Invasão
3 Final de semana
O sol brilhava alto no céu, e a brisa salgada do mar trazia um ar refrescante para a praia de La Push. Renesmee estava sentada na areia, observando Jacob e Will no mar. Jacob, com sua habilidade nata, conduzia a prancha com maestria, enquanto o pequeno Will, em sua própria prancha menor, seguia o pai com entusiasmo.
Perto dali, Sam e Paul estavam ocupados organizando o churrasco, rindo e trocando provocações como de costume. Renesmee estava cercada por Rachel e Emily, ambas com sorrisos calorosos enquanto conversavam.
— É tão bom ter dias assim, com todo mundo reunido – comentou Rachel, mexendo nos cabelos com um gesto distraído.
— Com certeza – concordou Emily. – Parece que a vida fica mais leve.
Renesmee sorriu, mas seu olhar permaneceu fixo em Jacob e Will.
— Ele está tão feliz – disse ela, com ternura na voz. – Momentos como esses me lembram por que amo tanto essa cidade.
Rachel deu um leve toque no braço de Nessie.
— E por que ama tanto aquele homem ali.
Renesmee riu, os olhos brilhando.
— Sempre.
Antes que a conversa pudesse continuar, Sarah se aproximou correndo. Seu celular estava em uma das mãos, e os olhos brilhavam com determinação.
— Mãe, posso falar com você rapidinho?
Renesmee arqueou uma sobrancelha, já adivinhando que vinha um pedido.
— Claro, Sarah. O que foi?
A adolescente deu uma olhada rápida para Rachel e Emily antes de se agachar ao lado da mãe, falando baixo:
— É o seguinte... Quando voltarmos de Washington, uma amiga minha vai fazer uma festa de aniversário. Todo mundo da escola vai estar lá. Posso ir?
Renesmee cruzou os braços, olhando para a filha com um ar desconfiado.
— Isso é um pedido... ou uma troca?
Sarah deu um sorriso culpado, mordendo o lábio.
— Eu sei que você quer que eu seja educada com o vovô e tudo mais, então...
Renesmee suspirou profundamente, mas o sorriso em seus lábios mostrava que ela já havia cedido.
— Tá bom, Sarah. Você pode ir à festa. Mas eu espero que você faça um esforço em Washington.
A garota sorriu de orelha a orelha e pulou para abraçar a mãe rapidamente.
— Obrigada, mãe! Você é a melhor!
Antes que Renesmee pudesse responder, Sarah correu em direção ao mar, gritando para Jacob e Will.
Rachel observou a cena com uma risada.
— Essa menina é igualzinha ao pai. Sabe como conseguir o que quer.
Emily concordou com um sorriso.
— Mas ela não parece gostar muito do avô, não é?
Renesmee soltou outro suspiro, olhando para a filha brincando nas ondas com Jacob e Will.
— Não, ela realmente não gosta. Acho que sente o jeito frio do meu pai. E, para ser sincera, não posso culpá-la. Ele nunca foi exatamente... caloroso.
Rachel inclinou-se, pegando uma bebida do cooler ao lado.
— Mas você vai. E isso já é mais do que suficiente para mostrar a ela o valor da família, mesmo quando é complicado.
Renesmee sorriu para a cunhada, sentindo-se grata pelas palavras de apoio.
— Eu só espero que um dia ela veja que ele também tem algo a oferecer, mesmo que seja difícil de enxergar.
As três continuaram conversando enquanto o som do mar e das risadas das crianças preenchia o ar, tornando aquele dia na praia ainda mais especial.
...
27 de Março de 2024
48 horas antes do primeiro ataque em Washington
Jacob estacionou a caminhonete em frente ao hangar, observando o jatinho presidencial à sua espera. Vários seguranças em ternos pretos estavam por toda parte, suas posturas rígidas e olhares atentos deixando Jacob visivelmente desconfortável. Ele suspirou e saiu do carro, ajudando Renesmee com a bagagem enquanto os filhos saíam pelo outro lado.
