Notas iniciais
Eeeeee!! Consegui!! O níver ainda é meu, mas o presente é pra vocês! Boa noite flores. Pretendia postar outras fics, mas o dia hoje foi super corrido e acabou que não consegui finalizar a tempo. Mas tentarei compensar amanhã. Como é tarde, não vou me alongar. Por aqui, Tommy e Cait recebendo boas e surpreendentes notícias, Oliver e Felicity também e algumas decisões sendo tomadas para o futuro. Grata por todas as rewiews (espero ter respondido todas,rsrsr); Espero mais rewiews; Boa leitura; Bjinhos flores. LEIAM AS NOTAS FINAIS, PLEASE!!

“Quando eu encontrei os teus olhos;

Eu nem sequer tentei fugir;

Nada controla um destino ligado assim;

Tão revirada minha vida ficou;

Vejo os meus olhos nos olhos que eu quero amar;

Nessa loucura vou me arriscar;

Pra onde você for;

Me leve com você;

Seja como for;

Me leve, eu vou...”

Encontrei

Marina Elali

Mansão Queen (madrugada sábado, 25/2 – 05:16 a.m)

Oliver

O alerta de novo e-mail recebido soa assim que meu celular termina de ligar, chamando atenção e enrugo o cenho imaginando quem poderia ter me enviado algo tão cedo. O ligara tão somente para verificar o horário e fora surpreendido com o aviso.

Havia despertado a pouco, mas permaneci deitado, e quieto um tempo para não acordar minhas garotas. Estendo o braço movendo-me o mínimo possível para não acorda nem Felicity nem Amy, que adormecera entre nós depois de ter vindo bater a porta de nosso quarto pedindo para dormir conosco porque o “monstro do armário” estava tentando pegá-la novamente.

A princípio pensáramos, Felicity e eu, em recusar, indo com ela ao quarto a fim de mostrar não haver nada lá dentro. Mas ao vermos o pânico expresso em seus olhos e no rostinho suado, mudamos de idéia. Além do mais, como dizer não para a miniatura da mulher que amo vestidinho uma camisola da princesa Ana de Frozen, agarrada a uma almofada duas vezes maior que ela em formato de coração cujos braços arrastavam no chão, o cabelo completamente bagunçado e as bochechas vermelhas? Se isto não amolecesse qualquer coração, a referida criatura ainda tinha o sorriso sedutor do pai, isto sem falar dos olhos na mesma cor e com o mesmo poder de sedução que o dito cujo, que por acaso é meu melhor amigo!! A resposta é uma só: Impossível!!

Com isso perdi minha noite de amor, mas ganhei o aconchego e o abraço gostoso de ambas (muito embora tivesse tido de colocar o ar condicionado na temperatura mais baixa para espantar o calor!).

Haviam demorado para adormecerem. Ambas. Jogando conversa fora e rindo enquanto me limitava admirá-las, pensando, saudoso, no que seria de mim nos dias em que fosse ficar com Tommy e Caitlin, mesmo que morássemos lado a lado.... Muito em breve terá seu próprio filho Oliver, portanto pare de sentir ciúmes bobos!!— recriminara-me mentalmente, reconhecendo que seria difícil desapegar-me da pequena caso sentisse que meu amigo estava ressentindo-se, como notei algumas vezes, da amizade que crescera entre mim e a pequena.

Dando atenção a meu celular novamente, destravo o aparelho vendo tratar-se da médica amiga de Caitlin que pedira o exame de DNA. Imediatamente sinto meu corpo retesar-se. Clico no e-mail, abrindo-o, lendo cada palavra ali escrita lenta e pausadamente, abrindo o anexo por último, um sorriso tomando não apenas meu rosto, mas meu ser por inteiro ao lê o resultado.

Volto meu rosto em direção a Felicity, que dormia tranquila, uma mão sobre Amy enquanto a outra repousava em seu ventre, a barriguinha saliente de quase cinco meses sobressaindo-se por sob a camisola fina de seda e renda, sorrindo, mergulhada em seu mundo de sonhos particular do qual sabia fazer parte. Durante alguns minutos travo uma batalha intima, indeciso se a acordava para dar a notícia ou esperava para fazê-lo amanhã pela manhã, durante o café, ela poupando-me da escolha, abrindo os olhos como se sentisse estar sendo observada, um sorriso doce desenhando-se em seus lábios.

—Oi sweet!! – sopro, me inclinando até tocá-los num beijo casto, admirando sua doçura e beleza mesmo estando com a cara amassada e os cabelos desgrenhados – Bom que acordou. Tenho algo para te mostrar – digo baixinho.

—Oliver, temos uma criança aqui! –fala maliciosamente e lhe dou meu melhor sorriso cafajeste.

—Sua mente anda passeando muito tempo pela sarjeta Smoak!! – devolvo, piscando para ela.

—E a culpa é de quem mesmo Queen?? – rebate, arqueando a sobrancelha, me devolvendo a piscada.

—Totalmente minha sweet heart!! – assumo, lhe dando um beijo não tão casto, suspirando ao sentir a perna de Amy acomodar-se em minha cintura – Mas desta vez, não é nada do que está imaginando, muito embora agora a idéia tenha passado por minha mente – admito.

—Quem está passeando pela sarjeta agora?? – brinca, me roubando um selinho.

—Culpa todinha sua, minha deliciosa noiva – acuso, decidindo entrar logo no assunto antes que a situação fugisse ao nosso controle a acabássemos fugindo para uma rapinha em algum canto da mansão.... Até que não seria má idéia! Sexo comemorativo!! , penso, notando não haver me limitado apenas pensar ao vê-la morder o lábio inferior – Melhor que veja isto antes que eu perca a sanidade Felicity – digo, sacudindo a cabeça, entregando-lhe meu celular, ela me olhando confusa ao pegar o aparelho – Apenas leia e se depois quiser comemorar, estou bem aqui! – acresço, apoiando-me em um braço.

Observo-a ler o e-mail da mesma forma que o fizera segundos atrás, acompanhando cada nuance, cada mudança em sua fisionomia, cada traço seu ir iluminando-se na medida em que chegava ao ápice do texto, erguendo o olhar marejado para mim ao final, tapando a boca com uma mão, visivelmente emocionada.

—Minha bebezinha!! Minha filhinha linda!! – exclama, fungando, beijando o rostinho adormecido, colando o seu ao da pequena após o beijo, me olhando ainda emocionada – Agora posso dizer com propriedade: Minha filha!! – repete, apertando-a mais contra si, acabando por acordá-la.

—Mamãe? – Amy sussurra, bocejando e esticando os braços – Mamãe, que foi? Tá dodói? Chutou mamãe? – pergunta, girando entre os braços de Felicity, as duas mãos segurando o rosto choroso de minha noiva – Machuquei você foi? – preocupa-se e me derreto por completo.

—Não minha querida, você não machucou a mamãe. Nem seu irmãozinho – me adianto, afagando os cachos castanhos – A mamãe acaba de receber uma notícia maravilhosa e está feliz – explico.

—É? – pergunta, fazendo Fecicity encará-la e rio.

