Notas iniciais
Olá flores! Conforme falei em LH a poucos minutos atrás, hora de atualizar IP! Deixei atrasar mais de uma fic novamente mas pretendo corrigir isto este final de semana. Att aqui e mais tarde, se a internet e o sono deixarem, atualizarei Links a amanhã Survivors. Algumas revelações serão feitas, uma desconfiança revelada... Grata por todas as rewiews passadas....More rewiews pleaseee....Boa leitura...Bjinhos flores

“Minha mente nem sempre tão lúcida é fértil e me deu a voz;

Minha mente nem sempre tão lúcida fez ela se afastar;

Mas ela vai voltar, mas ela vai voltar;

Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira;

Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira;

Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira;

Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade;

Ela daquelas que tu gosta na primeira se apaixona na segunda;

E perde a linha na terceira;

Ela é discreta e cultua bons livros;

E ama os animais, tá ligado eu sou o bicho...”

Ela Vai Voltar

Charlie Brown Jr.

Queen’s Gambit (Sábado, 16/9 – 16:25 p.m)

Felicity Smaok

Levanto da rede cuidadosamente deixando Oliver adormecido assim como Sara e Ray, que se encontravam deitados em outra rede próxima a nossa.

Olho a volta em busca dos demais, caminhando em direção à frente da pousada, localizando Thea, Eddie, Barry e Íris sentados em uma mesa no jardim tomando sorvete e conversando animadamente. Nem Cait nem Tommy estavam com eles, o que só reforça meu palpite de que está rolando algo entre eles.

Suspiro, ponderando se deveria ou não ir a procura dos dois com receio de provocar um mal-estar ainda maior que o da manhã quando, pela primeira vez desde que o conheço, vi Tommy irritar-se apenas com o pensamento de uma possível critica ter sido feita a uma mulher ante a possibilidade de ela ter ir para a cama com ele.

Não que fora isto que quis insinuar quando perguntei sobre o horário que Cait chegara. Até porque ela é bem grandinha e dona de seu nariz (como fizera questão de frisar em alto e bom som) para precisar de babá ou de alguém a dizer-lhe o que fazer de sua vida, menos ainda com quem deveria ou não se envolver.

Meu receio era que se magoasse tanto quanto fora magoada no início do ano quando flagrara o imbecil do (ex) noivo e a vaca de sua (ex) amiga (para não dizer algo pior!) em sua cama no apartamento que dividia com ele. E justo quando chegava feliz da vida para contar-lhe a novidade: iriam ser pais.

Eu sei que Tommy não é Ronnie, mas assim como o ex de minha prima, ele também gostava de colecionar corações e conquistas, não se prendendo a ninguém mesmo estando apaixonado (se é que realmente esteve alguma vez)..... E pelo que sei, nas duas vezes que Tommy declarou estar supostamente apaixonado por alguém, foi incapaz de cumprir uma regra básica a quem se diz nesta condição: fidelidade — relembro enquanto caminho pela varanda da pousada, detendo-me junto a uma pilastra, o movimento vindo da trilha que um dos funcionários indicara para Cait após almoçarmos quando escolhíamos o que faríamos chamando minha atenção e olho na direção vendo os dois surgirem, caminhando lado a lado, conversando e rindo. Não consigo impedir que uma pequena e egoísta onda de ciúmes me invada fazendo-me morder o lábio inferior.

Por mais que negue, ainda existe um lado meu, mesquinho, reconheço, alimentado pela falta de compromisso dele com todas as mulheres com as quais se envolveu depois do que acontecera entre nós, que se alegra em saber que posso ser a responsável por isto.

—Isso não é bom ou saudável, Felicity, nem um pouco saudável. Além de não estar sendo leal com Oliver – me recrimino acompanhando os dois com o olhar, vendo-os passarem direto, sem me notar, indo juntar-se a Thea e os demais no jardim.

Sem que consiga controlar, lembranças do passado tomam conta de minha mente levando-me a um verão, quatro anos atrás, quando ainda morava em Vegas....

******* Flashback on *******

Las Vegas, Nevada – Julho de 2013

Cassino do hotel Ballagio

—Mas uma vez o cavalheiro na ponta da mesa é o vencedor – anuncio, empurrando a pilha de fichas em direção ao jovem, que me brinda com mais um de seus sorrisos de molhar calcinhas. A minha já ficara completamente encharcada desde a segunda vez que me olhara de alto a baixo, sorrindo (evidente), fazendo-me sentir nua.

