Invasão de Privacidade

2 Qualquer gato vira-lata! (I)


Notas iniciais
Oi flores, eu de novo,rsrsrsrs. Coincidentemente LH, IP e MiL ficaram para ser atualizadas na mesma quinzena!!! Então, como meu final de semana vai ser bem complicado, estou adiantando LH (postada a pouco) e agora é a vez de IP, a "irmã mais nova" da Tchuma! Assim ganho tempo para postar MiL amanhã e finalizar os caps de Survivors e Hidden, que estão atrasadas Ufa! Estou quase conseguindo organizar as coisas! Mas vamos deixar de papo que um certo gato vira lata vai pintar no pedaço! Grata por todas as rewiews passadas...More rewiews, pleasee...Boa leitura...Bjinhos flores.

“...Never put my love out on the line;

Never say yes to the right guy;

Never had trouble getting what I want;

But when it comes to you, I’m never good enough;

When I don’t care...”

Mansão Queen (sexta-feira, 18/8 -11:40 a.m)

Narrador

Caitlin desce do taxi após fazer o pagamento, entrando na casa correndo.

—Pensei que chegaria cedo! – Felicity ralha, ao vê-la entrar, braços cruzados, aguardando-a no sopé da escadaria.

—Desculpa Lissy, não consegui. Tive uma madrugada conturbada e acabei perdendo a hora – justifica-se, subindo as escadas ao lado dela – Como ela está? – pergunta.

—Milagrosamente calma! – revela, sorridente – Não sei o que Diggle fez, mas a verdade é que a Layla de hoje em nada lembra a noivazila que nos atormentou o dia inteiro ontem, graças a Deus! – exclama, juntando as mãos – E graças ao perfeccionismo de Moira, tudo, absolutamente tudo, está correndo dentro do esperado. Nenhuma entrega atrasou, a equipe do buffet já está a postos, enfim, nenhuma surpresa desagradável e nem mesmo essa garoa fininha conseguiu tirar o bom humor dela! – relata enquanto caminham pelo corredor – Olha só quem chegou! – anuncia, abrindo a porta da suíte (a segunda da casa) onde as damas, madrinhas e a noiva finalizarem sua arrumação fazendo cabelo e maquiagem.

—Caitlin!!! – a noiva levanta-se, afastando as mãos da maquiadora, impaciente, recebendo-a com um abraço – Nem sei como te agradecer por substituir aquela ingrata da Sônia! – afirma, soltando-a, segurando suas mãos, admirando-a – Você está ótima – elogia, um sorriso franco no rosto.

—Obrigada e desculpa o atraso. Dormi tarde e acabei perdendo a hora – pede, também sorrindo.

—Sem problemas minha querida. O importante é que chegou – assegura.

—Senhorita Michaels, precisamos terminar sua maquiagem – a jovem morena avisa, encarando-a séria.

—Já estou indo Tina, já estou indo – responde, rolando os olhos – Felicity, veja o vestido de Caitlin...- para, examinando a loira de alto a baixo – Por que ainda está assim?? – questiona, erguendo uma mão – Não interessa. Ajude Cait e cuide de você também. Não adianta minhas madrinhas estarem prontas e minhas damas não. Onde estão Thea e Sara? E Laurel? – pergunta, apertando a mão de Caitlin.

—Está tudo em ordem Layla, não se preocupe. Só estava esperando Cait chegar para me arrumar – assegura, tomando a prima de suas mãos – Vamos deixar você terminar – diz, saindo sem esperar resposta – Para uma cirurgiã e noiva de um ex agente do FBI, acostumada a lidar com situações de tensão, ela perde o controle muito rapidamente! – Felicity comenta, fazendo a prima rir divertida – Aqui, trouxe seu vestido para este quarto para que pudesse ficar à vontade. Se quiser tomar banho tem toalhas limpas e sabonete no box. O vestido está ali – aponta o cabide pendurado junto ao armário – Quando terminar volte para a suíte para fazer cabelo e maquiagem. Estarei ao lado – instrui, mordendo o lábio, insegura – Esqueci algo?

—Que eu tenha percebido, não – Cait responde, sorrindo minimamente.

—Neste caso, vou indo. Não quero ariscar trazer de volta a noivazila! – brinca, parando na porta – Ah, o que aconteceu ontem depois que nós falamos? – pergunta curiosa.

—Nada sério – diz, tranquila — Apenas adormeci no sofá, Homer e Marge me acordaram de madrugada, latindo para um gato vira-lata que pulou em minha varanda e depois que o pus para fora fiz a besteira de voltar a dormir novamente sem pôr o despertador para tocar– revela.

