Invasão
2 Café da manhã
23 de março de 2024
7 dias antes do primeiro ataque em Washington
O sol já iluminava o horizonte quando Jacob estacionou sua velha caminhonete na frente de casa. A noite havia sido longa, mas produtiva. Consertar os motores dos barcos do Senhor Hemsworth, o pescador mais velho de La Push, sempre dava trabalho, mas Jacob nunca recusava um pedido de ajuda. Ele abriu a porta da frente e foi recebido pelo cheiro de café fresco e panquecas.
— Papai! – Will correu até ele com um sorriso enorme.
Jacob largou a mochila no canto e se abaixou para abraçar o filho.
— Ei, campeão. Acordado cedo, hein?
— Acordei antes da mamãe hoje – Will disse, orgulhoso, enquanto puxava o pai em direção à cozinha.
Sarah estava sentada à mesa, dividindo sua atenção entre o café da manhã e a tela do celular, enquanto Renesmee, com um avental de flores, servia panquecas em um prato. Ela ergueu os olhos ao vê-lo entrar e abriu um sorriso acolhedor.
— Bem-vindo de volta – disse ela, com um brilho nos olhos.
Jacob beijou os cabelos de Will e, ao passar por Sarah, deu uma leve batida na mesa perto dela.
— Bom dia, Sarah. Acho que tem um mundo lá fora esperando por você, sabia?
Sarah revirou os olhos sem desviar do celular.
— Bom dia, pai. Você sabe que os adolescentes vivem no celular, certo? É quase como respirar.
Jacob riu, meneando a cabeça, antes de se aproximar de Nessie. Ele envolveu sua cintura com os braços e beijou-a com carinho, deixando o cansaço da noite para trás.
— Como está minha menina? – ele perguntou suavemente, olhando-a nos olhos antes de se ajoelhar para beijar a barriga ainda sem volume da esposa.
— E como está você, meu amendoim? – murmurou, encostando os lábios no local onde imaginava o bebê.
Nessie riu, passando a mão pelos cabelos dele.
— Acho que está ótimo, considerando que ainda é um segredo aqui dentro.
Sarah, sem levantar os olhos do celular, soltou uma risada.
— Esse bebê vai nascer traumatizado por causa desse apelido ridículo.
Jacob ergueu a cabeça e olhou para ela com uma sobrancelha arqueada.
— Ah, é? E eu achei que amendoim fosse bem carinhoso. Ou quer que eu chame de "mini você", senhorita opinião forte?
Sarah finalmente largou o celular e sorriu de canto.
— Não, obrigada. Já basta um Will pra espalhar caos por aqui.
— Ei! – Will protestou, cruzando os braços com falsa indignação.
Jacob riu e se levantou, bagunçando os cabelos do filho.
— Falando em caos, amanhã você quer ir surfar, campeão?
Os olhos de Will se iluminaram, e ele praticamente saltou na cadeira.
— Quero! Você promete, pai?
— Prometo – Jacob respondeu, com um sorriso.
Ele voltou para a mesa, sentando-se com a família. O cansaço parecia menor agora, envolto pelo riso e calor do lar que ele tanto amava.
Jacob despejava café em sua caneca enquanto Renesmee se sentava à mesa com uma expressão que ele conhecia bem: algo estava por vir. Ele deu uma mordida na panqueca antes de levantar o olhar para ela, que o observava com um pequeno sorriso nos lábios.
— Então, Jake – ela começou, tentando parecer casual. – Um jatinho vai vir nos buscar na sexta para irmos a Washington.
Ele mastigou lentamente, já prevendo onde aquilo ia dar.
— Nós? – ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Sim, eu e as crianças. E... eu ficaria muito feliz se você viesse também.
Jacob suspirou, apoiando o cotovelo na mesa e esfregando a nuca.
— Ness... – Ele fez uma pausa, escolhendo as palavras com cuidado. – Sabe que eu te amo, mas prefiro não entrar em conflito com o senhor presidente de novo. Ele nunca aceitou que a filha dele se casou com um ex-fuzileiro aposentado que vive numa cidadezinha no meio do nada.
Sarah, que ouvia atentamente enquanto mexia no celular, ergueu os olhos.
— Posso ficar com o papai?
Renesmee suspirou, lançando à filha um olhar firme.
— Sarah, você não foi nos últimos três aniversários do seu avô. Este ano, você vai.