—Parece que estou com sorte – diz, me secando sem a menor cerimônia, separando uma pilha de fichas e pondo-as sobre um número na mesa aveludada – Tudo no catorze, outra vez – pede, piscando.

—Pois não senhor – digo da forma mais impessoal que consigo, fazendo a roleta girar, soltando a bolinha após todos terem feito suas apostas sem desgrudar meus olhos dos dele, perdida naquele mar azul, parando a roleta depois que a bolinha dera três voltas em torno do tabuleiro (o que era de praxe) – Catorze é o vencedor – anuncio, empurrando todas as fichas para ele, sorrindo, notando por sobre seus ombros o movimento de dois seguranças, que cochicham. Sabia bem sobre o que. Sem hesitar, ergo a mão direita, sinal para pedir substituição, no que sou prontamente atendida.

Antes de deixar a mesa, faço um sinal discreto ao belo moreno na ponta da mesa “convidando-o” a sair do jogo, ele atendendo quase que imediatamente.

Sigo para a área restrita aos funcionários, entrando, seguindo direto para meu armário. Abro-o começando a me despir, enrolando-me em uma toalha ao final, pegando meu nécessaire antes de ir para o chuveiro. Dispo-me entrando logo em seguida, ligando a ducha.

Enquanto a água fria acaricia minha pele, relembro o olhar do moreno da mesa sentindo meu corpo esquentar. Desligo a ducha fechando meus olhos enquanto ensaboo-me, tocando-me sem pressa, imaginando serem as mãos dele a fazê-lo.

Abro o chuveiro mais uma vez retirando a espuma, sobressaltando-me ao voltar-me e dar de cara com o moreno sorrindo de forma sexy recostado a parede de acesso aos chuveiros, sem camisa.

—O que faz aqui? Como entrou? Só funcionários podem entrar nos vestuários – interrogo, fechando a ducha, tentando proteger-me de seu olhar faminto.

—Nada que uma boa recompensa não possa subverter loira – afirma, a voz rouca pelo desejo, já evidente no volume sob sua calça – A propósito, grato pelo dica. Sabia que em algum momento chamaria atenção de seus patrões por estar vencendo tantas rodadas seguidas – agradece, descalçando o tênis sem parar de me olhar.

—Não fiz isso por você, fiz por mim – digo, retendo o ar quando abre o botão da calça descendo o zíper devagar – Podiam desconfiar que tínhamos algum tipo de acordo e ai já era! – exclamo, umedecendo os lábios involuntariamente com a ponta da língua, acompanhando seus movimentos enquanto inclina o corpo, descendo a jeans lentamente, levando a cueca junto, libertando seu membro duro, a umidade entre minhas pernas aumentando sensivelmente – Isso tudo é para mim? – pergunto, vendo-o aproximar-se rapidamente. Recuo alguns passos encostando-me a parede, deixando a vergonha inicial de lado ante o corpo másculo a minha frente, sorrindo travessamente ao escutar sua resposta, seus braços ladeando meu corpo.

—Pode ter certeza disso doçura! – afirma, inclinando a cabeça até seus lábios tocarem meu pescoço, sugando a pele em um chupão que certamente deixaria uma mancha roxa que daria trabalho esconder de minha mãe e dos demais a fim de evitar perguntas indiscretas, os dentes raspando de leve – Você tem um cheiro tão bom – sussurra , continuando a descer até alcançar um seio tomando-o em sua boca, sugando, prendendo o bico entre os dentes, apertando, fazendo-me gemer alto.

—Puta merda!! – solto o impropério quando sua língua brinca com meu mamilo ainda preso, libertando-o em seguida, dando ao outro seio o mesmo tratamento ao mesmo tempo em que cola seu corpo ao meu, seu pênis ainda mais duro roçando meu quadril – Porra!! – praguejo, enroscando meus dedos em seu cabelo, mantendo-o no lugar.