—Ah...Espera, seu apartamento não é no quinto andar? – Felicity pergunta, Cait acenando afirmativamente – E esse gato conseguiu ir até a varanda?

—Pra você ver o tamanho do atrevimento dele! – exclama a médica, contendo o riso.

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Tommy (11:35 a.m)

Estico os braços me espreguiçando ainda deitado, virando a cabeça de lado, olhando o tempo lá fora através da janela, fazendo uma careta ao escutar meu celular tocar.

—Já estou indo Ollie, já estou indo – me adianto dizer antes que ele reclamasse – Ainda não estou atrasado e posso explicar – acrescento.

< Tente dizer isso para o John > meu amigo rebate < Depois de ter um trabalhão, palavras dele não minhas, para conseguir fazer Layla se acalmar, não vai ficar nada satisfeito se justamente um dos padrinhos resolve se atrasar, ainda mais sendo aquele cuja madrinha precisou ser trocada de última hora! > relembra.

—Por falar nisso, me diz que essa madrinha nova é melhor do que a antiga, por favor! – imploro.

< É a prima de Felicity que mudou a pouco para a cidade > revela.

—E essa criatura adorável tem nome? – quero saber.

< Tommy, para de enrolar e vem pra cá agora mesmo. Se não chegar dentro de dez minutos...> intima.

—Estou indo, estou indo – repito, desligando, me levantando rápido – Ai, merda! – xingo ao sentir a dor aguda quando fico em pé, sentando na borda da cama, erguendo a perna direita – Droga, era só o que me faltava – resmungo ao ver o inchaço em meu tornozelo – Legal, tinha que machucar o pé justamente neste final de semana! – resmungo, levantando, caminhando devagar até o banheiro.

Tomo um banho rápido, uso o spray para contusões massageando meu tornozelo, optando por enfaixá-lo apertado a fim de diminuir a dor, o que funciona a princípio.

Visto parte do smoking, arrumo meu cabelo, pego carteira chaves e documento parando antes de sair do quarto, um sorriso surgindo em meus lábios ao ver a roupa de ginástica em lycra na cor pink com a qual viera para casa de madrugada.

—Pode não ter me dito seu nome ontem, mas descobrirei hoje – afirmo, lembrando as curvas deliciosas mal escondidas pelo camisão que usava.

Desço as escadas evitando força meu pé, decidindo tomar um analgésico antes de sair, o que me proibiria beber pelo menos no começo do casamento (pode não parecer, mas não tinha a menor intenção de morrer tão cedo!).

—Bom dia querida família! – cumprimento adentrando a sala de jantar, não me importando em disfarçar a ironia.

—Bom dia Thomas – meu pai responde sem erguer os olhos do jornal em suas mãos.

—Bom dia Thomas – minha madrasta repete o cumprimento não perdendo a chance de alfinetar – Que roupa estranha era aquela com a qual chegou vestido de madrugada?

—Festa a fantasia – minto, servindo-me um pouco de suco, passando geleia em uma torrada resistindo a tentação de devolver a provocação – Vou indo – anuncio pondo a torrada inteira na boca.

_Não vai tomar seu desjejum? – pergunta, limpando a boca do bebê.

—Não, estou atrasado – digo, segurando e beijando a mão de minha irmãzinha (única coisa boa desse bendito casamento) antes de dar as costas a eles, estancando ao escutar o comentário de meu pai.

—Quando curar seu complexo de Peter Pan, talvez pare de se atrasar para seus compromissos, sejam eles sociais ou de trabalho – alfineta.

Fecho os olhos e as mãos, respirando fundo, voltando a caminhar rumo a saída.

—Nos vemos no casamento – ainda escuto Isabel dizer antes de fechar a porta.

Confesso: se meu carro não fosse automático talvez o largasse no meio do caminho e pedisse um UBER ou taxi já que meu pé começara a doer muito me lembrando que esqueci de tomar o bendito analgésico. Paro em uma farmácia próxima de casa, compro uma cartela do mais forte que tinham tomando imediatamente dois comprimidos fazendo uma anotação mental para evitar bebidas no começo da recepção seguindo meu caminho, chegando na mansão Queen dentro do prazo estipulado por Oliver.

Opto por estacionar na lateral que me permitiria entrar pelo acesso da piscina evitando as escadas da frente. Quando estou entrando, um taxi para na entrada principal chamando minha atenção. Estanco na soleira, sorrindo satisfeito ao ver a ocupante descer adentrando a casa apressadamente.

