Notas iniciais
Olá só quem apareceu flores!! Estava com saudades!! Mas agora, à partir de quinta (ou sexta, ainda não sei bem) terei vinte dias para tentar att toda a família. Ai é só me esforçar para manter todas em dia. Mas vamos deixar de enrolação e ir ao que interessa. Como o titulo anuncia, Tommy é o foco. Vamos saber um pouco mais de sua vida antes de Cait. Não tudo, mas boa parte. Grata por todas as rewiews passadas e por não abandonarem a fic...More rewiews, pleaseeee..Boa leitura...Bjinhos flores.

“...Girl, you I want your love;

Your love was handmade for somebody like me;

Come on now, follow my lead;

I maybe crazy, don’t mind me;

Say, boy, let’s not talk too much;

Grab on my waist and put that body on me;

Come on now, follow my lead;

Come, come on now, follow my lead...”

Shape Of You

Ed Sheeran

Apartamento Caitlin (três semanas depois, 7/10 – 09:45 a.m)

Tommy

O peso em minhas costas seguido da sensação continua de lixas pequenas sendo passadas em meu rosto me acordam.

Abro os olhos tendo a agradável visão de Cait sentada na borda de sua banheira usando apenas o robe curto de seda florida concentrada em remover alguma coisa na parte de trás de sua perna. Ou melhor, tentando remover.

Estreito os olhos aguçando a visão, notando uma tesoura pequena em sua mão direta enquanto a esquerda segura uma espécie de pinça presa a algo...Os pontos! – lembro, erguendo o dorso repentinamente fazendo Watson afastar-se minimamente, parando de me lamber, enquanto Sherlock pula da cama, reclamando, mal-humorado pelo susto que lhes causei.

—Por que não me acordou para ajudá-la? – protesto fazendo-a ergue o rosto para mim, sorrindo daquele jeito doce que tanto me encanta.

—Porque não havia necessidade. Faço isso o tempo inteiro no hospital – diz, voltando a concentrar-se na perna novamente e suspiro, me sentando na borda da cama, girando o pescoço de um lado para o outro, espantando a dor.

—Sei disso, mas gostaria que me deixasse cuidar de você de vez em quando, para variar um pouco – resmungo, levantando, caminhando até ela, sentando a seu lado, a frieza do mármore em contato com minha pele fazendo-a arrepiar – Posso? – indago, dando duplo sentindo a minha frase, segurando suas mãos – Vamos lá Cait! A posição não é nada favorável para você – argumento notando o quanto estava se contorcendo a fim de alcançar os pontos localizados na parte posterior de sua perna esquerda centímetros abaixo de sua nádega, ouvindo-a suspirar, resignada, entregando-me pinça e tesoura, fazendo uma careta quando me olha mais atentamente.

—Não poderia ao menos ter posto um short antes? – ralha e rio divertido.

—Não poderia ter trancado a porta ao invés de ficar se contorcendo toda usando apenas esse robe curtinho? — devolvo – Não precisa me mostrar o quanto é flexível, já conheço seu corpo o suficiente para saber do que é capaz, especialmente na cama! – a provoco, recebendo duas tapas estaladas em minhas costas – Ai, isso dói! – reclamo, empertigando-me sem parar de rir – Agora levanta e vire de costas – ordeno.

—Anda muito mandão ultimamente senhor Merlyn! Acha que só porque o deixo frequentar minha casa já pode ir se achando o dono de tudo e todos, é? – questiona, me obedecendo mesmo assim.

—Sua casa e sua cama, não esqueça – provoco mais uma vez, desviando de mais uma tapa, segurando-a firme pela cintura, a obrigando a ficar parada de costas para mim – E não sou mandão um terço do que é, saiba disso – rebato, erguendo o robe, expondo seu bumbum – Segura para mim – peço.

—Não sou mandona – responde, fazendo o que pedia – Se me obedece é porque sabe que estou certa. Sempre – afirma, tranquila.

—Coff..Cof- convencida! – brinco, escutando-a rir.

—Espaçoso! – revida e rio.

—Sou mesmo – admito, cortando o segundo dos sete pontos – Este aqui vai doer um pouco. O nó entrou e está meio inflamado – aviso, prendendo o fio com a pinça, puxando-o devagar até dar espaço suficiente entre a pele e o fio de nylon para que pudesse cortá-lo.

—Ainda vai me contar aonde aprendeu a fazer suturas – diz, gemendo baixinho quando puxo um pouco mais o fio.

—Conto sim, pode deixar – prometo, distraído, concentrado nos demais pontos após cortar o inflamado.