—É sim meu anjo. Mamãe está tão feliz, mas tão feliz que chorou de felicidade! – confirma minha loira – Quer saber por quê? – pergunta, apoiando a cabeça em uma mão como eu fazia, afagando o rostinho da filha, confirma com um aceno – Porque posso dizer, gritar até, para quem quiser ouvir que eu tenho a filha mais linda de todo o mundo!! – exclama minha loira, aumentando levemente a voz, sorridente – E agora posso provar para quem duvidar – comemora.

—Hã!? – Amy indaga, uma ruguinha de curiosidade se formando entre seus olhos azuis-cinza.

—Lembra aquele exame que fizemos? – Felicity questiona-a, sentando-se, ela fazendo o mesmo.

—Que tirou sangue? – devolve Amy.

—Isso. Lembra para que era? – prossegue minha noiva enquanto as observo interagindo.

—Pra sabe se era minha mamãe e se Tommy era meu papai – responde, pondo-se de de repente, nos assustando – É minha mamãe Fefe? – pergunta, batendo palmas, saltitando quando Lis confirma – E meu papai? – para atenta.

—Tommy é sim seu papai – Lis confirma, ela saltitando e batendo palmas novamente, animada – Amor não pule na cama, pode cair – Lis ralha e meu sorriso aumenta imaginando-a fazendo o mesmo dentro de alguns meses com nosso filho (não tenho dúvidas de que irá andar antes do esperado, afinal, será uma mistura perfeita de nossos DNAs!) – Oliver, ajude aqui!! – pede e saio do devaneio, sentando-me também.

—Calma mocinha, não queremos comemorar essa ótima notícia no hospital, queremos? – pergunto, retendo-a pela cintura, fazendo com que se sentasse – Tampouco queremos acordar a casa inteira não é mesmo?

—Não quero não Ollie – responde, inclinando o rosto para ver o meu – Será que meu papai já sabe que é meu papai? – inquire, afastando uma mecha de cabelo que ficara grudada em seu rostinho corado – Liga pra ele Ollie, liga pra ele – pede, se animando novamente.

—Vou ligar meu anjo, mas não agora. Seu papai deve estar dormindo ainda – digo, segurando-a quando se põe de pé novamente, as mãos em meus ombros.

—E quando ele acorda? – quer saber e antes que eu responda, ouvimos uma leve batida na porta seguida pela voz de minha irmã.

‘Bom dia casal! Por acaso viram uma linda garotinha por aí? Passei no quarto dela e não estava por lá’

—Tô aqui titia! – Amy responde e antes que pudesse impedir, pula para fora da cama, correndo até a porta, abrindo-a.

—Nós precisamos ter uma conversa séria com está mocinha sobre pulos e corridas! – determino, Lis rindo alto.

—É, eu sei – concorda, olhando-a com enlevo.

—Bom dia bonequinha. Então sua cama não é tão confortável quanto a da mamãe, não é mesmo? – Thea pergunta, abaixando-se para ficar da altura dela.

—É que o monstro do armário voltou aí vim cá me proteger titia – Amy justifica-se, erguendo ambas mãos.

—Uhum, entendi – minha irmã anui, sorridente.

—E você, por que acordou tão cedo maninha? – questiono, vestindo uma camiseta, levantando-me e ajudando Felicity fazer o mesmo.

—Culpa do seu amigo desligado! -exclama, enrugando o nariz numa careta engraçada – Esqueceu de desligar o celular. Acordei com aquela coisa irritante tocando, o que me lembra: assim que dê, vou mudar aquele toque – avisa, levantando o indicador.

—Titia, Fefe é minha mãe – Amy declara, orgulhosa.

—É eu sei que ela é...

—Não, titia. Fefe É minha mamãe – Amy repete, dando ênfase a frase.

Durante um segundo minha irmã parece não entender a amplitude da frase até que de repente...

—AH MEU DEUS! – grita tão alto e agudo, que acaba assustando a pequena, fazendo-a recuar e chorar.

—Thea!! – Felicity ralha, alcançando a filha numa rapidez que me assusta – Tudo bem meu amor, tudo bem – a acalma, segurando-a em seus braços.

—Ai, perdão fofinha, perdão. Sua tia maluca se empolgou com a novidade – Thea pede no exato momento em que Eddie, meu pai e o juiz surgem a porta, meu futuro sogro e meu amigo armados.

—O que foi? Algum problema por aqui? – Eddie pergunta, olhando em volta.

—Nenhum problema e por favor, guardem isso antes que Amy veja – peço, ambos obedecendo rapidamente.

—Por que gritou filha? Sua mãe quase enfartou tamanho susto – papai diz, levemente irritado.

—E Donna então! Já estava me mandando ligar para as forças armadas achando que a casa havia sido invadida – meu futuro sogro revela e tanto eu quanto Lis rolamos os olhos.

—Ok, ok já entendi a mensagem e peço perdão a todos, especialmente você minha fofinha, por ter te assustado, mas é que fiquei tão feliz com a novidade, quero dizer, com a confirmação que me empolguei – reafirma, acariciando as costas de Amy – Você me desculpa anjinha??

—Uhum – Amy murmura sem desgrudar o rosto do pescoço da mãe.

—Alguém explica ou terei de usar meus poderes paranormais?? – Eddie pergunta, olhando-nos.

—Saiu o resultado do DNA – Thea adianta-se – E como esperado, Felicity e Tommy são os pais desta linda menininha aqui! – conta, batendo palmas.

—Mas que notícia maravilhosa! – a voz de Donna ecoa e vemos ela e minha mãe surgirem – Se bem que eu já sabia! – vangloria-se minha futura sogra, entrando no quarto – Vem aqui com a vovó minha linda – chama, esticando os braços, estranhando quando ela se agarra mais a Lis.

—Está assustada mãe, só isso – minha noiva responde a pergunta muda feita por ela.

—Por que não vamos todos a nossos quartos e nos preparamos para o café da manhã? – sugiro, pondo as mãos nos ombros de Thea – Assim damos tempo para Amy ficar mais calma – acresço – Speedy, poderia ligar o computador e a impressora do escritório? Quero imprimir o resultado de ambos exames – peço.

—Ligo sim e de novo, me desculpa ter assustado Amy. Não fiz por mal – pede, mordendo o lábio ao me encarar, tensa.

—Sabemos disso speedy, não se preocupe – garanto, baixando a voz ao falar novamente – Já notei que Amy tem problemas com gritos, de qualquer espécie. É algo que precisamos trabalhar com ela – afirmo – Nos vemos daqui a pouco, e Thea – a chamo, fazendo-a estancar – Nada de acordar Tommy, por favor!

—Eu não ia....

—Ia sim!! – Eddie e eu falamos juntos, ela bufando antes de sair pisando firme.

—Pode deixar, não a deixaremos fazer isso – papai me tranquiliza, saindo com mamãe, Donna e o juiz, Eddie demorando-se um segundo.

—Quer me dizer algo? – suponho ao ver-lhe a expressão séria.

—Era o perito do turno da noite. Encontraram um corpo de mulher nos arredores dos Glades. A descrição bate com a de Anelise Rock – revela – Estava falando com Jay para irmos a delegacia juntos logo depois do café – avisa.

—Ok. Não vamos falar sobre isto com os demais por enquanto. Depois que fizerem o reconhecimento, caso seja ela de fato, vemos como faremos – determino, retornando para o quarto.

—Algum problema? – Felicity pergunta, despindo Amy, mais calma, para banhá-la.