Faço o mesmo a fim de não a perder de vista, o que infelizmente acontece já que a meia parede existente no local me impedia de ter visão completa da entrada principal. Ainda consigo, ao me aproximar, ouvir a voz de Felicity no alto da escada indicando que estava à espera da garota misteriosa (agora já não mais misteriosa!).

A curiosidade é maior e me pego subindo rumo ao primeiro andar da mansão, surpreendendo-me com a calmaria reinante no ambiente me levando pensar que estava no lado errado.... E estava!

O som de risadas as minhas costas, faz-me voltar a tempo de ver três damas de honra descendo a escadaria. Reflito um segundo decidindo dar a volta usando a porta de ligação que unia as duas alas da mansão Queen para acessar a outra ala sem chamar atenção sobre mim. Como sei disso? Simples: passei boa parte de minha infância correndo por essa casa ao lado de Oliver ganhando a companhia de Thea assim que esta começou a andar. Conheço a residência Queen melhor do que a casa onde moro atualmente.

Devagar, caminho pelo corredor da ala oeste atento aos sons, estancando ao ver Thea e Felicity saindo de um quarto direto para uma das suítes sem prestar atenção a volta.

Caminho naquela direção parando uma porta antes ao escutar um xingamento. Viro a cabeça de lado notando que estava entreaberta. Me aproximo empurrando-a cuidadosamente, abrindo-a mais um pouco a fim de ver quem estava lá dentro (ok, eu sei que é errado, mas que culpa tenho de ser curioso?), sorrindo satisfeito ao vê-la, seminua, no interior do quarto, ela soltando um gritinho ao me ver estático na soleira feito um banana, babando “em cima” daquelas curvas perigosas. Deliciosamente perigosas.

—O que está fazendo aqui? – questiona, os braços cruzados a frente do corpo protegendo os seios.

—Desculpe, eu estava procurando Oliver – minto, percorrendo seu corpo de cima a baixo sem nenhuma vergonha ou pudor, detendo-me na peça delicada, rendada, que cobria seu sexo – Por que as mulheres gostam tanto de renda? – me pego perguntando sem conseguir desviar o olhar de seu corpo.

—Pra conseguir exatamente a reação que estou vendo agora! – exclama, um sorriso doce e sexy dançando nos lábios tentadores – Agora que respondi sua pergunta, poderia deixar terminar de me arrumar? Não posso me atrasar já que sou uma das madrinhas da noiva – informa e é minha vez de sorrir.

—Que coincidência, também sou um dos padrinhos do noivo! – revelo vendo a surpresa estampando-se em sua face – E você é a prima de Felicity, minha companhia no altar – elucido, meu sorriso aumentando – Quem diria.

—Pois é, quem diria – repete, sustentando meu olhar, um grito agudo quebrando a magia entre nós.

—THOMAS MERLYN, SAIA JÁ DAQUI!

—Puta que p....Quer me deixar surdo Thea! – reclamo, tapando os ouvidos.

—Seria merecido – diz minha irmã – Saia daqui imediatamente – ordena, estapeando e beliscando meu braço – Sai, sai, sai! – repete, me empurrando sem dó.

—Ai, ai, devagar Thea, já estou saindo – reclamo, dando uma última olhada em direção ao quarto, ganhando mais um sorriso encantador.

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Jardins mansão Queen (23:22 p.m)

Narrador

Espalhados nas mesas sob as tendas no jardim, os convidados aproveitam a recepção após o termino da cerimônia de casamento, que transcorrera tranquila, com o mínimo de atraso por parte da noiva.

—Nossa, que cara mais feia Tommy! – Barry exclama assim que o amigo senta à mesa – Se não te conhecesse diria que está infeliz mesmo tendo metade das mulheres dessa festa disputando sua atenção...

—E outra metade torcendo para abrir uma vaga e entrar na disputa! – Eddie completa, ambos rindo da careta que o amigo faz, interpretando-a erroneamente.

—Em primeiro lugar, palhaços, não estou nem ai pra essa tal disputa, se é que ela existe – começa a dizer, sentando-se, aliviado ao conseguir retirar o sapato do pé direito – Em segundo lugar, do jeito que meu pé está doendo não me importaria em ficar sentado pelo resto da noite – assegura, apoiando-o sobre a cadeira vazia a sua frente.

—Uou! Isso ai ta feio, Tommy. Já pensou em procurar um médico? – Barry questiona.

—Vou fazer isso amanhã cedo – garante, massageando a coxa.