—Depois retiro os seus – avisa.

—Uhum – concordo com um murmuro baixo.

Havíamos nos cortando, assim como várias outras pessoas, quando as portas de vidro da varanda de um dos apartamentos no sétimo andar quebraram enquanto eram trocadas. O proprietário, para economizar (por mesquinharia, para ser honesto), contratara uma firma pouco conhecida e de igualmente pouca credibilidade no mercado. O resultado foi um estrago imenso em quase todas as varandas abaixo da dele já que as portas haviam despencado lá de cima completas, com suas armações de metal, quebrando e arrastando tudo pelo caminho o que incluiu duas muretas de vidro, um conjunto de mesa e cadeiras de alumínio além de alguns jarros e jardineiras. Várias pessoas que se encontravam embaixo, nos jardins em frente a entrada do edifício acabaram sendo atingidas e feridas pelos estilhaços, nenhuma com fatalidade, graças a Deus e para a sorte e alivio do proprietário e da firma que fazia a troca.

O mais gravemente ferido fora o zelador, que reposicionava os regadores dos gramados no momento quem que tudo aconteceu. O homem fora atingido pelo maior dos estilhaços em seu ombro direito, o mesmo que também machuquei só que, no meu caso, por me atirar no chão levando Thea e Cait comigo. Na queda choquei-me com um dos pedaços de metal que fez um corte profundo em meu ombro.

Cait e Thea tiveram pequenos ferimentos, minha irmã no tornozelo esquerdo, ela na parte posterior da coxa, ambas ao sentarem-se sem prestar atenção, preocupadas e assustadas ao verem o sangue em meu ombro.

Na ocasião a ajudei a socorrer os feridos, juntamente com Oliver e Felicity, que assistiram a tudo de sua varanda, vindo em socorro das vitimas imediatamente, encarregando-se de levar o zelador ao hospital para um melhor atendimento.

O restante dos feridos foi atendido por Cait com minha ajuda, de Eddie, Ray e Sara, que haviam chegado pouco depois, ao escutarem os gritos, encontrando a confusão armada. Ao final, apenas ela e eu não havíamos sido socorridos, por assim dizer. Havíamos deixado o pessoal encarregado de orientar as pessoas a procurarem o hospital caso suas vacinas contra tétano estivessem vencidas ou próximas a vencer e subíramos para seu apartamento aonde, depois de ela limpar e fazer a sutura em meu ferimento, fiz o mesmo com o seu, deixando-a surpresa.

—Você é realmente surpreendente Tommy Merlyn! Jamais pensei que fosse capaz de suturar alguém sem desmaiar — comentara enquanto terminava a sutura em seu ferimento, ficando ainda mais admirada ao ver o resultado final no espelho.

—É que fui cirurgião plástico em outra encarnação! — brinquei na hora fazendo-a rir.

Retiro o último ponto examinando a pele macia, verificando se não havia pus no local onde o ponto inflamara.

—Prontinho doutora, liberada – anuncio dando uma palmada em seu bumbum, ela se voltando para mim.

—Minha vez – declara, pegando tesoura e pinça de volta, começando a retirar os pontos em meu ombro – Posso te fazer uma pergunta? – questiona.

—Claro – respondo, levando as mãos a sua cintura por sobre o robe, brincando com o nó desleixado da fita de seda preta que serve como cinto.

—Andei pesquisando essa tatuagem e seu ombro – começa, o tom de voz excessivamente cuidadoso chamando minha atenção – Não é tão comum quanto pensei a princípio – admite, e pelo canto do olho a vejo morder o lábio inferior, apreensiva, silenciando repentinamente.

—Sim – digo, apertando levemente sua cintura – E... – instigo-a a prosseguir.

—No começo pensei ser algo pessoal, que tivesse ou trouxesse alguma lembrança ou sentido para você.... até lembrar que vi a mesma em outro lugar, outra pessoa....Pessoas, para ser mais exata – comenta, cautelosa, terminando de retirar os pontos.

— E ...- instigo-a outra vez diante de novo silencio – Pode perguntar Cait – acrescento, ela tomando uma respiração profunda antes de finalmente verbalizar seu questionamento.

—É um Ranger Thomas? – pergunta, me encarando, uma ruga formando-se entre seus olhos.

—Sou – confirmo vendo a ruga dar lugar a surpresa.