O liberto após alguns minutos permitindo continuar seu passeio. Devagar, ele se agacha a minha frente levando as mãos a meu quadril, começando a distribuir beijos molhados em meu ventre, introduzindo a língua em meu umbigo, mordiscando a pele, arrancando mais gemidos. A seguir leva seus beijos as minhas coxas, beijando uma depois a outra demoradamente, roçando o nariz em meu sexo propositadamente e emito um protesto rouco arrepiando-me ao sentir seu hálito morno tocar minha pele.

O moreno desliza as mãos por entre minhas pernas fazendo-me abri-las. Recebo vários beijos molhados na parte interna como recompensa e deixo escapar um gemido mais alto quando finalmente beija a parte pulsante que ansiava pelo contato. Cravo as unhas em seus ombros ao senti-lo lamber meu sexo de baixo para cima detendo-se no clitóris, estimulando-o até me fazer urrar de prazer. Logo a seguir sinto seus dedos invadirem minha intimidade, movendo-se com agilidade em meu interior, estimulando-me em dupla com sua boca e língua, conduzindo-me ao orgasmo e me derramo em sua boca, provando meu gosto quando se ergue tomando minha boca num beijo avido, exigente.

Ergo uma perna enroscando-a a ele fazendo a cabeça de seu membro tocar minha entrada molhada. Estava mais do que preparada para recebe-lo, o que acontece lenta e torturantemente, suas mãos retendo meu impulso, evitando que me preencha por completo de uma vez por todas e protesto novamente.

—Sem pressa doçura – sussurra em meu ouvido – Além do mais tenho que pegar o preservativo em minha carteira – diz, fazendo menção de afastar-se mas o impeço.

—Uma ova que vai parar agora! – reclamo.

—Só um segundo doçura – garante, libertando-se, indo até a jeans, voltando rapidamente, como prometera, rasgando o lacre da embalagem prateada. Ajudo-o a pôr o preservativo encaixando-me a seu corpo quando terminamos.

Desta vez não há preliminares ou demora. O moreno leva as mãos as minhas pernas, erguendo-me enquanto me prensa a parede, penetrando-me em uma estocada única, forte, enterrando-se fundo dentro de mim. Mordo seu ombro contendo o grito de prazer, mal tendo tempo de me acostumar a sua presença antes que começasse a mover-se, estocando forte, aumentando o ritmo até gozarmos juntos, aquietando-se por alguns minutos antes de recomeçar tudo de novo, lentamente, aumentando força e velocidade me fazendo gozar pela terceira vez, ele me seguindo após mais duas investidas, ambos nos aquietando de vez.

Com gentileza, ele ergue meu corpo, saindo de mim, pondo-me de pé a sua frente, encostando sua cabeça a minha.

—Você é demais loira – elogia, e sorrio.

—Você também não é nada mal – provoco, escutando-o rir – Agora é melhor que se vista e saia. Por melhor que tenha sido o suborno que ofereceu não poderá mantê-lo aqui por mais tempo -aviso, deslizando as unhas por seu peito, arranhando.

—Ok, eu saio assim que me der seu número e me disser seu nome – negocia, prensando-me contra a parede quando tento sair.

—Se quer meu número precisarei de caneta e papel não acha? – questiono, ele permitindo minha passagem.

Pego a toalha, me enrolo seguindo direto para meu armário, vendo pelo canto do olho que começava a vestir-se. Munida de caneta e papel, escrevo meu nome e número voltando-me ao escutá-lo parar as minhas costas, entregando-lhe.

—Aqui está – digo, recolhendo o papel antes que o pega-se — Agora estou em desvantagem. Saberá meu nome, mas não sei o seu – reclamo ganhando um sorriso sedutor.

—Thomas. Meu nome é Thomas – diz, tomando o pedaço de papel de minhas mãos – Então...Megan, quando podemos nos ver novamente? – pergunta, me encarando ainda sorridente.

—Me liga e combinamos algo – respondo, piscando, voltando-me assustada ao escutar a porta do vestiário ser aberta.

—Nossa, que calor é esse, gente?! Estou quase derretendo – Mayra, crupiê da mesa de vinte e um, adenta, abrindo seu armário, começando a despir-se – O que houve? Que cara é essa? Alguma coisa errada aqui dentro? Está faltando água? Viu algum rato? – pergunta, pulando sobre o banco, olhando ao redor apavorada.

—Não, nada errado aqui – tranquilizo-a, fazendo o mesmo que ela – Só um gato muito astuto e rápido. Muito rápido!