—Nada. Apenas combinando de ligar para John para saber sobre a tal chácara – minto, em parte, posto que pretendia mesmo ligar para ele – E temos de ligar para Erica e Vicky também – lembro.

—Eu sei, mas não podemos esperar até contarmos ao Tommy? – indaga, parando o que fazia e me encarando – E não sei se quero mais ir para chácara alguma – diz, me olhando com ar pidão – Eu sei que Thea precisa ficar em segurança, mas Tommy não está muito bem por conta da ausência de Cait, como você mesmo comentou, e não quero ajudar a deixá-lo ainda mais deprimido afastando Amy – pondera e tenho de concordar.

Desde que a prima de Lis viajara meu amigo anda num mau-humor crescente. Sequer quis comemorar seu aniversário e nem mesmo Thea o fez mudar de idéia. O máximo que conseguiu foi um jantar em família e mesmo assim depois que Cait ligara para lhe dar os parabéns. Fora visível a mudança de humor dele aquele dia.

—Vamos conversar sobre isto durante o café. Agora me deixe te ajudar – peço, pegando Amy nos braços, seguindo para o banheiro.

—Vou buscar suas roupas enquanto banha ela – avisa, dando um beijo na bochecha da filha e um selinho em mim antes de sair.

—Ollie, não vamos mais viajar? – Amy pergunta quando a ponho de pé na bancada enquanto encho a banheira com água morna (estava frio lá fora, pelo que pude ver através da janela).

—Talvez não pequena – respondo, sentindo a temperatura da água – Vamos decidir isto junto com seu pai. Agora venha, hora do banho! – chamo, pegando-a em meu colo e a pondo na banheira, deixando-a bagunçar à vontade, o que me rende uma bronca quando Felicity retorna.

Depois que arruma Amy, deixo-a tomar banho primeiro, entretendo a pequena até que saísse. Deixo as duas brincando sobre o colchão enquanto tomo meu banho e me arrumo dentro do banheiro mesmo. Quando estamos os três prontos, descemos, nos unindo a meus pais, os dela mais Eddie e Thea para o dejejum.

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“...Quando eu te encontrei;

Meu plano virou você;

Quando eu te beijei, perdi de vez;

A noção do tempo, a noção de tudo;

Quando eu te tocar, me beije devagar;

Sem pensar;

Coisas da vida, eu fui me apaixonar;

Tão de repente, estranho demais;

Se isso é um erro;

Ou um plano que vai falhar;

Não me interessa, eu vou me arriscar...”

Tommy (6:47 am)

Ligo o chuveiro novamente, deixando a água morna escorrer por meu corpo, levando a espuma embora.

Acordei no meio da madrugada após outro pesadelo (estava tendo vários ultimamente) e não conseguira mais dormir.

Havia descido, preparado e comido um lanche leve, caminhara pelo jardim interno (que Isabel convencerá meu pai construir), vagara pela e finalmente resolvera voltar ao quarto tendo cuidado para não acordar Cait.

Apesar de negar, ela me parecera cansada e um pouco pálida, me deixando preocupado. Tanto que pegáramos leve na cama (não que costumássemos exagerar ou fazer coisas esdruxulas, mas algumas vezes caprichamos, por assim dizer!).

Distraído, só percebo sua presença quando me volto, sorrindo ao vê-la recostada ao balcão usando apenas minha camisa, me olhando carinhosamente.

—Sabe, acho que vou te presentear com algumas camisas minhas. Ficam tão mais bonitas em você! – elogio, estendendo a mão num convite mudo.

—Obrigada – agradece, desbotoando cada botão sem pressa – E por falar em presente, trouxe um, já que não estava aqui para comemorar seu aniversário. Me lembre de pegar na mala antes de descermos para o café – pede, despindo-se (finalmente), segurando a mão que lhe oferecia.

—Meu melhor presente está diante de mim – asseguro, fazendo-a rir mais – Você e nossa filha, aqui, comigo, é tudo que desejo ter – completo, beijando-a com ardor.

Fecho o box trazendo-a para debaixo da ducha, diminuindo a intensidade do jato, beijando-a. Durante alguns minutos trocamos carícias suaves sempre intercaladas por beijos. Tudo parecia ir bem até que a sinto retesar-se.

—Cait, o que houve? – pergunto, afastando-me apenas o suficiente para ver em seu rosto a tensão e o medo ali presentes – Cait?? – insisto, ela abaixando minimamente a cabeça.

Sigo seu olhar, um calafrio percorrendo minha espinha ao ver fio de sangue escorrendo por sua perna esquerda, escoando pelo ralo levado pela água corrente.

—Thomas....- chama com voz trêmula.

Sem perder tempo, desligo o chuveiro com uma mão e com a outra abro o box. Em seguida, a tomo em meus braços, voltando ao quarto onde a coloco sobre a cama, retornando ao banheiro a fim pegar uma toalha, a qual lhe entrego.

—Sente alguma dor? – questiono enquanto a observo enxugar-se cuidadosamente, ansioso.

—Não, mas ainda está sangrando. Pouco, mas está – relata, erguendo o olhar marejado para mim – Thomas...nosso bebê...- soluça e sinto meu peito oprimido pela dor.

—Vou chamar Isabel – aviso, levantando-me de um salto, indo ao guarda roupa. Pego a primeira coisa que me vem a mão: um robe atoalhado – Vista isso e me espere aqui, quietinha – ordeno, olhando em volta a busca de algo para vestir, encontrando a box que usara noite passada.

Ponho-me de pé, vestindo-a enquanto caminho até a porta, o que quase me custa uma queda feia. Xingo baixinho, apoiando a mão a parede, saindo aos trancos do quarto, quase correndo ao quarto de meu pai.

—Pai? Isabel? – chamo ao mesmo tempo em que bato em sua porta, a resposta parecendo durar uma eternidade.

‘Sim??’ , escuto, respirando um pouco mais aliviado.

—Desculpem acordá-los, mas preciso que Isabel ligue para o hospital. Cait está sangrando e vou levá-la para...- antes que eu completasse a frase, minha madrasta abre a porta, me encarando, tensa.

—Quando começou? Qual intensidade? – interroga, passando por mim.

—A pouco e parece ser apenas um fio, mas contínuo – declaro, seguindo-a, parando a seu lado quando se agacha de frente para Cait, as mãos apoiadas nos joelhos dela.

—Sente alguma dor ou desconforto? – pergunta, examinando minha namorada.

—Um leve desconforto na região do baixo ventre, mas sem dor. Parece que parou de sangrar – Cait conta, erguendo os olhos ainda aflitos para mim.

—Ainda assim é melhor irmos para o hospital – Isabel decreta, pondo-se de pé – Vou ligar avisando que estamos a caminho com uma suspeita de aborto e pedir que fiquem a nossa espera. É apenas uma medida de precaução para que o plantonista se prepare, portanto acalmem-se – pede, olhando de mim para Cait.

—Poderia pedir para chamarem a doutora Lacerda? Ela já está me acompanhando – Cait pede, fazendo menção levantar-se, Isabel a impedindo.

—Fique sentada, deixe que providenciamos uma roupa para você e infelizmente a Lacerda pediu licença para resolver problemas pessoais. Mas o substituto dela é excelente, posso te garantir – assegura minha madrasta, indo ao guarda roupa.