—Sério? – admira-se – Quero dizer, não que Não possa ser um, ou que não possua qualidades para ser, quem tem que decidir isso é o exercito, não eu – enrola-se e rio baixinho, fechando meus olhos – Mas é que...parece-me estranho que tenha prestado serviço militar. Mais estranho ainda que ninguém, nem mesmo Thea, comente sobre isto – comenta, franzindo o cenho – Ela sabe?

—Que servi sim, que sou Ranger não – digo, beijando seu ventre por cima da roupa – Poucas pessoas sabem que fomos aceitos, os três, Oliver, Eddie e eu — revelo deixando-a espantada — Apenas John Diggle, que foi um de nossos instrutores e Ray Palmer, que também serviu só que em outra unidade e por motivos diferentes do nosso – enumero, ela abrindo a boca surpresa.

—Ray serviu no exercito? Sério? – admira-se novamente e desta vez não contenho a risada alta – Pare Tommy, não é engraçado manter segredo sobre esse tipo de coisa das pessoas que te amam já que, presumo, Sara e Felicity também não sabem sobre este serviço secreto de vocês – diz, fazendo aspas no ar, zangando-se – Por que o segredo, alias? Está me dizendo a verdade ou é só uma gozação? Serviram mesmo? Andou fazendo algo de errado foi expulso e tem vergonha de falar? – conjectura e rio mais.

—Nossa, que imaginação fértil! – exclamo, fazendo-a sentar em minha perna direita – Servimos de verdade. Não estou querendo te impressionar – reitero – Ray igualmente, só que no setor tecnológico e porque havia interesse da Palmer Tech em fornecer material neste setor para o exercito americano – explico, ela soltando um “Ahhh” , erguendo uma sobrancelha outra vez– E não, não fui expulso – me adianto – Nem Oliver ou Eddie. Cumprimos nossa pena até o final e depois nos voluntariamos três vezes, como se pede, para só então sermos aceitos – conto.

—Pena? Como assim pena? – quer saber.

—O serviço militar, a principio, não foi bem uma escolha – começo dizer, encarando-a – Quando completei dezoito anos, Oliver, com a ajuda da governanta de sua família, que cuidava e passava mais tempo conosco do que os pais dele ou o meu – friso – Preparou-me uma festa surpresa na mansão Queen aproveitando que Moira e Robert estavam em Aruba numa terceira ou quarta , lua de mel e meu querido e amado pai, pra variar, estava em alguma parte da Europa com sua recém assumida namorada Isabel em uma convenção, congresso, sei lá, de empreiteiras – prossigo – Até ai nenhuma novidade. O problema se deu quando os três panacas, Oliver, Eddie, que completara dezoito dois meses antes, e eu, resolvemos ir atrás de mais drogas para animar a já animada festa visto que alguns amigos – faço aspas no ar – Haviam levado ecstasy suficiente para suprir um batalhão – revelo vendo-a reter o ar – Sim, usei drogas algumas vezes. Licitas e ilícitas. No começo para desafiar meu pai, chamar sua atenção, o que obviamente não deu certo. Depois porque gostei – admito, suspirando antes de continuar – Naquela noite queria algo mais forte. Estava irritado pela atitude de meu pai, por ter assumido Isabel. Não gostava dela, pois além de pensar que queria ocupar o lugar de minha mãe, dei ouvidos as insinuações de que ela e Malcom tinham se envolvido enquanto ainda estava viva. Ela era enfermeira de minha mãe, a princípio no hospital, depois particular no curto período que ficou em casa antes de morrer – lembro.

—Pensava? Mudou de opinião? – questiona, inclinando a cabeça levemente, outro tique seu que amo.

—Não integralmente – confesso – Mas aprendi a lidar com isso – afirmo – Como dizia, naquela noite decidi buscar algo mais forte. Fui à busca de coca – revelo – Só havia feito uso uma única vez, no colégio, e passei tão mal que escolhi me contentar com as mais leves além da bebida – conto – Como disse a pouco, estava com raiva. De várias coisas e pessoas. Queria mergulhar no nada, ficar alto o restante da madrugada. Curtir uma viagem, se me entende.

—Uhum ...Um pouco – murmura – E como isso acabou em serviço militar? – questiona.