******** Flashback off **********

—Felicity, está sentindo alguma coisa? – escuto alguém perguntar e desperto do devaneio, encontrando Cait parada a minha frente com uma expressão de preocupação estampada no rosto.

—Não, não estou sentindo nada. Por que pergunta? – quero saber, sustentando seu olhar.

—Faz pelo menos cinco minutos que te chamo e não se move. Cheguei a pensar que estava dormindo de olhos abertos outra vez – brinca, lembrando um hábito (ou tique, sei lá) que tinha quando criança.

—Não, só estava distraída, perdida em lembranças – tranquilizo-a, olhando por sobre seus ombros, vendo Barry, Íris, Tommy e Oliver rindo enquanto Sara persegue Thea pelo jardim, sandália na mão, Ray sentado dentro da rede segurando o queixo com uma mão com cara de quem acabara de acordar. Encaro o moreno por alguns segundos antes de voltar a falar – Vi você e Tommy vindo daquele canto ali – indico o local com um gesto de cabeça – O que está rolando Cait? – pergunto direta, ela tomando uma grande respiração, me encarando séria.

—Lissy, sei que se preocupa comigo e agradeço por isso. Se meus pais tivessem um terço do cuidado que me tem talvez ainda estivesse morando em Nova York – relata e sorrio agradecida – Thomas e eu...Bem, você o conhece um pouco, sabe como é encantador e irresistível quando quer – diz.

Oh, não faz nem ideia de como sei! – penso, mas não verbalizo, sinalizando com as mãos para que prosseguisse.

—Eu sei que ele não é exatamente o mais indicado dos remédios para um coração quebrado como o meu – reconhece, entristecendo – E acredite, não tinha a menor intenção de me envolver com ninguém tão cedo – garante – Porém, aconteceu. Não planejei, tentei e até consegui evitar por um tempo, mas não deu pra fugir. Ele me atrai imensamente. E, sem querer ser presunçosa, acho que sente o mesmo por mim, ao menos foi o que me deu a entender agora a pouco.

—Então estão ficando? – pergunto, encarando-a, o brilho em seu olhar respondendo antes que sua boca o fizesse.

—Estamos – assume – Não sei quanto tempo vai durar e pedi-lhe que me comunicasse quando perdesse o interesse em mim, disse-lhe que não gostaria de saber por terceiros e que se fizesse isso ficaria grata.

—Acredita que ele atenderá seu pedido? Não que esteja desejando ou dizendo que isto aconteça – me apresso dizer, ela sorrindo.

—Acredito. Não sei bem porque mas acredito – afirma, suspirando – Estou entrando nessa sabendo dos riscos Lissy. Em nenhum momento ele me prometeu exclusividade ou veio com discursos românticos nem juras de amor. Sei muito bem em que terreno estou pisando e gostaria que isto, nós dois, não atrapalhasse o que todos vocês têm com ele. Não quero que briguem por minha causa, nem o culpem caso venhamos a terminar – pede – Mais uma vez te asseguro que estou completamente ciente do que envolver-me com Thomas Merlyn representa. Não estou me iludindo achando que vou ser eu a pôr rédeas nele. Nem sei se quero isso no momento – diz – O que sei é que quero, não, preciso viver essa história pelo simples fato de que ele me fez sentir viva, desejada, outra vez e muito embora essa não seja a força motriz que move minha vida, está me fazendo muito bem.

—Tommy costuma ter esse efeito sobre as mulheres – deixo escapar, continuando sem dar-lhe chance perguntar algo – Tudo bem Cait, se é isto que deseja, se aquele inconsequente, moleque, porém adorável está te fazendo bem, se verdadeiramente quer viver esse momento, não serei eu, justo eu, a te condenar – garanto, ganhando um sorriso doce – E estarei aqui para o que der e vir inclusive conseguir que meu adorável namorido castre o amigo caso te faça sofrer! – exclamo arrancando uma gargalhada que acaba por chamar atenção dos dois sujeitos em questão – Sério Cait, estarei a seu lado caso precise desabafar ou queira contratar um assassino de aluguel para se livra-barra- vingar do infeliz! – não resisto provoca-lo visto que se aproximara trazendo Oliver consigo.

—Não sei porque tenho a impressão que a indireta foi dirigida a minha pessoa – Tommy declara com seu jeito brincalhão e bem humorado de sempre.