— Bom, aqui estamos – disse ele, segurando a mão de Renesmee enquanto caminhavam em direção à aeronave.
Renesmee sorriu suavemente, percebendo a tensão no rosto dele.
— Jake, são só três dias – disse ela, tentando tranquilizá-lo.
— Três dias que vão parecer uma eternidade – respondeu ele, parando diante dela. Ele segurou seu rosto entre as mãos, olhando-a nos olhos. – Você sabe que eu odeio ficar longe de vocês.
Ela sorriu, tocando a mão dele.
— Vamos ficar bem, prometo. Cuide-se enquanto estamos fora, tá?
Ele não respondeu de imediato, apenas inclinou-se para beijá-la com amor, prolongando o momento o máximo possível.
Quando se afastaram, ele se virou para os filhos.
— Ei, Will, nada de aprontar, entendeu? – Jacob disse, bagunçando os cabelos do filho, que riu.
— Pode deixar, pai!
— E você, mocinha – ele continuou, olhando para Sarah, que estava distraída com o celular –, cuide da sua mãe e do seu irmão.
Sarah revirou os olhos, mas não pôde evitar um sorriso.
— Tá bom, pai.
Jacob observou em silêncio enquanto Renesmee e as crianças subiam as escadas do jatinho. Ele sentiu uma pontada estranha no peito, uma sensação que não conseguia explicar, como se algo estivesse prestes a dar errado. Mesmo assim, forçou um sorriso e acenou enquanto eles desapareciam na aeronave.
Lá dentro, Will estava animado, mal contendo o entusiasmo enquanto se acomodava em sua poltrona. Ele imediatamente pegou o celular e começou a jogar.
Sarah, por outro lado, sentou-se ao lado da mãe com uma expressão fechada.
— O que foi, Sarah? – perguntou Renesmee, percebendo o humor da filha.
— Nada – respondeu a adolescente, cruzando os braços.
Renesmee ergueu uma sobrancelha.
— Sarah, eu te conheço. O que está te incomodando?
Sarah suspirou, olhando para a janela antes de finalmente responder:
— Eu não suporto ir para lá. Não suporto as minhas primas.
Renesmee inclinou-se um pouco, preocupada.
— Amanda e Emma? Por quê?
— Porque a Amanda fica se gabando de todos os luxos que tem – Sarah bufou, claramente irritada. – E a Emma? Ela nem precisa dizer nada. Só aquele olhar de desdém dela já basta pra me fazer querer ir embora.
Renesmee suspirou, tentando encontrar as palavras certas.
— Eu sei que pode ser difícil, querida. Mas...
— Não, mãe. Você não entende – interrompeu Sarah, virando-se para encará-la. – Elas me tratam como se eu fosse menos só porque não vivo no mundo delas. Como se La Push fosse algum lugar insignificante.
Renesmee segurou a mão da filha, apertando-a com carinho.
— Sarah, escute. Você não precisa se comparar a ninguém. La Push é nossa casa, e é um lugar maravilhoso. Nunca deixe que façam você se sentir inferior. Você é forte e incrível, e isso é algo que ninguém pode tirar de você.
Sarah hesitou, olhando para a mãe antes de finalmente relaxar um pouco.
— Eu sei... mas ainda é irritante.
Renesmee sorriu, puxando-a para um breve abraço.
— E sabe o que irrita mais ainda? – disse Renesmee em tom conspirador.
— O quê? – perguntou Sarah, curiosa.
— Quando você responde com elegância. Nada deixa as pessoas como a Amanda mais sem graça do que verem que você é superior, sem precisar dizer nada.
Sarah deu um leve sorriso.
— Vou tentar.
Renesmee beijou a testa da filha e recostou-se na poltrona, observando o jatinho decolar. Enquanto isso, Sarah olhou pela janela, tentando se preparar para o que viria em Washington.
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