—Então...Pretendia, e até tentei, sair da festa sozinho. Mas Ollie e Eddie notaram e me seguiram – faço uma pausa ao escutarmos os cachorros latirem, aguardando alguns segundos antes de voltar a falar – Tinha pegado o número de um dos fornecedores do cara do colégio, o mesmo que me dera a droga da outra vez. Liguei, marquei e fomos direto ao encontro do tal fornecedor. Acontece que o cara era um policial disfarçado. Fomos presos em flagrante – revelo, ela abrindo a boca mais uma vez, surpresa – Como estava atingindo a maioridade aquela noite, responderia como adulto assim como Eddie. Para nos ajudar, o juiz do caso queria nos fazer, os três, de exemplo. Tencionava nos mandar para um presídio federal mesmo Ollie ainda sendo menor perante a lei. Como meu pai e os dele não foram encontrados de imediato, Steve Thawne, pai do Eddie, assumiu a responsabilidade de cuidar de nossa defesa. Ele juntamente com Lance e o então recém chegado Joe West, conseguiram demover o tal juiz e o convenceram a nos dar uma pena alternativa – faço aspas novamente – Tanto o pai quanto o tio de Eddie são militares. Foram eles que sugeriram nossa pena ser cumprida dentro de um quartel, em regime fechado, por um ano e meio e depois disso prestarmos serviço comunitário por mais seis meses. O tal juiz gostou e foi assim que nos tornamos militares. Durante este período, acabamos por gostar da coisa e nos voluntariamos mais duas vezes para podermos nos candidatar aos Rangers. É isso – concluo, ambos ficando em silencio por um tempo.

—Seus pais, como reagiram? – quebra-o, curiosa.

—Robert bateu palmas, Moira quis matá-lo, pelo que soube – informo, ela rindo minimamente – Quanto a meu pai, foi indiferente. Sua raiva consistiu em ter-me deixado apanhar muito embora tenha admitido que, caso estivesse na cidade, não moveria uma palha para impedir minha prisão – conto, fazendo uma careta – No final das contas foi melhor para mim ele estar longe – afirmo.

—Ainda não entendi o motivo do segredo – reitera, afagando meu cabelo.

—Não é segredo – contesto – Acontece que as pessoas, quando passamos esse tempo sumidos, tiraram sua próprias conclusões e nenhum de nós quis ou se importou em desdizer ou explicar nada – afirmo, soltando o laço do robe – Quanto a Thea e outras pessoas mais intimas, acredito que saibam ou desconfiem por causa das tatuagens, mas como nunca perguntaram nada – dou de ombros, deslizando a mão por seu ventre – Apesar de não ser segredo, como disse, também não é algo que se divulgue em redes sociais. Ser um Rnager não é exatamente sinônimo de popularidade. Já ouvi muitos comentários negativos, outros preconceituosos, outros raivosos onde nos chamam de assassinos e coisa pior. E isto apenas por terem visto a tatoo – comento, beijando o vale entre seus seios, o peito subindo e descendo num suspiro profundo.

—Isso explica sua bravura em ação – brinca, enroscando mais os dedos em meu cabelo, a pele arrepiando quando rio – Mais algum esqueleto escondido no armário senhor Merlyn? – questiona e paro, tenso.

—Só mais um – admito, ela segurando firme meu cabelo, forçando-me encará-la – Envolve outra pessoa, por isso não posso te contar agora.

—Mas pode dizer do que se trata? – pergunta, estreitando os olhos.

—Um caso de alguns dias, anos atrás – conto.

—Com?? – indaga.

—Eu realmente tenho que falar com ela antes – reafirmo.

—Então é alguém que conheço – intui, olhando dentro de meus olhos – Quem é Tommy? Sara? Laurel?

—Se fosse qualquer uma delas não seria preciso uma conversa antes seria? – devolvo, ficando de pé repentinamente – Cait, não quero discutir com você ainda mais por algo tão antigo. Também não quero que se indisponha com a pessoa, então será que não podemos apenas dar um tempo nesse assunto? Prometo que assim que falar com ela te conto tudo – digo, beijando os dedos indicadores cruzados, seu sorriso pequeno me tranqüilizando.

—Ok – diz, envolvendo meu pescoço com os braços – Também não te contei tudo de meu passado ainda – relembra.

—Humm, quer dizer que tem seus esqueletos também não é doutora? Bem que desconfiei – provoco-a, enlaçando-a pela cintura, erguendo-a do chão.

—Nenhum que desabone minha conduta meu caro – rebate – O que está fazendo Tommy? – pergunta quando entro no boxe levando-a comigo.

—Meu exercício matinal predileto nos últimos tempos e que tive que restringir devido a posição delicada de seu ferimento – digo, pondo-a no chão, fazendo o robe deslizar por seu corpo caindo a seus pés, minha boca tomando a sua num beijo sedento ao mesmo tempo em que colo nossos corpos um ao outro e a parede a suas costas.