—Na mala Isabel – Cait avisa, ela voltando-se rápido.

—Que faz aí parado Thomas? Vista-se e vá tirar o carro da garagem. Depois volte para buscar Cait. Ela não deve descer os lances de escada andando – ordena – Ande Thomas, ande!! – exclama, batendo palmas com força diante de meu rosto e saio do torpor no qual entrara.

Rapidamente vou ao armário aberto, cato uma jeans e uma camiseta, visto-as, pego minhas chaves, calço uma sandália e corro para a garagem esbarrando com meu pai no caminho, quase o derrubando.

—Desculpe – peço, seguindo meu caminho direto para a garagem.

Tiro o carro, posicionando-o defronte a porta principal. Deixo as portas abertas e retorno ao interior da casa, subindo os degraus dois a dois, estancando na metade ao visualizar meu pai trazendo Cait em seus braços, Isabel a seu lado.

—O carro está aqui na frente – aviso, descendo a frente deles, abrindo a porta para que pudessem passar.

—Me deem notícias – papai pede taõ logo nos acomodamos no carro.

—Daremos e fique de olho em Emiko. Tem uma mamadeira pronta caso acorde com fome – Isabel avisa.

Acelero, cantando pneu ao sair, o que me rende uma nova bronca de minha madrasta.

—Thomas, sei que está aflito, mas seria interessante chegarmos vivos ao hospital!! – ralha, olhando Cait através do retrovisor interno – Tudo bem minha querida? Voltou a sangra ou começou a sentir dor? – quer saber.

—Não, está tudo bem. Só o desconforto que continua mesmo – relata e sinto ânsias de acelerar ainda mais, porém me contenho. Isabel estava certa. Não ajudaria em nada me envolver num acidente ou deixar Cait mais nervosa por conta do excesso de velocidade. Mesmo assim dirijo no limite.

Vinte minutos depois de sairmos estaciono em frente a entrada de emergência. Para minha grata surpresa, uma enfermeira já nos aguardava com uma cadeira de rodas. Retiro Cait do carro, ponho-a na cadeira e sigo, juntamente com Isabel, direto para a Obstetrícia, evitando a emergência.

Nunca usei o fato de ser enteado da administradora do hospital em proveito próprio, mas devo admitir que naquele momento agradeço imensamente ela o ser. Bastou um telefone seu para que tudo estivesse pronto a nos receber, inclusive o Obstetra de plantão, doutor Jamie Ross.

Mal entramos em seu consultório e a enfermeira já realizava a coleta de sangue, ele ordenando uma série de exames com nomes complicados, os quais nunca ouvira nem falar ou fazia idéia de para que serviam. E contanto que mostrassem estarem ambos bem, Cait e nosso bebê, ficaria satisfeito.

Enquanto realiza o exame físico, ele faz uma bateria de perguntas tanto a Cait quanto a mim, inclusive se havíamos transado recentemente.

—Hã... transamos sim. Ontem a noite, mas pegamos leve – me apresso dizer – Não que peguemos pesado alguma vez ou que façamos coisas ...

—Eu acho que ele já entendeu Thomas – Cait me corta.

—É que não quero que o doutor pense que sou um irresponsável que só pensa em si mesmo e põe em risco sua saúde e a do bebê amor – me justifico, olhando-o aflito – Posso ter feito isso? Assim, mesmo sem querer, sem intenção. Porque não fizemos nada de mais, digo, nada além...

—Tommy, quer parar!! – Cait chama minha atenção, apertando forte a mão que segurava, mais vermelha do que um pimentão maduro.

—Desculpe amor, eu só...

—Tommy!! – repete, mais incisiva e me calo.

—Não se preocupe senhor....?? – começa dizer o obstetra, me encarando enquanto retorna a sua mesa.

—Thomas. Pode me chamar de Thomas – digo, sem graça.

—Então Thomas, não se preocupe, não fizeram nada errado, estou certo disso e também não irei pensar mal a seu respeito – garante, rindo de maneira complacente – Apesar de não poder afirmar isso, acho pouco provável que tenha sido o sexo a causar o sangramento, a menos, é claro, que tivessem se excedido, o que já me garantiu não ter acontecido, correto? – inquere e me sinto um perfeito idiota.

—Correto – anuo, sem vontade.

—Depois que tiver os resultados do exame de sangue em mãos e principalmente depois da ultrassonografia, poderei dizer se o sexo teve ou não uma parcela no ocorrido. Por hora, relaxem – aconselha, digitando algo em seu computador – Li em sua ficha que sofreu um aborto em consequência de um acidente automobilístico e que esteve internada recentemente – comenta, parando de digitar, se voltando para nós, aguardando Cait responder.

—Sim. Fui atropelada e perdi meu bebê. Estava com quase dois meses. Houve.... complicações durante e depois da curetagem, precisei ficar interna um tempo ....- Cait titubeia, respirando fundo antes de voltar a falar – Me foi aconselhado não engravidar antes de um ano – revela.

—Então devo presumir que não tenham planejado essa segunda gravidez- supõe o obstetra, nos encarando.

—Eu não era... nós não ...- minha vez de titubear – Não ..

—Thomas não era o pai de meu primeiro filho – Cait completa, apertando minha mão mais uma vez, sorrindo doce quando murmuro um pedido de desculpas.

Eu realmente não sabia o que estava acontecendo comigo. Estava nervoso, evidente, mas daí a bancar o imbecil era demais!

—Me desculpe o mal jeito doutor Ross, mas estou nervoso e me sentindo culpado. Se perdermos nosso bebê...

—Não vamos perder! – Cait me interrompe, segura.

—Se me permitem uma opinião, também não acho que vá perder. Esse bebê já conseguiu driblar as precauções de vocês, já resistiu um atentado grave, motivo pelo qual Caitlin esteve internada recentemente. Foram atacados por um lunático dentro do apartamento deles – Isabel conta, me fazendo lembrar sua presença, o que somente aumenta meu vexame! – Com todo respeito, não será uma noite de amor que vai derrubá-lo – completa.

—Perfeito. Agora me sinto ainda mais ridículo!! – deixo escapar, mas ao invés de críticas o que ouço são risos.

—Não se sinta Thomas – Jamie Ross declara, terminando de teclar, afastando sua cadeira – Bem, vamos tentar tranquilizar um pouco a ambos – diz, vindo em nossa direção, contornando o leito, indo sentar-se defronte o aparelho –Vamos realizar a ultra...- uma batida na porta o interrompe – Entre – libera, a amiga de Cait, April, surgindo.

—Olá, bom dia. Espero – cumprimenta-nos, segurando o que julgo ser os exames de Cait – Estava me preparando para sair quando vi seu nome na requisição de exames. Como está? – quer saber, estendendo o envelope para o obstetra.

—Agora um pouco melhor – Cait diz, sorrindo gentil.

—São os resultados com você? – Isabel questiona e enrugo o cenho, notando outro envelope nas mãos dela.

—Uhum. Já que estariam aqui, resolvi imprimir – diz, estendendo-o para mim – Cait, suponho que não tenham lido seu e-mail– comenta.

—Não. Por quê? – respondo por ela, segurando o envelope ao mesmo tempo em que vejo Isabel mover-se para mais perto do obstetra, lendo os exames de Cait com ele.