—Não foi indireta, foi direta mesmo – corrijo-o, abraçando e sendo abraçada por Ollie – Tenho certeza que Oliver conseguiria uns dois ou três amigos de farda para dar cabo de você – ameaço, Oliver rindo divertido.

—Primeiro teríamos que pegá-lo Sweet, o que posso te assegurar não é uma tarefa tão fácil quanto parece – meu namorido assegura, surpreendendo-me.

—Não? Por que? – interrogo, Tommy adiantando-se.

—Que tal deixarmos esse assunto para outro momento? Está começando a escurecer e tenho certeza que nosso capitão não gostaria de regressar a Satrling depois que cai a noite não é mesmo? – argumenta, pondo um braço sobre os ombro de minha prima, puxando-a para si enquanto encara Oliver.

—Está correto. Essas águas ficam perigosas depois que anoitece, portanto é melhor irmos – anui.

—Ok, mas ainda vou querer saber o que torna a captura do Merlyn algo difícil – aviso, beijando o queixo de Oliver.

—Nem adianta me seduzir Sweet, só falo desse assunto em casa e olhe lá – devolve em tom de falsa brincadeira, a troca de olhar entre os dois não passando despercebida por mim muito menos por Cait – Speedy, Sara, Ray e demais membros da tripulação, vamos indo. Não quero navegar a noite – chama enquanto caminhamos abraçados.

—Não vejo problema nisso, o contrário. Assim fica mais fácil jogar sua irmã acidentalmente ao mar sem que ninguém perceba – Sara ameaça, estreitando os olhos em direção a Thea, que enrosca seu braço ao de Eddie, estirando língua em resposta.

—Se o bebê puxar a ela, terá grandes problemas Ray – Barry provoca, levando um tapa na nuca do namorado de minha amiga.

—Querem parar com essa história de bebê? Estou começando a ficar zangada de verdade – protesta ela, cruzando os braços, mal-humorada.

—Isso, pare de encher o saco da futura mamãe Thea, não fara bem ao baby! – Tommy entra na brincadeira, pondo Cait a sua frente quando Sara tenta acertá-lo.

—Hei, não me use como escudo! – ralha minha prima, estapeando-o – E você trate de se acalmar. Todo esse estresse não te fara bem....Nem ao neném!

—Porra, até tu Cait? – Sara esbraveja.

—Olha a língua loira – dizemos Cait, Tommy, Oliver e eu em uníssono, causando risos que acabam por contagiar a todos inclusive a própria.

Ao chegarmos ao Gambit somos informados pelo capitão (o verdadeiro) que precisaríamos alterar um pouco a rota a fim de evitar uma tempestade que se formava, Oliver decidindo ajuda-lo no comando do iate, pedindo a todos que permanecêssemos nas cabines, ordem que desconsiderei na cara dura.

—Onde meu homem estiver, lá estarei – digo quando tenta me mandar de volta a cabine pela milésima vez (na verdade estava morrendo de medo e não queria ficar sozinha lá enquanto ele estava aqui fora!).

Mesmo alterando a rota ainda somos pegos pela tempestade, uma parte relativamente pequena dela, mas o suficiente para fazer o iate chacoalhar igual uma batedeira, deixando a todos (ninguém conseguiu se manter nas cabines por muito tempo) temerosos, ansiosos e enjoados (desta feita não apenas Sara).

Durante o que me pareceu uma eternidade a embarcação é jogada de um lado para o outro, ora mais violentamente ora nem tanto, até que finalmente conseguimos sair da tempestade e rumar, em segurança, até o iate clube, atracando no local depois das vinte e uma horas, bem além do que pretendíamos.

Oliver convida e o grupo aceita jantar no restaurante do iate clube, cada um pondo as roupas extras que levara para o passeio.

Durante a refeição bem que tento retomar o assunto “não ser tão fácil capturar o Merlyn” , mas ambos se fecham em copas fazendo-me suspeitar de que havia algo no passado de Tommy que não era de conhecimento público (entenda de alguns amigos já que Sara, Ray, Barry, Íris e Thea pareciam não estar a par de nada) O único a dar sinais de saber algo fora Eddie, mas este restinguira-se apenas acenar vez ou outra.