Envolvo sua cintura mais vez, erguendo-a, fazendo com que enrosque as pernas a minha cintura, um gemido abafado escapando por seus lábios quando meu membro duro roça a parte interna de suas coxas.

Sem pressa, deslizo as mãos até seu bumbum, segurando-o, começando a penetrá-la devagar, entrando só a cabeça de meu membro, saindo, entrando novamente, indo um pouco mais fundo, parando, sentindo-a comprimir-se a em volta dele. Gememos juntos enquanto permaneço imóvel, libertando seus lábios pra dar atenção aos seios, sugando, mordendo, segurando os bicos rijos até escutá-la arquejar, arqueando o corpo em busca do meu.

Termino de penetrá-la indo o mais fundo que a posição me permitia, iniciando movimentos cadenciados de vai e vem, entrando e saindo dela cada vez mais forte e rápido, indo mais fundo a cada estocada. Gotas de suor começam a escorrer por nossos corpos, nossa respiração mais pesada a cada minuto aumentando a umidade dentro do espaço restrito, embaçando os vidros.

Mudo de posição ficando eu com as costas apoiadas a porta de boxe, deixando-a me cavalgar a vontade, sustentando-a em meus braços.

—Uhummm...Tommy! – geme, mordendo o lábio, levando as mãos a porta, segurando firme enquanto aumenta o ritmo, o corpo delicado estremecendo a medida em que o orgasmo se aproxima, explodindo num gozo quente a minha volta, amolecendo.

Inverto nossas posições mais uma vez, imprimindo um ritmo frenético a minhas investidas, ouvindo-a gritar e gemer coisas desconexas.

—Oh, céus, Tommy, vou gozar...de novo! – geme abrindo a boca, surpresa e prazer se misturando em seu rosto vermelho pelo esforço, gozando junto comigo – Eu...Não acredito nisso! – exclama, me beijando com ardor renovado, mantendo nossas cabeças unidas enquanto tenta retomar sua respiração normal, mas ainda queria mais.

Começo a me mexer novamente arrancando mais expressões de surpresa e prazer, estocando mais forte até induzir nos dois ao gozo mais uma vez, me aquietando ainda dentro dela.

—Você foi incrível! – elogia, beijando meu rosto, assim que sua respiração regulariza.

—Só refleti minha parceira – devolvo, saindo dela com cuidado, pondo de pé a minha frente ainda em meus braços, tomando seus lábios em um beijo o qual interrompo apenas quando o ar nos falta – Podia passar o dia inteiro te amando sem nunca cansar.

—Exagerado! – exclama, rindo, me dando um selinho – Que tal um banho, café da manhã reforçado, pra nós dois , e depois vemos o que fazer no restante do dia – sugere, mordendo meu queixo, as mãos espalmadas em meu peito brincando com os pelos.

—Sugiro ficarmos da cama para o sofá e vice versa – digo, apertando-a mais forte, o contato pele contra pele fazendo minha excitação aumentar rapidamente.

—Ok, não sei se tenho pique para tanto, mas podemos tentar...Depois de uma boa refeição, portanto trate de se comportar – alega, tentando me afastar, suspirando quando levo uma mão a sua intimidade, incitando-a – Isso...é co...covardia Tommy – balbucia, cravando as unhas em meus bíceps, gemendo alto – Ai, droga, desse jeito não vamos nem conseguir sair deste banheiro! – ralha, ofegante.

Me limito a sorrir, encostando-a a porta do boxe mais uma vez, colando minha boca a seu pescoço, deslizando-a por seu corpo a medida em que me abaixo, detendo-me ao alcançar seu sexo úmido.

De joelhos a sua frente, ergo sua perna esquerda pondo-a sobre meu ombro enquanto distribuo beijos e lambidas por toda área, meus dedos trabalhando em seu interior, ganhando a companhia de minha língua em alguns momentos induzindo-a ao gozo em poucos minutos, provando seu gosto em minha boca.

Me levanto levando o robe comigo, pendurando-o no boxe antes de ligar a ducha sobre nós, beijando-a novamente sob a ducha morna. Desligo o chuveiro pegando sabonete e esponja, derramando o liquido espesso por seu corpo a começar nos seios, esfregando delicadamente até formar espuma. Minhas mãos passeiam por cada recanto de seu corpo levando a esponja, esfregando, friccionando, usando a espuma de seu corpo para ensaboar o meu.

Ligo a ducha novamente retirando tudo, desligando, terminando nosso banho.

Abro o boxe pegando a toalha sobre a pia. Envolvo-a em seu corpo erguendo-a, carregando-a até a cama, onde nos amamos mais uma vez antes de nos vestirmos e irmos para a cozinha em busca de algo para comer.