—Recebi os resultados do DNA ontem á noite – April revela e retenho o ar.

—E??? – interrogo ante seu silêncio.

—Li apenas o corpo do e-mail – avisa, me desapontando. Confesso que não estava com cabeça para lê nada naquele momento.

—Eu li – Isabel assume e a olhamos – Desculpa, mas a curiosidade foi maior – confessa, sem graça, completando antes que pudéssemos dizer algo – Se puder esperar a consulta terminar te falo, já que, acredito eu, não esteja com cabeça para lê e entender nada no momento – adivinha e rio.

—Aguardo sim – concordo.

—Então doutor Ross, como estão meus exames? – Cait quer saber, ansiosa.

—Melhores do que esperava, admito – confessa ele – Minha maior preocupação é que está com uma anemia acentuada e isto não é bom – relata, pondo os papeis de lado – Seu exame físico não apontou sinais de haver qualquer sangramento interno, portanto a resposta pode estar na ultrassonografia – declara.

—Então que estamos esperando? – indago, recebendo um beliscão – Ai, ai, ai!! Eu só estou querendo saber se está tudo bem com vocês amor – justifico-me, esfregando o local.

—No que está mais do que correto. Vamos ao exame – o obstetra concorda, preparando o aparelho enquanto Cait ergue a blusa.

—Quer ajuda? – me ofereço, recebendo um tapão na mão.

—Só quero que fique quietinho – Cait ordena, fazendo cara de brava.

—Vou ficar – prometo, beijando meus indicadores cruzados, arrancando um sorriso tímido.

—Pronta? – doutor Ross pergunta, ela suspirando antes de anuir com um aceno, ele pondo mais gel, deslizando o leitor por toda extensão de seu ventre.

Durante os primeiros dez minutos o médico não diz nada. Apenas observa atentamente a tela tendo Isabel e April a seu lado, sua expressão não deixando transparecer qualquer emoção. São minha madrasta e a amiga de Cait a nos darem uma pista de que algo não estava bem ao deixarem escapar uma interjeição de espanto.

—O que foi? Algo errado com o bebê? – me adianto, aflito.

—Não, não – responde o médico rapidamente, voltando-se para nós – Caitlin, quantas ultras já fez? – questiona-a.

—Apenas uma – responde — Deveria ter feito mais duas, mas descobri a gravidez no final do ano, vieram as festas e depois viajei com meus pais...acabei realizando apenas uma quando estava com pouco mais de duas semanas – completa.

—Entendo – declara ele, passando a mão pelo queixo – Bom, três pontos: um , seu útero está um pouco mais vascularizado do que o esperado, talvez em consequência da anemia por isso vamos tratar de reverter este quadro – começa dizer – Dois, à partir de hoje a porei de licença por duas semanas ao final das quais, tudo correndo conforme o esperado, faremos uma nova consulta e nova ultrassonografia. Vou receitar algumas vitaminas além de repouso absoluto por vinte e quatro horas. Nada de subir ou descer escadas, nada de esforço, repouso total nas próximas horas. Também quero que procure, na terça no caso, uma nutricionista e veja uma dieta que possa lhe fornecer as proteínas que vai precisar durante a gravidez – avisa.

—Pode considerá-la de licença – Isabel diz, sorrindo de maneira enigmática.

—Certo doutor Ross. E quanto a nosso bebê? Tudo bem? – Cait anui, tentando visualizar a tela.

—Isso. Por que o espanto das duas? – inquiro, apontando-as.

—Bem, o terceiro ponto, seu bebê...

—Hã, no caso, não quer sentar-se Thomas? Ficar mais confortável? – April sugere me deixando confuso.

—É, talvez seja melhor mesmo – Isabel corrobora, aumentando minha confusão.

—Por quê? O que há de errado com minha filha? – pergunto, me inclinando na tentativa de ver o monitor.

—Ou filho – Cait me corrige, e rio.

—Tenho certeza de que é uma menina – afirmo, fazendo-a rolar os olhos.

—Podem relaxar. Apesar do susto, por hora, está tudo bem com ambos os fetos – declara, me fazendo enrugar o cenho ao mesmo tempo em que Cait aperta minha mão forte.

—Me desculpe, o senhor disse fetos? No plural? – questiono-o, ele acenando afirmativamente.

—Correto. Fetos – repete, prosseguindo antes que pudesse dizer algo – Quando realizou a ultrassonografia era muito cedo ainda. Somente a partir da sexta semana, ou seja, quarenta e dois dias, é possível descobrir tratar-se de uma gravidez múltipla e como não fez nenhum outro exame neste período não tinham como saber – explica.

—Desculpe, mas ainda não estou entendendo – reitero, o sorriso franco de Isabel, April e dele próprio me fazendo crer que não entenderá erroneamente.

—Então serei mais claro – afirma, girando o monitor para que pudéssemos vê-lo – Thomas, Cait, serão pais de gêmeos– avisa – Meus parabéns! – deseja.

—Dois?? Tem certeza? – Cait questiona, esticando-se a fim de se aproximar mais da tela.

—Absoluta – reafirma ele calmamente, pegando uma espécie de caneta – Um e dois – circula os fetos, um por vez – Como podem ver, apesar do susto, ambos estão bem. É possível ver braços e pernas se desenvolvendo normalmente, a circunferência craniana também está dentro do esperado para o tempo de gravidez, assim como a coluna dos dois. Estão em dois sacos gestacionais distintos, por isto suponho que sejam fraternos, mas também pode ser que o óvulo tenha se dividido e formando dois sacos distintos.... Mas podemos deixar isto para um outro momento – sugere, me encarando – Tudo bem ai Thomas? – pergunta.

—Eu...hã...acho... eu – balbucio, assustado, admito.

Sendo honesto, não estava preparado para ouvir essa novidade. Sentia que o chão sob meus pés estava oscilando. Ou seriam minhas pernas que estavam bambas?

—Thomas, está sentindo-se bem? – Cait pergunta, sacudindo meu braço levemente, me fazendo dar-lhe atenção – Está bem? – repete, me olhando, tensa.

—Eu...estou bem sim.... acho – digo de forma lerda – Vou ser pai de dois bebês! Dois filhos!! – exclamo, rindo de nervoso.

—Hã .... -Isabel limpa a garganta, chamando minha atenção – Então... melhor dizendo dizer de uma vez: Amy é sua filha. O DNA confirmou — revela e devo ter demonstrado de alguma maneira meu estado de nervos porque de imediato o médico vem até mim.

—Tudo bem? Quer sentar-se, ou talvez um copo com água – oferece.

—Vou buscar – April adianta-se – Para os dois. Com um pouco de açúcar – acresce, saindo sem esperar resposta.

—Sei que é muita coisa, muita informação para ambos digerirem e se precisarem de um tempo a sós entenderei – sugere o obstetra e de pronto olho para Cait, seu lindo e assustado rosto me fazendo reagir.

—Vai ficar tudo bem amor – asseguro, tentando passar uma calma que estava longe de sentir – Vou estar bem aqui pra você, o tempo inteiro – garanto, beijando sua mão e logo em seguida sua fronte, notando o tremor discreto – Eu sei que não planejamos um bebê agora...menos ainda dois!! – lembro, rindo nervoso – Mas vamos conseguir...