—Fazer o que amanhã ced...credo Tommy, andou chutando blocos de concreto por acaso!? – Thea exagera, apertando o tornozelo do irmão com o indicador, fazendo-o soltar um grito de dor.

—Porra Thea, cuidado! – reclama, fazendo uma careta.

—Desculpa – pede, mordendo o lábio, preocupada – Deveria ir ao hospital ainda hoje Tommy. Amanhã pode ser tarde – dramatiza.

—Não me vem com seus dramas irmãzinha! – pede o empresário, levantando-se – Só está assim porque fiz a besteira de não trocar os sapatos pelas sandálias que os noivos nos deram como lembrança – resmunga, descalçando o outro pé calçando as sandálias antes de começar a caminhar com cuidado.

—Aonde vai? – quer saber a garota, lhe dando passagem.

—Embora. Essa festa já deu o que tinha que dar – resmunga novamente – Me faz um favor maninha: se despede dos noivos por mim. Não estou a fim de atravessar o gramado inteiro para ir até eles nem quero que deixem os convidados por minha causa – pede, seguindo para o estacionamento, mancando.

—Quer que te leve em casa? – se oferece a jovem.

—Não, obrigado. Só uma perna machucada para mim é o bastante – insinua, recebendo uma tapa caprichada no meio das costas – Hei, essa doeu!

—Era para doer mesmo, ingrato! A pessoa se oferece para ajudar e ganha uma patada ! – resmunga, zangada.

—Thea, todo mundo sabe o quanto dirige mal – Tommy diz, não dando chances ela responder – Agora faz o que te pedi, por favor – repete, juntando as mãos.

—Tomara que fique de molho no hospital ou em casa por um mês inteiro! – pragueja, girando nos calcanhares, saindo pisando firme em direção onde John e Layla estavam.

—Não devia ter provocado – Eddie admoesta, rindo divertido – Quer ajuda? – pergunta, solicito.

—Não precisa, dá pra chegar ao carro. Até amanhã – garante, despedindo-se.

—Até – respondem Eddie e Barry ao mesmo tempo, observando-o, ambos levantando após uma troca de olhares, alcançando-o alguns metros à frente, segurando-o um em cada braço, carregando-o até o carro – Pronto, entregue – Barry diz, sorridente – Vai devagar Merlyn – recomenda, fechando a porta do automóvel após Tommy se acomodar.

—Pode deixar. Valeu pela ajuda – agradece, pondo o veículo em movimento.

Ao chegar a sua casa, o empresário opta por dormir no quarto de hospedes, no térreo, evitando subir mais escadas, sentindo a dor se estender por toda perna, decidindo procurar um hospital assim que o dia amanhecesse conseguindo dormir após tomar comprimidos para dor novamente.

Na manhã seguinte, ao acordar, percebe que não apenas o pé, mas seu joelho estava agora inchado e dolorido, dificultando seus movimentos, vestindo-se com dificuldade, levando-o a fazer uso do serviço de um Uber mais uma vez.

—Oi, bom dia, preciso de um ortopedista – cumprimenta apoiado ao balcão da recepção na área de triagem no hospital mantendo o pé suspenso evitando força-lo.

—Bom dia senhor – responde a recepcionista – Primeiro terá que preencher esse formulário e passar por uma consulta com o clinico geral – avisa, entregando-lhe uma prancheta.

—Será que não podemos pular essa etapa? Sei que vai me encaminhar para um ortopedista mesmo, portanto não vejo necessidade de ocupar o lugar de alguém que precise falar com o clinico – sugere, sorrindo de forma sedutora para a jovem, que cora, sem graça.

—Me desculpe senhor, mas não posso fazer isso. Tem que ser avaliado pelo clinico geral antes e só então, se for o caso, será encaminhado para o ortopedista de plantão – avisa, devolvendo o sorriso.

—Meu amigo, poderia pegar o formulário e sair da fila? Tem gente querendo ser atendida aqui. Se possível ainda hoje – reclama um homem a suas costas.

—Sinto muito – repete a garota, sorrindo complacente, indicando uma das cadeiras a sua direita.

—Tudo bem. Só quis poupar tempo para todos – Tommy afirma, pulando em um pé só, sentando na cadeira indicada por ela, preenchendo o formulário de má vontade, entregando-lhe quando passa recolhendo os mesmos.

—Perda de tempo. Pura perda de tempo! – resmunga, cruzando os braços, irritado, sua atenção sendo chamada pelo casal de crianças que brincava jogando no celular a seu lado.