Apenas quando sinto o cheiro apetitoso da lasanha aos quatro queijos exala pelo ambiente percebo o quanto estava faminto.

Tomamos a refeição à mesa da cozinha acompanhados por seus mascotes, tendo vinho branco para completar, além de torradas, suco e iogurte.

—Desse jeito vou acabar engordando – reclama, deitada no sofá com a cabeça em meu colo, Sherlock e Watson , um a meu lado, outro ao dela, nos fazendo companhia enquanto os pugs corriam pela casa.

—Eles sempre ficam elétricos assim depois de comer? – pergunto, observando os dois correndo atrás de uma bola de borracha, parando, voltando a correr quando esta lhes escapa.

—As vezes – diz, bocejando – O que você quer fazer, e não me venha com a mesma sugestão ou sou capaz de te bater! – ameaça, me fazendo rir.

—Agora só quero relaxar e aproveitar a companhia de minha deliciosa namorada e seus pets malucos! – brinco, inclinando a cabeça para lhe dar um selinho – Vejamos se tem algo que se aproveite na televisão – sugiro, pegando o controle, ligando o aparelho.

Depois de zapear um bom tempo, chegamos ao acordo de assistir um seriado antigo. Vinte minutos depois, Cait dorme tranqüila em meu colo.

Sorrio afagando seu cabelo e rosto, uma ruga de preocupação se formando entre meus olhos ao lembrar a promessa que fizera.

—Não posso correr o risco de te perder, mas também não quero nenhum segredo entre nós – sussurro, levantando com cuidado para não acordá-la, indo até o quarto em busca de meu celular.

Quando estou retornando a sala, sinto um calafrio percorrer minha espinha, a sensação de estar sendo observado ressurgindo com força. Há dias não sentia isto. Mesmo estando no meio do corredor, olho a volta em busca de algo que justificasse esse sentimento, mas tudo que vejo são quadros e luzes. Ainda reviro alguns procurando sei lá o que (câmeras talvez) ,pondo-os de volta, seguindo meu caminho, a sensação ainda permanecendo mesmo depois que sento no sofá novamente, apoiando a cabeça de Cait em meu colo como antes.

Balanço a cabeça espantando a desconfiança infundada, abrindo o aplicativo de mensagens.

“Oi. Precisamos conversar” – digito, enviando, a resposta vindo mais rápido do que esperava.

“Sobre???” – questiona.

““Você sabe” – respondo, acrescentando — “Não quero segredos entre mim e Cait. E não quero que saiba por outras pessoas, de forma errada ou distorcida. Acredito que queira o mesmo em relação a ele”

“Com certeza” – responde ainda mais rapidamente – “Quando podemos nos encontrar?”

“Hoje, se possível” – sugiro — “Estou com ela, mas posso dar um jeito de sair. E você?”

“Estou livre. Onde?”

“Pode ser no Big Belly”

“Não. Prefiro um lugar mais discreto”

“Por quê? Não estamos fazendo nada de errado”

“Prefiro assim Thomas”

“Ok. Tem um quiosque no final do píer. É discreto e pouco conhecido por qualquer um de nossos amigos. Te mando a localização. Em vinte minutos, pode ser?”

“Está ótimo. Nos encontramos lá” – concorda.

Envio a localização como combinamos, olhando a tela sem ver o que passava, pensando em como aborda o assunto com Cait quando voltasse.

Suspiro, levantando novamente, pondo uma almofada sob sua cabeça. Retorno ao quarto pegando minhas chaves, calçando o tênis, pondo a jaqueta antes de voltar a sala.

Agradeço por encontra-a ainda dormindo. Escrevo um bilhete dizendo ter saído para comprar uma sobremesa para logo mais, deixando um beijo casto em seus lábios antes de sair.

Para minha sorte, o elevador acabara de chegar, o casal vizinho de Cait saindo abraçados, me cumprimentando com um aceno. Observo-os enquanto as portas não fecham pensando se poderia construir com Cait o que eles tinham.

Os Dalton eram casados a mais de vinte anos, tinham quatro filhos e uma dezena de netos, no entanto, quem os via, pensava serem recém casados.

Nunca senti vontade de ter uma relação assim. Até conhecê-la. Agora, a cada dia, quanto mais tempo passamos juntos, mais tenho certeza de querer isto para nós. Por isso é tão importante que saiba do que aconteceu por mim e mais ninguém.

