Invasão

9 O genro do presidente ( parte I)


Jacob Black estava ao volante de um Humvee militar, com Riley Biers no banco do passageiro. O veículo rugia pelas estradas destruídas, atravessando o caos deixado pela invasão. Eles haviam deixado Denver pela Interstate 70, cruzando Kansas e Missouri, antes de entrarem na I-64, rumo ao leste.

A viagem era tensa, com destroços espalhados pela estrada e os sinais de combates recentes em cada milha percorrida. Carros abandonados, postos de gasolina queimados e grupos de civis aterrorizados eram uma visão constante.

— Nunca vi nada assim – disse Riley, olhando pela janela. – É como se estivéssemos em um pesadelo.

Jacob apertou o volante, o rosto sério.

— Não é um pesadelo. É real. E precisamos chegar a Washington antes que piore.

Enquanto atravessavam a I-70 em direção a St. Louis, uma figura gigantesca surgiu na estrada. Era uma criatura semelhante a uma aranha, mas com o tamanho de um caminhão. Suas pernas pontiagudas e metálicas brilhavam sob a luz da lua, e seus olhos brilhavam em um vermelho ameaçador.

— Que diabos é isso? – gritou Riley, pegando o rifle do suporte ao lado.

Jacob parou o veículo bruscamente, os pneus cantando no asfalto destruído.

— Aranhas gigantes, porque não? – murmurou Jacob, saindo do carro e puxando uma pistola e uma faca.

A criatura soltou um grito ensurdecedor e avançou sobre eles.

— Riley, distraia ela! – Jacob gritou.

Riley saiu pela porta oposta e começou a atirar na criatura, suas balas acertando as juntas das pernas. A aranha se voltou para ele, dando a Jacob a chance de se aproximar. Ele correu para o lado da criatura, escalando uma das pernas traseiras e fincando sua faca em um ponto brilhante que parecia ser uma articulação vital.

A aranha se debateu violentamente, derrubando Jacob no chão. Ele rolou para longe e gritou:

— Riley, atire nos olhos dela!

Riley mirou cuidadosamente e disparou, acertando os olhos brilhantes da criatura. A aranha soltou um grito final antes de desabar no chão com um estrondo que sacudiu o asfalto.

Jacob se levantou, limpando o suor da testa.

— Isso foi... intenso – disse ele, ofegante.

Riley riu nervosamente, ainda segurando o rifle.

— E eu achava que os lobos na floresta já eram o suficiente para me assustar.

Eles voltaram ao Humvee e continuaram pela estrada, atravessando Illinois e West Virginia sem maiores incidentes.

Finalmente, ao amanhecer, os primeiros sinais de Washington apareceram no horizonte. O Capitólio e outros marcos icônicos estavam parcialmente cobertos por fumaça, e o som de tiros e explosões ecoava à distância.

Riley olhou para Jacob.

— Você acha que sua família está bem?

Jacob não desviou os olhos da estrada.

— Eles têm que estar. Porque se não estiverem, não há nada que vá me impedir de destruir quem ou o que estiver no meu caminho.

Riley assentiu, apertando o rifle com mais força.

— Estamos quase lá.

Eles entraram na cidade em silêncio, o Humvee avançando pelas ruas destruídas. O destino estava próximo, mas o perigo ainda era palpável. Para Jacob, cada segundo importava – sua família dependia disso.

...

No abrigo subterrâneo conhecido como Zona 52, o presidente Edward Cullen estava diante de uma mesa cheia de mapas, relatórios e telas mostrando imagens caóticas das áreas afetadas. A tensão era palpável, e a cada atualização, Edward sentia o peso do mundo sobre seus ombros.

Um dos generais apontou para um mapa digital.

— Senhor, as criaturas estão concentradas em Washington e nas cidades ao redor. Nossas forças estão tentando conter o avanço, mas temos perdas significativas. Precisamos de ordens claras sobre os próximos passos.

Antes que Edward pudesse responder, a porta da sala se abriu, revelando Bella. Seu rosto estava pálido, mas seus olhos estavam determinados.

— Edward – ela começou, a voz quebrando. – Encontraram Renesmee. Ela está ferida, mas está viva.

Edward parou de respirar por um momento.

— E as crianças? Sarah e Will? Eles estão com ela?

Bella balançou a cabeça lentamente, lágrimas enchendo seus olhos.

— Não. Eles estão perdidos lá fora, Edward.

O impacto das palavras de Bella o atingiu como um soco no estômago. Ele se apoiou na mesa, o rosto carregado de culpa.

— Isso é culpa minha – sussurrou ele, olhando para Bella. – Se eu não tivesse insistido para que viessem para cá...

Bella se aproximou, colocando as mãos nos ombros dele.

— Não há tempo para arrependimentos agora. Precisamos trazê-los de volta.