—Mas que droga, perdi de novo – reclama o garotinho, fazendo bico – Desse jeito nunca vou conseguir passar de fase! – resmunga.

—Qual é o jogo amigão? – Tommy pergunta, ambos se voltando para ele.

—Plantas versus zumbis – responde o menino, mostrando a tela.

—Se quiser te ajudo a passar de fase – se oferece.

—Sério? – pergunta, animado.

—Claro. Não estou fazendo nada mesmo – responde o moreno, dando de ombros – Pelo menos o tempo passa mais rápido.

—Posso mãe? – pergunta o garoto voltando-se para a mulher, que responde sem mesmo voltar-se para ver do que se tratava, conversando ao telefone distraída.

—Que legal, se quisesse roubar seus filhos sequer notaria não é mesmo minha senhora? – ironiza o empresário, sendo prontamente ignorado – Ótima mãe! – exclama, sinalizando para o garoto sentar-se a seu lado, a garotinha fazendo o mesmo sem esperar convite – Muito bem amigão, o segredo é jogar esses eventos aqui para acumular pontos e ganhar brindes, como poder elétrico – explica, abrindo o jogo.

Quarenta minutos depois, ambas as crianças estão sentadas em seu colo, os três distraindo-se com o jogo aponto de o empresário sobressaltar-se ao escutar seu nome ser chamado, um sorriso iluminando sua face ao erguer o rosto.

—Só pode ser brincadeira! ...

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“....The feelings got lost in my lungs;

Thaey’re burnning, I’d rather be numb;

And there’s no one else to blame;

So scared I take off and run;

I’m flying too close to the sun;

And I burst into flames...”

Hospital geral de Starling (sábado, 19/8 – 07:00 a.m)

Caitlin

Visto o jaleco me preparando para meu primeiro dia de trabalho no PS do hospital geral de Starling.

Havia algum tempo que desejava voltar a realizar atendimentos novamente, coisa que só fiz na época de meu estagio obrigatório e depois durante a residência no Country de Nova York sendo obrigada a parar por conta do atendimento na clínica que abrira em sociedade com minha então amiga e colega de faculdade Maureen (a mesma que me traíra com meu noivo e também sócio).

—Pronta para começar a batalha? – Sylvie Brett, uma das enfermeiras com quem fiz amizade quando fui assinar meu contrato de trabalho e aproveitado para conhecer o lugar, pergunta assim que saio da sala, caminhando a meu lado.

—Prontíssima! – respondo animada – Mal consegui pregar os olhos ontem depois que cheguei do casamento de tanta ansiedade – revelo, omitindo, evidente, que parte do sentimento fora causado pelo reencontro com Thomas Merlyn (vestido dessa vez!). Certo que já esperava encontrá-lo por lá já que é amigo tanto de John quanto de Layla e também do atual namorado de Lissy, Oliver Queen, mas tê-lo a meu lado durante toda cerimônia e depois dançar a valsa dos noivos tinha sido um teste de resistência para meus nervos!

_Falando nisso, como foi a cerimônia? Queria tanto ter ido, mas Giulia estava com febre e não quis deixá-la com minha mãe – conta, suspirando – Soube que a nata da sociedade de Starling estava por lá.

—Se isso é verdade, não saberia te dizer já que meu conhecimento nessa área resume-se a Oliver e Thea Queen....E Thomas Merlyn, claro – digo, me assustando ao escutar um gritinho agudo as minhas costas.

—Sério que conheceu Tommy Merlyn? – Serena Lopez, outra enfermeira com quem fiz amizade, pergunta juntando-se a nós, suspirando quando confirmo.

—Uhum. Foi um dos padrinhos do noivo – revelo, ambas me olhando abismadas – O que eu disse de errado? – quero saber.

—E você comenta que ficou ao lado de um dos solteiros mais cobiçados da cidade quiçá do Estado, como quem diz que comprou um sapato novo, é isso?! – compara Serena de forma teatral.

—Ai depende do ponto de vista flor – Sylvie contesta – Porque meu comentário quando compro sapato novo é bem mais animado que o feito por Caitlin a pouco, garanto! -exclama.

—Isso é verdade! – Serena concorda, me fazendo rir.

—Não sei por que tanto alvoroço. É um cara como outro qualquer – comento, rindo mais ao ver suas expressões de espanto.

—Amor, mesmo que quisesse, Thomas Merlyn Jamais seria um cara qualquer! – Lopez rebate levando as mãos ao peito, suspirando – Se me disser que dançou com ele, vou por seu nome na boca de um sapo! – ameaça, soltando uma risada pretensamente maléfica.