Sarah revirou os olhos, claramente contrariada, e olhou para Jacob como se ele pudesse salvá-la.
— Pai?
Jacob deu um leve sorriso, mas levantou as mãos em rendição.
— Sua mãe é quem manda, princesa.
A garota bufou, mas não insistiu. O café da manhã seguiu tranquilo, e logo as crianças pegaram suas mochilas para ir à escola.
— Tchau, pai! – disse Will, abraçando-o antes de sair.
— Até mais, campeão.
Sarah passou por ele com um aceno preguiçoso, mas o puxou para um rápido abraço antes de sair atrás do irmão.
Quando a porta se fechou, o silêncio pairou na cozinha. Renesmee suspirou e sentou-se ao lado de Jacob.
— Jake, eu sei que você não gosta de ir, mas seria importante se você fosse.
Ele olhou para ela com um sorriso terno, segurando sua mão.
— Eu sei disso, Ness. Mas seu pai... – Ele balançou a cabeça. – Ele sempre me provoca. Cada conversa vira uma competição de quem é melhor ou mais bem-sucedido. Não quero passar por aquelas humilhações de novo.
Ela apertou sua mão e olhou para ele com compreensão.
— Eu sei como ele pode ser. Mas você é o homem que eu escolhi, e isso deveria ser suficiente para ele.
Jacob inclinou-se e beijou a testa dela com carinho.
— Eu te amo, Ness. Isso nunca vai mudar.
Ela encostou a cabeça em seu ombro, e os dois ficaram em silêncio por um momento, apenas aproveitando a calma antes da próxima tempestade.
Jacob observou Renesmee se levantar e começar a recolher as louças da mesa. Ele ficou em silêncio por um momento, admirando-a enquanto ela se movia com graça até a pia. Não conseguiu evitar o sorriso que apareceu em seus lábios.
Levantando-se, ele caminhou até ela em passos firmes, mas silenciosos. Quando ela estava de costas, ele a envolveu com os braços, puxando-a para perto.
— Sabe – ele murmurou contra o pescoço dela, deixando um beijo suave ali –, já que vou passar um final de semana inteiro sem a mulher que eu amo, acho que é justo aproveitar agora.
Renesmee soltou uma risada baixa, inclinando levemente a cabeça para o lado para dar espaço aos lábios dele.
— Jake... – ela começou, tentando parecer séria, mas a voz saiu cheia de afeto. – As crianças acabaram de sair.
— Exatamente – ele respondeu, virando-a suavemente para encará-lo. – Não temos ninguém nos interrompendo.
Ela ergueu as sobrancelhas, mas antes que pudesse responder, Jacob a levantou pela cintura e a sentou na pia. Seus olhos estavam fixos nos dela, intensos e cheios de desejo.
— Jake... – ela começou novamente, com um sorriso tímido, mas ele a silenciou com um beijo profundo e apaixonado.
Suas mãos deslizaram para o rosto dela, segurando-o com delicadeza, mas sem esconder a intensidade do momento. Renesmee retribuiu o beijo, segurando os braços dele como se quisesse ancorar-se naquele instante, as mãos de Jacob deslizaram pelas coxas dela subindo o seu vestido encontrando a renda da calcinha que ela usava, ele introduziu um dedo sentindo o quanto ela já estava úmida
— Nossa já está assim minha vida? Ele sussurrou abrindo o zíper da calça jeans.
Nessie apenas balançou a cabeça e gemeu ao senti-lo penetra-la de uma só vez. As pernas dela envolveram a cintura dele.
— Há Jake...mais forte...
Jacob sorriu dando estocadas rápidas e fortes dentro da mulher que amava até que ambos chegaram juntos ao orgasmo.
Ambos respiravam ofegantes. Jacob encostou a testa na dela, os olhos fechados por um momento.
— Você sabe o que faz comigo, Ness? – ele murmurou. – Como eu vou sobreviver um fim de semana sem você por perto?
Renesmee riu baixinho, passando os dedos pelos cabelos dele.
— Vai sobreviver, senhor Black. Porque quando eu voltar, prometo compensar o tempo perdido.
Ele abriu os olhos, um brilho divertido neles.
— Promete?
— Prometo.
Jacob sorriu antes de beijá-la novamente, desta vez mais leve, mas ainda cheio de amor.
— Então acho que vou te deixar ir... mas só porque você prometeu.
Ela sorriu, balançando a cabeça, e o puxou para outro beijo, prolongando o momento só um pouco mais.
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