Saio do elevador seguindo direto para meu carro, partindo o mais rápido possível. Na metade do caminho recebo a mensagem avisando que ela já chegara ao local e me aguardava.

—Foi rápida loira! – me admiro, estacionando próximo ao quiosque, visualizando a cabeleira loira.

Desço indo direto a mesa que ocupava, assustando-a ao sentar sem dizer nada.

—Porra Tommy, quer me matar de susto! – dramatiza, levando uma mão ao peito.

—Não lembrava que fosse tão dramática loira! – provoco-a, recostando-me a cadeira despreocupadamente.

—Não me chame assim. Sabe que não gosto – ralha, calando-se quando o garçom vem até nós.

—Boa tarde – cumprimenta após olhar o relógio em seu pulso – Vão querer beber algo?

—Uma água de coco – peço.

—Duas — corrigi-me.

—Duas águas. Trago em um minuto – avisa, retirando-se.

—Então quer contar a Cait o que houve entre nós?

—Quero – anuo – E ao Oliver. Acho que já está na hora de ele saber Felicity.

—Concordo. Até porque os papeis já chegaram – avisa, estendendo-me uma pasta marrom – O advogado de meu padrasto enviou ontem. Ia te ligar, mas tive um compromisso com Oliver e chegamos tarde. Estava para te ligar quando recebi sua mensagem – explica enquanto começo a ler os documentos a minha frente – Li tudo ontem mesmo, de tão ansiosa que estava – admite e rio com o canto da boca.

—Está louquinha pra se vê livre de mim não é? – provoco-a.

—Tanto quanto você! – devolve, fazendo uma careta – Cometemos um erro Tommy, sabe disso tão bem quanto eu – pontua, me encarando, uma sombra de tristeza cruzando seu rosto delicado – Um erro que poderia ter tido conseqüências permanentes – lembra, enxugando uma lágrima que teimosa.

—Não sabe o quanto sinto por não ter estado a seu lado Felicity – digo, segurando sua mão sobre a mesa, massageando o dorso com o polegar – Nunca me perdôo por isso não é?

—Não seja tolo Thomas! Evidente que te perdoei – garante – Aliás, não havia nada a ser perdoado. Na verdade só tenho que te agradecer, afinal, se não tivesse atendido o chamado de sua unidade, Oliver não estaria vivo e, por conseguinte não teríamos nos conhecido e nos apaixonado – relembra, pondo sua mão sobre a minha – Por falar nisso, quando vai contar a Cait ?

—Sobre nós? – indago, ela revirando os olhos.

—Evidente que não, se foi justamente isso que viemos decidir – frise, me deixando confuso – Sobre ser um Ranger.

—Oi? – espanto-me, puxando a mão com força exagerada.

—É, eu sei – diz, rindo de minha expressão – Oliver me contou ontem a noite, depois que encontramos, por acidente, um de seus colegas de farda, é assim que se diz? – questiona e aceno afirmativamente – Pois é. Encontramos um dos membros de seu pelotão durante o evento. O coitado não sabia que eu não sabia e ai, num determinado momento, me perguntou se havia conhecido Ollie antes ou depois de ele entrar para o grupo. Precisava ter visto a cara de pânico quando notou a besteira que fizera! – exclama, rindo divertida.

—Deixa eu adivinhar o nome da criatura: Steve Sumers, estou certo? – indago, ela confirmando – Só podia ser – afirmo, retomando a leitura.

—Por que tanto segredo em torno disso? Todo mundo sabe que foram obrigados a servir para escapar da cadeia – comenta, dando de ombros, sorvendo um pouco da água de coco pelo canudo – Não vejo motivo para esconder que depois optaram por seguir carreira. Tem medo de sujar sua imagem de playboy bom vivant, por acaso? – me provoca.

—Minha e do Ollie, não esqueça – devolvo, chegando a última folha – Tem uma caneta? – pergunto, ela me estendendo uma após procurar em sua bolsa – Respondendo a sua pergunta: também contei a Cait , soque hoje cedo – revelo, assinando o documento.

—Tem que rubricar todas as folhas – avisa, inquietando-se na cadeira – Como faremos Tommy? Para contar a eles, quero dizer. Vamos simplesmente chegar e contar tudo que aconteceu no passado?

—Conhece uma maneira melhor? – questiono, fechando e lhe devolvendo a pasta.

—Não sei Tommy. Tenho medo da reação de Oliver – comenta, separando algumas folhas – Esta copia é sua – avisa, pondo-as dentro de uma pasta transparente antes de me entregar – E da reação de Cait também – admite, mordendo o lábio, insegura.