—Eu deveria sentir medo? – indago, fazendo Sylvie rir alto, tapando a boca ao ver a enfermeira chefe aproximar-se – Bom dia Haley! – cumprimenta abrindo um sorriso largo.

—Vai ficar bom quando minhas enfermeiras pararem de manipular os médicos com conversas fúteis e começarem a trabalhar! O PS está cheio– reclama, olhando-nos com cara de má – Lopez, vá ajudar o doutor Green na pediatria, Brett, acompanhe a doutora Snow na urgência – comanda, me entregando uma prancheta – Os novos tabletes ainda não chegaram e os velhos estão com vírus, portanto hoje atendimentos a moda antiga – diz em tom de desculpa.

—Sem problemas – garanto, correndo os olhos pela lista enorme de pacientes a serem atendidos – Todos estão aguardando atendimento? – pergunto.

—Não, a maioria já foi atendida e encaminhada para fazer exames ou aos setores específicos – explica – Os nomes ticados são os que já receberam atendimento – avisa, dando atenção a seu pager – Tenho que voltar para a ilha principal. Bem vinda minha querida – deseja, me dando um abraço rápido.

—Obrigada – agradeço, retribuindo, me encaminhando para o setor de urgência.

—Hora de pegar no batente! – exclama batendo palmas – Vou adiantando as coisas na sala de atendimento – avisa, entrando em uma porta lateral quando paramos perto do acesso a triagem.

—Certo. Vou chamar o próximo da lista – aviso, entrando no local de cabeça baixa concentrada em ler a sequência de nomes até chegar ao primeiro não ticado, estancando incrédula – Não pode ser! – digo para mim mesma, erguendo a cabeça, vendo-o sentado com duas crianças em seu colo jogando no celular, distraído – Thomas Merlyn! – chamo em voz alta fazendo-o erguer o olhar em minha direção, um sorriso de molhar calcinhas emoldurando o rosto irritantemente bonito – Só pode ser brincadeira! – deixo escapar, observando-o levantar devagar após as crianças descerem de seu colo, despedindo-se delas com um toque de mãos, caminhando, mancando acentuadamente, ao meu encontro.

—Bom dia doutora, quanto tempo? – cumprimenta, sorrindo mais enquanto apoia as mãos no balcão fazendo uma careta de dor.

—O que houve? – interrogo, baixando a vista para seus pés, torcendo o nariz ao ver que pusera tênis ao invés de sandálias.

—Houve que esse bendito pé, ou melhor, a perna inteira está doendo como os infernos! – reclama – Mal consegui dormir depois que cheguei da festa, por falar nisso, por que saiu tão cedo? – pergunta, sorrindo mais uma vez.

Realmente, mesmo que quisesse não conseguiria ser um cara qualquer. Não com esse rosto, esses olhos, esse sorriso... – Certo – respondo, sacudindo levemente a cabeça a fim de espantar tais pensamentos, me voltando para a recepcionista – Jenny, peça, que tragam uma cadeira de rodas para...

—Cadeira de rodas? Por quê? – me interrompe, aflito.

—Para o senhor Merlyn não forçar Ainda Mais a perna! – friso, lhe dirigindo um olhar de censura.

—Pois não doutora Snow – anui, sinalizando para um dos seguranças, indicando as cadeiras dobradas na parede ao lado dele, sendo prontamente atendida.

—Sente, por favor, senhor Merlyn. Seu pé já foi maltratado demais por esse tênis – peço assim que o segurança posiciona a cadeira atrás dele.

—Não dava para vir descalço dava? – defende-se, me obedecendo.

—Não sei se sabe, mas inventaram uma coisa muito útil em situações como esta: sandália, já ouviu falar? – ironizo, agradecendo ao segurança com um aceno, indo para trás da cadeira, empurrando-a para a sala de atendimento – Mas evidente que Thomas Merlyn não poderia sair deselegante de casa não é? O que suas fãs pensariam? – falo próximo ao seu ouvido, não resistindo provocá-lo, um arrepio gostoso percorrendo meu corpo quando o escuto rir baixinho.

_Elas não se importariam, tenha certeza – responde...Convencido! — Não me respondeu ainda. Por que saiu cedo da recepção ontem?

—Achei que já estava claro – digo, abrindo a porta da sala, Sylvie vindo em meu auxilio (assim que se recupera da surpresa) – Trabalho senhor Merlyn, trabalho – digo, posicionando a cadeira perto do leito – Sente na cama, por favor, e me conte o que está sentindo – peço, Sylvie ajudando-o a levantar e sentar.

