos em direção ao iate de sua família, atento as mulheres a nossa frente – O principal motivo de Caitlin ter vindo morar em Starling foi para se recuperar de uma dupla traição – revela, sorrindo e acenando para a namorada, que se voltara parecendo adivinhar que falávamos delas – Ela sofreu bastante e não apenas emocionalmente, por isso o excesso de zelo não apenas de Felicity, mas de Thea e Sara também. Elas conhecem a historia toda, assim como eu fiquei conhecendo quando Fel me avisou que estava mudando-se – conta, parando a minha frente – Não é nada contra você especificamente. Qualquer um que se aproximasse dela seria alvo do mesmo cuidado e atenção.
—Obrigado por me contar Ollie – digo, sincero — Sabe o que mais aconteceu? – quero saber, genuinamente preocupado.
—Ela perdeu o bebê que esperava ao ser atropelada quando saia do prédio onde o então noivo morava após tê-lo pego na cama com a melhor amiga e sócia –revela e congelo.
—Tudo bem ai Merlyn? – uma voz pergunta, me tirando do estado letárgico – Está pálido. Sente-se mal? – Eddie Thawne questiona me encarando com ar preocupado – Thomas, esta me ouvindo?
—Sim — respondo, me recuperando do choque que as palavras de Ollie causaram –Eddie? O que faz aqui?
—Se não me falha a memória também fui convidado a participar deste passeio – diz levando uma mão ao queixo, rindo – Thea me ligou ontem à noite – esclarece, quase sendo derrubado por minha irmã, que chega pulando em seu pescoço.
—Que bom que veio loiro! Esse passeio ia ser muito sem graça sem você – Thea declara, surpreendendo-o com um beijo.
—Uou, devagar ai Speedy! – Oliver reclama – Tommy, não está vendo isso não? – reclama, erguendo os braços.
—Pega leve Thea, se não quer vê-lo atirado ao mar como isca de tubarão – ameaço, recomeçando a andar.
—Como é que é? Tá brincando né? – ouço-o dizer, Thea respondendo com um “Evidente” antes de atirar algo em minhas costas quando estou subindo a bordo.
—Ahh! Nada como um clima amistoso para começar um passeio de barco em alto mar! –Sara exclama, girando nos calcanhares, subindo para a parte superior do iate.
—Pode colocar essas coisas no chão Tommy, e por as sua em uma cabine – Oliver avisa.
—Ok – me limito dizer, descendo as escadas em direção as cabines.
Me instalo na segunda antes da principal (certamente a que Oliver e Felicity ocupariam), deixo a bolsa sobre a cama e saio indo me juntar aos demais, a recém descoberta ecoando em minha mente.
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Queen’s Gambit (11:40 a.m)
Narrador
—Pessoal, o que acham de ancorarmos naquela ilhota ali? – Oliver pergunta chamando atenção do grupo, que se encontrava disperso, espalhados pelas espreguiçadeiras aproveitando o sol.
—Por mim tá ótimo. Não vejo a hora de pôr os pés no chão novamente – Sara declara massageando a fronte.
—Está sentindo alguma coisa meu amor? — Ray pergunta, preocupado.
—Enjoo, nada mais – diz, respirando fundo.
—Engraçado, nunca te vi enjoar no mar antes – Felicity comenta com estranheza.
—Tem sempre uma primeira vez – declara a loira, permanecendo de olhos fechados.
—Pois é. Por exemplo, o Tommy que está aqui hoje deve ser um clone do verdadeiro porque em todos estes anos, não me lembro de tê-lo visto tão quieto – Thea afirma, fazendo o irmão erguer os olhos em sua direção.
—Só estou com um pouco de dor de cabeça, nada mais – garante o moreno.
—Tenho comprimidos para dor em minha bolsa Thomas, se quiser -Cait oferece.
—Quero sim – aceita, levantando-se -Pode ser agora? – pergunta.
—Claro – responde a médica, fazendo o mesmo – Venha comigo – chama – Também tenho algo para enjoo Sara. Vai querer?
—Por favor Cait – agradece a loira.
—Volto em um minuto – diz, saindo em companhia de Tommy.
Em silencio, os dois descem as escadas até as cabines, ela entrando enquanto ele aguarda a porta.
—Espero que sua dor de cabeça não tenha sido causada pelo que aconteceu mais cedo – Caitlin comenta enquanto abre sua bolsa em busca da medicação para ambos, Tommy e Sara.