Após jantarmos, seguimos para nossos carros nos dividindo da seguinte forma: Íris e Barry seguindo com Eddie (haviam vindo de taxi), Tommy e Cait com Sara e Ray, enquanto Thea vai comigo e Oliver.

Seguimos para a mansão dos Queen a fim de deixar minha cunhada em casa, escutando um verdadeiro sermão de Moira por conta de não termos dado notícias pois tentara falar conosco por conta da tempestade pois estava sozinha já que o senhor Queen saíra logo e cedo e ainda não retornara. Nos desculpamos pelo susto involuntário, optando por permanecer com ela até que meu futuro sogro chegasse, ele explicando que ficara preso em uma reunião juntamente com Malcom e outros acionistas de ambas empresas, etc....Enfim, negócios.

Depois de nos despedirmos, Oliver e eu vamos para nosso apartamento, chegando pouco antes da meia noite.

—Não pensei que sua mãe fosse tão dramática – comento, entrando no banheiro, começando a me despir – Ela é sempre tão controlada, calma, segura – enumero, soltando meu cabelo, fazendo uma careta ao cheirar uma mecha.

—A senhora Moira é muito boa em fingir – Ollie declara de forma amarga e me volto, encarando-o surpresa – Não me leve a mal Sweet, não estou menosprezando o que ela disse ter sentido, mas minha mãe não é dada a demonstrar emoções e quando o faz normalmente tem algum interesse por detrás – afirma, despindo camiseta, short e sunga, entrando no boxe.

—Sabe que essa não é uma informação muito animadora de se dar a alguém com quem diz pretender-se casar, não sabe? – interrogo, despindo-me lentamente, saboreando a visão dele debaixo d’água.

—Apenas relatei um fato do qual certamente já desconfiava Sweet heart – acusa, desligando a ducha, ensaboando-se – Vai demorar muito a se juntar a mim ou está apenas exercitando seus dons de torturadora? – questiona, fazendo um biquinho charmoso ao me encarar.

—Depende – digo, aproximando-me devagar, levando um dedo a boca – Por que fez aquele comentário sobre Tommy lá na praia? Como pode ser difícil capturar alguém como ele? – questiono, curiosa.

—Defina como ele – pede, fazendo aspas no ar.

—Você sabe, que costuma pensar mais com a cabeça de baixo do que com o cérebro! – brinco, fazendo-o rir gostoso.

—É essa a imagem que tem dele? – indaga sem me dar tempo responder – Quero lembra-la que fraturou o pé e torceu o joelho praticando rapel in door.

—O que só reforça minha teoria – insisto, cometendo o erro de esticar o braço, deslizando minha mão por seu peitoral definido, meu olhar acompanhando-a, detendo-se em sua ereção, um arrepio de prazer percorrendo meu corpo, minha própria excitação aumentando imediatamente.

Solto um gritinho ao sentir-me puxada para dentro do boxe, chocando-me contra o corpo musculoso.

—Por que tantas perguntas sobre Tommy? – pergunta, os olhos verdes brilhando desconfiados.

—Por nada além de zelo, cuidado, curiosidade, afinal ele é seu melhor amigo desde sempre e agora está envolvido com minha prima. Sabe por tudo que ela passou – lembro, desenhando o contorno de seu mamilo com o dedo, sorrindo ao vê-lo arrepiar-se — Só não quero vê-la sofrer novamente – completo, repetindo o gesto com a cicatriz abaixo do mesmo – E parte dessa curiosidade é culpa sua – acuso, dedilhando seu “tanquinho”, detendo-me em outra cicatriz sobre a linha de seu quadril – Quando irá me contar sobre essas cicatrizes? – interrogo sentindo-o ficar tenso. Ergo os olhos fitando os seus – Por que não gosta de falar sobre isso Ollie? Ou não confia em mim?