—Primeiro era só meu pé que estava inchado e doendo muito. De ontem para hoje meu joelho começou a incomodar também – relata, retesando-se quando toco o local.

—Certo. Vamos ter que tirar esse tênis para ver como está. Vou soltar o cadarço e folgar o máximo que conseguir, mesmo assim deve doer um pouco – aviso, começando a fazer o que dissera, ele soltando um impropério quando começo a retirar o calçado.

—Disse que ia doer só um pouco! – reclama, os olhos úmidos.

—Desculpa – peço, enrolando a meia com cuidado, fazendo-a deslizar por seu pé, expondo-o. Mordo meu lábio ao ver a região do tornozelo bastante inchada e arroxeada.

—Minha nossa! Como fez isso? – Sylvie deixa escapar, me dirigindo um pedido de desculpas mudo.

—Está tão ruim assim? – pergunta, ainda mais tenso.

—Não vou mentir. Está sim – declaro, erguendo os olhos para seu rosto – Tomou algum medicamento, passou algo na região? — pergunto.

—Só analgésicos e passei um spray para contusões antes de ir para o casamento ontem. E enfaixei – relata – E quanto ao joelho? – pergunta.

—Vou ver isso agora – digo, apertando sua perna a partir do ponto acima do tornozelo, onde não estava inchado, subindo, fazendo-o sobressaltar-se quando aperto a região abaixo do joelho – Sylvie, pegue uma tesoura por favor – peço.

—Pra que uma tesou...- Thomas deixa a pergunta no ar, surpreso ao me ver cortar o tecido da base até a metade de sua coxa com a ajuda de Sylvie – Era só pedir que tirava a calça Caitlin – resmunga, retesando-se quando tento levantar sua perna, lágrimas de dor escapando de seus olhos.

—Thomas, acredito que torceu seu joelho na queda – deixo escapar.

—Isso foi causado por uma queda? De onde? – Sylvie pergunta, curiosa.

—Rapel – respondemos ao mesmo tempo – Então não foi só o pé que machuquei? – questiona, empalidecendo quando tento mover sua perna novamente.

—Não – anuo, preocupada – Deite na cama – ordeno, ele obedecendo sem contestar – Vou aplicar um anti-inflamatório, pedir um raio x, uma ressonância e te encaminhar para a ortopedia. Sylvie, prepare 1ml de dexametasona –peço, pegando prontuário dele, fazendo as anotações sobre meu atendimento.

—Acha que pode ser algo grave? – pergunta.

—Acho que deveria ter procurado tratamento médico no dia seguinte senhor Merlyn – ralho, encarando-o – Abra sua calça e fique de lado –ordeno.

—Pra que? – questiona, franzindo o cenho.

—Para que eu possa aplicar a injeção – Sylvie adianta-se, parando ao lado do leito.

—Está brincando não é? – pergunta, olhando de mim para ela alternadamente.

—Não brincamos aqui senhor Merlyn, tratamos pessoas. Agora faça o que mandei – repito.

—Por que não pode aplicar no braço? – volta a questionar.

Vai me dizer que está com vergonha de mostrar seu bumbum? – Não estamos querendo ver sua bunda, senhor Merlyn! – exclamo impaciente – É recomendação do conselho de medicina que evitemos aplicar injeções em braços por causa da grande quantidade de abscessos que tem ocorrido. Agora faça o favor de me obedecer. Tenho outros pacientes para atender – explico, ele obedecendo a contragosto ...O homem invade meu apartamento de madrugada, nu em pêlo, e agora fica fazendo doce para mostrar cinco centímetros de pele? É brincadeira!.. penso, observando Sylvie fazer a aplicação – Leve-o para fazer os exames e depois para a ortopedia por favor. Pedirei a Haley que avise que o estou encaminhando – completo, entregando-lhe o prontuário.

—Ainda vamos nos ver? – pergunta, sentando na cadeira após fechar a calça.

—Não senhor Merlyn. Depois que o ortopedista lhe atender devera liberá-lo. E como disse a pouco, tenho outros pacientes para atender- relembro, abrindo a porta para que passassem – Peça que outra enfermeira venha me auxiliar enquanto não volta, por favor.

—Pode deixar doutora – Sylvie anui, empurrando a cadeira.

—Até qualquer dia doutora Snow, Caitlin – despede-se, piscando, me dando mais um de seus sorrisos encantadores.