—Não é tão simples assim Thomas – me corta, suspirando, dirigindo seu olhar aflito para a tela – Levar uma gravidez simples até o fim já seria difícil para mim neste momento, uma múltipla é quase .... impossível – diz, um soluço sofrido escapando por seus lábios e me sinto quebrar de uma maneira como nunca antes quebrei na vida. Por nada. Sabia ter muita verdade no que dizia. Nossa presença ali era a prova disto.

—Difícil, mais complicado do que esperava, com certeza, mas não impossível Caitlin – ouço Isabel dizer, chegando mais perto do leito – Exigirá bem mais de você...de vocês – me encara, séria, por um segundo antes de dar atenção a ela novamente – Mas com os devidos cuidados, com o repouso e os cuidados necessários pode sim conseguir. Eu sei que neste momento, depois desta ameaça, o quadro não lhe parece nada favorável, mas vai ficar – anima-a.

—Certamente que ficará – doutor Ross intervém – Não vou mentir para vocês: os próximos dias serão decisivos – declara – Aliás...- começa dizer, voltando para junto do aparelho no instante em que April retorna com a água – Que tal fazermos algo para nos animar a todos? – indaga, passando gel no leitor outra vez, o deslizando sobre o ventre de Cait, atento.

—O que procura doutor? – quero saber, aceitando o copo com água, Cait fazendo o mesmo, ele demorando-se em responder.

—Quero que escutem uma coisa – diz, nos encarando – Podem beber – diz, nos aguardando terminar – Agora eu realmente prefiro que se sente Thomas, e que relaxe Caitlin – pede e obedeço, Cait puxando e retendo o ar, soltando-o lentamente, acenando afirmativamente – Ok. Vou aumentar o volume. Ainda assim preciso que fiquem em silêncio – alerta, apertando uma tecla continuamente.

No começo nada percebo, até que sinto Cait apertar minha mão novamente. Aguço meus ouvidos, notando o som ritmado e forte que começava ecoar pela sala.

—Isso é...é?? – indago, a emoção me tomando quando Ross fala.

—O som do coração de seus filhos. Digo, corações – se corrige, deslizando o leitor de um lado a outro, captando melhor o som – E estão batendo forte e ritmados. Como deve ser – declara.

Sinto o som reverberar dentro de mim, trazendo lágrimas a meus olhos. Olho para Cait e vejo nela a mesma emoção, as mesmas lágrimas e a mesma decisão: iremos lutar por nossos bebês com todas as forças!!

Num impulso, me inclino sobre Cait, beijando sua barriga quase inalterada sem me importar com o gel. Tudo que queria era passar para meus filhos o quanto eram amados desde já. Os amava tanto quanto amava a mãe deles e por isto, no que dependesse de meus esforços, não os perderia ou a ela. Jamais!

—Digo o mesmo amor – Cait declara, tocando meu rosto e rio, entendendo que havia verbalizado meu pensamento.

—Amo vocês – declaro, lhe dando um selinho, ambos rindo ao sentirmos o gosto amargo do gel – Teremos nossos bebês e Amy terá dois irmãozinhos em quem mandar!! – brinco, me emocionando ainda mais ao lembrar da pequena. Mal via a hora de poder abraçá-la e chamá-la de filha, agora com total convicção! -Este é o som mais lindo do universo – digo, enxugando meu nariz com o dorso da mão.

—É sim, com certeza – Cait anui, beijando o dorso da mão que segurava a sua.

Um silêncio gostoso toma a sala por breves momentos, Isabel ajudando Cait. Quando terminam, ajudo-a descer para que doutor Ross pudesse finalizar sua consulta. Melhor dizendo, a carrego (sob pequenos protestos seus) em meus braços sob o olhar e sorriso radiantes de April.

—Tão fofo!! – ouço-a comentar enquanto coloco Cait de pé junto a cadeira.

—Pode subir na balança, por favor – Jamie Ross pede e tento pô-la nos braços novamente.

—Thomas, não. A balança está logo ali. Posso ir sozinha. Não exagere – ralha, me dando um tapa no antebraço.

—Ok – anuo – Posso ao menos ajudá-la ir até ela senhorita independente? – indago, sorrindo de forma encantadora.

—Pode – concorda, rolando os olhos.

Apoio-a, ajudando-a subir e descer após pesar-se, sentando-me a seu lado de frente para o obstetra.

—Humm... seu peso está bom, mas quero que ganhe pelo menos mais um quilo antes do final deste primeiro trimestre – avisa ele, digitando em seu computador – Estrou prescrevendo uma vitamina, como falei. Também estou te encaminhando para a nutricionista do hospital, mas sinta-se a vontade para procurar uma particular, de sua preferência – libera, nos dando atenção quando termina – Com o passar dos meses iremos controlando seu peso, pressão e outros fatores. Independente deste período em que ficará de licença, quando retornar quero que mantenha uma rotina mínima de trabalho e, de preferência, que esteja sempre com uma enfermeira a seu lado para ajudá-la – alerta, olhando diretamente para Isabel.

—Pode ficar tranquilo quanto a isso – assegura – Por falar nisso, vou ligar agora mesmo para casa e pedir que arrumem o bangalô para vocês. Melhor do que o quarto de hospedes, não acha Thomas? – pergunta já com o celular em punho.

—De acordo – anuo, me voltando para Cait – Tudo bem pra você amor? – pergunto.

—Tinha pensado em voltar para meu apartamento – diz ela, insegura – Não quero incomodar.

—O condomínio está uma bagunça amor. Poeira para todo lado, barulho quase que dia e noite, além das constantes quedas de energia que nos obrigaria subir escadas. Lá teremos mais privacidade e zero de escadas. Acho que devemos ficar lá estas duas semanas e depois vemos o que faremos – sugiro – E tem seus pets também. Eles estão na mansão Queen com Amy e de lá para o bangalô é um salto – acresço fazendo-a sorrir.

—Neste caso, faremos assim. Estou pensando em vender meu apartamento mesmo – revela.

—Também penso nisso – admito – Mas vamos deixar isso para depois. Agora quero focar apenas em sua recuperação – afirmo, fazendo uma nota mental de ligar para Ollie e comunicar que não iria para a tal chácara, como planejáramos. Aliás, estranho ele não ter me ligado ainda – Que mais temos que fazer doutor? – questiono-o, afastando estes pensamentos momentaneamente.

—Por hora nada mais. Apenas reforçar as recomendações para repouso, boa alimentação, descanso de corpo e mente – reitera, me entregando a receita e o encaminhamento – Quando estiver em casa, procure deitar-se com as pernas um pouco elevadas. Na receita tem meu telefone pessoal. Não se acanhem em ligar caso tenham dúvidas ou precisem. No mais, tome a medicação que prescrevi, alimente-se bem e com regularidade e relaxe o máximo que puder. Nada ajuda mais a recuperação de uma ameaça de aborto do que uma mente tranquila – discursa.

—Pode deixar doutor Ross. Seguirei à risca suas recomendações – Cait assegura.

—E eu também – digo, fazendo-o rir – Estamos liberados? – pergunto no exato momento em que meu celular começa a vibrar.

—Liberados – diz, pondo-se de pé, apertando a mão de Cait e a minha quando fazemos o mesmo – Boa sorte. Nos vemos em duas semanas – deseja, sorridente.