—Não se trata de não gostar ou não confiar, Sweet, apenas as evito por não trazerem boas lembranças – explica, levando uma mão a minha nuca, acariciando-a, sustentando meu olhar por um bom tempo até voltar a falar – Sei que combinamos não termos segredos um para o outro – começa, fazendo-me sentir culpada – E quero manter as coisas neste nível. No entanto, há coisas sobre mim que ainda não sabe, das quais não me orgulho e que poderão te desagradar – afirma, me dando um selinho – Assim como também devem existir coisas suas que ainda não me contou, por alguma razão, que podem me desagradar igualmente. Ambos temos nossos segredos, afinal só estamos juntos a um ano e mesmo assim, caso tenha esquecido, o começo de nosso relacionamento foi bastante tumultuado – relembra, beijando-me um pouco mais demoradamente – Quando estivermos prontos, ambos, tenho certeza que iremos nos abrir por completo. Tudo tem sua hora certa Sweet, aprendi depois de muitas cabeçadas – conta, beijando e mordendo a região sensível perto de minha orelha – Agora, que tal pormos Tommy para fora desse boxe e nos concentrarmos em nós? – sugere, mordendo o lóbulo, apertando-me contra seu corpo.

—Tommy? Quem é Tommy? – brinco, fazendo-o rir contra minha pele, afastando seu rosto delicadamente a fim ver seus olhos – Me desculpa, sei que está totalmente certo em tudo que disse, mas até por termos tido um começo tão tumultuado que me sinto insegura, as vezes...

—Não se sinta Sweet – me corta – Amo você e nada nem ninguém, do seu ou do meu passado poderá mudar isso – declara, me beijando novamente.

—Eu sei honey – anui assim que o beijo termina, enroscando meus dedos nos fios curtos, lhe aplicando um selinho – Sinto o mesmo por você – garanto, tomando a iniciativa de um novo beijo, gemendo contra sua boca ao sentir sua mão acariciar meu sexo, os dedos invadindo sem cerimônia.

Retribuo envolvendo seu membro com uma mão, estimulando-o com movimentos de vai e vem até sentir o jorro quente em minhas pernas. Sorrio ao escuta-lo rosnar, erguendo-me nos braços, saindo do boxe completamente molhados direto para nossa cama, deitando-se sobre mim já posicionado entre minhas pernas, penetrando-me em uma estocada firme, profunda que me faz gritar de surpresa, dor e prazer, saindo completamente para retornar igualmente forte.

Dobro os joelhos apoiando os pés sobre o colchão, usando-os para impulsionar meu quadril para cima de encontro ao dele, que envolve minha cintura com um braço sustentando meu movimento.

Me contorço de prazer a medida em que acelera, investindo cada vez mais rápido, a boca avida demorando meus seios alternadamente, os espasmos anunciando o orgasmo que explode em sensações deliciosas fazendo meu corpo derreter como sorvete ao sol. Mais algumas investidas e Oliver se liberta dentro de mim deixando-se cair por sobre meu corpo, a cabeça apoiada entre meus seios, ambos ofegantes, suados e exaustos.

—Amo você Oliver Queen – sussurro em seu ouvido, afagando os fios curtos.

—Também te amo Felicity Smoak – devolve, beijando o vale entre meus seios.

Permanecemos assim, abraçados, até que adormecemos vencidos pelo cansaço.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Caitlin

Saio do elevador plenamente consciente da presença de Thomas poucos passos atrás de mim.

Durante todo o trajeto até em casas havíamos mantido uma distância segura, sentando-nos um em cada canto no banco traseiro do carro de Ray, conversando, rindo e brincando com os dois o caminho inteiro praticamente.

Todo este autocontrole, por assim dizer, caiu por terra ao nos vermos a sós dentro do elevador.

Ao contrário da primeira vez em que subimos juntos, desta não nos mantemos afastados. Mal as portas fecharam nos atiramos nos braços um do outro, beijando-nos com avidez, trocando caricias até chegarmos ao andar no qual moro.

Paro em frente a porta de meu apartamento com ele a meu lado. Abro-a e entramos.

—Boa noite meus amores – me agacho afagando meus dois pugs – Como passaram o dia?

—Muito bem mãe, mas sentimos sua falta! – escuto uma voz engraçada dizer e paro, fechando os olhos e rindo antes de me voltar para ele.

—Tão engraçadinho! Já pensou em ser humorista? – o provoco, ficando de pé outra vez, pondo minha chave sobre o aparador, deixando a bolsa aos pés do mesmo – Quer beber alguma coisa? – pergunto, caminhando para a cozinha enquanto ele se agacha, afagando meus cães.

—Uma taça de vinho – pede, olhando a volta – Cadê os seus gatos? – pergunta, pondo-se de pé no exato momento em que Sherlock salta sobre o encosto do sofá, Watson fazendo o mesmo sobre o braço – Achei!! – Thomas exclama, indo em direção a eles, estendendo a mão.