—Adeus senhor Merlyn – corrijo, pondo minhas mãos nos bolsos do jaleco, acompanhando-os até sumirem de vista, suspirando involuntariamente – Cuidado Caitllin, não se deixe encantar. Ele é encrenca na certa – admoesto-me antes de voltar à triagem.

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Mansão Merlyn (três semanas depois, sexta, 08/9– 09:00 a.m)

Tommy

—Tem certeza que não quer carona Thomas? Estamos indo para o mesmo lugar – Isabel pergunta pela décima vez, parando a meu lado – Posso fazer com que seja atendido mais rapidamente também – acrescenta, pendurando a bolsa no braço após pegar a chave do carro.

—Não, obrigado, Oliver já está chegando – minto, em parte, me apoiando mais firmemente na muleta – Além disso, depois que for liberado iremos a Verdant resolver algumas coisas para o evento de logo mais a noite – informo, atendendo meu celular – Está chegando? – pergunto direto.

< Cinco minutos > responde também direto < Está em frente de casa? >

—Estou – confirmo, despedindo-me a seguir – Ele está chegando.

—Nesse caso vou indo. Até mais tarde – despede-se, fazendo menção beijar meu rosto e o viro, evitando, escutando-a rir baixinho antes de descer a escada de entrada indo até seu carro, acenando ao passar por mim.

Respiro fundo verificando a hora em meu relógio impaciente. Estava louco para me ver livre da bendita bota ortopédica por vários motivos, o principal: poder finalmente sair de casa! Estava quase enlouquecendo em ter que ficar preso praticamente o dia inteiro em meu quarto durante quase um mês.

Não que a bendita bota me impedisse sair, mas era tão desconfortável, pesava e incomodava tanto além de limitar meus movimentos, que preferia ficar na cama a ter que sair arrastando uma perna por aí. Sem contar que não podia dirigir ficando dependente de Uber, taxi ou dos amigos, o que é um saco!

O som da buzina do carro de Oliver me tira do devaneio. Desço a escadaria o mais rápido que consigo.

—Desculpe a atraso. Tive que ajudar meu pai a prender os cães para o veterinário examiná-los – justifica-se, abrindo a porta do carona.

—Sem problema. O importante é que pode vir e vou me livrar desse tormento – digo, pondo o cinto – Como estão as coisas para hoje a noite? – pergunto.

—Melhor do que esperava – diz, manobrando o carro – Felicity, Sara e Thea me deram uma força na sua ausência – revela, narrando tudo que se passara durante meu período de afastamento da boate.

No hospital, para minha surpresa e certo desagrado, Isabel deixara ordens para que fosse atendido imediatamente, o que apesar de me poupar um tempo considerável, causou-me desconforto. Não gosto de dever favores a ela.

Após uma avaliação minuciosa (outra recomendação dela), o ortopedista me liberou recomendando que continuasse com a medicação por mais uma semana e evitasse sobrecarregar a perna direita por tempo igual.

Procurei por Caitlin antes de sair com a desculpa de agradecer-lhe, mas estava atendendo e como não podia esperar deixei recado agradecendo, frustrado, pois o que queria mesmo era vê-la.

Durante todos estes dias não consegui parar de pensar nela, em seu sorriso e principalmente naquelas curvas.

Não a vi novamente após aquele dia no hospital e usar seu parentesco com Felicity estava fora de cogitação já que a única vez em que sondei a fim de conseguir informações sobre ela, quase apanhei tanto da loira quanto de minha irmã.

Toda informação que tinha a seu respeito era que havia mudado de Nova York para cá em busca de paz (palavras da namorada de Ollie para me desestimular), era médica, morava em dos prédios no mesmo condomínio que eles (no qual em breve eu também moraria) e que gostava de animais (tinha dois cachorros). O resto era uma incógnita. Até tentei convencer minha irmã a convidá-la para o evento, mas dissera que estaria de plantão hoje à noite. Ah, tinha mais uma coisa que sabia sobre ela: não se deixava intimidar facilmente. Respondera todas minhas provocações durante o casamento de John e no hospital sem se abalar. Ao menos fora o que me pareceu.

—Direto para Verdant?! – Oliver me chama de volta a realidade.

—Sim – respondo distraído, voltando a imergir nas lembranças dos poucos encontros com a médica mais sexy de Starling.

“....You make me glow, but I cover up;

Won’t let it show;

So I’m putting my defenses up;

‘Cause I don’t wanna faal in love;

If I ever did that ;

I think I’d have a heart attack;

I think I’d have a heart attack;

I think I’d have a heart attack!”

Heart Attack

Demi Lovato

Notas finais
Nos vemos em quinze dias! Bjinhos flores.