—Talvez só um pouco – admite o jovem, recebendo o comprimido entregue por ela, tomando-o a seco.
—Thomas – Cait começa dizer, sendo interrompida pela chegada de Sara, que passa pelos dois indo direto para o banheiro – Sara? Tudo bem?
—Não! – geme a loira lá de dentro.
—Thomas – repete a médica em tom de desculpa.
—Pode ajuda-la. Vou para minha cabine me deitar um segundo enquanto o iate atracar – avisa – Obrigado pelo comprimido doutora – agradece, sorrindo minimamente antes de sair, deixando-a confusa, os gemidos de Sara chamando sua atenção e volta-se, indo até o banheiro socorrer a amiga.
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Caitlin
Faziam algumas horas que o iate da família Queen atracara em uma pequena ilha próxima a costa de Staling e havíamos desembarcado.
O lugar era simples, com construções rusticas. Havia uma única pousada que dispunha de restaurante. O comercio era basicamente formado por pequenos quiosques que vendiam o produto do artesanato local. A principal atração era a própria natureza. Rios com pequenas, medias e grandes cachoeiras nos convidavam a mergulhar espantando o calor sufocante, bastante incomum em Starling naquela época do ano. Pelo menos era o que Lissy e os demais locais diziam.
Sara estava mais disposta desde que vimos a terra firme, os vômitos cessando completamente reforçando a teoria de que estava enjoada por conta do mar e não por qualquer outro motivo, o que não a livrou das brincadeiras de Thea e Thomas, que parecia ter recuperado seu bom humor habitual (mais uma vez me baseio nas informações dadas por minha prima e seus amigos).
Almoçamos no restaurante da pousada, cada um escolhendo um programa diferente após a refeição.
Enquanto Thea conseguiu arrastar Eddie, Barry e Iris para fazer compras nas lojinhas, Oliver, Lissy, Ray e Sara optam por descansarem nas redes oferecidas pela pousada em uma área lateral ao restaurante, eu decido explorar os arredores.
Seguindo as orientações de um dos funcionários, desço alguns laces de escadas naturais indo parar em uma espécie de cratera onde uma pequena cascata natural formava um pequeno lago de aguas cristalinas. Flores e algumas arvores frutíferas enfeitam o lugar me deixando extasiada por alguns segundos.
Sento a beira do lago pondo as pernas na agua deliciosamente fria, fechando os olhos, aspirando o perfume das flores, o som calmante das aguas convidando a relaxar. Apoio a mãos no chão deixando meu corpo levemente inclinado, mantendo meus olhos fechados.
Antes mesmo de ter meus lábios tomados em um beijo suave, sinto a presença de Thomas, que se aproximara relativamente em silencio. Não fosse seu perfume amadeirado e familiar invadir minhas narinas não o teria notado.
Sinto suas mãos passeando por meus braços em uma caricia tão suave quanto o beijo, que prosseguia. Aos poucos me sinto ser deitada na relva, meu corpo sendo parcialmente coberto pelo seu, o contato de nossas peles causando arrepios.
Agora, uma mão passeia por meu ventre enquanto a outra deve estar sustentando seu corpo (ainda permanecia de olhos fechados, saboreando o contato de nossos lábios). Um gemido rouco escapa quando sinto-a tocar um seio por cima do maiô.
Durante alguns minutos permanece sobre ele, acariciando enquanto o beijo começa a evoluir lentamente, tornando-se sensual, intimo, erótico. A mão deixa meu seio subindo até meu ombro, insinuando-se para a nuca, alcançando e soltando o primeiro laço que mantinha o maiô preso a meu corpo. Um lampejo de racionalidade alerta do perigo de sermos pegos, mas logo é abafado pelo desejo despertado por sua boca, que abandona meus lábios para tomar um seio, sugando, mordendo o bico rijo entre os dentes, prazer e dor misturando-se. Arqueio o corpo de encontro ao seu, abrindo os olhos para ver o azul do céu sobre nós, enroscando minhas mãos em seus cabelos, um novo gemido me escapando quando sinto sua ereção sob a sunga.
Thomas troca de seio, dando ao esquerdo o mesmo tratamento que dera ao direito enquanto as mãos fazem o maiô deslizar por meu corpo. Em segundos me vejo nua sob seu corpo, a grama macia acariciando minha pele...Devo estar ficando louca! — recrimino-me mentalmente, resmungando quando o sinto afastar-se minimamente.