Um dos membros da equipe de defesa, um homem alto e de aparência resoluta chamado Major Carter, deu um passo à frente.

— Senhor, com sua permissão, posso destacar nossos melhores homens para localizar seus netos. Temos equipes treinadas para operações de resgate em áreas de alto risco.

Edward olhou para Carter com intensidade.

— Você acha que é capaz de trazê-los de volta?

Carter assentiu firmemente.

— Senhor, faremos o que for necessário. Não descansaremos até que eles estejam aqui, em segurança.

Edward olhou para Bella e viu o medo em seus olhos. Ele sabia que não podia falhar com sua família novamente.

— Faça o que for preciso, Major – disse Edward, com a voz firme. – Traga meus netos de volta para nós.

— Sim, senhor – respondeu Carter, antes de sair para organizar a operação.

Edward puxou Bella para um abraço apertado, sentindo a força dela o ancorar.

— Eu deveria estar lá fora, Bella. Deveria estar lutando por eles.

— Você está fazendo o que pode, Edward – disse Bella, a voz suave, mas carregada de emoção. – Agora precisamos confiar que eles vão encontrá-los.

Edward fechou os olhos, tentando afastar o medo que o consumia. Ele sabia que, como presidente, era responsável por milhões de vidas. Mas, naquele momento, tudo o que importava eram as duas pequenas vidas que ele esperava segurar novamente.

...

Jacob e Riley saíram do Humvee, o ar pesado de fumaça e destruição os cercando enquanto caminhavam pelas ruas devastadas de Washington. Pilhas de escombros bloqueavam várias vias, e o cheiro de queimado misturado ao de metal preenchia o ambiente.

— E agora? – perguntou Riley, mantendo o rifle preparado enquanto olhava ao redor. – Qual é o próximo passo?

Jacob olhou para ele, seu semblante determinado.

— Vamos para a Zona 52.

Riley ergueu uma sobrancelha, confuso.

— Zona 52? Isso não existe. É uma teoria da conspiração, cara.

Jacob parou por um momento, encarando Riley.

— Existe. Só que o governo nunca admitiu oficialmente.

Riley balançou a cabeça em descrença.

— Certo... e onde fica essa tal Zona 52?

Jacob apontou para o horizonte, onde as montanhas da região de Blue Ridge eram visíveis.

— No subsolo, perto de Front Royal.

Riley franziu a testa, olhando para Jacob como se ele fosse louco.

— E como, exatamente, a gente chega lá?

Antes que Jacob pudesse responder, ambos olharam para frente e viram dez criaturas se aproximando. Eram semelhantes às aranhas gigantes que encontraram anteriormente, mas menores e ainda mais ágeis. Jacob puxou sua pistola enquanto Riley levantava o rifle.

— Prepare as armas – disse Jacob.

No entanto, antes que pudessem atirar, tiros ecoaram pelo ar. As criaturas foram atingidas por disparos precisos vindos do exército. O combate se desenrolou na rua à frente, com soldados em veículos blindados atacando as criaturas que se defendiam ferozmente.

Jacob e Riley se protegeram atrás de uma pilha de escombros, observando o confronto.

— Isso é insano – murmurou Riley.

— Bem-vindo ao novo mundo – respondeu Jacob.

Quando o combate finalmente cessou, os corpos das criaturas jaziam espalhados pela rua, e um homem fardado se aproximou deles, segurando uma arma.

— Civis devem buscar refúgio – disse o soldado, olhando desconfiado para os dois.

Jacob deu um passo à frente.

— Eu preciso ir até o presidente.

O soldado riu, como se fosse uma piada.

— Ah, claro. Todo mundo precisa. Boa sorte com isso.

Sem hesitar, Jacob agarrou o colarinho do soldado, puxando-o para perto.

— Não estou brincando.

Outro soldado se aproximou rapidamente, apontando uma arma para Jacob.

— Solte ele, agora!

Jacob soltou o homem lentamente, mas manteve seu olhar firme.

— Meu nome é Jacob Black. Sou marido da filha do presidente.

Riley, que estava observando, deu um passo à frente.

— É verdade. Ele está dizendo a verdade.

Os soldados trocaram olhares desconfiados. Finalmente, o primeiro soldado ajustou o colarinho e suspirou.

— Certo. Se você realmente é quem diz que é, vamos levá-lo ao comandante. Ele pode confirmar sua história.

Jacob assentiu.

— Ótimo. Quanto antes, melhor.

Enquanto eram escoltados pelos soldados, Jacob olhou para Riley.

— Estamos chegando lá, garoto. Fique pronto.

Riley apenas assentiu, segurando o rifle com força. Eles sabiam que o caminho ainda seria perigoso, mas o destino estava cada vez mais próximo.