—Assim espero – Cait e eu dizemos juntos – A cadeira amor – lembro quando faz menção caminhar, completando – Melhor começar desde já os cuidados. Com licença – peço, erguendo meu celular, me afastando um pouco para atender.

—De acordo – April corrobora, posicionando a cadeira as suas costas – Sentando senhorita! – ordena.

—Tudo bem. Só não exagere – ainda a escuto dizer antes de atender meu amigo – Bom dia Ollie – cumprimento.

< Bom dia. Cait está bem? > pergunta, me pegando de surpresa.

—Está sim. Estamos saindo do médico neste momento – conto, olhando-a de soslaio – Quem te contou? – quero saber.

< Seu pai. Liguei para te dizer que mudamos os planos e ele disse que Cait tinha passado mal e a levara ao hospital > revela < O que aconteceu? Malcom não deu detalhes. Não sabíamos que Cait tinha regressado de Nova York >

—Ela chegou ontem a noite, de surpresa. Foi direto para Verdant e acabamos esquecendo de avisar vocês – confesso, sem graça, atento a movimentação alguns passos de mim – Ollie, vou desligar. Como disse, estamos de saída. Quando chegar em casa te aviso. Quero dar um beijo na minha filhota – declaro, escutando-o rir.

< Então já sabe >

—Já. Isabel e April contaram por que não tivemos como ler e-mail algum – conto.

< Imagino. Fico no aguardo então. Até já >

—Até – despedimo-nos, desligando – Prontas? – pergunto, assumindo a tarefa de conduzir a cadeira com Cait.

—Obrigada mais uma vez, doutor Ross – minha namorada agradece, ele sorrindo e apertando nossas mãos novamente.

—Avisei Malcom. O bangalô estará pronto quando chegarmos – Isabel avisa – Vamos passar numa farmácia no caminho, não vamos? Por que preciso comprar remédio para febre e gel para gengiva. Emiko está deixando seu pai louco!! – exclama.

—Imagino – digo, rindo baixinho – Vamos passar sim – afirmo, conduzindo a cadeira pelo corredor, parando aqui e ali quando alguma enfermeira vem cumprimentar Cait, Isabel aproveitando para pegar duas almofadas, que pomos no banco do passageiro para que Cait pudesse apoiar as pernas.

No caminho, paro numa farmácia onde além das medicações para ela e minha irmãzinha, compro uma bolsa térmica, creme para massagem e óleo de amêndoas. Quando retorno ao carro encontro minha madrasta, que ficara fazendo companhia a Cait, sentado no banco do motorista e enrugo o cenho.

—Queremos chegar em casa ainda neste século Thomas, e do jeito que está guiando isto não acontecerá! – declara, sinalizando para que me sentasse no banco de trás com Cait.

—Doutor Ross recomendou cuidado – justifico-me, obedecendo-a, mal-humorado.

—Sim, mas em exageros meu amor – Cait pondera, me chamando para um selinho.

Quando chegamos em casa, encontramos os Queen e os pais de Felicity a nossa espera junto com meu pai, que não negava ter ficado aliviado ao receber ajuda de Moira e Donna com Emiko.

—Então a senhorita chega e nem pra me avisar, não é bandida?? – Felicity ralha, as mãos na cintura, Amy a seu lado, atenta.

—Desculpa Lissy – Cait pede, aceitando minha ajuda para sair do carro – Pretendia encontrar com vocês hoje, mas não deu certo – lamenta.

—O que aconteceu? Ninguém diz nada com nada aqui!!! – Thea resmunga, fazendo bico.

—Antes .... – me agacho ao lado de Cait, abrindo os braços – Quero um abraço bem apertado da minha filhota linda!! – peço, recebendo-a – Minha filha!!- repito baixinho, apertando-a forte, erguendo-me – Minha garotinha esperta e linda!! – repito mais alto, girando com ela, fazendo-a rir e soltar gritinhos de alegria – Não vou te perder de vista nunca mais pequenina. Nunca mais, está ouvindo? – afirmo, enchendo-a de beijos.

—Isabel nos contou – escuto Cait dizer, seu sorriso doce me aquecendo o coração.

—Ainda não responderam: que aconteceu? – minha irmã insiste e suspiro, trocando um olhar cumplice com minha namorada.

—Por que não entramos todos e tomamos um bom e reforçado café da manha, que suponho meu marido tenha providenciado como pedi – Isabel sugere, ninando Emiko, que estava calminha, calminha no colo dela.

—Providenciei sim, e igualmente o bangalô está pronto para ser usado – meu pai avisa – Pedi para prepararem a mesa no jardim. Seus pets estão por lá Caitlin, com o filho de nossa governanta. Podemos ir pela lateral. É mais rápido – sugere.

—De acordo – anuo, pondo Amy no chão – Opa, espere Cait. Levo você – peço, pegando-a em meus braços.

—Tommy, não comece com exageros outra vez!! – ralha, me estapeando – Posso muito bem ir andando – garante.

—Só estou seguindo recomendações médicas – rebato, sorrindo.

—É tão sério assim? – Oliver pergunta, segurando a mão de Amy juntamente com Felicity.

—É – me adianto – Mas vai dar tudo certo – asseguro, roubando um beijo de minha namorada brava – Explico tudo durante o café – me comprometo e o faço, Isabel e a própria Cait me ajudando a explicar tudo que acontecerá desde as primeiras horas do dia, terminando com a revelação que esperávamos gêmeos.

—Gêmeos!?! – Thea espanta-se, tapando a boca com uma mão a fim de abafar o grito de euforia, dirigindo seu olhar a minha filha, que brincava ali perto -Que delícia Cait. Dois bebês. Tomara que seja um casal porque aí equilibra – diz, batendo palmas.

—Primeiro preciso sustentar a gravidez Thea. Depois penso em sexo. Aliás, não sei se vou querer saber... o que acha Thomas? – inquire, me olhando ansiosa.

—O que decidir acompanho amor – declaro, beijando sua mão, o alerta de mensagem no celular de Oliver chamando minha atenção – Como disse, vamos passo a passo. Primeiro garantir que os bebês fiquem aqui, quietinhos – pondo a mão sobre seu ventre – Depois vemos o restante das coisas.

—Foi por isso que não contei nem deixei Thomas e Isabel contarem a vocês. Queria ter certeza de que não perderia o bebê – Cait comenta.

—Entendo – Felicity anui, encarando-a um segundo antes de abraçar a prima com carinho – Pode contar comigo no que for preciso – prontifica-se, afastando-se, enxugando algumas lágrimas – E pode se preparar para bater perna comprando roupinhas, berço, brinquedos...

—E nem pensem em me excluir ou esgano as duas!! – Thea ameaça, recebendo um olhar de advertência de Moira.

—Mas somente quando o médico libera-la – Donna frisa, enrugando o cenho ante nova mensagem no celular de Ollie – Quem tanto te liga meu genro?? – quer saber, curiosa.

—Ia perguntar o mesmo – Robert declara, encarando-o.

—Pode falar Oliver, não sou de porcelana, como seu amigo quer fazer parecer – Cait brinca e rio.

—Certo.... certo – meu amigo diz, coçando a barba, pensativo e o conheço o suficiente para saber que algo aconteceu.

—Que houve Ollie? – pergunto.