—Também me preocupo com isto, mas será bem pior se o passado bater a nossa porta e eles ficarem sabendo por terceiros não acha? – questiono, pondo suas mãos entre as minhas mais uma vez, e como se para exemplificar o que dizia, a vos de Laurel Lance soa ao nosso lado.

—Mas que surpresa agradável – declara, olhando-nos alternadamente, a sobrancelha arqueada – Felicity Smoak e Tommy Merlyn, de mãos dadas num quiosque escondido de tudo e todos? Impressão minha ou estão tendo um encontro secreto? – ironiza, fazendo-a puxar as mãos rapidamente.

—Nem tão escondido tampouco secreto já que nos descobriu não é senhora Palmer ?!- devolvo na mesma moeda, tendo o cuidado de esconder a pasta.

—É Lance, Merlyn, caso tenha esquecido – rebate, irritada – Então, o que fazem aqui? – interroga.

—Então....- a parafraseio, levantando, deixando o dinheiro dos cocos sobre a mesa – Não é de sua conta! – falo ao pé do ouvido , levando uma mão maliciosamente a sua cintura – Se fosse você me preocupava com o que seu acompanhante está pensando me vendo tamanha intimidade entre nós – sugiro, deixando um beijo estalado junto a sua orelha, soltando-a, me afastando rindo alto quando me xinga.

—Beleza. Em menos de dois minutos Oliver saberá que estávamos aqui de uma forma totalmente deturpada. Obrigada. Muito obrigada mesmo Thomas! – exaspera-se, destravando o carro enquanto caminha.

—Adiante-se e ligue para ele antes – recomendo , parando a seu lado quando chegamos a seu carro – Laurel estará ocupada nos próximos dez minutos pelo menos a julgar pela expressão do homem que veio com ela – informo, ela seguindo meu olhar, rindo com o canto da boca ao ver a morena em maus lençóis – Vamos jantar hoje, nós quatro, em seu apartamento e acabamos logo com isso – peço, encarando-a.

—Concordo , mas prefiro um restaurante – diz, atirando a bolsa junto com a pasta sobre o banco do carona – Familia Muccini está bom pra você? Cait adora massas – comenta.

—Já notei – digo, apoiando a mão no capo de seu carro – Por mim tudo bem. As nove? – sugiro.

—As nove está ótimo – anui, entrando no carro, dando a partida – Só espero que estejamos fazendo o certo Tommy – declara, insegura.

—Estamos – asseguro – Até mais tarde Felicity – me despeço, seguindo seu carro com o olhar antes de me voltar para o meu, entrando, pondo a pasta sobre o banco como ela fizera, dando um última olhada em Laurel antes de partir.

No caminho, ligo para Cait avisando que estava voltando com a sobremesa, comentando que encontrara com Felicity e ela nos convidara para jantar com ela e Oliver, ela concordando de bom grado.

Paro em um supermercado comprando dois potes do sorvete preferido dela , morangos frescos além de agrados para seus pets (biscoitos e outras coisas que a vendedora garantiu que tanto gatos quanto cachorros adoram), seguindo direto para casa.

Estaciono em minha vaga, desço, travo o carro, pego as compras pendurando-as em um braço, caminhando para o elevador, assobiando uma canção da moda, recostando-me a parede interna após apertar o botão de seu andar, pensando que deveria levar algumas roupas para lá, rindo do mesmo enquanto retiro o celular, que começara a vibrar, do bolso, franzindo o cenho ao lê a mensagem enviada por um numero desconhecido: “Já pensou em se inscrever junto com ela numa daquelas maratonas sexuais? Aposto que ganhariam fácil, fácil!” – diz o texto emoldurado por emojis pouco convencionais, um vídeo sendo enviado do mesmo número logo em seguida.

Saio do elevador no momento em que termina de carregar, parando, estarrecido, ao ver as imagens.

—Mas que porra é essa!!! – vocifero, sentindo o sangue em minhas veias virarem gelo ao nos reconhecer no vídeo onde apreciamos transando em meu banheiro...

Continua..

“...I’m in love with the shape of you;

We push and pull like a magnet do;

Although my heart is falling too;

I’m in love with your body;

Last night you were in my room;

And now my bedsheets smell like you;

Every day discovering something brand new;

I’m in love with your body;

Oh-I-oh-I-oh-I-oh-I;

I’m in love with your body;

Oh-I-oh-I-oh-I-oh-I;

I’m in love with your body…”

Notas finais
Nos vemos em quinze dias! Bjinhos flores