—Entre no lago comigo – convida com voz rouca junto a meu ouvido, erguendo-se. O acompanho, sentando na beirada antes de deslizar para dentro da água, Thomas juntando-se a mim um segundo depois.
Seus braços em envolvem trazendo-me para perto. Desta vez o beijo já começa intenso, repleto de desejo e luxuria. Minhas mãos exploram seu corpo sem nenhum pudor, subindo e descendo por suas costas, detendo-me na cintura, avançando em busca de seu membro ereto sob a água. Envolvo-o acariciando inicialmente devagar, aumentando pressão e velocidade fazendo-o gemer rouco contra minha boca.
Nos separamos um segundo, nadando até uma saliência próxima. Metade da rocha encontrava-se sob a água. Deito sobre ela trazendo Thomas comigo. Nos beijamos mais uma vez enquanto se encaixa entre minhas pernas, penetrando-me em uma estocada vigorosa. Envolvo sua cintura com minhas pernas, prendendo-o por alguns segundos, mexendo meu quadril lentamente, escutando-o suspirar. Alerta, olho a volta sem interromper meus movimentos. Ninguém, nenhum som a não ser o canto de alguns pássaros e nossos gemidos e sussurros. Afrouxo o aperto permitindo a ele mover-se, o que faz, saindo e entrando em mim novamente, tão vigoroso quanto antes, envolvendo minha cintura com um braço, aumentando o ritmo de suas estocadas. Me agarro a seu corpo cravando as unhas em seus ombros a medida que o orgasmo se aproxima, gemidos e palavras desconexas escapando de nossas bocas. Gotas de suor formam-se em nossos corpos escorregando até tornarem-se uma só. Thomas investe forte mais algumas vezes e finalmente gozamos, juntos, permanecendo abraçados enquanto voltamos ao ritmo normal, ele saindo de mim cuidadosamente, me conduzindo para dentro do lago.
Nadamos até a margem onde nossos trajes ficaram jogados puxando-os para dentro da água, nos vestindo em um silencio agradável, quebrado por ele.
—Cait, quero te ver outras vezes – diz, me enlaçando a cintura.
—Também quero – admito, pondo os braços em volta de seu pescoço, tentando beija-lo, mas se esquiva.
—Quero te ver não apenas para transarmos. Quero sair com você seja junto com nossos amigos ou apenas nos dois, quero pode te beijar sem me preocupar se alguém vai nos vê – declara, me surpreendendo – Não quero te encontrar em segredo, as escondidas como dois criminosos, embora reconheça o quanto isto é excitante – admite e sorrio.
—Thomas, enfrentei momentos difíceis no começo desse ano. Coisas das quais ainda estou me recuperando – começo dizer, afagando seus cabelos – Também não gosto de ficar me escondendo até porque não devo satisfação de minha vida a ninguém. Mas não sei se estou preparada para me envolver com alguém novamente – confesso.
—Estaria disposta a descobrir? Arriscaria se envolver comigo? – questiona olhando em meus olhos.
Para ter sexo de ótima qualidade? SIM!!! — Sim – respondo seguindo o que meu subconsciente gritava – Só uma coisa: quando perder o interesse, quero ser a primeira a saber. Não quero saber que fui substituída por terceiros, em forma de piadas ou insinuações maldosas, é tudo que te peço.
—Se isto vier a acontecer, será a primeira a saber – garante, me beijando demoradamente.
—Ok, agora que nos entendemos, acho melhor voltarmos para junto dos outros. Está escurecendo rápido e certamente Oliver deve querer ir embora – recomendo após cessar o contato – Vamos? – convido, afastando-me delicadamente.
—Vamos – anui, apoiando as mãos na borda, saindo da água, me ajudando a fazer o mesmo – Sabe Cait, esse lance de perder o interesse do qual falou a pouco...
—O que tem? – o corto, desconfiada, vestindo minha saída de praia.
—Melhor se preparar para me aturar em sua cola por um longo tempo! – exclama, sorrindo, me beijando tão intensamente que fico zonza quando nos separamos, me apoiando em seu peito para não cair – Um longo tempo mesmo – reforça, segurando e beijando minha mão antes de começarmos a fazer o caminho de volta a pousada.
“....Oh, I’ve been shaking;
I love it when you go crazy;
You take all my inhibitions;
Baby, there’s nothing holding me back;
You take me places that tear up my reputation;
Baby, there’s nothing holding me back...”
There’s Nothing Holdin’ Me Back
Shawn Mendes

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