—Eddie foi chamado no departamento de polícia hoje cedo – começa, cuidadoso – Encontraram um corpo que poderia ser de Anelise, por isso ele e Jay foram até lá... Mas não deu em nada. Alarme falso – conta, sério – O que nos fez pensar que pode ter sido...

—Uma cortina de fumaça – completo seu pensamento.

—Acham que os Chase podem ter tentado despistar por alguma razão? – o juiz pergunta.

—Pode ser. Mas por que arriscar algo que poderia, como foi, ser tão facilmente derrubado? Por que tentar desviar atenção da polícia? – pondera meu amigo.

—Poderiam querer apenas nos distrair, fazer com que desviemos o olhar para outro ponto, mesmo que por pouco tempo, enquanto fogem – o senhor Queen supõe.

—Ainda assim não faz muito sentido – Darhk pontua.

—O fato é que não adiantou. A polícia vai continuar investigando e Eddie e Jay também o farão, extraoficialmente – Ollie revela – Mandei uma mensagem a John contando o que aconteceu. Ele também acha que pode ter sido algum tipo de plano. A última mensagem que recebi foi dele. Está voltando – revela – A propósito, mudamos de planos. Amy e Thea ficarão em Starling. Redobraremos a segurança em volta delas e, evidente, de Felicity, Cait e nossas mães – avisa.

—Considero que elas podem ser alvos da família Cruz para me atingir – Darhk declara, entrelaçando os dedos – Entrarei em contato com aquela juíza da qual lhes falei e pedirei que me atualize sobre eles – avisa – Também acho que podemos começar a cuidar nos tramites para o reconhecimento de minha neta. Devo alertá-los que serão processos diferentes: um para reconhecimento de maternidade e paternidade e outro para guarda compartilhada posto que não são mais casados e cada se encontro em relacionamentos estáveis com outros parceiros – enumera – Precisamos de um ou dois especialistas em direito familiar para não correr risco algum e ainda há esse pedido de guarda do tal tio – lembra, fazendo aspas no ar – Nisso acredito que seus amigos de Seattle, os Winchester, poderão ajudar bastante – sugere.

—Falando em Seattle, já ligou para as administradoras do orfanato? – pergunto.

—Não. Pensei em fazer isto amanhã. Hoje é domingo e sei que elas descansam, por assim dizer – Ollie justifica-se – E pensei que poderíamos, eu e você, irmos lá pessoalmente Tommy. Assim elas te conheceriam, mas agora...

—Agora nada mudou – Cait intervém – Nada impede que vá com Oliver a Seattle Thomas. Ficarei bem – garante, erguendo o dedo indicador quando ameaço protestar – Sem exageros, lembra?!

—Ok, ok, concordo – me rendo, erguendo as mãos – Mas marca lá para a terça ou quarta-feira...

—Pode ser depois? – Isabel me interrompe – É que na quarta será a reabertura da clínica e gostaria que você e Malcom estivessem lá, conosco – diz, olhando para Cait – Acho que vai ser possível você estar presente também, não é Cait? Porque se estamos reabrindo, tem grande parcela de mérito nisso – elogia, me deixando orgulhoso.

—Vou falar com elas amanhã e combinamos – Ollie propõe – Assim dá tempo Felicity ir também – acresce, sorrindo para ela.

—Papai, papai, olha isso!! – Amy chama e olhamos, Ollie e eu, automaticamente, rindo ao vê-la fazer uma estrelinha, os pugs de Cait correndo em volta dela.

—Lindo filhota – elogio, jogando um beijo.

—Fui eu quem ensinou!! – Thea, diz, orgulhosa.

-Suspeitei – assumo, rindo, notando Cait tentar disfarçar um bocejo – Cansada? – pergunto, segurando sua mão.

—Um pouco – admite, rindo fraco.

—Deve ser efeito da medicação que doutor Ross aplicou. Seria bom ir deitar-se meu bem – Isabel sugere.

—Irei – concorda, afastando a cadeira e de imediato me levanto, indo até ela -Que está fazendo Thomas? – inquire quando me posiciono a seu lado.

—Cait, o bangalô está distante e caminhar não é recomendado nas próximas vinte e quatro horas, lembra? – relembro, não lhe dando tempo argumentar – E isto não é exagero – digo, pondo-a nos braços.

—Um pouquinho só né maninho!! – Thea exclama, fazendo uma careta engraçada.

—Mas completamente compreensível – Donna sai em minha defesa.

—Obrigado ex sogrinha! – brinco, me voltando para Oliver – Nos falamos depois, pode ser?

—Claro – concorda.

—Felicity, deixaria Amy ficar conosco pelo resto do dia? – peço.

—Evidente que sim – afirma a loira – Vou pedir para trazerem uma muda de roupa para ela – avisa.

—E um pijama, para o caso de ela dormir aqui, pode ser? – acrescento, piscando.

—Certo. Mandarei – concorda – Cait, descanse e me liga quando acordar tá bom? – pede.

—Ligo sim – tranquiliza-a, envolvendo meu pescoço com os braços, deitando a cabeça em meu ombro.

—Isso aí cunhadinha, aproveita mesmo!! – Thea incentiva, provocando risos.

Sacudo a cabeça negativamente, me despedindo de todos, Cait fazendo o mesmo. Chamo Amy, convidando-a a ir comigo e Cait, avisando que ficaria conosco o restante do dia e se quisesse a noite.

—Obaaa!! – vibra, correndo a nossa frente, parando, voltando até onde os outros ficaram beijando-os um a um, vindo a nosso encontro de novo, sempre acompanhada pelos pugs.

No bangalô, ponho Cait na cama, a acomodo, Amy deitando-se ao lado dela, iniciando uma conversa demorada que me permite tomar um banho e trocar de roupa, me unindo as duas.

Na hora do almoço, Isabel vem com a governanta trazendo nossa refeição, aproveitando para ajudar Cait a banhar-se enquanto dou a refeição para Amy. Almoço junto com Cait, minha pequena sentada no tapete, montando um quebra-cabeça, ou tentando já que Sherlock e Watson resolveram aparecer e misturavam as peças a todo momento, fazendo Amy dar sonoras gargalhadas. Tão logo terminamos a refeição, recolho a louça suja e convido Amy a assistir um filme conosco.

Assim, entre filmes, séries, conversas e risadas, meu domingo chega ao final, minha pequena optando por dormir conosco. Observo-as adormecidas, enlevado.

E se começara meu dia com um susto, termino com uma certeza: não iria permitir a ninguém afastar minha filha de mim e lutaria até o final ao lado de Cait por nossos bebês!

—Boa noite meus amores – desejo, beijando a fronte de Amy, o ventre de Cait e por fim, os lábios de Cait. Suavemente, para não despertá-la, deitando-me num canto, velando o sono delas por um tempo antes de eu mesmo adormecer.

“...Não importa o que digam;

Não quero saber;

Não importa o passado;

Porque nós dois;

Somos feitos de vida, presente e amor;

Pra onde você for, me leve com você;

Seja como for, seja como for;

Pra onde você for;

Me leve eu vou”

Notas finais
Oi flores, estou pensando seriamente em postar duas fics novas: uma se passa na idade média, com cavaleiros, damas, feiticeiros... E outra no universo alternativo de Arrow. Talvez o faça na próxima semana. De qualquer maneira, estejam atentas as novidades . Bjinhos