—Gatos não são cachorros Thomas, tem que ter cuidado e afaga-los apenas quando eles permitem – aviso, pegando a garrafa de vinho que abrira dois dias atrás.

—E como sei que estão me dando permissão? – questiona, observando e sendo observado por meus gatos.

—Não tem como saber. Apenas sente e deixe que eles se aproximem primeiro. Gatos só vão ao colo daqueles em quem confiam plenamente – explico, pegando duas taças no armário sob a pia.

—Cait, eles estão me olhando esquisito – ouço-o dizer enquanto preparo uma tabua de frios para nós dois, rindo baixinho com seu comentário seguinte – Cait, acho que eles vão me atacar! – exclama e me volto não conseguindo conter uma gargalhada ao ver a cena: Thomas acuado em um canto, praticamente deitado sobre o braço do sofá, Sherlock e Watson, um sobre o encosto a outra com as patas sobre o peito dele, cheirando-o curiosa – Cait!! – chama, me olhando assustado – O que faço?

—Relaxe Thomas, apenas relaxe – aconselho, saindo da cozinha com a tabua de frios, torradas e um potinho de patê que ponho sobre a mesinha de centro, pegando meu gato – Olha só meu amor, ele está com medo de você – brinco, pondo-o junto ao rosto dele, o gato cheirando-o, minha gata fazendo o mesmo, ambos perdendo o interesse, ela saltando para o chão, correndo direto para a cozinha, ele se contorcendo para que o soltasse, o que faço vendo-o segui-la assim que toca o chão – Viu, já mataram a curiosidade e perderam o interesse em você – afirmo, retornando a cozinha, pondo mais ração para os quatro antes de servir o vinho para nós, pondo a garrafa dentro de um balde com gelo, levando tudo para a sala.

—Só espero que a dona deles não perca o interesse assim tão rapidamente – declara, pondo um pouco de patê sobre uma torrada, comendo-a de uma vez, tomando um gole do vinho.

—Que eu saiba o especialista em perder o interesse rápido é você meu querido – devolvo, sentando a seu lado, ligando a televisão, me recostando com minha taça nas mãos, escolhendo a exibição do show de uma banda de rock.

—Neste caso, posso relaxar de fato – afirma, descalçando a sandália, recostando-se como eu, abrindo os braços sobre o encosto, esticando as pernas.

—A vontade senhor Merlyn? – pergunto, olhando-o de soslaio.

—Muito doutora Snow – responde, sorrindo, sobressaltando-se como eu quando meus cães e gatos passam correndo direto para a varanda, os pugs latindo ruidosamente – O que deu neles? – pergunta, olhando-os.

—Não sei. Devem ter escutado alguma coisa nos apartamentos de cima ou de baixo – explico, pegando uma fatia de queijo, servindo mais um pouco de vinho para nós dois – A audição deles é mais aguçada do que a nossa.

—Cait, já sentiu como se estivesse sendo observada? – pergunta de repente, aceitando a taça que lhe entregava.

—Somos sempre observados Thomas. Há câmeras em praticamente todos os lugares que frequentamos – comento, recostando-me novamente.

—Sei disso, e gostaria que me chamasse de Tommy – pede – Não estou dizendo mas dentro de casa, aqui no condomínio, dentro de nossos apartamentos especificamente.

—Aqui?? – estranho, olhando-o fixamente.

—Desde que estive aqui pela primeira vez tenho a sensação de estar sendo observado constantemente, dia e noite – afirma, olhando em direção a varanda, desconfiado.

—Deve ser impressão sua Tommy, reforçada pelas câmeras de segurança espalhadas pelos corredores, garagens e jardins – afirmo, comendo outra torrada, tomando mais um pouco de vinho.

—Deve estar certa – concorda, mantendo o olhar na varanda – Deve ser apenas impressão.

“... Fazer da vida o que melhor possa ser;

Traçar um rumo novo em direção ao sol;

Me sinto muito bem quando vejo o pôr do sol,

Só pra fazer nascer a lua...”

Ela Vai Voltar (Todos Os Defeitos De Um Mulher Perfeita)

Notas finais
Nos vemos em quinze dias. Bjinhos